REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202510151815
Neuriza de Fátima Martins da Silva1
Ana Bela dos Santos2
RESUMO
Ao compreender a significância e o impacto que o narcisismo exerce sobre a relações contemporâneas, adotou-se uma busca cronológica da origem do conceito. Partindo da mitologia em seu contexto histórico e adentrando a formulação teórica até os tempos atuais. A análise desse conceito fornece elementos fundamentais para compreender como a estrutura psíquica se constitui, formando a personalidade do indivíduo e como isso reflete nas relações humanas. Para tal compreensão a pesquisa adotou um enfoque qualitativo, de natureza descritiva e interpretativa, fundamentado em uma revisão bibliográfica utilizando obras freudianas e artigos contemporâneos que enriqueceram a abordagem do conceito. Ao aprofundar-se na obra Introdução ao Narcisismo escrita por Freud, possibilitou entender a estrutura psíquica desde os primeiros momentos da existência, que ele chamou de narcisismo primário e secundário, libido do Eu, libido do Objeto e a formação do Ideal Eu. E na formação dessa estrutura que reflete o sucesso ou fracasso das relações. Na contemporaneidade diante da exposição desmedida em que busca por validação acontece de forma incessante, o narcisismo emerge em novas configurações que contribuem para construção de relações superficiais.
PALAVRAS-CHAVES: Freud, Narcisismo, relações, validação, Ideal do Eu.
ABSTRACT
By understanding the significance and impact that narcissism has on contemporary relationships, a chronological search for the origin of the concept was adopted. Starting from mythology in its historical context and entering the theoretical formulation up to the present times. The analysis of this concept provides fundamental elements to understand how the psychic structure is constituted, forming the individual’s personality and how this reflects on human relationships. For such understanding, the research adopted a qualitative approach, of a descriptive and interpretative nature, based on a bibliographic review using Freudian works and contemporary articles that enriched the approach to the concept. By delving into Freud’s Introduction to Narcissism, he made it possible to understand the psychic structure from the first moments of existence, which he called primary and secondary narcissism, libido of the Self, libido of the Object, and the formation of the Ideal Self. And in the formation of this structure that reflects the success or failure of relationships. In contemporary times, in the face of excessive exposure in which the search for validation happens incessantly, narcissism emerges in new configurations that contribute to the construction of superficial relationships.
KEYWORDS: Freud, Narcissism, relationships, validation, Ideal of the Self
RESUMEN
Al comprender el significado y el impacto que el narcisismo tiene en las relaciones contemporáneas, se adoptó una búsqueda cronológica del origen del concepto. Partiendo de la mitología en su contexto histórico y entrando en la formulación teórica hasta los tiempos actuales. El análisis de este concepto proporciona elementos fundamentales para comprender cómo se constituye la estructura psíquica, formando la personalidad del individuo y cómo esto se refleja en las relaciones humanas. Para tal comprensión, la investigación adoptó un enfoque cualitativo, de carácter descriptivo e interpretativo, basado en una revisión bibliográfica utilizando obras freudianas y artículos contemporáneos que enriquecieron el acercamiento al concepto. Al profundizar en la Introducción al narcisismo de Freud, permitió comprender la estructura psíquica desde los primeros momentos de la existencia, a la que llamó narcisismo primario y secundario, libido del Yo, libido del Objeto y formación del Yo Ideal. Y en la formación de esta estructura que refleja el éxito o el fracaso de las relaciones. En la época contemporánea, ante la exposición excesiva en la que la búsqueda de validación ocurre incesantemente, el narcisismo emerge en nuevas configuraciones que contribuyen a la construcción de relaciones superficiales.
PALABRAS CLAVE: Freud, Narcisismo, relaciones, Validación, Ideal del Ser,
1. INTRODUÇÃO
Na contemporaneidade, o narcisismo emerge como um fenômeno de influência significativa, com impactos diretos sobre as relações interpessoais e a saúde mental. O mal-estar na atualidade está intimamente ligado a novas formas de subjetivação, nas quais o imperativo do desempenho e da autoexposição fomenta uma cultura individualista (BIRMAN, 2021). Partindo desse pressuposto e da relevância de compreender tal conceito, este artigo apresenta uma reflexão cronológica que se inicia na mitologia grega, com o mito de Narciso, perpassa a estruturação do conceito por Freud na perspectiva psicanalítica e avança até seus desdobramentos atuais.
