ANÁLISE DOS EFEITOS DO ESTRESSE OCUPACIONAL NO SETOR ADMINISTRATIVO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

ANALYSIS OF THE EFFECTS OF OCCUPATIONAL STRESS IN THE ADMINISTRATIVE SECTOR OF CIVIL CONSTRUCTION

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202502200748


Thaisa Gonçalves da Silva1
Mariana Sarro Pereira de Oliveira2


Resumo

O estresse ocupacional na construção civil representa um desafio significativo para os trabalhadores, especialmente no setor administrativo, onde a pressão por produtividade, prazos específicos e a complexidade na gestão de recursos impactam diretamente a saúde e o desempenho profissional. Este estudo tem como objetivo analisar os principais fatores de estresse nesse contexto, identificar seus impactos na saúde física e mental dos trabalhadores e propor estratégias de mitigação. A pesquisa foi conduzida por meio de revisão bibliográfica, utilizando artigos científicos indexados em bases como Scielo e Periódicos CAPES, além de documentos institucionais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Foram comprovadas as normas regulamentadoras NR 18 e NR 35, que tratam da segurança no ambiente da construção civil e do trabalho em altura, respectivamente. Além disso, foram considerados estudos como os de Ferreira e Almeida (2022), que abordam os impactos do estresse na segurança do trabalho, e os de Souza et al. (2020) , que destaca a relação entre sobrecarga administrativa e transtornos psicológicos no setor. Os resultados indicam que o estresse ocupacional está diretamente relacionado a transtornos psicológicos, como ansiedade, depressão e Burnout, além de problemas musculoesqueléticos e aumento da incidência de acidentes de trabalho. Uma análise comparativa com pesquisas acima demonstrou que a implementação de normas de segurança, ergonomia no ambiente de trabalho e programas de suporte psicológico são essenciais para reduzir os impactos do estresse no setor. Conclui-se que a adoção de medidas preventivas e a promoção do bem-estar no ambiente organizacional são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e aumentar a eficiência produtiva na construção civil.

Palavras-chave: Estresse ocupacional. Construção civil. Saúde do trabalhador. Segurança no trabalho. Ergonomia.

1 INTRODUÇÃO

A construção civil é um dos setores mais dinâmicos da economia, sendo responsável por gerar empregos e movimentar investimentos em infraestrutura. No entanto, essa indústria também se destaca por apresentar condições de trabalho desafiadoras, que podem afetar diretamente a saúde dos profissionais envolvidos. Além dos riscos financeiros inerentes ao ambiente de trabalho, há um fator muitas vezes negligenciado, mas igualmente prejudicial: o estresse ocupacional. Esse problema tem impactos significativos tanto no setor operacional quanto no administrativo, comprometendo a produtividade e o bem-estar dos trabalhadores (SOUZA et al., 2020).

De acordo com Ferreira e Almeida (2022), a sobrecarga de tarefas, a pressão por prazos específicos e as exigências constantes de alto desempenho tornam a construção civil um dos setores mais afetados pelo estresse laboral. Além disso, estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2022) indicam que os trabalhadores da construção civil enfrentam uma das maiores taxas de esgotamento físico e mental, resultando em altos índices de absenteísmo e queda na produtividade.

Além disso, o ambiente corporativo da construção civil se caracteriza por uma cultura de urgência e resolução imediata de problemas, o que aumenta a tensão entre os profissionais administrativos. A cobrança por desempenho, somada à necessidade de cumprir regulamentações e normativas de segurança, pode gerar um clima organizacional desgastante. Isso favorece o desenvolvimento de sintomas de ansiedade, fadiga extrema e, em alguns casos, quadros mais severos, como a síndrome de burnout.

Estudos apontam que o estresse ocupacional não se limita apenas ao desgaste mental, mas também se reflete na saúde física dos trabalhadores. De acordo com Maslach e Leiter (2016), a exposição prolongada ao estresse no ambiente de trabalho pode desencadear problemas musculoesqueléticos, dores de cabeça frequentes, distúrbios do sono e doenças cardiovasculares. Essas condições são agravadas pela sobrecarga de trabalho e pela falta de medidas organizacionais para controle do estresse.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019) destaca que o estresse específico está diretamente relacionado ao aumento do risco de doenças cardíacas e hipertensão arterial, sendo um dos principais fatores de afastamento no setor da construção civil. Segundo pesquisa de Santos et al. (2019), trabalhadores expostos a altos níveis de estresse apresentam maior incidência de fadiga crônica, dores musculares e transtornos do sono, fatores que comprometem sua qualidade de vida e desempenho profissional. No longo prazo, a negligência em relação a esses fatores pode resultar em afastamentos, aumento do absenteísmo e queda na qualidade de vida dos profissionais (GONÇALVES & RIBEIRO, 2021).

A relevância desse tema se evidencia na necessidade de compreender melhor os fatores que desencadeiam o estresse ocupacional e seus impactos no desempenho das empresas do setor. Ao reconhecer os desafios enfrentados pelos trabalhadores administrativos da construção civil, torna-se possível desenvolver estratégias eficazes para mitigar os efeitos negativos desse problema. Isso inclui a implementação de políticas organizacionais que promovam a saúde mental, a adoção de práticas ergonômicas no ambiente de trabalho e a valorização de iniciativas voltadas para o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Outro aspecto fundamental a ser considerado é o papel das normas regulamentadoras na proteção dos trabalhadores. A NR 18, por exemplo, estabelece diretrizes voltadas para a segurança e saúde no trabalho na construção civil, mas sua aplicação muitas vezes se concentra no ambiente de obra, deixando de lado os desafios específicos enfrentados pelos profissionais administrativos. É essencial que a gestão empresarial amplie seu olhar sobre a saúde ocupacional, considerando todos os setores envolvidos na execução dos projetos.

Dessa forma, este estudo tem como objetivo analisar os principais fatores de estresse ocupacional no setor administrativo da construção civil, identificar seus impactos na saúde dos trabalhadores e propor estratégias para minimizar seus efeitos. A abordagem adotada combina uma revisão bibliográfica sobre o tema. A expectativa é que os resultados possam contribuir para a construção de ambientes laborais mais saudáveis e produtivos.

No decorrer deste artigo, serão explorados os aspectos teóricos relacionados ao estresse ocupacional, bem como suas consequências para os trabalhadores e as organizações. Também serão discutidas práticas recomendadas para a mitigação desse problema, com base em estudos e diretrizes existentes. Ao final, espera-se que esta pesquisa possa fornecer insights relevantes para gestores, profissionais de segurança do trabalho e demais interessados na promoção do bem-estar no ambiente corporativo da construção civil.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A construção civil é um setor de grande relevância econômica e social, sendo responsável por impulsionar o desenvolvimento urbano e gerar empregos em larga escala. No entanto, esse ambiente de trabalho apresenta desafios significativos, especialmente no que se refere ao estresse ocupacional. De acordo com Selye (1974), o estresse é uma resposta fisiológica e psicológica do organismo diante de situações de alta demanda, podendo se manifestar de forma positiva ou negativa, a depender da capacidade de adaptação do indivíduo. No contexto laboral, o estresse excessivo está diretamente relacionado a fatores como carga de trabalho elevada, prazos curtos e ambiente de trabalho hostil, o que pode comprometer tanto a saúde mental quanto física dos trabalhadores (LAZARUS & FOLKMAN, 1984).

