RELAÇÃO ENTRE O COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E A SONOLÊNCIA DIURNA EM IDOSOS: ESTUDO TRANSVERSAL

RELATIONSHIP BETWEEN BEHAVIORAL BEHAVIOR AND DIURNAL SLEEPINESS IN ELDERLY: CROSS CURRENT STUDY 

RELACIÓN ENTRE EL COMPORTAMIENTO SEDENTARIO Y LA SONOLENCIA DIURNA EN IDOSOS: ESTUDIO TRANSVERSAL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202507021958


Adolfo Luiz Reubens da Cunha1
Carla Menêses Hardman2
Mauro Virgilio Gomes de Barros3


RESUMO  

Introdução: No processo de envelhecimento surgem interrupções do ritmo circadiano  normal e nos ciclos do sono, com isso o desenvolvimento de distúrbios do sono. Entre  os distúrbios do sono que mais acomete os idosos, destaca-se a sonolência diurna  excessiva. Idosos mais ativos fisicamente e com menor exposição ao comportamento  sedentário não apresentam esse distúrbio. Objetivo: Verificar se o comportamento  sedentário está relacionado a sonolência diurna em idosos do Recife. Métodos: Para  isto foi realizado um estudo transversal com 263 idosos (≥60 anos) residentes em dois  Distritos Sanitários do Recife. Os escores da sonolência diurna e do comportamento  sedentário foram coletados, na forma de entrevista, por meio da Escala de Sonolência de  Epworth (ESE) e do Longitudinal Aging Study Amsterdam Sedentary Behavior  Questionnaire (LASA-SBQ). Para análise dos dados foi empregada à correlação de  Spearman. Resultados: Foi observado que o tempo total em comportamento sedentário  foi significativamente relacionado ao escore da sonolência diurna (rho=0,15; p=0,02).  Considerações finais: Portanto quanto maior a exposição ao comportamento sedentário  maior será a sonolência diurna nos idosos.  

Palavras-chave: Sonolência diurna. Idoso. Comportamento sedentário. 

ABSTRACT  

Introduction: In the aging process interruptions of the normal circadian rhythm and in  the cycles of sleep arise, with the consequent development of sleep disorders. Among  the sleep disorders that most affect the elderly, excessive daytime sleepiness stands out.  More physically active individuals with less exposure to sedentary behavior do not  present this disorder. Objective: To verify if the sedentary behavior is related to  daytime sleepiness in the Recife elderly. Methods: A cross-sectional study was carried  out with 263 elderly (≥60 years old) living in two Health Districts of Recife. The scores  for daytime sleepiness and sedentary behavior were collected as an interview using the  Epworth Sleepiness Scale (ESE) and the Longitudinal Aging Study Amsterdam  Sedentary Behavior Questionnaire (LASA-SBQ). Spearman correlation was used for  data analysis. Results: It was observed that the total time in sedentary behavior was  significantly related to the diurnal sleepiness score (rho = 0.15; p = 0.02). Final  considerations: Therefore, the greater the exposure to sedentary behavior, the greater  the daytime sleepiness in the elderly. 

Keywords: Daytime sleepiness. Old man. Sedentary behavior.

RESUMEN  

Introducción: En el proceso de envejecimiento surgen interrupciones del ritmo  circadiano normal y en los ciclos del sueño, con lo que el desarrollo de trastornos del  sueño. Entre los disturbios del sueño que más acometen a los ancianos, se destaca la  somnolencia diurna excesiva. Los ancianos más activos físicamente y con menor  exposición al comportamiento sedentario no presentan ese trastorno. Objetivo: Verificar si el comportamiento sedentario está relacionado a somnolencia diurna en  ancianos de Recife. Métodos: Para ello se realizó un estudio transversal con 263  ancianos (≥60 años) residentes en dos Distritos Sanitarios de Recife. Los escores de la  somnolencia diurna y del comportamiento sedentario fueron recogidos en forma de  entrevista a través de la Escala de Somnolencia de Epworth (ESE) y del Longitudinal  Aging Study Amsterdam Sedentary Behavior Cuestionario (LASA-SBQ). Para el  análisis de los datos se empleó la correlación de Spearman. Resultados: Se observó que  el tiempo total en comportamiento sedentario fue significativamente relacionado con la  puntuación de la somnolencia diurna (rho = 0,15, p = 0,02). Consideraciones finales: Por lo tanto, cuanto mayor sea la exposición al comportamiento sedentario mayor será  la somnolencia diurna en los ancianos.  

