FISIOTERAPIA NO PRÉ-NATAL E PARTO VAGINAL: O PAPEL DA CINESIOTERAPIA NA SAÚDE PERINEAL E NO TRABALHO DE PARTO

PHYSIOTHERAPY IN PRENATAL CARE AND VAGINAL DELIVERY: THE ROLE OF KINESIOTHERAPY IN PERINEAL HEALTH AND LABOR

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511142034


Karina Ventura dos Santos1
Layssa Evangelista Ximenes de Oliveira1
Lyriel Figueredo Silva1
Wendy Brasil Pinheiro de Carvalho1
Maria da Penha Laprovita2


Resumo

A gestação acarreta profundas transformações físicas, hormonais e biomecânicas, que demandam adaptações e podem impactar a qualidade de vida da mulher. Nesse cenário, a cinesioterapia pré-natal constitui-se como uma intervenção segura, acessível e eficaz, preparando a gestante física e emocionalmente para o parto vaginal. Tal abordagem promove maior autonomia e conexão com o processo de nascimento, alinhando-se aos princípios de humanização e qualidade em saúde pública. O objetivo deste estudo consiste em analisar a influência da cinesioterapia pré-natal na saúde perineal e no trabalho de parto, investigando seus impactos na preparação física e emocional das gestantes para o parto vaginal.Realizou-se uma revisão de literatura, mediante pesquisa nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine (PubMed), incluindo artigos publicados entre 2015 e 2025. A busca inicial dos artigos foi realizada nos bancos de dados, onde ao total resultou na obtenção de 52 artigos. Ao final, foi selecionado 14 artigos para esta pesquisa. A cinesioterapia pré-natal demonstra ser uma estratégia eficaz e segura, capaz de otimizar a saúde física e emocional da gestante, aprimorar a experiência do parto vaginal e reduzir a necessidade de intervenções obstétricas, consonante com a humanização do nascimento.

Palavras-chave: Pré-natal. Cinesioterapia. Parto vaginal.

1 INTRODUÇÃO

A gestação é um período de intensas transformações físicas, hormonais, emocionais e biomecânicas, que exigem adaptações significativas no corpo feminino, exigindo adaptações com impacto direto na qualidade de vida. Essas transformações envolvem o crescimento uterino, o deslocamento do centro de gravidade, o aumento do peso corporal e das mamas, além de alterações posturais que podem causar dores e desconfortos musculoesqueléticos. Nesse processo, o preparo adequado para o parto se mostra essencial para o bem-estar materno e para promover um desfecho positivo e seguro durante o nascimento (MOREIRA et al., 2011; MONTENEGRO; REZENDE, 2017).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as complicações durante a gestação e o parto têm aumentado ao longo do tempo. No Brasil, 830 mulheres morrem todos os dias devido a essas complicações, embora esse número seja 44% menor do que o registrado em 1990. Todavia, a melhoria da infraestrutura e o avanço do conhecimento dos profissionais de saúde tem fornecido em grande parte a redução do índice de mortalidade materna e neonatal ao longo dos anos (OMS, 2015; SANTOS, 2015; OLIVEIRA; ALBUQUERQUE, 2018). 

Com o fortalecimento do modelo de parto humanizado e da visão da gestante como protagonista do seu processo de nascimento, cresce a busca por métodos não farmacológicos de alívio da dor e promoção de um parto mais ativo. Nesse cenário, o tratamento fisioterapeutico se mostra uma estratégia segura e eficaz, pois estimula a movimentação da gestante, facilita o posicionamento fetal adequado e favorece a progressão fisiológica do trabalho de parto (MAIA; FREITAS, 2022; BUFFON; MARTINS, 2023). 

Os recursos fisioterapêuticos vêm ganhando destaque como técnicas eficazes de suporte à gestante, principalmente as técnicas de cinesioterapia. A cinesioterapia pré-natal consiste na aplicação de exercícios terapêuticos, visando promover mobilidade articular, fortalecer a musculatura envolvida no trabalho de parto (principalmente o assoalho pélvico) e aliviar desconfortos presentes ao longo da gestação, como dores lombares, edema e fadiga. Esses exercícios contribuem para a melhora da consciência corporal, da postura e do equilíbrio, favorecendo a autonomia e a autoconfiança da mulher no momento do parto (MINETTO et al., 2018).

A realização de atividades físicas supervisionadas durante a gestação, com destaque para a cinesioterapia, apresenta diversos benefícios na saúde materno-fetal por ser capaz de preparar a gestante para o parto vaginal, auxiliando no controle do ganho de peso, na melhora da função cardiovascular, na regulação emocional da gestante e na prevenção de disfunções do assoalho pélvico, como a incontinência urinária e as dores pélvicas (GLISOI, 2011; PADILHA; GASPARETTO; BRAZ, 2015). 

Apesar dos avanços nas evidências científicas e da crescente inserção da fisioterapia no cuidado pré-natal, a presença do fisioterapeuta ainda não é comum nos serviços públicos de saúde. Muitas gestantes desconhecem os benefícios da cinesioterapia e não têm acesso a essa forma de cuidado, especialmente na atenção básica. Essa ausência pode estar associada à falta de políticas públicas específicas, à escassez de profissionais capacitados ou à desvalorização da fisioterapia dentro da atenção obstétrica (COIMBRA; SOUZA; DELFINO, 2014; SILVA; MARQUES; AMARAL, 2018). 

Se mostra urgente a ampliação do conhecimento sobre a cinesioterapia pré-natal entre os profissionais de saúde e a população em geral, sendo investido em ações de educação em saúde, fortalecimento das práticas integrativas nos serviços de pré-natal e promoção da inclusão da fisioterapia obstétrica nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo avanços importantes para tornar essa prática acessível a todas as gestantes. A valorização do papel da fisioterapia no cuidado materno pode contribuir de maneira significativa para a redução da morbimortalidade, a melhora da experiência do parto e a promoção da saúde integral da mulher e do bebê (BRASIL, 2012). 

Nesse contexto, a cinesioterapia pré-natal emerge como uma intervenção segura, acessível e eficaz no preparo físico e emocional para o parto vaginal. Ela fortalece o vínculo da mulher com seu corpo e com o processo de nascimento, contribuindo para um parto mais ativo, consciente e respeitoso, em consonância com os princípios da humanização e da saúde pública de qualidade (BRASIL, 2012; VIEIRA; SANTOS, 2018). 

Tendo em vista a crescente preocupação sobre a humanização do parto e a redução de intervenções médicas desnecessária, e a importância das abordagens não-farmacológicas, característica da assistência fisioterapêutica, para a promoção do bem-estar físico, social e psicológico da mulher durante o ciclo gravídico, o presente estudo justifica-se pela relevância da abordagem fisioterapêutica durante o pré-natal, em especial da cinesioterapia, como método de preparação para o parto vaginal. Ao compreender como os exercícios terapêuticos influenciam a evolução do parto, é possível propor estratégias que contribuam para a humanização do nascimento, o empoderamento feminino e a redução das taxas de cesárea desnecessária, ainda tão frequente no Brasil.

Dessa forma, a pergunta norteadora deste estudo consiste em “Como a prática de cinesioterapia pré-natal impacta a taxa de intervenções obstétricas (como uso de forceps, episiotomia ou cesariana) durante o parto vaginal?”. Espera-se, com isso, contribuir para a valorização da atuação fisioterapêutica na assistência obstétrica, promovendo uma abordagem mais integrada e centrada na mulher durante a gestação e o parto.

O objetivo geral deste estudo consiste em analisar a influência da cinesioterapia pré-natal na saúde perineal e no trabalho de parto, investigando seus impactos na preparação física e emocional das gestantes para o parto vaginal.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Modificações Fisiológicas e Anatômicas ocorridas durante o período gestacional

Durante a gestação, acontecem diversas alterações envolvendo os sistemas do corpo humano, sendo que esse período é definido por grandes modificações anatômicas, fisiológicas e biomecânicas para suportar o desenvolvimento e o crescimento intrauterino. Embora façam parte da evolução gestacional (VALADARES, 2018).  

Muitas dessas modificações podem indicar fatores de risco ou agravamento de doenças ou, então, mascarar alterações hemodinâmicas importantes. As mudanças que ocorrem durante a gravidez podem ser locais, quando acometem órgãos e estruturas específicas, como útero, ovários, vulva, vagina e mamas. Outras envolvem os sistemas de forma geral, como o circulatório, o respiratório e o urinário, entre outros, e são denominadas modificações sistêmicas (Silva, 2018).

