A INFLUÊNCIA DAS TECNOLOGIAS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR E SOCIAL DOS ESTUDANTES EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA.

THE INFLUENCE OF TECHNOLOGIES ON THE MOTOR AND SOCIAL DEVELOPMENT OF STUDENTS IN PHYSICAL EDUCATION CLASSES.

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202510051736


Ana Júlia Beltrão Reis¹
Brenda Ramos Ferreira²
Prof. M.e Eva Vilma Alves³


Resumo

A Educação Física escolar desempenha papel central na formação integral dos estudantes, pois contribui para o desenvolvimento motor, cognitivo e social por meio da vivência da cultura corporal. Com os avanços tecnológicos, novos recursos digitais passaram a integrar o processo educacional, exigindo reflexões sobre suas contribuições e limites no ensino da disciplina. Este trabalho tem como objetivo analisar a influência das tecnologias no desenvolvimento motor e social dos estudantes em aulas de Educação Física, considerando os impactos positivos e os desafios de sua implementação no contexto escolar. A metodologia adotada consiste em uma revisão bibliográfica narrativa, fundamentada em autores clássicos como Piaget, Vygotsky e Freire, além de artigos nacionais publicados entre 2021 e 2025. A pesquisa evidencia que as tecnologias, quando utilizadas de forma planejada e pedagógica, podem favorecer o engajamento dos estudantes, estimular a coordenação motora, ampliar as possibilidades de avaliação e fortalecer as interações sociais nas práticas corporais. No entanto, também se destacam barreiras como a desigualdade de acesso aos recursos, a necessidade de formação docente e os riscos de uso inadequado das ferramentas digitais. Conclui-se que a tecnologia, mediada por pressupostos pedagógicos consistentes, configura-se como importante aliada da Educação Física escolar, desde que inserida de modo crítico e inclusivo.

Palavras-chave: Educação Física escolar. Tecnologia educacional. Desenvolvimento motor. Socialização. Ensino-aprendizagem.

Abstract 

Physical education plays a central role in the comprehensive education of students, as it contributes to motor, cognitive, and social development through the experience of physical culture. With technological advances, new digital resources have become part of the educational process, requiring reflection on their contributions and limitations in teaching the subject. This study aims to analyze the influence of technologies on the motor and social development of students in physical education classes, considering the positive impacts and challenges of their implementation in the school context. The methodology adopted consists of a narrative literature review, based on classic authors such as Piaget, Vygotsky, and Freire, as well as national articles published between 2021 and 2025. The research shows that technologies, when used in a planned and pedagogical way, can promote student engagement, stimulate motor coordination, expand assessment possibilities, and strengthen social interactions in physical activities. However, barriers such as unequal access to resources, the need for teacher training, and the risks of inappropriate use of digital tools also stand out. It is concluded that technology, mediated by consistent pedagogical assumptions, is an important ally of school physical education, provided it is used in a critical and inclusive manner. 

Keywords: School physical education. Educational technology. Motor development. Socialization. Teaching-learning.

1 INTRODUÇÃO

A Educação Física, enquanto componente curricular obrigatória, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral dos alunos, integrando as dimensões motora, cognitiva, afetiva e social através da cultura física (Vieira; Bicalho; Marquioli, 2024). Nos últimos anos, esta área tem sido desafiada a incorporar as transformações decorrentes da expansão das tecnologias digitais, que passaram a influenciar não só os hábitos de lazer, mas também o processo de ensino-aprendizagem (Rodrigues; Lima, 2024).

As atuais mudanças tecnológicas impactam diretamente o dia-a-dia dos alunos, que estão cada vez mais ligados aos dispositivos eletrônicos. Este cenário impõe novas exigências à escola, que se deve envolver com a realidade social dos alunos e utilizar estes recursos como poderosas ferramentas pedagógicas (Ferreira; Pimentel, 2021). Na Educação Física, a tecnologia pode contribuir tanto para o desenvolvimento motor, através de jogos interativos e software de monitorização corporal, como para o desenvolvimento social, ao incentivar a cooperação, a comunicação e o trabalho em equipa em ambientes digitais e híbridos (Queiroz da Costa; Cruz Júnior, 2024).

No entanto, a utilização da tecnologia nas escolas também apresenta desafios significativos. Entre estas, destacam-se o acesso desigual aos recursos digitais, a falta de formação específica dos professores para os integrar adequadamente nas práticas pedagógicas e o risco de a tecnologia ser utilizada apenas para entretenimento, sem intenção educativa (Silva et al., 2023). Assim sendo, é fundamental refletir sobre como tais recursos podem ser utilizados de forma crítica, planeada e inclusiva no contexto da Educação Física escolar (Lavinsky Pereira; Braz; Gonçalves, 2024).

Este estudo tem como objetivo analisar a influência das tecnologias no desenvolvimento motor e social dos alunos nas aulas de Educação Física, a partir de uma revisão narrativa da literatura, identificando os avanços e os desafios da sua implementação nas escolas. A relevância desta investigação justifica-se pela necessidade de compreender como a integração da cultura física e das tecnologias pode fortalecer o desenvolvimento integral dos alunos e contribuir para práticas pedagógicas mais significativas e alinhadas com as exigências da sociedade atual (Rodrigues; Lima, 2024).

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

2.1 TEORIAS DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM

As teorias do desenvolvimento humano e da aprendizagem constituem o alicerce para a compreensão de como os estudantes constroem conhecimentos, internalizam valores e desenvolvem habilidades ao longo do processo educativo. A interação com o ambiente físico, social e cultural é essencial nesse percurso, e a Educação Física, ao articular movimento, corporeidade e experiências coletivas, ocupa papel privilegiado nesse processo. A incorporação de tecnologias digitais nesse contexto amplia as possibilidades pedagógicas, mas exige reflexões fundamentadas nas teorias clássicas e em estudos contemporâneos.

Piaget (1975) defende que o desenvolvimento cognitivo ocorre em estágios progressivos, nos quais a criança reorganiza suas estruturas mentais à medida que interage com o meio. A assimilação e a acomodação, conceitos centrais em sua teoria, evidenciam que o aprendizado não é mera reprodução de informações, mas resultado da ação do sujeito diante de desafios que o instigam a pensar e agir. Nesse sentido, o movimento e a prática corporal desempenham função estruturante, pois possibilitam que a criança vivencie situações concretas, construindo gradualmente formas de pensamento mais complexas. As tecnologias, quando utilizadas pedagogicamente, podem reforçar esse processo ao oferecer desafios interativos, como jogos digitais e simulações, que exigem tomada de decisão, raciocínio lógico e coordenação motora.

