RASTREAMENTO DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG) EM ADOLESCENTES EM UMA UNIDADE DE SAÚDE NA PARAÍBA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202503192207


Julia Pedrosa Duarte de Farias Leite; Joycyelly Lourenço Garcia da Silva; Joyce Cristine Azevedo Oliveira Florentino, Pâmella Eduarda Taveres de Brito; Ingridy Fernanda Vasconcelos Nóbrega Rozendo; João Marcos Almeida Trigueiro; Jayanny Lourenço Garcia da Silva; Artur Henrique Lopes Machado; Daniela Carvalho da Silva; Danielle Patrício da Silva


RESUMO 

A ansiedade é um transtorno crescente na adolescência, com destaque para o  Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), caracterizado por preocupações  excessivas e difíceis de controlar. Este transtorno afeta negativamente o  desenvolvimento psicológico e social dos jovens, especialmente em uma fase de  transição marcada por mudanças e desafios. O TAG é subdiagnosticado, sendo  importante utilizar ferramentas para rastreá-lo precocemente, como o  questionário Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7), originalmente  desenvolvido para adultos. Estudos mostraram que essa escala é eficaz também  para adolescentes, apresentando boa sensibilidade e especificidade. O objetivo  do estudo foi investigar a prevalência do TAG em adolescentes de 10 a 19 anos,  utilizando o GAD-7 para diagnóstico precoce. A pesquisa foi realizada em uma  unidade básica de saúde, com amostra de 20 adolescentes, sendo a maioria do  sexo feminino. Os resultados mostraram que 45% dos participantes  apresentaram sintomas moderados de ansiedade e 15% sintomas graves. O  estudo evidenciou a necessidade de detecção precoce e manejo adequado,  incluindo encaminhamentos para profissionais especializados e apontou uma  prevalência elevada de TAG em adolescentes mais jovens e no sexo feminino.  Os dados obtidos reforçam a utilidade do GAD-7 como ferramenta de  rastreamento, embora haja desafios em sua especificidade, especialmente em  populações diversas. 

Palavras-chave: Transtorno de Ansiedade Generalizada; Adolescente, GAD-7. 

ABSTRACT 

Anxiety is a growing issue among adolescents, with Generalized Anxiety Disorder  (GAD) being one of the most prevalent conditions. GAD is characterized by  excessive and uncontrollable worry about various aspects of daily life, posing  significant challenges for adolescents. This anxiety can negatively impact their 

psychological and social development, highlighting the need to understand GAD  in this age group. Adolescence, marked by physical, emotional, and social  changes, often involves balancing academic, familial, social, and work  obligations, making it a time when mental health disorders such as anxiety,  stress, and depression are common. GAD is characterized by persistent anxiety  and worry lasting at least six months, often accompanied by physical symptoms.  Although prevalent, GAD remains underdiagnosed, particularly among children  and adolescents. Early detection is crucial, and tools like the Generalized Anxiety  Disorder-7 (GAD-7) questionnaire have been validated for screening in  adolescents, offering a reliable and accessible method for identifying the  disorder. Studies have shown the GAD-7’s strong validity in detecting GAD  among adolescents in diverse populations. This research aims to determine the  prevalence of GAD among adolescents aged 10-19 in a specific population using  the GAD-7. Early diagnosis, along with classification of symptom severity, is  important for appropriate management, which could minimize the disorder’s  impact on the adolescent’s life. The findings could contribute to better  epidemiological understanding, inform preventive measures, and provide clarity  to families regarding GAD.

Keywords: Generalized Anxiety Disorder; Adolescent; GAD-7.

1. INTRODUÇÃO 

A ansiedade é um problema cada vez mais comum na adolescência, e o  Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) se destaca como uma das  condições mais prevalentes. Este transtorno é caracterizado pela preocupação  excessiva e de difícil controle, abrange diversos aspectos da vida cotidiana e representa um desafio significativo para os adolescentes. Além disso, a  ansiedade durante a adolescência pode ter impactos negativos no  desenvolvimento psicológico e social, destacando a importância de compreender  a TAG nesse grupo etário específico (Araújo; Normando; Marinho, 2024). 

