SEVERE COMBINED IMMUNODEFICIENCY (SCID) IN ARABIAN HORSES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202509302349
Davi dos Santos Costa,
Daniela Paulino Quinto,
Danilo de Oliveira Cezar e
Edite Ribeiro
Orientadora: Alana Camargo Poncio
Resumo
A imunodeficiência combinada grave (SCID) é uma enfermidade hereditária, de caráter recessivo, observada com maior prevalência em equinos da raça Árabe. Essa condição compromete o desenvolvimento do sistema imunológico, tornando os animais extremamente suscetíveis a infecções letais nos primeiros meses de vida integrativa sobre o cavalo Árabe, abordando suas características morfológicas, comportamentais e aptidões esportivas, bem como discutir a SCID em seus aspectos genéticos, clínicos e diagnósticos. A partir de levantamento bibliográfico, buscou-se integrar informações históricas da raça e o impacto da doença na criação e seleção de animais que, embora o cavalo Árabe seja reconhecido mundialmente por sua resistência e valor zootécnico, a SCID representa um desafio para criadores, demandando programas de manejo genético e diagnóstico precoce.
Palavras-chave: Cavalo Árabe; SCID; Genética; Doença hereditária; Equinos.
1. Introdução
Árabe corresponde a uma das raças equinas mais antigas além de reconhecidas no mundo, com origem na Península Arábica. Caracteriza-se devido à sua robustez, inteligência, elegância e forte vínculo com o homem, desempenhando influência marcante na origem de diferentes linhagens modernas. No decorrer da trajetória, esses Árabes foram fundamentais tanto em atividades militares quanto culturais, consolidando sua importância histórica e simbólica em várias civilizações (COSGROVE et al., 2020).
Na pecuária moderna, linhagens da raça Árabe são valorizadas devido ao seu vigor físico, longevidade e temperamento dócil, sendo comumente empregados em competições de enduro, corridas e exposições. Além disso, sua genética é frequentemente utilizada nos projetos de aprimoramento de diferentes tipos genéticos, evidenciando a relevância econômica e esportiva desses animais (COSGROVE et al., 2020; TEIXEIRA; OLIVEIRA; KUABARA, 2001).
O comportamento da raça é marcado por inteligência, docilidade e forte capacidade de adaptação, características que permitem seu enquadramento em classes de animais de elite, destinados tanto ao lazer quanto ao alto desempenho esportivo (COSGROVE et al., 2020). O padrão morfológico dos cavalos Árabes inclui cabeça triangular e refinada, orelhas pequenas e curvadas, perfil retilíneo ou levemente côncavo, peito amplo e membros bem proporcionados, que conferem agilidade e resistência (AYAD et al., 2021).
As aptidões da raça se destacam pela velocidade, resistência e versatilidade, permitindo seu emprego em atividades que vão desde o trabalho em campo até a participação em esportes equestres modernos. O impacto financeiro é expressivo, visto que cavalos Árabes de linhagens puras alcançam elevado valor no mercado internacional, sendo considerados ativos de grande importância para a equinocultura (COSGROVE et al., 2020; TEIXEIRA; OLIVEIRA; KUABARA, 2001).
Diferenciam-se de outras raças pelo porte elegante, alto nível de rusticidade e pela contribuição genética que exerceram na formação de diversas raças modernas (COSGROVE et al., 2020; TEIXEIRA; OLIVEIRA; KUABARA, 2001). No âmbito esportivo, participam ativamente de provas de enduro, hipismo, corridas de curta e média distância, além de exposições de conformação, onde sua estética e padrão racial são amplamente valorizados (BUGNO-PONIEWIERSKA et al., 2019).
Entretanto, a raça apresenta vulnerabilidade a uma condição genética rara, conhecida como Deficiência Imune Combinada Severa (SCID). Essa doença autossômica recessiva resulta na ausência funcional de células T e células B, componentes essenciais do sistema imunológico, tornando os potros extremamente suscetíveis a infecções fatais nos primórdios da vida. Os sintomas clínicos incluem diarreia, pneumonia, emagrecimento além de infecções recorrentes, conduzindo a uma perspectiva clínica desfavorável sem intervenção adequada (TEIXEIRA; OLIVEIRA; KUABARA, 2001; DOĞAN et al., 2020).
O exame da SCID possui alta relevância tanto científica quanto prática. Sob a ótica científica, a doença oferece um modelo para compreender falhas no desenvolvimento imunológico e potencialmente aplicar terapias em distintas espécies, inclusive humanas (AYAD et al., 2021). No âmbito prático, a detecção antecipada e a triagem de portadores assintomáticos mediante testes genéticos permitem estratégias de gestão reprodutiva responsáveis, evitando a disseminação da doença no rebanho de cavalos Árabes (BUGNOPONIEWIERSKA et al., 2019).
Objevativa-se abordar os sinais clínicos, genéticos e epidemiológicos da SCID em equinos Árabes, ressaltando a relevância do diagnóstico precoce, do manejo adequado e do controle da disseminação dessa condição devastadora.(BUGNO-PONIEWIERSKA et al., 2019).
