REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511170803
Alice de Lima Simões
Evellyn Cristinny Passos Malheiro
Giovanna Kellen Canto da Silva
RESUMO
A acne representa um desafio clínico devido à sua complexa fisiopatologia e aos impactos psicossociais nos pacientes. Diferentes abordagens terapêuticas têm sido desenvolvidas, incluindo tratamentos convencionais, como retinoides tópicos, antibióticos e isotretinoína oral, bem como estratégias emergentes, como probióticos, cosmecêuticos e fototerapia. A pesquisa consistiu em uma revisão narrativa da literatura, com busca em bases de dados científicas (PubMed, SciELO e Google Acadêmico), abrangendo publicações entre 2007 e 2025, em português e inglês, incluindo estudos clínicos, revisões sistemáticas e meta-análises. Os resultados evidenciam a necessidade de individualização do tratamento, considerando gravidade da acne, tolerabilidade e possíveis efeitos adversos. Avanços recentes ampliam significativamente as opções terapêuticas, permitindo abordagens mais seguras e eficazes, com benefícios clínicos e psicossociais importantes.
Palavras-chave: Acne vulgar; Cutibacterium acnes; Resistência bacteriana; Dermatologia molecular.
1. INTRODUÇÃO
A Acne Vulgaris é uma doença inflamatória crônica que acomete mais de 80% da população jovem e em alguns casos persiste até a fase adulta. É caracterizada pelo aparecimento de lesões cutâneas como comedões, pápulas, pústula, nódulos e, em casos mais severos, cistos que se desenvolvem nos folículos pilossebáceos. Muitas vezes causam sequelas futuras como cicatrizes, discromia, além da autoestima e bem estar psicológico. (AMARAL; VIANA; BUENO, 2025)
A etiopatogenia da acne está relacionada com alterações na unidade pilossebácea, em que é caracterizado por cinco fatores, sendo eles: uma hipersecreção sebácea: ceratose do canal do canal folicular com consequente estreitamento do canal; colonização bacteriana do folículo sebáceo; liberação de mediadores da inflamação na pele, por conta da alteração do sebo causado pelo crescimento microbiano; fatores individuais. (II et al., 2021). Adicionalmente fatores como: a genética, as fases da vida, o estado físico e a alimentação podem influenciar a gravidade e a progressão da acne. (VASAM et al., 2023).
Segundo Resende, Silva e Caldas (2021) afirmam que quanto mais alto o grau da acne, maior a insegurança e transtornos gerados para vida social do paciente. Esses fatores reforçam a importância de estratégias terapêuticas eficazes, seguras e individualizadas, que contemplem tanto a melhora clínica das lesões quanto a qualidade de vida do paciente.
Há diversos tratamentos disponíveis para a acne vulgar, entretanto, existem casos de difícil manejo, principalmente os graus mais severos, em que, frequentemente, apesar de terapias novas, as lesões continuam surgindo. A terapia tradicional inclui medicamentos tópicos e orais (retinóides e antibióticos), que nem sempre são eficazes e muitas vezes provocam resistência bacteriana e efeitos colaterais.(SARAIVA et al., 2020).
Nesse contexto, terapias adjuvantes como a fototerapia com LED,e Lasers têm ganhado destaque, especialmente pela sua ação anti-inflamatória e antimicrobiana sem efeitos adversos sistêmicos. (BARRETO, 2023). Além disso, o uso de óleos essenciais como melaleuca (TEA TREE) e probióticos têm emergido como uma estratégia inovadora no manejo da acne (CRUZ, 2021; GARCIA e BRANDÃO, 2021).
2. OBJETIVOS
2.1 Geral
Analisar as diferentes abordagens terapêuticas para a acne vulgar, explorando sua eficácia, segurança e impacto na qualidade de vida dos pacientes.
2.2 Específicos
– Identificar os principais fatores envolvidos no desenvolvimento e progressão da acne vulgar;
– Comparar os tratamentos convencionais utilizados no manejo da acne, como antibióticos, retinoides e terapias hormonais;
– Explorar alternativas terapêuticas inovadoras, como probióticos, terapia a laser e novas formulações farmacológicas;
– Avaliar a influência de fatores individuais, como predisposição genética e hábitos de vida, na resposta ao tratamento da acne;
– Sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre a eficácia e segurança das diferentes abordagens terapêuticas, destacando suas vantagens e limitações.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Tipo de estudo
Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, com abordagem descritiva e qualitativo, que tem como objetivo analisar diferentes abordagens terapêuticas para o tratamento da acne vulgar, considerando tanto os tratamentos convencionais quanto os avanços recentes baseados em evidências científicas.