Pelo fato de ser uma fase de mudanças e conflitos, espera-se que os  adolescentes consigam manejar a vida acadêmica, obrigações familiares, vida  social e, em alguns casos, até trabalho. Não é surpresa que distúrbios de ordem  mental tenham prevalência significativa nesta faixa etária. O desequilíbrio das  demandas pode favorecer o aparecimento de estresse, ansiedade e até mesmo  depressão. (Brasil, 2007).  

De acordo com Dalgalarrondo (2019), o quadro do Transtorno de  Ansiedade Generalizada (TAG) é definido como a presença de sintomas  ansiosos na maior parte dos dias ao longo de meses. Para o diagnóstico é  necessário que o paciente tenha sofrimento significativo e que cause prejuízo na  sua vida cotidiana.  

A ansiedade pode apresentar sintomas bastante intensos e é uma  desordem mental que afeta uma quantidade considerável da população. De  acordo com Todorovic et al. (2023) mundialmente, estima-se que 6.5% dos  adolescentes apresentem tal problema. A grande questão é que mesmo sendo  uma situação prevalente permanece sendo subdiagnosticada e subtratada,  especialmente, entre crianças e adolescentes. 

Nesse contexto, é perceptível a necessidade de utilização de um  dispositivo para rastrear o Transtorno de Ansiedade Generalizada nessa  população. O Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7) é um questionário de fácil  aplicação útil para o rastreamento dessa patologia. Foi originalmente desenvolvida para aplicação em adultos, apresentando uma sensibilidade de  89% e uma especificidade de 82% no estudo de Adjorlolo et al. (2019).

Dois estudos avaliaram as propriedades psicométricas do questionário  GAD-7 em grupos de adolescentes. Tiirikainen et al. (2019) aplicou a escala em  uma população de adolescentes finlandeses e Adjorlolo et al. (2019) aplicou a  escala em adolescentes de Gana. Ambos os estudos, baseados na  confiabilidade dos resultados, validaram o questionário, com sensibilidade e  especificidade suficientes para detectar o transtorno na amostra foco desta  pesquisa. 

Este estudo se propôs a demonstrar que, através de um instrumento  simples, de fácil acesso e aplicação, o Transtorno de Ansiedade Generalizada  pode ser rastreado na atenção básica. Além de ser diagnosticado de forma  precoce e oportuna, pode ser classificado de acordo com a severidade dos  sintomas e receber o manejo de forma adequada, minimizando os danos  causados pelo transtorno.  

Além disso, por estabelecer a prevalência da patologia em uma amostra,  através de uma escala validada, podemos compreender epidemiologicamente a doença, buscar fatores de riscos, desmistificar o transtorno e tirar dúvidas dos  responsáveis acerca do tema.

2. OBJETIVOS 

2.1 GERAL 

Verificar, através do instrumento de triagem GAD-7, a prevalência do  Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) em adolescentes de 10-19 anos em uma população definida. 

2.2 ESPECÍFICOS 

2.2.1 Realizar o diagnóstico precoce do transtorno; 

2.2.2 Classificar o paciente de acordo com a gravidade dos sintomas,  avaliando a necessidade de compartilhamento do atendimento com especialista  e equipe multiprofissional; 

2.2.3 Enfatizar a importância da atenção primária na detecção precoce do  transtorno em questão.

3. REFERENCIAL TEÓRICO 

A adolescência é uma fase da vida compreendida entre a infância e a vida  adulta. De acordo com a OMS, inicia aos 10 anos e termina com os 19 anos  completos. Diverge do Ministério da Saúde, que caracteriza esse período como  compreendido entre os 12 e os 18 anos. Apesar das diferenças, é uma fase de  transição da vida humana, marcada pelos impulsos de desenvolvimento físico,  mental, espiritual, sexual e social. É a época de aprender sobre suas emoções  e desenvolver mecanismos de enfrentamento (Brasil, 2007).  