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. CAVALO ÁRABE: HISTÓRIA, PELAGEM, GENÉTICA, ESTRUTURA CORPORAL E APTIDÕES
O cavalo Árabe (Puro-Sangue Árabe) é amplamente reconhecido como uma das raças equinas mais antigas e influentes. Sua origem remonta a milhares de anos no Oriente Médio, onde as tribos beduínas realizaram a seleção de animais que uniam resistência, inteligência e temperamento dócil. Esses criadores transmitiram oralmente a história da raça, sustentada por registros arqueológicos, documentos históricos e pelos studbooks internacionais, que garantem a autenticidade da linhagem “Assil” ou “Atiq” — termo que remete ao puro e ao ancestral (ABCCA, 2025).
A estética sempre desempenhou papel central na definição do cavalo Árabe. No Brasil, as pelagens reconhecidas incluem castanha, alazã, tordilha e preta, havendo também registros de variações em linhagens derivadas, como baia e pampa (ABCCA, 2025). Internacionalmente, estudos mostram que as cores predominantes são baia, alazã, tordilha e preta, sendo raras as ocorrências de diluições e padrões incomuns em animais puro-sangue (ABCCA, 2025).
Estudos realizados na Turquia confirmam que a pelagem baia é a mais frequente entre os Árabes, enquanto o preto representa proporção mínima da população. Além disso, marcas brancas extensas, como stockings ou blaze, aparecem em menor frequência, refletindo a busca histórica por um padrão estético mais uniforme (KORKMAZ et al, 2023).
Do ponto de vista genético, os Árabes revelam ampla variabilidade, mas com nuances que dependem da população estudada. Trabalhos com microssatélites indicam heterozigosidade média entre 0,63 e 0,71, embora alguns núcleos apresentem coeficientes de endogamia positivos, sugerindo déficit de heterozigotos (ALMARZOOK et al, 2020).
Pesquisas baseadas em DNA mitocondrial revelam ainda que cerca de 75% da diversidade genética se distribui entre populações (como Desert-Bred, Straight Egyptian e Polish Arabian), enquanto apenas uma parcela menor é atribuída às linhagens maternas internas (strains). Isso reforça a importância de preservar tanto a variabilidade intrapopulacional quanto o patrimônio histórico-cultural de cada linhagem (ALMARZOOK et al., 2023; KHANSHOUR & COTHRAN, 2013).
Além da beleza, o cavalo Árabe se destaca pela harmonia de sua estrutura corporal. Em média, apresenta altura de 150 a 160 cm na cernelha, corpo curto e profundo, tronco proporcional e membros bem alinhados. Pesquisas brasileiras classificam a maioria dos indivíduos como “geométricos e levemente longilíneos”, combinação que favorece leveza e eficiência biomecânica, embora nem sempre se enquadrem nos parâmetros ideais de conforto para montaria prolongada. Esse perfil físico os torna altamente aptos para provas de resistência, esportes equestres e atividades de performance (SIQUEIRA & CORDEIRO, 2024).
As diferenças entre linhagens também se expressam na conformação: cavalos DesertBred tendem a ser mais compactos, enquanto os Polish apresentam dorso e garupa mais alongados, e os Straight Egyptian exibem traços intermediários. Tais variações refletem seleções históricas distintas, mas todos preservam elementos essenciais, como peito profundo e garupa levemente inclinada (KHMEL et al, 2022).
Análises radiográficas revelam ainda particularidades ósseas nas falanges torácicas dos Árabes em comparação a raças como o Thoroughbred, o que ajuda a explicar sua resistência em terrenos áridos. Diferenças sutis entre sexos foram identificadas, sobretudo no comprimento e profundidade de certas falanges, demonstrando que a morfologia também é modulada por fatores sexuais (GUNDEMIR et al., 2021).
Estudos de biometria mostram que garanhões tendem a ter maior altura e medidas mais robustas do que éguas, enquanto animais jovens apresentam proporções em transformação até atingirem a maturidade. Esse fator reforça a importância de avaliações específicas por idade e finalidade de uso (YAKOUB et al., 2006). Além disso, comparações entre cavalos usados em corridas e em esportes tradicionais revelam adaptações específicas: os voltados à velocidade possuem peito mais profundo e garupa mais longa, enquanto os destinados a esportes tradicionais apresentam estrutura mais compacta (YAKAN et al., 2017).
A morfologia craniofacial dos cavalos é um elemento central tanto na definição de padrões raciais quanto nas práticas de seleção zootécnica. Entre as diferentes raças, o cavalo Árabe ocupa posição singular, pois seu perfil facial frequentemente descrito como côncavo (“dished”) — é considerado um dos traços mais emblemáticos e valorizados. Historicamente, essa avaliação foi realizada por critérios visuais e classificatórios, baseados em categorias rígidas como “côncavo”, “reto” ou “convexo”. Apesar de amplamente adotado, esse sistema tradicional apresenta limitações, por ser qualitativo, suscetível a interpretações subjetivas e pouco eficaz para capturar a complexidade da variação morfológica (FITZPATRICK, ALHADDAD, & TOZAKI, 2021).
Os avanços metodológicos recentes, representados pelos estudos de morfometria geométrica do perfil facial em cavalos, introduziram uma abordagem quantitativa para descrever essa variação. Através do uso de landmarks fixos e semilandmarks ao longo da curvatura nasal, em fotografias padronizadas de perfil lateral, tornou-se possível aplicar análises estatísticas que isolam a forma de fatores como tamanho e posição. Esse procedimento, seguido por métodos multivariados como a Análise Procrustes Generalizada e a Análise de Componentes Principais (PCA), possibilitou representar o perfil facial como um contínuo, em vez de categorias estáticas (ALHADDAD, FITZPATRICK, & TOZAKI, 2022; FITZPATRICK, ALHADDAD, & TOZAKI, 2021).