3.2 Bases de dados consultadas
A pesquisa será realizada por meio da busca em bases de dados científicas reconhecidas, como PubMed, SciELO (Scientific Electronic Library Online) e Google Acadêmico, além da consulta a livros especializados e materiais disponíveis no acervo da biblioteca da instituição.
3.3 Fontes Bibliográficas
Serão utilizados artigos científicos, livros e manuais técnicos relacionados ao tema. A pesquisa dos artigos será conduzida por meio de descritores relevantes, incluindo Terapêutica; Inflamação; Pele; Cosméticos; Sebo, a fim de garantir uma seleção abrangente e atualizada das publicações.
3.4 Critérios de Inclusão
Serão incluídos na pesquisa artigos publicados entre os anos de 2010 e 2024, disponíveis em português e inglês, que apresentem estudos clínicos, revisões sistemáticas e meta-análises relacionadas ao tratamento da acne. Estudos com mais de 15 anos de publicação, sem relação direta com o tema ou sem acesso ao texto completo serão excluídos da análise
3.5 Coleta de Dados
A coleta de dados será realizada entre fevereiro e novembro de 2025, por meio do levantamento de literatura científica já publicada, considerando estudos que abordem a eficácia, segurança e limitações das diferentes terapias disponíveis para o tratamento da acne.
3.6 Análise de Dados
Após a seleção das fontes, será realizada uma análise crítica do material coletado, comparando os diferentes tratamentos e suas evidências científicas. Os dados serão organizados de forma a destacar os principais achados sobre as abordagens terapêuticas, incluindo suas vantagens, desvantagens e impactos na qualidade de vida dos pacientes
4. REVISÃO DE LITERATURA
4.1 Aspectos gerais da acne vulgar
A acne vulgar é uma doença inflamatória crônica da unidade pilossebácea, de alta prevalência em adolescentes e adultos jovens, mas que pode persistir até a idade adulta. A etiopatogenia é multifatorial e envolve produção sebácea aumentada, hiperqueratinização folicular, colonização por Cutibacterium acnes e resposta inflamatória exacerbada (Hayashi et al., 2025; Zhang; Wang; Li, 2024). Além dos aspectos clínicos, o impacto psicossocial é relevante, com associações a depressão, ansiedade e redução da autoestima (Resende; Silva; Caldas, 2021).
4.2 Tratamentos convencionais
Os tratamentos clássicos continuam como primeira linha terapêutica: Retinoides tópicos (tretinoína, adapaleno, tazaroteno): atuam na normalização da queratinização e redução da inflamação. Apesar da eficácia, efeitos como descamação, eritema e sensação de ardor são comuns, o que pode comprometer a adesão em longo prazo (Saraiva et al., 2020; Sampaio; Bagatin, 2021). Estudos de revisão clínica relatam que até 40% dos pacientes descontinuam o tratamento nos primeiros meses devido a efeitos adversos cutâneos, sendo necessária adaptação gradual da dose ou uso concomitante de hidratantes para melhorar a tolerabilidade (Hayashi et al., 2025; Reynolds et al., 2024). Antibióticos tópicos e sistêmicos (clindamicina, eritromicina, doxiciclina, minociclina): eficazes contra C. acnes e inflamação. O uso prolongado, porém, contribui para resistência bacteriana, exigindo associação com peróxido de benzoíla e tempo limitado de prescrição (Reynolds et al., 2024; Vasam; Korutla; Bohara, 2023). Isotretinoína oral: padrão-ouro para casos graves. Promove altas taxas de remissão, mas requer monitoramento por hepatotoxicidade, alterações lipídicas e riscos teratogênicos (Amaral; Viana; Bueno, 2025; Sampaio; Bagatin, 2021).
