PRÁTICAS FISIOTERAPÊUTICAS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL NO SERTÃO PARAIBANO

PHYSIOTHERAPEUTIC PRACTICES IN A NEONATAL INTENSIVE CARE UNIT IN THE SERÃO PARAIBANO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511081713


Társila Natália Simões de Sousa Medeiros1
Célio Diniz Machado Neto2
Antônio Gonçalves Sobrinho Neto3
Maria Euzarene Guimarães Sobrinha4
Nair Serafim Missiano5
Orientadora: Laysa Gabrielle Silva Medeiros6


Resumo 

A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é um ambiente de alta complexidade que exige assistência multiprofissional especializada. Nesse contexto, o Fisioterapeuta contribui ativamente para a elaboração e execução de condutas baseadas no cuidado individualizado e no planejamento terapêutico. Sua atuação inclui técnicas de higiene brônquica, reexpansão pulmonar e manejo do suporte ventilatório, tanto invasivo quanto não invasivo. Além disso, desempenha um papel essencial no cuidado da função motora, por meio de intervenções de estimulação sensório-motor. Este estudo tem como objetivo descrever as práticas fisioterapêuticas desenvolvidas em uma UTIN localizada no Sertão Paraibano, identificando as patologias mais prevalentes entre os neonatos internados, bem como as técnicas e recursos tecnológicos empregados pelos fisioterapeutas no processo de cuidado. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem quantitativa, que investigou as práticas fisioterapêuticas a partir da perspectiva dos profissionais atuantes na UTIN. A coleta de dados foi realizada com 09 fisioterapeutas por meio de um questionário estruturado, abordando questões ocupacionais e relacionadas às práticas fisioterapêuticas na UTIN. Os resultados demonstraram que as práticas fisioterapêuticas na UTIN estudada incluíram técnicas motoras e respiratórias, como compressão-descompressão (100%), AFE e aspiração orotraqueal (100%), estímulo sensório-motor (88,9%) e uso de VNI (BIPAP com 100% e CPAP com 100%). Observou-se predominância de fisioterapeutas jovens do sexo feminino (88,9%), e com pós graduação (77,8). A patologia mais frequente entre os neonatos foi a prematuridade (100%). Conclui-se que a fisioterapia neonatal, por meio de intervenções motoras e respiratórias combinadas com planejamento individualizado e integração multiprofissional, é fundamental para garantir a estabilidade clínica e o desenvolvimento funcional de recém-nascidos prematuros.

Palavras-chave: Fisioterapia; UTIN; Práticas fisioterapêuticas; Prematuridade. 

ABSTRACT: The Neonatal Intensive Care Unit (NICU) is a highly complex environment that requires specialized multidisciplinary care. In this context, the physiotherapist actively contributes to the development and implementation of procedures based on individualized care and therapeutic planning. Their role includes bronchial hygiene techniques, lung re-expansion, and management of both invasive and non-invasive ventilatory support. Furthermore, they play an essential role in motor function management through sensorimotor stimulation instructions. This study aims to describe the physiotherapy practices developed in a NICU located in the Sertão region of Paraíba, identifying the most prevalent pathologies among hospitalized neonates, as well as the techniques and technological resources used by physiotherapists in the care process. This is an exploratory and descriptive study with a quantitative approach that investigated physiotherapy practices from the perspective of NICU professionals. Data collection was performed with nine physiotherapists through a structured questionnaire, addressing occupational issues and those related to physiotherapy practices in the NICU. The results obtained showed that physiotherapy practices in the NICU included motor and respiratory techniques, such as variation-decompression (100%), EFE and orotracheal suction (100%), sensorimotor stimulation (88.9%), and use of NIV (BIPAP with 100% and CPAP with 100%). There was a predominance of young female physiotherapists (88.9%) and those with postgraduate degrees (77.8%). The most frequent pathology among neonates was prematurity (100%). It is concluded that neonatal physiotherapy, through motor and respiratory interventions combined with individualized planning and multidisciplinary integration, is essential to ensure the clinical stability and functional development of premature newborns.

Keywords: Physiotherapy; NICU; Physiotherapeutic practices; Prematurity.

1. INTRODUÇÃO 

A UTIN é um setor destinado ao cuidado de recém-nascidos em estado grave e altamente vulneráveis, que demandam atenção especial e contínua. Esse contexto exige dos profissionais de saúde profundo conhecimento científico, elevada habilidade técnica e a capacidade de realizar avaliações rigorosas e detalhadas desses pacientes (Batista et. al., 2021) 

No contexto da terapia intensiva neonatal, o fisioterapeuta desempenha um papel essencial na elaboração e implementação de condutas fundamentadas no cuidado integral e no planejamento terapêutico individualizado. Sua atuação inclui a aplicação de técnicas de higiene brônquica, manobras de expansão pulmonar e o gerenciamento do suporte ventilatório, tanto invasivo quanto não invasivo. Além disso, o profissional contribui significativamente para a promoção e manutenção da função motora, por meio de intervenções voltadas à estimulação sensório-motora do recém-nascido (Gonçalves et. al., 2024). 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023), os recém-nascidos podem ser classificados como a termo, quando nascem entre 37 e 42 semanas de gestação, pós termo após as 42 semanas e pré termo quando a gestação é interrompida antes das 37 semanas, ou seja, o RN nasce antes de estar totalmente formado fisiologicamente.  