Na construção civil, os desafios impostos pelo ritmo acelerado das obras, as condições de trabalho frequentemente adversas e a necessidade de atender às exigências de produtividade são fatores que contribuem para o aumento do estresse ocupacional. Conforme apontado por Souza et al. (2020), esse setor exige alto desempenho físico e mental de seus trabalhadores, o que pode resultar em fadiga, exaustão emocional e comprometimento da segurança no ambiente de trabalho. Além disso, a presença de riscos ocupacionais constantes e a pressão por cumprimento de metas rigorosas impactam significativamente o bem-estar dos profissionais da área. Assim, compreender as causas e os impactos do estresse ocupacional na construção civil é essencial para a formulação de estratégias eficazes de mitigação e melhoria das condições de trabalho no setor.

2.1 Estresse ocupacional: definição e conceitos

O estresse ocupacional é uma resposta fisiológica e psicológica do organismo a demandas excessivas do ambiente de trabalho, podendo afetar tanto o bem-estar dos profissionais quanto o desempenho organizacional. Selye (1974), um dos pioneiros nos estudos sobre estresse, define o fenômeno como um conjunto de reações do corpo a estímulos externos, podendo ser positivo (eustresse) ou negativo (distresse), a depender da intensidade e duração da exposição ao agente estressor. No contexto ocupacional, o distresse surge quando as demandas do trabalho superam a capacidade de adaptação do indivíduo, gerando impactos adversos à saúde e ao desempenho profissional.

Segundo Lazarus e Folkman (1984), o estresse no ambiente de trabalho ocorre quando há um descompasso entre as exigências laborais e os recursos disponíveis para enfrentá-las. Esse desequilíbrio pode resultar em sentimentos de sobrecarga, esgotamento emocional e ansiedade, afetando diretamente a qualidade de vida do trabalhador. No setor da construção civil, onde a pressão por produtividade é constante e os riscos ocupacionais são elevados, o estresse pode se tornar um fator crônico, comprometendo não apenas a saúde dos profissionais, mas também a eficiência dos processos construtivos (MENDES & TEIXEIRA, 2021).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019), o estresse laboral prolongado está entre os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout, caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e redução da realização profissional. No setor administrativo da construção civil, essa condição pode ser intensificada pela necessidade de gerenciar múltiplas tarefas simultaneamente, lidar com prazos apertados e resolver problemas operacionais que impactam diretamente o andamento das obras (SOUZA et al., 2020). Além disso, a falta de suporte organizacional e a cultura de urgência predominante no setor potencializam os efeitos negativos do estresse.

A Teoria das Demandas e Recursos do Trabalho, desenvolvida por Demerouti et al. (2001), sugere que o estresse ocupacional ocorre quando as demandas do trabalho ultrapassam os recursos disponíveis para enfrentá-las. Esse modelo explica como o excesso de exigências, como pressão por resultados e volume excessivo de tarefas, pode levar ao esgotamento dos profissionais da construção civil, principalmente daqueles que atuam na área administrativa. Segundo Bakker e Demerouti (2017), a mitigação desse problema exige a implementação de estratégias que equilibrem as demandas do trabalho com o suporte organizacional adequado, promovendo um ambiente mais saudável e produtivo.

Outro aspecto relevante no estudo do estresse ocupacional é a relação entre carga de trabalho e tomada de decisão. Profissionais administrativos da construção civil frequentemente precisam gerenciar situações de alta complexidade, tomar decisões rápidas e lidar com conflitos entre equipes operacionais e gestores. Esse cenário contribui para o aumento da sobrecarga mental e emocional, favorecendo o desenvolvimento de transtornos psicológicos como ansiedade e depressão (FERREIRA & ALMEIDA, 2022).

Portanto, compreender o estresse ocupacional e seus impactos na construção civil é fundamental para o desenvolvimento de estratégias que minimizem seus efeitos e promovam um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. Nos tópicos seguintes, serão abordados os principais fatores que contribuem para o aumento do estresse nesse setor, bem como as consequências desse fenômeno para a saúde física e mental dos trabalhadores.

2.2 Principais fatores de estresse na construção civil

A construção civil é um setor dinâmico e altamente exigente, onde o estresse ocupacional se torna uma preocupação constante para trabalhadores de diferentes áreas, incluindo os profissionais administrativos. De acordo com Souza et al. (2020), os fatores estressores nesse ambiente vão além dos riscos físicos inerentes ao trabalho em campo, envolvendo também a alta pressão por produtividade, as condições climáticas adversas, a carga de trabalho excessiva e a necessidade de cumprir prazos rigorosos. Esses elementos, quando não gerenciados adequadamente, podem comprometer a saúde mental e física dos trabalhadores, além de impactar a qualidade das obras e a segurança dos processos construtivos.

Os desafios enfrentados pelo setor administrativo da construção civil diferem dos enfrentados pelos operários de obra, mas são igualmente impactantes. Profissionais que atuam na gestão de projetos, no planejamento financeiro e na logística enfrentam pressões diárias para otimizar custos, evitar atrasos e garantir que os requisitos legais e normativos sejam cumpridos. Mendes e Teixeira (2021) destacam que a sobrecarga emocional gerada por essa responsabilidade, associada à comunicação constante com diferentes níveis hierárquicos e à necessidade de resolução de conflitos, torna o estresse uma característica marcante desse ambiente de trabalho.

Diante desse cenário, este tópico busca analisar os principais fatores que contribuem para o estresse ocupacional na construção civil, dividindo-os em quatro grandes eixos: prazos apertados e pressão por produtividade, condições climáticas adversas e seus efeitos, altos riscos de acidentes e a segurança do trabalho e carga física intensa e sobrecarga administrativa.

2.2.1 Prazos Apertados e Pressão por Produtividade

A necessidade de cumprir cronogramas rigorosos é um dos principais fatores de estresse na construção civil. O setor opera em um ambiente de alta competitividade, onde a entrega de projetos dentro do prazo estabelecido é fundamental para a reputação das empresas e a viabilidade financeira dos empreendimentos (FERREIRA & ALMEIDA, 2022). A constante pressão para manter a produtividade elevada leva os trabalhadores, especialmente os profissionais administrativos, a lidarem com prazos curtos, ajustes frequentes no planejamento e cobranças intensas de gestores e clientes.

Além disso, a imprevisibilidade de variáveis externas, como mudanças regulatórias, falta de materiais e imprevistos climáticos, pode causar atrasos nas obras, aumentando ainda mais a tensão entre os profissionais responsáveis pelo gerenciamento do projeto. De acordo com Bakker e Demerouti (2017), a relação entre pressão por produtividade e esgotamento mental já foi amplamente documentada, indicando que um ambiente de trabalho altamente exigente sem medidas adequadas de suporte pode levar ao desenvolvimento de estresse crônico e exaustão.