Portanto, é essencial a compreensão pela equipe multiprofissional integrada na atenção ao parto, sobre os instrumentos de adaptações fisiológicas do organismo durante esse período, para que seja possível traçar as melhores condutas, com a finalidade de proporcionar segurança e o cuidado obstétrico de modo apropriado às gestantes, permitindo assim, a identificação de quadros anormais ou patológicos no decorrer desse processo (VALADARES, 2018).

2.2. Modificações locais

O primeiro sinal da gravidez geralmente é a amenorreia, caracterizada pela ausência da menstruação. A menstruação consiste na descamação do endométrio (a camada interna do útero), o que não ocorre durante a gestação, pois essa membrana se mantém íntegra para sustentar o desenvolvimento do embrião (COSTA et al., 2010; CALDAS, 2014).  

No início da gestação, o útero pesa cerca de 50 gramas, mas com o crescimento progressivo da camada muscular e a reorganização tecidual, esse peso pode ultrapassar 1 kg até o final da gravidez. Nos ovários, a ovulação é interrompida, ocorrendo apenas a maturação do corpo lúteo, uma glândula endócrina essencial para a manutenção da gestação nas primeiras semanas. Quanto à vagina e à vulva, o aumento da vascularização promove alterações visíveis na coloração, que passa de rósea para arroxeada tanto na mucosa vaginal quanto no colo do útero. Na vulva, observa-se hipertrofia e hiperpigmentação (CALDAS, 2014).

Nas mamas, o aumento da sensibilidade é notável, resultado da preparação dos ductos mamários para a lactação. Também é possível observar nódulos no tecido alveolar e aumento do volume mamário. Além disso, há maior vascularização da região, hiperpigmentação da aréola e hipertrofia das glândulas sebáceas, conhecidas como tubérculos de Montgomery. Essas formações são nódulos superficiais, geralmente em número de 10 a 12 por aréola, e têm função protetora e lubrificante (Figura 1) (COSTA et al., 2010; ALVES; BEZERRA, 2020). 

Figura 1 – Tubérculos de Montgomery

Fonte: Valadares 

2.3. Modificações sistêmicas

Durante a gestação, o corpo feminino também passa por diversas adaptações fisiológicas nos sistemas orgânicos, em especial nos sistemas tegumentar, endócrino, hematológico, imunológico, gastrointestinal, urinário, cardiorrespiratório, nervoso e musculoesquelético, todas influenciadas principalmente pelas alterações hormonais (DEGASPERI; DIAS; BOLETA-CERANTO, 2021; HONORIO et al., 2022).

No sistema tegumentar, o aumento dos hormônios, principalmente o estrogênio, pode causar alterações como hiperpigmentação da linha alba, melasma e surgimento de estrias, associadas à distensão da pele e ao aumento do peso corporal. O aumento de andrógenos pode ainda estimular o aparecimento de pelos em regiões incomuns (DEGASPERI; DIAS; BOLETA-CERANTO, 2021; HONORIO et al., 2022).

No sistema endócrino, a progesterona, inicialmente produzida pelo corpo lúteo e depois pela placenta, atua reduzindo o tônus da musculatura lisa, o que previne contrações uterinas precoces e desacelera o trânsito intestinal, favorecendo a constipação. Também eleva a temperatura corporal e contribui para o acúmulo de gordura. Já o estrogênio, além de reter sódio e água, influencia na flexibilidade articular e no preparo das mamas para a lactação, em conjunto com a prolactina. A relaxina, outro hormônio gestacional, aumenta a flexibilidade ligamentar e inibe as contrações uterinas, facilitando o crescimento uterino e o parto (DEGASPERI; DIAS; BOLETA-CERANTO, 2021; HONORIO et al., 2022).

Já sistema hematológico, ocorre uma diluição do sangue pela elevação do volume plasmático em relação ao número de hemácias, o que pode gerar anemia fisiológica. Ainda assim, a placenta mantém a oferta adequada de ferro ao feto. No sistema imunológico, há uma redução das respostas celulares e humorais, o que favorece a tolerância imunológica ao feto e pode atenuar doenças autoimunes já existentes. Seguindo, o sistema gastrointestinal apresenta sintomas como náuseas e vômitos são comuns no início da gestação, relacionados à elevação do hormônio Beta-hCG, produzido pelas células que formarão a placenta (HONORIO et al., 2022; SANTOS; QUINTINO, 2022).

Já no sistema urinário, o aumento do útero comprime a bexiga, reduzindo sua capacidade e aumentando a frequência urinária, podendo levar à incontinência. Se não tratada, essa condição pode favorecer infecções. A fisioterapia pélvica é uma ferramenta importante para prevenir complicações e promover o fortalecimento do assoalho pélvico. No sistema cardiorrespiratório, o crescimento uterino eleva o diafragma, exigindo aumento da frequência respiratória e cardíaca para atender à maior demanda de oxigênio. A compressão da veia cava inferior pode dificultar o retorno venoso, sendo recomendada a posição em decúbito lateral esquerdo para aliviar essa pressão (HONORIO et al., 2022; SANTOS; QUINTINO, 2022).

O sistema nervoso também sofre alterações, como maior resistência das artérias cerebrais aos vasoconstritores, além da possibilidade de compressão de nervos pélvicos, o que pode causar neuropatias. No campo psicoemocional, oscilações de humor, sonolência, ansiedade e tristeza podem surgir, especialmente no puerpério (SANTOS; QUINTINO, 2022).

Mudanças biomecânicas também são marcantes durante a gestação, como o aumento uterino e o ganho de peso que alteram o centro de gravidade e exigem adaptações posturais. Há maior inclinação pélvica, acentuação das curvaturas da coluna, afastamento dos pés e hiperlordose lombar. Isso compromete o equilíbrio e pode aumentar o risco de quedas. A marcha típica da gestante, chamada marcha anserina, é caracterizada por passos curtos e base alargada. Por fim, o ganho de peso excessivo (presente em muitas gestantes) pode levar à obesidade e aumentar o risco de desenvolver diabetes gestacional, uma das complicações metabólicas mais comuns durante a gravidez (DEGASPERI; DIAS; BOLETA-CERANTO, 2021; HONORIO et al., 2022; SANTOS; QUINTINO, 2022).

2.4. Parto vaginal

O parto é uma circunstância especial que desenvolve diversas mudanças para a vida do ser humano, tanto no âmbito emocional quanto no físico. Nos países desenvolvidos o parto é conhecido como um momento único, sob o qual deve se ter um preparo, ou ainda mais que isso, um treinamento. Essa preparação faz com que a mulher se sinta mais confiante e serena no momento do parto para que enfrente este momento de forma tranquila (COSTA et al., 2011). 

O trabalho de parto pode ser dividido em três fases clínicas e uma fase de observação. O primeiro estágio é dividido em três fases principais, fase de dilatação cervical, fase média e fase de transição. Na fase de dilatação cervical, o colo uterino se dilata entre 0 a 3 cm e mostra um apagamento quase completo. Na fase média o colo uterino se alarga de 4 a 7 cm e as contrações são mais fortes e mais regulares (COSTA et al., 2011; SANCHES et al., 2021).

Na fase de transição o colo uterino se amplia entre 8 a 10 cm, e a dilatação está completa. Nessa fase as contrações uterinas são muito fortes e próximas umas das outras. O segundo estágio se engloba o expulsar do feto, sendo preciso a pressão intraabdominal por meio da contração voluntária dos músculos abdominais e diafragma, o relaxamento e a distensão do assoalho pélvico. Nesse estágio as contrações uterinas podem durar até 90 segundos (COSTA et al., 2011).

No terceiro estágio acontece a expulsão da placenta, para isso o útero continua a se contrair e a se retrair, fazendo a placenta descolar e ser expelida. À medida que o útero reduz de tamanho, a placenta descola da parede uterina, os vasos sanguíneos sofrem constrição e o sangramento reduz depois 5 a 30 minutos depois que o bebê nasceu (SANCHES et al., 2021).

Na fase de involução uterina, o útero continua a se contrair e reduzir de tamanho durante 3 a 6 semanas após o parto. A placenta é expelida em torno de 5 a 10 minutos depois da expulsão fetal. No momento em que a dequitação é retardada superior a 30 minutos, classificamos como retenção placentária(WIDLE et al., 2014; SANCHES et al., 2021).