Além disso, podendo ser classificados em prematuros limítrofes (35ª – 37ª semana), intermediários (32ª–35ª semana), muito prematuros (28ª – 32ª semana) e extremos (28ª semana). Onde o brasil domina os primeiros lugares no mundo com mais nascimentos de crianças prematuras (Kessler, 2019). 

A Fisioterapia Neonatal assim como as demais profissões que atuam dentro da equipe multidisciplinar desempenham papel importante de integrar saberes e fazer com que o recém-nascido, tenha possibilidade e melhora do seu quadro que na maioria das vezes é instável, pois luta contra instabilidades hemodinâmicas, sistemas e outros (Oliveira, 2015). 

A intervenção clínica deste profissional visa evitar agravamento de síndromes aspirativas, na síndrome do desconforto respiratório, pneumonias, atelectasias, na prevenção de complicações provenientes da ventilação mecânica, secreções nas vias aéreas, e outros fatores que estão relacionados com a prática clínica do profissional fisioterapêutico (Da Silva Maia, 2015). 

A assistência fisioterapêutica é de grande importância para recuperação dos bebês nas UTI’s neonatais, pois o profissional vai utilizar de métodos e técnicas para melhora do quadro do paciente e consequentemente diminuição do tempo de internação, prevenção de possíveis sequelas e maior reabilitação dos casos de alta complexidade (Theis, 2017). 

Como por muitas vezes esses neonatos, nascem com problemas ou complicações respiratórias, são realizadas técnicas como; higiene brônquica, aspiração, ventilação mecânica e dentre outras técnicas respiratórias. Mas isso não quer dizer que demais métodos não sejam aplicados para outras finalidades Silva e Formiga apontam que as técnicas mais utilizadas em seu estudo, em ordem decrescente, foram: posicionamento terapêutico, mobilização passiva, estimulação sensorial (visual, auditiva, entre outras) e alongamento (Amaral, 2022). 

Diante da relevância desse cenário, torna-se necessário compreender e valorizar as práticas fisioterapêuticas aplicadas em UTINs, Assim, este estudo teve como objetivos, descrever as práticas fisioterapêuticas desenvolvidas em uma UTIN localizada no Sertão Paraibano, identificando as patologias mais prevalentes entre os neonatos internados, bem como as técnicas e recursos tecnológicos empregados pelos fisioterapeutas no processo de cuidado.  

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA  

2.1 UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL (UTIN) 

A UTI tem este nome por ser uma área específica aos pacientes graves, aqueles que necessitam de um cuidado especializado e contínuo, tendo insumos e tecnologias específicas todo o tempo (Pianezzzer; Lewandowski, 2022). 

A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é um ambiente tecnológico, onde os avanços na medicina e a atuação de profissionais especializados, em diferentes níveis de complexidade, são voltados para a recuperação e estabilização dos recém-nascidos. Originalmente criadas para atender bebês prematuros, as UTINs evoluíram ao longo do tempo, expandindo seus serviços para também cuidar de neonatos com outras condições graves, que nem sempre estão relacionadas à prematuridade (Arakaki et al., 2017). 

Embora as UTINs desempenhem um papel fundamental na sobrevivência dos neonatos, elas também são ambientes altamente estressantes. Os bebês frequentemente enfrentam estímulos dolorosos, com uma média de 16 estímulos diários, a maioria dos quais sem controle adequado da dor, durante procedimentos invasivos e não invasivos essenciais à sua sobrevivência. (Silva et al., 2020). Souza e Ferreira destacam que o ambiente físico de uma UTIN é estressante não apenas para os bebês, mas também para suas famílias, que se veem em um contexto de constante preocupação e sofrimento (Sousa; Ferreira, 2010) 

Nonato (2018) complementa essa visão ao afirmar que essas unidades foram criadas para oferecer suporte ventilatório, cuidados cardíacos, monitoramento neurofisiológico e outras intervenções médicas avançadas, com o objetivo de promover a recuperação e o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos, em um ambiente adequado às suas necessidades específicas. 

A UTIN deve estar inserida em uma estrutura hospitalar equipada com recursos adequados para o diagnóstico e tratamento de todas as patologias neonatais, incluindo procedimentos especializados, e localizada próxima ao centro cirúrgico e à sala de parto (Segundo et al., 2018).  

O recém-nascido na UTIN pode apresentar instabilidade clínica devido à doença de base, aos tratamentos realizados, ao uso de medicamentos ou à ventilação mecânica. Esses fatores aumentam a susceptibilidade a infecções e outras complicações, o que muitas vezes requer um acompanhamento multiprofissional contínuo e integrado (Vasconcelos, 2011).  