4.3 Terapias hormonais
As terapias hormonais são fundamentais no manejo da acne em mulheres adultas, principalmente aquelas com hiperandrogenismo ou irregularidades menstruais (Barbieri; Ershadi, 2013; Zhang; Wang; Li, 2024). Os andrógenos estimulam a produção de sebo, a queratinização folicular e a inflamação, contribuindo significativamente para a patogênese da acne (Kurokawa et al., 2009; Maymone et al., 2020).
Os contraceptivos orais combinados (estrogênio + progestagênio) atuam aumentando a globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG), reduzindo andrógenos livres circulantes, inibindo a produção de andrógenos ovarianos e promovendo efeito direto na glândula sebácea (Barbieri; Ershadi, 2013). A espironolactona, por sua vez, é um antiandrogênico periférico que bloqueia receptores de andrógenos na pele, reduzindo a secreção sebácea e a conversão de testosterona em di-hidrotestosterona local (Roberts et al., 2020).
Estudos clínicos indicam que os contraceptivos orais combinados podem reduzir significativamente as lesões acneicas em 3 a 6 meses, com resposta completa em até 66% das pacientes e resposta parcial em mais de 80% (Elsaie et al., 2025). A espironolactona apresenta eficácia semelhante, com melhora clínica significativa em mulheres adultas, independentemente de níveis séricos de andrógenos (Wollina et al., 2018).
Entretanto, esses tratamentos não são isentos de riscos. Os contraceptivos orais aumentam o risco de tromboembolismo venoso, alterações do metabolismo lipídico e glicêmico, além de alterações menstruais (ACOG, 2019). A espironolactona requer monitoramento da função renal e níveis de potássio, sendo contraindicada na gravidez e em pacientes com insuficiência renal (Roberts et al., 2020). Dessa forma, a seleção do tratamento deve considerar o perfil clínico, histórico médico e fatores de risco individuais, e os resultados obtidos reforçam a necessidade de abordagem combinada e personalizada (Barbieri; Ershadi, 2013; Zhang; Wang; Li, 2024).
4.4 Abordagens inovadoras
O tratamento da acne tem evoluído significativamente nos últimos anos, impulsionado pela necessidade de terapias mais eficazes, seguras e personalizadas. Enquanto os tratamentos convencionais, como retinóides tópicos, antibióticos sistêmicos e terapias hormonais, apresentam comprovada eficácia, seu uso prolongado pode estar associado a efeitos adversos, desenvolvimento de resistência bacteriana e insatisfação dos pacientes (Vasam Korutla; Bohara, 2023). Diante desse cenário, as abordagens inovadoras surgem como alternativas ou adjuvantes, buscando não apenas reduzir lesões, mas também atuar sobre mecanismos fisiopatológicos da acne, como disbiose cutânea e intestinal, inflamação crônica, produção excessiva de sebo e alterações na queratinização folicular (Hayashi et al., 2025).
Essas abordagens incluem estratégias que vão desde o uso de fitoterápicos e cosmecêuticos, capazes de oferecer ação antimicrobiana e anti-inflamatória com menor perfil de efeitos adversos, até tecnologias avançadas como fototerapia baseada em LED, nanocarreadors e moduladores imunológicos, incluindo vacinas direcionadas contra Cutibacterium acnes (Cruz, 2021; Barreto, 2023). O objetivo central dessas estratégias inovadoras é integrar eficácia clínica, segurança e melhor adesão do paciente, alinhando-se aos princípios da medicina de precisão e à personalização do tratamento, considerando fatores genéticos, microbiológicos e psicossociais do indivíduo (Vasam Korutla; Bohara, 2023; Hayashi et al., 2025).
Além disso, essas abordagens inovadoras têm se mostrado promissoras na redução da dependência de antibióticos sistêmicos, mitigando o risco de resistência bacteriana e os efeitos adversos associados a terapias prolongadas (Kim & Kim, 2024). Estudos recentes demonstram que a combinação de diferentes estratégias inovadoras, como probióticos e nanotecnologia, ou fototerapia e cosmecêuticos, pode potencializar os efeitos terapêuticos, promover resultados clínicos mais rápidos e melhorar a qualidade de vida do paciente (Soares; Avelino, 2025; Garcia; Brandão, 2021).
