REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512111224
Emanuely Magno da Silva
Orientadora: Profa. Me. Florentina do Socorro Martins Balbi.
RESUMO
A indução do parto consiste em qualquer procedimento que estimula a contração uterina antes do trabalho de parto de forma espontânea. As principais indicações para indução do parto são ruptura de membranas antes do parto e gestações prolongadas. Os métodos utilizados para preparar o colo do útero podem ser mecânicos e farmacológicos, sendo a técnica farmacológica a principal com o uso de produtos de prostaglandinas, como o misoprostol. A decisão sobre iniciar a indução do trabalho de parto envolve indicações patológicas e desejo materno. Quando bem indicada, a indução evita a realização desnecessária de uma cesariana. Desse modo, o objetivo deste trabalho consiste em verificar a taxa de sucesso de indução de trabalho de parto com misoprostol em gestantes de uma maternidade de alto risco em Belém-PA. Trata-se de um estudo do tipo transversal observacional descritivo retrospectivo. A pesquisa foi realizada na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA) a partir de consulta em prontuário eletrônico. Foram coletados dados de 243 gestantes no período entre janeiro a abril de 2024, sendo a maioria com idade entre 19-35 anos e com ensino médio completo, provenientes de Belém e região metropolitana. A maioria das gestantes eram primigestas, sendo o principal motivo da indução a ruptura prematura de membranas ovulares. Quanto à idade gestacional, a maioria estava entre 37-38 semanas e 6 dias de gestação. A maioria das gestantes não tinha uma patologia prévia e a maioria evoluiu para o trabalho de parto em 12 horas. O principal motivo para interrupção da indução e indicação de parto cesáreo foi sofrimento fetal agudo. Houve mais de 50% de taxa de sucesso de indução com misoprostol, sendo menos de 20% de falhas de indução. Logo, percebe-se a importância do uso do misoprostol dentro da obstetrícia para redução do número de cesáreas e o incentivo para o parto vaginal.
Palavras-chave: Trabalho de Parto Induzido; Misoprostol; Gestação de Alto Risco; Epidemiologia.
ABSTRACT
Labor induction is any procedure that stimulates uterine contractions before spontaneous labor. The main indications for labor induction are prepartum rupture of membranes and prolonged pregnancies. The methods used to prepare the cervix can be mechanical and pharmacological, with the pharmacological technique being the main one, using prostaglandin products, such as misoprostol. The decision to initiate labor induction involves pathological indications and maternal desire. When well indicated, induction avoids unnecessary cesarean section. Thus, the objective of this study is to verify the success rate of labor induction with misoprostol in pregnant women at a high-risk maternity hospital in Belém-PA. This is a cross-sectional, observational, descriptive, retrospective study. The research was conducted at the Santa Casa de Misericórdia do Pará Foundation (FSCMPA) based on consultation of electronic medical records. Data were collected from 243 pregnant women between January and April 2024, most of whom were between 19 and 35 years old and had completed high school, from Belém and the metropolitan region. Most of the pregnant women were primiparous, and the main reason for induction was premature rupture of ovular membranes. Regarding gestational age, most were between 37 and 38 weeks and 6 days of gestation. Most of the pregnant women did not have any previous pathology and most progressed to labor within 12 hours. The main reason for interrupting induction and indicating cesarean delivery was acute fetal distress. There was a success rate of more than 50% of induction with misoprostol, with less than 20% of induction failures. Therefore, the importance of using misoprostol within obstetrics to reduce the number of cesarean sections and encourage vaginal delivery.
Keywords: Induced Labor; Misoprostol; High-Risk Pregnancy; Epidemiology.
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A indução do parto consiste em qualquer procedimento que estimula a contração uterina antes do trabalho de parto de forma espontânea (Godoy, 2017; Yousef; Getachew, 2021). A decisão de induzir o parto é tomada quando a continuidade da gravidez está associada ao aumento do risco materno ou fetal e não há contraindicação para o parto vaginal (Correa et al., 2022). As principais indicações para indução do parto são ruptura de membranas antes do parto e gestações prolongadas (Kerr et al., 2021). Os métodos utilizados para preparar o colo do útero podem ser mecânicos e farmacológicos, sendo a técnica farmacológica a principal com o uso de produtos de prostaglandinas, como o misoprostol.
O misoprostol é um composto relacionado à prostaglandina E1, tem alguns benefícios potenciais em relação a outras prostaglandinas como: estável à temperatura ambiente, barato e pode ser administrado por via oral, vaginal e sublingual (Dadashaliba et al., 2021). Além disso, tem a vantagem de ter um tempo de indução mais curto para o parto, maior taxa de parto vaginal, menor necessidade de ocitocina e menor taxa de parto operatório quando comparado com outros métodos de indução, incluindo ocitocina (Datta et al., 2023).
A indução com misoprostol às vezes falha com riscos potenciais de uma taxa mais elevada de parto vaginal operatório, parto cesáreo, atividade uterina excessiva, padrões anormais de frequência cardíaca fetal, ruptura uterina, intoxicação materna por água, parto de um bebê prematuro devido à estimativa incorreta de datas e, possivelmente, cordão prolapso (Yousef; Getachew, 2021).
Não há um consenso sobre o conceito de indução bem-sucedida do parto. Na literatura há autores que consideram indicador de sucesso o parto vaginal entre 24 e 48h após o início da indução (Chatsis; Frey, 2018). Outros consideram a indução do parto bem-sucedida quando ocorreu o parto vaginal não operatório, sem o uso de fórceps ou vácuo-extrator (Correa et al., 2022).