Os resultados combinados dos estudos revelam três pontos de destaque. Primeiro, ao se analisar múltiplas raças, observa-se que a maioria dos cavalos apresenta perfis intermediários, próximos ao “reto”, mas há ampla variação que vai do extremo côncavo ao convexo (ALHADDAD et al., 2022). Segundo, dentro da raça Árabe, identificou-se a maior diversidade de perfis, incluindo indivíduos com faces marcadamente côncavas, outros de conformação intermediária e subgrupos com perfis próximos ao reto, evidenciando que o tipo “dished” não é universal, mas uma expressão seletiva de determinadas linhagens (FITZPATRICK et al., 2021). Terceiro, as análises sugerem que essa diversidade não é apenas estética: perfis extremamente acentuados podem implicar consequências funcionais, como restrições respiratórias ou alterações no alinhamento dentário (ALHADDAD et al., 2022).
As implicações desses achados são relevantes para diferentes áreas. Para criadores e associações de registro, os métodos quantitativos oferecem maior objetividade e a possibilidade de estabelecer limites mais claros para evitar exageros morfológicos que comprometam o bemestar animal. Para a pesquisa genética, a caracterização precisa da forma facial abre espaço para estudos de herdabilidade e associação genômica, permitindo identificar variantes ligadas ao desenvolvimento craniofacial. Finalmente, para a preservação da raça, a identificação da variabilidade intra-racial contribui para estratégias de seleção que conciliem a manutenção de características tradicionais com a preservação da saúde e funcionalidade dos animais (FITZPATRICK et al., 2021; ALHADDAD et al., 2022).
Em síntese, a integração desses estudos confirma que o perfil facial dos cavalos, especialmente nos Árabes, deve ser entendido como um traço contínuo e multifatorial, cuja avaliação exige ferramentas métricas e padronizadas. A morfometria geométrica emerge, assim, como um recurso estratégico não apenas para descrever a diversidade morfológica, mas também para orientar práticas de manejo, seleção e conservação genética que priorizem tanto a identidade racial quanto o bem-estar dos animais (ALHADDAD et al.,2022; FITZPATRICK et al., 2021).
O cavalo Árabe é amplamente valorizado por sua resistência, destacando-se em provas de enduro equestre, onde enfrenta percursos de longa distância e condições ambientais adversas. Também participa de modalidades como adestramento, salto e hipismo rural, além de exposições de conformação e beleza. Essa versatilidade reforça sua posição como raça funcional e competitiva. (ACRISSUL, 2025).
3. EPIDEMIOLOGIA
A imunodeficiência combinada grave (SCID) em cavalos é uma doença de origem genética autossômica recessiva, observada principalmente em cavalos árabes e em cruzamentos com árabes. A mutação responsável se caracteriza por uma deleção de cinco pares de bases no gene que codifica a subunidade catalítica da proteína quinase dependente de DNA (DNAPKcs). Pesquisas realizadas no Marrocos identificaram cavalos portadores da mutação, incluindo árabes, árabes-barbos e anglo-árabes. A análise da linhagem demonstrou que alguns garanhões importados foram responsáveis pela disseminação do gene, evidenciando a necessidade de programas de triagem genética e acompanhamento contínuo da população (MADBARN RESEARCH, 2020).
A SCID caracteriza-se por deficiência funcional nos linfócitos T e B, comprometendo a resposta imunológica dos potros afetados. Esses animais geralmente não sobrevivem além de meio ano de vida, independente do tratamento veterinário recebido. Levantar dados epidemiológicos é fundamental para determinar a frequência do gene SCID em potros árabes puros, permitindo compreender melhor a distribuição e os perigos da doença na população (STUDDERT, 1978)
Na Turquia, uma pesquisa envolvendo reprodutores de cavalos árabes mostrou que nenhum dos animais possuía a mutação da SCID, sugerindo essa falta de portadores entre os reprodutores avaliados. Essa triagem genética nacional é um passo relevante para o controle e prevenção da doença (KUL et al., 2016)
Em mais um estudo, 250 cavalos árabes foram examinados aleatoriamente, e 8,4% eram portadores do gene mutante. Com base nessa frequência, estimou-se que cerca de 0,18% dos potros árabes nasceriam afetados em uma população de reprodução aleatória, reforçando a importância da triagem genética para identificar portadores assintomáticos e diminuir o número de potros que nascem com essa doença. (BERNOCO & BEILEY, 1998).
Os registros iniciais da enfermidade em equinos apareceram na decada de 1970, no tempo em que foram narradas imunodeficiências em potros, incluindo hipoplasia tímica, declínio de imunoglobulinas e alto relato de contágios em animais nas fases iniciais da vida. Esses achados ajudaram a validar a natureza hereditária da enfermidade e seu estado clínico característica (SPLITTER et al., 1979).
