REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202601111730
Fabio Pereira Duarti¹
Profa. Dra. Rozineide Iraci Pereira da Silva²
Resumo
O objetivo deste artigo é analisar os desafios e as facilidades na gestão de equipes, identificando quais fatores influenciam a eficiência coletiva e o alcance dos resultados organizacionais. Para isso, são apresentados os principais conceitos relacionados à gestão de pessoas, bem como as contribuições teóricas de autores, obras de referência, artigos científicos e trabalhos. Além de conceituar facilidades e desafios, o artigo explora os fatores do comportamento organizacional nas organizações, tais como comportamento do líder e liderado, a falta ou falha na comunicação, comportamentos que comprometem o desempenho coletivo, posturas positivas à eficiência em equipe, entre outros elementos que podem afetar o resultado coletivo. Também são discutidas práticas para o gerenciamento e a prevenção de comportamentos negativos ambiente corporativo, com o intuito de preservar a harmonia nas relações de trabalho e aumentar a cooperação entre colaboradores. O artigo foi desenvolvido com base no método de revisão narrativa bibliográfica da literatura, o que possibilita uma análise crítica e integrativa de diferentes fontes teóricas e empíricas sobre o tema. A estrutura contempla os comportamentos atuais recorrentes no contexto organizacional, bem como as abordagens de gestão e liderança que podem contribuir para diminuir os impactos negativos comportamentais no ambiente de trabalho. Dessa forma, o artigo busca contribuir para a ampliação do conhecimento sobre gestão de equipes no trabalho e oferecer subsídios teóricos para gestores, profissionais de Recursos Humanos e pesquisadores específicos na construção do saber da gestão de equipes.
Palavras-chave: Facilidades. Desafios. Gestão. Equipe. Comportamento.
1 INTRODUÇÃO
A gestão de equipes compõe um dos pilares fundamentais para o alcance dos objetivos organizacionais, em um contexto caracterizado por mudanças rápidas, alta competitividade e necessidade de adaptação constante. A maneira como as equipes são formadas e integradas aos propósitos institucionais impactam diretamente a produtividade, a inovação e o clima organizacional. Nesse sentido, compreender os elementos que favorecem ou dificultam a gestão de equipes de trabalho é essencial para promover uma atuação coletiva eficiente.
Entre os principais desafios enfrentados pela gestão de equipes estão a variedade de perfis profissionais e comportamentais, a ausência ou comunicação ineficaz entre gestores, liderados e pares, esses fatores podem comprometer o relacionamento em equipe e o alcance de objetivos em comuns. Por outro lado, a comunicação assertiva de objetivos e metas, a confiança, o respeito individual e em equipe apresentam facilidades que destacam para um ambiente colaborativo e produtivo.
Dessa forma, este artigo tem como objetivo analisar os desafios e as facilidades na gestão de equipes nas organizações, destacando de que maneira tais fatores influenciam a eficiência coletiva. A partir dessa análise, busca-se oferecer reflexões que auxiliam gestores e profissionais de Recursos Humanos na construção de práticas na condução de equipes, favorecendo o desenvolvimento organizacional e o bem-estar dos colaboradores.
O artigo compõe esta introdução, a metodologia utilizada na pesquisa de elaboração, referencial teórico e por fim, a conclusão. Espera-se que este gere contribuição para pesquisas sobre Gestão de Equipes, reflexão sobre comportamento no ambiente de trabalho e estratégias para gestão de pessoas nas organizações.
Justificativa
A escolha do tema se justifica pela relevância crescente das relações interpessoais no ambiente de trabalho, o impacto que as facilidades e desafios na gestão de pessoas influenciam no resultado organizacional em equipe.
A gestão de pessoas nas organizações assume papel estratégico na busca por resultados coletivos e eficientes, em um cenário de competitividade e desafios nas relações de trabalho, compreender a complexidade que o envolvimento do desempenho das equipes torna-se essencial para o alcance da eficiência organizacional.
As organizações de alguma forma dependem em grande parte, da capacidade de seus gestores em integrar pessoas com diferentes perfis, competências e expectativas, promovendo um ambiente colaborativo, motivador e acolhedor. Entretanto, a gestão de equipes não se limita à delegação de tarefas ou à divisão de responsabilidades, ela envolve a criação de vínculos de confiança, comunicação eficaz, resolução de conflitos e o reconhecimento das potencialidades individuais.