O Transtorno de Ansiedade Generalizada é caracterizado pela  manifestação de sintomas de ansiedade na maioria dos dias, ao longo de vários  meses. Os indivíduos podem relatar diversos sintomas, como insônia, angústia,  irritabilidade, dificuldades de concentração, cefaleias, dores musculares,  desconforto abdominal, tontura, dormência, entre outros. Para que o diagnóstico  seja estabelecido, é fundamental que o paciente experimente um sofrimento  significativo, o qual comprometa sua rotina diária e suas atividades cotidianas  (Dalgalarrondo 2019).  

O TAG é considerado o problema de saúde mental mais prevalente em  crianças e adolescentes. Porém, apesar de sua alta prevalência, apresenta um  baixo nível de detecção e respectivo tratamento. O TAG é definido pela presença  por pelo menos seis meses de ansiedade e preocupação excessiva relacionada  às mais diversas situações; dificuldade de controlar a preocupação e a presença  de pelo menos três dos seguintes: alterações do sono, tensão muscular, fadiga,  irritabilidade, agitação, dificuldade de concentração, conforme Crockett;  Martínez; Ordóñez-Carrasco et al. (2022). 

Testes de triagem confiáveis e validados são instrumentos importantes  para a detecção de indivíduos com TAG e, consequentemente, intervenção  precoce. O Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7) é uma escala de fácil  aplicação que originariamente foi desenvolvida para aplicação em adultos. A  escala apresenta uma sensibilidade de 89% e uma especificidade de 82% de  acordo com Adjorlolo et al. (2019). Sendo uma das ferramentas mais usadas  para mensurar o TAG, ela já foi traduzida para vários idiomas, incluindo o  português por Sousa et al. (2015).

No entanto, havia dúvidas sobre a aplicação da escala em adolescentes.  Para esclarecimento, dois estudos avaliaram as propriedades psicométricas do  GAD-7 para rastreio de adolescentes com ansiedade generalizada, Tiirikainen et  al. (2019), avaliou uma grande população de adolescentes na Finlândia. O  estudo foi seguido por Adjorlolo et al. (2019), que avaliou adolescentes em Gana. 

Ambos os estudos foram apoiados na confiabilidade e validade do questionário,  demonstrando sensibilidade e especificidade suficientes para detectar os  sintomas na população em questão. 

O estudo na população brasileira de Leite e Faro (2022), aplicou a escala  GAD-7, HADS E PHQ-9, em 302 adolescentes entre 15-19 anos; as evidências  apontaram associações estatisticamente significativas e positivas entre as  escalas utilizadas. Metade da amostra apresentou sintomatologia positiva para  TAG, sendo mais frequente no sexo feminino e em adolescentes mais jovens, o  que demonstra que a GAD-7 apresenta propriedades adequadas para o  rastreamento do TAG na população avaliada. 

A escala GAD-7 foi avaliada no estudo de Marlow et al. (2022), foram  recrutados 302 adolescentes, neles foram aplicados a escala GAD-7 e o  cronograma infantil para transtornos afetivos e esquizofrenia administrado por  médicos treinados, sendo esta considerada a medida de padrão-ouro para  diagnóstico de ansiedade. Como resultado, verificou-se que a escala apresenta  uma especificidade de 67% e sensibilidade de 75% para a detecção de  adolescentes com ansiedade. 

O estudo de Seemi et al. (2023), avaliou 544 adolescentes entre 10 e 19  anos do Paquistão, aplicaram a escala que é nosso objeto de estudo e obtiveram  os seguintes resultados: 173 (33%) dos participantes demonstraram nível de  ansiedade de moderado a severo, sendo mais prevalente no sexo feminino  (26%) do que no masculino (7%). A educação parental rígida está relacionada  de forma significativa ao desenvolvimento dos sintomas mais graves (20%).  