No trabalho de parto, quando a placenta se externa pela vulva, se procede à manobra de Jacobs, que é o ato de torção. A oclusão da episiotomia ou perineotomia é feito por planos musculares, tecido celular subcutâneo, mucoso e pele. Depois de 1 hora de dequitação (quarto período de Greenberg), os problemas, principalmente, hemorrágicos, são mais frequentes.

Desta forma, todos os profissionais do campo da saúde devem ficar em alerta quanto a essa inconstância (WIDLE et al., 2014).  

2.5. A importância da Fisioterapia

Com o passar dos anos, o fisioterapeuta passou a ser reconhecido como um profissional indispensável durante o parto, devido à sua capacitação para acompanhar a gestante desde o início até o final da gestação, atuando sobre os movimentos articulares e o funcionamento muscular do corpo (SANTOS; BARBOSA, 2019; SILVA; RESPLANDES; SILVA, 2021). 

Durante as fases do trabalho de parto, o fisioterapeuta desempenha um papel fundamental. Na primeira fase, sua atuação consiste em orientar a gestante sobre os procedimentos que serão realizados, contribuindo para a redução da ansiedade e da tensão muscular. Além disso, são utilizadas posturas específicas que favorecem a dilatação uterina. Já na segunda fase, que compreende a expulsão do feto, é importante que a parturiente permaneça em movimento, adotando posturas adequadas e controlando a respiração para facilitar o nascimento do bebê (SANTOS; BARBOSA, 2019; SILVA; RESPLANDES; SILVA, 2021).

No período de pré-parto, a presença do fisioterapeuta é essencial, auxiliando na coordenação dos movimentos musculares e propondo exercícios funcionais de acordo com cada etapa da dilatação. Após essas intervenções, o profissional pode acompanhar a parturiente até a sala de parto, integrando-se à equipe multiprofissional (SANTOS; BARBOSA, 2019).

Nesse contexto, o fisioterapeuta exerce um papel preciso e colaborativo, incentivando o movimento entre as contrações, o que favorece a descida e o encaixe do bebê. Durante o trabalho de parto, podem ser realizados diversos recursos terapêuticos, como exercícios de mobilidade pélvica, técnicas manuais e a eletroestimulação nervosa transcutânea, que ajuda a aliviar a dor e promover posturas mais adequadas (BORGES et al., 2019; SILVA; RESPLANDES; SILVA, 2021).

Além de atuar sobre as alterações fisiológicas da gestante, o fisioterapeuta também oferece suporte emocional, utilizando diferentes estratégias para o controle da dor. Sua contribuição é fundamental para garantir um parto mais tranquilo e saudável, tanto para a mãe quanto para o bebê. O profissional também é capacitado para avaliar e tratar gestantes com comprometimentos musculoesqueléticos, com base no conhecimento sobre lesões e regeneração dos tecidos. Um de seus papéis é promover a educação sobre os músculos do assoalho pélvico, muitas vezes pela primeira vez para a gestante (ANGELO et al., 2016). 

No pós-parto, o fisioterapeuta pode continuar acompanhando a puérpera, ensinando exercícios que favorecem a recuperação e oferecendo orientações relacionadas à amamentação. Quando necessário, também pode realizar tratamentos especializados, visando o retorno da mulher às suas atividades cotidianas o mais breve possível (ABREU et al., 2013; BORBA; AMARANTE; LISBOA, 2021).

Apesar dos inúmeros benefícios da fisioterapia durante a gestação, esse campo ainda é pouco explorado e valorizado. Embora a atuação da fisioterapia na saúde da mulher venha ganhando espaço nos últimos anos, ainda é necessário ampliar a divulgação sobre sua importância nesse contexto tão relevante (ABREU et al., 2013).  

2.6. Cinesioterapia

A cinesioterapia tem como finalidade promover o alívio de sintomas, fornecendo movimentação do corpo. Como exercícios terapêuticos que são feitos para que músculos tensos, enfraquecidos ou encurtados, mantenham a melhor flexibilidade e fortalecimento possível. Sendo aplicada para aliviar alguma dor na região pélvica e coluna vertebral, durante a gravidez e na fase posterior (SOUZA; LEÃO; ALMEIDA, 2018). Os exercícios que podem ser incluídos diferenciam por:

a) Movimentos passivos: São movimentos executados pela força externa e auxílio total do Fisioterapeuta. Auxilia na prevenção de contraturas musculares, aderências capsulares, mantém a integridade das articulações, a flexibilidade muscular e dos tecidos moles (DALVI et al., 2010; SOUZA; LEÃO; ALMEIDA, 2018). 

b) Movimentos ativos: São movimentos feitos com a força do próprio paciente. Auxilia a manter ou ampliar a amplitude do movimento, estimula o fortalecimento ósseo, a flexibilidade muscular, desenvolve a coordenação motora, amplia a força e melhora o funcionamento dos sistemas cardiovascular e circulatório (DALVI et al., 2010; SOUZA; LEÃO; ALMEIDA, 2018).

c) Movimentos ativos assistidos: É a junção do movimento ativo com o auxílio do Fisioterapeuta. O objetivo é reeducar o movimento, melhorar a função e ganho de amplitude de movimento (DALVI et al., 2010; SOUZA; LEÃO; ALMEIDA, 2018).

2.7. Cinesioterapia no pré-natal

O tratamento fisioterapêutico para diástases consiste em promover a restauração dos músculos do abdome, melhorando sua tonicidade, através de exercícios abdominais que são de extrema importância nas condutas fisioterapêuticas no período pré-natal. No tratamento, podem ser utilizados os recursos cinesioterapêuticos (DALVI et al., 2010).

A cinesioterapia também atua na diástase abdominal que acontece no pós parto com manobras de inspiração profunda com contração abdominal forçada, reeducação funcional respiratória, movimentos de flexão anterior. Já no período do pré-parto são realizados rotação do tronco, banho morno, massagem, exercícios na bola suíça, agachamento com caminhada lateral, cócoras com andar de pato (DALVI et al., 2010).

2.7.1. Banho morno

Banho morno é um método não invasivo de estimulação cutânea de calor superficial, sendo uma técnica complementar e uma opção no período do trabalho de parto, quando interligada à intensidade e tempo de aplicação, produzindo efeito local, regional e geral, a fim de conduzir ao relaxamento da parturiente. A mesma, mostra menores índices de dor, acarretando na diminuição da ansiedade e evitando que os níveis de catecolaminas (resposta ao estresse gerado por uma situação de perigo e/ou medo) se elevem de forma exagerada, sendo consequência da liberação de ocitocina e endorfina (PAULINO et al., 2022). De acordo com , Silva, Marques e Amaral(2018) não existe um tempo máximo para a permanência do método, porém:

Recomenda-se à parturiente permanecer ao menos 30 minutos para que a água possa produzir os efeitos desejados. A temperatura da água não deve ultrapassar 38°C, em razão de possíveis efeitos adversos da hipertermia no trabalho de parto, como a hipotensão (Silva; Marques; Amaral, 2018)

Existe outros benefícios associado à água morna no trabalho de parto, como a menor interferência de recursos farmacológicos, como anestésicos, além da aceleração da dilatação cervical e a satisfação da parturiente com a experiência do parto (PAULINO et al., 2022).

2.7.2. Massagem

A massagem contribui para o alívio da dor provocada pelas contrações uterinas, potencializando o efeito de relaxamento e promovendo a redução do estresse e da ansiedade.

Esses benefícios ocorrem por meio do relaxamento muscular induzido e da distração do foco da dor (Figura 2) (PAULINO; DALMOLIN, 2023).  

Figura 2 – Massagem relaxante entre T10 – L1 e S2 – S4

Fonte: SILVA, 2020.

Além de ser uma prática acessível, a massagem pode envolver o âmbito familiar, permitindo que o acompanhante, com orientações simples da equipe obstétrica, também a realize na gestante. Seu mecanismo de ação se assemelha ao da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), ao ativar fibras A-beta por meio de mecanorreceptores e estimular a liberação de opioides endógenos. A eficácia tende a ser maior quando aplicada na região paravertebral, entre os segmentos T10–L1 e S2–S4, durante as contrações. No entanto, é fundamental considerar a possibilidade de hipersensibilidade ao toque em algumas gestantes, o que pode tornar a massagem desconfortável (PAULINO; DALMOLIN, 2023; SILVA; LIMA; GADELHA, 2023).  

