SEPSE PULMONAR: ASPECTOS FISIOPATOLÓGICOS E CLÍNICOS NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

PULMONARY SEPSIS: PATHOPHYSIOLOGICAL AND CLINICAL ASPECTS IN EMERGENCY CARE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202509191056


Eduarda Vieira Santos¹
Stefane Alves de Almeida¹
Pedro Lucas Rodrigues Araújo¹
Amador Alves Santos¹
Bruno Marques dos Passos¹
Murilo Silva de Saboya¹
Gustavo Augusto Oliveira Cota de Araújo¹
Maria Luiza Gonçalves Souza¹
Maria Eduarda Batista¹
Ana Julia Gomes Oliveira¹


Resumo


A sepse é uma síndrome complexa caracterizada por resposta desregulada do hospedeiro frente a uma infecção, resultando em disfunção orgânica potencialmente fatal. Entre os focos infecciosos, o pulmonar é o mais prevalente, responsável por até 60% dos casos, especialmente em decorrência de pneumonias adquiridas na comunidade, pneumonias associadas à ventilação mecânica e exacerbações infecciosas em pacientes com doenças crônicas. Revisar a literatura sobre os aspectos fisiopatológicos, clínicos e diagnósticos da sepse de foco pulmonar, destacando sua relevância epidemiológica e implicações prognósticas. Trata-se de uma revisão narrativa realizada nas bases SciELO e PubMed, considerando artigos publicados entre 2008 e 2025, em português. Foram incluídos estudos com corpo editorial que abordassem fisiopatologia, clínica ou diagnóstico da sepse pulmonar. Excluíram-se editoriais, resumos, comentários, análises transversais isoladas e estudos sem grupo comparador. A sepse pulmonar apresenta alta mortalidade (30–50%), agravada por atraso no início da antibioticoterapia adequada e pela rápida evolução para choque séptico e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). Os principais patógenos envolvidos são bactérias gram-negativas, como Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae, além de Staphylococcus aureus. A fisiopatologia envolve resposta inflamatória exacerbada, com produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β, IL-6), aumento da permeabilidade vascular e disfunção endotelial, culminando em hipoxemia refratária e falência múltipla de órgãos. Clinicamente, os sintomas respiratórios iniciais evoluem rapidamente para sinais sistêmicos graves. Biomarcadores inflamatórios e exames de imagem, especialmente a tomografia de tórax, são fundamentais no diagnóstico precoce. A sepse pulmonar é uma entidade clínica de elevada gravidade, cuja mortalidade depende da identificação precoce e do tratamento imediato. A integração entre avaliação clínica, uso racional de biomarcadores, exames de imagem e estratégias terapêuticas baseadas em evidências é essencial para melhorar o prognóstico. Futuras abordagens incluem terapias imunomoduladoras e diagnósticos mais rápidos, visando reduzir a mortalidade e as sequelas em sobreviventes.

Palavras-chave: Infectologia. Pneumonia. Sepse.

1 INTRODUÇÃO

A sepse configura-se como uma síndrome complexa resultante de uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, levando a disfunção orgânica potencialmente fatal. Além disso, é uma das causas de morte cada vez mais frequente no Brasil e no mundo, tendo vários fatores de maior morbidade, sendo os principais a idade (maior que 65 anos), aumento da prevalência de doenças sistêmicas debilitantes (como diabetes melittus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e distúrbios da circulação sanguínea). Fatores atrelados a maior mortalidade: idade acima de 65 anos; comorbidade; hipertermia (> 39ºC), imunossupressão, rebaixamento do nível de consciência, hipotensão, maior extensão radiológica da pneumonia, uso prévio de antibióticos, ureia elevada, queda da temperatura, intoxicação digitálica, cianose, taquipnéia, ausência de dor torácica, leucocitose > 20.000 e leucopenia (Angus; Van Der Poll, 2013).

A mortalidade da sepse ultrapassa 40% e estima-se que 35 a 40% dos pacientes sépticos evoluem para o estado de choque (Ceccato et al., 2018).

Dentre os focos infecciosos mais prevalentes, o pulmonar destaca-se como o principal responsável por desencadear quadros sépticos, em especial decorrentes de pneumonias adquiridas na comunidade (PAC), pneumonias associadas à ventilação mecânica (PAV) e exacerbações infecciosas em pacientes com doença pulmonar crônica (Phua et al., 2016).

Segundo dados recentes, aproximadamente 40 a 60% dos casos de sepse e choque séptico têm como origem o sistema respiratório, o que confere à sepse pulmonar uma relevância epidemiológica singular (Liapikou et al., 2020). 