O texto freudiano de 1914, “Sobre o Narcisismo: Uma Introdução”, representa um marco na transição da visão do autor sobre o tema. Nele, o conceito torna-se mais abrangente e metapsicológico, mostrando-se essencial não apenas para a compreensão de certas patologias, mas também do desenvolvimento psíquico regular, da formação do ego, da natureza das pulsões e dos mecanismos de escolha do objeto amoroso. A análise desse construto permite refletir sobre as relações humanas e entender como a estrutura psíquica se constitui, colaborando para o desenvolvimento da personalidade dos sujeitos. Essa construção inicia-se nos primeiros momentos da vida, a partir do que Freud denominou como narcisismo primário e secundário, libido do Eu e libido do objeto, e a formação do Eu ideal. Conceitos estes que serão apresentados neste texto.
2. METODOLOGIA
Este trabalho foi elaborado a partir de um percurso metodológico específico. Adotou-se um enfoque qualitativo, de natureza descritiva e interpretativa, fundamentado em uma revisão bibliográfica. Segundo Mynaio (2014):
A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis (Mynaio, 2014. p. 21.)
O levantamento incluiu as obras freudianas e artigos contemporâneos que abordam o conceito “Narcisismo”, buscando-se explorar a riqueza interpretativa dos textos. A prospecção de dados foi realizada em plataformas como Google Acadêmico e Scielo, utilizando os descritores: “Psicanálise”, “Narcisismo” e “Freud”.
Realizou-se um mapeamento preliminar da evolução conceitual do narcisismo na teoria psicanalítica e seus desdobramentos contemporâneos. A análise tem como base principal o texto ‘Sobre o Narcisismo: Uma Introdução’, de Sigmund Freud (1914), e é complementada por artigos e obras atuais, escolhidos por sua relevância para enriquecer a discussão. Contudo, não se tem a pretensão de esgotar o assunto, reconhecendo a existência de novos caminhos para investigações futuras.
3. DESENVOLVIMENTO
3.1 Do Mito ao Conceito Psicanalítico
O conceito de narcisismo, originário da mitologia grega, refere-se à prática de uma auto valorização excessiva. A narrativa mítica ganha destaque na obra Metamorfoses, escrita pelo poeta romano Ovídio, na qual a história de Narciso é marcada pela ilusão da busca por um amor inalcançável.
Conforme Ovídio (2007), Narciso nasceu da ninfa Liríope, após esta ser violentada pelo deus-rio Cefiso. Ao consultar o vidente Tirésias sobre a longevidade do filho, Liríope ouviu a profecia de que ele viveria muito, desde que não conhecesse a própria imagem. Por muito tempo, a profecia pareceu vã, mas, como narra o poeta, “o desfecho da história, o tipo de sua morte e a estranheza de sua paixão confirmaram a profecia” (Ovídio, 2007, p. 341). Adulto, Narciso era reconhecido não apenas por sua beleza, mas também por sua frieza afetiva, rejeitando todos se aproximavam dele.
Entre os rejeitados estava a ninfa Eco, que, consumida pela tristeza da recusa de sua paixão, definhou até que dela restasse apenas a voz. A postura de Narciso se repetia, até que ele foi castigado quando um dos desprezados suplicou à deusa Nêmesis: “Que ele ame assim também, e que assim também não possua o que ama!” (Ovídio, 2007, p. 342). Atendendo ao rogo, a deusa conduziu Narciso a uma fonte de águas cristalinas, onde, ao tentar saciar a sede, ele se apaixonou pela própria imagem refletida. Preso àquele amor impossível, ele se desconectou da realidade e definhou em sofrimento, até a morte.
Séculos mais tarde, o termo foi incorporado à terminologia médica. Em 1899, o psiquiatra Paul Näcke utilizou-o para designar a conduta na qual um indivíduo trata o próprio corpo como um objeto sexual. Para Näcke (1899 apud Padovan, 2017), tal classificação se justificaria quando o sujeito demonstrasse um amor-próprio que ultrapassasse a mera vaidade.
Sigmund Freud foi pioneiro ao introduzir o narcisismo como um conceito psicanalítico. Inicialmente, ele o considerou uma forma de perversão, ligada ao autoerotismo e à escolha de um objeto homossexual, na qual o sujeito ama aquilo que se assemelha a si. Posteriormente, ao observar traços narcisistas em pessoas com outros distúrbios, a pesquisa psicanalítica passou a conjecturar que o narcisismo poderia ser uma etapa regular do desenvolvimento sexual humano. Freud aprofundou suas investigações, afirmando que o narcisismo “não seria uma perversão, mas o complemento libidinal do egoísmo do instinto de autoconservação, do qual justificadamente atribuímos uma porção a cada ser vivo” (Freud, 1914/1910, p.15). Ele se constitui, portanto, como uma etapa fundamental no desenvolvimento humano.
