REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202503070945
Yngrid Nathália Ramos de Queiroz1; Síntique Arruda Borba Santiago Guimarães1; Thassiany Sarmento Oliveira de Almeida1; Bárbara Queirós Rodrigues de Oliveira1; Maria Clara Gomes Rodrigues1; Joyce Kyuria Dantas Ovídio1; Bárbara Pontes de Carvalho1; Emylle Larissa Alves Pereira1; Bárbara Farias Lopes de Andrade Moura1; Victor Gabriel Nogueira Lima1; Therezza Virgínia Vital Freire1; Amanda Nepomuceno Targino de Arruda1; Juliana Celly Gomes Barbosa Rodrigues2; Anna Beatriz Nepomuceno Targino de Arruda3; Letícia de Oliveira Leandro4
Resumo
As queimaduras são um grave problema de saúde pública, com impactos físicos e emocionais. No Brasil, ocorrem cerca de 1 milhão de casos anuais, sendo crianças de até quatro anos um dos grupos mais vulneráveis. Este estudo teve por objetivo avaliar as taxas de internações hospitalares por queimaduras na Região Nordeste, identificando estados com maior incidência, diferenças entre gêneros e desfechos clínicos. Tratou-se de um estudo epidemiológico descritivo e retrospectivo, com dados obtidos do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde – DATASUS (TabNet), considerando internações registradas nas Autorização de Internação Hospitalar (AIH), no período compreendido entre 2020 e 2024. Foram excluídos dados incompletos e a pesquisa seguiu as normas éticas vigentes. No período analisado, registraram-se 35.008 internações na Região Nordeste, sendo o estado de Pernambuco com as maiores taxas e Sergipe com os menores registros. O ano de 2023 apresentou o maior número de internações (9.079 casos). A faixa etária mais afetada foi de 30-39 anos, com predomínio masculino (58,42%). A Bahia registrou o maior número de óbitos (219), com pico em 2021. A predominância masculina pode estar ligada a fatores ocupacionais e socioculturais. O alto número de óbitos na Bahia sugere desafios na assistência hospitalar, evidenciando a necessidade de melhorias estruturais e capacitação profissional. Entre 2020 e 2024, as queimaduras resultaram em 35.008 internações na Região Nordeste, sendo mais comuns em homens de 30-39 anos. Pernambuco liderou em internações e a Bahia teve maior letalidade. O estudo reforça a importância de políticas de prevenção e aprimoramento da equipe multidisciplinar na assistência hospitalar.
Descritores: Acidente doméstico; Mortalidade; Dermatologia; Cirurgia Plástica; Hospitalização; Epidemiologia.
Abstract
Burns are a serious public health problem, with physical and emotional impacts. In Brazil, there are approximately 1 million cases annually, with children up to four years of age being one of the most vulnerable groups. This study aimed to evaluate the rates of hospital admissions due to burns in the Northeast Region, identifying states with the highest incidence, differences between genders, and clinical outcomes. This was a descriptive and retrospective epidemiological study, with data obtained from the Department of Information Technology of the Unified Health System – DATASUS (TabNet), considering hospitalizations registered in the Hospital Admission Authorization (AIH), in the period between 2020 and 2024. Incomplete data were excluded and the research followed the current ethical standards. During the period analyzed, 35,008 hospitalizations were registered in the Northeast Region, with the state of Pernambuco having the highest rates and Sergipe having the lowest records. The year 2023 had the highest number of hospitalizations (9,079 cases). The most affected age group was 30-39 years old, with a male predominance (58.42%). Bahia recorded the highest number of deaths (219), with a peak in 2021. The male predominance may be linked to occupational and sociocultural factors. The high number of deaths in Bahia suggests challenges in hospital care, highlighting the need for structural improvements and professional training. Between 2020 and 2024, burns resulted in 35,008 hospitalizations in the Northeast Region, being more common in men aged 30-39. Pernambuco led in hospitalizations and Bahia had the highest lethality. The study reinforces the importance of prevention policies and improvement of the multidisciplinary team in hospital care.