Segundo De Carvalho e colaboradores (2015), as infecções neonatais representam um desafio importante no manejo clínico. Em ambientes hospitalares, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), os pacientes estão sujeitos à exposição de diversos microorganismos patogênicos, o que torna esses ambientes vulneráveis à contaminação. O uso frequente de antimicrobianos de amplo espectro, associado a procedimentos invasivos comuns, favorece o aumento das taxas de infecções hospitalares (IH). Isso exige uma abordagem cuidadosa e a implementação de estratégias eficazes para a prevenção e controle dessas infecções. 

A literatura demonstra que os principais diagnósticos associados a desfechos desfavoráveis na UTIN, que aumentam o risco de óbito, incluem Prematuridade, Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) e sepse. Em contrapartida, condições com menor risco de óbito incluem corioamnionite, taquipneia transitória do recém-nascido e icterícia (Valcin et al., 2020).  

Por outro lado, Santiago et al. (2017) identificaram que as morbidades mais prevalentes nas UTINs foram prematuridade, anóxia/hipóxia e, em seguida, a SDR. 

Para assegurar uma recuperação rápida e um prognóstico favorável, é essencial a atuação de uma equipe multidisciplinar que inclua fisioterapeutas, enfermeiros, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas que possam avaliar o desenvolvimento do RN e propor intervenções e condutas sempre que necessário, conforme avaliação da equipe (Rocha et al., 2023). 

Além de promover a recuperação física, essa abordagem integrada visa garantir o bem-estar emocional, social e o desenvolvimento global do bebê durante o período crítico de internação na UTI neonatal (Rocha et al., 2023). 

Ademais, o cuidado prestado ao recém-nascido em UTIs neonatais tem se transformado ao longo do tempo. O modelo tradicional, que se concentrava exclusivamente nas necessidades do bebê doente, tem sido gradualmente substituído por uma abordagem mais holística, que reconhece a importância da participação ativa da família no processo de cuidado. Nesse contexto, as UTINs têm adotado práticas que favorecem a presença dos pais, como o livre acesso às visitas e a possibilidade de permanecer ao lado do bebê de forma contínua, quando desejado. Para viabilizar essa participação, as unidades oferecem acomodações adequadas, proporcionando um ambiente que favoreça o vínculo familiar e o cuidado integral ao bebê (Gaiva, 2005). 

2.2 PREMATURIDADE 

Segundo a OMS, a prematuridade é definida como o nascimento de recém-nascidos vivos antes de 37 semanas de gestação. Essa condição é subdividida em três categorias, de acordo com a idade gestacional: Extremamente prematuro: menos de 28 semanas; Muito prematuro: entre 28 e 32 semanas; Moderado a tardio: entre 32 e 37 semanas (OMS, 2023).  

A prematuridade é a principal causa de morte entre crianças menores de 5 anos em todo o mundo, e as desigualdades nas taxas de sobrevivência são alarmantes. Em países de baixa renda, aproximadamente metade dos RN nascidos com menos de 32 semanas de gestação morre devido à falta de cuidados acessíveis e adequados, como aquecimento, apoio à amamentação e tratamento para infecções e problemas respiratórios. Em contrapartida, em nações de alta renda, quase todos esses bebês sobrevivem. Ademais, o uso inadequado de tecnologia em países de renda média está levando a um aumento da incidência de deficiências entre os prematuros que conseguem sobreviver ao período neonatal (OMS, 2023). 

No Brasil, a taxa de sobrevida entre recém-nascidos pré-termo (RNPT) com menos de 37 semanas de gestação e/ou baixo peso é alta. No entanto, é crucial prestar atenção às morbidades clínicas e ao desenvolvimento neuropsicomotor desses RN.  O risco de internações devido a complicações respiratórias diminui a cada semana adicional de gestação (Lima et al,2024).  

Durante o terceiro trimestre, ocorre um desenvolvimento pulmonar acelerado, marcado pela transição do período sacular para a alveolar. Interrupções nesse processo podem resultar em diminuição das trocas gasosas, produção inadequada de surfactante, atraso na reabsorção de líquidos ao nascimento e maior suscetibilidade dos pulmões a infecções (Campos, 2019). 

De modo que, neonatos nascidos entre 28 e 35 semanas conseguem realizar trocas gasosas, apesar de seus pulmões ainda não estarem totalmente desenvolvidos. O surfactante, que é produzido pelos pneumócitos tipo II, começa a ser produzido a partir da 24ª semana de gestação. Bebês prematuros muitas vezes têm deficiência dessa substância, o que pode levar ao colapso e à atelectasia dos alvéolos (Roseira et al., 2024). 

2.2.1 Fatores de Risco 

Para o nascimento prematuro os fatores de risco são variados, entre eles hábitos de vida, pré-natal sem assistência, condições socioeconômicas e clínicas, entre eles, tabagismo e consumo de álcool. Em virtude desses fatores, a prematuridade torna-se um problema de saúde pública devido às suas consequências nos quesitos de morbidade e mortalidade neonatal (De Lima, 2024). 