Palabras clave: Somnolencia diurna. Personas de edad avanzada. Comportamiento  sedentario.

INTRODUÇÃO 

O processo de envelhecimento acarreta diminuição nas respostas fisiológicas  que desencadeiam, além do surgimento de doenças crônicas e de problemas funcionais,  interrupções do ritmo circadiano normal e nos ciclos do sono, aumentando a  suscetibilidade ao desenvolvimento de distúrbios do sono (1, 2). Um dos distúrbios do  sono que atinge a população idosa é a Sonolência Diurna Excessiva (SDE) (3). É definida como uma maior propensão a dormir ou cochilar em situações de vigília, isso  podendo impactar negativamente no desempenho do trabalho, segurança ocupacional e  rodoviária, capacidade funcional e estado geral de saúde (4, 5).  

A SDE está associada à redução da qualidade de vida, com aumento do risco de  desenvolvimento de hipertensão arterial (6), morbidade cardiovascular (7), depressão (8),  comprometimento cognitivo e mortalidade entre os idosos (9). O tratamento da SDE em  idosos pode ser feita de forma farmacológica (10), porém o uso excessivo de  medicamentos podem causar dependências e o surgimento de outras enfermidades,  como câncer e até a morte (11); e, de forma não farmacológica, com a prática regular de  exercícios físicos (12)

Neste contexto, estudos verificaram que a sonolência diurna foi associada à  diminuição da prática de exercícios físicos em idosos (13). Os idosos fisicamente ativos  apresentaram maior duração e melhor qualidade do sono (14), e consequente diminuição na sonolência diurna nos idosos (15). Além do nível de atividade física, o comportamento  sedentário também está relacionado com os distúrbios do sono (16). Em um estudo  transversal foi verificada a associação do comportamento sedentário com a sonolência  diurna, especificamente, no tempo gasto em um computador, já que a utilização noturna  desse dispositivo geraria supressão do ciclo circadiano, pela exposição à luz, e aumento  da sonolência diurna (17).  

A relação do nível de atividade física com a sonolência diurna na população  idosa já foi amplamente relatada na literatura, mostrando que quanto maior o nível de  atividade física, menor é o escore de sonolência diurna (18), entretanto, a relação do  comportamento sedentário e da sonolência diurna em idosos ainda precisa ser  investigada, levando em consideração o tempo de realização das atividades habituais na  posição sentada ou deitada. Com isso, o objetivo deste estudo foi verificar se o tempo de  exposição ao comportamento sedentário está relacionado à sonolência diurna em idosos,  testando a hipótese de que idosos com uma baixa exposição ao comportamento  sedentário estão menos propensos a desenvolver a sonolência diurna.

MATERIAIS E MÉTODOS 

Caracterização do estudo  

Trata-se de um estudo transversal que está integrado ao Projeto “EUGERON”.  Este projeto recebeu anuência da Secretaria Municipal da Saúde do Recife e foi  aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade de  Pernambuco (CAAE: 58104516.6.0000.5207). A participação dos idosos foi voluntária  e mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido.  

Mais informações sobre esse projeto estão disponíveis no site do projeto  (http://www.gpesupe.org/eugeron/).  