2.2.2 Condições Climáticas Adversas e Seus Efeitos

A exposição dos trabalhadores a condições climáticas adversas é outro fator crítico na construção civil, especialmente para aqueles que trabalham diretamente em campo. Altas temperaturas, chuvas intensas e ventos fortes podem dificultar a execução de atividades e comprometer a segurança dos operários (SILVA et al., 2020). Embora os profissionais administrativos não estejam diretamente expostos a esses fatores, eles enfrentam o desafio de reorganizar cronogramas, renegociar contratos e lidar com a pressão por minimizar impactos financeiros causados por paralisações inesperadas.

Segundo Gonçalves e Ribeiro (2021), as condições ambientais podem influenciar diretamente no rendimento dos trabalhadores e na eficiência dos processos produtivos. Quando há necessidade de pausas prolongadas devido a fatores climáticos, há também um aumento da tensão entre gestores e equipes operacionais, o que pode agravar conflitos internos e gerar um ambiente de trabalho hostil. Assim, a imprevisibilidade das condições meteorológicas não apenas compromete o andamento das obras, mas também afeta o bem-estar emocional dos profissionais que precisam tomar decisões sob pressão.

2.2.3 Altos Riscos de Acidentes e a Segurança do Trabalho

A construção civil é um dos setores com maior índice de acidentes de trabalho, tornando a segurança um fator essencial para a proteção e o bem-estar dos trabalhadores. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2022), aproximadamente 60 mil mortes ocorreram anualmente na construção civil em todo o mundo, evidenciando os riscos relacionados a essa indústria. O ambiente de trabalho no setor é caracterizado por atividades de alta periculosidade, como trabalho em altura, relacionado a materiais pesados ​​e exposição a condições climáticas adversas. A alta taxa de acidentes gera estresse tanto nos operadores, que se preocupam com sua segurança, quanto nos gestores responsáveis ​​pelo cumprimento das normas de proteção. Nesse contexto, as Normas Regulamentadoras NR 18 e NR 35 desempenham um papel fundamental na redução dos riscos, estabelecendo diretrizes para a segurança nas obras e no trabalho em altura, respectivamente (BRASIL, 2021).

A inobservância dessas normativas pode resultar em aumento expressivo nos índices de acidentes, afastamentos por lesões e até processos trabalhistas, intensificando a pressão sobre as equipes responsáveis ​​pela segurança. Segundo Ferreira e Almeida (2022), a aplicação rigorosa dessas normas reduz significativamente a ocorrência de acidentes e melhora a percepção de segurança dos trabalhadores, contribuindo para a diminuição do estresse ocupacional. Além disso, estudos demonstram que empresas que investem em treinamentos periódicos sobre segurança do trabalho e na conscientização dos funcionários minimizam riscos e aumentam a confiança das equipes (SOUZA et al., 2020). O cumprimento das normas de segurança não deve ser visto apenas como uma obrigação legal, mas também como uma estratégia eficaz para mitigar o impacto psicológico do medo de acidentes no ambiente de trabalho.

A pressão por produtividade, prazos curtos e a necessidade de garantir o cumprimento das normas de segurança também afetam a saúde mental dos gestores e supervisores da construção civil. Além de lidarem com a responsabilidade de evitar acidentes, esses profissionais frequentemente enfrentam desafios como falta de equipamentos adequados, resistência dos trabalhadores ao uso correto de EPIs e dificuldades na implementação de medidas de segurança sem comprometer a eficiência da obra (GONÇALVES & RIBEIRO, 2021). Esse cenário contribui para altos níveis de estresse e desgaste emocional, reforçando a importância de um planejamento eficiente e de uma cultura organizacional que priorize a segurança e o bem-estar dos profissionais da construção civil.

2.2.4 Carga Física Intensa e Sobrecarga Administrativa

A exigência física imposta aos trabalhadores da construção civil é um dos fatores de estresse mais evidentes no setor. As atividades realizadas frequentemente envolvem levantamento de peso, exposição prolongada a esforços repetitivos e posturas inadequadas, o que pode levar ao desenvolvimento de problemas musculoesqueléticos (SANTOS et al., 2019). A longo prazo, a sobrecarga física contribui para o aumento de afastamentos por doenças ocupacionais, reduzindo a força de trabalho disponível e intensificando a carga sobre os profissionais que permanecem na ativa.

No setor administrativo, a sobrecarga ocorre de maneira diferente, mas também impacta a saúde mental dos trabalhadores. Longas jornadas de trabalho, prazos curtos e um volume excessivo de tarefas burocráticas podem levar à exaustão emocional e ao desenvolvimento de transtornos psicológicos, como a Síndrome de Burnout (FERREIRA & ALMEIDA, 2022). A falta de pausas adequadas e a necessidade de lidar com múltiplas demandas simultaneamente fazem com que muitos profissionais do setor se sintam sobrecarregados e desmotivados, prejudicando sua produtividade e bem-estar.

A construção civil apresenta uma série de desafios que tornam o ambiente de trabalho altamente estressante para operários e profissionais administrativos. Fatores como prazos rigorosos, condições climáticas adversas, riscos ocupacionais e sobrecarga de trabalho são aspectos que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores e a qualidade das atividades desenvolvidas no setor.

Diante desse cenário, torna-se essencial que as empresas implementem políticas eficazes de gerenciamento do estresse, promovendo medidas preventivas para mitigar os impactos desses fatores no ambiente de trabalho. No próximo tópico, serão abordados os efeitos desse estresse na saúde física e mental dos trabalhadores, destacando as principais consequências para o setor.

2.3 Impactos do Estresse Ocupacional na Saúde Física e Mental

O estresse ocupacional na construção civil não afeta apenas o desempenho profissional dos trabalhadores, mas também tem consequências diretas na saúde física e mental. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019), o estresse prolongado no ambiente de trabalho está associado ao desenvolvimento de diversas condições de saúde, como transtornos psicológicos, doenças cardiovasculares e problemas musculoesqueléticos. Esses impactos são ainda mais significativos em setores de alta exigência, como a construção civil, onde trabalhadores enfrentam pressão por produtividade, riscos ocupacionais constantes e jornadas exaustivas.

Para compreender melhor essas consequências, este tópico será dividido em três eixos principais: problemas musculoesqueléticos e fadiga física, doenças mentais associadas ao estresse ocupacional, e impactos na produtividade e no absenteísmo.

2.3.1 Problemas Musculoesqueléticos e Fadiga Física

A construção civil exige atividades físicas intensas, como levantamento de peso, trabalho em alturas e posturas inadequadas, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças musculoesqueléticas. Segundo Santos et al. (2019), dores crônicas na coluna, lesões nos membros superiores e inferiores e inflamações nas articulações são comuns entre os trabalhadores do setor. A repetição constante de movimentos sem intervalos adequados contribui para o desgaste muscular e a fadiga, reduzindo a capacidade produtiva do profissional ao longo do tempo.