3.2 O Narcisismo como pilar da Estrutura Psíquica
Freud (1914/2010) investigou traços narcísicos na perversão, na neurose e na esquizofrenia, observando que, nesta última, o indivíduo retira a libido do mundo externo e a concentra em seu próprio eu. Contudo, ele alterou sua visão e passou a compreender o narcisismo como uma fase fundamental para a formação do ego e para o desenvolvimento da personalidade. Para explicar essa dinâmica, propôs os conceitos de “libido do Eu” e “libido do objeto”, estabelecendo uma relação inversa entre elas: “quanto mais se emprega uma, mais se empobrece a outra” (Freud, 1914/2010).
O autor distingue o narcisismo primário, estado inicial na infância em que a libido é auto direcionada, do narcisismo secundário, que ocorre quando o sujeito retira sua libido de objetos externos e a direciona novamente para o ego. Esse redirecionamento funciona como um mecanismo de defesa psíquica que protege o indivíduo de desapontamentos e perdas. Dessa forma, o narcisismo não é apenas uma etapa passageira, mas uma base permanente para a estruturação do ego e da identidade (Freud, 1914-1916).
Nesse contexto, Freud (1914/2010) introduz o conceito de Ideal do Eu, que se origina no narcisismo primário, quando a criança era o seu próprio ideal. A constituição desse ideal ocorre a partir da infância, sob a influência de uma consciência moral imposta primeiramente pelos pais e, posteriormente, pela sociedade. A tirania da imagem na sociedade contemporânea exacerba a busca por esse Eu-ideal, transformando o olhar do outro em uma instância de validação constante e, frequentemente, inatingível (Costa, 2004). O sujeito busca corresponder ao desejo do outro e adaptar-se a padrões externos para ser aceito e valorizado, estabelecendo, assim, seus laços sociais.
3.3 Desdobramentos do Narcisismo: a busca por validação e o Laço Social
No âmbito social, o narcisismo manifesta-se nas relações interpessoais, podendo acarretar prejuízos psíquicos. A chamada “cultura do narcisismo” descreve uma sociedade onde a busca por admiração e o medo do envelhecimento e da insignificância se tornam centrais (Lasch, 2023). Um exemplo é a escolha do objeto amoroso narcísico, na qual o indivíduo “claramente busca a si mesmo como objeto amoroso” (Freud, 1914/2010, p. 32). A necessidade do amor incondicional na vida adulta pode sinalizar a busca por um afeto que não foi bem elaborado na infância.
A sociedade do desempenho, marcada pela positividade excessiva, faz emergir a necessidade e enfraquece os laços amorosos, pois o outro é frequentemente percebido como um obstáculo à performance individual (Han, 2017). Costa (1998 apud Silva, 2025) já argumentava que a sociedade contemporânea, atravessada pelo narcisismo, fragiliza a criação dos vínculos, nos quais o outro só é valorizado enquanto oferece satisfação. Assim, o parceiro/a parceira perde a sua significância e passa a funcionar apenas como sustentação de uma autoimagem, sendo descartado quando não corresponde às expectativas.
A subjetividade neoliberal intensifica essa lógica, pois o indivíduo é pressionado a gerenciar a si mesmo como uma empresa, otimizando seu valor no mercado afetivo e social (Verhaeghe, 2019). Essa pressão gera uma ansiedade constante, uma “tirania da escolha” onde cada decisão relacional é vista como um reflexo do valor pessoal (Salecl, 2012). As plataformas digitais, por sua vez, funcionam como uma nova ágora onde a subjetividade é construída e performada, intensificando a busca por validação externa (Nicolaci-Da-Costa, 2009).
Casale e Banchi (2020) enfatizam que o narcisismo pode se apresentar de forma grandiosa (exigência de admiração) ou vulnerável (necessidade de validação e insegurança). Ambas as formas, embora distintas, partilham a dificuldade em sustentar vínculos afetivos saudáveis. A história da psicanálise demonstra que as formas de sofrimento psíquico se transformam com a cultura, e o narcisismo contemporâneo é um reflexo das novas patologias do eu (Roudinesco, 2008).
Diante desse cenário contemporâneo, reconhece que o narcisismo, ainda que seja necessário para a construção do Eu, pode gerar fragmentação nas relações. A idealização de visibilidade e reconhecimento faz com que o sujeito atual tenha dificuldade de reconhecer o outro como um ser isento de corresponder suas expectativas. Essa dinâmica além de enfraquecer os vínculos, permite que o sujeito esteja acometido a sensação de solidão e inadequação frente ao outro, pois é improvável que a validação externa sustente o Eu ( (Langaro; Benetti, 2014).