Buscando avaliar possíveis fatores de riscos associados ao transtorno  nessa faixa etária, o estudo de Santander-Hernández et al. (2022) aplicou as  escalas GAD-7 e PHQ-9 em 370 estudantes universitários entre 16-41 anos  (média 20 anos) e investigou o uso abusivo de celulares. O uso de tais equipamentos de forma exagerada foi um fator em comum entre os estudantes.  Sintomas depressivos e ansiosos estavam presentes em 78% e 69%,  respectivamente, entre os investigados. Adicionalmente, a adicção e  dependência do uso de celulares estavam associadas de forma significativa com  a presença dos sintomas ansiosos. 

Na Coreia do Sul, o pesquisador Lee et al. (2023), utilizou o GAD-7 para  correlacionar o transtorno de ansiedade generalizada com o uso excessivo de  smartphones. Nesse estudo, 54.948 alunos entre o ensino fundamental e médio  compuseram o estudo. Foram divididos em dois grupos, classificados como o  grupo de dependência excessiva de smartphones e o grupo controle. Do grupo  exposto, 20,3% apresentavam transtorno de ansiedade generalizada, sendo o  risco duas vezes maior do que no grupo controle.

4. METODOLOGIA 

4.1 TIPO DE ESTUDO 

Este trabalho compõe uma pesquisa com abordagem quantitativa e  descritiva sobre o rastreamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada em  jovens atendidos pelas equipes 1 e 2 da unidade básica de saúde: Malvinas V,  localizada na rua José Zacarias da Costa, bairro Malvinas, Campina Grande, no  estado da Paraíba. 

4.2 AMOSTRA POPULACIONAL 

A amostra selecionada corresponde aos adolescentes entre 10-19 anos  de idade atendidos pelas equipes 1 e 2 na unidade básica de saúde supracitada. 

4.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO 

Foram incluídos adolescentes, com faixa etária entre 10-19 anos,  independente do sexo, que ao realizarem consulta na unidade de saúde estavam acompanhados de responsáveis alfabetizados que sabiam ler entender o que estava escrito no questionário e no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido  (TCLE). 

4.4 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO 

Foram excluídos indivíduos que apresentavam outros transtornos mentais  diagnosticados e entrevistados que não conseguiram responder às perguntas  dirigidas. 

4.5 COLETA DE DADOS 

A coleta de dados ocorreu no período de setembro a dezembro de 2024.  As entrevistas ocorreram no consultório médico mediante a aplicação do questionário GAD-7 (ANEXO A) no dia que o adolescente, na companhia do seu  responsável, passou por consulta com o médico da sua equipe da unidade  básica de saúde de Campina Grande, PB, após a assinatura do Termo de  Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (APÊNDICE I) e Termo de  Assentimento (APÊNDICE II), este no caso de entrevistado menor de idade. O  questionário foi preenchido pelo pesquisador após as respostas do adolescente. 

Ademais, foram explicadas possíveis dúvidas que os acompanhantes possuam  sobre o questionário e o TAG.  

4.6 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS 

Nesta pesquisa foi utilizado o instrumento de rastreamento chamado  “Generalized Anxiety Disorder-7” (ANEXO A), que procura, através da  formulação de questionamentos identificar a presença do transtorno da  ansiedade generalizada na população geral.  

São 07 indagações em que as respostas variam de acordo com a  frequência dos sintomas apresentados pelos entrevistados. Pontuam de zero a  três. Sendo a frequência dividida de acordo com a pontuação, respectivamente  em: nunca (zero pontos); alguns dias (um ponto); mais da metade dos dias (dois  pontos); quase todos os dias (três pontos). 

4.7 ANÁLISE DOS DADOS 

Os dados foram tabulados utilizando a planilha Excel 2019 e tratados pelo  programa IBM SPSS Statistics versão 21, aplicando estatística descritiva.  

Os dados foram analisados de forma a organizar a amostragem em três  grupos distintos: ansiedade leve, moderada ou grave. A partir dessa  classificação foi definido a conduta adequada. A ansiedade será classificada  como leve quando atingir a pontuação de 5-9 pontos; moderada de 10-14 pontos  e grave de 15-21 pontos. 