No âmbito molecular, a SCID equina origina-se de deficiência na recombinação V(D)J, associadas à deficiência da proteína quinase dependente de DNA (DNA-PKcs). Essa alteração compromete a correta formação dos portadores de antígenos nos linfócitos e afeta negativamente a diversidade imunológica. Segundo este conhecimento, foi possível criar testes moleculares para identificar portadores assintomáticos e mitigar a propagação da patologia (MEALEY et al., 2001; MCCLURE; LUNN; MCGUIRK, 1993).
Inclusive o quadro clássico de suscetibilidade a infecções respiratórias e entéricas, estudos relatam que potros com SCID podem apresentar retardo no desenvolvimento, apatia e deficiências no progresso de linfonodos periféricos, o que reforça a gravidade sistêmica da imunodeficiência (SILVA ET AL., 2018). Situações clínicas descritas incluem pneumonias recorrentes, septicemias de difícil controle e enterites prolongadas, geralmente associadas a agentes oportunistas como Rhodococcus equi, adenovírus e infecções micóticas (MEALEY et al., 2001).
Casos documentados igualmente apontam que potros acometidos frequentemente não respondem a vacinas convencionais, visto que a inexistência de linfócitos funcionais inviabiliza a geração e memória imunológica protetora. Isso ressalta a significância do diagnóstico precoce, visto que a falha vacinal pode representar o primeiro sinal clínico observado pelos criadores. (MCCLURE; LUNN; MCGUIRK, 1993).
4. IMUNODEFICIÊNCIA COMBINADA GEAVE (SCID) EM CAVALOS DA RAÇA ÁRABE: MECANISMO, HERANÇA E GESTÃO GENÉTICA
A SCID é causada por uma mutação no gene PRKDC, responsável pela produção da proteína DNA-PKcs, vital para a recombinação V(D)J que gera a diversidade de receptores de células T e B. Em potros afetados, essa proteína torna-se truncada e funcionalmente inativa, impedindo a formação adequada de linfócitos T e B. Como consequência, o sistema imunológico desses animais não consegue montar respostas adaptativas contra patógenos comuns, tornando os potros extremamente vulneráveis a infecções respiratórias, gastrointestinais e sistêmicas desde os primeiros meses de vida (SHIN et al,1997; BAILEY et al,1997).
O defeito molecular impede a produção de receptores de antígenos nas células T e B, comprometendo completamente a imunidade adaptativa. Embora os potros nasçam aparentemente saudáveis, a falta desses linfócitos se manifesta rapidamente, e a maioria dos animais afetados não sobrevive além de 4 a 5 meses (STUDDERT, M. J, et al, 2000).
A SCID é transmitida de forma autossômica recessiva, o que significa que apenas potros que herdarem a mutação de ambos os pais desenvolvem a doença. Portadores heterozigotos são saudáveis, mas podem transmitir o gene para sua prole. Estudos mostram que cerca de 8% a 26% da população de cavalos árabes pode ser portadora, enquanto a incidência de animais afetados é relativamente baixa, entre 0,2% e 2,3% (ASKJPC, 2009).
Essa herança genética reforça a necessidade de um controle rigoroso em programas de reprodução, evitando cruzamentos entre portadores, que têm 25% de chance de produzir potros afetados, 50% de chance de gerar portadores e 25% de chance de descendentes livres da mutação. (ASKJPC, 2009).
A falta de conhecimento sobre o status genético de reprodutores aumenta significativamente o risco de disseminação da SCID. Cruzamentos entre portadores heterozigotos perpetuam a mutação na população, elevando a frequência de portadores e a probabilidade de surgimento de animais afetados em gerações subsequentes. A identificação de portadores, combinada com registros genealógicos detalhados, é fundamental para minimizar o impacto da doença e preservar a diversidade genética da raça Árabe (TEXEIRA et al, 2001; UC DAVIS, 2020).
A testagem genética é a ferramenta mais eficaz para controlar a SCID. Por meio de técnicas de PCR, é possível detectar a mutação no gene PRKDC em reprodutores adultos. Essa informação permite aos criadores planejar cruzamentos seguros, evitando o acasalamento entre dois portadores e, consequentemente, prevenindo o nascimento de potros afetados. A implementação sistemática de programas de testagem genética contribui não apenas para a saúde da população equina, mas também para a preservação de linhagens puras e valiosas (AFSHARI, E. et al 2018; UC DAVIS, 2020).
Além disso, a testagem genética tem implicações econômicas significativas, já que a morte precoce de potros afetados representa perdas consideráveis para criadores que investem em animais de alto valor genético. Combinando testes genéticos, gestão de cruzamentos e monitoramento populacional, é possível erradicar progressivamente a SCID e proteger a sustentabilidade da raça Árabe (WISDOM, C. et al, 2015).
5. IMUNODEFICIÊNCIA COMBINADA GRAVE (SCID) EM POTROS DA RAÇA ÁRABE: CARACTERÍSTICAS, DIAGNÓSTICOS E MANIFESTAÇÕA CLÍNICA
Vitais para a proteção do corpo Severa (SCID) é anomalia genética. A SCID é uma enfermidade grave, onde se manifesta na falha no desempenho, deixando o corpo indefeso contra a infecções que seriam facilmente combatidas em circunstâncias usuais. A enfermidade acontece com a mudanças genéticas que prejudicam as células do corpo, como as Linfócitos T e B, vital para a defesa do organismo. Investigar as principais particularidades clínicas, diagnósticas e as influencias da SCID nesses potros. (CAMPOS; SILVA, 2020).