A relevância deste artigo está em oferecer uma análise sobre como práticas de gestão de equipes adequadas podem potencializar a cooperação, a produtividade e o bem-estar dos colaboradores, além de indicar os principais obstáculos que podem comprometer a eficiência das equipes.
Assim, este artigo justifica-se pela necessidade de aprofundar o entendimento sobre a gestão de pessoas como um elemento central da eficiência organizacional e como um diferencial competitivo para instituições que buscam resultados.
2. GESTÃO DE EQUIPES
A expressão “gestão de equipes” surgiu de duas origens diferentes sendo “gestão” do latim gere, que significa executar ou exercer, e “equipes” do francês équiper, que remete a reunir pessoas para uma tarefa em comum, ou seja, “equipar” ou “preparar um grupo”. Dessa forma, o conceito de gestão de equipes está diretamente relacionado à capacidade de coordenar e direcionar pessoas para o alcance de objetivos específicos, com base em princípios de organização, liderança e cooperação.
Segundo Chiavenato (2014), as organizações dependem das pessoas tanto quanto as pessoas dependem das organizações, estabelecendo uma relação de interdependência. A gestão eficaz de equipes exige do gestor uma compreensão ampla das diferenças individuais, já que cada colaborador apresenta características próprias que influenciam seu comportamento no ambiente de trabalho. Essa diversidade humana é um dos principais fatores que tornam a gestão de equipes simultaneamente desafiadora e enriquecedora.
De acordo com Cortez (2004), cada indivíduo possui características físico-mentais e valores próprios, o que significa que não há homogeneidade entre os membros de uma equipe, essa pluralidade de perfis comportamentais exige do gestor sensibilidade para identificar talentos, limitações e motivações individuais, além da habilidade para promover a integração do grupo em torno de objetivos em comum.
O comportamento humano nas organizações, conforme Bergamini (2008), é resultado da interação contínua entre o indivíduo e o ambiente, dessa forma, o gestor não atua apenas como um supervisor de tarefas, mas como um mediador entre as necessidades pessoais dos colaboradores e as metas estratégicas da instituição. Essa mediação é essencial para manter um clima organizacional saudável, produtivo, baseado em confiança, empatia e comunicação assertiva.
Robbins e Judge (2017) afirmam que compreender o comportamento organizacional implica em analisar como indivíduos e grupos atuam dentro das empresas, considerando fatores como personalidade, percepção, motivação e atitudes. O comportamento organizacional é influenciado tanto por variações internas — opiniões, valores, emoções — quanto por variáveis externas — políticas organizacionais, cultura e estilo de liderança. Assim, a gestão de equipes deve levar em conta a complexidade dessas interações, buscando harmonia entre as necessidades humanas e os resultados esperados.
Além disso, a teoria dos perfis comportamentais contribui para compreender as diferenças entre os colaboradores, modelos como o DISC (Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade) e a teoria dos tipos psicológicos de Jung ajudam a identificar características predominantes em cada indivíduo e como elas se manifestam em contextos em equipe. Essa compreensão auxilia o gestor a direcionar as funções, melhorar a comunicação e reduzir conflitos.
Outro aspecto essencial no estudo da gestão de equipes é o papel da liderança, Hunter (2006) propõe o conceito de liderança servidora, no qual o líder se coloca a serviço da equipe, valorizando o respeito, a escuta e o desenvolvimento dos colaboradores. Essa perspectiva rompe com a visão tradicional de autoridade e aproxima os líderes dos membros do grupo, promovendo maior engajamento e comprometimento coletivo.
A gestão de equipes também está intimamente ligada à motivação, Periard (2018) esclarece o conceito e o funcionamento da hierarquia de necessidades proposta por Maslow, um psicólogo americano. Maslow destaca que as necessidades das pessoas devem ser vistas como algo que o líder deve entender, sabendo também em que nível cada membro da equipe se encontra para oferecer incentivos apropriados. Já Herzberg (1959) criador da teoria dos dois fatores, distingue fatores motivacionais — como reconhecimento, responsabilidade e realização — dos fatores higiênicos — como salário e condições de trabalho —, sendo ambos essenciais para o desempenho e satisfação no ambiente organizacional.