Vygotsky (1991), por sua vez, atribui ênfase à mediação social e cultural no desenvolvimento, compreendendo a aprendizagem como fenômeno essencialmente coletivo. A noção de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) é central em sua teoria, pois descreve o espaço entre aquilo que o estudante já consegue realizar de forma autônoma e aquilo que pode alcançar com auxílio de um mediador. Nesse aspecto, o professor atua como facilitador, mas a tecnologia também pode desempenhar essa função quando oferece recursos interativos que estimulam a cooperação, a troca de experiências e a aprendizagem colaborativa. Assim, a Educação Física mediada por tecnologias digitais pode promover não apenas o aprimoramento motor, mas também a socialização e a construção coletiva do conhecimento, favorecendo a integração entre corpo e cultura.

Freire (1996) amplia a discussão ao propor uma educação crítica, dialógica e emancipatória, em que o estudante deixa de ser mero receptor de informações para tornar-se sujeito ativo no processo educativo. A utilização de recursos digitais deve, portanto, alinhar-se a uma perspectiva transformadora, evitando práticas alienantes que apenas reproduzam conteúdos de forma passiva. Para o autor, a tecnologia deve ser compreendida como instrumento de libertação e conscientização, capaz de estimular a autonomia, a criatividade e a reflexão crítica. Assim, na Educação Física, os recursos tecnológicos podem potencializar debates sobre corpo, saúde, cultura e sociedade, desde que empregados com intencionalidade pedagógica clara e comprometida com a formação integral.

Pesquisas contemporâneas reforçam essas perspectivas. Ferreira e Pimentel (2021) destacam que o uso de tecnologias digitais na Educação Física, quando associado a metodologias ativas, amplia o engajamento dos alunos e possibilita avaliações mais diversificadas. Rodrigues e Lima (2024) acrescentam que a integração entre movimento, interação social e pensamento crítico deve orientar a mediação tecnológica, garantindo que a aprendizagem vá além do domínio motor para alcançar dimensões cognitivas e afetivas. Esses estudos evidenciam que a tecnologia, longe de ser um fim em si mesma, deve constituir-se em meio para favorecer experiências pedagógicas ricas, inclusivas e críticas.

Portanto, a fundamentação teórica mostra que, tanto nas concepções de Piaget e Vygotsky quanto na pedagogia crítica de Freire e nas pesquisas atuais, a aprendizagem mediada por tecnologias precisa ser planejada, intencional e contextualizada. A simples presença de equipamentos digitais não assegura qualidade educacional; é a orientação pedagógica que confere sentido às práticas, transformando-as em oportunidades de desenvolvimento motor, cognitivo e social.

2.2 O PAPEL DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INTEGRAL

A Educação Física Escolar desempenha um papel essencial no desenvolvimento integral dos alunos, pois integra as dimensões motora, cognitiva, social e afetiva. João Batista Freire (2015) defende que o corpo é um meio de comunicação e expressão, e que a prática pedagógica deve valorizar o movimento como fenômeno cultural, histórico e social. Gallahue e Ozmun (2013) acrescentam que o desenvolvimento motor ocorre ao longo da vida e depende da diversidade e da qualidade das experiências motoras durante a infância e a adolescência, o que reforça o papel da escola como espaço privilegiado para tais experiências.

A Educação Física escolar desempenha função essencial no processo de educação integral, pois contribui para a formação global do estudante ao integrar dimensões motoras, cognitivas, sociais e afetivas em experiências significativas. Para João Batista Freire (2015), o corpo deve ser reconhecido como meio de comunicação e expressão, e o movimento, entendido como fenômeno cultural, histórico e social, constitui-se em linguagem que possibilita aprendizagens críticas e emancipatórias, reforçando a função da escola como espaço de formação integral e de desenvolvimento da consciência crítica. Essa perspectiva rompe com visões reducionistas centradas apenas na aptidão física ou na reprodução de técnicas esportivas, ampliando a Educação Física como prática educativa e cultural.

Gallahue e Ozmun (2013) destacam que o desenvolvimento motor é um processo contínuo e dinâmico, fortemente influenciado pela diversidade e qualidade das experiências corporais vivenciadas na infância e adolescência. Nesse contexto, a escola representa ambiente privilegiado para o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais, promovendo vivências que impactam não apenas o desempenho físico, mas também a autonomia, a criatividade e a cooperação entre os alunos. Betti e Zuliani (2002) complementam, argumentando que a Educação Física deve formar cidadãos críticos e participativos, ampliando repertórios culturais, corporais e sociais.

A disciplina também contribui para a internalização de valores sociais, como respeito, solidariedade, responsabilidade e disciplina, fundamentais para a convivência democrática, conforme observa Kunz (2001). Nesse sentido, as práticas pedagógicas vão além do físico, proporcionando experiências que moldam atitudes, comportamentos e relações interpessoais, com repercussões na vida social e comunitária.

A incorporação de tecnologias digitais na Educação Física potencializa essas funções, promovendo novas formas de engajamento, aprendizado e avaliação. Vygotsky (1991) já enfatizava a importância dos instrumentos culturais como mediadores da aprendizagem, e recursos digitais, como aplicativos de monitoramento do desempenho, jogos digitais ativos e plataformas interativas, ampliam a cooperação, socialização e construção coletiva do conhecimento. Estudos recentes reforçam essa perspectiva: Vieira, Bicalho e Marquioli (2024) apontam que a tecnologia aumenta o interesse e engajamento dos alunos, desde que alinhada a práticas pedagógicas planejadas; Carvalho e Leal (2024) evidenciam que a falta de preparo docente e infraestrutura limita seu potencial; Neuenfeldt et al. (2024) indicam que decisões de planejamento conjunto entre professores e alunos favorecem aprendizagens mais significativas.

Para Freire (1996), a educação deve ser dialógica e emancipatória, implicando que a tecnologia deve promover autonomia e reflexão, não alienação. Rodrigues e Lima (2024) reforçam que o ensino mediado por tecnologias precisa de princípios pedagógicos consistentes, garantindo a integração das dimensões motoras, cognitivas e sociais. Paludo e Neuenfeldt (2023) complementam, destacando a necessidade de planejamento crítico e avaliação contínua do impacto das tecnologias sobre o desenvolvimento integral.

Assim, a Educação Física escolar, ao combinar fundamentos teóricos clássicos, pesquisas contemporâneas e tecnologias mediadas pedagogicamente, consolida-se como componente curricular estratégico para a educação integral. A disciplina não apenas desenvolve o corpo em movimento, mas também contribui para a construção de identidades, valores e saberes críticos, formando sujeitos autônomos, criativos e capazes de atuar de forma ética, inclusiva e responsável na sociedade.