Em síntese, o conceito de abordagens inovadoras não se restringe à simples introdução de novas tecnologias ou produtos, mas envolve a integração de múltiplas estratégias terapêuticas, com base em evidências científicas, visando um tratamento mais completo, seguro e adaptado às necessidades de cada paciente. Essa visão amplia as perspectivas do manejo da acne, indo além do controle das lesões visíveis, ao atuar sobre os processos biológicos subjacentes e contribuir para uma dermatologia cada vez mais personalizada (Hayashi et al., 2025; Vasam; Korutla; Bohara, 2023).
4.4.1 Fitoterápicos e cosmecêuticos
Os fitoterápicos e cosmecêuticos representam uma das principais vertentes das terapias inovadoras, pois utilizam compostos bioativos de origem vegetal com propriedades farmacológicas validadas cientificamente. O uso de extratos vegetais e óleos essenciais tem se mostrado promissor na modulação da inflamação cutânea, no controle da microbiota e na redução da oleosidade, apresentando boa tolerabilidade e baixo custo (Smith et al., 2023).
Entre os agentes mais estudados destaca-se o óleo essencial de Melaleuca alternifolia, conhecido como óleo de melaleuca ou tea tree oil (TTO). Seu principal componente ativo, o terpinen-4-ol, exerce potente ação antimicrobiana contra Cutibacterium acnes, além de atividade anti-inflamatória e antioxidante (Enshaieh et al., 2007). Estudos clínicos demonstraram que formulações tópicas contendo 5 % de TTO reduziram significativamente o número total de lesões e a gravidade da acne leve a moderada, quando comparadas ao placebo, com boa tolerância cutânea e efeitos adversos leves (Enshaieh et al., 2007).
O mecanismo de ação do óleo de melaleuca está relacionado à sua capacidade de desestabilizar a membrana celular bacteriana, interferir na respiração microbiana e inibir mediadores inflamatórios como IL-1β e TNF-α (Smith et al., 2023). Além disso, o TTO tem sido comparado ao peróxido de benzoíla, mostrando eficácia semelhante, porém com menor incidência de descamação e eritema (Malhi et al., 2017).
Outros compostos vegetais também vêm sendo explorados, como o extrato de chá verde (Camellia sinensis), rico em catequinas com propriedades antioxidantes e seborreguladoras; o extrato de Aloe vera, que favorece cicatrização e hidratação da pele; e o óleo de lavanda (Lavandula angustifolia), com efeito calmante e antimicrobiano. Esses ativos são frequentemente incorporados a cosmecêuticos, produtos que combinam função estética e terapêutica, contribuindo para a manutenção cutânea e a prevenção de recidivas (Garcia; Brandão, 2021)
Apesar dos resultados positivos, é importante destacar que a maioria dos estudos com fitoterápicos apresenta amostras pequenas e metodologias variadas, sendo necessária maior padronização nas concentrações e formulações. Reações como irritação local ou dermatite de contato podem ocorrer em indivíduos sensíveis, especialmente quando o produto é usado em concentrações elevadas (Mayo Clinic, 2023). Portanto, esses agentes devem ser utilizados como terapia adjuvante em acne leve a moderada, preferencialmente sob supervisão dermatológica (Hayashi et al., 2025).
4.4.2 Fototerapia
A fototerapia, também conhecida como terapia por luz, tem emergido como uma abordagem inovadora não invasiva para o tratamento da acne, especialmente para casos leves a moderados. Essa técnica utiliza luz visível de diferentes comprimentos de onda para atuar diretamente sobre o Cutibacterium acnes e na modulação dos processos inflamatórios cutâneos (Ershadi et al., 2025).
A luz azul (415–470 nm) é absorvida pelas porfirinas produzidas pelo C. acnes, promovendo a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs) que danificam a membrana bacteriana e reduzem a colonização folicular (Light-based Therapies in Acne, 2024). Já a luz vermelha (630–660 nm) penetra camadas mais profundas da pele, exercendo ação anti-inflamatória, estimulando o reparo tecidual e reduzindo a secreção sebácea por modulação das glândulas sebáceas (Barbieri; Ershadi, 2024).
Estudos clínicos mostraram reduções de até 77 % nas lesões inflamatórias e 54% nas não inflamatórias após 12 semanas de tratamento combinado com luz azul e vermelha (Ershadi; Barbieri, 2024). Outros ensaios demonstraram melhora significativa na aparência da pele, com poucos efeitos adversos, geralmente limitados a leve eritema ou ardência transitória (Barbieri; Ershadi, 2025). Em revisões recentes, o uso domiciliar de dispositivos de LED foi considerado seguro e eficaz para o controle da acne, desde que acompanhado de protocolos padronizados e uso regular (Ershadi; Barbieri, 2025).