Desse modo, o misoprostol tem sido indicado como uma opção segura de amadurecimento cervical, sendo assim faz-se necessário verificar suas taxas de sucesso na indução do trabalho de parto em uma maternidade de alto risco.
1.2 Objetivos
1.2.1. Objetivo geral:
- Verificar a taxa de sucesso de indução de trabalho de parto com misoprostol em gestantes de uma maternidade de alto risco em Belém-PA
1.2.2. Objetivos específicos:
- Identificar o perfil epidemiológico das gestantes submetidas a indução com misoprostol;
- Analisar quais as principais indicações de indução de trabalho de parto;
- Quantificar a número de casos que evoluíram para parto cesáreo devido a falha de indução;
- Verificar o motivo pelo qual houve conversão do parto normal para o parto cesáreo durante o processo de indução do trabalho de parto com misoprostol.
1.3 Justificativa
O Brasil vive uma epidemia de cesarianas, com cerca de 1,6 milhão de cesarianas realizadas a cada ano, ocupando o segundo lugar no mundo em número de partos cesáreos. Tal prática vem ocasionando elevação nos custos dos serviços de saúde e nos riscos de morbimortalidade materna e perinatal, sem causar impacto na redução das taxas de perimortalidade. Nas últimas décadas, a taxa nacional de operações cesarianas aumentou progressivamente e a cirurgia cesariana tornou-se o modo de parto mais comum no país (Pfutzenreuter et al., 2019; Nascimento; Vendramini, 2019). A preocupação com o excesso de cesarianas nas últimas décadas tem despertado um crescente interesse pelos métodos de indução, buscando-se o mais efetivo e seguro para o binômio materno-fetal (Souza et al., 2010). Assim, o preparo cervical prévio tem papel importante para aumentar as chances de sucesso da intervenção (Nascimento; Vendramini, 2019).
Se bem indicada, a indução evitará, na realidade brasileira, a realização desnecessária de uma cesariana (Scapin et al., 2019). Atualmente, é cada vez mais frequente o uso do misoprostol como agente de indução promissor devido suas altas taxas de parto sem causar resultados fetais negativos, sua facilidade de armazenamento e custo acessível (Ozbasli et al., 2019).
Sendo assim, o misoprostol é considerado o método padrão para obtenção maturidade cervical. Acredita-se que 25 µg deste medicamento administrado por via vaginal seja a dosagem ideal para gestantes com fetos viáveis (Godoy, 2017). Uma revisão da literatura realizada demonstrou que o misoprostol representa um método efetivo para amadurecimento do colo e indução do parto. A via de administração recomendada é a vaginal, porém ainda é necessário definir qual a melhor e menor dosagem capaz de desencadear o trabalho de parto, com a menor incidência de complicações (Souza et al., 2010). Dessa forma, este fármaco tem um papel importante na indução do trabalho de parto seja em gestações habituais ou de alto risco.
2. REFERÊNCIA CONCEITUAL
Na obstetrícia, a indução do parto é uma intervenção comum e a sua utilização varia entre diferentes países e sistemas de saúde. A indução do parto significa estimulação das contrações uterinas antes do início do trabalho de parto espontâneo (Rahimi et al., 2023; Kerr et al., 2021). O objetivo da indução do parto é conseguir um parto vaginal seguro dentro de um determinado período e requer um equilíbrio cuidadoso entre eficácia e risco (Kerr et al., 2021).
Quando bem indicada, a indução evita a realização desnecessária de uma cesariana (Paizão et al., 2023). O percentual de partos por cesariana hoje no Brasil é de 56% e está relacionado a desfechos negativos para mães e bebês, quando tais cirurgias são desnecessárias: aumento da morbimortalidade materna, da prematuridade, de óbitos fetais e anormalidades placentárias, de problemas na amamentação e no desenvolvimento do sistema imunológico do recém-nascido (Manayo; Gualhamo, 2022). Dessa forma, a indução do trabalho de parto reduz o número de cesáreas e favorece o parto normal.
As causas mais comuns de indução do parto são: gestação prolongada (> 42 semanas), pré-eclâmpsia e ruptura prematura de membranas. Para a indução do parto é necessária a administração de indutores de parto, que pode ser mecânico ou farmacológico, sendo o método farmacológico com misoprostol um dos mais usados (Godoy, 2017). As prostaglandinas são os agentes atuais de escolha, pois foi demonstrado que a taxa de partos vaginais aumenta dentro de 24 horas após a indução do parto e a necessidade de ocitocina diminui (Dadashaliba et al., 2021).
O misoprostol pode ser administrado pelas vias vaginal, oral e sublingual, sendo a via vaginal a preferida, em regimes de altas ou baixas doses, embora a via de uso ideal seja ainda desconhecida. As doses inicialmente utilizadas para indução do parto foram empíricas e variaram de 25 µg a cada 3 a 6 horas, até 200 µg em dose única por via intravaginal ou oral (Yousef; Getachew, 2021; Correa et al., 2022). No entanto, o misoprostol tem contraindicações, como cesariana anterior, cirurgia uterina prévia, placenta prévia, asma, doença coronariana e desproporção cefalopélvica (Godoy, 2017).
Instituições como o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas sugere o uso de prostaglandinas, como o misoprostol, para amadurecimento cervical e indução do parto (Dadashaliba et al., 2021). O misoprostol apresenta vários efeitos no colo uterino, atuando essencialmente na matriz extracelular. Além disso, relaxa a musculatura lisa do colo do útero e facilita a sua expansão, facilitando simultaneamente o aumento do cálcio intracelular e promovendo leves contrações uterinas. Esses mecanismos permitem o apagamento e a dilatação cervicais graduais concomitantes ao aumento da atividade uterina, o que garante uma indução bem-sucedida do parto na maioria dos casos (Scapin et al., 2018).