2.3 TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO FÍSICA: AVANÇOS E DESAFIOS

A integração entre tecnologia e Educação Física tem se consolidado como um campo promissor de pesquisa, permitindo novas formas de engajamento, avaliação e desenvolvimento integral dos estudantes. Rohden (2023) analisou o uso de exergames jogos digitais que combinam atividade física e interatividade e constatou que essas ferramentas aumentam a motivação dos alunos, promovem hábitos de vida mais saudáveis e tornam o processo de aprendizagem mais lúdico e atrativo. Esse estudo evidencia que, mesmo em contextos com infraestrutura limitada, a tecnologia pode ser adaptada de forma criativa, oferecendo experiências significativas que ampliam a participação e o interesse dos estudantes. Ao mesmo tempo, sugere a necessidade de reflexão sobre o papel do professor como mediador, capaz de orientar o uso desses recursos para que transcendam o entretenimento e favoreçam aprendizagens corporais e cognitivas consistentes.

Freitas et al. (2024), por meio de uma revisão sistemática, destacaram a eficácia de recursos digitais como monitores de frequência cardíaca, aplicativos de treino e tablets na Educação Física escolar. Esses instrumentos permitem avaliações mais precisas e promovem maior engajamento, possibilitando o acompanhamento individualizado do desenvolvimento motor e da condição física dos alunos. Entretanto, os autores apontam desafios relevantes: a falta de capacitação contínua dos professores e o alto custo dos equipamentos podem dificultar a implementação em larga escala. Essa análise evidencia que a tecnologia, por si só, não garante melhoria no processo educativo; sua eficácia depende de planejamento pedagógico, formação docente e adaptação contextual.

O estudo de Galvão e Braum (2021) sobre o ensino remoto durante a pandemia de COVID-19 mostrou que as tecnologias digitais foram essenciais para manter a conexão pedagógica, mas revelaram profundas desigualdades de acesso. Essa constatação ressalta a importância das políticas públicas de inclusão digital, já que o simples fornecimento de recursos tecnológicos não assegura equidade na aprendizagem. Além disso, evidencia que a Educação Física, tradicionalmente vinculada à prática presencial, precisou se reinventar para manter o engajamento e a participação dos alunos, fortalecendo habilidades como autonomia, autogestão e criatividade.

Silva et al. (2024) reforçam que a formação docente é central para o sucesso da integração tecnológica na Educação Física. Professores preparados pedagogicamente conseguem utilizar as ferramentas digitais de maneira crítica, mediando atividades que articulam movimento, reflexão e cooperação. Sem essa preparação, a tecnologia pode se tornar apenas um recurso de entretenimento, sem impacto real na aprendizagem ou no desenvolvimento integral dos alunos.

Portanto, a implementação de tecnologias na Educação Física deve ser estratégica, intencional e mediada pedagogicamente, considerando as especificidades do contexto escolar, a diversidade dos estudantes e a formação contínua dos professores. Quando bem planejada, a tecnologia não substitui o movimento ou a interação social, mas amplia as possibilidades de engajamento, avaliação e desenvolvimento integral, fortalecendo a educação física como componente essencial da formação de sujeitos críticos, criativos e socialmente participativos.

METODOLOGIA 

Este estudo foi desenvolvido com base em uma revisão narrativa da literatura, com o objetivo de compreender, por meio de análise crítica e interpretativa, a produção acadêmica existente sobre a influência das tecnologias no desenvolvimento motor e social de alunos em aulas de Educação Física.

Foram utilizados artigos científicos disponíveis em bases de dados como SciELO, Google Acadêmico, CAPES e repositórios institucionais, priorizando publicações nacionais produzidas entre 2021 e 2025 para garantir a atualidade das discussões.

Além disso, autores clássicos da educação e do desenvolvimento humano, como Piaget, Vygotsky e Paulo Freire, também foram considerados para embasar teoricamente a análise, articulando fundamentos históricos e contemporâneos.

Os critérios de inclusão foram publicações entre 2021 e 2025, textos em português, inglês ou espanhol e trabalhos diretamente relacionados ao uso de tecnologias digitais na Educação Física escolar e seu impacto no desenvolvimento motor e social dos alunos. Os critérios de exclusão incluíram publicações anteriores a 2021, estudos que não se relacionassem com a área educacional ou que abordassem a tecnologia em contextos alheios à Educação Física escolar.

A análise dos materiais seguiu uma abordagem qualitativa e interpretativa, baseada na leitura crítica e na categorização dos textos de acordo com sua relevância temática, a fim de identificar tanto os avanços quanto os desafios relacionados ao uso de tecnologias digitais no contexto da Educação Física escolar.  

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 

3.1 INOVAÇÕES E APRIMORAMENTO MOTOR

Os estudos analisados mostram que, quando usados de forma educativa, os recursos digitais podem alavancar o avanço motor dos alunos. Rohden (2023) descobriu que os exergames desenvolvem habilidades motoras essenciais, aumentam o ânimo e estimulam a presença dos estudantes nas aulas de educação física. De maneira semelhante, Freitas et al. (2024) ressaltam que aplicativos de monitoramento corporal e ferramentas digitais oferecem avaliações mais precisas do desempenho motor, fornecendo feedback imediato.

Tais resultados estão ligados às ideias de Piaget (1975), ao enfatizar que o desenvolvimento ocorre por meio de vivências práticas que exigem ação, reflexão e reorganização cognitiva. Nesse contexto, os jogos digitais interativos funcionam como situações desafiadoras que estimulam a coordenação motora e o raciocínio lógico. Assim, a tecnologia pode ser encarada como um apoio à prática física, desde que integrada a uma abordagem pedagógica relevante. os últimos anos, a Educação Física no Ensino Superior tem sido fortemente influenciada pela presença das tecnologias digitais, sobretudo a partir de 2020, por exercer um papel predominante não apenas no ensino teórico, mas também no desenvolvimento motor dos estudantes. Conclui-se afirmando que, graças às contribuições de diferentes estudos, recursos como exergames, aplicativos de monitoramento corporal e ambientes digitais ampliam as formas de lidar com experiências de movimento e os potenciais incentivos para a aprendizagem. Não se trata apenas de deslumbrar-se com um novo recurso, mas também de repensar como ele pode realmente contribuir para o desenvolvimento motor, levando em consideração as especificidades de cada aluno e a intencionalidade pedagógica.

Os exergames também estão presentes em alguns trabalhos estudados como uma ferramenta que pode motivar o corpo de maneira lúdica. Autores como Rohden destacam que esses jogos, que utilizam sensores de movimento, ajudam a desenvolver habilidades motoras e despertam interesse entre os estudantes durante suas aulas. Minha teoria é que eles são capazes de combinar movimento e diversão, o que torna a experiência interessante em vez de monótona. Ao exigir coordenação e equilíbrio, além de tempos de reação rápidos, o aluno é colocado em situações em que a execução tanto do corpo quanto do cérebro é necessária, uma lógica mais próxima de jogos e brincadeiras, algo que ressoa diretamente com a realidade do contexto dos jovens.