2.7.3. Técnicas de respiração

A realização adequada da respiração exerce um papel fundamental na manutenção da oxigenação materno-fetal, contribuindo significativamente para a redução da ansiedade e da percepção da dor, além de favorecer o relaxamento físico e mental da gestante. As técnicas respiratórias também promovem o fortalecimento da musculatura dorsal, a qual está diretamente envolvida no reposicionamento uterino, facilitando a descida fetal durante o trabalho de parto (MARTINS, 2021). 

No entanto, diante de estados ansiosos e outras alterações emocionais, a gestante pode apresentar hiperventilação, condição que pode acarretar efeitos adversos tanto para o feto quanto para a parturiente. Essa disfunção ventilatória tende a provocar a ativação excessiva de grupos musculares respiratórios, intensificando quadros de dispneia e fadiga. Nesse sentido, as técnicas de respiração configuram-se como uma estratégia eficaz para a modulação e equilíbrio da ventilação materna (MARTINS, 2021).

2.7.4. Bola suíça

O uso da bola suíça, também conhecida como bola de Pilates, pode ser uma ferramenta valiosa para gestantes durante a gravidez, o trabalho de parto e o pós-parto. Seu uso facilita a adoção de posições verticais, favorecendo a descida e progressão do bebê pelo canal de parto. Além disso, contribui para a mobilidade pélvica e melhora a circulação sanguínea, o que torna as contrações uterinas mais eficazes, auxiliando na dilatação cervical e na redução da duração da primeira fase do trabalho de parto (FILHO et al., 2023). 

Há evidências científicas que comprovam a eficácia da bola suíça na diminuição do tempo da fase ativa do parto, promovendo o alongamento e o aumento dos diâmetros da pelve. Além dos benefícios fisiológicos, o método oferece conforto, relaxamento e alívio da dor, favorecendo uma participação mais ativa da parturiente nesse momento tão significativo (BUENO; PAULA; CORRÊA, 2019; FILHO et al., 2023). 

2.7.5. Posturas verticais e deambulação

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS), é indicado a orientação sobre a adoção de posturas verticais e deambulação no decorrer do trabalho de parto, propondo a preservação das técnicas naturais e restringindo intervenções invasivas, com o objetivo de garantir grandes benefícios para a mãe e o bebê (MOLINA et al., 2021; NUNES et al., 2021). 

Se tem conhecimento que as posturas horizontais contribuem para a diminuição das contrações uterinas, além da compressão de grandes vasos sanguíneos pelo útero, contendo a troca gasosa entre a gestante e o feto, produzindo hipotensão materna, sofrimento fetal e dimensionando o risco de hemorragia durante e após o parto. O mecanismo do trabalho de parto está interligado com a relação funcional entre as contrações uterinas, mobilidade pélvica, o encaixe do feto e, simultaneamente, com o efeito da força de gravidade (MOLINA et al., 2021; NUNES et al., 2021).

A postura horizontal, muda essa associação entre a pelve e a coluna vertebral, já a postura vertical (posições em que a gestante permanece em ortostatismo, de cócoras ou ajoelhada), o tronco é levemente flexionado, reduzindo assim, a lordose lombar, proporcionando a ação da gravidade e fazendo com que o útero se projete para frente, tendo como base a musculatura abdominal acarretando no alinhamento com o canal do parto (MOLINA et al., 2021).

3 METODOLOGIA

Trata-se de uma Revisão Bibliográfica, realizada como parte da formação do curso de Graduação em Fisioterapia na Universidade Iguaçu (UNIG), construído para descrever a influência da técnica de cinesioterapia pré-natal na preparação para o parto vaginal. 

A busca bibliográfica foi realizada através das plataformas Scientific Electronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine (PubMed), tendo como seleção os artigos que abordassem a cinesioterapia pré-natal na preparação para o parto vaginal. Os idiomas utilizados para a seleção dos estudos foram português e inglês, abrangendo artigos publicados entre 2015 a 2025. 

Foram utilizados os descritores “Cinesioterapia / “Kinesiotherapy”, “Pré-natal / Prenatal” e “Parto Vaginal / Vaginal part”, através dos operadores booleanos AND, OR e NOT. O conjunto de operadores booleanos foram estruturados da seguinte forma: (“Cinesioterapia” OR “Kinesiotherapy”) AND (“Pré-natal” OR “Prenatal”) AND (“Parto vaginal” OR “Vaginal Part”).

Os artigos obtidos após as buscas foram selecionados inicialmente após a aplicação dos critérios de elegibilidade, em seguida foram separados a partir da leitura de títulos e resumos, finalizando após a leitura dos artigos na íntegra.

Os critérios de inclusão basearam-se em artigos de estudo de caso, estudo de análise comparativo, estudo observacional, artigos gratuitos, que contivessem no mínimo dois descritores selecionados no título ou resumo e que apresentassem texto completo.

Já os critérios de exclusão consistiram em artigos de revisão sistemática, revisão da literatura ou revisão integrativa, que não se encaixavam nos critérios de inclusão, publicados fora da janela de tempo estipulada, artigos duplicados, ou incompletos, ou que não descrevessem o tema abordado pelo trabalho, pelo qual é: a cinesioterapia pré-natal na preparação para o parto vaginal.

4 RESULTADOS

A busca inicial dos artigos foi realizada nos bancos de dados Scientific Electronic Library Online (n=12) e PubMed (n=40), onde ao total resultou na obtenção de 52 artigos. Esses artigos foram submetidos a aplicação dos critérios de elegibilidade, onde foram excluídos 22 por não se encaixarem nos critérios selecionados. 

Restaram 30 artigos para serem submetidos a leitura de títulos e resumo, sendo excluídos 08 por não se apresentarem ao menos um dos descritores selecionados. Restaram 22 para a leitura completa, onde foram excluídos 08 por não apresentarem resultados satisfatórios e relevância ao estudo. Ao final, foi selecionado 14 artigos para esta pesquisa. O processo de delimitação dos estudos pode ser observado na figura a seguir (Figura 3). 

Figura 3 – Bases de dados e estudos selecionados

Fonte: Os autores.

Após avaliação dos artigos e levantamento bibliográfico, realizando uma leitura analítica apresentam-se como resultados 14 artigos que abordam a fisioterapia e a sua atuação através da cinesioterapia durante o trabalho de parto. O resultado apresentado refere-se a estudos de diferentes abordagens científicas (Quadro 1).

Quadro 1 Artigos selecionados para análise.