O misoprostol apresenta baixa morbidade e mortalidade perinatal quando administrado na dose de 25 µg a cada 4 a 6 horas e está associado a um baixo risco de alterações na contratilidade uterina e síndrome de hiperestimulação (Scapin et al., 2018), o uso em intervalos regulares a cada 3 a 6 horas evita o risco de taquissistolia uterina (Pergialiotis et al., 2023). Uma das complicações incomuns, mas arriscadas, associadas ao uso desta droga é a ruptura uterina (Dadashaliban et al., 2021). A vantagem do misoprostol sobre outros análogos da prostaglandina é que ele é mais barato, estável à temperatura ambiente e está disponível na forma de comprimidos orais (Rahimi et al., 2023).
A decisão sobre iniciar a indução do trabalho de parto envolve indicações patológicas e desejo materno. Após tomada a decisão, começa com uma avaliação individualizada do grau de prontidão para o parto de cada paciente usando a pontuação de Bishop. O California Maternal Quality Collaborative (CMQCC) sugere que o amadurecimento cervical continue até que uma pontuação de Bishop seja 6 ou superior para multíparas e 8 ou superior para nulíparas (Carlson, 2021).
Quando uma indução do trabalho de parto é bem-sucedida, os métodos de indução desencadeiam e avançam ciclos de feedback fisiológico positivo que progridem da fase latente para a fase ativa do trabalho de parto, ocasionando contrações rítmicas e regularize dilatação do colo uterino (Carlson et al., 2021). Entretanto, a tentativa de indução do trabalho de parto pode falhar e podemos definir quando o trabalho de parto não é deflagrado, podendo ocorrer em aproximadamente 10% das gestantes, a depender do método e da definição utilizada (Paixão et al., 2023)
3. METODOLOGIA
3.1 Tipo de estudo
Este estudo caracterizou-se como uma pesquisa do tipo transversal, observacional, descritivo e retrospectivo, com abordagem quantitativa.
Na perspectiva de Lukosecivius (2018) a pesquisa descritiva, atende de forma mais adequada a intenção de estudos, que pretendem expor as características de determinado fenômeno. Destaca-se que a pesquisa descritiva se preocupa em observar os fatos, registrá-los, analisá-los, classificá-los e interpretá-los, uma vez que o pesquisador não interfere neles.
3.2 Cenário de pesquisa
Este estudo foi realizado na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA), a partir de documentos disponibilizados pelo setor de Coordenação de Arquivos Médicos (CAME) e pela Gerência de Tocoginecologia (GTOC).
A instituição de saúde é a mais antiga do Norte do Brasil, atualmente é um órgão de administração indireta, vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública. Com certificação de Hospital de Ensino, conforme a Portaria Interministerial MS/MEC nº 2378 de 26 de outubro de 2004. Vinculada ao SUS por meio da Portaria nº 2.859/MS, de 10 de novembro de 2006. Certificada, em 2021, como Hospital Acreditado Pleno ONA III em Políticas de Qualidade e Segurança do Paciente.
É a principal Unidade de Referência em gravidez de alto risco na região. Essa instituição possui 482 leitos, com atendimento 100% SUS e cinco ambulatórios: Ambulatório do Prematuro, Ambulatório da Mulher, Ambulatório de Pediatria, Ambulatório de Especialidades Cirúrgicas e Ambulatório de Especialidades Clínicas (FSCMP, 2020).
3.3 Amostra do estudo, critérios de inclusão e exclusão
O estudo contou com a amostra não probabilística e por conveniência. Foram estudados prontuários médicos de gestantes internadas para indução do trabalho de parto de feto vivo, no período de janeiro a abril de 2024. No entanto, foram excluídas pacientes que internaram para indução de feto morto e aborto legal.
Para assegurar a privacidade e o sigilo quanto aos dados coletados, as participantes foram identificadas pelas letras G (Gestante), seguidas de um algarismo arábico (G1, G2, G3,…Gn), conforme a realização da coleta de dados, sem especificar o nome. A utilização dessa identificação, teve como propósito de resguardar a identidade dos participantes da pesquisa.
3.4 Técnica de coleta de dados
A coleta de dados ocorreu no período de outubro a dezembro de 2024, após a aprovação do comitê de ética em pesquisa da FSCMPA, a partir de dados documentais dos prontuários eletrônicos (PEP), disponível no sistema MV, guiado por um formulário, com dados epidemiológicos e obstétricos (APÊNDICE A).
O roteiro foi dividido em duas partes, a primeira com informações sociodemográficas, como: idade, cidade, estado civil, escolaridade, raça e paridade. A segunda parte, com dados obstétricos relacionados a assistência a indução do trabalho de parto, os quais proporcionaram a elaboração das áreas a serem analisadas.
Para o sucesso da indução do parto, foram considerados: parto vaginal não operatório, sem o uso de instrumento fórceps ou vácuo-extrator. Considerando: número de partos não operatórios; número de partos cesarianos; e, tempo de indução do parto.
Foi considerado o protocolo de indução da FSCMP em sua versão antiga, onde previa o uso de um comprimido de misoprostol via vaginal a cada 6 horas.
3.5 Dimensão ética
O estudo foi enviado para o Comitê de Ética e Pesquisa da FSCMPA, CAAE 80464524.8.0000.5171, obtendo a aprovação, conforme o nº de parecer:7.056.486, dia 4 de setembro de 2024 (ANEXO B), obedecendo a todos os aspectos éticos da Resolução 466/12 do CNS/MS, que regula pesquisa com seres humanos e que na apresentação e ou publicação dos resultados.