Observa-se uma associação entre a internação na UTIN e o baixo peso ao nascer, sendo este um fator de risco significativo para desfechos negativos, uma vez que o peso ao nascer está diretamente relacionado à taxa de mortalidade (Sacramento et al., 2019) 

Recém-nascidos com peso inferior a 2.500 g formam um grupo heterogêneo, pois esse quadro pode resultar de duas condições adversas: prematuridade ou restrição do crescimento intrauterino, as quais podem ocorrer de forma isolada ou em conjunto, com diferentes graus de intensidade. O peso ao nascer é o fator de risco mais influente na sobrevivência infantil (Ramos, 2009). 

Ademais, existe uma relação complexa entre fatores sociodemográficos, condições de gestação, parto e pós-parto que interferem na morbimortalidade e internação dos recém-nascidos, de modo que, é necessário conhecer esses fatores de risco, visto que muitos são evitáveis e constituem um grave problema de saúde pública (Gumboski, 2022). 

Logo, os fatores maternos e perinatais são a principal causa de óbito infantil neonatal, correspondendo a 70% dos casos no período neonatal precoce e 62% no período neonatal tardio. 

Os principais fatores de risco são a prematuridade e as infecções perinatais, respectivamente (Moreira,2022).  

2.3 O FISIOTERAPEUTA NA UTI NEONATAL 

Dada a alta complexidade dos atendimentos fisioterapêuticos nas UTIs, o grande número de ocorrências clínicas e admissões que ocorrem a qualquer hora do dia, além da necessidade de aprimorar os indicadores clínicos e financeiros e atender às exigências legais, a Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (ASSOBRAFIR) recomenda a presença contínua do fisioterapeuta nas UTIs adulto, pediátrica e neonatal, com carga horária ininterrupta de 24 horas (Furtado et al., 2020). 

A Portaria GM/MS nº 3432 de 12 de agosto de 1998 estabelece que deve haver um fisioterapeuta para cada 10 leitos em UTis. Essa medida visa garantir que os cuidados fisioterapêuticos, essenciais para o manejo de pacientes críticos, sejam adequadamente oferecidos. A portaria destaca ainda, a importância da presença contínua do fisioterapeuta para oferecer suporte adequado, seja no acompanhamento respiratório, no manejo de complicações, ou nas estratégias de estimulação precoce e reabilitação. 

Conforme estabelecido na I Recomendação Brasileira de Fisioterapia Respiratória em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal, o fisioterapeuta atuante nesse contexto é responsável por avaliar e prevenir disfunções cinético-funcionais, além de realizar intervenções terapêuticas, que incluem tanto a fisioterapia respiratória quanto motora.  

Essas intervenções são fundamentadas em técnicas específicas, adaptadas às particularidades da população neonatal e pediátrica. O fisioterapeuta trabalha de forma integrada à equipe multiprofissional, contribuindo para o controle e administração de gases medicinais, a aplicação de ventilação mecânica (invasiva e não invasiva), o desmame e a extubação da ventilação mecânica, a insuflação traqueal de gases, o controle das pressões do balonete intratraqueal, a administração de surfactante, entre outros (Johnston et al., 2012). 

2.3.1 Abordagens Fisioterapêuticas e Tecnologias de Suporte na UTI Neonatal 

A assistência fisioterapêutica em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) tem como foco a otimização da função respiratória, a melhoria das trocas gasosas, a adequação do suporte ventilatório e a prevenção de complicações pulmonares. O fisioterapeuta atua em todas as fases do cuidado ao recém-nascido (RN), desde a prevenção até a reabilitação e alta hospitalar, sendo essencial na equipe multiprofissional (Figueirola et al., 2018). 

No ambiente neonatal, muitos RNs necessitam de suporte ventilatório, como ventilação invasiva, não invasiva ou oxigenoterapia. Embora essencial, o uso inadequado de oxigênio pode causar complicações graves, como Retinopatia da Prematuridade (ROP) e Displasia Broncopulmonar (DBP) (Alcântara, 2022). A Ventilação Mecânica (VM), utilizada em casos de insuficiência respiratória, pode ser invasiva (VMI) ou não invasiva (VNI), promovendo a insuflação das vias respiratórias e auxiliando o paciente que não respira espontaneamente (De Oliveira et al., 2023). 

A fisioterapia respiratória neonatal evoluiu consideravelmente nas últimas décadas. Técnicas tradicionais como drenagem postural, vibração e percussão estão sendo substituídas por métodos menos agressivos, uma vez que podem aumentar a pressão intratorácica e provocar colapso de pequenas vias aéreas (Campos, 2019). Atualmente, prioriza-se o uso de pressão positiva nas vias aéreas e o posicionamento adequado, que promovem ventilação espontânea com menores riscos (Santos et al., 2019). 