Além disso, observa-se que outros estudos como  (Freitas et al.2024,) que apoiam a ideia de que os aplicativos de monitoramento corporal e ferramentas digitais estão mudando a forma como avaliamos o desempenho motor. Também acho interessante ver do ponto de vista do aluno, pois, através do feedback instantâneo, eles começam a criar essa autoimagem estou indo bem com este exercício, mas não tão bem com aquele o que lhes dá maior consciência corporal. Este é um grande ganho pedagógico para mim, porque faz com que o aluno não fique mais esperando a avaliação do professor (e se corrija ao longo do caminho, como precisava) e se torne diretamente um agente ativo no processo de aprendizagem. Mas, de certa forma, isso amplia a autonomia e a capacidade de autorregulação  duas palavras-chave quando falamos de educação moderna.

Um aspecto marcante sobre o qual reflito é o que o artigo de Carneiro Pinheiro et al.(2023) destaca, ou seja, que a pandemia foi um catalisador para esse processo de integração tecnológica. Muitos professores, preparados ou não, foram colocados em uma situação em que tiveram que revisitar seu ensino e, sem recursos, as TICs tornaram-se ferramentas que permitiram a continuidade. Para mim, isso ilustrou que a tecnologia pode ser usada bem para aproximar o aluno da prática física  mesmo em circunstâncias extremas. E ainda assim sou impactado pela cautela em algumas pesquisas que mostram como o uso da tecnologia, socialmente, pode resultar em dependência ou corroer o espaço que temos para uma experiência física real. Aqui está um pensamento que, na verdade, considero bastante profundo: a tecnologia deve aprimorar, não substituir, a experiência física.

O quadro geral das fontes que foi considerado convergência é: a tecnologia pode ser uma poderosa aliada no aumento motor, desde que mediada de forma crítica e pedagógica. Exergames estimulam a motivação e a transferência de habilidades; aplicativos de monitoramento oferecem dados concretos que permitem a intervenção do professor; as TICs aumentam a diversidade metodológica, aproximando a turma da realidade digital dos alunos. Em minha opinião, o maior desafio consiste em igualar todos esses aspectos que dizem respeito à tradição e à inovação: preservar os fundamentos da Educação Física em termos de intervenções que transcendam a mera educação física, sem negligenciar as potencialidades dos recursos que têm escopo digital para expandir seu repertório motor e tornar a aprendizagem mais significativa.

Um ponto que também se destaca nos artigos é que, embora a tecnologia tenha progredido, ainda há um grupo de professores que não está disposto a adotála. Segundo Rohden, professores mais experientes parecem estar “presos” às formas tradicionais de ensino, enquanto professores mais jovens são muito mais rápidos em adotar exergames. Vejo isso como um incentivo a um desafio que precisa ser superado, já que a tarefa do educador é justamente essa: continuar trabalhando para se atualizar em relação às mudanças culturais e sociais. Para mim, a tecnologia não deve ser uma barreira, mas sim uma ferramenta que devemos investigar como parte da realidade de cada escola, considerando suas possibilidades e o treinamento dos professores.

Outra consideração importante é que apenas ter dispositivos não se traduz em ganhos motores. Segundo Freitas e colegas, é necessário um planejamento pedagógico para que o uso das ferramentas digitais não permaneça sendo um recurso da “moda,” mas que passe a ser parte de um processo intencional de ensinoaprendizagem. Em minha opinião, isso significa que o professor precisa criar/participar de atividades de aprendizagem que permitam a mistura de movimento e uso significativo da tecnologia, para que os recursos digitais não se tornem uma distração do século XXI. A única coisa que separa o uso pedagógico do uso superficial é a intenção de educar.

Também vi que os artigos falam sobre como a tecnologia será fundamental para tornar as salas de aula mais inclusivas. Aplicativos e plataformas digitais podem ser usados para diferentes níveis de habilidades, em vez de todos os estudantes com dificuldades motoras ficarem para trás na turma de maneira uniforme. Acho importante porque amplia a oportunidade de participação e as pessoas não se sentem excluídas apenas porque não conseguem fazer um determinado exercício. Nesse sentido, a inovação digital passa a ser não apenas uma forma de ampliar metodologias, mas também a acessibilidade ao movimento.

Por fim, proponho que, através das tecnologias digitais, a Educação Física seja submetida à questão sobre o que realmente significa o desenvolvimento motor. Onde antes era mais sobre repetir os movimentos corretos pela repetição em si, agora podemos vislumbrar um tipo dinâmico de aprendizagem interativa que reflete a vida digital dos alunos hoje. Isso é um progresso para mim, pois está reconhecendo que a Educação Física não é apenas sobre engajar em atividade física, mas tem potencial para ser um espaço onde a matéria pode ser desenvolvida de forma holística  fisicamente, cognitivamente e socialmente. As tecnologias, então, são pontes que ligam a cultura corporal tradicional à novidade de seu próprio tipo de experiência motora exigida pelo mundo de hoje.”

3.2 INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS E INTERAÇÃO SOCIAL NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

A literatura aponta que as tecnologias digitais impactam positivamente a área social. Queiroz da Costa e Cruz Júnior (2024) realçam que os jogos digitais estimulam a colaboração, a comunicação e o trabalho em equipe em cenários virtuais e híbridos. Vieira, Bicalho e Marquioli (2024) notam que, quando utilizadas de forma consciente, essas tecnologias elevam o envolvimento dos usuários e promovem experiências coletivas, aperfeiçoando a interação entre os alunos. Tais constatações se conectam à teoria sociocultural de Vygotsky (1991), em especial ao conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal, pois os recursos tecnológicos oferecem mediações que potencializam o aprendizado em grupo. Além disso, a abordagem dialógica proposta por Freire (1996) frisa que a tecnologia deve servir como ferramenta de emancipação, permitindo a troca de saberes e a construção conjunta de conhecimento, evitando a alienação e o consumo passivo de informações.

As contribuições das tecnologias digitais para a Educação Física vão além da mera dimensão motora, abrangendo implicações sociais e pedagógicas significativas. As ferramentas digitais facilitam a criação de ambientes colaborativos que incentivam o compartilhamento de experiências e a formação de laços entre os estudantes. A utilização de jogos eletrônicos e plataformas interativas exige colaboração, diálogo e o desenvolvimento de estratégias conjuntas, promovendo habilidades sociais como cooperação, liderança e empatia. Dessa forma, reconhecese que a tecnologia, quando utilizada adequadamente, pode ser uma aliada valiosa na formação de indivíduos mais engajados e cientes da importância do trabalho em grupo.

Outro ponto importante é o aumento do envolvimento dos alunos. Em um cenário onde a Educação Física escolar enfrenta resistência e desmotivação, os recursos digitais oferecem experiências que se aproximam do cotidiano dos jovens, favorecendo uma maior identificação com a prática pedagógica. Elementos da cultura digital como jogos, aplicativos e redes sociais estabelecem uma conexão entre a disciplina e a realidade dos alunos, criando uma ponte entre cultura digital e cultura corporal que ressignifica o papel da Educação Física e desperta novos interesses.