Quanto aos riscos à instituição, houve o risco de conflitos de interesse. Então, de modo a minimizar tal risco, foi assegurado a inexistência de conflito de interesses entre o pesquisador e os sujeitos da pesquisa ou patrocinador do projeto. Além disso, o estudo não utilizou dados secundários.
No entanto, além de riscos à instituição, o estudo causou riscos aos dados das gestantes, com o risco de gerar vazamento de informações coletadas, já que terá acesso a informações pessoais. Entretanto, os dados foram recolhidos por meio dos questionários, com única e exclusiva finalidade gerar conhecimento científico, sendo garantida a confidencialidade de tais informações, assim como o anonimato.
Ademais, quanto aos riscos ao pesquisador, ocorre o risco de perda de material em algum momento da pesquisa, sendo realizado um e-mail próprio da pesquisa para realizar o armazenamento dos arquivos em nuvem.
Todavia, foi realizado o esclarecimento de todas as dúvidas junto à comunidade, demonstrando a relevância da pesquisa para a assistência pré-natal, sendo uma ferramenta de auxílio aos profissionais, mediante a melhoria da prestação da assistência de saúde.
Os resultados obtidos foram descritos de forma geral e não individual, para que possam servir como fonte de informação para os profissionais e estudantes interessados no tema, essa pesquisa, também, poderá ser apresentada em eventos científicos e publicada em revistas científicas.
Quanto aos benefícios, não existem benefícios diretos advindos da participação neste projeto para os sujeitos da pesquisa. Entretanto, os dados recolhidos serviram para conhecer melhor as taxas de sucesso de trabalho de parto com uso de misoprostol em gestantes, assim pode-se afirmar a importância do misoprostol como indutor do trabalho de parto em gestantes de alto risco, reduzindo por conseguinte a taxa de partos cirúrgicos. Aos pesquisadores participantes, o estudo proporcionará experiência e conhecimento científico acerca do tema abordado.
3.6 Análise, tratamento e interpretação dos dados
Foram coletados e registrados no Excel, dados referentes a 243 pacientes, atendidas na maternidade para indução do parto com misoprostol. Inicialmente foi necessário estudar o banco de dados a fim de compreender cada variável presente no estudo.
3.6.1. Análise descritiva dos dados
Neste estudo, foi realizada análise estatística descritiva simples, utilizando para isso o programa Excel 365®. Apresentando as variáveis do banco de dados, que em grande parte eram categóricas, em tabelas de frequência e percentual.
Além disso, outras variáveis foram utilizadas de forma independente, como: idade; município de origem; número de gestação; Partos normais prévios; cesarianas previas; abortos prévios; idade gestacional na admissão; morbidade materna; número de comprimidos de misoprostol; uso de ocitocina.
4. RESULTADOS
Fizeram parte da pesquisa o documento de 243 gestantes que realizaram indução do parto de feto vivo na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. Os resultados do estudo foram divididos em sete categorias.
4.1 Caracterização das pacientes em relação a idade e escolaridade
A Tabela 1, mostra a caracterização das pacientes segundo a idade e escolaridade. Dessa forma, observou-se que a indução do parto com misoprostol ocorreu mais em gestantes com idade entre 19 e 35 anos (77,36%), seguido das com menor ou igual 18 anos (13,99%). Quanto à escolaridade, grande parte possuía ensino médio completo (39,50%), seguindo de ensino médio incompleto (20,57%) e fundamental incompleto (16,87%), resultando ainda em um grande público com baixa escolaridade.
Tabela 1. Perfil das gestantes submetidas a indução do parto normal com misoprostol, segundo a idade e escolaridade, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
4.2 Caracterização das pacientes de acordo com o município de origem
De acordo com os dados encontrados, a maior parte das pacientes eram provenientes de Belém e região metropolitana com 53,05%. A região metropolitana, também conhecida como Grande Belém, envolve oito municípios do estado do Pará, dentre eles estão: Ananindeua, Barcarena, Belém, Benevides, Castanhal, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Santa Izabel (Abreu, 2024). Abaixo a tabela 2, com frequência de atendimento de acordo com cada município.
Tabela 2. Pacientes atendidas para indução do parto, segundo a naturalidade, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
4.3 Caracterização das pacientes segundo número de gestações e idade gestacional na admissão
O estudo evidenciou que a maior parte das pacientes que induziram o parto com misoprostol, eram primigesta (53,90%), seguidas das que possuíam um ou dois partos normais anteriores (36,21%) (Tabela 3).
Tabela 3. Pacientes submetidas a indução do parto com misoprostol, segundo paridade, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
Quanto a idade gestacional, a maioria estava na faixa de Termo precoce (37 a 38 semanas e 6 dias) 45,67%, seguido de gestação a termo (39 a 40 semanas e 6 dias) 28,39%, e Pré-termo moderado (32 a 36 semanas e 6 dias) 17,28%, exposto numericamente na tabela 4.
Tabela 4. Pacientes submetidas a indução do parto com misoprostol, segundo a idade gestacional na admissão, Belém, Pará.

Fonte: Silva, 2025.
4.4 Caracterização das pacientes de acordo com a patologia prévia e o motivo de indução do parto com misoprostol
Em relação a patologia prévia, foi observado que grande parte das pacientes que foram submetidas a indução com misoprostol, não possuíam patologia prévia 48,97%, no entanto, em se tratando de uma maternidade de alto risco, também se observou uma grande parcela de pacientes com hipertensão gestacional com 35,39%, conforme a tabela 5.