Além do esforço físico, o setor administrativo da construção civil também enfrenta desafios relacionados a problemas posturais e sedentarismo. Profissionais que passam longas horas em frente ao computador podem desenvolver dores na lombar, tensão no pescoço e problemas circulatórios devido à falta de movimentação (GOMES & BARROS, 2021). Isso demonstra que o estresse ocupacional não afeta apenas operários de campo, mas também aqueles que atuam na gestão e planejamento das obras.

2.3.2 Doenças Mentais: Ansiedade, Depressão e Burnout

A sobrecarga de trabalho, aliada à pressão por produtividade e ao alto risco de acidentes, favorece o desenvolvimento de transtornos mentais entre os trabalhadores da construção civil. A OMS (2019) classifica a ansiedade e a depressão como as principais causas de afastamento do trabalho em nível global, afetando diretamente o desempenho dos profissionais e aumentando os índices de absenteísmo no setor.

A Síndrome de Burnout, descrita por Maslach e Leiter (2016), é uma das consequências mais severas do estresse ocupacional crônico. Caracterizada pelo esgotamento emocional, despersonalização e baixa realização profissional, essa condição é frequentemente diagnosticada em trabalhadores da construção civil, que precisam lidar com altas exigências, cobranças constantes e jornadas extenuantes (FERREIRA & ALMEIDA, 2022). No setor administrativo, esse quadro se agrava devido à necessidade de tomada de decisões rápidas, resolução de conflitos e gerenciamento de recursos financeiros, fatores que aumentam a sobrecarga mental dos profissionais.

Outro aspecto relevante é a falta de suporte psicológico e de iniciativas voltadas para a saúde mental dentro das empresas de construção civil. Muitos trabalhadores não têm acesso a acompanhamento psicológico ou programas de bem-estar, o que faz com que os problemas emocionais se agravem ao longo do tempo (SILVA et al., 2020). Isso demonstra a importância de políticas organizacionais que priorizem a saúde mental dos profissionais, evitando a deterioração do clima organizacional e o aumento dos índices de afastamento.

2.3.3 Impactos na Produtividade e Aumento do Absenteísmo

Os efeitos do estresse ocupacional não se limitam apenas à saúde dos trabalhadores, mas também afetam a eficiência e a competitividade das empresas. Funcionários que enfrentam fadiga constante, desmotivação e problemas de saúde tendem a apresentar queda no rendimento e maior número de erros operacionais (GONÇALVES & RIBEIRO, 2021). No setor da construção civil, essa realidade pode comprometer o cumprimento de prazos e a qualidade das obras, resultando em prejuízos financeiros e retrabalho.

Além disso, o absenteísmo no setor tem se tornado um problema cada vez mais frequente. Estudos apontam que trabalhadores expostos a altos níveis de estresse têm maior propensão a afastamentos médicos, o que impacta diretamente a produtividade das equipes e a continuidade dos projetos (SANTOS & OLIVEIRA, 2020). O absenteísmo elevado pode gerar sobrecarga nos demais funcionários, criando um ciclo vicioso de exaustão e desmotivação dentro das empresas.

Para minimizar esses impactos, é essencial que as empresas adotem estratégias eficazes de prevenção e mitigação do estresse ocupacional, promovendo melhores condições de trabalho, suporte psicológico e iniciativas voltadas para o bem-estar dos trabalhadores. No próximo tópico, serão discutidas as normas regulamentadoras que visam a proteção dos profissionais da construção civil, bem como as políticas organizacionais que podem ser implementadas para garantir um ambiente laboral mais seguro e saudável.

3 METODOLOGIA

A presente pesquisa tem caráter qualitativo e exploratório, sendo baseada em uma revisão bibliográfica de estudos científicos, normas regulamentadoras e relatórios técnicos sobre o estresse ocupacional na construção civil. O objetivo central foi compreender os fatores que contribuem para o estresse no setor administrativo da construção, bem como seus impactos na saúde dos trabalhadores e as estratégias de mitigação existentes.

Para a construção da fundamentação teórica, foram consultadas fontes acadêmicas reconhecidas, incluindo artigos científicos indexados em bases de dados como Google Acadêmico, Scielo e Periódicos CAPES, além de livros e relatórios institucionais da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2022). A seleção dos materiais atingiu os critérios de relevância e atualidade, priorizando publicações dos últimos dez anos que abordam o tema do estresse ocupacional na construção civil. Além disso, foram comprovadas as Normas Regulamentadoras NR 18 e NR 35, que estabelecem diretrizes para a segurança e saúde dos trabalhadores no setor da construção. Estudos como os de Ferreira e Almeida (2022) e Souza et al. (2020) foram utilizados para aprofundar a compreensão sobre os impactos do estresse na saúde dos trabalhadores e as estratégias de mitigação adotadas no setor.

A pesquisa também utilizou como base as normas regulamentadoras da segurança do trabalho, especialmente a NR 18, que trata das condições e meio ambiente de trabalho na construção civil, e a NR 35, que estabelece diretrizes para trabalho em altura. Essas normativas foram analisadas para verificar sua aplicação na mitigação dos fatores estressores do setor.

A abordagem qualitativa foi escolhida por possibilitar uma compreensão aprofundada do fenômeno estudado, permitindo a identificação de padrões, relações e possíveis soluções para o problema. A análise dos dados coletados foi realizada de forma interpretativa, destacando os principais desafios enfrentados pelos trabalhadores administrativos da construção civil e as recomendações encontradas na literatura especializada.

No próximo tópico, serão apresentados os resultados obtidos a partir da revisão bibliográfica e das análises realizadas, com ênfase nos impactos do estresse ocupacional e nas estratégias mais eficazes para sua mitigação no setor da construção civil.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

A construção civil é um setor que apresenta diversas situações de estresse ocupacional, impactando tanto os trabalhadores operacionais quanto os administrativos. Com base na revisão bibliográfica realizada, foi possível identificar que a principal causa do estresse no setor administrativo está associada à pressão por produtividade, prazos específicos e carga excessiva de trabalho (MENDES & TEIXEIRA, 2021). Além disso, fatores como condições climáticas adversas e riscos ocupacionais são sugeridos para o aumento da tensão emocional dos profissionais que gerenciam projetos e equipes de trabalho.

Dessa forma, os resultados obtidos foram organizados em três eixos principais: (i) Análise dos fatores de estresse ocupacional na construção civil, (ii) Impactos do estresse na saúde e segurança dos trabalhadores, e (iii) Estratégias e políticas de mitigação do estresse ocupacional. Esses detalhes foram explorados considerando achados da literatura e suas implicações no contexto atual da construção civil. Além disso, foi realizada uma comparação com outros estudos sobre o tema, evidenciando pontos de convergência e possíveis lacunas que podem ser exploradas em futuras pesquisas.