A SCID é uma enfermidade clínica genética recessiva, mostra que ambos os pais devem ser portadores do gene mutante que se manifesta no potro. Em potros árabes, a mutação é uma limitação na adenosina desaminase (ADA), uma enzima crucial responsável no das células T e B. Como resultado, o mecanismo de defesa não consegue funcionar adequadamente, tornando os exemplares afetados extremamente vulneráveis a infecções (CAMPOS; SILVA, 2020).
Essa condição é especialmente significativa nos potros da raça árabe portadores da mutação genética. A SCID configura-se como uma enfermidade que desencadeia óbito. A SCID em potros da raça árabe costuma aparece do histórico familiar da enfermidade, apresentando casos anteriores de morte prematura de potros que apresentaram infecções recorrentes e falência de órgãos (OLIVEIRA; SOUZA, 2019).
A SCID surge geralmente na fase em que os potros começam a perder a imunidade passiva adquirida no colostro materno. Quando os potros não conseguem se proteger adequadamente o corpo contra infecções. (RODRIGUES; ALMEIDA, 2018).
A diarreia leva à desidratação, perda corporal significativa e falência de órgãos (JÚNIOR, 2017).
A pneumonia acontece devido à falha no sistema imunológico, não conseguem combater infecções respiratórias. Eles frequentemente apresentam dificuldade respiratória e a pneumonia pode se espalhar rapidamente, resultando em deficiência respiratória e morte (CAMPOS; SILVA, 2020).
Além das infecções recorrentes, é muito comum o atraso no desenvolvimento físico e motor. Devido à luta constante contra as infecções, eles não conseguem crescer e ganhar peso de maneira adequada. Apresentando um atraso no desenvolvimento muscular e na coordenação motora, comprometendo possibilidade de locomover-se e realizar atividades básicas, como caminhar ou brincar. O atraso no desenvolvimento também afeta o comportamento social dos potros, que se mostram mais retraídos e menos ativos comparado a seus colegas saudáveis (RODRIGUES; ALMEIDA, 2018).
Os sinais ocorre geralmente após a perda da imunidade passiva adquirida no colostro materno. O potro nasce com uma proteção imunológica transitória, que desaparece quando s imunidade do animal deveria começar a se fortalecer. Nesse momento crítico, a SCID se torna evidente, pois o sistema imunológico do potro não consegue formar uma defesa adequada contra infecções (OLIVEIRA; SOUZA, 2019).
A doença evidencia-se de forma acelerada, e as infecções frequentemente se tornam fatais nos primeiros período de vida. A identificação dos sintomas e ao diagnóstico rápido têm função essencial na prevenção do sofrimento prolongado e a morte prematura dos potros afetados (CAMPOS; SILVA, 2020).
A SCID em potros envolve exames clínicos, laboratoriais e moleculares. O diagnóstico clínico sugerido pelos sinais observados no potro, torna-se indispensável executar testes mais específicos para ter certeza da doença (CAMPOS; SILVA, 2020).
O diagnóstico feito pela avaliação clínica considera sinais evidentes, tais como infecções recorrentes, atraso no desenvolvimento e problemas respiratórios. A diarreia persistente, especialmente em potros jovens, aparece entre os primeiros sintomas que pode sugerir a SCID. O atraso no desenvolvimento e falta de peso podem ser indicativos de imunodeficiência (JÚNIOR, 2017).
Apesar disso, deve-se destacar indícios de muitas doenças infecciosas, fazendo do diagnóstico uma abordagem inicial. A confirmação definitiva da SCID depende de análises laboratoriais (CAMPOS; SILVA, 2020).
O hemograma desempenha papel significativo na confirmação da SCID, já que pode revelar uma linfopenia significativa. A linfopenia destaca-se por uma contagem anormalmente baixa de linfócitos no sangue, que representam as células responsáveis pela defesa imunológica. Nos potros com SCID, a eliminação de células T e B figura entre os principais indicativos. O hemograma e exames laboratoriais são empregados para identificar infecções secundárias como pneumonia bacteriana ou viral. Esses exames ajudam a confirmar a imunodeficiência e a monitorar a intensidade das infecções (CAMPOS; SILVA, 2020).
O diagnóstico molecular apresenta-se como a maneira mais adequada na confirmação da SCID em potros. O teste genético identifica a alteração genética em da adenosina desaminase (ADA), responsável pela falha imunológica. Esse diagnóstico também torna viável detectar os portadores do gene defeituoso, sendo a maneira de prevenir o aumento da doença nos rebanhos. Os testes genéticos são realizados nas amostras sanguíneas e no DNA com o objetivo de validar a SCID. Eles ajudam a evitar o crescimento, permitindo a reconhecimento precoce de potros afetados diminuindo a transmissão nos rebanhos (RODRIGUES; ALMEIDA, 2018).
Infelizmente, a SCID não é passível de cura, cabendo ao tratamento disponível é principalmente paliativo. A principal estratégia terapêutica é controlar as infecções adicionais, porém devido à falha no sistema imunológico, eles frequentemente não respondem ao tratamento, assim a maioria acometidos por SCID morrem antes de alcançar a idade adulta. A antecipação do diagnóstico é fundamental, permitindo a escolha de cuidados paliativos para diminuir o sofrimento do animal (CAMPOS; SILVA, 2020).