Um dos principais mecanismos de proteção do organismo humano é o sistema imunológico, responsável pela defesa contra agentes da sepse. Esse sistema é composto por duas modalidades interdependentes de resposta: a imunidade inata e a imunidade adaptativa. A resposta imune constitui-se em um processo altamente complexo, envolvendo uma rede de células especializadas, mediadores solúveis e interações moleculares, cuja finalidade primordial é reconhecer, conter e eliminar a agressão infecciosa, limitando sua disseminação e preservando a integridade tecidual (Evans et al., 2021).

A imunidade inata caracteriza-se pela atuação imediata e não específica, sendo mediada por barreiras físicas, químicas e biológicas, bem como por células efetoras como macrófagos, neutrófilos, células dendríticas e células natural killer (NK). Essa resposta é direcionada a um amplo espectro de patógenos, independentemente de exposições prévias. Em contrapartida, a imunidade adaptativa apresenta maior especificidade e a capacidade de desenvolver memória imunológica, possibilitando uma resposta mais eficaz e duradoura em exposições subsequentes ao mesmo antígeno. Esse mecanismo depende da ativação de linfócitos T e B, que reconhecem determinantes antigênicos previamente processados e apresentados por células do hospedeiro, culminando em uma resposta imune direcionada e altamente especializada (Weiss et al., 2017).

Na urgência e emergência, a identificação precoce da sepse de foco pulmonar é determinante para o prognóstico. A “hora de ouro” é uma janela crítica em que o diagnóstico rápido, o início do suporte hemodinâmico e a instituição de antimicrobianos adequados podem reduzir significativamente a mortalidade. Portanto, compreender os mecanismos fisiopatológicos, reconhecer os sinais clínicos e laboratoriais, estratificar o risco e aplicar protocolos terapêuticos atualizados constituem pilares fundamentais do atendimento ao paciente com essa condição (Qadir et al., 2024).

O presente artigo tem como objetivo realizar uma revisão narrativa sobre a fisiopatologia clínica da sepse de foco pulmonar.

2 METODOLOGIA 

Este estudo trata-se de uma revisão narrativa com o propósito de discutir e descrever sobre linha fisiopatológica e diagnóstica da sepse de foco pulmonar. Foi utilizado o banco de dados: SciElo (Scientific Electronic Library Online) e PubMed (US National Library of Medicine), com restrição de idioma (português) e dando prioridade a artigos publicados entre 2008 e 2025.

Estratégia de pesquisa

Utilizou-se os termos para ir de encontro à temática com um desenho prospectivo: “Pneumonia”, “Sepse”, “Síndrome resposta inflamatória”. Para complementar as buscas nas bases de dados, revisamos todas as referências dos artigos selecionados e dos artigos de revisão.

Critérios de inclusão e exclusão

Critério de inclusão: estudo publicado em periódico com corpo editorial. Dentro do banco de dados da SciElo, foram selecionados 9 de 100 artigos, dos quais, foram excluídos 1 e incluídos 8. Assim como, foram selecionados 20 dos 120 artigos do PubMed, onde foram excluídos 5 e incluídos 15. Foram excluídos, editoriais, comentários, cartas aos editores, resumos, estudos qualitativos, estudos que relataram apenas uma análise transversal, ensaios, estudos que relataram método de pesquisa ou validação de instrumento e estudos de acompanhamento que não tiveram um grupo de comparação de resultados.

Seleção e extração dos artigos

A seleção dos estudos foi realizada de forma independente pelo autor principal, seguindo três etapas: I- análise dos títulos dos artigos, II- leitura dos resumos e III- leitura dos textos completos. A cada fase, caso houvesse divergências, um segundo autor era solicitado a julgar, e a decisão final era tomada por consenso ou maioria.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 

Os estudos analisados demonstram que a sepse de foco pulmonar continua sendo a principal causa de sepse grave e choque séptico em âmbito hospitalar, representando até 50% dos casos. A população mais acometida compreende indivíduos com comorbidades crônicas, como DPOC, insuficiência cardíaca, diabetes mellitus e doença renal crônica, além de pacientes imunossuprimidos. Os achados fisiopatológicos evidenciam que a resposta inflamatória pulmonar é desencadeada pela invasão de patógenos respiratórios, sobretudo bactérias gram-negativas (Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli) e gram-positivas (Staphylococcus aureus). Observou-se, ainda, crescente participação de microrganismos multirresistentes, principalmente em ambientes de terapia intensiva, em quadros de sepse ocasionada por ventilação mecânica (Thomas et al., 2022).

Na análise clínica, os sintomas iniciais incluem febre, tosse produtiva, dispneia e dor torácica pleurítica, frequentemente evoluindo para sinais sistêmicos como taquicardia, hipotensão e alteração do estado mental. Os pacientes evoluem em 24 a 72 horas com falência respiratória progressiva, caracterizada por hipoxemia refratária, necessidade de suporte ventilatório invasivo e critérios compatíveis com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) (Mehta et al., 2021).