Apesar dos resultados encorajadores, as limitações metodológicas ainda são um desafio, pois há grande variabilidade quanto à intensidade luminosa, duração e frequência das sessões. A fototerapia tem se mostrado mais eficaz como tratamento adjuvante, sendo frequentemente associada a agentes tópicos como ácido salicílico ou adapaleno, potencializando os efeitos clínicos (Johnson et al., 2024).
De forma geral, a fototerapia apresenta uma alternativa promissora, de baixo risco e com boa aceitação pelos pacientes, integrando-se ao conjunto de terapias inovadoras que visam resultados mais rápidos, seguros e personalizados (Ershadi et al., 2025)
4.4.3 Probióticos
Nos últimos anos, os probióticos vêm sendo amplamente estudados como uma abordagem terapêutica inovadora no tratamento da acne vulgar, representando uma alternativa natural, fisiológica e multifuncional aos tratamentos convencionais. O conceito baseia-se na restauração do equilíbrio do microbioma intestinal e cutâneo, conhecido como eixo intestino-pele, que exerce papel essencial na imunorregulação e no controle da inflamação sistêmica (Bowe; Logan, 2011).
A acne está associada a uma disbiose intestinal desequilíbrio da microbiota que desencadeia respostas inflamatórias exacerbadas, aumento da permeabilidade intestinal e ativação de citocinas pró-inflamatórias como IL-1β, IL-6 e TNF-α (Navarro-López et al., 2019). Essa inflamação sistêmica repercute na pele, favorecendo a hiperqueratinização folicular e a produção excessiva de sebo, fatores que contribuem diretamente para a proliferação de Cutibacterium acnes.
Estudos clínicos randomizados demonstraram que cepas como Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus rhamnosus GG e Bifidobacterium bifidum promovem melhora significativa nas lesões inflamatórias e não inflamatórias, além de reduzirem os níveis séricos de IGF-1 e insulina, hormônios intimamente ligados à patogênese da acne (Bowe; Patel, 2019; Fabbrocini et al., 2021). Essas cepas também fortalecem a barreira cutânea, melhoram a hidratação e modulam a resposta imune, reduzindo o recrutamento de neutrófilos e macrófagos.
Além da via oral, surgem formulações tópicas probióticas, compostas por bactérias vivas ou lisados bacterianos. Elas atuam na pele através de mecanismos de exclusão competitiva, competindo com C. acnes por nutrientes e receptores celulares, e liberando substâncias antimicrobianas naturais, como ácidos orgânicos e bacteriocinas (Lew et al., 2023). Tais formulações são vistas como promissoras por reequilibrarem o ecossistema cutâneo sem alterar o pH fisiológico e sem induzir resistência bacteriana.
Pesquisas mais recentes investigam o potencial de psicobióticos probióticos com ação no eixo intestino-cérebro-pele, capazes de modular o estresse e reduzir a inflamação neurogênica associada à acne, um fator frequentemente negligenciado no manejo da doença (Wu et al., 2024).
Apesar dos resultados consistentes, ainda há desafios metodológicos, como padronização de cepas, dosagens, tempo de uso e interações com fármacos. Entretanto, a terapia probiótica vem ganhando destaque como adjuvante em protocolos dermatológicos, representando uma abordagem holística e de medicina de precisão, alinhada às novas tendências da biomedicina moderna (Garcia; Brandão, 2021; Hayashi et al., 2025).
4.4.4 Novos fármacos
O avanço da pesquisa farmacológica em acne busca moléculas inovadoras que conciliem eficácia clínica, segurança e seletividade, com foco em mecanismos específicos da fisiopatologia da doença. Entre os novos agentes, destaca-se a clascoterona, o primeiro antiandrogênico de uso tópico aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) em 2020. Seu mecanismo de ação baseia-se na inibição competitiva dos receptores androgênicos nas glândulas sebáceas, reduzindo a secreção de sebo e a inflamação sem efeitos sistêmicos hormonais (Reynolds et al., 2024).