A eutanásia é utilizada para prevenir o sofrimento prolongado. Os testes genéticos servem para identificar os portadores e com isso preveni o aumento da doença e diminui a morte de outros potros. O controle genético da SCID é a maneira mais eficaz de garantir que a doença não continue afetando as gerações futuras de potros árabes (CAMPOS; SILVA, 2020).
6. MANEJO E PROGNÓSTICO
Até agora, não foi identificado, no manejo clínico, tratamento definitivo para potros com SCID da raça Árabe. As terapias disponíveis são voltadas apenas para suporte ou são experimentais, como tentativas de inclusão de medula ou terapias de reposição celular, porém com alcance reduzido e baixa aplicabilidade prática. Embora alguns casos tenham apresentado recuperação parcial, essas medidas não são classificadas como curativas. (MEALEY et al., 2001; MCCLURE; LUNN; MCGUIRK, 1993).
A perspectiva clínica dos indivíduos acometidos é incerta, pois a constância de óbitos continua alta. Grande parte dos potros afetados progride para óbito ou necessita de eutanásia precoce devido às infecções recorrentes e ao comprometimento grave das barreiras imunológicas. A conservação da vida por períodos prolongados sem intervenções complexas é raro. (STUDDERT, 1978; WILER ET AL., 1995)
A principal estratégia de prevenção consiste no diagnóstico genético, que permite detectar a mutação responsável e evidenciar os animais portadores assintomáticos. A utilização deste recurso nos programas reprodutivos possibilita evitar cruzamentos de portadores, diminuindo consideravelmente a possibilidade de nascimento de potros doentes. Além disso, programas de triagem em larga abrangência e monitoramento da prevalência do gene vêm sendo empregados com efeitos favoráveis em diferentes rebanhos e regiões (SILVA et al., 2018).
Em situações práticas, alguns criadores recorrem ao aproveitamento de ambientes altamente controlados para prolongar a sobrevivência dos potros, reduzindo o contato com patógenos. No entanto, tais estratégias são financeiramente inviáveis em grande escala e não eliminam a requisição de eutanásia precoce em sua maioria (MEALEY et al., 2001).
Outra questão relevante é o efeito econômico da SCID, visto que a perda precoce de animais geneticamente valiosos compromete tanto programas de reprodução quanto a reputação de criadores. Assim, o controle da doença ultrapassa a esfera clínica, alcançando também aspectos de bem-estar animal e sustentabilidade zootécnica (SILVA et al., 2018).
Por fim, novas linhas de pesquisa investigam abordagens de terapia gênica e transplantes hematopoiéticos mais avançados, com o objetivo de recuperar a função imunológica. Embora ainda em fase experimental, essas estratégias representam perspectivas futuras para modificar a perspectiva clínica da afecção em equinos (WILER et al., 1995).
7. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
A execução de exames de DNA que vão identificar portadores assintomáticos da SCID impacta diretamente a economia da criação de cavalos árabes. Evitar acasalamentos entre portadores impede o nascimento de potros com SCID, valorizando a produção e reduzindo perdas financeiras relacionadas à morte precoce de animais. Além disso, diminui os gastos com tratamentos veterinários longos e intervenções intensivas que, muitas vezes, não são eficazes (ABOUEL ELA et al., 2018).
A SCID representa uma fonte significativa de prejuízo econômico, já que a morte precoce de potros afeta diretamente a produção e o valor dos animais. A aplicação de testes genéticos possibilita que programas de melhoramento genético selecionem reprodutores de forma mais segura, evitando acasalamentos entre portadores e prevenindo o nascimento de potros afetados (TEXEIRA et al., 2001).
A doença causa perdas econômicas consideráveis, pois os potros afetados sem apresentar sintomas ainda geram prejuízos, comprometendo a produção e o retorno financeiro da criação. A triagem de portadores assintomáticos ajuda a prevenir acasalamentos de risco, evitando gastos excessivos com cuidados veterinários prolongados e tratamentos intensivos, que geralmente não resultam em cura (TEXEIRA et al., 2001).
Realizar exames de DNA que vão detectar portadores assintomáticos é uma meio essencial porque vão contribuir para o bem-estar daqueles animais e minimizar perdas econômicas relacionadas à doença, incluindo custos com tratamentos e cuidados intensivos que podem não apresentar resultados satisfatórios (TEXEIRA et al., 2001).
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base nas pesquisas que tem acontecido devido a constante evolução da medicina veterinária, pode-se afirmar que a Imunodeficiência Combinada Grave em cavalos da raça Árabe (SCID) constitui uma condição genética de peso clínico e também financeiro. Trata-se condição hereditária autossômica recessiva decorrente de uma alteração genética DNA-PKcs, que participa do reparo do DNA e leva ao mau desempenho dos linfócitos B e T. Essa alteração genética explica a progressãoda patologia, que se define pela carência de uma resposta imune eficaz para o bem-estar do animal, consequentemente tornando os potros bastante suscetíveis a infecções graves já no estágio inicial da vida.