Keywords: Domestic accident; Mortality; Dermatology; Surgery, Plastic; Hospitalization; Epidemiology.
1. INTRODUÇÃO
As queimaduras representam um problema de saúde significativo, causando não apenas danos físicos, mas também impactos emocionais profundos nos pacientes. Entre as reações mais comuns estão insônia, dor, instabilidade emocional, estado de alerta constante e pesadelos relacionados ao trauma. No Brasil, a maioria dos casos ocorre em ambientes domésticos, com destaque para a cozinha, sendo crianças de até quatro anos um dos grupos mais vulneráveis (Rodrigues et al., 2024). Estima-se que, anualmente, cerca de 1 milhão de pessoas sofram queimaduras no país.
Globalmente, as queimaduras estão entre as principais causas de trauma, resultando em um alto número de mortes. Embora a taxa de mortalidade tenha diminuído ao longo dos anos, cerca de 90% dos óbitos ainda ocorrem em países de baixa e média renda. Fatores como condições socioeconômicas, idade, gênero, comorbidades e até a intenção da lesão, como em casos de agressões e suicídios, influenciam a incidência e a gravidade dos casos.
A severidade das queimaduras varia conforme a profundidade da lesão. As de primeiro grau afetam apenas a epiderme, provocando vermelhidão e dor sem formação de bolhas. As de segundo grau atingem camadas mais profundas, causando bolhas, dor intensa e um aspecto úmido. As de terceiro grau comprometem tecidos mais profundos, podendo alcançar músculos e ossos. Apesar da gravidade, essas lesões podem ser indolores devido à destruição das terminações nervosas (Grossman; Porth, 2019).
O tratamento varia de acordo com a profundidade e extensão da queimadura, exigindo cuidados específicos para acelerar a recuperação e reduzir complicações. Um atendimento rápido e eficaz é essencial para garantir não apenas a sobrevivência do paciente, mas também sua qualidade de vida após a alta hospitalar.
A permanência prolongada em instituições de saúde pode impactar a qualidade de vida, aumentando o risco de complicações como desnutrição, depressão, quedas, confusão mental, infecções e outras condições que comprometem a recuperação. Além disso, a mobilidade tende a diminuir, levando a um maior nível de dependência (Grossman; Porth, 2019).
Diante do exposto, este estudo se propôs a avaliar as taxas de internações hospitalares por queimaduras na Região Nordeste, identificando estados com maior incidência, diferenças entre gêneros e desfechos clínicos.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Magnitude do trauma térmico e a lesão inalatória
A extensão da Superfície Corporal Queimada (SCQ) e a inalação de fumaça constituem fatores determinantes na predição da mortalidade em pacientes vítimas de queimaduras. Conforme os dados do National Burn Repository (NBR), observa-se que, para cada 1% de SCQ, há um incremento aproximado de 6% no risco de óbito, enquanto a presença de lesão inalatória pode elevar esse risco em até nove vezes. A profundidade da queimadura também desempenha papel crucial no prognóstico, sendo que queimaduras de espessura total estão associadas a taxas de mortalidade substancialmente superiores em relação àquelas de espessura parcial (Lancerotto, et al., 2011).
Queimaduras que ultrapassem 10% da SCQ em crianças e 15% da SCQ em adultos representam risco significativo de choque hipovolêmico, demandando, assim, ressuscitação volêmica adequada por meio de protocolos padronizados, como a fórmula de Parkland (França; Souza; Silva, 2023). A abordagem terapêutica deve ser conduzida por equipe multiprofissional, visando otimizar os desfechos clínicos por meio de suporte ventilatório eficaz e monitorização hemodinâmica rigorosa. Recomenda-se que o tratamento ocorra, preferencialmente, em Centros de Tratamento de Queimados (CTQs), os quais possuem infraestrutura especializada e equipes capacitadas para o manejo desses casos de alta complexidade.