Em estudos multicêntricos de fase III, envolvendo mais de 1400 pacientes, a aplicação de clascoterona 1% creme duas vezes ao dia demonstrou redução significativa das lesões inflamatórias após 12 semanas, com excelente tolerabilidade cutânea (Cassiopea, 2020). Por não interferir nos níveis plasmáticos de testosterona ou cortisol, é considerada uma alternativa especialmente segura para pacientes que não toleram terapias hormonais sistêmicas, como contraceptivos ou espironolactona (Del Rosso; Zeichner, 2023).
Outros compostos emergentes incluem os agonistas seletivos do receptor de ácido retinoico gama (RAR-γ), que apresentam menor irritação e fotossensibilidade em comparação aos retinoides clássicos, e os inibidores de citocinas como IL-1β e IL-17, capazes de modular a inflamação dérmica associada à acne (Lee et al., 2024).
Além disso, peptídeos antimicrobianos sintéticos, como o omiganan e análogos do LL-37, vêm sendo estudados como alternativas aos antibióticos convencionais. Eles exibem atividade seletiva contra C. acnes e baixa propensão à resistência bacteriana, atuando também na modulação imune e na cicatrização tecidual (Brogden et al., 2023).
Há ainda pesquisas com moléculas fotossensíveis e sistemas de liberação prolongada, que reduzem a frequência de aplicação e aumentam a adesão do paciente. Essas inovações reforçam a transição da terapêutica tradicional para uma dermatologia molecular, personalizada e menos dependente de antibióticos, seguindo as diretrizes da OMS para o combate à resistência antimicrobiana (Hayashi et al., 2025).
4.4.5 Nanotecnologia aplicada
A nanotecnologia aplicada à dermatologia é uma das áreas mais promissoras para o desenvolvimento de formulações antiacne, permitindo a entrega direcionada e controlada de fármacos. Por meio de sistemas como nanocápsulas poliméricas, lipossomas, niosomas, nanopartículas lipídicas sólidas (NLS) e nanoemulsões, é possível otimizar a penetração cutânea, prolongar a liberação do ativo e reduzir os efeitos colaterais (Vasam; Korutla; Bohara, 2023).
Pesquisas recentes indicam que a clindamicina e o adapaleno, quando encapsulados em nanopartículas, apresentam melhor estabilidade, maior biodisponibilidade dérmica e menor irritabilidade, quando comparados a formulações convencionais (Kim & Kim, 2024). O uso combinado de antioxidantes, como vitamina E, niacinamida e coenzima Q10, dentro de nanossistemas promove ainda um efeito sinérgico, fortalecendo a barreira cutânea e reduzindo a inflamação oxidativa (Barreto, 2023).
Além das aplicações farmacêuticas, a nanotecnologia tem sido incorporada a técnicas como fototerapia e terapia fotodinâmica, utilizando nanopartículas de óxido de zinco, ouro e prata coloidal. Esses compostos funcionam como fotossensibilizadores, intensificando a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) que destroem seletivamente C. acnes sem danificar tecidos adjacentes (Zhang et al., 2023).
Outra inovação é a criação de nanocarregadores inteligentes, que respondem a estímulos fisiológicos, como pH, temperatura ou luz, liberando o ativo apenas em áreas inflamadas. Esses sistemas prometem revolucionar o tratamento tópico, unindo precisão terapêutica, sustentabilidade e eficiência clínica.
Contudo, a segurança toxicológica das nanopartículas ainda é tema de debate, pois há incertezas quanto à absorção sistêmica, acúmulo tecidual e biodegradabilidade a longo prazo. Assim, é essencial que novos estudos avaliem a biocompatibilidade e a toxicocinética desses sistemas antes de sua ampla utilização clínica (Hayashi et al., 2025).
4.4.6 Terapias emergentes
As terapias emergentes para o tratamento da acne representam uma fronteira promissora na dermatologia moderna, com foco em estratégias que ultrapassam a simples eliminação bacteriana. Essas abordagens buscam modular a resposta imunológica e restaurar o equilíbrio microbiano da pele, reduzindo a inflamação crônica e as recidivas. Dentro desse contexto, destacam-se as pesquisas voltadas ao desenvolvimento de vacinas contra Cutibacterium acnes, além de terapias baseadas em peptídeos antimicrobianos, manipulação seletiva do microbioma cutâneo e inibidores de mediadores inflamatórios específicos (Hayashi et al., 2025; Ershadi et al., 2025).
