REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601061214
Prof. Dr. Samuel Albino Chova Wassuca1
Resumo
A presente investigação tem como propósito central analisar a sala de aula como um espaço multidimensional de aprendizagem e interação. Parte-se da premissa de que a sala de aula é o núcleo do processo educativo, onde convergem fatores pedagógicos, psicológicos, sociais, tecnológicos e culturais. A pesquisa fundamenta-se em uma revisão teórica diversificada, envolvendo autores clássicos e contemporâneos de várias origens geográficas e epistemológicas — internacionais (Vygotsky, Piaget, Freire, Tardif, Perrenoud, Dewey, Ausubel), africanos (Ki-Zerbo, Nkondo, Mulemfo, Makgoba) e lusófonos (Libâneo, Nóvoa, Santos, Fonseca, Gomes).A análise enfatiza que a aprendizagem é um fenômeno social e relacional, cuja eficácia depende da qualidade das interações estabelecidas no ambiente escolar. O professor é compreendido como mediador e facilitador, enquanto o aluno é sujeito ativo e protagonista da sua própria formação. A mediação pedagógica, a comunicação dialógica e o uso equilibrado das tecnologias emergem como fatores determinantes para a construção do conhecimento significativo. Além disso, no contexto africano, a sala de aula representa um espaço de reconstrução cultural e emancipação social, onde a pedagogia deve promover a valorização dos saberes locais, das línguas nacionais e da filosofia do ubuntu — “eu sou porque nós somos”. Essa visão reforça a necessidade de uma educação humanizadora, contextualizada e crítica, que prepare o cidadão para viver num mundo globalizado sem perder a identidade cultural. Conclui-se que a sala de aula deve ser concebida como um ecossistema educativo vivo, dinâmico e interativo, capaz de integrar diversidade, diálogo, criatividade e cooperação. O fortalecimento das competências docentes e o desenvolvimento de metodologias participativas são condições essenciais para transformar o espaço escolar num verdadeiro ambiente de aprendizagem e interação social.
Palavras-chave: sala de aula; aprendizado; interação; mediação; construção do conhecimento.
Abstract
The classroom represents a social and pedagogical microcosm where human, cultural, and cognitive interactions sustain the teaching and learning process. This study aims to analyze the classroom as a space for learning and interaction, addressing its pedagogical, psychological, communicative, and cultural dimensions. The research is based on a comprehensive theoretical framework that includes international authors (Vygotsky, Piaget, Freire, Tardif, Perrenoud, Dewey, Ausubel), African authors (Ki-Zerbo, Nkondo, Mulemfo, Makgoba), and Lusophone scholars (Libâneo, Nóvoa, Santos, Fonseca, Gomes).The findings indicate that learning is a relational and social phenomenon that depends on the quality of interactions within the educational environment. The teacher acts as a mediator and facilitator, while the student becomes an active participant in knowledge construction. Pedagogical mediation, dialogical communication, and balanced use of educational technologies are essential to achieving meaningful learning.In the African context, the classroom is also a space of cultural reconstruction and social emancipation, where the pedagogy should integrate local knowledge, national languages, and the philosophy of ubuntu — “I am because we are.” Thus, the classroom should be conceived as a dynamic and interactive educational ecosystem, capable of integrating diversity, dialogue, creativity, and collaboration. Strengthening teachers’ competencies and implementing participatory methodologies are key to transforming the classroom into a genuine environment of learning and human development.
Keywords: classroom; learning; interaction; mediation; knowledge construction.
Résumé
La salle de classe constitue un microcosme social et pédagogique où se manifestent les interactions humaines, culturelles et cognitives qui soutiennent le processus d’enseignement et d’apprentissage. Cet article vise à analyser la salle de classe comme espace d’apprentissage et d’interaction, en abordant ses dimensions pédagogiques, psychologiques, communicatives et culturelles. L’analyse repose sur des références théoriques d’auteurs internationaux (Vygotsky, Piaget, Freire, Tardif, Perrenoud, Dewey, Ausubel), africains (Ki-Zerbo, Nkondo, Mulemfo, Makgoba) et lusophones (Libâneo, Nóvoa, Santos, Fonseca, Gomes). Les résultats démontrent que l’apprentissage est un phénomène social et relationnel dépendant de la qualité des interactions en milieu scolaire. L’enseignant agit comme médiateur et facilitateur, tandis que l’élève devient un acteur actif du processus éducatif. La médiation pédagogique, la communication dialogique et l’usage réfléchi des technologies éducatives sont des éléments essentiels pour favoriser un apprentissage significatif. Dans le contexte africain, la salle de classe est également un espace de reconstruction culturelle et d’émancipation sociale. Elle doit valoriser les savoirs locaux, les langues nationales et la philosophie de l’ubuntu — « je suis parce que nous sommes ». La salle de classe doit ainsi être conçue comme un écosystème éducatif vivant et interactif, capable d’intégrer la diversité, le dialogue, la créativité et la coopération. Le renforcement des compétences des enseignants et la mise en œuvre de méthodologies participatives constituent des conditions fondamentales pour transformer l’école en un véritable espace d’apprentissage et d’interaction humaine.