Ademais, quanto ao motivo para indução do parto, o mais frequente foi relacionado a Rotura Prematura de Membrana com 22,63%, seguido de Hipertensão na Gestação 20,98% e Pós-Datismo 16,46%, estabelecido na tabela 6. É válido destacar que houve outros motivos frequentes, como: Feto com Restrição de Crescimento Intrauterino 6,99%; Diabetes Gestacional 6,58%; e, Bishop <6 4,11%.
Tabela 5. Pacientes submetidas a indução do parto com misoprostol, com patologia prévia, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
Tabela 6. Dados referentes às pacientes submetidas a indução do parto com misoprostol, segundo a indicação, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
Ademais, dentre a amostra do estudo, foi observado a realização da indução do parto normal em uma paciente vivendo com o vírus HIV. É importante salientar, que a indução do parto nessas pacientes não é contraindicada, desde que haja um planejamento, monitoramento contínuo e adequado, bem como, a carga viral controlada (Ministério da Saúde, 2022).
4.5. Caracterização das pacientes quanto a quantidade ao tempo de indução e resolução do parto
Notou-se que o tempo de indução até a resolução do parto, teve maior frequência depois de 12 horas até 24 horas após iniciar o processo de indução com 33,30%, seguido de mais de 24 horas até 48 horas 28,80%. No entanto, também teve pacientes que tiveram o parto resolvido com até 60 horas ou mais 7,01%, conforme a tabela 7.
Tabela 7. Dados referentes às pacientes submetidas a indução do parto com misoprostol, segundo tempo de indução do parto até resolução do parto, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
Com relação a quantidade de comprimidos de misoprostol utilizados, grande parte das gestantes necessitaram de apenas 2 comprimidos 24,69% para resolução do parto, porém, também houve uma parcela significativa que necessitaram de 8 comprimidos com um percentual de 13,58%. Demonstrado detalhadamente na tabela 8.
Tabela 8. Dados referentes às pacientes submetidas a indução do parto com misoprostol, segundo quantidade de misoprostol usados para indução, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
Quanto à resolução do parto, um pouco mais da metade evoluiu a parto normal 50,61%, porém na amostra houve uma grande parcela que resultou em parto cesariano 49,39%, com uma diferença de 0,61% entre as categorias. Além disso, durante o trabalho de parto 56,79% utilizaram outro uterotônico, como a ocitocina. Conforme demonstrado nas tabelas 9 e 10.
Tabela 9. Dados referentes às pacientes submetidas a indução do parto com misoprostol, segundo taxa de sucesso de indução, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
Tabela 10. Dados referentes às pacientes submetidas a indução do parto com misoprostol, segundo uso de ocitocina durante o trabalho de parto, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
4.6. Caracterização das pacientes quanto a evolução a parto normal, segundo a paridade
Das 243 pacientes submetidas a indução do parto, 123 pacientes evoluiram a parto normal. Dessa forma, notou-se que 55,28% eram multigestas e 44,72% eram multigestas. Conforme a tabela 11.
Tabela 11. Paridade das gestantes que obtiveram sucesso na indução do parto com misoprostol, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
4.7. Caracterização das pacientes quanto ao motivo da indicação de cesariana
Dentro da amostra, o número de partos cesarianos foi de 120, correspondente a 49,39%, conforme indicado na tabela 9. Com isso, de acordo com o estudo, quanto ao motivo de indicação de cesariana, demonstrou que a maior parte das pacientes foram submetidas a cesariana devido sofrimento fetal agudo no trabalho de parto 19,99%, seguido por falha na indução 18,3%, e, cesárea a pedido 15%. Segue de forma descritiva na tabela 12.
Tabela 12. Dados referentes às pacientes submetidas a indução do parto com misoprostol, segundo motivo de indicação de cesariana, Belém, Pará, 2025.

Fonte: Silva, 2025.
5. DISCUSSÃO
A indução do trabalho de parto é uma prática obstétrica comum em todo o mundo, utilizada quando a continuação da gravidez representa riscos para a mãe, para o bebê ou para ambos. Na instituição, de acordo com dados fornecidos pela Coordenação de Tocoginecologia, no período de janeiro a abril, tiveram no total 2.880 partos de fetos vivos (vaginal ou cesariano), sendo que destes 243 gestantes foram submetidas a indução do parto com misoprostol, obtendo-se uma taxa de 8,43%. Assemelhando-se a outros estudos encontrados na literatura.
De acordo com um inquérito global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre saúde materna e perinatal, que incluiu 373 unidades de saúde em 24 países e quase 300.000 partos, a taxa de indução do trabalho de parto foi de 9,6%. As taxas variaram significativamente entre os países, sendo a mais baixa no Níger (1,4%) e a mais alta no Sri Lanka (35,5%) (Okunola et al., 2023).
Nos Estados Unidos, o percentual de partos induzidos ultrapassou 30% em 2020. Na Europa, observa-se um aumento dessa prática em diversos países, incluindo aqueles conhecidos por uma menor medicalização do parto, como os países escandinavos. Na França, por exemplo, a taxa de indução passou de 22% entre 2010 e 2016 para cerca de 26% em 2021 (Brafman, 2024).
No que diz respeito a epidemiologia, notou-se que as gestantes que foram atendidas na instituição em sua grande maioria estavam na faixa etária de 19 a 35 anos (77,36%), condizendo com estudos realizados em outras maternidades brasileiras, onde a idade variou de 18 a 45 anos, e a mediana foi de 27 anos.
Em outro estudo, realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, das 1.000 gestantes submetidas à indução do parto com misoprostol, a variação de idade foi de 13 a 48 anos, com média de 27,66 anos e mediana de 27 anos (Correa, 2022).