Portanto, o quadro clínico da Imunodeficiência Combinada Grave incluem vários sintomas, pode-se citar exemplos como a deficiência em crescimento, diarreia, as infecções recorrentes e resultando na morte precoce, frequentemente acontecendo no estágio inicial da vida, geralmente antes de completar meio ano, independentemente do acompanhamento veterinário. O diagnóstico costuma ser obtido, sobretudo, por meio de exame genéticos, que nos permitem identificar potros afetados e portadores silenciosos chegando na etapa adulta podendo propagar a patologia, sendo assim, de elevada importância no controle reprodutivo e a proteção contra a disseminação do gene mutante.
Considerando os estudos já disponíveis, a SCID tem um peso notável, pois a existência desse gene pode dar origem a portadores e animais enfermos em planejamentos de procriação não supervisionados. A importância econômica da enfermidade igualmente é destacada, no motivo pela qual a morte precoce de potros afeta diretamente a produtividade e aumenta custos com tratamentos veterinários e cuidados intensivos. O manejo acontece com respaldo na prevenção, utilizando triagem genética associado ao planejamento reprodutivo adequado que vai evitar o acasalamento entre portadores. A projeção clínica apresenta-se como limitada aos animais afetados, visto que até hoje não se conhece tratamento disponível eficaz capaz de mudar ou reverter a imunodeficiência.
A SCID classifica-se como uma enfermidade de impacto clínico e econômico considerável, assim como sua prevenção depende de estratégias de triagem genética através da execução de alguns exames laboratoriais visando à confirmação do caso, o monitoramento populacional e medidas de manejo reprodutivo voltadas a impedir que animais portadores transmitam o gene às gerações seguintes. A identificação imediata dos animais portadores assim com a seleção criteriosa de reprodutores são medidas importantes que vão reduzir a ocorrência dessa doença causada pela variação genética, consequentemente protegendo a saúde dos potros e garantindo a sustentabilidade econômica.
REFERÊNCIAS
ABCCA – Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe. Nossa Raça. 2025. Disponível em: https://abcca.com.br/nossa-raca/. Acesso em: 23 set. 2025.
ABOUEL ELA, S.; SMITH, J.; JOHNSON, R. Genetic testing for Arabian horse severe combined immunodeficiency. Journal of Equine Veterinary Science, v. 68, p. 15-22, 2018.
ACRISSUL – Associação dos Criadores de Cavalos Árabes do Mato Grosso do Sul. Cavalo Árabe: História, genética, pelagem e aptidões. 2025.
ALHADDAD, H.; FITZPATRICK, L.; TOZAKI, T.Quantitative analysis of craniofacial morphology in horses using geometric morphometrics. Animals, v. 12, n. 7, p. 865-878, 2022.
ALMARZOOK, S.; AHMED, M.; HASSAN, R.Genetic diversity and population structure of Arabian horses based on microsatellite markers. Journal of Equine Science, v. 31, n. 2, p. 4553, 2020.
ALMARZOOK, S.; AHMED, M.; HASSAN, R. Maternal lineage diversity of Arabian horses revealed by mitochondrial DNA. Animal Genetics, v. 54, n. 1, p. 34-42, 2023.
AFSHARI, E.; REZAEI, H.; SHIRANI, D. Genetic monitoring for severe combined immunodeficiency (SCID) carriers in Arabian horses of Iran. Research in Veterinary Science, v. 118, p. 405-410, 2018.
ASKJPC – Joint Pathology Center. Severe Combined Immunodeficiency in Arabian Horses. 2009. Disponível em: https://www.askjpc.org. Acesso em: 23 set. 2025.
AYAD, A.; HUSSEIN, M.; FARID, K. Morphological characterization of Arabian horses. Journal of Animal Breeding and Genetics, v. 138, n. 5, p. 475-486, 2021.
BAILEY, E.; REID, R.; CHAKRAVARTI, A.; BERNSTEIN, S.; SCHWARTZ, R. S.; KANEKO, J. J.; PERRYMAN, L. E. The molecular basis of severe combined immunodeficiency (SCID) in the horse. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, v. 94, n. 25, p. 13754-13759, 1997.
BERNOCO, D.; BAILEY, E. Frequency of severe combined immunodeficiency carriers in Arabian horses. Equine Veterinary Journal, v. 30, n. 2, p. 123-126, 1998.
BUGNO-PONIEWIERSKA, M.; KWIATKOWSKI, A.; NOWAK, S. Genetic diseases in Arabian horses. Annals of Animal Science, v. 19, n. 2, p. 321-335, 2019.
CAMPOS, R.; SILVA, M. Imunodeficiência Combinada Grave em potros da raça Árabe: características, diagnóstico e manejo clínico. Revista de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 27, n. 1, p. 45-56, 2020.
COSGROVE, S. D.; HARRIS, J.; TAYLOR, L. Meet the Arabian Horse. The Spruce Pets, 2020. Disponível em: https://www.thesprucepets.com/meet-the-arabian-horse-1886131. Acesso em: 23 set. 2025.
DOĞAN, M.; YILMAZ, F.; ÖZTÜRK, A. Molecular characterization of Arabian horse genetic diseases. Turkish Journal of Veterinary and Animal Sciences, v. 44, n. 6, p. 12341242, 2020.
FITZPATRICK, L.; ALHADDAD, H.; TOZAKI, T. Geometric morphometric analysis of equine facial profiles. Journal of Equine Veterinary Science, v. 104, p. 103699, 2021.