Estudos demonstram que a inalação de fumaça está associada a um aumento da incidência de complicações pulmonares, incluindo pneumonite química e edema pulmonar. Esses fatores demandam monitoramento intensivo e suporte ventilatório precoce, sobretudo em pacientes com comprometimento das vias aéreas superiores. Dessa forma, a estabilização hemodinâmica e a gestão apropriada das vias respiratórias devem ser priorizadas, visando reduzir a morbimortalidade associada (Lancerotto, et al., 2011).
2.2 Profilaxia antimicrobiana perioperatória
Estudos apontam que as infecções representam uma das principais causas de mortalidade em pacientes com queimaduras extensas, sendo a bacteremia uma complicação recorrente, especialmente em decorrência de procedimentos cirúrgicos, como o desbridamento das lesões (Queiroz et al., 2016). A literatura científica destaca que a antibioticoprofilaxia perioperatória desempenha um papel essencial na prevenção de sepse e na redução da taxa de mortalidade entre esses pacientes, desde que sua utilização seja baseada em diretrizes clínicas e no perfil microbiológico dos centros especializados (Castañeda-Rodríguez et al., 2024). No entanto, a seleção do esquema antimicrobiano deve ser embasada em dados epidemiológicos locais, contemplando os patógenos prevalentes nos distintos CTQs (Lancerotto et al., 2011).
Durante as duas primeiras semanas de internação, observa-se predominância de microrganismos gram-positivos, com destaque para Staphylococcus aureus sensível à meticilina. Entretanto, a partir da terceira semana, ocorre uma inversão desse padrão, com predomínio de bactérias gram-negativas, como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter spp. (Oliveira et al., 2020), frequentemente associadas a infecções multirresistentes. Após a quarta semana, verifica-se um aumento expressivo na prevalência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), reforçando a importância do uso criterioso de antimicrobianos para prevenir a seleção de microrganismos resistentes (Farina Junior, 2015).
Diante desse panorama, a abordagem multidisciplinar é imprescindível na prevenção e controle de infecções em pacientes queimados. Segundo Castañeda-Rodríguez et al., (2024), medidas como isolamento de indivíduos colonizados, monitoramento microbiológico sistemático e aprimoramento das práticas de assepsia podem minimizar a propagação de patógenos resistentes. Ademais, a implementação de protocolos institucionais embasados em estudos epidemiológicos locais contribui para a segurança do paciente e para a eficácia da antibioticoprofilaxia perioperatória.
3. METODOLOGIA
Tratou-se de um estudo epidemiológico descritivo e retrospectivo do perfil das taxas de internações por queimaduras em pacientes na Região Nordeste do Brasil, em um período que compreendeu aos anos de 2020 a 2024.
Foram utilizados dados disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) pelo programa TabNet que tiveram hospitalização registrada nas Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). O critério de exclusão foi a eliminação de dados incompletos. As informações foram obtidas por meio do tabulador Tabwin e, em seguida, convertidas para arquivos compatíveis com o Excel.
A ausência do parecer do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) se deve ao fato dos dados serem públicos e disponibilizados de forma agregada por estados e municípios, sem identificação individual. Dessa forma, não há risco de danos físicos ou morais, pois os princípios da Resolução nº 466 de 12 de dezembro de 2012 foram devidamente respeitados (CNS, 2012). Foram analisadas as características epidemiológicas como gênero, idade, internações por ano e taxa de letalidade.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Entre 2020 e 2024, a Região Nordeste do Brasil registrou um total de 35.008 internações de adultos com idades entre 20 e mais de 80 anos devido a queimaduras. Durante todo o período analisado, Pernambuco apresentou os maiores índices de internação, enquanto Sergipe teve os menores números (Figura 1). O ano de 2023 se destacou negativamente, registrando o maior volume de internações, totalizando 9.079 casos em toda a região.