 Autor/ AnoRevista / Qualis / Fator de Impacto TítuloTipo de estudoMetodologiaConclusão
1Borba; Amarante; Lisboa (2021)Fisioterapia e Pesquisa A1 / 2.863Assistência fisioterapêutica no trabalho de parto.Pesquisa qualitativa, descritiva e exploratóriaOs dados foram coletados por meio de questionário semiestrutura do para a caracterização do perfil e entrevista aberta, com perguntas associados à assistência fisioterapêutica a e ao parto.Este estudo concluiu que na percepção das puérperas, a assistência fisioterapêutica contribuiu para a diminuição do quadro álgico e ansiedade, promovendo um suporte emocional, além de fornecer o relaxamento.  
2Njogu et al. (2021)BMC Pregnancy Childbirth /A1 / 2.357Os efeitos da estimulação elétrica nervosa transcutânea durante o primeiro estágio do trabalho de parto: um ensaio clínico randomizado controladoEstudo controlado randomizado simples-cegoForam examinamos mulheres grávidas de baixo risco que anteciparam o parto vaginal espontâneo. As mulheres foram designadas para o grupo experimental (receberam terapia TENS no primeiro estágio do trabalho de parto) ou para o grupo controle (receberam cuidados obstétricos de rotina).  Este estudo aponta que a TENS pode ser utilizada como terapia não farmacológica para diminuir a dor e encurtar a fase ativa do trabalho de parto.
3Sodré et al. (2021)Revista FT / A3 / 1.273Rotinas de um serviço de fisioterapia em saúde da mulher em um centro obstétrico.Relato de casoO estudo foi realizando em pacientes entre 37 e 42 semanas, em fase ativa de trabalho de parto, com feto em apresentação cefálica e com frequência cardíaca normal. Analisar o atendimento fisioterapêutico o à parturiente e divulgar as condutas empregadas no grupo assistencial de Fisioterapia em Saúde da Mulher dentro das Salas de Pré-Parto e Parto de uma maternidade.Dentro da rotina do serviço, o fisioterapeuta realizou a avaliação e reavaliação, dá orientações, incentivou à deambulação e livre movimentação, realiza a cinesioterapia durante o trabalho de parto (TP) com ou sem facilitadores (bola suíça, disco proprioceptivo, entre outros) banho de aspersão, e de relaxamento, e posicionamentos durante  parto que tiveram resultados positivos.
4Santos et al. (2020)XIX Mostra Acadêmica do Curso de Fisioterapia / A2/ 1.872  O Nível De Conhecimento De Mulheres
Grávidas Sobre A Fisioterapia Durante A Gravidez E No Trabalho De Parto
Estudo observacional transversalFoi realizado o estudo para avaliar nível de conhecimento de mulheres grávidas a respeito da atuação fisioterapêutica aDepois da coleta de dados notou- se, que o nível de conhecimento de cada gestante em torno do tema que foi pedido tem relação com escolaridade, classe econômica e social como pode ser observado na tabela presente no trabalho.
5Cavalcan ti et al. (2019)  Revista gaúcha de enfermagem A2/ 2.293Terapias complementares no trabalho de parto: ensaio clínico randomizado  Ensaio Randomizado Clínico128 parturientes em grupos de terapias: banho, bola, isolados e combinados. Avaliar o efeito do banho quente de chuveiro e exercício perineal com bola suíça isolados e de forma combinada, sobre a percepção da dor, ansiedade e progressão do trabalho de parto. As terapias estudadas contribuem para adaptação e bem- estar materno e favorecem a evolução do trabalho de parto.
6Mielke; Gouveia; Gonçalves (2019)Avances en Enfermería / A3 / 1.873Prática de métodos não farmacológico s para o alívio da dor de parto em um hospital universitário no Brasil.Estudo Observacional randomizadoA coleta de dados ocorreu entre fevereiro e setembro de 2016, tendo como fonte os registros dos prontuários, a carteira de pré-natal e um questionário estruturado aplicado 12 horas após o parto. Procedeu-se a uma análise descritiva por meio do spss,O uso de métodos não farmacológicos é uma prática eficiente para o alívio da dor de parto. É importante empoderar e informar as parturientes quanto às estratégias disponíveis para o alívio da dor durante o trabalho de parto para que possam, nesse momento e em conjunto com os profissionais de saúde,    
7Ptak et al. (2019)Bio Med Research International / B1 / 872O Efeito dos Músculos do Assoalho Pélvico sobre a Qualidade de Vida em Mulheres com Incontinência Urinária de Esforço e Sua Relação com os Partos Vaginais: Randomizado Ensaio  Ensaio piloto randomizado137 mulheres com IUE foram qualificadas para análise para avaliar a eficácia do treinamento de MAP, foi utilizado o questionário de QV (ICIQLUTS qol).Tanto o treinamento combinado dos MAP e do músculo sinérgico quanto os exercícios isolados dos MAP melhoram a QV de mulheres com IUE. No entanto, a fisioterapia combinada dos músculos MAP e TrA é mais eficaz. P.
8Shirazi et al. (2019)  International Journal of Women’s Health and Reproduction Sciences / A1 / 3.587Experiência do parto com bola de parto: um ensaio clínico randomizado.Pesquisa exploratóriaUm total de 178 participantes foram selecionados com base nos critérios de seleção específicos e alocados aleatoriamente e nos grupos controle e intervenção. Um grupo come um exercício planejado com a bola de parto, incluindo um exercício bem definido de 20 minutos três vezes por semana durante 6 a 8 semanas em casa, enquanto as do grupo controle acompanhara m os cuidados pré-natais de rotina.  Em geral, embora o exercício com bola de parto possa reduzir a dor do parto, parte desse efeito provavelmente foi relacionado a um aumento na autoeficácia das pacientes.
9Silva et al. (2019)Saúde e Pesquisa / B1 / 2.763Satisfação de puérperas após intervenção fisioterapêutica a em educação em saúdeEstudo transversal e observacionalO estudo contou com a participação de 63 puérperas internadas em alojamento conjunto de uma maternidade. As mulheres também receberam uma cartilha educativa elaborada pelos pesquisadores . Posteriormente e, foi feito a avaliação da satisfação da puérpera em relação ao atendimento fisioterapêutico.  A maioria das participantes sanou dúvidas (93,6%), afirmou que participaria novamente da atividade e indicaria assistência para outras mulheres (93,6%). Estratégias fisioterapêuticas de educação em saúde são satisfatórias para mulheres do puerpério imediato.  
      
10Soave et al. (2019)Archives of Gynecology and Obstetrics / B2 / 2.541Treinamento muscular do assoalho pélvico para prevenção e tratamento da incontinência urinária durante a gravidezEstudo exploratório, randomizadoavaliação da eficácia do TMAP na prevenção e tratamento da IU durante a gravidez e após o parto e seu efeito no sistema urinário e nas estruturas de suporte avaliadas por técnicas de medição objetiva.Os protocolos de treinamentos bem definidos, altas taxas de adesão e acompanhamento rigoroso, um programa de TMAP seguindo os princípios gerais de treinamento de força pode ser sugerido tanto durante a gravidez quanto no período pós-natal.  
11Sousa; Peyneau; Barbosa (2019)Anais do XXIX Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia e VI Congresso Brasileiro de Educação em FisioterapiaA Importância Da Fisioterapia No Pré-natal – Um Relato De Experiência.Estudo clínicoVerificar as contribuições dos cuidados da fisioterapia no pré-parto e durante. Dentro da Maternidade Pró-Matre em Vitória, Durante a prática, foram feitos exercícios de conscientização diafragmática, mobilização pélvica e corporal, orientação para o processo do parto, além do suporte psicossocial.  A fisioterapia no pré-parto é de extrema importância, é possível concluir através disso que a inclusão da fisioterapia na equipe multidisciplinar é necessária para benefício da mulher e para melhorar a qualidade do parto.
 12Almousa; Lampria nidou; Kitsoulis (2018)Physiotherapy Research International / B3 / 2.038A eficácia dos exercícios estabilizadores na cintura pelvical dor durante a gravidez e após o partoEstudo transversal randomizadoEstudos que investigaram a eficácia dos exercícios estabilizadores s para dor na cintura pélvica durante a gravidez e o período pós-parto. Seis estudos foram identificados como elegíveis com os critérios de inclusão e exclusão. Todos os estudos avaliaram a dor como medida de desfecho.  Em resumo, existe evidências limitadas para o clínico concluir sobre a eficácia dos exercícios estabilizadores no tratamento da dor na cintura pélvica durante a gravidez e os períodos pós-parto.
13Taavoni et al. (2016)Complementary Therapies in Clinical Practice / B3 / 3.189Bola de parto ou terapia de calor? Um estudo controlado randomizado para comparar a eficácia da idade da bola de parto com a doença do calor sacroperineal no controle da dor do parto.Estudo clínico randomizado controladoEste estudo de controle randomizado foi feito em 90 mulheres primíparas com idades entre 18 e 35 anos que foram aleatoriamente designadas para dois grupos de intervenção (bola de parto e cio) e controle. O escore de dor foi registrado por meio da Escala Visual Analógica (EVA) antes da intervenção e a cada 30 minutos em três grupos até que a dilatação cervical atingisse 8 cm.Tanto a terapia de calor quanto a bola de parto podem ser utilizadas como tratamento complementar e de baixo risco barato para a dor do parto.
14Fritel et al. (2015)Obstetrics and Gynecology / B3 / 1.928Prevenindo Incontinência Urinária com Supervisionado Pré-Natal Assoalho Pélvico ExercícioEnsaio Controlado e Randomizadoum ensaio clínico randomizado em dois grupos paralelos, 282 mulheres foram recrutadas em cinco hospitais universitários na França e randomizadas durante o segundo trimestre da gravidez. O grupo fisioterapia recebeu exercícios pré-natais supervisionados individualmente.  O treinamento supervisionado do assoalho pélvico pré-natal não foi superior às instruções escritas na redução da IU pós-natal.