Mots-clés : salle de classe ; apprentissage ; interaction ; médiation ; construction du savoir.
1. Introdução
A sala de aula é o espaço onde se concretizam as intenções educativas e se constroem os significados do aprender. Mais do que um local físico, ela representa um ambiente social, cultural e cognitivo de encontro entre sujeitos, saberes e experiências (Freire, 1996). A aprendizagem ocorre na interação — entre o aluno e o professor, entre os próprios alunos e entre o sujeito e o conhecimento. Assim, compreender a sala de aula como espaço de aprendizagem e interação implica uma análise ampla que abrange aspectos psicológicos, pedagógicos, organizacionais e sociais.
Nas últimas décadas, as transformações sociais, tecnológicas e educacionais impuseram novos desafios à prática docente, exigindo que o professor repense sua atuação em sala de aula. O paradigma tradicional, centrado na transmissão de conteúdos, vem sendo substituído por abordagens interativas e construtivistas, nas quais o aluno é protagonista do processo educativo (Piaget, 1975; Vygotsky, 1998).
A educação, enquanto prática social e política, encontra na sala de aula o seu principal espaço de realização. É ali que se concretizam as políticas educativas, as intenções pedagógicas e os processos de formação humana. A sala de aula, longe de ser apenas um local físico, é um espaço simbólico, relacional e cultural, onde se (re)constroem saberes, identidades e valores (Freire, 1996).
No contexto africano e angolano, a sala de aula assume um papel ainda mais relevante: representa um espaço de reconstrução pós-colonial, de afirmação cultural e de emancipação social (Ki-Zerbo, 1990; Nkondo, 2009). Assim, estudar a sala de aula como espaço de aprendizagem e interação implica considerar as suas múltiplas dimensões — pedagógica, psicológica, sociológica e cultural — numa perspectiva crítica e contextualizada.
O objetivo deste artigo é analisar a sala de aula como espaço de aprendizagem e interação, destacando os fundamentos teóricos, as práticas pedagógicas e os desafios contemporâneos da educação escolar.
2. Fundamentação Teórica
2.1 A sala de aula como ambiente de aprendizagem
Segundo Tardif (2012), a sala de aula é o contexto por excelência onde se manifesta o saber docente. Nela, o professor mobiliza conhecimentos pedagógicos, curriculares e relacionais para criar um ambiente propício à aprendizagem. A qualidade desse ambiente está associada à capacidade de estabelecer interações significativas, promover a motivação e desenvolver competências cognitivas e socioemocionais nos alunos.
Zabala (1998), afirma que a aprendizagem significativa depende da articulação entre os conteúdos, as metodologias e o contexto do aluno. Portanto, a sala de aula deve ser entendida como um sistema aberto, em constante construção, onde se negociam sentidos, valores e conhecimentos. A sala de aula é um sistema vivo e complexo (Morin, 2001), onde se entrelaçam fatores cognitivos, emocionais, relacionais e culturais. Segundo Tardif (2012), o professor constrói o seu saber no cotidiano da sala de aula, mediando entre o currículo e as experiências dos alunos. Essa complexidade exige que o docente seja não apenas transmissor, mas organizador, facilitador e mediador do processo de aprendizagem.
No contexto africano, Makgoba (1999), defende que a sala de aula deve refletir a africanidade e a diversidade cultural do continente, valorizando os saberes locais e as línguas nacionais como elementos de mediação educativa. Ki-Zerbo (1990), acrescenta que a escola africana deve “ensinar a pensar e a produzir no contexto africano”, rompendo com o modelo eurocêntrico e promovendo uma educação enraizada nas realidades socioculturais dos povos.
2.2 A interação como eixo da aprendizagem
Vygotsky (1998), introduziu o conceito de zona de desenvolvimento proximal (ZDP), segundo o qual a aprendizagem ocorre por meio da interação social. O aluno aprende com o outro, por meio do diálogo e da mediação. Nessa perspectiva, o professor desempenha o papel de mediador, facilitando o acesso do estudante a níveis mais complexos de compreensão.