Farina Junior et al., (2014) comentaram que as queimaduras são únicas entre as lesões agudas quanto à necrose progressiva de tecidos e possíveis complicações graves após o trauma inicial, tais como a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) e desequilíbrios metabólicos. Esclareceram também que esta intensa instabilidade orgânica pode resultar em falência de múltiplos órgãos e morte.
Gathas et al., (2011) explicaram que a queimadura interrompe a continuidade da pele, destruindo a primeira barreira do corpo contra agentes infecciosos, além de alterar a homeostase hidroeletrolítica, controle da temperatura interna, flexibilidade e lubrificação da superfície corporal, que são funções exercidas pela pele. Portanto, a magnitude do comprometimento dessas funções depende da extensão e profundidade da queimadura.
Figura 1: Número de internações por queimaduras, registradas por estados da região nordeste no período de 2020-2024.
Fonte: DATASUS, 2025.
A principal faixa etária acometida foi registrada nos adultos entre 30-39 anos (n=5661), seguidas de 40-49 anos (n=4854) (Figura 2).
Figura 2: Número de internações por queimaduras, registradas por faixa etária em adultos na região nordeste, no período de 2020-2024.
Fonte: DATASUS, 2025.
Com o aumento da idade, o risco de morte cresce significativamente acompanhando o aumento da extensão das queimaduras. Segundo dados recentes do National Burn Repository-2011 da American Burn Association (Canadá, Estados Unidos e Suécia), para queimaduras entre 20% e 30% de SCQ, a faixa etária de 2 a 5 anos de idade apresenta cerca de 1% de taxa de mortalidade, enquanto que, para a faixa de 70 a 80 anos, ocorre cerca de 35% de mortalidade. Para queimaduras mais extensas, entre 60 e 70% de SCQ, a faixa etária de 2 a 5 anos apresenta cerca de 10% de mortalidade, enquanto que a faixa de 70 a 80 anos apresenta cerca de 85% de mortalidade (ABA, 2011).
Com relação ao gênero, ocorreu uma prevalência no masculino (n=496) (Figura 3).
Figura 3: Número de internações por queimaduras, registradas por gênero e por estados da região Nordeste, no período de 2020-2024.
Fonte: DATASUS, 2025.
Essa predominância pode estar ligada à rotina de trabalho e à exposição a riscos no dia a dia, possivelmente por conta das atividades profissionais e comportamentais que aumentam a vulnerabilidade desse grupo.
Oliveira, Moreira e Gonçalves (2012) explicaram que a cada um milhão de acidentes com queimaduras que ocorrem por ano no país, estima-se que apenas 10% irão procurar atendimento hospitalar, destes 2.500 irão a óbito em consequência das lesões, direta ou indiretamente. Comentaram também que as principais vítimas de acidentes relacionados a causa térmica são crianças menores de 15 anos e idosos, sendo que dois terços desses acidentes ocorrem no próprio domicílio, comumente atingindo adultos e jovens do gênero masculino. Dados que corroboram com o referido estudo.
Com base na taxa de letalidade por 100 mil habitantes (Figura 4) e o número exato de óbitos (Figura 5), tem-se que o estado do Bahia apresentou os maiores índices (n=219), em todos os anos avaliados, tendo pico maior em 2021, com 64 óbitos. O menor número absoluto foi registrado em 2020, com 78 falecimentos, embora todos os estados do Nordeste tenham mantido uma taxa de letalidade superior a 1,0 nesse período.
Figura 4: Taxa de letalidade por estados, na região Nordeste, no período de 2020-2024.
Fonte: DATASUS, 2025.
De acordo com Farina Junior (2015), o atendimento ao paciente queimado demanda equipe multidisciplinar devido à magnitude e complexidade deste tipo de trauma, que afeta cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil. A queimadura acomete a pele, o maior órgão do corpo, na quase totalidade dos casos. Também explicou que a destruição extensa da pele, que se configura como órgão vital, abre a barreira de proteção do organismo ao meio externo, tornando-o vulnerável a infecções
Figura 5: Número de óbitos por queimaduras, registrado por estados da região Nordeste, no período de 2020-2024.