Fonte: Elaborada pelos próprios autores (2025) 

A busca inicial conteve 52 artigos, que foram descartados devido a incompatibilidade com o tema proposto ou que não se encaixavam nos critérios de elegibilidade, onde ao final foram selecionados 14 artigos publicados entre 2015 e 2025, relatando técnicas de cinesioterapia utilizadas durante o trabalho de parto. No período gestacional, acontecem alterações tanto emocionais como físicas, podendo ser hormonais, cardiovasculares, biomecânicas e cardiorrespiratórias, que são importantes para que a mulher se prepare para o momento do parto. Neste presente estudo, foram relatadas as principais condutas fisioterapêuticas utilizadas na cinesioterapia, destacando-se sua eficácia no retorno às atividades de vida diária e na melhoria da qualidade de vida das gestantes.

Seguindo essa premissa, Borba, Amarante e Lisboa (2021)aborda aborda a percepção de puérperas sobre a assistência fisioterapêutica recebida durante o trabalho de parto. O estudo foi realizado com 12 puérperas, por meio de questionários semiestruturados e entrevistas abertas. Os resultados evidenciaram que a atuação fisioterapêutica contribuiu significativamente para a redução da dor e da ansiedade, promovendo suporte emocional e relaxamento, sendo percebida como uma aliada no processo de parto.

Já Njogu et al. (2021)descreveu os efeitos da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) na dor e na duração da fase ativa do trabalho de parto através do seu ensaio clínico randomizado, realizado com 326 gestantes de baixo risco, que previam parto vaginal espontâneo. As participantes foram divididas em dois grupos: o grupo experimental, que recebeu a terapia TENS durante o primeiro estágio do trabalho de parto (n = 161), e o grupo controle, que recebeu apenas cuidados obstétricos de rotina (n = 165). Os resultados mostraram que o grupo experimental apresentou escores significativamente menores de dor nos diferentes momentos analisados em comparação ao grupo controle. Além disso, a duração da fase ativa do trabalho de parto também foi significativamente menor no grupo que utilizou a TENS, concluindo que a técnica TENS pode ser uma alternativa eficaz e segura como método não farmacológico para o alívio da dor e para a redução do tempo da fase ativa do trabalho de parto.

O relato de caso realizado por Sodré et al. (2021), abordou o atendimento fisioterapêutico à parturiente dentro das Salas de Pré-Parto e Parto de uma maternidade, em que as condutas praticadas nesse grupo assistencial, que incluem orientações para deambulação e livre movimentação, cinesioterapia durante o trabalho de parto com ou sem facilitadores, e métodos não farmacológicos, como eletroestimulação nervosa transcutânea (TENS), banho de aspersão, massoterapia, exercícios respiratórios e de relaxamento, termoterapia e posicionamentos.

Já no trabalho de Santos et al. (2020), analisou o nível de conhecimento de 10 gestantes, com pelo menos 18 anos de idade, a respeito da atuação fisioterapêutica durante a gravidez, no pré-natal. Os resultados apesentaram que o nível de conhecimento das gestantes sobre os benefícios da fisioterapia várias vezes está associado ao meio social, cultural e econômico em que vivem.

Na pesquisa conduzida por Cavalcanti et al. (2019), foi realizado um ensaio clínico randomizado com 128 parturientes, divididas em grupos de terapias como banho, bola, isolados e combinados. A finalidade foi avaliar o efeito do banho quente de chuveiro e exercício perineal com bola suíça, de forma isolada ou combinada, sobre a percepção da dor, ansiedade e progressão do trabalho de parto, onde perceberam que todas as práticas conduziram para adaptação e bem-estar materno, com ênfase para a utilização do banho de chuveiro, que diminuiu a ansiedade, aumentou a dilatação cervical e o número de contrações uterinas, além de diminuir o tempo de trabalho de parto. 

Entretanto, Mielke, Gouveia e Gonçalves (2019), afirma que o uso de métodos não farmacológicos é uma prática eficiente para o alívio da dor de parto. Ele deixa claro a importância de informar as parturientes quanto às estratégias disponíveis para o alívio da dor durante o trabalho de parto para que possam, nesse momento e em conjunto com os profissionais de saúde, escolher o melhor método. No estudo realizado pelo mesmo os métodos não farmacológicos mais conhecidos pelas mulheres foram banho (83,1 %) e deambulação (81,4 %). No hospital universitário, 55,5 % receberam orientação/informação sobre os métodos e o mais aceito foi o banho (66,6 %). O motivo mais relatado foi diminuição da intensidade/alívio da dor (71,8 %); 89,4 % consideram que a prática deste método lhes trouxe benefícios; para 79,9 %, o grau de satisfação foi maior ou igual a sete.

Dentro disso, Ptak et al. (2019), observaram a associação de exercício muscular do assoalho pélvico como treinamento do músculo transverso do abdome, para o tratamento da IU, é mais efetivo que prática realizada somente com os músculos do assoalho pélvico, sendo os resultados positivos mais notórios em mulheres que passaram pela experiência do parto vaginal menos de três vezes.

Diante disso, no estudo de Shirazi et al. (2019), considerando um tamanho amostral de apenas 312 mulheres, o controle dos fatores de confusão parece difícil. O uso da bola de parto para alívio da dor e seus participantes realizaram o exercício por 6-8 semanas (17-20). No entanto, a quantidade de valor de P e os métodos estatísticos empregados diferiram entre o presente estudo e os estudos acima mencionados. Além disso, o escore de dor neste estudo foi menor em comparação com os outros estudos, o que pode estar relacionado aos horários de exercício (ou seja, três vezes por semana em comparação com duas vezes por semana nos outros estudos). Além disso, apresentou regressão logística que mostrou diminuição da dor em relação aos fatores de confusão, como posição ereta, cesariana ou método de parto vaginal, bem como a administração de ocitocina e a duração do 1º estágio da gravidez. 

Tendo como base o estudo transversal de Silva et al. (2019), as orientações fisioterapêuticas visaram reduzir os desconfortos e dificuldades do parto vaginal, sanar dúvidas e auxiliar no aumento da confiança da mulher em relação ao próprio corpo. Tendo em vista que a maioria das intervenções feitas nesse período tem enfoque em orientações associadas ao cuidado do recém-nascido, e não ao esclarecimento de dúvidas da mulher em relação aos cuidados com ela mesma, o que pode ocasionar descontentamento na fase da gestação. 

Já Soave et al. (2019) avaliou o Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico (TMAP) na prevenção e tratamento da incontinência urinária (IU) durante a gravidez e no período pós-parto. Aproximadamente um terço das mulheres apresenta IU nesses períodos devido a alterações hormonais e anatômicas que enfraquecem os músculos do assoalho pélvico. O TMAP consiste em contrações voluntárias repetidas desses músculos, promovendo elevação do assoalho pélvico, melhora no suporte dos órgãos pélvicos e redução da mobilidade vesical. O estudo então conclui que o TMAP apresenta potencial benéfico, desde que bem estruturado e acompanhado.

Dentro disso, Sousa, Peyneau e Barbosa (2019), corrobora que as contribuições dos cuidados da fisioterapia no pré-parto e durante o trabalho de parto, mostraram uma redução da dor e do tempo de trabalho de parto, além de preparar a gestante para o momento de expulsão do bebê, ressaltando a importância da inclusão da fisioterapia na equipe multidisciplinar para otimizar a qualidade do parto.

Almousa, Lamprianidou e Kitsoulis (2018) complementa o estudo acima, indicando que os exercícios estabilizadores dos músculos pélvicos, apesar de poucos estudos, se mostram uma técnica cinesioterapêutica eficiente no tratamento da dor na cintura pélvica da gestante, melhorando a qualidade de vida e diminuindo a presença do quadro álgico durante o trabalho de parto. 

Todavia, ensaio clínico randomizado de Taavon et al. (2016) comparou a eficácia do uso da bola de parto com a terapia térmica sacro-perineal. No grupo de terapia térmica, foram aplicadas compressas quentes (toalhas úmidas a uma temperatura de cerca de 45º) na área sacral e perineal das participantes, que se encontravam em posição reclinada e com as coxas fechadas, durante pelo menos 30 minutos.  Já no grupo da bola de parto, com a apropriada instrução e apoio dos pesquisadores, as mulheres sentaram-se na bola, com os braços estendidos ao lado do corpo, e, movimentaram seus quadris (para frente e para trás ou em círculos) por um tempo mínimo de 30 min.  O resultado apresentou que ambos os grupos tiveram escores de dor de parto menores em comparação com o grupo de controle, o que comprova a aplicabilidade destas técnicas como tratamento complementar de melhor custobenefício e de baixo risco para o alívio da dor durante o parto.