Freire (1996), reforça essa visão ao afirmar que “ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Assim, a interação é o fundamento ético e pedagógico do processo de ensino-aprendizagem. A interação social e o papel da mediação
Para Vygotsky (1998), a aprendizagem é um processo socialmente mediado. O conhecimento é construído por meio das interações entre sujeitos, e a mediação pedagógica é o elo entre o saber e o aprendiz. Essa mediação pode ser feita por pessoas (professores, colegas) ou por instrumentos simbólicos (linguagem, cultura, tecnologia).
Em consonância, Freire (1996), defende a pedagogia dialógica, onde a educação é ato de comunicação e libertação. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo: os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.” O diálogo torna-se, assim, o alicerce da aprendizagem significativa.
No contexto africano, Mulemfo (2001), interpreta a interação educativa a partir do conceito filosófico de ubuntu, que significa “eu sou porque nós somos”. Essa visão reforça a ideia de que a aprendizagem é essencialmente comunitária e interdependente — valores que devem estar presentes na dinâmica da sala de aula africana.
2.3 O papel do professor e do aluno na dinâmica da sala de aula
O professor contemporâneo deve assumir uma postura reflexiva, crítica e colaborativa. Perrenoud (2000), defende que o docente precisa desenvolver competências que lhe permitam gerir a heterogeneidade da turma, adaptar estratégias didáticas e favorecer a autonomia dos estudantes.
Por sua vez, o aluno é visto como sujeito ativo, construtor de seu próprio conhecimento (Piaget, 1975). A aprendizagem se torna mais efetiva quando o estudante participa, questiona, interage e reflete sobre o que aprende.
Piaget (1975), descreve o aluno como um ser ativo, que constrói o conhecimento por meio da ação e da reflexão. Essa visão é complementada por Ausubel (1982), que destaca a importância da aprendizagem significativa: o novo conhecimento só é assimilado quando encontra sentido para o sujeito.
Perrenoud (2000), propõe o desenvolvimento de competências como estratégia essencial da aprendizagem contemporânea. Já Libâneo (2013) enfatiza a necessidade de metodologias participativas que estimulem a autonomia e o pensamento crítico dos alunos.
Em Angola, autores como Fonseca (2015) e Gomes (2017), têm destacado a importância da contextualização pedagógica, defendendo uma escola que promova o diálogo entre o saber científico e os saberes locais, valorizando a cultura e a experiência dos estudantes.
3. Metodologia
Este artigo segue uma abordagem qualitativa, analítica e bibliográfica, fundamentada na análise de obras clássicas e contemporâneas sobre aprendizagem, interação e mediação pedagógica. Foram consultados autores africanos, angolanos e internacionais, bem como documentos educacionais do contexto lusófono e africano (UNESCO, União Africana, Ministério da Educação de Angola),abordando o processo de ensino-aprendizagem, a mediação pedagógica e a gestão da sala de aula como espaço de interação social. A metodologia visa construir uma análise teórica crítica e reflexiva, articulando diferentes perspectivas epistemológicas. Organiza-se de forma interpretativa e crítica, integrando diferentes abordagens epistemológicas (construtivista, sociocultural e crítico-reflexiva).
4. Discussão e Análise
4.1 A sala de aula como comunidade de aprendizagem
A sala de aula, quando compreendida como comunidade de aprendizagem, promove o desenvolvimento de competências cognitivas, sociais e emocionais. O trabalho colaborativo entre os alunos estimula a partilha de saberes e a solidariedade. Segundo Wenger (1998), o conhecimento é construído nas práticas sociais, e a aprendizagem emerge da participação ativa em comunidades de prática. A sala de aula é também um lugar de encontro entre culturas. Segundo Santos (2018), “educar é criar pontes entre mundos diferentes”, e a diversidade cultural dos alunos deve ser vista como riqueza, não como obstáculo. Nessa perspectiva, a interculturalidade torna-se princípio pedagógico.
Ki-Zerbo (1990), argumenta que o ato educativo em África precisa resgatar o sentido comunitário e solidário da aprendizagem, transformando a sala de aula num espaço de reconstrução identitária e cidadania.
4.2 A mediação pedagógica e a comunicação educativa
A comunicação é elemento essencial da interação pedagógica. Para Moran (2012), o diálogo em sala de aula deve ser horizontal, participativo e problematizador. A mediação pedagógica ocorre quando o professor transforma a informação em conhecimento significativo, adaptando-a ao contexto e à realidade dos alunos.
Com a crescente presença das tecnologias digitais, a sala de aula assume uma nova configuração. Kenski (2015) e Moran (2012), destacam que as tecnologias ampliam as possibilidades de interação e acesso ao conhecimento. Contudo, como alerta Libâneo (2013), o uso tecnológico deve estar a serviço da pedagogia, e não o contrário.