A aplicação pedagógica das tecnologias digitais também promove inclusão no âmbito da Educação Física. Ambientes virtuais e jogos interativos podem ser ajustados para atender diferentes níveis de habilidade, assegurando a participação ativa de alunos com dificuldades motoras ou cognitivas. Segundo Mantoan (2003), a inclusão escolar requer a remoção de barreiras para garantir o pleno envolvimento de todos os alunos nos processos educacionais. Assim, as tecnologias digitais democratizam o acesso ao movimento e à socialização, tornando o ambiente escolar mais justo e igualitário.

É importante ressaltar que as interações mediadas por tecnologia não substituem o contato pessoal; elas o complementam. Plataformas digitais, registros audiovisuais e exergames incentivam a troca de ideias e experiências que podem ser aprofundadas em práticas coletivas presenciais, enriquecendo assim o processo educativo. Essa integração torna as aulas mais dinâmicas e atende às necessidades sociais e comunicativas dos jovens contemporâneos.

Essas considerações estão alinhadas à teoria sociocultural proposta por Vygotsky (1998), que enfatiza a relevância da mediação e interação social no aprendizado. As tecnologias digitais atuam como instrumentos mediadores que expandem a zona de desenvolvimento proximal (ZDP), favorecendo uma construção colaborativa do conhecimento. A pedagogia dialógica defendida por Paulo Freire (1987) complementa essa perspectiva ao ressaltar a educação como uma prática libertadora fundamentada no diálogo crítico sobre a realidade, reforçando assim o potencial emancipatório das tecnologias digitais na Educação Física.

Adicionalmente, a teoria da autodeterminação formulada por Deci e Ryan (2000) é essencial para entender como as tecnologias digitais fortalecem a motivação dos estudantes ao promover autonomia, competência e relações sociais no ambiente escolar. Por fim, estudiosos como Jenkins (2009) e Livingstone (2008) abordam a convergência entre cultura digital e cultura corporal, destacando como as mídias digitais ampliam o protagonismo juvenil, incentivando participação ativa e criação de comunidades de aprendizagem aspectos fundamentais para inovar pedagogicamente na Educação Física. As contribuições das tecnologias digitais para a Educação Física vão além da mera dimensão motora, abrangendo implicações sociais e pedagógicas significativas. As ferramentas digitais facilitam a criação de ambientes colaborativos que incentivam o compartilhamento de experiências e a formação de laços entre os estudantes. A utilização de jogos eletrônicos e plataformas interativas exige colaboração, diálogo e o desenvolvimento de estratégias conjuntas, promovendo habilidades sociais como cooperação, liderança e empatia. Dessa forma, reconhecese que a tecnologia, quando utilizada adequadamente, pode ser uma aliada valiosa na formação de indivíduos mais engajados e cientes da importância do trabalho em grupo.

Outro ponto importante é o aumento do envolvimento dos alunos. Em um cenário onde a Educação Física escolar enfrenta resistência e desmotivação, os recursos digitais oferecem experiências que se aproximam do cotidiano dos jovens, favorecendo uma maior identificação com a prática pedagógica. Elementos da cultura digital como jogos, aplicativos e redes sociais estabelecem uma conexão entre a disciplina e a realidade dos alunos, criando uma ponte entre cultura digital e cultura corporal que ressignifica o papel da Educação Física e desperta novos interesses.

A aplicação pedagógica das tecnologias digitais também promove inclusão no âmbito da Educação Física. Ambientes virtuais e jogos interativos podem ser ajustados para atender diferentes níveis de habilidade, assegurando a participação ativa de alunos com dificuldades motoras ou cognitivas. Segundo Mantoan (2003), a inclusão escolar requer a remoção de barreiras para garantir o pleno envolvimento de todos os alunos nos processos educacionais. Assim, as tecnologias digitais democratizam o acesso ao movimento e à socialização, tornando o ambiente escolar mais justo e igualitário.

É importante ressaltar que as interações mediadas por tecnologia não substituem o contato pessoal; elas o complementam. Plataformas digitais, registros audiovisuais e exergames incentivam a troca de ideias e experiências que podem ser aprofundadas em práticas coletivas presenciais, enriquecendo assim o processo educativo. Essa integração torna as aulas mais dinâmicas e atende às necessidades sociais e comunicativas dos jovens contemporâneos.

Essas considerações estão alinhadas à teoria sociocultural proposta por Vygotsky (1998), que enfatiza a relevância da mediação e interação social no aprendizado. As tecnologias digitais atuam como instrumentos mediadores que expandem a zona de desenvolvimento proximal (ZDP), favorecendo uma construção colaborativa do conhecimento. A pedagogia dialógica defendida por Paulo Freire (1987) complementa essa perspectiva ao ressaltar a educação como uma prática libertadora fundamentada no diálogo crítico sobre a realidade, reforçando assim o potencial emancipatório das tecnologias digitais na Educação Física.

Adicionalmente, a teoria da autodeterminação formulada por Deci e Ryan (2000) é essencial para entender como as tecnologias digitais fortalecem a motivação dos estudantes ao promover autonomia, competência e relações sociais no ambiente escolar. Por fim, estudiosos como Jenkins (2009) e Livingstone (2008) abordam a convergência entre cultura digital e cultura corporal, destacando como as mídias digitais ampliam o protagonismo juvenil, incentivando participação ativa e criação de comunidades de aprendizagem  aspectos fundamentais para inovar pedagogicamente na Educação Física.

3.3 DESAFIOS DA INTEGRAÇÃO TECNOLÓGICA

Apesar dos avanços notados, a literatura indica importantes obstáculos. Silva et al. (2024) destacam a necessidade de formulação contínua dos professores para o uso crítico das tecnologias, para que não sejam usadas apenas como diversão. Galvão e Braum (2021) reforçam que a desigualdade no acesso a recursos digitais aumentou as dificuldades de aprendizado durante o ensino remoto, mostrando a urgência de políticas públicas de inclusão digital.

Tais desafios se alinham à visão crítica de Freire (1996), que defende a educação como prática libertadora, na qual os recursos tecnológicos devem servir à autonomia e à participação ativa dos indivíduos. Portanto, a integração da tecnologia na Educação Física não deve ser vista como solução imediata, mas como processo que requer planejamento pedagógico consistente, infraestrutura adequada e compromisso político com a igualdade educacional. A complexidade dos desafios tecnológicos na Educação Física também está inserida em um cenário mais amplo de transformações educacionais e sociais que exigem uma revisão dos paradigmas pedagógicos tradicionais. É notório que o modelo transmissivo e fragmentado de ensino dificulta a incorporação de práticas interativas e dinâmicas proporcionadas pela tecnologia. Os dados indicam que, para além das condições materiais, é necessário promover uma mudança cultural no ambiente escolar, que valorize a experimentação, o diálogo e a construção coletiva do conhecimento por meio das novas ferramentas digitais. Esse processo implica um compromisso orgânico dos professores com a inovação pedagógica, orientado por reflexões constantes sobre os objetivos educacionais e o papel da tecnologia na formação integral dos alunos.