De acordo com um ensaio clínico controlado e randomizado de Fritel et al. (2015)composto por 40 mulheres, durante seis semanas um protocolo fisioterapêutico baseado na realização de uma série de exercícios divididos em três partes: 1º Manter uma postura sustentada por 20 minutos, 2º Realizar a flexão anterior do tronco, depois completar essa flexão curvando a cabeça em direção a coxa, e em seguida flexionar e estender os joelhos, associando cada movimento a uma expiração lenta e profunda, cada exercício foi repetido dez vezes, com duração de dez segundos/cada em decúbito dorsal, com pernas e joelhos flexionados, mantendo pés apoiados na maca, 3º Programa educativo focado na prevenção, onde autores indicam que este programa é um método eficaz na redução da diástase dos músculos retos abdominais em mulheres no período pós parto. 

A análise dos artigos selecionados destaca a cinesioterapia como estratégia fundamental na fisioterapia obstétrica, especialmente durante o trabalho de parto. Os estudos demonstram que a aplicação de exercícios terapêuticos, como os de mobilização pélvica, fortalecimento do assoalho pélvico, alongamentos e exercícios respiratórios, tem contribuído significativamente para a redução da dor, melhora da mobilidade e aceleração do processo de dilatação. 

Técnicas como o uso da bola de parto, posições verticais, deambulação assistida e exercícios combinados com respiração consciente são exemplos práticos da cinesioterapia aplicada neste contexto. Além disso, a inclusão de métodos como o TENS, associada à cinesioterapia, tem demonstrado benefícios adicionais ao proporcionar alívio da dor, aumentando a eficácia do tratamento não farmacológico e promovendo maior conforto para a parturiente. Os estudos citados mostram que esses recursos, além de promoverem alívio da dor, favorecem o posicionamento fetal adequado e o relaxamento muscular, auxiliando na evolução fisiológica do parto.

Além dos benefícios físicos, os artigos apontam que a cinesioterapia também atua positivamente no aspecto emocional e psicológico das parturientes, promovendo segurança, autonomia e redução da ansiedade. 

Os estudos também evidenciam que o conhecimento das gestantes sobre a importância dessas práticas ainda é limitado, sendo influenciado por fatores socioculturais. Embora técnicas como o TMAP e o uso de bolas terapêuticas apresentem benefícios bem documentados, há uma carência de padronização nos protocolos utilizados, o que dificulta a generalização dos resultados. Conclui-se, portanto, que a cinesioterapia se consolida como um recurso terapêutico seguro, eficaz e de baixo custo, com potencial para melhorar a qualidade do parto, desde que sua aplicação seja bem orientada e acompanhada por profissionais capacitados.

5 CONCLUSÃO

Este estudo evidenciou a relevância da cinesioterapia pré-natal como recurso fundamental na preparação física e emocional das gestantes para o parto vaginal. A fisioterapia, especialmente por meio da aplicação de técnicas como exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico, alongamentos, posturas, respiração, relaxamento, deambulação e uso da bola suíça, demonstrou benefícios significativos. Entre eles, destacam-se a redução do desconforto físico, a melhora da mobilidade, o fortalecimento muscular e a diminuição da dor lombar e pélvica, o que contribui para um processo de parto mais tranquilo e seguro.

Além dos aspectos físicos, a cinesioterapia também favorece o preparo emocional da gestante. Ao promover maior consciência corporal e relaxamento, essas intervenções aumentam a confiança, reduzem a ansiedade e auxiliam no controle durante o trabalho de parto. Esse impacto emocional positivo contribui para experiências de parto menos dolorosas e mais satisfatórias, minimizando o medo e proporcionando sensação de segurança ao longo do processo.

Por fim, as evidências científicas apontam que a fisioterapia pré-natal exerce um impacto positivo na prevenção de complicações musculoesqueléticas e uroginecológicas, reforçando sua importância como prática complementar no cuidado gestacional. Entretanto, ainda se faz necessária a realização de mais estudos que ampliem a compreensão sobre seus efeitos, garantindo maior integração dessas práticas nos serviços de saúde. Dessa forma, a fisioterapia pré-natal se consolida como uma estratégia essencial para promover partos mais saudáveis, seguros e humanizados.

REFERÊNCIAS

1. ABREU, Nathalia de Souza. et al. Atenção fisioterapêutica no trabalho de parto e parto. Revista Interdisciplinar de Estudos Experimentais-Animais e Humanos Interdisciplinary Journal of Experimental Studies, v.5, n.1, p.1-10, 2013.

2. ALMOUSA, Sania; LAMPRIANIDOU, H.; KITSOULIS, G. The effectiveness of stabilising exercises in pelvic girdle pain during pregnancy and after delivery: A systematic review. Physiother Res. Int., v.23, n.1, p.1-10, 2018.

3. ALVES, Tuanne Vieira; BEZERRA, Martha Maria Macedo. Principais alterações fisiológicas e psicológicas durante o Período Gestacional. ID online Revista de psicologia, v.14, n.49, p.114-126, 2020.

4. ANGELO, Priscylla Helouyse Melo et al. Recursos não farmacológicos: atuação da fisioterapia no trabalho de parto, uma revisão sistemática. Fisioterapia Brasil, v.17, n.3, p.285-292, 2016.

5. BORBA, Eliza Orsolin; AMARANTE, Michael Vieira; LISBOA, Débora D’Agostini Jorge. Assistência fisioterapêutica no trabalho de parto. Fisioterapia e Pesquisa, v.28, n.3, p.324330, 2021.  

6. BORGES, Érika Juliana Soares et al. Conhecimento médico sobre os benefícios da fisioterapia no período gestacional. Revista Educação, saúde & meio ambiente, v.7, n.3, p. 26788-26799, 2019.

7. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.

8. BUENO, Maria Bethânia Tomaschewski; PAULA, Bruno Silva; CORRÊA, Tatiane Barcellos. A Bola Suíça como Dispositivo na Prática Fisioterapêutica do Parto: uma Visão Acadêmica. Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde, v.23, n.1, p.5760, 2019.  

9. BUFFON, Talita de Moura; MARTINS, Cleydiane Aparecida Leal. A humanização do parto: uma revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, v.6, n.3, p.11095-11109, 2023. 

10. CALDAS, I. F. R. Psicologia na prática obstétrica- abordagem interdisciplinar. Modificações gerais na gestação. 1 ed. Barueri: Manole, 2014.

11. CAVALCANTI, Ana Carolina Varandas et al. Terapias complementares no trabalho de parto: ensaio clínico randomizado. Rev. Gaúcha Enferm., v.40, n.1, p.1-9, 2019.  

12. COIMBRA, Fabiola Rodrigues; SOUZA, Bruna Caroline; DELFINO, Marta Maria. Fisioterapia no suporte a parturientes. Pesquisa Cientifica, oportunidades e desafios, v.1, n.1, p.1-4, 2014.  

13. COSTA, Aleksandra Pereira et al. Contribuições do pré-natal para o parto vaginal: percepção de puérperas. Rev Rene, v.12, n.3, p.14-18, 2011.  

14. COSTA, Edina Silva et al. Alterações fisiológicas na percepção de mulheres durante a gestação. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, v.11, n.2, p.86-93, 2010.  

15. DALVI, Aline Rizzo et al. Benefícios da cinesioterapia a partir do segundo trimestre gestacional. Saúde e Pesquisa, v.3, n.1, p.1-10, 2010.  

16. DEGASPERI, Jeniffer Urbano; DIAS, Anna Julia Wunch; BOLETA-CERANTO, Daniela de Cassia. Alterações orais e sistêmicas decorrentes da gestação e a importância do pré-natal médico e odontológico para redução das complicações gestacionais. Research, Society and Development, v.10, n.3, p.1-8, 2021.

17. FILHO, Francisco José de Araújo et al. Benefícios do uso da bola suíça em gestantes na assistência ao parto de baixo risco. Nursing Edição Brasileira, v.26, n.303, p. 9861-9866, 2023. 

18. FRITEL, Xavier et al. Preventing Urinary Incontinence with Supervised Prenatal Pelvic Floor Exercises: A Randomized Controlled Trial. Obstetrics and Gynecology [internet], v.126, n.2, p.370-377, 2015.  