Bauman (1998, 2004) também acrescenta que a insegurança que permeia nas relações humanas nos tempos atuais, é um dos maiores fatores que causam ansiedade, pois, mesmo com a intenção de fortalecer os vínculos, estes se mostram frágeis e incapazes de serem plenamente confiáveis. O paradoxo que atravessa essas relações é que embora o outro se revele como uma ameaça que causa instabilidade, o sujeito atraído aproxima-se dele na ilusão de registrar em si mesmo impressões de uma presença que jamais se fixará de forma internalizada (Barbosa et al. 2021).
Em suma, partindo das análises acima expostas, indica que o narcisismo mal estruturado, ou seja, de forma potencializada na busca por validação externa e pela subjetividade neo liberal, é um potente gerador de impactos negativos nas relações. Particularmente, postulo que a desilusão deriva do narcisismo, da pulsão de morte, pois está a serviço da destrutividade dos laços humanos, desencadeia a angústia de aniquilamento, a dor de existir, os estados depressivos.(Ramos, 2010). Ao emergir negatividade na qualidade relacional contemporânea, aumenta os sofrimentos psíquicos possibilitando a aparição de crises de ansiedade, dependência emocional e até mesmo quadros depressivos.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo deste estudo e da revisão nele desenvolvida, evidencia que o narcisismo excede a ideia simplista de mera vaidade ou egoísmo. Refere-se a um fenômeno complexo atravessado pelo tempo, partindo da história, estruturando na psicanálise e refletindo na vida social contemporânea. Sua influência vai além de como nos constituímos como sujeitos, mas a forma como nos relacionamos.
No contexto histórico apresentado pelo O Mito de Narciso já sinalizava os efeitos devastadores da auto admiração desmedida, revelando a fragilidade humana na busca por uma idealização inalcançável. Essa dinâmica de idealização que causa solidão e reduz o outro a um simples reflexo, ainda que milenar, se faz muito presente na atualidade. As redes sociais, as telas e outras ferramentas, estão aí para mostrar a facilidade dessa visibilidade e como ajudam a instigar o desejo de ser validado, causando angústia diante da possibilidade de não corresponder aos padrões externos.
Na perspectiva psicanalítica Freud apresenta o narcisismo como uma etapa fundamental para a construção do sujeito, retirando-o do campo da perversão. Partindo dessa apresentação ele traz os conceitos de narcisismo primário e secundário, libido do Eu e libido objetal e como é formado o Ideal do Eu, favorecendo a compreensão de como o ego é estruturado e como são estabelecidas as relações. Apesar do narcisismo ser necessário para a construção da identidade, Freud também sinaliza que a má formação dessa estrutura pode gerar sofrimento frente uma busca exagerada por expectativas externas.
No que diz respeito a sociedade contemporânea, o narcisismo se apresenta com novas nuances. Na sociedade do desempenho apresentada por alguns autores, destacam que a subjetividade neoliberal enfraquece os vínculos afetivos, o outro passa a ser uma mera confirmação do valor próprio. A busca por validação externa corrobora para o comprometimento da saúde mental coletiva, ao mesmo tempo em que o sujeito teme a solidão e o enfraquecimento de laços afetivos, anseia a sustentação da autoimagem.
Nesta análise não se pretendeu esgotar o tema, mas possibilitar novas reflexões sobre o narcisismo e como portamos enquanto seres desejantes e como a nossa forma de amar e nos construir impacta na vivência do outro. A pretensão é contribuir para a dimensão do narcisismo tanto no contexto histórico, teórico e social. Os caminhos para investigações futuras são extensos, pois a reconfiguração tecnológicas e sociais exige do sujeito uma atualização constante alterando os modos de subjetivação.
Conclui-se que a pesquisa aqui apresentada, teve como objetivo expor a dificuldade de integrar o narcisismo na contemporaneidade de forma saudável, sem a intenção de retirá-lo da sua importância. Vislumbrando assim possíveis caminhos que libertem o sujeito da busca desmedida por reconhecimento e que esse sustente o ego de forma autêntica. Fazendo ser possível equilibrar o amor próprio e a atenção do outro, para promoção de afetos mais profundos e convivências mais consistentes sem fragmentar as relações e causando sofrimentos psíquicos.
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1Neuriza de Fatima Martins da Silva
Acadêmica de Psicologia do Centro Universitário Campo real – Guarapuava-PR
email: neurizasilva3@gmail.com
2Ana Bela dos Santos
Docente do Centro Universitário Campo Real. Doutoranda em Educação (PPGE-Unicentro)
email: psi.anabela3@gmail.com