4.1 Análise dos Fatores de Estresse Ocupacional na Construção Civil

Uma revisão bibliográfica revelou que o estresse ocupacional no setor administrativo da construção civil tem origem em múltiplos fatores, os quais podem ser classificados em internos (relacionados à gestão, carga de trabalho e cultura organizacional) e externos (clima, critério do mercado e regulamentações). Esses fatores, quando não gerenciados corretamente, podem levar à exaustão emocional, queda de produtividade e aumento da rotatividade de funcionários (FERREIRA & ALMEIDA, 2022).

4.1.1 Frequência e Intensidade do Estresse no Setor Administrativo

A pressão por prazos específicos e alta produtividade tem sido apontada como um dos principais fatores de estresse no setor administrativo da construção civil. Segundo um estudo conduzido por Souza et al. (2020), 78% dos profissionais administrativos entrevistados disseram sofrer estresse frequente devido às demandas excessivas do trabalho. Entre os fatores mencionados, destacam-se a sobrecarga de tarefas, a comunicação ineficaz entre os setores e a necessidade constante de adaptação às mudanças de planejamento.

Ainda segundo os estudos de Gonçalves e Ribeiro (2021), profissionais que atuam na gestão de projetos e controle financeiro de obras sofrem estresse em intensidade semelhante aos operários da construção, uma vez que precisam lidar simultaneamente com a pressão por redução de custos, cumprimento de prazos e conformidade com regulamentações de segurança. Essa sobrecarga impacta diretamente sua saúde mental, resultando em fadiga, irritabilidade e sintomas de ansiedade.

4.1.2 Relação entre Prazos Rigorosos e a Estresse Ocupacional

A exigência de cumprimento de prazos apertados é uma característica marcante da construção civil, o que faz com que os profissionais administrativos enfrentem grande pressão psicológica. Segundo Mendes e Teixeira (2021), 60% dos trabalhadores administrativos afirmaram que os prazos apertados são a principal causa do seu estresse no trabalho. O não cumprimento de cronogramas pode gerar resultados financeiros e jurídicos, aumentando ainda mais a pressão sobre esses profissionais.

Além disso, a falta de flexibilidade nos prazos e os ajustes constantes nos cronogramas das obras dificultam a gestão do tempo e o planejamento de longo prazo. De acordo com Santos e Oliveira (2020), empresas que adotam estratégias de flexibilidade na execução de projetos reduzem significativamente o estresse dos gestores administrativos, melhorando a produtividade e a satisfação no trabalho.

4.1.3 Impacto das Condições Climáticas e do Ambiente de Trabalho sem Estresse

Embora os profissionais administrativos não estejam diretamente expostos às condições climáticas adversas, como os operários de campo, eles são impactados pela necessidade de replanejamento constante devido a fatores externos. Estudos indicam que chuvas intensas, temperaturas extremas e outros eventos climáticos inesperados afetam diretamente a execução das obras, exigindo ações rápidas e eficazes por parte do setor administrativo (SILVA et al., 2020).

Além disso, a pressão para manter os projetos dentro do cronograma, mesmo em situações adversárias, pode aumentar os níveis de estresse. Segundo pesquisa realizada por Ferreira & Almeida (2022), cerca de 42% dos profissionais administrativos entrevistados indicaram que condições climáticas imprevistas afetaram diretamente seu nível de estresse devido à necessidade de lidar com clientes insatisfeitos, fornecedores atrasados ​​e ajustes no orçamento da obra.

Uma análise dos fatores que reduzem o estresse ocupacional no setor administrativo da construção civil demonstra que a pressão por produtividade, os prazos curtos e as mudanças climáticas inesperadas estão entre as principais causas desse problema. De acordo com Silva et al. (2020), o ambiente da construção civil apresenta características que favorecem a sobrecarga mental dos trabalhadores administrativos, especialmente devido à rigidez dos prazos e à necessidade de adaptação constante às mudanças do setor.

Estudos comprovam que a falta de suporte organizacional, o excesso de responsabilidades e a dificuldade de adaptação a cronogramas inflexíveis são determinantes para o desenvolvimento de transtornos psicológicos como ansiedade e Burnout (MENDES; FERREIRA, 2019). Segundo Maslach e Leiter (2016), a Síndrome de Burnout surge como resultado de um estresse ocupacional crônico, especialmente em ambientes que impõem alta demanda de trabalho e baixo suporte organizacional.

Além disso, pesquisas indicam que estratégias organizacionais, como um ambiente de trabalho estruturado, apoio gerencial e incentivos à qualidade de vida, podem reduzir significativamente o nível de estresse dos funcionários (SANTOS; ALMEIDA, 2021). Segundo Chiavenato (2014), a valorização do capital humano e a gestão eficaz do tempo e das demandas são fatores essenciais para minimizar impactos negativos no bem-estar dos trabalhadores.

Portanto, a adoção de práticas de suporte organizacional, divisão equilibrada de tarefas e flexibilização de prazos são medidas que podem reduzir a incidência do estresse ocupacional no setor administrativo da construção civil, contribuindo para a saúde mental e o desempenho dos profissionais envolvidos.

4.2 Impactos do Estresse na Saúde e Segurança dos Trabalhadores

O estresse ocupacional tem impactos diretos na saúde física e mental dos trabalhadores da construção civil, refletindo tanto no bem-estar individual quanto na segurança e produtividade do ambiente de trabalho. A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019) aponta que o estresse específico relacionado ao trabalho está associado ao aumento de doenças cardiovasculares, transtornos psicológicos e problemas musculoesqueléticos, afetando significativamente a qualidade de vida dos profissionais expostos a condições laborais exaustivas.

Na construção civil, onde a pressão por resultados e o risco de acidentes são elevados, o estresse ocupa um papel central no adoecimento dos trabalhadores. Segundo estudo de Ferreira e Almeida (2022), aproximadamente 65% dos profissionais administrativos da construção civil relataram sintomas frequentes de estresse, como fadiga mental, irritabilidade e dificuldade de concentração. No setor operacional, a taxa de incidência de problemas de saúde relacionados ao estresse também é elevada, sendo um fator agravante para a ocorrência de acidentes de trabalho.

A seguir, serão descritos os principais impactos do estresse ocupacional na construção civil, divididos entre efeitos físicos, efeitos psicológicos e relação com o aumento do risco de acidentes.

4.2.1 Efeitos Físicos: Problemas Musculoesqueléticos e Fadiga

O impacto do estresse na saúde física dos trabalhadores da construção civil se manifesta principalmente através de dores musculoesqueléticas, fadiga crônica e doenças cardiovasculares. Estudos mostram que a exposição prolongada ao estresse pode desencadear tensão muscular, dores lombares e síndromes osteomusculares relacionadas ao trabalho (LER/DORT) (SANTOS et al., 2019).

Além disso, a fadiga crônica decorrente do excesso de trabalho e da pressão psicológica contribui para o aumento da vulnerabilidade a doenças infecciosas, insônia e exaustão física (dores cervicais e problemas de circulação, agravando

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Medicina do Trabalho (ABMT, 2021), trabalhadores que enfrentam estresse ocupacional severo têm 40% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares. Esse dado reforça a necessidade de políticas de prevenção, como programas de ergonomia e incentivo a práticas de relaxamento no ambiente corporativo.