19. GLISOI, Soraia Fernandes das Neves. A importância da fisioterapia na conscientização e aprendizagem da contração da musculatura do assoalho pélvico em mulheres com incontinência urinaria. Rev. Soc. Bras. Clín. Méd., v.9, n.6, p.408-413, 2011.  

20. HONORIO, Emile Maria dos Santos et al. Gestação: implicações na vida da gestante. REVISA, v.11, n.3, p.356-369, 2022. 

21. MAIA, Maria Eduarda do Nascimento; FREITAS, Fabiana Góes Barbosa. Atuação do fisioterapeuta no trabalho de parto vaginal. Diálogos em Saúde, v.5, n.1, p.241-252, 2022. 

22. MARTINS, Luiza Maria Miranda. Fisioterapia respiratória como atenuante para a fadiga muscular na gestante em trabalho de parto. RACE-Revista de Administração do Cesmac, v.9, n.1, p.127-139, 2021. 

23. MIELKE, Karem. Cristina; GOUVEIA, Helga Geremias; GONÇALVES, Annelise de Carvalho. A prática de métodos não farmacológicos para o alívio da dor de parto em um hospital universitário no Brasil. Av. enferm., v.37, n.1, p.47-55, 2019. 

24. MINETTO, Ariete Ines et al. Atuação fisioterapêutica para redução do quadro álgico no trabalho de parto ativo. Inova Saúde, v.6, n.2, p.20-34, 2018. 

25. Molina, Helena Mielle et al. Contribuição da fisioterapia na assistência ao parto para a autonomia materna e enfrentamento da violência obstétrica: revisão narrativa de literatura. 2021. Tese de Doutorado. Centro Universitário Barão de Mauá. 2021.

26. MONTENEGRO, Carlos Antônio Barbosa; REZENDE, Jorge Filho. Obstetrícia. Rio de Janeiro: Guanabara Kogan, 13. Ed., 2017. 

27. MOREIRA, Luciana Sobral et al. Alterações posturais, de equilíbrio e dor lombar no período gestacional. Revista Femina, v.39, n.5, p.1-4, 2011.

28. NJOGU, Anne et al. The effects of transcutaneous electrical nerve stimulation during the first stage of labor: a randomized controlled trial. BMC Pregnancy and Childbirth, v.21, n.1, p.164-174, 2021. 

29. NUNES, Morgana Natalia Batista de Miranda et al. A importância da fisioterapia pélvica para a preparação do parto humanizado com ênfase no parto vaginal. Revista Multidisciplinar em Saúde, v.2, n.4, p.152-162, 2021.  

30. OLIVEIRA, Luaralica Gomes Souto Maior; ALBURQUERQUE, Aline. Violência obstétrica e direitos humanos dos pacientes. Revista CEJ, v.75, n.1, p.36-50, 2018. 

31. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Maternidade segura. Assistência ao parto normal: um guia prático. Brasília, 2015. (OMS/SRF/MSM). Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-849013

32. PAULINO, Eva de Fátima Rodrigues et al. Banho morno como método de alívio da dor do parto: possibilidades de cuidado. Brazilian Journal of Development, v.8, n.7, p.5419154206, 2022.

33. PAULINO, Luzia Gabriela Alves; DALMOLIN, Rafaela. Benefícios da massagem no período gestacional. Revista Mato-grossense de Saúde, v.1, n.1, p.125-134, 2023. 

34. PTAK, Magdalena et al. The Effect of Pelvic Floor Muscles Exercise on Quality of Life in Women with Stress Urinary Incontinence and Its Relationship with Vaginal Deliveries: A Randomized Trial. Biomed. Res. Int., v.6, n.2, p.1-7, 2019.

35. SANCHES, Adelhane Martins et al. Parto vaginal espontâneo no Brasil. Brazilian Journal of Development, v.7, n.3, p. 26788-26799, 2021. 

36. SANTOS, Gabrielle Silva et al. O nível de conhecimento de mulheres grávidas sobre a fisioterapia durante a gravidez e no trabalho de parto. XIX Mostra Acadêmica do Curso de Fisioterapia, v.8, n.2, p.34-43, 2020.

37. SANTOS, Letícia Santana; BARBOSA, Silvana Aparecida da Cruz. Intervenção fisioterapêutica na gestação e no parto de mulheres que realizam o pré-natal em unidade básica de saúde. Revista Científica do Unisalesiano – Lins, v.21, n.11, p.1-14, 2019. 

38. SANTOS, Simone Passos de Castro. Óbitos infantis evitáveis em Belo Horizonte: análise de concordância da causa básica, 2010-2011. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, v.15, n.4, p.389-399, 2015. 

39. SANTOS, Thays Eduarda Moura; QUINTILIO, Maria Salete Vaceli. Diabetes Mellitus na gestação e atenção farmacêutica. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v.5, n.10, p.101112, 2022.  

40. SHIRAZI, Morvarid Ghasab et al. Experience of Childbirth With Birth Ball: A Randomized Controlled Trial. International Journal of Women’s Health and Reproduction Sciences, v.7, n.3, p.301-305, 2019. 

41. SILVA, Gabrielly Pereira; LIMA, Leticya Correia; GADELHA, Raimunda Rosilene Magalhães. Massagem terapêutica e fisioterapia: Relato de experiência sobre abordagens complementares na saúde da gestante. Encontro de Extensão, Docência e Iniciação Científica (EEDIC), v.19, n.1, p.1-10, 2023. 

42. SILVA, Jordana Barbosa et al. Satisfação de puérperas após intervenção fisioterapêutica em educação em saúde. Saúde E Pesquisa, v.12, n.1, p.141-150, 2019.

43. SILVA, Josiany Resplandes; RESPLANDES, Weslane Lira; SILVA, Karla Camila Correia. Importância do fisioterapeuta no período gestacional. Research, Society and Development, v.10, n.11, 2021.

44. SILVA, Marcela Ponzio Pinto; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace. Tratado de fisioterapia na saúde da mulher. 2ed., Rio de Janeiro, ROCA, 2018.

45. SOAVE, Ilaria et al. Pelvic floor muscle training for prevention and treatment of urinary incontinence during pregnancy and after childbirth and its effect on urinary system and supportive structures assessed by objective measurement techniques. Arch. Gynecol. Obstet., v.299, n.3, p.609-623, 2019.

46. SODRÉ, Danielle Santana Macêdo et al. Rotinas de um serviço de fisioterapia em saúde da mulher em um centro obstétrico. Revista FT, v.25, n.100, p.1-9, 2021.

47. SOUSA, Luisa Pedrada; PEYNEAU, Leticia Guimarães; BARBOSA, Roberta Ribeiro Batista. A importância da fisioterapia no pré-parto – Um relato de experiência. Anais do XXIX Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia e VI Congresso Brasileiro de Educação em Fisioterapia, v.6, n.12, p.15-25, 2019.

48. SOUZA, Simone Ribeiro; LEÃO, Izis Moara Morais; ALMEIDA, Leandro Augusto. A gestante no pré-parto: a fisioterapia traz benefícios?. Scire Salutis, v.8, n.2, p.104-114, 2018.

49. TAAVONI, Simin et al. Birth ball or heat therapy? A randomized controlled trial to compare the effectiveness of birth ball usage with sacrum- perineal heat therapy in labor pain management. Complementary Therapies in Clinical Practice, v.24, n.1, p.99-102, 2016. 

50. VALADARES, Jamille Dias. Adaptações fisiológicas da gestação. In: Baracho, Elza. Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher. Rio de Janeiro, ed. 6, 2018. 

51. VIEIRA, Tamires; SANTOS, Eliza. Cinesioterapia em gestantes durante o trabalho de parto normal. Revista científica eletrônica de ciências aplicadas da FAIT, v.1, n.1, p.1-10, 2018. 

52. WEIDLE, Welder Geison et al. Escolha da via de parto pela mulher: autonomia ou indução?. Cadernos Saúde Coletiva, v.22, n.1, p.46-53, 2014.


1Discente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade Iguaçu, Campus Nova Iguaçu, e-mail: venturaaakarina@gmail.com| layssaximenes82@gmail.com|
lyrieldenovo@gmail.com|
wendycarvalho23@gmail.com.

2Docente do curso superior de Fisioterapia da universidade Iguaçu – UNIG, campus Nova Iguaçu. E-mail: mariadapenhalaprovitao@gmail.com.