Tais abordagens reforçam que o sucesso da gestão de pessoas não depende apenas de técnicas administrativas, mas de um olhar estratégico e humano sobre as relações de trabalho. O gestor eficiente garante que os resultados sejam alcançados por meio das pessoas e que o equilíbrio entre as diferenças individuais e os objetivos coletivos constitui a base da eficiência organizacional.
2.1 Desempenho organizacional
A eficiência de uma organização está intimamente relacionada à forma como suas equipes são gerenciadas, segundo Marras (2012) o desempenho organizacional é o reflexo direto do desempenho coletivo, o que depende da sinergia entre os membros da equipe, uma equipe bem gerida é capaz de potencializar resultados, promover inovação e reduzir conflitos internos.
Nesse sentido, a gestão de equipes deve priorizar não apenas o cumprimento de metas, mas também o fortalecimento das relações interpessoais e o desenvolvimento de competências socioemocionais. Sendo assim, a comunicação assertiva, o feedback constante e o reconhecimento do esforço individual são elementos indispensáveis para o fortalecimento do desempenho coletivo (BERGAMINI, 2008).
Maximiano (2011) reforça que equipes eficazes são aquelas em que há definição bem detalhada de papéis, objetivos compartilhados e confiança mútua entre os membros. Quando os colaboradores compreendem a importância de suas funções no contexto organizacional e percebem que suas contribuições são valorizadas, há um aumento significativo na motivação e consequentemente, na produtividade.
Além disso, a gestão de equipes está diretamente relacionada à cultura organizacional, de acordo com Schein (2017) a cultura influencia os comportamentos, as decisões e a forma como os membros interagem. Portanto, o gestor precisa compreender a cultura vigente e se necessário, adaptá-la para criar um ambiente mais colaborativo e inovador, onde as diferenças se transformam em oportunidades de aprendizagem.
2.2 Perfis comportamentais e seus impactos na dinâmica grupal
O estudo dos perfis comportamentais é uma ferramenta estratégica na gestão de equipes, a partir da identidade de traços predominantes, o gestor consegue compreender melhor as situações, motivações e modos de interação de cada colaborador. Criado pelo psicólogo americano William Moulton Marston em 1920, o teste DISC como já mencionado, apresenta os perfis comportamentais mais comuns, entre eles incluem o dominante (orientado a resultados e desafios), o influente (comunicativo e motivador), o estável (cooperativo e paciente) e o conforme (organizado e analítico).
Cada perfil possui pontos fortes e limitações que quando equilibrados, tornam-se ferramentas importantes para a harmonia e a eficiência do grupo. Por exemplo, o colaborador “dominante” pode ser excelente na tomada de decisão, mas tende à impaciência; o colaborador com perfil “influente” motiva e comunica bem, porém pode dispersar-se; o perfil “estável” traz equilíbrio emocional, mas pode ser resistente às mudanças; por fim o perfil “conforme” está em equilíbrio com regras de valorização e qualidade, mas pode ter dificuldade em lidar com incertezas.
O papel do gestor é compreender essas diferenças e utilizá-las de forma estratégica, promovendo o aperfeiçoamento entre os membros da equipe, desta forma, as individualidades tornam-se recursos valiosos e não obstáculos à convivência. A compreensão dos perfis também é essencial para prevenir e resolver conflitos. Robbins (2017) destaca que muitos conflitos organizacionais não se originam de divergências técnicas, mas de diferenças comportamentais e de comunicação. Ao considerar essas diferenças, o gestor pode intervir preventivamente, promovendo um ambiente de respeito e cooperação.
Portanto, o entendimento dos perfis comportamentais na equipe é um dos pilares da eficiência coletiva, eles permitem ao gestor equilibrar desafios e facilidades no contexto do time, modificando o conflito da diversidade humana em vantagem competitiva para a organização.