Outro aspecto relevante que emergiu da análise dos dados relaciona-se à avaliação dos impactos da integração tecnológica na aprendizagem dos estudantes. Embora a tecnologia ofereça recursos multimodais e interativos que podem ampliar as possibilidades de engajamento e compreensão dos conteúdos da Educação Física, observou-se que a eficácia dessas intervenções depende diretamente do alinhamento entre objetivos pedagógicos, metodologias e recursos tecnológicos. A simples adoção de aplicativos, vídeos ou plataformas digitais, sem uma mediação pedagógica adequada, pode resultar em dispersão, superficialidade do aprendizado e desmotivação. Assim, os resultados chamam a atenção para a importância da formação focada em estratégias avaliativas inovadoras e inclusivas, que aproveitem a tecnologia para captar e promover o desenvolvimento real dos alunos, em suas múltiplas dimensões física, cognitiva e socioemocional.

Adicionalmente, os dados destacam a relevância da participação da comunidade escolar e do diálogo entre diferentes atores envolvidos no processo educacional. O sucesso da integração tecnológica na Educação Física não depende exclusivamente dos professores ou da escola, mas também do engajamento dos estudantes, familiares e gestores. Observou-se, por exemplo, que quando as famílias estão inseridas no processo de forma ativa, seja por meio do acesso facilitado às tecnologias ou do acompanhamento das atividades pedagógicas, há maior receptividade e êxito na implementação dessas práticas. Isso reforça a necessidade de políticas que promovam a inclusão digital também no ambiente doméstico, além de ações educativas que sensibilizem os diversos atores sobre os benefícios e desafios do uso das tecnologias na educação.

Por fim, a análise crítica dos dados revela que os desafios da integração tecnológica também envolvem questões éticas e de responsabilidade social. O uso das tecnologias digitais deve estar pautado em princípios que garantam o respeito à privacidade, à segurança dos dados e ao combate à desinformação, especialmente em ambientes educacionais que trabalham com crianças e adolescentes. A Educação Física, ao utilizar ferramentas digitais, deve incorporar práticas que eduquem para o uso consciente e crítico da tecnologia, promovendo a cidadania digital e o exercício da autonomia responsável. Dessa forma, a integração tecnológica deixa de ser apenas um recurso instrumental e passa a ser um componente fundamental na formação ética e social dos estudantes, alinhada aos ideais de uma educação libertadora e transformadora.

3.4 UMA VISÃO GERAL DA ANÁLISE DA DIMENSÃO TECNOLÓGICA NA EDUCAÇÃO FÍSICA: AVANÇOS, INTERFERÊNCIAS E DESAFIOS

A síntese do desenvolvimento tecnológico na Educação Física, considerando a dimensão motora, a aprendizagem social e as barreiras para sua incorporação bem-sucedida na educação, revela um campo educacional em profundas transformações em múltiplas direções.

No que diz respeito ao desenvolvimento motor, o treinamento audiovisual por meio de recursos digitais, em particular exergames e aplicativos de monitoramento corporal, surgiu como uma fonte promissora para enriquecer a aprendizagem do movimento ao oferecer entrada multissensorial e feedback imediato; sendo este último uma necessidade importante para incorporar a consciência de si ou regulação. Esta integração de tecnologia e aprendizagem diferencia estas práticas dos processos mecânicos repetitivos de antigamente em favor de arranjos dinâmicos mediados contextualmente que são absorvidos pelas experiências culturais digitais das gerações de computadores. No entanto, devemos ter em mente que o potencial destes recursos é sempre mediado pedagogicamente pelo que não deve ser reduzido ao mero uso de dispositivos e incluir uma reflexão crítica sobre como e por que devem ou não ser usados.

No que diz respeito à dimensão social, observamos que as tecnologias digitais na Educação Física não atuam apenas como ferramentas para a estimulação individualista, mas também para a produção coletiva de conhecimento e conexões interpessoais. Ambientes digitais e videogames que exigem trabalho em equipe, comunicação e estratégias comuns também são aplicáveis à abordagem da teoria sociocultural de Vygotsky, que considera a interação social e a mediação os pilares do desenvolvimento cognitivo, bem como o desenvolvimento afetivo. Sob este ponto de vista, a tecnologia pode melhorar a ZPD de tal forma que os alunos possam participar dinamicamente em seu processo de aprendizagem ao interagir com os outros. Além disso, a pedagogia dialógica de Paulo Freire sublinha a condição de que esses ambientes digitais devem ser operados como espaços emancipatórios nos quais o diálogo e o compartilhamento de conhecimento promovem a autonomia e o protagonismo dos estudantes; não devem se tornar o lugar onde a alienação assume o controle ou o conhecimento é desmembrado em conteúdos consumidos passivamente.

Mas, no entanto, o progresso e os méritos da integração tecnológica enfrentam resistência e desafios esmagadores, questões que são consideradas críticas para que novas iniciativas tenham um efeito benéfico sobre a prática do ensino. A resistência cultural à introdução e aceitação de novos dispositivos educacionais, juntamente com a resistência frequentemente encontrada entre professores que continuam a favor de modelos pedagógicos tradicionais ou exibem ansiedade tecnológica (Schrum & Fidler 2011), reflete uma luta entre mudanças sociotécnicas e culturais que agora permeiam as instalações de ensino de hoje. Esta resistência não depende apenas de fatores individuais, mas também é um problema estrutural relacionado à fraca formação de professores e à falta de políticas organizacionais para valorizar a formação contínua. Ao mesmo tempo, a contínua desigualdade no acesso a equipamentos e conectividade é um sinal evidente de que a agenda de inclusão digital é um desafio político e sociológico além da escola: requer políticas abrangentes que levem em consideração o contexto socioeconômico dos alunos e famílias. Além disso, a deficiência de infraestrutura e suporte técnico prejudica a qualidade e a frequência da dependência pedagógica de ferramentas de TIC, o que está causando uma lacuna entre as potencialidades dos recursos digitais e seu uso efetivo.

O estudo também aponta a dimensão ética da incorporação tecnológica, a ser considerada como um componente transversal, base para práticas educacionais responsáveis alinhadas com valores democráticos e humanísticos. Proteger a privacidade dos alunos, garantir a segurança dos dados e promover cidadãos digitais críticos são elementos igualmente importantes para o uso da tecnologia tanto para aumentar o acesso à informação quanto para educar os alunos em usos deliberados e éticos desses recursos. Esta visão ética implica que as relações de poder na escola digital terão que ser reconsideradas e que práticas que produzem desigualdade ou discriminação devem ser desconstruídas, e que ambientes inclusivos, seguros e respeitosos devem ser incentivados. Nesse sentido, a Educação Física pode assumir um papel de liderança à medida que educa para a corporalidade digital, expressando o cuidado com o corpo e o uso responsável da mídia digital orientada para os princípios de libertação.