Quanto à escolaridade, a maior parte possuía ensino médio completo, porém ainda com uma taxa de baixa escolaridade bem elevada 16,87%. Alguns estudos apontam que a escolaridade é um fator de impacto que pode afetar na escolha da via de parto (Souza et al., 2022).
Em relação ao município de origem, mais da metade dos atendimentos realizados foram em gestantes provenientes do município de Belém e região metropolitana 53,05%. No entanto, com uma taxa alta de atendimentos de outros municípios interioranos (46,95%). Mostrando que a maternidade em questão atende uma população ampla e de diversos municípios.
Ademais, ainda dentro do perfil, a maior parte das gestantes submetidas a indução, que evoluíram para parto normal eram multigestas 55,28%, seguido de 44,71% primigesta. Em um estudo de coorte retrospectiva, foram analisadas 4002 mulheres que passaram por indução de parto, sendo 49,1% da coorte primigestas e 50,9% eram multíparas, com achados bem semelhantes ao estudo (Silva et al., 2022).
Para Corrêa (2022), a paridade influencia na taxa de sucesso da indução do parto, uma vez que mulheres multíparas tendem a ter maiores taxas de sucesso na indução em comparação com nulíparas.
Em uma pesquisa retrospectiva, realizada com 940 mulheres submetidas à indução do trabalho de parto revelou que a taxa de sucesso foi influenciada pela paridade. Ou seja, mulheres com partos anteriores apresentaram maior probabilidade de um parto vaginal bem-sucedido após a indução (Okunola et al., 2022).
Quanto ao motivo de indução, o mais comum foi relacionado a Rotura Prematura de Membrana, Hipertensão na Gestação e Pós-Datismo. É válido destacar que houve outros motivos frequentes, como: Feto com Restrição de Crescimento Intrauterino, Diabetes Gestacional e Bishop <6.
Dados encontrados na pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (2017), mostraram que no Brasil, as taxas de indução do trabalho de parto variam conforme a região e o tipo de instituição de saúde. Em uma maternidade de alto risco no Vale do São Francisco, foram analisadas as principais indicações gestacionais e os desfechos obstétricos e neonatais das induções de trabalho de parto ocorridas entre janeiro e novembro de 2019 (Paixão et al., 2023).
Dessa forma, as indicações concordaram com o que foi achado no estudo, uma vez que identificou como motivo para a indução do trabalho de parto: gravidez pós-termo, ruptura prematura das membranas, restrição de crescimento intrauterino, isoimunização Rh e condições maternas como diabetes mellitus, doenças hipertensivas da gravidez e doenças renais (Paixão et al., 2023).
Segundo, Kerr (2021), as indicações mais comuns para indução do parto são ruptura de membranas antes do parto (para reduzir o risco de infecção ascendente) e gestações prolongadas (para reduzir o risco de mortalidade fetal). Além disso, a indução pode ser indicada em resposta a condições relacionadas com a mãe (por exemplo, pré-eclâmpsia), o feto (por exemplo, suspeita de restrição de crescimento) ou por razões sociais.
Um fato curioso no estudo, foi também a indução do parto em uma paciente HIV positivo. Uma vez que, a indução do parto nessas pacientes não é contraindicada, desde que haja um planejamento, monitoramento contínuo e adequado, bem como, a carga viral controlada (indetectável).
No que diz respeito ao tempo de indução, até a resolução do parto, o estudo mostrou que as gestantes evoluíram a parto entre 12 e 24h 33,3%. Com a utilização de no mínimo 2 comprimidos 24,69%. Estudos indicam que uma proporção significativa de mulheres evolui para o parto após a administração de uma ou duas doses de misoprostol (Nomura et al., 2023).
Vale ressaltar que não existia um protocolo único para o preparo da dose correta e os profissionais utilizam diferentes métodos de preparo e regimes de dosagem (Poinas, et al, 2022). Entretanto, em sua última recomendação a FIGO (International Federation of Gynecology and Obstetrics) orienta a utilização de misoprostol na dose 25-50 mcg a cada 4 horas para indução do trabalho de parto.
Quanto ao desfecho do parto, 50,61% evoluíram a parto vaginal não instrumentalizado, logo sendo esta considerada a taxa de sucesso de indução de trabalho de parto com misoprostol. Sendo que 56,79% dos casos analisados necessitou da utilização de ocitocina.
No estudo de Paixão et al. (2023), uma análise de 244 mulheres, atendidas em uma maternidade de alto risco no Pernambuco, submetidas à indução do parto revelou que o misoprostol foi utilizado em 85,7% dos casos. Destas, 61,9% evoluíram para parto vaginal, indicando uma taxa de sucesso significativa, mais próxima do que encontrado no nosso estudo.
Com uma amostra maior, realizada em 873 gestantes, 72% das pacientes submetidas à indução com misoprostol tiveram parto vaginal, enquanto 23% necessitaram de cesariana e 5% recorreram a fórceps ou vácuo-extrator. Apresentando disparidade elevada com o estudo. Além disso, 82% das pacientes tiveram parto nas primeiras 24 horas da indução (Correa, 2022).
Em relação a indicação de cesariana, no estudo de Souter et al. (2019) acerca da indução do parto com misoprostol, demonstrou que o sofrimento fetal teve uma taxa alta com 35,1% dos motivos de indicação, seguido por DCP 23,4% e 16% de falha de indução. Quando comparado ao nosso estudo, é possível notar que a taxa de sofrimento fetal foi a mais indicada com 19,9%, seguido de falha de indução 18,23% e cesariana a pedido 15%, sendo a última ocasionada por exaustão materna.