População alvo, seleção e tamanho amostral  

A população alvo deste estudo foi constituída por idosos (≥ 60 anos de idade), de  ambos os sexos, residentes nas áreas das Unidades de Saúde da Família (USF) da  Cidade do Recife. Não foram incluídos no estudo os idosos que se encontravam  internados para tratamento de saúde; os que não atingiram ponto de corte no Mini  Exame do Estado Mental (MEEM): analfabetos = 19 pontos; de 1 a 3 anos de  escolaridade = 23 pontos; de 4 a 7 anos de escolaridade = 24 pontos; > 7 anos de  escolaridade = 28 pontos (20).  

A seleção dos participantes foi sistemática, e aconteceu mediante amostragem de  domicílios, sendo operacionalizados em dois estágios, no primeiro com a seleção dos  setores censitários (unidade amostral primária) e, no segundo, os domicílios (unidade  amostral secundária). Com isso, foram incluídos dois distritos sanitários (IV e V), por  serem os distritos que apresentaram maior número de idosos (32.335 e 30.451),  cadastrados nas USF. O distrito IV possui 20 USF e o distrito V possui sete USF, e para  cada distrito foram sorteadas três. A quantidade de idosos por distrito foi dividida pela  quantidade de equipes de saúde da família que compunham cada USF. Sendo assim, no  distrito IV e V foram selecionados, respectivamente, 219 e 207 idosos cadastrados nas  USF. 

O tamanho amostral foi estabelecido considerando o interesse de estimar  prevalências das variáveis de sonolência diurna e de comportamento sedentário, razão  pela qual a prevalência esperada foi definida em 50%. Adicionalmente foram definidos  os seguintes parâmetros: erro de cinco pontos percentuais, intervalo de confiança de 95%. Considerando estes fatores, calculou-se que o tamanho amostral deveria ser de, no  mínimo, 203 idosos. Foi realizada uma correção do cálculo inicial para o efeito de  delineamento amostral (Deff= 2), e foi acrescido no cálculo 20% considerando as  perdas e recusas e 10% para ausência de resposta, chegando ao total de 264 idosos. 

Coleta de dados 

As coletas tiveram início no mês de junho e término em novembro do ano de  2018. O trabalho de campo foi realizado por estudantes e profissionais da área de saúde,  com um treinamento prévio, seguindo um manual de coleta de dados  (http://www.gpesupe.org/eugeron/). Além dos treinamentos, aconteceram reuniões com  a equipe técnica. Um estudo piloto foi realizado no período de junho e julho de 2017  para testar a adequação dos procedimentos e das estratégias operacionais de campo. 

Avaliação da sonolência diurna  

Para avaliar a sonolência diurna foi utilizada a Escala de Sonolência de Epworth (ESE) (21), que é composta de oito itens, onde os idosos tiveram que relatar a  probabilidade de cochilar em diferentes situações, com escores das respostas variando  de 0 (nunca cochila) a 3 (alta chance de cochilar). As pontuações totais variam de 0 a  24, onde a maior pontuação indicou aumento da propensão à sonolência (21). A  sonolência diurna foi definida com escores > 10, que é um ponto de corte amplamente  usado para diferenciar os indivíduos com sonolência diurna moderada a grave (22)

Avaliação do comportamento sedentário  

O escore do comportamento sedentário foi obtido pelo Longitudinal Aging Study  Amsterdam Sedentary Behavior Questionnaire (LASA-SBQ). Este questionário foi  desenvolvido para ser aplicado em pessoas idosas (23)e foi adaptado para uso no Brasil  (24). O comportamento sedentário foi avaliado por meio de um escore composto pela  soma do tempo despendido, calculado por meio de (tempo total de CS em dia de  semana*5) + (tempo total de CS em dia de fim de semana*2)/7. Com o escore obtido foi  realizado uma descrição por percentil e considerado como mais expostos os que  apresentavam o escore maior ou igual ao percentil 50. 