Prosseguindo com a avaliação, quando o Transtorno de Ansiedade  Generalizada foi classificado como leve o paciente foi encaminhado para avaliação por psicólogo; medidas psicoeducativas; práticas de atenção plena;  alimentação saudável e prática de exercícios físicos. 

Quando classificado com sintomas moderados, além do que já tinha sido recomendado para os sintomas leves, o paciente foi encaminhado para  matriciamento com a psiquiatria e avaliado para a possibilidade de início ou  ajuste de medicação. Já na situação em que os sintomas foram enquadrados  como grave, ademais do que já foi citado, foi avaliado a necessidade de  encaminhamento para pronto atendimento, ou até mesmo, internação.

4.8 RISCOS 

O atual estudo pode ser enquadrado como tendo um risco de grau  mínimo. Dentre os possíveis riscos estão os de origem psicológica, tais como:  possibilidade de constrangimento durante a entrevista; fadiga ou aborrecimento  ao responder às perguntas; quebra do anonimato. Esta pesquisa não apresenta  riscos de ordem física. No intuito de minimizar esses possíveis riscos serão  tomadas medidas baseadas em preceitos éticos essenciais, de acordo com as  normas e orientações da Norma Operacional nº 001/2013- Diretrizes  Regulamentadoras da Pesquisa Envolvendo Seres Humanos e da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que  dispõe sobre estudos envolvendo seres humanos. 

4.9 BENEFÍCIOS 

Os benefícios relacionados a participação nesta pesquisa foram: 

1) Detectar precocemente os casos de transtorno de ansiedade  generalizada; 

2) Elucidar sobre possíveis dúvidas que os adolescentes e responsáveis  tenham, proporcionando maior esclarecimento sobre um agravo de saúde  tão prevalente. 

3) Contribuir para uma pesquisa que possa facilitar o diagnóstico e tratamento  oportuno de adolescentes.  

4.10 ASPECTOS ÉTICOS 

Esta pesquisa foi submetida para avaliação e aprovação pelo Comitê de  Ética e Pesquisa, conforme as recomendações da resolução nº 466, de 12 de  dezembro de 2012, que priorizam o respeito às normas de pesquisa envolvendo  seres humanos (Brasil, 2012). 

O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), por meio  da Plataforma Brasil em 29 de junho de 2024, sendo aprovado em 29 de agosto  de 2024, sob o número do Certificado de Apresentação de Apreciação Ética  (CAAE): 81189124.8.0000.5182. Após sua devida aprovação pelo CEP, a coleta  de dados foi iniciada no período de setembro a dezembro de 2024.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 

A amostra total deste estudo foi de 20 participantes, cadastradas na área  adscrita da equipe 1 da UBS Malvinas V, em Campina Grande-PB, entrevistados  entre setembro e dezembro de 2024 e que preencheram os critérios de inclusão  estabelecidos anteriormente. 

5.1 ESTATÍSTICAS DESCRITIVAS DA VARIÁVEL IDADE 

Ao verificar a saída da análise do SPSS, os dados analisados possuem  amplitude de 11 a 19, a amplitude indica que os valores variam dentro desse  intervalo, a média foi de 16 anos, onde a média representa a medida central dos  dados, o desvio padrão, que mede a dispersão em torno da média, mostra que,  em média, os valores estão a 2,375 unidades de distância da média, indicando  uma variabilidade moderada. Assim, os dados apresentam pouca dispersão,  com valores relativamente concentrados próximos à média (Tabela 1).

Tabela 1. Estatísticas descritivas para a variável idade.

Fonte: autora, 2025.

5.2 ESTATISTICAS DESCRITIVAS DA VARIÁVEL SEXO   

A variável apresenta um total de 20 observações, sendo 13 do sexo  feminino (65%) e 7 do sexo masculino (35%). Isso demonstra que a maioria das  observações pertence ao sexo feminino, representando quase dois terços do  total, enquanto o sexo masculino corresponde a pouco mais de um terço, como  mostrado na tabela 2 e na figura 1.

Tabela 2. Estatísticas descritivas: variável sexo.

Fonte: autora, 2025.