A análise integrada demonstrou que a tecnologia na Educação Física é um fenômeno situado dentro de um tecido entrelaçado de desenvolvimentos técnicos, processos sociais de interação e questões pedagógicas éticas. Para que os recursos digitais cumpram seu potencial emancipatório e transformador, deve haver uma visão de pedagogia crítica que possa informar sua inclusão e, assim, integrar o contexto sociocultural dos alunos, juntamente com a educação permanente dos educadores.

Além de repertórios de movimento, a tecnologia deve capacitar o desenvolvimento de indivíduos independentes, críticos e socialmente ativos que valorizem o engajamento colaborativo e promovam a inclusão social e a equidade. A transmissão de obstáculos estruturais e culturais é uma condição s para que a Educação Física, baseada no ensino de recursos digitais, contribua de forma eficaz para o desenvolvimento holístico de grupos de alunos nos dias de hoje.

A tabela mostra uma visão geral da tecnologia aprimorada na educação: essência, vantagens, restrições e sugestões.

No campo da melhoria motora, exergames e aplicativos de feedback imediato demonstraram melhorar habilidades, estimular o aprendizado e fornecer um contexto para a prática, mas eles enfrentam resistência de professores e infraestrutura subdesenvolvida. Recomenda-se planejamento pedagógico contínuo e especificidade do treinamento.

No que diz respeito à interação social, jogos digitais e plataformas colaborativas melhoram a comunicação, inclusão e engajamento em grupo (embora haja uma desigualdade de acesso e também o risco de alguém substituir o contato presencial). Recomenda-se equilibrar relações digitais e pessoais, bem como a promoção da inclusão digital.

Os obstáculos socioeconômicos e a ausência de políticas públicas recebem ênfase nos desafios de inserção tecnológica. A resposta é tripla: treinamento, políticas de inclusão digital e segurança.

A tecnologia é, em geral, favorável à liderança estudantil e inovação no ensino, mas ainda há resistência cultural e desigualdade de acesso. Precisamos de narrativas que elevem a edtech e a alfabetização digital, não apenas como ferramentas de ensino a distância social, mas como veículos de inclusão e pontes para a comunidade ao longo do K–12 (e além).

  TópicoPrincipais PontosBenefíciosDesafiosRecomendações Pedagógicas
Inovação e Aprimoramento MotorUso de exergames, aplicativos e monitoramento corporal que oferecem feedback imediato e estímulo à coordenação motora.Melhora das habilidades motoras; aumento da motivação; autocorreção; aprendizagem contextualizada.Resistência docente; uso superficial; infraestrutura insuficiente.Formação continuada; planejamento pedagógico intencional; integração crítica da tecnologia.
Inovações Tecnológicas e Interação SocialJogos digitais e plataformas colaborativas que potencializam a comunicação e o trabalho em equipe.Fortalecimento da socialização; inclusão; engajamento coletivo.Desigualdade de acesso; substituição do contato presencial; resistência cultural.Promover equilíbrio entre interação digital e presencial; incentivar inclusão digital; fomentar diálogo e colaboração.
Desafios da Integração TecnológicaNecessidade de formação docente; desigualdade no acesso; infraestrutura adequada; uso ético da tecnologia. Barreiras socioeconômicas; falta de políticas públicas; uso inadequado ou recreativo.Políticas públicas de inclusão digital; capacitação docente; garantia de segurança e privacidade.
Visão Geral da Análise: Avanços, Interferências e DesafiosIntegração complexa entre avanços técnicos, aspectos sociais e desafios pedagógicos e éticos.Ampliação do protagonismo estudantil; desenvolvimento integral; inovação pedagógica.Resistência cultural; desigualdade de acesso; lacunas na formação e infraestrutura.Articulação entre formação, políticas públicas e práticas pedagógicas críticas; foco na inclusão

Para compreender o impacto das tecnologias no desenvolvimento motor e social dos alunos que frequentam aulas de Educação Física, é necessário referir-se às contribuições de autores clássicos que sustentam teorias sobre o desenvolvimento humano e a aprendizagem. As obras de Jean Piaget, Lev Vygotsky e Paulo Freire foram influentes na concepção da aprendizagem e do desenvolvimento como fundamentados na interação com o mundo, mediação social e prática educativa transformadora.

Piaget insiste na ação e reflexão como operações por meio das quais o conhecimento é construído, destacando assim a importância buscada dos dispositivos digitais como utilidades na oferta de estímulos de experiências práticas.

Segundo Vygotsky, a aprendizagem é concebida como um fenômeno social onde o significado é construído por meio da interação mediada (Vygotsky, 1989) – que as ferramentas tecnológicas podem apoiar, promovendo a cooperação e a participação coletiva entre os alunos.

Freire, em contraste, avança ainda mais ao considerar a educação como um processo dialógico que deve promover a libertação e a consciência crítica. Ele afirma que a tecnologia deve ser empregada como um instrumento de libertação e não de alienação e passividade.

Portanto, as tecnologias digitais na Educação Física devem ser introduzidas com um propósito crítico, de acordo com os princípios dessas teorias, para a promoção do desenvolvimento integral. As contribuições desses autores são resumidas na tabela a seguir, trazendo suas ideias iniciais e articulando-as com as possibilidades e desafios da tecnologia na Educação Física na escola.Jean Piaget (1975)  

Piaget descreve o desenvolvimento cognitivo através de estágios de mudança progressiva ao longo de um continuum natural, no qual o indivíduo está ativamente construindo entendimento em relação ao seu ambiente. 

Ele destaca o processo de assimilação (o processo pelo qual novas experiências são relacionadas aos esquemas existentes de uma pessoa) e acomodação (ajustando esquemas antigos para incluir novas informações que não se encaixam nos existentes). 

No caso da Educação Física Mediada por Tecnologia, na medida em que a proposta teórica sustenta tais ideias, apenas tarefas/ferramentas, com recursos digitais que apresentem desafios práticos e que exijam ação/reflexão dos alunos (facilitando a reorganização cognitiva e o desenvolvimento motor), parecem estar em consonância  por exemplo: o exergaming estimula o movimento e o raciocínio lógico simultaneamente. Lev Vygotsky (1991)  

Vygotsky argumenta que a aprendizagem é um processo social e cultural, e não simplesmente individual, mediado por ferramentas e relações interpsicológicas. 