GÜNDEMIR, O.; KORKMAZ, M.; TÜRKOĞLU, H.Radiographic differences in thoracic phalanges between Arabian horses and Thoroughbreds. Anatomia, Histologia, Embryologia, v. 50, n. 4, p. 543-550, 2021.
HENDERSON, J.; SMITH, P.; CLARK, R. Genetic testing in Arabian horses: economic and breeding implications. Equine Genetics Reports, v. 10, n. 3, p. 77-85, 1998.
JÚNIOR, P. A. Diagnóstico clínico de imunodeficiências em potros. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, v. 39, n. 2, p. 112-119, 2017.
KHANSHOUR, A.; COTHRAN, E.; BROWN, S. Genetic diversity in Arabian horses. Livestock Science, v. 157, n. 1, p. 27-37, 2013.
KHMEL, N.; IVANOV, A.; PETROV, B. Comparative analysis of Arabian horse conformations across lineages. Polish Journal of Veterinary Sciences, v. 25, n. 3, p. 451-459, 2022.
KORKMAZ, M.; TÜRKOĞLU, H.; GÜNDEMIR, O. Coat color genetics and distribution in Arabian horses in Turkey. Turkish Journal of Veterinary Research, v. 7, n. 1, p. 13-21, 2023.
KUL, O.; ÖZCAN, A.; YILMAZ, F. Prevalence of SCID mutation in Arabian horses in Turkey. Kafkas Üniversitesi Veteriner Fakültesi Dergisi, v. 22, n. 5, p. 765-770, 2016.
MADBARN RESEARCH. Frequency of the Severe Combined Immunodeficiency (SCID) gene in horses. 2020. Disponível em: https://madbarn.com/severe-combinedimmunodeficiency-scid-in-horses/. Acesso em: 23 set. 2025.
MCCLURE, J.; LUNN, D.; MCGUIRK, S.Clinical features of severe combined immunodeficiency in Arabian foals. Veterinary Immunology and Immunopathology, v. 35, p. 1-16, 1993.
MEALEY, R.; WILLIAMS, J.; THOMPSON, L. Molecular basis of severe combined immunodeficiency in Arabian horses. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 98, n. 11, p. 6692-6697, 2001.
OLIVEIRA, R.; SOUZA, T.; PEREIRA, M. Imunodeficiências hereditárias em equinos. Revista Brasileira de Ciência Veterinária, v. 26, n. 4, p. 215-223, 2019.
RODRIGUES, F.; ALMEIDA, P.; SANTOS, L. Diagnóstico clínico e molecular da SCID em potros. Revista Lusitana de Medicina Veterinária, v. 14, n. 2, p. 89-96, 2018.
SHIN, E. K.; PERRYMAN, L. E.; MEEK, K. A kinase-negative mutation of DNA-PK(CS) in equine SCID results in defective coding and signal joint formation. Journal of Immunology, v. 158, n. 8, p. 3565-3569, 1997.
SILVA, G.; PEREIRA, J.; COSTA, L. Severe combined immunodeficiency in Arabian foals: clinical and epidemiological aspects. Brazilian Journal of Veterinary Research, v. 38, n. 2, p. 123-131, 2018.
SIQUEIRA, Renata Farinelli; CORDEIRO, Nathália de Matos Sousa. Medições lineares, proporções corporais e perspectivas biomecânicas: análise morfológica de cavalos árabes em São Paulo, Brasil. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, v. 61, p. e223460, 2024. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2024.223460
SPLITTER, G.; LUCAS, R.; HARRISON, J. Immunodeficiencies in Arabian foals. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 175, n. 7, p. 716-720, 1979.
STUDDERT, M. J. Combined immunodeficiency of Arabian foals: an autosomal recessive trait. Australian Veterinary Journal, v. 54, n. 4, p. 176-180, 1978.
STUDDERT, M. J.; BERNCO, D.; BAILEY, E. Severe combined immunodeficiency in foals: clinical and laboratory findings. Journal of Veterinary Internal Medicine, v. 14, n. 6, p. 453-457, 2000.
TEIXEIRA, A.; OLIVEIRA, M.; KUABARA, M. Características e aptidões do cavalo Árabe. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 30, n. 4, p. 905-911, 2001.
UC DAVIS; BELLONE, R. R.; FINNO, C. Severe Combined Immunodeficiency (SCID) in Arabian Horses. Veterinary Genetics Laboratory, University of California, Davis, 2020. Disponível em: https://vgl.ucdavis.edu/test/scid. Acesso em: 23 set. 2025.
WILER, R.; SMITH, D.; BROWN, K. Bone marrow transplantation in Arabian foals with SCID. Blood, v. 86, n. 5, p. 2179-2185, 1995
WISDOM, C.; NOGUCHI, H.; BELLONE, R. R. Genetic disorders in Arabian horses: prevalence and implications for breeding programs. PLoS ONE, v. 10, n. 6, e0130623, 2015. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0130623.
YAKAN, A.; KOC, M.; ARSLAN, S. Morphometric and performance analysis of Arabian horses. Journal of Equine Science, v. 28, n. 4, p. 201-209, 2017.
YAKOUB, K.; AHMED, M.; HASSAN, R.Biometrical study of Arabian horse growth patterns. Egyptian Journal of Veterinary Science, v. 40, p. 55-64, 2006.