4.2.2 Efeitos Psicológicos: Ansiedade, Depressão e Burnout

Os impactos do estresse não se limitam ao físico, mas afetam diretamente a saúde mental dos trabalhadores. A pressão constante pela produtividade, a necessidade de lidar com prazos rigorosos e a carga excessiva de responsabilidades são fatores que podem desencadear transtornos como ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout (MASLACH & LEITER, 2016).

A Síndrome de Burnout, reconhecida pela OMS como uma doença ocupacional, é descrita por exaustão extrema, sentimentos de ineficácia e perda de motivação para o trabalho. Estudos mostram que, na construção civil, 35% dos trabalhadores administrativos apresentam sintomas de Burnout, devido à constante necessidade de resolver problemas, gerenciar equipes e lidar com cobranças excessivas (SOUZA et al., 2020).

Além disso, a falta de suporte emocional dentro das empresas contribui para o agravamento desse cenário. Segundo Gonçalves e Ribeiro (2021), trabalhadores que não possuem apoio psicológico no ambiente de trabalho três têm algumas vezes mais chances de desenvolver transtornos emocionais. Isso demonstra a importância de políticas organizacionais voltadas para a promoção da saúde mental, como a implementação de programas de acompanhamento psicológico e práticas de bem-estar no ambiente corporativo.

4.2.3 Relação entre Estresse Ocupacional e Riscos de Acidente de Trabalho

O estresse ocupacional também está diretamente relacionado ao aumento do risco de acidentes no ambiente de trabalho. Profissionais que sofrem com fadiga mental e física tendem a apresentar menor capacidade de concentração, maior propensão a erros e menor tempo de resposta a situações de perigo (FERREIRA & ALMEIDA, 2022).

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2022), 60% dos acidentes de trabalho na construção civil ocorrem devido a falhas humanas relacionadas à falta de atenção e cansaço extremo. Isso evidencia como a exposição contínua ao estresse pode comprometer a segurança dos trabalhadores e aumentar a incidência de acidentes no setor.

Além disso, a sobrecarga emocional pode levar a comportamentos de risco, como o descumprimento de normas de segurança, o uso inadequado de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a tomada de decisões impulsivas durante a execução de tarefas críticas (SANTOS & OLIVEIRA, 2020). Esses fatores demonstram a necessidade urgente de implementar medidas que reduzam os níveis de estresse dentro das empresas, garantindo um ambiente mais seguro e produtivo.

Os resultados analisados ​​demonstram que o estresse ocupacional não compromete apenas a saúde física e mental dos trabalhadores, mas também influencia diretamente a segurança do trabalho na construção civil. Fatores como fadiga crônica, transtornos emocionais e baixa capacidade de concentração aumentam a vulnerabilidade de profissionais a doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.

Diante desse cenário, torna-se essencial que as empresas adotem estratégias de mitigação do estresse, promovendo melhores condições de trabalho, suporte psicológico e treinamentos específicos para a saúde e segurança dos profissionais. No próximo tópico, serão apresentadas as principais estratégias e políticas organizacionais que podem ser inovadoras para minimizar os impactos do estresse ocupacional no setor da construção civil.

4.3 Estratégias e Políticas de Mitigação do Estresse Ocupacional

Diante dos impactos causados ​​pelo estresse ocupacional na saúde dos trabalhadores e na segurança do ambiente de trabalho, torna-se essencial a adoção de estratégias e políticas organizacionais para minimizar seus efeitos. A construção civil, sendo um setor de alta exigência física e mental, deve investir em medidas preventivas e corretivas que promovam a qualidade de vida dos trabalhadores e garantam maior eficiência nas atividades laborais.

Segundo estudos de Ferreira e Almeida (2022), empresas que implementam programas de gerenciamento do estresse observam uma redução de até 30% nos índices de afastamento por doenças ocupacionais. Além disso, a aplicação de normas de segurança, treinamentos e melhorias nas condições de trabalho contribui para reduzir a incidência de acidentes e aumentar a produtividade da equipe.

Neste tópico, serão abordadas três estratégias principais para mitigar o estresse ocupacional no setor da construção civil: (i) aplicação das normas regulamentadoras NR 18 e NR 35, (ii) implementação da ergonomia e redução da carga de trabalho, e (iii) programas de saúde mental e bem-estar para trabalhadores administrativos.

4.3.1 Aplicação da NR 18 e NR 35 na Redução do Estresse

As Normas Regulamentadoras (NRs) têm um papel essencial na promoção da segurança e saúde dos trabalhadores da construção civil. A NR 18, que trata das condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, estabelece diretrizes para a prevenção de acidentes, melhoria das condições ergonômicas e adoção de medidas organizacionais que afetam para a redução do estresse (BRASIL, 2021).

A NR 35, que regulamenta o trabalho em altura, é outra norma fundamental para mitigar os efeitos do estresse, pois garante a segurança dos profissionais expostos a atividades de risco, reduzindo o medo de acidentes e aumentando a confiança no ambiente de trabalho (SOUZA et al., 2020). O cumprimento dessas normativas não apenas reduz a carga mental dos trabalhadores, mas também melhora a percepção de segurança e a satisfação no trabalho.

Para que essas normas tenham um impacto real, é fundamental que as empresas promovam treinamentos regulares e fiscalizem sua aplicação no dia a dia. Além disso, a conscientização sobre a importância do cumprimento dessas regras deve ser reforçada para todos os profissionais envolvidos no setor administrativo e operacional.

4.3.2 Benefícios da Ergonomia e da Redução da Carga de Trabalho

A ergonomia é uma das principais ferramentas para a mitigação do estresse ocupacional, pois melhora as condições físicas do ambiente de trabalho e reduz os impactos da sobrecarga de atividades. Segundo Santos e Oliveira (2020), uma implementação de práticas ergonômicas adequadas pode diminuir em até 40% as dores musculoesqueléticas e melhorar significativamente o desempenho dos trabalhadores.

No setor administrativo da construção civil, onde os profissionais passam longas horas realizando tarefas burocráticas, medidas simples como ajustes de mobiliário, pausas programadas e incentivo à prática de exercícios laborais podem fazer uma grande diferença na redução do estresse e fadiga mental (GONÇALVES & RIBEIRO, 2021). Já no setor operacional, a distribuição equilibrada de tarefas e a implementação de equipamentos adequados ajudam a minimizar a exaustão física e os riscos de lesões.

Além da ergonomia, a gestão da carga de trabalho é fundamental para minimizar os impactos negativos do estresse ocupacional. Empresas que adotam políticas de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, como jornadas flexíveis e pausas regulares, conseguem reduzir os níveis de estresse dos funcionários e melhorar a retenção de talentos no setor (FERREIRA & ALMEIDA, 2022).