Em um estudo realizado em uma maternidade do Paraná, analisou 362 gestantes em uso de misoprostol para indução do trabalho de parto. O parto vaginal foi obtido somente em 48,62% dos casos, sendo utilizado como protocolo um comprimido de 25μg de misoprostol por via vaginal, em intervalos de 6 horas, por até 48 horas. Caso o efeito desejado não ocorra, a dose pode ser aumentada após 24 horas de indução, para 50μg a cada 6 horas, até o máximo de 4 administrações. (Kock, Rattmann, 2021).
Além disso, estudo retrospectivo realizado na Espanha entre 2010-2021 analisando mais 20.000 prontuários demonstrou que a principal causa de cesárea foi suspeita de sofrimento fetal, seguida por falha na indução. As principais indicações de cesárea intraparto foram suspeita de sofrimento fetal (29,3%), falha de indução (22,2%) e DCP (17,9%), enquanto a apresentação não cefálica (53,8%) foi a mais frequente para cesárea eletiva.
Já Correa, 2022, aponta em um estudo nacional que indicações mais recorrentes estão relacionadas ao grupo de sofrimento fetal agudo (34,85%), assim como falha de indução (19,09%), desproporção céfalo-pélvica (DCP, 9,96%) e exaustão materna (9,96%). Dessa forma, percebe-se que as indicações de parto cesárea são semelhantes em diferentes partes do mundo, sendo elas posteriores ou não a indução de parto.
A indução do parto com misoprostol é comum na assistência às gestantes em maternidades de alto risco, apresentando taxas de sucesso que variam conforme o contexto clínico e os protocolos adotados. A avaliação individualizada de cada paciente é essencial para determinar o momento adequado e a probabilidade de sucesso da indução (Brito et al., 2024). É fundamental que a administração do misoprostol seja realizada em ambiente hospitalar, com monitoramento contínuo da frequência cardíaca fetal e da atividade uterina, garantindo a segurança da mãe e do bebê.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Houve uma taxa de sucesso de mais de metade das induções de trabalho de parto no período analisado, sendo que houve menos de 20% de falhas de indução. Logo, percebe-se a importância do uso do misoprostol dentro da obstetrícia para redução do número de cesáreas e o incentivo para o parto vaginal, principalmente para gestantes primigestas e com baixa escolaridade, na qual se configurou o perfil deste estudo.
A ruptura prematura de membranas ovulares foi o principal motivo para indução de trabalho de parto. Mas percebe-se que as síndromes hipertensivas da gestação também se destacam como motivo da indução do trabalho de parto, já que interromper a gestação no momento adequado evita prejuízos decorrentes dos níveis pressóricos elevados tanto para mãe quanto para o feto.
Por se tratar de um estudo dentro da maior maternidade do Norte do país, onde recebe gestante com diversas patologias do período gestacional, esperava-se registrar números elevados de interrupções do processo de indução de trabalho de parto e indicações de parto cesáreas, principalmente por sofrimento fetal agudo.
Ainda existem poucos estudos, principalmente no Norte do país, que abordam sobre a indução de trabalho de parto, sobre o sucesso e os fatores que levam ao insucesso, logo mais estudos semelhantes devem ser realizados.
REFERÊNCIAS
Brafman, N. Déclencher l’accouchement, une pratique qui augmente. Lemonde, 2024. Disponível em:<https://www.lemonde.fr/sciences/article/2024/10/23/declencher-l-accouchement-une-pratique-qui-augmente_6358733_1650684.html?utm_source=chatgpt.com>. Acesso em 05 de fev. 2024.
Carlson N, Ellis J, Page K, Dunn Amore A, Phillippi J. Review of Evidence-Based Methods for Successful Labor Induction. J Midwifery Womens Health. 2021 Jul;66(4):459-469. doi: 10.1111/jmwh.13238. Epub 2021 May 13. PMID: 33984171; PMCID: PMC8363560.
Chatsis V, Frey N. Misoprostol for Cervical Ripening and Induction of Labour: A Review of Clinical Effectiveness, Cost-Effectiveness and Guidelines [Internet]. Ottawa (ON): Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health; 2018 Nov 23. PMID: 30907996.
Corrêa TD, Barreto Junior AN, Batista MCM, Corrêa Júnior MD, Leite HV. Analysis of Variables that Influence the Success Rates of Induction of Labor with Misoprostol: A Retrospective Observational Study. Rev Bras Ginecol Obstet. 2022 Apr;44(4):327-335. doi: 10.1055/s-0042-1744287. Epub 2022 Apr 26. PMID: 35472822; PMCID: PMC9948114.
Dadashaliha M, Fallah S, Mirzadeh M. Labor induction with randomized comparison of cervical, oral and intravaginal misoprostol. BMC Pregnancy Childbirth. 2021 Oct 27;21(1):721. doi: 10.1186/s12884-021-04196-4. PMID: 34706675; PMCID: PMC8549163.
Datta MR, Ghosh MD, AyazAhmed Kharodiya Z. Comparison of the Efficacy and Safety of Sublingual Versus Oral Misoprostol for the Induction of Labor: A Randomized Open-Label Study. Cureus. 2023 Nov 26;15(11):e49422. doi: 10.7759/cureus.49422. PMID: 38149157; PMCID: PMC10750255.
Godoy S, Induction of Labor using Misoprostol in a Tertiary Hospital in the Southeast of Brazil. Rev Bras Ginecol Obstet 2017; 39(10): 523-528. DOI: 10.1055/s-0037-1604259.
Kerr RS, Kumar N, Williams MJ, Cuthbert A, Aflaifel N, Haas DM, Weeks AD. Low-dose oral misoprostol for induction of labour. Cochrane Database Syst Rev. 2021 Jun 22;6(6):CD014484. doi: 10.1002/14651858.CD014484. PMID: 34155622; PMCID: PMC8218159.