Entre as técnicas fisioterapêuticas mais empregadas destaca-se o Aumento do Fluxo Expiratório (AFE), que mobiliza secreções brônquicas por meio da compressão torácica. A modalidade lenta do AFE é mais indicada para neonatos, por ser menos agressiva (Dias et al., 2022). Outra técnica amplamente utilizada é a Hiperinsuflação Manual (HM), que recruta áreas pulmonares colapsadas e auxilia na mobilização de secreções, podendo ser associada à vibrocompressão (Johnston et al., 2012). 

A fisioterapia também atua na reexpansão pulmonar, fundamental para prevenir atelectasias e otimizar as trocas gasosas. Nos casos de colapso alveolar em prematuros, o posicionamento terapêutico e o uso de pressão positiva contínua (CPAP) favorecem a reabertura alveolar e a manutenção dos volumes pulmonares (Costa, 2023). O CPAP, principal suporte não invasivo para neonatos com síndrome do desconforto respiratório, é seguro e eficaz para manter os alvéolos abertos e reduzir complicações respiratórias (De Almeida, 2022). 

Além das funções respiratórias, a fisioterapia na UTIN também contribui para o desenvolvimento neuropsicomotor. O ambiente hospitalar e os procedimentos invasivos podem comprometer esse desenvolvimento, tornando o atendimento fisioterapêutico essencial para prevenir atrasos e sequelas (Liberali; Davidson; Santos, 2014). Técnicas como posicionamento, cinesioterapia e estímulos proprioceptivos auxiliam na movimentação e equilíbrio do bebê, estimulando o sistema neuromotor (Jesus, 2021). 

Entre as abordagens mais atuais está o Reequilíbrio Toracoabdominal (RTA), que reorganiza o sinergismo muscular respiratório, melhora a ventilação pulmonar e auxilia na eliminação de secreções, influenciando positivamente parâmetros cardiorrespiratórios (Carvalho et al., 2021). 

A Estimulação Precoce também é fundamental para promover o desenvolvimento sensório-motor, cognitivo e afetivo do bebê, fortalecendo o vínculo com a família e contribuindo para a maturação global (Silva et al., 2017). Técnicas como massagem, posicionamento, estímulos sensoriais e proprioceptivos melhoram a coordenação motora e a percepção corporal, sendo aplicadas de forma personalizada por uma equipe multiprofissional (Santos; Santos; Anjos, 2023). 

Entre as técnicas de maior respaldo científico destaca-se a estimulação pele a pele, que estabiliza os sinais vitais, reduz o estresse e promove ganho de peso. O Método Canguru (MC), baseado nesse princípio, estimula o contato direto entre o bebê e a mãe, promovendo benefícios físicos, emocionais e psicológicos, além de reduzir o tempo de internação e favorecer a amamentação (Geber et al., 2021; Lotto; Linhares, 2018; Caetano; Pereira; Konstantyner, 2022). Segundo a OMS, o MC é composto por quatro pilares: contato pele a pele precoce e contínuo, aleitamento materno exclusivo, alta precoce e acompanhamento domiciliar (Tavares et al., 2022). 

Assim, o fisioterapeuta desempenha um papel fundamental não apenas no suporte respiratório, mas também na humanização do cuidado e na promoção do vínculo familiar. A atuação integrada com a equipe multiprofissional favorece a recuperação e o desenvolvimento do recém-nascido, garantindo uma assistência completa e segura. Diante disso, a fisioterapia respiratória e motora na UTI Neonatal representa uma área de extrema relevância, exigindo atualização constante e sensibilidade diante das necessidades específicas de cada bebê (Santos et al., 2024). 

3. METODOLOGIA  

Trata-se de uma pesquisa exploratória descritiva, com abordagem quantitativa, que investigou as práticas fisioterapêuticas a partir da perspectiva dos profissionais atuantes em uma UTIN no sertão da Paraíba. O estudo foi realizado durante o primeiro semestre do ano de 2025 na Maternidade Dr. Peregrino Filho, localizada na cidade de Patos – PB. 

A população foi formada por Fisioterapeutas vinculados a uma maternidade pública no sertão da Paraíba e a amostragem foram constituídas por 09 profissionais que aceitaram fazer parte da pesquisa, considerando critério de acessibilidade. 

Como análise opinativa, os dados da amostra foram analisados, tabulados e graficados, utilizando o software Microsoft Excel.  

O estudo foi realizado em conformidade com a Resolução n° 510/16 do Conselho Nacional de Saúde, que estabelece a ética em pesquisas envolvendo seres humanos, garantindo a preservação da privacidade dos participantes. O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Patos. Após a aprovação sob o parecer n°7.375.898 os participantes confirmaram sua participação de uma de duas maneiras: ou assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) em duas vias (uma para cada parte), ou selecionando a opção de aceite para acessar o questionário online. A garantia da privacidade será formalmente reforçada pelo Termo de Compromisso do Pesquisador. 