2.3 Os desafios na gestão de equipes
No Brasil, a pesquisa Tendências de Gestão de Pessoas, realizada pelo Ecossistema Great People & Great Place to Work entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com mais de 2.000 profissionais de diferentes regiões brasileiras, mostrou que a comunicação interna lidera o ranking de desafios na gestão de pessoas, citada por 33% dos participantes, em seguida saúde mental citada por 32% e desenvolvimento de lideranças por 31%.
A falha ou falta de comunicação afeta o relacionamento entre líder e liderado, as consequências podem ser grandes, entre outros aspectos os colaboradores podem ter a sensação de falta de confiança, a ausência de comunicação por parte dos liderados coloca em xeque a gestão que pode entender como falta de confiança da equipe.
Isso pode gerar conflitos de diversas formas como na produtividade por metas não informadas de forma assertiva, impacto na condução do time devido a alguma necessidade não comunicada à liderança. Um gestor conseguirá conduzir melhor sua equipe quando conhece melhor suas necessidades, objetivos e anseios, uma vez que as pessoas nessa equipe não comunicam objetivamente com seu líder, isso dificulta todo o processo de gestão.
O aspecto da saúde mental, que também é mencionado como um desafio na gestão de pessoas, revela as dificuldades emocionais enfrentadas pelos colaboradores, essas questões influenciam a habilidade do líder em gerenciar uma equipe. Pessoas com problemas relacionados à saúde mental dificilmente conseguirão manter o foco e disciplina nas demandas da organização, podem se sentirem desinteressadas no trabalho, comprometendo a permanência na empresa, não há outro caminho que não seja o cuidado com a saúde e o bem-estar organizacional.
Bem próximo da saúde mental dos colaboradores também aparece a capacitação dos líderes como desafios presentes na condução de uma equipe, essa capacitação nada mais é que a preparação do gestor para lidar com as demandas do cotidiano sobretudo de seu time.
Cuidar das pessoas sem cuidar de si mesmo é um desafio duplo, somente capacitação de aspectos técnicos já não são suficientes, o gestor precisa desenvolver habilidades comportamentais para lidar com os desafios do mundo corporativo, de seus superiores e sua equipe, entender para desenvolver não tem sido tarefa fácil em um mundo conectado, onde a velocidade da informação está é presente e real, os desafios das pessoas são diversos, as necessidades podem ser coletivas, mas também individuais.
É aí que a capacitação do líder precisa ser voltada para as demandas atuais, o relacionamento interpessoal, o cuidado com a comunicação, a necessidade de cada membro da equipe faz com que o gestor tenha esses desafios diariamente, não existe receita pronta que sirva para todas as pessoas. A busca por aprimoramento, desenvolvimento de habilidades que permitam o líder capacidade de interação com os mais variados ambiente e dificuldades das pessoas o torna referencial em sua área, a forma de se relacionar com as pessoas é tão ou mais importante do que o tempo de empresa.
2.4 Facilidades na gestão de equipes
É sabido que cada organização possui características próprias bem como pessoas diversificadas em suas equipes, ou seja, o que dá certo em uma determinada empresa pode não funcionar em outra, as dificuldades também de um gestor podem não ser o de outro, diante disso, alguns aspectos podem convergir em sua jornada de desafios e facilidades que é fazer a gestão de equipes.
França, 2025 afirma que alguns elementos podem ser fundamentais para facilitar o trabalho em equipe, são eles: comunicação eficaz, confiança, respeito e comprometimento. Em uma comunicação objetiva de fácil compreensão e executada de forma como foi orientada torna um potencial para condução da equipe, seja em qualquer momento da organização, ter o domínio da ferramenta de comunicação e bem utilizada fará com que a equipe ande de acordo com os objetivos organizacionais.
De nada adianta uma boa comunicação sem a confiança da equipe no gestor e vice-versa, seja para orientações, planejamentos, execuções, controles e retomadas, a confiança faz com que as coisas aconteçam, mesmo que haja erros, ainda assim as pessoas confiam que a retomada pode ser algo possível quando o líder tem a confiança de sua equipe.
França ainda menciona que o respeito é um fator tão importante quanto os demais já citados, ou seja, o respeito às diferenças, experiências, formação, tempo de aprendizagem, o trabalho em equipe, entre outros. Respeito é um fator que não pode faltar em nenhum time, é ele que faz com que talentos apareçam, a equipe se desenvolva e cresça.