Figura 1. Gráfico: variável sexo.

Fonte: autora, 2025.

5.3 RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO APLICADO 

5.3.1 SENTIR-SE NERVOSO OU MUITO TENSO 

A variável apresenta 20 observações distribuídas em quatro categorias. A  resposta 0 – Nenhuma vez foi escolhida por 2 participantes (10%), enquanto 1 – Vários dias foi selecionada por 4 participantes (20%). A opção 2 – Mais da  metade dos dias teve a maior frequência, com 10 participantes (50%), e 3 – Quase todos os dias foi escolhida por 4 participantes (20%). Esses dados  mostram que a maioria das pessoas relatou sentir-se nervosa ou tensa em mais  da metade dos dias, indicando que o nervosismo é um fator significativo no grupo  analisado (Figura 2).

Figura 2. Gráfico: Respostas da questão 1.

Fonte: autora, 2025.

5.3.2 NÃO SER CAPAZ DE IMPEDIR OU CONTROLAR AS PREOCUPAÇÕES A variável apresenta 20 respostas distribuídas nas quatro categorias. A  categoria 0 – Nenhuma vez foi indicada por 2 participantes (10%), enquanto 1 – Vários dias foi selecionada por 6 participantes (30%). A categoria 2 – Mais da  metade dos dias foi relatada por 5 participantes (25%), e 3 – Quase todos os dias  foi a mais frequente, com 7 participantes (35%) (Figura 3).

Figura 3. Gráfico: Respostas da questão 2.

Fonte: autora, 2025.

5.3.3 PREOCUPAR-SE COM DIVERSAS COISAS 

Nesta questão, a categoria 0 – Nenhuma vez foi escolhida por 6  participantes (30%), enquanto 1 – Vários dias foi a mais frequente, com 7  respostas (35%). A categoria 2 – Mais da metade dos dias teve 4 participantes  (20%), e 3 – Quase todos os dias foi relatada por 3 participantes (15%) (Figura  4).

Figura 4. Gráfico: Respostas da questão 3.

Fonte: autora, 2025. 

5.3.4 DIFICULDADE PARA RELAXAR 

Com base nos dados fornecidos sobre a variável “Dificuldade para  Relaxar”, temos a seguinte distribuição das respostas: 6 pessoas marcaram a  opção 0, “Nenhuma Vez”, o que corresponde a 30% da amostra. A opção 1,  “Vários dias”, foi escolhida por 7 pessoas, representando 35% dos respondentes.  Já a opção 2, “Mais da metade dos dias”, foi escolhida por 4 pessoas, o que  equivale a 20% da amostra. Por fim, a opção 3, “Quase todos os dias”, foi  marcada por 3 pessoas, correspondendo a 15% dos participantes (Figura 5).

Figura 5. Gráfico: Respostas da questão 4.

Fonte: autora, 2025. 

5.3.5 FICAR TÃO AGITADO QUE SE TORNA DIFÍCIL PERMANECER  SENTADO 

Com base nos dados fornecidos sobre a variável “Ficar tão agitado que  se torna difícil permanecer sentado”, temos a seguinte distribuição das  respostas: 9 pessoas marcaram a opção 0, “Nenhuma Vez”, o que corresponde  a 45% da amostra. A opção 1, “Vários dias”, foi escolhida por 3 pessoas,  representando 15% dos respondentes. Já a opção 2, “Mais da metade dos dias”,  foi escolhida por 3 pessoas, o que equivale a 15% da amostra. Por fim, a opção  3, “Quase todos os dias”, foi marcada por 5 pessoas, correspondendo a 25% dos  participantes (Figura 6). 

Esses dados revelam que a maior parte da amostra (45%) não relata  agitação significativa que dificulte permanecer sentado, indicando que essa  sensação é incomum para essa parcela dos participantes. No entanto, 55% dos  respondentes experimentam algum grau de agitação que interfere com essa  capacidade, sendo que 15% relatam isso em vários dias ou mais da metade dos  dias, e 25% afirmam que isso ocorre “Quase todos os dias”.