Koch DM, Rattmann YD. Misoprostol para Indução do Parto: Abordagem Farmacoepidemiológica e Avaliação do Impacto na Redução de Cesáreas. R bras ci Saúde 25(2):383-394, 2021. doi:10.22478/ufpb.2317-6032.2021v25n2.55905
Minayo M, Gualhano L. Existe solução para o excesso de cesarianas no Brasil?. Scielo em perspectiva Press Releases, 2022. Disponível em: https://pressreleases.scielo.org/blog/2022/02/18/existe-solucao-para-o-excesso-de-cesarianas-no-brasil/.
Ministério da Saúde. Brasil. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecção sexualmente transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em:<https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/pcdts/2022/ist/pcdt-ist-2022_isbn-1.pdf>. Acesso em 05 de fev. 2025.
Nascimento R, Vendramini A. Avaliação do índice de sucesso nas induções de trabalho de parto com misoprostol, do hospital santo antônio, de blumenau-sc. Disponível em: https://www.hsan.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Avaliação-do-Ìndice-de-Sucesso-Autor-Dr.-Reinaldo-Nascimento.pdf.
Nomura et al. Uso de misoprostol em obstetrícia. FEMINA, v. 51, n. 6, p.350-360, 2023. Disponível em:<https://docs.bvsalud.org/biblioref/2023/10/1512418/femina-2022-516-350-360.pdf>. Acesso em 05 fev. 2025.
Okunola et al. Determinantes da indução do trabalho de parto bem sucedida em hospital -escola na nigéria: uma revisão de 10 anos. Rev Bras Saúde Mater Infan: Recife, 2022. http://dx.doi.org/10.1590/1806-9304202300000228
Ozbasli E, Canturk M, Aygun EG, Ozaltin S, Gungor M. Labor Induction with Intravaginal Misoprostol versus Spontaneous Labor: Maternal and Neonatal.
Paixão G, Marques T, Oliveira J, Santana M, Fraga C. Indução do trabalho de parto em uma maternidade de alto risco: indicações e desfechos. Rev. Saúde.Com 2023; 19(2): 3274-3287 DOI 10.22481/rsc.v19i2.11440.
Pergialiotis V, Panagiotopoulos M, Constantinou T, Vogiatzi Vokotopoulou L, Koumenis A, Stavros S, Voskos A, Daskalakis G. Efficacy and safety of oral and sublingual versus vaginal misoprostol for induction of labour: a systematic review and meta-analysis. Arch Gynecol Obstet. 2023 Sep;308(3):727-775. doi: 10.1007/s00404-022-06867-9. Epub 2022 Dec 6. PMID: 36472645; PMCID: PMC10348969.
Pfützenreuter GR, Cavalieri JC, Fragoso AP de O, Corregio KSD, Freitas PF, Trapani A. Factors Associated with Intrapartum Cesarean Section in Women Submitted to Labor Induction. Rev Bras Ginecol Obstet [Internet]. 2019Jun;41(6):363–70. Available from: https://doi.org/10.1055/s-0039-1688966.
Poinas AC, Padgett K, Heus R, Perrotin F, Devlieger R. Oral misoprostol tablets (25 µg) for induction of labor: a targeted literature review and cost analysis. J Med Econ. 2022 Jan-Dec;25(1):428-436. doi: 10.1080/13696998.2022.2053432. PMID: 35297743.
Rahimi M, Haghighi L, Baradaran HR, Azami M, Larijani SS, Kazemzadeh P, Moradi Y. Comparison of the effect of oral and vaginal misoprostol on labor induction: updating a systematic review and meta-analysis of interventional studies. Eur J Med Res. 2023 Jan 27;28(1):51. doi: 10.1186/s40001-023-01007-8. PMID: 36707858; PMCID: PMC9881312.
Scapin SQ, Gregório VRP, Collaço VS, Knobel R. Indução de parto em um hospital universitário: métodos e desfechos. Texto contexto – enferm [Internet]. 2018;27(1):e0710016. Available from: https://doi.org/10.1590/0104-07072018000710016.
Scapin SQ, Gregório VRP, Collaço VS, Knobel R. Indução de parto em um hospital universitário: métodos e desfechos. Texto contexto – enferm [Internet]. 2018;27(1):e0710016. Available from: https://doi.org/10.1590/0104-07072018000710016.
Silva et al. Avaliação do nível de fadiga de mulheres no puerpério: um estudo de coorte. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022. Disponível em:<https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/50928>. Acesso em 05 de fev. 2025.
Souza A, Amorin M, Costa A, Feitosa F. O uso do misoprostol para indução do trabalho de parto. FEMINA, Março 2010, vol 38, no 3. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2010/v38n3/a003.pdf.
Souza, E. L. et al. Fatores que influenciam a via de parto no Brasil. Rev Med (São Paulo). 2022 set.-out.;101(5):e-172947.
Vila-Candel R, Piquer-Martín N, Perdomo-Ugarte N, Quesada JA, Escuriet R, Martin-Arribas A. Indications of Induction and Caesarean Sections Performed Using the Robson Classification in a University Hospital in Spain from 2010 to 2021. Healthcare (Basel). 2023 May 23;11(11):1521. doi: 10.3390/healthcare11111521. PMID: 37297661; PMCID: PMC10252359.
Yosef T, Getachew D. Proportion and Outcome of Induction of Labor Among Mothers Who Delivered in Teaching Hospital, Southwest Ethiopia. Front Public Health. 2021 Dec 23;9:686682. doi: 10.3389/fpubh.2021.686682. PMID: 35004556; PMCID: PMC8732857.