Do ponto de vista laboratorial, os resultados apontaram leucocitose ou leucopenia, elevação significativa de biomarcadores inflamatórios (PCR, procalcitonina e IL-6) e lactato sérico elevado, correlacionando-se com maior mortalidade. Nos exames de imagem, a tomografia de tórax sem contraste mostrou-se superior à radiografia na detecção precoce de consolidações, infiltrados difusos e abscessos pulmonares (Fan et al., 2021).

O prognóstico observado nos estudos revisados evidenciou elevada mortalidade, variando de 30 a 50%, associada diretamente ao tempo de instituição da antibioticoterapia adequada e ao controle da resposta inflamatória sistêmica (Harjola et al., 2023).

Os achados confirmam que a sepse de foco pulmonar apresenta características próprias de fisiopatologia e evolução clínica, que a diferenciam de outros focos infecciosos. A principal via de progressão da doença é a ativação exacerbada da resposta imune inata, mediada pelo reconhecimento de padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) através dos receptores Toll-like das células epiteliais e macrófagos alveolares. Essa ativação leva à produção desregulada de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-1β e IL-6, responsáveis por promover permeabilidade vascular aumentada, formação de edema alveolar e comprometimento da troca gasosa (Brown et al., 2023).

Outro ponto relevante é a contribuição da disfunção endotelial sistêmica, que, ao favorecer extravasamento capilar e hipotensão, estabelece o estado de hipoperfusão tecidual. O pulmão, como foco inicial, desempenha papel central na disseminação da inflamação, visto que o acúmulo de neutrófilos e espécies reativas de oxigênio agrava a lesão tecidual local e promove liberação de mediadores para a circulação sistêmica. Essa cascata culmina na falência múltipla de órgãos, principal causa de mortalidade (Self et al., 2019).

Do ponto de vista clínico, a apresentação da sepse pulmonar pode ser insidiosa ou fulminante. Sintomas respiratórios típicos de pneumonia comunitária podem rapidamente evoluir para sinais de disfunção orgânica. A precocidade na identificação dos sinais sistêmicos, como hipotensão, alteração do nível de consciência e oligúria, mostrou-se determinante para reduzir complicações. Diversos estudos reforçam que o atraso na antibioticoterapia apropriada, mesmo em poucas horas, está associado ao aumento significativo da mortalidade (Li et al., 2015).

Em relação ao prognóstico, a sepse pulmonar tem evolução mais grave quando comparada a outros focos infecciosos devido à rápida instalação de hipoxemia refratária (Tan et al., 2018). Estudos recentes destacam a associação entre sepse de foco pulmonar e desenvolvimento de SDRA, condição que por si só eleva a mortalidade e aumenta a necessidade de suporte ventilatório avançado. A estratégia de ventilação protetora e o manejo hemodinâmico precoce são fundamentais para redução de desfechos desfavoráveis (Wirz et al., 2018).

Além disso, a discussão atual na literatura aponta para a relevância dos mecanismos de imunossupressão tardia, nos quais há exaustão de linfócitos T e apoptose de células imunes, predispondo a reinfecções e maior risco de mortalidade em longo prazo. Esse aspecto reforça a necessidade de acompanhamento prolongado de pacientes sobreviventes, visto que muitos desenvolvem disfunção respiratória crônica e comprometimento funcional persistente (Schuetz et al., 2017).

Por fim, os resultados analisados confirmam que a sepse pulmonar representa uma síndrome complexa, cujo entendimento exige a integração entre fisiopatologia, clínica e biomarcadores. O reconhecimento precoce do quadro, aliado ao tratamento imediato e individualizado, permanece como o fator mais determinante para o prognóstico. Estratégias futuras, como o uso de terapias imunomoduladoras e novas ferramentas de diagnóstico precoce, podem contribuir para a redução da mortalidade associada a essa condição (Le Pape et al., 2022).

4 CONCLUSÃO

Em suma, torna-se evidente que o manejo da sepse pulmonar deve integrar a avaliação clínica criteriosa, o uso racional de biomarcadores e exames de imagem, além da adoção de estratégias ventilatórias e hemodinâmicas baseadas em evidências. Paralelamente, a literatura aponta para a relevância de novas abordagens terapêuticas, como a modulação da resposta imune e o desenvolvimento de técnicas diagnósticas mais sensíveis e rápidas, capazes de reduzir o tempo até o tratamento adequado. Dessa forma, o enfrentamento da sepse pulmonar exige não apenas avanços científicos e tecnológicos, mas também a implementação de protocolos assistenciais eficientes que visem à redução da mortalidade e à melhora da qualidade de vida dos sobreviventes.

REFERÊNCIAS

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1Universidade de Rio Verde, Goianésia, Brasil / unirvpesquisa@gmail.com