As vacinas contra C. acnes surgem como uma proposta inovadora de intervenção imunológica, voltada para a prevenção e o tratamento da acne por meio da indução de uma resposta imune adaptativa específica. Em vez de depender de antibióticos, que frequentemente causam resistência bacteriana, as vacinas buscam neutralizar fatores de virulência produzidos pelo C. acnes, bloqueando sua capacidade de induzir inflamação nas glândulas sebáceas (Nakatsuji et al., 2020). Um dos alvos mais estudados é a enzima sialidase, responsável por facilitar a adesão bacteriana e desencadear reações inflamatórias na epiderme. Estudos experimentais demonstraram que a imunização com sialidase recombinante gerou anticorpos capazes de neutralizar a citotoxicidade da bactéria, reduzir a produção de citocinas pró-inflamatórias (IL-8, MIP-2) e atenuar a infiltração celular em modelos animais (Wang et al., 2024).
De acordo com Nakatsuji et al. (2020), os resultados pré-clínicos mostraram que a imunização direcionada à sialidase de C. acnes não apenas diminuiu a colonização bacteriana, mas também preservou cepas comensais benéficas da microbiota cutânea um avanço importante diante do desafio de manter o equilíbrio microbiano. Essa característica diferencia as vacinas das terapias antibióticas convencionais, que frequentemente provocam disbiose e efeitos adversos sistêmicos (Kim & Kim, 2024)
Além disso, novas gerações de vacinas estão sendo desenvolvidas com formulações multivalentes, que combinam diferentes antígenos bacterianos e adjuvantes imunológicos, com o objetivo de obter uma resposta imune mais ampla e duradoura. Pesquisas recentes relatam o uso de nanopartículas como carreadoras de antígenos para potencializar a imunogenicidade e reduzir a necessidade de múltiplas doses (Wu et al., 2024). Outra linha de investigação envolve o uso de peptídeos sintéticos derivados de proteínas de C. acnes, capazes de induzir resposta humoral sem desencadear reações inflamatórias severas (Dean et al., 2023).
Os benefícios potenciais dessas vacinas incluem a redução da dependência de antibióticos, a prevenção de recidivas e a minimização de efeitos colaterais associados a terapias sistêmicas (Hayashi et al., 2025). Contudo, há desafios significativos a serem superados antes da aplicação clínica, como a heterogeneidade genética das cepas de C. acnes, a variabilidade do microbioma entre indivíduos e a ausência de ensaios clínicos de fase III em humanos (Wang et al., 2024). Atualmente, os estudos encontram-se em fase pré-clínica e clínica inicial, sem vacinas aprovadas comercialmente, mas com resultados promissores que indicam um caminho inovador no manejo da acne (Kim & Kim, 2024).
Outra vertente das terapias emergentes está relacionada ao uso de peptídeos antimicrobianos sintéticos (PAMs) e moduladores inflamatórios seletivos. Essas moléculas atuam tanto na inibição da proliferação de C. acnes quanto na regulação da resposta imune inata, reduzindo o recrutamento de neutrófilos e a liberação de citocinas pró-inflamatórias. Ensaios recentes apontam que peptídeos como LL-37 e β-defensinas apresentam papel protetor importante e podem ser utilizados em formulações tópicas inovadoras (Lesiak et al., 2024).
De modo geral, as terapias emergentes refletem a transição de um modelo centrado na supressão bacteriana para uma abordagem de dermatologia imunomoduladora e personalizada, em que o foco está na regulação equilibrada da microbiota e da resposta imune do hospedeiro. Embora ainda em desenvolvimento, essas estratégias abrem novas possibilidades para o tratamento da acne, representando um avanço significativo na busca por terapias mais eficazes, seguras e duradouras (Ershadi et al., 2025; Hayashi et al., 2025).
5. CONCLUSÃO
A análise bibliográfica permitiu compreender que os mecanismos envolvidos na acne vão muito além da simples proliferação bacteriana, abrangendo uma complexa interação entre Cutibacterium acnes, o sistema imunológico e os fatores hormonais.