Covariáveis

Além do comportamento sedentário e a da sonolência diurna, foram incluídas as  covariáveis para caracterizar a amostra, conforme apresentado a seguir: sexo  (masculino, feminino); idade (≤70, ≥71 anos); estado civil (casado ou vivendo com  parceiro, outro); renda (<1 salário mínimo, 1 salário mínimo, ≥2 salários mínimos);  escolaridade (em anos completos: ≥5, ≤4); trabalho (sim, não); presença autorrelatada  de pelo menos uma doença crônica não transmissível – DCNT (não, sim), avaliada  através da versão brasileira do Brief Pain Inventory (BPI-B), validada por Ferreira et  al.(25); excesso de peso (não, sim), avaliada pelo IMC (≤ 24,9 não, ≥ 25 sim). 

Análise dos dados  

Os dados foram exportados do Personal Digital Assistent (PDA) para uma  planilha no programa Excel e analisados no programa estatístico STATA (versão 14).  Para análise descritiva das variáveis numéricas foram utilizadas as medidas de posição  (média, mediana) e de dispersão (desvio-padrão, amplitude interquartil). A normalidade  da distribuição dos dados foi verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Para  descrição das variáveis categóricas foi empregado à distribuição de frequências  (absoluta e relativa). A correlação de Spearman foi empregada para verificar se os  escores do comportamento sedentário estavam relacionados ao escore da sonolência  diurna. 

RESULTADOS 

Dos 426 idosos identificados para participar do estudo, 28 recusaram ou não  realizaram a entrevista por problemas logísticos. No total foram entrevistados 398  idosos, destes 75 apresentaram escores abaixo do ponto de corte estabelecido no MEEM  (21)e 69 não responderam todas as questões da Escala de Sonolência de Epworth.  Portanto, a amostra deste estudo foi constituída por 263 idosos, com idade entre 60 e 99  anos (72,7 ±8,5 anos). As características dos participantes estão apresentadas na Tabela  1. 

Tabela 1. Frequência absoluta (f) e relativa (%) das características demográficas, socioeconômicas e relacionadas à saúde da amostra (n=263).

Observou-se que 54% (n=115) dos participantes estavam expostos ao tempo  excessivo em comportamento sedentário e 25,8% (n=68) dos idosos foram classificados  com sonolência diurna excessiva (ESS). As frequências dos indicadores de sonolência  diurna estão apresentadas na Tabela 2 e os dados de média, desvio padrão, mediana e  intervalo interquartil referentes ao escore do comportamento sedentário e de sonolência  diurna estão apresentados na Tabela 3.

Tabela 2. Frequência absoluta (f) e relativa (%) dos indicadores de sonolência diurna da amostra (n= 263). 

Tabela 3. Dados de média, desvio padrão, mediana e intervalo interquartil referentes aos  escores de comportamento sedentário e de sonolência diurna em idosos.

Legenda: CS = comportamento sedentário

Além disso, foi verificado que o tempo total em comportamento sedentário foi  estatisticamente (p=0,02) relacionado com o escore da sonolência diurna na amostra,  apesar do baixo coeficiente de correlação (rho=0,15). 

DISCUSSÃO 

Os participantes do presente estudo apresentaram baixa prevalência (25,8%) de  sonolência diurna. Resultado similar foi observado em um estudo realizado com idosos  no Chile, onde apenas 27,4% dos idosos apresentaram sonolência diurna (26), e em  idosos residentes no município de Anápolis-GO (24%) (27). A presença de sonolência  diurna excessiva em idosos atrapalha a vida social, com predisposição a cochilos, e  interfere na duração e qualidade do sono noturno (28). Os indicadores de sonolência  diurna que apresentaram maior probabilidade de cochilar foram: assistindo tv (26,2%),  ao deitar-se à tarde para descansar (36,1%), e sentado quieto após o almoço sem bebida  de álcool (29,7%).