4.3.3 Programas de Saúde Mental e Bem-Estar para Trabalhadores Administrativos

A saúde mental dos trabalhadores tem se tornado um tema cada vez mais relevante na gestão empresarial. No setor da construção civil, a implementação de programas de apoio psicológico e bem-estar pode contribuir significativamente para a redução dos níveis de estresse e melhoria do clima organizacional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2021), empresas que investem em saúde mental conseguem reduzir em até 25% os afastamentos por transtornos psicológicos, além de melhorar a produtividade e o engajamento dos funcionários.

Uma das estratégias mais eficazes para promover a saúde mental no ambiente de trabalho é o acompanhamento psicológico e o suporte emocional dentro da empresa. Oferecer sessões de terapia ou aconselhamento profissional pode ajudar os trabalhadores a lidarem melhor com as pressões do dia a dia, prevenindo quadros de ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout. Além disso, promover treinamentos para líderes e supervisores sobre gerenciamento de estresse e bem-estar pode tornar a cultura organizacional mais acolhedora, reduzindo o impacto da sobrecarga emocional no setor administrativo.

Outro aspecto essencial é a adoção de políticas de incentivo ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Empresas que implementam medidas como horários flexíveis, pausas estratégicas e redução do volume excessivo de tarefas tendem a ter funcionários mais motivados e menos propensos ao esgotamento. Essas práticas não apenas melhoram a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também refletem positivamente na produtividade e no engajamento da equipe.

A criação de espaços de relaxamento e incentivo a práticas de mindfulness no ambiente corporativo tem sido uma estratégia adotada por grandes empresas do setor da construção civil. Ambientes que oferecem momentos de descanso, atividades de meditação e estímulo ao lazer no ambiente de trabalho promovem uma redução significativa nos níveis de estresse. O incentivo à prática de exercícios físicos e à adoção de hábitos saudáveis também pode contribuir para um melhor bem-estar geral dos trabalhadores.

A implementação dessas medidas tem sido estudada e aplicada em diversas empresas, demonstrando que o investimento em saúde mental pode gerar benefícios tanto para os trabalhadores quanto para a organização como um todo. Assim, torna-se essencial que as empresas do setor da construção civil incorporem estratégias eficazes para a promoção do bem-estar psicológico, garantindo um ambiente de trabalho mais equilibrado e produtivo.

4.4 Comparação com Estudos Anteriores e Diretrizes Futuras

A análise dos fatores de estresse ocupacional na construção civil demonstra que o setor enfrenta desafios significativos em relação à saúde mental e física dos trabalhadores, tanto no campo quanto no setor administrativo. Para validar os achados desta pesquisa, é essencial compará-los com estudos anteriores sobre o tema e explorar diretrizes futuras que possam contribuir para a mitigação dos impactos do estresse na construção civil.

Nesta seção, serão abordados dois aspectos principais: (i) análise comparativa com outras pesquisas sobre estresse na construção civil e (ii) sugestões para novas estratégias de gestão do estresse no setor.

4.4.1 Análise Comparativa com Outras Pesquisas sobre Estresse na Construção Civil

Os achados desta pesquisa corroboram com diversos estudos já realizados sobre o impacto do estresse ocupacional na construção civil. Segundo a pesquisa de Souza et al. (2020), o estresse no setor administrativo da construção civil é tão intenso quanto no setor operacional, devido à sobrecarga de responsabilidades, exigências regulatórias e pressão por cumprimento de prazos. O estudo aponta que mais de 70% dos profissionais administrativos relataram sintomas frequentes de estresse, refletindo um padrão semelhante ao identificado na presente pesquisa.

Além disso, Ferreira e Almeida (2022) analisaram os impactos do estresse na segurança do trabalho e constataram que o cansaço mental e a fadiga estão diretamente ligados ao aumento do número de acidentes na construção civil. Esse achado é compatível com os resultados obtidos que demonstram como a sobrecarga emocional e a falta de suporte organizacional aumentam a vulnerabilidade dos trabalhadores a falhas e riscos no ambiente laboral.

Outro estudo relevante é o de Gonçalves e Ribeiro (2021), que investigaram estratégias de mitigação do estresse no setor da construção civil. Os autores destacam que a implementação de programas de saúde mental e ergonomia reduz significativamente os impactos negativos do estresse, evidenciando a necessidade de políticas preventivas no setor. Esse dado reforça a importância das recomendações propostas neste trabalho para a adoção de medidas organizacionais mais eficazes.

4.4.2 Sugestões para Novas Estratégias de Gestão do Estresse no Setor

Com base nos achados desta pesquisa e nas comparações com estudos anteriores, é possível sugerir novas estratégias para reduzir o estresse ocupacional na construção civil. Uma das principais abordagens envolve a ampliação dos programas de saúde mental dentro das empresas. Criar políticas institucionais que garantam atendimento psicológico e suporte emocional aos trabalhadores pode contribuir significativamente para a redução dos impactos do estresse no ambiente corporativo. Além disso, o desenvolvimento de canais de comunicação para que os funcionários possam expressar suas dificuldades sem medo de represálias é essencial para a construção de um ambiente mais saudável.

Outra estratégia relevante está relacionada à flexibilização e melhor gestão da carga de trabalho. A implementação de políticas de jornada flexível para os profissionais administrativos pode contribuir para a diminuição dos níveis de estresse e aumentar a satisfação no trabalho. Além disso, incentivar a distribuição equilibrada de tarefas evita sobrecarga de responsabilidades e melhora o desempenho dos funcionários. A gestão eficiente do tempo e a definição de prioridades claras são práticas que também auxiliam na redução do estresse ocupacional.

Os treinamentos voltados para supervisores e líderes também desempenham um papel fundamental na mitigação do estresse. A capacitação dessas lideranças para o gerenciamento de estresse e a adoção de uma abordagem mais humanizada nas relações de trabalho favorecem um ambiente organizacional mais equilibrado. Além disso, práticas de feedback positivo e suporte emocional podem ajudar a reduzir a pressão no cotidiano dos trabalhadores, tornando a experiência laboral menos desgastante.

Por fim, o fortalecimento das normas de segurança no setor da construção civil é uma medida indispensável para minimizar o estresse ocupacional. O aprimoramento da aplicação da NR 18 e da NR 35 garante que os trabalhadores tenham condições adequadas para desempenhar suas funções, reduzindo o medo de acidentes e promovendo maior confiança no ambiente de trabalho. Além disso, a criação de protocolos de resposta rápida para emergências diminui a incerteza e o desgaste emocional dos funcionários, tornando o setor mais seguro e eficiente.

Essas diretrizes representam um avanço na forma como a gestão do estresse ocupacional pode ser tratada na construção civil. A implementação dessas estratégias não apenas melhora o bem-estar dos trabalhadores, mas também contribui para a produtividade e a retenção de talentos no setor. Portanto, torna-se essencial que as empresas adotem medidas concretas para a prevenção e redução do estresse no ambiente laboral, garantindo condições de trabalho mais saudáveis e sustentáveis para todos os envolvidos.