A pesquisa apresentou uma visão ampla e integrada sobre os tratamentos tradicionais e emergentes, destacando o papel crescente da biotecnologia e da imunomodulação no desenvolvimento de terapias mais eficazes e seguras. Também foi possível reunir informações atualizadas sobre estratégias promissoras, como o uso de vacinas, peptídeos antimicrobianos e terapias voltadas ao equilíbrio do microbioma cutâneo.
Algumas limitações foram identificadas, especialmente relacionadas à disponibilidade e atualização das fontes científicas. Observou-se que grande parte dos estudos recentes sobre terapias emergentes encontra-se publicada em língua inglesa e em bases internacionais, exigindo um processo criterioso de tradução e interpretação. Além disso, constatou-se uma escassez significativa de artigos científicos sobre o tema, o que evidencia a necessidade de maior investimento em pesquisas nessa área. Muitas das investigações existentes ainda se encontram em estágios pré-clínicos ou restritas a modelos experimentais, o que limita a consolidação de dados comparativos e a padronização de metodologias entre os estudos sobre microbioma e resposta imunológica cutânea.
Espera-se que o avanço das pesquisas biotecnológicas e imunológicas proporcione uma verdadeira mudança de paradigma no tratamento da acne vulgar. As terapias imunológicas e vacinais contra C. acnes despontam como alternativas promissoras, capazes de oferecer maior especificidade e menor risco de resistência bacteriana. A integração entre biotecnologia, nanotecnologia e medicina personalizada tende a viabilizar o desenvolvimento de formulações inteligentes, direcionadas à restauração do equilíbrio cutâneo e à ação seletiva sobre as áreas afetadas.
Assim, o futuro do tratamento da acne se projeta como cada vez mais direcionado, seguro e individualizado, com foco na modulação das respostas inflamatórias e na manutenção da microbiota cutânea saudável consolidando um novo horizonte para a dermatologia moderna.
AGRADECIMENTOS
Eu, Alice de Lima Simões agradeço profundamente à minha mãe Helana Lima, ao meu pai Alderlucio Simões e à minha irmã Arleni Simões, que sempre foram meu alicerce, minha base de amor, apoio e inspiração. A paciência, a força e o incentivo de vocês me sustentaram em cada etapa desta caminhada.
Expresso também minha sincera gratidão à minha melhor amiga Lorena Coelho, por sua presença verdadeira, pela amizade leal e pelo amparo constante nos momentos em que mais precisei.
Levo comigo o aprendizado, o carinho e a força que recebi de cada um de vocês, certos de que esta conquista é, em parte, fruto do amor e da dedicação que sempre me ofereceram.
Eu, Evellyn Cristinny Passos Malheiro agradeço a Deus, autor de tudo em minha vida.
Homenageio com todo meu amor minha mãe do coração, Raimunda Graça, que me criou desde pequena, abriu portas, guiou meus passos com carinho e ensinou valores que moldaram quem sou hoje. Junto a ela, presto homenagem a Jesus Wildes, que não está mais presente, mas deixou ensinamentos valiosos que sempre carregarei comigo.
Sou profundamente grata às minhas tias, Anne Michelle e Dayanne Farias, que sempre estiveram ao meu lado, cuidando de mim, me apoiando e oferecendo amor e proteção desde minha infância.
Agradeço também aos meus pais biológicos, Dilson Malheiro e Ana Maria, pelo incentivo e apoio constantes, e à minha melhor amiga e irmã Juliana Passos, pelo carinho, cumplicidade e presença que tornaram minha caminhada mais leve e feliz.
Eu, Giovanna Kellen Canto da Silva agradeço primeiramente a Deus, por me conceder força, sabedoria e saúde em cada etapa desta caminhada. Sem Sua presença, nada disso seria possível.
Agradeço também à minha família, pelo apoio e por acreditarem em mim mesmo quando eu duvidei.
Em especial, à minha avó, Marlucia Nascimento, que sempre foi meu exemplo de fé, coragem e dedicação. Sua força e seus ensinamentos me inspiram e me ajudaram a chegar até aqui.
Agradeço ainda ao meu namorado, Eduardo Brito, e aos seus pais, pelo carinho, compreensão e incentivo constantes. A presença e o apoio de vocês tornaram esta jornada mais leve e significativa.
A todos vocês, e a Deus, dedico esta conquista com todo o meu amor e gratidão.
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