Em Angola, segundo estudos do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE, 2022), a integração das tecnologias nas escolas ainda enfrenta desafios de infraestrutura e formação docente, mas representa uma oportunidade para tornar o ensino mais interativo e participativo.
Além disso, as tecnologias digitais ampliam o conceito de sala de aula, tornando-a um espaço híbrido, presencial e virtual, que favorece novas formas de interação e aprendizagem (Kenski, 2015).
4.3 Desafios contemporâneos da sala de aula
Entre os principais desafios da sala de aula moderna estão a diversidade cultural, a inclusão, o uso das tecnologias e a gestão das relações interpessoais. O professor precisa desenvolver competências socioemocionais e pedagógicas para lidar com conflitos, desmotivação e desigualdades (Perrenoud, 2000; Tardif, 2012).
A pandemia de COVID-19, evidenciou a necessidade de repensar a sala de aula como um espaço flexível, capaz de integrar diferentes recursos e metodologias. A interação virtual tornou-se parte do cotidiano escolar, exigindo novas estratégias de mediação.
O professor contemporâneo é mediador, orientador e facilitador de aprendizagens. Para Nóvoa (2009), a profissionalidade docente constrói-se na reflexão sobre a prática e no diálogo com os outros. Tardif (2012,) complementa que o saber docente é plural e situado — é o saber da experiência, que se constrói nas relações vividas em sala de aula.
No contexto africano, Nkondo (2009), enfatiza o papel do educador como guardião da memória coletiva e promotor da unidade cultural, capaz de adaptar o currículo às necessidades locais e comunitárias.
4.4 Desafios da sala de aula contemporânea
Os desafios atuais da sala de aula incluem a diversidade cultural, a inclusão de alunos com necessidades especiais, a indisciplina, a desmotivação e as desigualdades sociais. Segundo Gomes (2017), esses desafios exigem estratégias de gestão pedagógica humanizadas, baseadas no respeito, na escuta e na cooperação.
Freire (1996), já advertia que “ensinar exige coragem, amor e compromisso com os oprimidos”. O professor africano contemporâneo precisa de uma formação ética e crítica, capaz de transformar a sala de aula num espaço de liberdade e emancipação.
5. Conclusão
A sala de aula é mais do que um espaço físico: é um ambiente simbólico de aprendizagem, interação e construção de identidades. O sucesso do processo educativo depende da capacidade de transformar a sala de aula num espaço de diálogo, respeito e cooperação. O professor, como mediador, desempenha papel decisivo na criação de ambientes motivadores e inclusivos. Já o aluno, como sujeito ativo, contribui para a construção coletiva do conhecimento.
Assim, reafirma-se que a sala de aula deve ser entendida como um ecossistema pedagógico vivo, em constante transformação, onde se produzem saberes, se constroem valores e se formam cidadãos críticos e participativos. A sala de aula é um microcosmo social que reflete as dinâmicas da sociedade. Quando concebida como espaço de aprendizagem e interação, transforma-se num ambiente de emancipação e cidadania.
No contexto africano e angolano, essa concepção ganha um significado político e cultural mais profundo: trata-se de reconstruir uma educação enraizada na identidade e nos valores do continente, capaz de promover autonomia, solidariedade e pensamento crítico.
Assim, o professor é convocado a ser mediador, criador e inspirador, e o aluno, um sujeito participativo e produtor de conhecimento. A interação torna-se, portanto, o eixo que une ensino, aprendizagem e humanidade.
Referências Bibliográficas
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Kenski, V. M. (2015). Educação e tecnologias: O novo ritmo da informação. Campinas: Papirus.
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Libâneo, J. C. (2013). Didática e Prática de Ensino. São Paulo: Cortez.
Makgoba, M. (1999). African Renaissance: The New Struggle. Cape Town: Mafube.
Moran, J. M. (2012). A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus.
Morin, E. (2001). Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. Lisboa: Instituto Piaget.
Mulemfo, M. (2001). Ubuntu: A Philosophical Foundation for African Education. Pretoria: UNISA Press.
Nkondo, G. (2009). African Humanism and Education. Nairobi: Longhorn Publishers.
Nóvoa, A. (2009). Profissão Professor. Lisboa: Porto Editora.
Perrenoud, P. (2000). Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed.
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Vygotsky, L. S. (1998). A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes.
Wenger, E. (1998). Communities of Practice: Learning, Meaning, and Identity. Cambridge: Cambridge University Press.
Zabala, A. (1998). A prática educativa: Como ensinar. Porto Alegre: Artmed
1PhD, professor e doutor. Instituto Superior Politécnico Intercontinental de Luanda (ISPIL).