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo analisou os efeitos do estresse ocupacional no setor administrativo da construção civil, abordando suas principais fontes, impactos na saúde dos trabalhadores e estratégias de mitigação. A partir da revisão bibliográfica realizada, constatou-se que o setor da construção civil apresenta altos níveis de exigência, prazos rigorosos e sobrecarga de trabalho, fatores que contribuem significativamente para o aumento do estresse ocupacional. Além disso, os profissionais administrativos, apesar de não estarem diretamente expostos aos riscos físicos das obras, sofrem intensa pressão devido às demandas gerenciais, responsabilidade sobre prazos e necessidade de controle financeiro e operacional.

Os resultados demonstram que o estresse ocupacional não afeta apenas o bem-estar emocional dos trabalhadores, mas também prejudica sua saúde física e compromete a segurança do trabalho. Entre as consequências mais frequentes, destacam-se transtornos psicológicos como ansiedade e depressão, além de problemas musculoesqueléticos e fadiga crônica. Além disso, a relação entre estresse e aumento da incidência de acidentes de trabalho reforça a necessidade de estratégias eficazes de mitigação dentro das empresas do setor.

Diante desse cenário, foram analisadas diversas estratégias de redução do estresse ocupacional, incluindo a aplicação das Normas Regulamentadoras NR 18 e NR 35, a implementação de medidas ergonômicas no ambiente de trabalho, a adoção de políticas de flexibilização da carga de trabalho e a criação de programas de saúde mental. A literatura revisada sugere que empresas que investem nessas estratégias conseguem reduzir significativamente os índices de afastamento por doenças ocupacionais, melhorar a produtividade e promover um ambiente de trabalho mais seguro e equilibrado.

A comparação com estudos anteriores evidenciou que as boas práticas organizacionais desempenham um papel fundamental na gestão do estresse ocupacional, sendo essencial que as empresas adotem medidas preventivas e proativas para minimizar seus impactos. Além disso, recomendou-se que futuras pesquisas investiguem políticas institucionais de suporte à saúde mental no setor da construção civil, considerando diferentes perfis de empresas e suas práticas de gestão do estresse. Portanto, conclui-se que o estresse ocupacional na construção civil é um problema multifacetado, que exige soluções integradas e personalizadas. A implementação de políticas eficazes de gestão do estresse não apenas melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também contribui para a segurança do trabalho e o desempenho das empresas. Dessa forma, é fundamental que o setor continue investindo na humanização do ambiente corporativo e na adoção de estratégias que garantam o equilíbrio entre produtividade e bem-estar dos profissionais.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA DO TRABALHO (ABMT). Estresse Ocupacional e seus Impactos na Saúde do Trabalhador. São Paulo: ABMT, 2021.

BAKKER, A. B.; DEMEROUTI, E. Job Demands–Resources Theory: Taking Stock and Looking Forward. Journal of Occupational Health Psychology, v. 22, n. 3, p. 273-285, 2017.

BRASIL. Norma Regulamentadora NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Brasília: Ministério do Trabalho e Previdência, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/. Acesso em: 03 fev. 2025.

BRASIL. Norma Regulamentadora NR 35 – Trabalho em Altura. Brasília: Ministério do Trabalho e Previdência, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/. Acesso em: 03 fev. 2025.

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: O novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

FERREIRA, M. J.; ALMEIDA, R. A. Estresse Ocupacional na Construção Civil e seus Impactos na Saúde e Segurança do Trabalho. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 47, n. 1, p. 23-41, 2022.

GOMES, L. M.; BARROS, D. P. Impactos da Ergonomia no Bem-Estar dos Trabalhadores Administrativos da Construção Civil. Revista de Engenharia e Gestão do Trabalho, v. 10, n. 2, p. 55-69, 2021.

GONÇALVES, C. A.; RIBEIRO, F. L. Programas de Saúde Mental no Setor da Construção Civil: Desafios e Perspectivas. Cadernos de Psicologia do Trabalho, v. 24, n. 4, p. 177-192, 2021.

LAZARUS, R. S.; FOLKMAN, S. Stress, Appraisal, and Coping. New York: Springer, 1984.

MASLACH, C.; LEITER, M. P. Understanding the Burnout Experience: Recent Research and its Implications for Psychiatry. World Psychiatry, v. 15, n. 2, p. 103-111, 2016.

MENDES, M. M.; FERREIRA, R. C. O impacto do suporte organizacional no desenvolvimento da Síndrome de Burnout em trabalhadores administrativos da construção civil. Revista Brasileira de Gestão Empresarial, v. 15, n. 2, p. 112-130, 2019.

MENDES, P. R.; TEIXEIRA, J. S. Riscos Psicossociais e Estresse Ocupacional na Construção Civil. Engenharia de Segurança do Trabalho, v. 9, n. 3, p. 88-105, 2021.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). Relatório Global sobre Segurança e Saúde no Trabalho. Genebra: OIT, 2022. Disponível em: https://www.ilo.org. Acesso em: 05 fev. 2025.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Burnout e Estresse Ocupacional: Impactos na Saúde Global. Genebra: OMS, 2019. Disponível em: https://www.who.int. Acesso em: 05 fev. 2025.

SANTOS, L. F.; ALMEIDA, P. R. Estratégias organizacionais para a redução do estresse ocupacional no setor administrativo da construção civil. Revista de Gestão e Saúde Ocupacional, v. 22, n. 3, p. 87-101, 2021.

SANTOS, V. F.; OLIVEIRA, D. S. Fadiga Ocupacional na Construção Civil: Fatores Contribuintes e Estratégias de Prevenção. Revista de Segurança no Trabalho, v. 15, n. 2, p. 33-50, 2020.

SANTOS, W. R.; ALMEIDA, P. C.; FERREIRA, T. B. Lesões Musculoesqueléticas e o Estresse no Trabalho: Uma Revisão Crítica. Revista Brasileira de Saúde e Trabalho, v. 11, n. 1, p. 101-119, 2019.

SELYE, H. The Stress of Life. New York: McGraw-Hill, 1974.

SILVA, J. R.; SOUZA, T. M.; OLIVEIRA, L. P. Impactos da pressão por produtividade no estresse ocupacional no setor da construção civil. Estudos Organizacionais, v. 25, n. 1, p. 45-62, 2020.

SILVA, L. C.; COSTA, A. R.; LIMA, F. J. Influência das Condições Climáticas na Saúde Ocupacional dos Trabalhadores da Construção Civil. Engenharia Ambiental, v. 18, n. 3, p. 123-139, 2020.

SOUZA, R. T.; PEREIRA, H. S.; MENDONÇA, L. F. Fatores Estressores no Trabalho Administrativo da Construção Civil. Revista Brasileira de Gestão e Trabalho, v. 13, n. 1, p. 44-60, 2020.


1Discente do Curso Superior de Pós-graduação em Segurança do Trabalho no Instituto Federal De Minas Gerais. Campus Governador Valadares e-mail: thaisa-gd@hotmail.com

2Docente do Curso Superior de Psicologia do Instituto Federal de Minas Gerais. Mestre em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos. e-mail: mariana.sarro@ifmg.edu.br