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES  

Foram incluídos neste estudo 09 fisioterapeutas atuantes em uma UTI Neonatal do sertão da Paraíba. A maioria dos fisioterapeutas entrevistados era do sexo feminino (88,9%), com faixa etária predominante entre 31 e 40 anos (55,6%). Quanto ao tempo de formação, apresentavam entre 11 a 14 anos, cerca de 44,4%, e o mesmo percentual se repetiu para tempo de experiência profissional e atuação em UTIN. Além disso, 77,8% possuíam pós-graduação. A escala de plantão mais frequente foi a de 24 horas, adotada por 55,6% dos profissionais. Estes dados do perfil ocupacional dos fisioterapeutas estão descritos na Tabela 1.  

Tabela 1. Perfil ocupacional dos fisioterapeutas atuantes em uma UTI Neonatal do sertão da Paraíba (n=9)

Fonte: Dados de pesquisa (2025). 

No presente estudo, observou-se que a maioria dos fisioterapeutas são adultos jovens do sexo feminino, o que está em consonância com os achados de Rodrigues (2020). Em sua pesquisa sobre o perfil de fisioterapeutas atuantes em UTIN de hospitais de Florianópolis, todos os participantes eram do sexo feminino (n=20). Desses, 50% tinham entre 36 e 45 anos. 

Em relação ao tempo de formação, 44,4% dos profissionais possuíam entre 11 e 14 anos de experiência, enquanto outros 44,4% apresentavam de 1 a 5 anos, indicando uma distribuição heterogênea entre profissionais mais experientes e recém-formados. Além disso, a maioria dos participantes possuíam pós-graduação profissional, dados que corroboram com os achados Rodrigues (2020), onde 45% dos fisioterapeutas tinham especialização profissional e 55% possuíam formação específica em fisioterapia intensiva.  

Amaral e Bernadi (2022) descrevem o perfil do fisioterapeuta atuante no ambiente de terapia intensiva neonatal como sendo jovem e ávido por conhecimento, e em constante busca de aprimoramento teórico e prático na área neonatal e pediátrica. 

No que diz respeito às características da UTI Neonatal, observou-se que todos os participantes da pesquisa (100%) relataram dispor de 10 leitos em sua estrutura. Em relação ao número de RNs admitidos por mês na UTIN, observou-se que a maioria (77,8%) relatou que o setor admitiu entre 11 a 21 crianças por mês, baseado no primeiro trimestre de 2025. No que se refere às principais patologias admitidas no setor, a prematuridade foi apontada por todos os fisioterapeutas (100%), evidenciando sua predominância como causa de internação. As características da UTI Neonatal estão descritas na Tabela 2. 

Tabela 2- Características da UTI Neonatal (n-=9)

*Neste item há possibilidade de mais de uma resposta, n: freqüência e % porcentagem. Fonte: Dados de pesquisa (2025). 

Durante o primeiro trimestre de 2025, a maioria dos profissionais relataram que a UTIN admitiu entre 11 e 21 recém-nascidos por mês, sendo a prematuridade a causa mais prevalente. Esses achados corroboram com diversos estudos que destacam a prematuridade como a principal causa de internação neonatal em UTINs. Correa (2019) identificou que 56,7% dos recém-nascidos de sua amostra eram prematuros. Em estudo realizado no Norte do Brasil, Silva (2020) encontrou uma prevalência de 48%. Já Nascimento (2020) relatou que 69,7% dos internados em terapia intensiva neonatal em um hospital de Alagoas, Nordeste do país, eram prematuros. Esses dados sugerem que a proporção de prematuros pode variar em função do acesso da população ao pré-natal, à assistência obstétrica e a fatores socioeconômicos.  

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, em 2020, o número de nascimentos prematuros (antes das 37 semanas de gestação) atingiu 13,4 milhões de crianças. Esse dado aponta para uma redução de apenas 400 mil casos em relação a 2010. No Brasil, a prematuridade neonatal continua sendo uma preocupação, com mais de 300 mil nascimentos pré-termo registrados em 2022, a maioria entre 22 e 36 semanas de gestação. Esses números mostram uma redução muito pequena em comparação com anos anteriores. 

Na Tabela 3 estão descritas as características do tratamento fisioterapêutico realizado na UTIN, onde pode-se observar que todos os participantes (100%) relataram realizar tanto fisioterapia motora quanto respiratória em sua prática na unidade, o que evidencia a atuação ampla e integrada do fisioterapeuta nesse contexto. As técnicas de higiene brônquica mais utilizadas foram a aspiração traqueal e o Aumento do Fluxo Expiratório (AFE), ambas referidas por 100% dos entrevistados. Essas condutas são essenciais na manutenção da permeabilidade das vias aéreas e na prevenção de complicações respiratórias, especialmente em recém-nascidos prematuros, que apresentam imaturidade pulmonar e maior produção de secreções. 