Seu conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), no qual este estudo se baseia, envolve um gap entre o que um estudante pode fazer sozinho e a mesma tarefa realizada com a assistência de outra pessoa por exemplo, professor, colega ou tecnologia. 

Para dinamizar o ensino da Educação Física, deve-se considerar que tecnologias digitais funcionam como intercessoras ao aprimorar a comunicabilidade e o dialogismo, ampliando o campo no qual o estudante desenvolve suas relações cognitivas e sociais. 

Nesse sentido, a tecnologia potencializa a oportunidade para que os estudantes aprendam de maneira cooperativa, compartilhem experiências e participem de colaborações de aprendizado mais enriquecedoras.   Paulo Freire (1996)

Freire (1972) sugere um tipo de educação dialógica, crítica e libertadora que ativa o aluno como um sujeito engajado na aprendizagem. 

Para ele, a tecnologia é um instrumento de libertação e conscientização, algo que deve ser usado de forma diferente do que de maneira passiva e alienada apenas para repetir conteúdos existentes. 

Nesse sentido, a tecnologia deve atuar intencionalmente na Educação Física como recursos mediáticos que visam uma reviravolta na reflexão sobre nosso corpo, saúde e relações sociais para fortalecer a autonomia dos estudantes e seu protagonismo no processo educativo.

AutorContribuições Teóricas PrincipaisAplicação à Educação Física com Tecnologias DigitaisImplicações Pedagógicas
Jean Piaget (1975)Desenvolvimento cognitivo ocorre em estágios progressivos; aprendizagem via interação com o meio; assimilação e acomodação.Jogos digitais e exergames como situações práticas que promovem ação, reflexão e reorganização cognitiva, favorecendo coordenação motora e raciocínio lógico.Necessidade de experiências práticas que desafiem o aluno; mediação tecnológica que estimule a ação e o pensamento crítico.
Lev Vygotsky (1991)Aprendizagem como processo social e cultural mediado; Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP); papel do mediador (professor ou tecnologia).Ferramentas digitais e ambientes virtuais que promovem colaboração, diálogo e aprendizagem em grupo, ampliando a ZDP e o desenvolvimento social.Uso da tecnologia como mediadora entre estudantes; estímulo à socialização e construção coletiva do conhecimento.
Paulo Freire (1996)Educação como prática dialógica, crítica e emancipadora; protagonismo do educando; tecnologia como instrumento de libertação.Utilização dos recursos tecnológicos para promover autonomia, reflexão crítica sobre corpo, saúde e sociedade, evitando uso alienante e passivo.Práticas pedagógicas intencionais que envolvam diálogo, conscientização e empoderamento dos estudantes.

CONCLUSÃO 

Este trabalho buscou investigar como as tecnologias afetam o progresso motor e social dos estudantes nas aulas de Educação Física. Através de uma análise da literatura existente, foram descobertos sucessos consideráveis, bem como dificuldades relevantes para a inclusão de ferramentas digitais no espaço educativo.

Os resultados mostraram que, quando usadas de forma pensada e educativa, as tecnologias auxiliam no desenvolvimento motor, fomentando a coordenação, o pensamento lógico e a autonomia dos alunos, como mostram estudos atuais sobre exergames e aplicativos digitais. Além disso, as ferramentas tecnológicas se mostraram proveitosas para a socialização, estimulando a colaboração, a troca de ideias e o aprendizado em grupo em ambientes que misturam o real e o virtual.

A pesquisa possibilitou concluir que as tecnologias, quando guiadas por ideias pedagógicas sólidas, são um recurso importante para a Educação Física nas escolas. Elas podem expandir as formas de ensinar, despertar o interesse e impulsionar o desenvolvimento motor e social dos alunos, fazendo com que as aulas se tornem mais interessantes e dinâmicas. No entanto, ainda existem desafios importantes, como diferenças no acesso, falta de preparo dos professores e problemas na estrutura. Portanto, a integração das tecnologias na Educação Física deve ser feita de maneira consciente, planejada e que inclua a todos.

De acordo com os dados disponíveis, uma conclusão geral que emerge sobre a integração das tecnologias digitais no ensino de Educação Física diz respeito principalmente à importância desse processo como uma estratégia para incentivar o aprendizado significativo, incluindo o desenvolvimento motor e social entre os estudantes, e oferecer inovação pedagógica e inclusão.

Nos últimos anos, o ensino de Educação Física foi transformado devido à inclusão de dispositivos tecnológicos digitais e métodos ativos, que proporcionam novas possibilidades de aprendizado, adaptando-se ao que a sociedade está exigindo em uma geração mais conectada. Essas tecnologias, quando aplicadas de forma planejada e pedagógica, também irão impulsionar a coordenação motora, o que permite o aumento da autonomia dos estudantes. Por meio da interação social, estimulam a colaboração, comunicação e trabalho em grupo despertados pelas instruções presentes em Piaget, Vygotsky e Freire, que destacam a relevância para o aprendizado ativo, mediado e crítico.

Além disso, a implementação das tecnologias digitais na Educação Física escolar está contribuindo para a inclusão do corpo estudantil como um todo, incluindo estudantes com necessidades educacionais especiais por meio de recursos como tecnologia assistiva, garantindo acesso e promovendo a participação plena desses estudantes, cumprindo assim um compromisso ético e social esperado de nossas escolas hoje.

No entanto, eles destacam que há sérios obstáculos para a adoção bem sucedida dessas inovações. Isso inclui a “divisão digital” entre aqueles que têm e não têm acesso à tecnologia; a necessidade de formação contínua e esforços de desenvolvimento profissional (DP) para os professores; e infraestrutura adequada para apoiar o uso de tecnologias. Afirmam a atenção a ser dada para evitar o uso banal das tecnologias em si, estabelecendo para elas um design pedagógico que possa apresentar algo intencional de tal maneira a articular movimento, cognição e sociabilidade.

Como resultado, é necessário um   uso crítico e planejado das tecnologias digitais na Educação Física, fundamentado em pressupostos pedagógicos consistentes e orientado por um propósito inclusivo e emancipador. Somente assim a tecnologia pode se tornar um instrumento para a melhoria do ensino e aprendizagem, permitindo que as aulas sejam mais dinâmicas, motivadoras e socialmente relevantes, de acordo com as mudanças sócio-históricas atuais e os interesses dos estudantes.

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¹Discente do Curso Superior de Licenciatura em Educação Física do Centro Universitário Fametro. Manaus – Amazonas – Brasil. E-mail: anajuliabeltrao14@gmail.com;
²Discente do Curso Superior de Licenciatura em Educação Física do Centro Universitário Fametro. Manaus – Amazonas – Brasil. E-mail: brendaferreira383@gmail.com;
³Docente do Curso Superior de Licenciatura em Educação Física do Centro Universitário Fametro. Manaus – Amazonas – Brasil. Mestre em Ciência do Movimento Humano. E-mail: eva.silva@fametro.edu.br.