TEORIA SOCIAL E RELAÇÕES RACIAIS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202512240830


Maria Zélia Milhomem Costa
Leila Mota Borges
Aelma Reis dos Santos
Wesley Gomes de Oliveira
Suely Maciel Macedo
Professor Orientador: Dr. Jorge Luiz Pereira Correia


RESUMO

No presente artigo o autor argumenta que classificar as desigualdades como meramente “classe” ignora o dimensionamento racial, e que focar somente “raça” sem considerar as condições econômicas também empobrece a análise. Essa articulação é fundamental para compreender a sociedade brasileira contemporânea. O racismo no Brasil é estrutural e institucional, manifestando-se de forma sutil e persistente, a noção de raça como categoria sociológica, embora sem base biológica, a raça possui força social concreta. Ela estrutura desigualdades e identidades e deve ser reconhecida como categoria analítica legítima nas ciências sociais. Munanga ressalta que raça e classe se entrelaçam. A escravidão e o colonialismo moldaram uma hierarquia racial que persiste na divisão social e econômica contemporânea. O autor destaca o papel central da educação e das políticas afirmativas na luta antirracista. Elas não resolvem sozinho o problema, mas são passos necessários para enfrentar desigualdades históricas.

Palavras-chave: Racismo. Escravidão. Discriminação

ABSTRACT

In this article, the author argues that classifying inequalities as merely “class” ignores the racial dimension, and that focusing solely on “race” without considering economic conditions also impoverishes the analysis. This articulation is fundamental to understanding contemporary Brazilian society. Racism in Brazil is structural and institutional, manifesting itself subtly and persistently. The notion of race as a sociological category, although without a biological basis, possesses concrete social force. It structures inequalities and identities and should be recognized as a legitimate analytical category in the social sciences. Munanga emphasizes that race and class are intertwined. Slavery and colonialism shaped a racial hierarchy that persists in contemporary social and economic divisions. The author highlights the central role of education and affirmative action policies in the anti-racist struggle. They do not solve the problem alone, but are necessary steps to confront historical inequalities.

Keywords: Racism. Slavery. Discrimination

1. INTRODUÇÃO

    O texto aborda a questão do refrescamento da memória sobre a questão do racismo no mundo. O autor ao falar essas manifestações do racismo que ocorreram ao longo da história humana, no qual se faz necessário o retorno da memória das gerações anteriores sobre a questão do sofrimento quanto ao racismo.  O autor também retrata que foram institucionalizados e oficializados na Alemanha nazista, na África do Sul (1948-1994) e nos Estados Unidos da América desde a abolição da escravatura naquele país até os anos de 1960 o racismo de forma constitucional.

    2. DESENVOLVIMENTO

      O autor relata também sobre o racismo emergente, “tão bem noticiado pelas mídias escritas e eletrônicas, ele fala sobre a discriminação  racial contra os imigrantes africanos e árabes nos países europeus, em particular os argelinos na França, os turcos na Alemanha, os marroquinos na Bélgica, os indianos na Inglaterra e os africanos em toda Europa, etc. mesmos os latino-americanos de todas as cores não são tão bem-vindos na Europa.”( Munanga, p.2).

      É discutido no texto também que as diferenças percebidas entre “nós” e os “outros” constituem o ponto de partida para a formação de diversos tipos de preconceitos, de práticas de discriminação e de construção das ideologias delas decorrentes. Ao colocar a diferença como ponto de partida, queremos evitar a confusão que se estabelece na fronteira entre a noção de preconceito racial e os demais preconceitos baseados sobre outros tipos de diferenças. .”( Munanga, p.3).  Nesse sentido, é oportuno frisar que são diversas as formas de racismo existentes na sociedade de um modo geral.

      O autor retrata também que “as várias formas de preconceitos que descrevemos podem levar a várias formas de discriminação: discriminação sócia e econômica, de religião, de sexo, de gênero, de profissão, de idade, de etnia, de “raça”, de cultura, de nacionalidade, etc. As discriminações têm diversas maneiras de se expressar: evitação, rejeição verbal (piada, brincadeira e injúria), agressão ou violência física, segregação especial e tratamento desigual. Pela evitação, as pessoas se recusam a freqüentar os espaços físicos frequentados pelas pessoas diferentes (homossexuais, nordestinos, negros, judeus, etc.).”(  Munanga, 1999 p.7).

      O autor reforça ainda que “à discriminação no sentido restrito do termo significa a passagem de uma simples atitude preconceituosa à uma ação observável e às vezes mensurável. A ação é praticada quando a igualdade de tratamento é negada a uma pessoa ou grupos de pessoas em razão de sua origem econômica, sexual, religiosa, étnica, racial, linguística, nacional, etc. diferente da origem do discriminador. Quantas vezes os homossexuais, as mulheres, os portadores de deficiência, os negros, as pessoas idosas foram impedidas de ocupar um posto numa empresa privada ou numa repartição pública.” .).”(  Munanga,1999 p.7).

      CONSIDERAÇÕES FINAIS

      Portanto, o texto é amplo e apresenta uma discussão sobre a questão do preconceito em diferentes esferas sociais. Além disso, é ela chama atenção para que haja mais debates e preparo na sociedade, para que haja então uma consciência das pessoas maior sobre a questão do racismo estrutural existente na sociedade atual que se arrasta há séculos e que necessita ser debatido e combatido na sociedade de um modo geral. 

      REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

      MUNANGA, Kabengele. Teoria Social e Relações Raciais no Brasil Contemporâneo. Humanidades, Brasília, n. 48, p. 44-50, 1999.