Para a reexpansão pulmonar, destacaram-se o uso do CPAP nasal e da compressão/descompressão torácica (100%), técnicas fundamentais para melhorar a oxigenação, reduzir atelectasias e favorecer a ventilação homogênea. Esses achados corroboram os estudos de De Almeida (2022) e Costa (2023), que apontam o CPAP como um dos principais recursos não invasivos na reabilitação respiratória neonatal, sendo amplamente empregado para manter os alvéolos abertos e otimizar as trocas gasosas. 

Nas técnicas motoras, a mobilização passiva foi a mais aplicada (100%), seguida por alongamentos, posicionamento terapêutico e estimulação sensorial (88,9% cada). Esses resultados refletem a preocupação dos fisioterapeutas em promover o desenvolvimento neuropsicomotor e prevenir deformidades músculo-esqueléticas, além de favorecer o conforto e o bem-estar do bebê durante o período de internação. De acordo com Liberali, Davidson e Santos (2014), tais intervenções são indispensáveis na rotina da UTIN, pois auxiliam no ganho de tônus, na movimentação espontânea e na maturação motora do neonato. 

Além disso, todos os fisioterapeutas (100%) declararam ser responsáveis por regular e realizar modificações na ventilação mecânica, monitorar os modos de VNI (incluindo CPAP nasal e BIPAP), conduzir o desmame ventilatório e executar extubações. Esses dados reforçam a importância da presença do fisioterapeuta como profissional especializado no manejo ventilatório e no suporte respiratório de alta complexidade. Conforme ressalta Figueirola et al. (2018), a atuação técnica e decisiva do fisioterapeuta nas UTIs neonatais é indispensável para garantir o equilíbrio entre o suporte ventilatório e a preservação da função pulmonar. 

Tabela 3 – Características do Tratamento Fisioterapêutico realizado na UTIN (n=9)

*Neste item há possibilidade de mais de uma resposta, n: frequência e % porcentagem. Fonte: Dados de pesquisa (2025). 

Os achados acima estão em consonância com o estudo de Abreu et al. (2006), que investigou a combinação de técnicas de fisioterapia respiratória e motora em 44 recém-nascidos pré-termo. O estudo demonstrou que nenhuma das intervenções causou alterações prejudiciais nos parâmetros cardiorrespiratórios dos bebês e, ao comparar os dados do primeiro e do último dia de tratamento, observou-se uma redução na frequência cardíaca (FC), indicando maior estabilidade hemodinâmica nos recém-nascidos pré-termo. 

Outro fator que chamou a atenção, foi que muitos fisioterapeutas deste estudo ainda utilizam técnicas consideradas em desuso e com baixa evidência científica, como a vibrocompressão e a drenagem postural. Essa prática corrobora os achados de Santos e Viva (2020), que destacam que, apesar de ainda serem frequentemente empregadas na rotina clínica, tais intervenções apresentam efetividade limitada, uma vez que a remoção de secreções não gera alterações significativas nas propriedades reológicas do muco, como fluidez e viscosidade. 

Nos estudos de Silva (2020, as técnicas de AFE, Elpr e DAA são pouco estudadas em doenças respiratórias neonatais, possivelmente por serem manuais e dependerem da experiência clínica do profissional, em vez de uma base científica ou anamnética robusta. Em um estudo sobre a técnica AFEL, observou-se que a saturação de oxigênio (SatO2) teve pouca alteração, enquanto a frequência cardíaca (FC) e a frequência respiratória (FR) aumentaram logo após a aplicação da técnica, mas se normalizaram nos minutos seguintes. Já em contrapartida, de maneira geral, Teles et al (2018), afirma em seu estudo no RS que as técnicas mais atuais e usadas pelos fisioterapeutas incluem o uso do CPAP, BIPAP, Oxigenoterapia, ELpr e AFE, pois têm indicação na literatura e resultados consistentes para a prática baseada em evidência, enriquecendo o conhecimento e guiando fisioterapeutas neonatais na escolha de suas condutas. As técnicas de higiene brônquica mais utilizadas foram a aspiração traqueal e o AFE (100%), corroborando Antunes et al. (2006), que compararam recém-nascidos pré-termo submetidos à fisioterapia respiratória convencional (FRC) e à técnica de AFE. Ambos os métodos melhoraram a saturação de oxigênio (SpO₂), porém a FRC elevou significativamente a frequência cardíaca, indicando maior estresse nos bebês. 

Entre as técnicas de reexpansão pulmonar, destacaram-se a compressão/descompressão e o CPAP nasal, em consonância com Lam et al. (2020), que verificaram aumento da capacidade pulmonar funcional de prematuros submetidos ao uso prolongado de CPAP, evidenciando os benefícios da ventilação não invasiva na melhora respiratória. 

Nas técnicas motoras, a mobilização passiva foi a mais aplicada (100%), seguida por alongamentos, posicionamento e estimulação sensorial (88,9%), o que reforça Gonçalves et al. (2024), ao enfatizarem que o fisioterapeuta da UTIN desempenha papel essencial no desenvolvimento motor do neonato, promovendo estímulos que favorecem a evolução motora e o conforto. 