Fonte: DATASUS, 2025.
Farina Junior et al., (2014) explicaram que a infecção é uma das principais causas de morte no paciente grande queimado e a sua prevenção deve ser meta constante da equipe multidisciplinar durante todo o tratamento. Enfatizaram que a busca por tratamento cirúrgico precoce tem papel essencial na prevenção da infecção e é primordial que a equipe cirúrgica estabeleça cronograma semanal de desbridamentos e enxertias de pele até que o quadro clínico do paciente normalize, ou seja, que o catabolismo intenso e imunossupressão se revertam após a remoção de tecido necrótico com a respectiva cobertura cutânea definitiva.
Portanto, a gravidade das queimaduras e suas consequências reforçam a importância de um atendimento rápido e especializado. Melhorar a estrutura hospitalar e capacitar profissionais são medidas essenciais para reduzir complicações e garantir a recuperação dos pacientes. Além disso, políticas públicas voltadas para o suporte pós-internação e a reabilitação podem fazer a diferença na qualidade de vida dos sobreviventes.
É importante lembrar que os dados analisados possuem algumas limitações. Como foram utilizados registros apenas de internações custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os atendimentos na rede privada não foram considerados. Ainda assim, como a maioria da população depende do SUS, esses números oferecem um retrato fiel da realidade das internações por queimaduras na Região Nordeste do Brasil.
Pacientes com queimaduras graves são mais propensos a morrer de septicemia devido à liberação maciça de mediadores inflamatórios da ferida queimada somada à dificuldade de difusão tecidual dos antimicrobianos devido à trombose dos vasos e necrose tecidual. Entretanto, outros parâmetros estão também intimamente relacionados à mortalidade. A SCQ, a profundidade da queimadura, idade avançada, presença de inalação de fumaça, o regime da reposição hídrica, a temporalidade dos procedimentos cirúrgicos, bem como o uso racional de antimicrobianos exemplificam os principais parâmetros (Farina Junior et al., 2014).
Explicaram também que a infecção é uma das principais causas de morte no paciente queimado e a sua prevenção deve ser meta constante da equipe multidisciplinar durante todo o tratamento. A busca por tratamento cirúrgico precoce tem papel essencial na prevenção da infecção e é primordial que a equipe cirúrgica estabeleça cronograma semanal de desbridamentos e enxertias de pele até que o quadro clínico do paciente normalize, ou seja, que o catabolismo intenso e imunossupressão se revertam após a remoção de tecido necrótico com a respectiva cobertura cutânea definitiva.
Para Gonella, Quevedo e Garbossa (2014) a oferta adequada de nutrientes e calorias reduz a probabilidade de septicemia e são cuidados que as equipes de nutrição e nutrologia devem exercer diariamente para os queimados. Na esfera psíquica, a psicologia e terapia ocupacional podem exercer função relevante, minimizando os quadros de depressão, estes correlacionados com imunossupressão e infecções decorrentes.
6. CONCLUSÃO
No período entre 2020 e 2024, ocorreram 35008 internações por queimaduras em adultos de 20 a 80 anos ou mais na região Nordeste do Brasil. A maioria destas (58,42%) ocorreu na população masculina e na faixa etária de 30-39 anos (15,89%). Em suma, as equipes multidisciplinares são indispensáveis dentro de um CTQs para a prevenção de infecções, atuando, assim, de forma decisiva na redução da morbimortalidade dos grandes queimados.
7. REFERÊNCIAS
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1Discentes do Curso de Medicina. Centro Universitário Facisa.
2Enfermeira. Centro Universitário Nassau – Campina Grande – PB.
3Médica da Família e Comunidade. Secretaria Municipal de João Pessoa – PB.
4Médica. Centro Universitário Facisa.