Por fim, o comprometimento também faz parte do caminho a percorrer de uma equipe, o caminho é traçado e cada membro precisa dar seus passos, tarefas bem divididas, responsabilidade individual com as entregas, assim o time avança. Mas é importante que todos os itens anteriores estão alinhados com este e se alinha ao que se é esperado de cada um, por tanto, saber qual talento assumirá determinada demanda é importante no desenvolvimento organizacional. Quando se tem um comprometimento a um grau elevado de maturidade não há necessidade de cobranças excessivas e monitoramento de trabalho executado, cada pessoa sabe seus limites, onde e quando atuar, essa maturidade faz uma gestão tranquila da equipe.
3. METODOLOGIA
O artigo foi construído com método de revisão bibliográfica de literatura, que direciona para reflexão crítica, apresentando opções de análises e perspectivas. Foi feita busca em livros, artigos e trabalhos publicados sobre a gestão de equipes, esses conteúdos foram escolhidos como base os termos gestão de equipes, facilidades e desafios.
Observa-se a preocupação nas publicações sobre a gestão de equipes como um tema de relevância no desempenho organizacional em um todo, o presente artigo possibilita análise do conhecimento científico, embasado no que já foi produzido sobre o assunto, segundo Botelho, Cunha e Macedo (2011) há diversas formas de conduzir uma revisão de literatura. Entre elas, destaca-se a revisão bibliográfica tradicional, também chamada de revisão alicerçada no uso de métodos específicos que visam a busca de um assunto específico em acervos de literatura. A exposição dos resultados foi feita após análise dos conteúdos encontrados dentre os mais condizentes com o objetivo do artigo.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O artigo apresenta uma reflexão sobre a gestão de equipes, ressaltando sua importância, facilidades e desafios que afetam a eficiência coletiva, tanto do ponto de vista da liderança quanto na visão dos liderados. Nesse cenário, a condução de equipes é vista como um processo estratégico que inclui planejamento, organização, direcionamento e condução de pessoas, com foco na realização de metas organizacionais de forma integrada e sustentável.
Dessa maneira, fica evidenciado que a atuação do líder tem um papel crucial na formação de um ambiente colaborativo, que pode aumentar as habilidades individuais, fortalecer o comprometimento e incentivar relações interpessoais saudáveis. Simultaneamente, é considerada a visão dos líderes, elementos como motivação, comunicação assertiva, confiança, respeito e desenvolvimento da liderança afetam diretamente o desempenho coletivo.
Ao tratar desses aspectos, o artigo buscou ampliar a compreensão sobre os desafios atuais da gestão de equipes e as oportunidades de desenvolver práticas mais humanizadas e eficientes nas organizações. A partir de uma revisão bibliográfica de literatura, o artigo buscou analisar evidências desses impactos na gestão de equipes na organização, bem como identificar caminhos que contribuem para o fortalecimento das relações interpessoais, da comunicação organizacional e do papel estratégico de liderança no alcance dos objetivos coletivos.
Os resultados indicam que a gestão de equipes eficiente está diretamente associada à capacidade dos líderes em equilibrar resultados organizacionais e necessidades humanas, promovendo ambientes de trabalho mais colaborativos, éticos e saudáveis. Observa-se que práticas como o diálogo franco e aberto, confiança, respeito e o comprometimento do trabalho em equipe configuram-se como facilidades relevantes para a eficiência coletiva.
Desta forma, conclui-se que investir em modelos de gestão mais humanizados não representa apenas uma tendência contemporânea, mas uma necessidade estratégica para as organizações que buscam sustentabilidade, desempenho e bem-estar dos colaboradores. Por fim, ressalta-se a importância de estudos futuros que aprofundem a temática, especialmente no que se refere à formação de líderes, às políticas de gestão de pessoas e ao impacto dessas práticas na saúde mental e na produtividade organizacional.
REFERÊNCIAS
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¹Mestrando em Administração pela Universidade Christian Business School-USAe-mail: fabioduarti@hotmail.com
²Docente do Curso de Mestrado em Administração pela Universidade Christian Business School-USA. Doutora em Educação e Mestre em Educação (CBS-USA/UFAL). e-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com / neide-silva96@hotmail.com