A sonolência diurna em idosos tem ligação significativa com problemas no sono  noturno, baixa frequência de exercícios e com o comportamento sedentário (3). O  presente estudo constatou que o tempo total em comportamento sedentário foi  significativamente relacionado ao escore da sonolência diurna dos idosos investigados.  Neste sentido, quanto maior a exposição ao comportamento sedentário maior o escore da sonolência diurna. Corroborando com este resultado, um estudo com adultos de meia  idade e idosos, da África do Sul, detectou que o sono curto, sono longo, sono  insuficiente, ronco, respiração ofegante, paradas para respirar e o sono agitado, o baixo  nível de atividade física e o comportamento sedentário estão relacionados à presença de  sonolência diurna excessiva (29).  

Um estudo epidemiológico, realizado nos países da Islândia e Suécia, revelou  que era insuficiente definir se o indivíduo tem risco de desenvolver complicações  ocasionadas pela sonolência diurna excessiva, apenas pela aplicação da Escala de  Sonolência de Epworth (30). Uma possível explicação para isto seria a subjetividade nos  dados coletados, que podem não representar total veracidade quanto às respostas  fornecidas pelos participantes. Da mesma forma, o LASA-SBQ, usado para avaliar o  comportamento sedentário, oferece as mesmas limitações, pois os dados também são  adquiridos de forma subjetiva, porém, são instrumentos de baixo custo e fácil  aplicabilidade, facilitando as pesquisas transversais. Portanto, são sugeridos que novos  estudos sejam realizados utilizando instrumentos de avaliação objetiva, para avaliar as  variáveis da sonolência diurna excessiva e o comportamento sedentário, produzindo  assim resultados mais seguros e fidedignos.  

Este estudo, por ser realizado em apenas dois distritos sanitários do Recife, não  teve uma representatividade para todos os idosos deste munícipio. Com isso, para  representar melhor a população idosa desta cidade e de outras cidades do país, é  necessário o desenvolvimento de estudos com maior número de participantes. Embora  não se tenha representatividade para a cidade, o presente estudo buscou incluir até mesmo  aqueles idosos acamados e com limitações funcionais. Para atender a todos estes idosos,  a coleta era realizada no domicílio do participante, pelo pesquisador acompanhado pelo  agente comunitário de saúde e com agendamento prévio, levando segurança para o  idoso no momento da aplicação e evitando o deslocamento dele até outro local. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Portanto, verificou-se que o tempo total em comportamento sedentário foi  significativamente relacionado ao escore da sonolência diurna nos idosos investigados.  Esse achado é importante tanto para os profissionais que trabalham com essa população  quanto para os idosos, pois é necessária a mudança destes comportamentos, com a  inclusão de atividades físicas no cotidiano desses indivíduos para uma melhora neste  distúrbio do sono. Os resultados encontrados nesta pesquisa poderão ser usados pelo  serviço de saúde ou grupos específicos de orientação à pessoa idosa, auxiliando na  prevenção de problemas do sono e colaborando no tratamento daqueles que apresentam  sonolência diurna excessiva, diminuindo os riscos de doenças que poderiam surgir  como consequência disto. 

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1Mestre em Educação Física. Programa de Pós-Graduação em Educação Física da  Universidade Federal de Pernambuco. Grupo de Pesquisa em Atividade Física, Saúde e  Qualidade de Vida – GPASQ.

2Doutora em Educação Física. Programa de Pós-Graduação em Educação Física da  Universidade Federal de Santa Catarina. Docente do Departamento de Educação Física  e do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal de  Pernambuco. Grupo de Pesquisa em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida – GPASQ.

3Doutor em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio  Grande do Sul, Brasil. Professor Associado da Universidade de Pernambuco, Brasil. Endereço para correspondência: Adolfo Luiz Reubens da Cunha Rua Gomes Coutinho, 120, Apto 203 – A, Tamarineira, Recife, PE – CEP 52051-130. e-mail: aduiz@yahoo.com.br/ Telefone: (81) 98575-5155.

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