De acordo com Johnston et al. (2021), a estimulação pele a pele e a multissensorial são eficazes na redução da dor e do estresse, além de contribuírem para o ganho de peso e melhora dos sinais vitais. Tais intervenções devem ser aplicadas de forma individualizada e conduzidas por profissionais capacitados. 

Ainda na Tabela 4, os profissionais relataram que identificam a presença de dor nos recém-nascidos por meio de “expressão facial”, “choro e expressão facial” e “expressão facial e irritabilidade”, cada critério observado por 77,8% dos participantes.

Tabela 4 – Características do atendimento ao recém-nascido (n=9).

* Neste item há possibilidade de mais de uma resposta, n: freqüência e % porcentagem. Fonte: Dados de pesquisa (2025). 

Corroborando com os dados acima, Brasil (2017) aponta que, no planejamento do atendimento fisioterapêutico em UTIs neonatais, o estado de “alerta ativo” é considerado o mais adequado para intervenção, sendo a prematuridade a principal indicação para fisioterapia motora e respiratória. Esses achados reforçam a importância de observar sinais de estresse ou retraimento, ajustando as condutas para preservar o neurodesenvolvimento e o bem-estar do neonato. 

A expressão facial, o choro e a irritabilidade foram os principais indicadores de dor (77,8%). Segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), a dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada a lesão real ou potencial, podendo ser reconhecida em bebês por alterações comportamentais e fisiológicas (JUNQUEIRA MARINHO et al., 2023). 

Na tabela 5 encontram-se as percepções e satisfação dos fisioterapeutas quanto à atuação na UTIN. Quanto ao papel do fisioterapeuta na recuperação dos Rns, todos afirmaram ser “muito importante”. Já a relação profissional entre o fisioterapeuta e os demais membros da equipe foi classificada como ótima por 55,6% dos participantes e 66,7% relataram participar ativamente das discussões de casos clínicos. No que se refere à satisfação profissional, os participantes avaliaram a atividade na UTIN como ótima (55,6%) indicando elevado grau de realização na prática fisioterapêutica na UTIN. 

Tabela 5 – Percepções e satisfação dos fisioterapeutas na atuação em UTI Neonatal (UTIN) (n=9)

Fonte: Dados de pesquisa (2025). 

Quando questionados sobre a importância do papel do fisioterapeuta na recuperação dos recém-nascidos, todos os participantes afirmaram que sua atuação é muito importante. Esses achados corroboram com os resultados de Rodrigues, Oliveira e Macedo (2025), que concluíram que o fisioterapeuta na UTI neonatal desempenha um papel fundamental na assistência ao recém-nascido pré-termo, identificando a abordagem mais adequada para intervenções precoces e prevenindo possíveis disfunções neuromusculares, esqueléticas, respiratórias e circulatórias que possam surgir durante a internação. 

A interação entre fisioterapeutas e a equipe multiprofissional é essencial na UTI neonatal, e os dados do estudo confirmam sua relevância. A colaboração entre os profissionais foi considerada ótima, e muitos relataram participação ativa nas discussões de casos clínicos. Essa sinergia é fundamental para criar um ambiente mais acolhedor para os recém-nascidos pré-termo, permitindo a implementação de procedimentos que estimulam a percepção visual, vestibular e tátil do bebê, sempre respeitando seus limites de tolerância. Além disso, estratégias como a discussão de casos contribuem para a redução de estímulos nocivos, minimizando potenciais prejuízos no desenvolvimento de prematuros submetidos a internações prolongadas (OTONI; GRAVE, 2014). 

5. CONCLUSÃO 

A pesquisa evidenciou que a maioria dos fisioterapeutas é do sexo feminino, com faixa etária entre 31 e 40 anos, com tempo de experiência profissional de 11 a 14 anos na UTIN, formação em nível de pós-graduação e atuação em regime de plantão de 24 horas. 

Dentre as patologias mais encontradas, destaca-se a prematuridade e a SDR. Para o tratamento dessas condições, foram relatadas intervenções motoras e respiratórias, como AFE, aspiração, compressão-descompressão, estímulo sensório-motor, além da utilização de recursos de ventilação não invasiva, como CPAP e o BiPAP. 

Conclui-se que a fisioterapia neonatal desempenha papel essencial na qualidade do cuidado em UTIN, exigindo atuação integrada à equipe multiprofissional, planejamento terapêutico individualizado e capacitação contínua dos profissionais. 

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1Discente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos – UNIFIP. e-mail: tarsilamedeiros@fisio.fiponline.edu.br
2Docente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos- UNIFIP. e-mail: celiomachadoneto@gmail.com
3Fisioterapeuta. e-mail: anttoniofisio@gmail.com
4Discente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos- UNIFIP. e-mail: mariasobrinha@fisio.fiponline.edu.br
5Discente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos-UNIFIP. e-mail: nairmissiano@fisio.fiponline.edu.br
6Docente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário de Patos- UNIFIP. e-mail: laysamedeiros@fiponline.edu.br