Figura 6. Gráfico: Respostas da questão 5. 

Fonte: autora, 2025.

5.3.6 FICAR FACILMENTE ABORRECIDO OU IRRITADO 

Com base nos dados fornecidos sobre a variável “Ficar facilmente  aborrecido ou irritado”, temos a seguinte distribuição das respostas: 1 pessoa  marcou a opção 0, “Nenhuma Vez”, o que corresponde a 5% da amostra. A  opção 1, “Vários dias”, foi escolhida por 5 pessoas, representando 25% dos  respondentes. Já a opção 2, “Mais da metade dos dias”, foi escolhida por 7  pessoas, o que equivale a 35% da amostra. Por fim, a opção 3, “Quase todos os  dias”, foi marcada por 7 pessoas, correspondendo a 35% dos participantes (Figura 7). 

Esses dados indicam que uma parcela significativa da amostra (70%)  experimenta algum grau de irritação ou aborrecimento, com 35% relatando isso  “Mais da metade dos dias” ou “Quase todos os dias”, o que sugere uma  frequência considerável desse sentimento. Apenas 5% dos participantes não  relataram nenhum aborrecimento, marcando a opção “Nenhuma Vez”. Isso  sugere que a maior parte dos respondentes tem dificuldades em lidar com a  frustração ou irritação, com uma expressiva parte enfrentando isso com  frequência.

Figura 7. Gráfico: Respostas da questão 6.

Fonte: autora, 2025.

5.3.7 SENTIR MEDO COMO SE ALGO HORRÍVEL FOSSE ACONTECER 

Com base nos dados fornecidos sobre a variável “Sentir medo como se  algo horrível fosse acontecer”, temos a seguinte distribuição das respostas: 5  pessoas marcaram a opção 0, “Nenhuma Vez”, o que corresponde a 25% da  amostra. A opção 1, “Vários dias”, foi escolhida por 6 pessoas, representando  30% dos respondentes. Já a opção 2, “Mais da metade dos dias”, foi escolhida  por 4 pessoas, o que equivale a 20% da amostra. Por fim, a opção 3, “Quase  todos os dias”, foi marcada por 5 pessoas, correspondendo a 25% dos  participantes (Figura 8). 

Esses dados revelam que uma parte significativa da amostra (55%)  experimenta medo ou apreensão com alguma regularidade, com 30% dos  participantes relatando isso em vários dias e 25% afirmando que isso ocorre  “Quase todos os dias”. No entanto, 25% da amostra não sente esse tipo de  medo, marcando a opção “Nenhuma Vez”, o que sugere que uma parcela  considerável da amostra não vivencia esse tipo de sensação.

Figura 8. Gráfico: Respostas da questão 7.

Fonte: autora, 2025.

5.4 CLASSIFICAÇÃO 

Com base nos dados fornecidos sobre o nível de agitação, temos a  seguinte distribuição das respostas em termos de número de pessoas e suas  respectivas porcentagens: 8 pessoas foram classificadas com agitação “Leve”,  o que corresponde a 40% da amostra; 9 pessoas foram classificadas com  agitação “Moderada”, o que representa 45% dos respondentes; e 3 pessoas  foram classificadas com agitação “Grave”, o que equivale a 15% da amostra (Tabela 3 e figura 9).

Tabela 3. Classificação de gravidade.

Fonte: autora, 2025.

Figura 9. Gráfico: classificação de gravidade.

Fonte: autora, 2025.

Para avaliar a chance de um adolescente escolhido ao acaso ter ansiedade  leve, moderada ou grave, a abordagem estatística é calculada através dos  seguintes dados: 

• N=20 (número de adolescentes totais) 

• 8 classificados com ansiedade leve 

• 9 classificados com ansiedade moderada 

• 3 classificados com ansiedade grave 

A distribuição da amostra foi de: 

• Leve: 8/20= 40%  

• Moderada: 9/20=45% 

• Grave: 3/20= 15% 

Ao calcular intervalos de confiança exatos para proporções (como a chance  de um adolescente ter ansiedade leve, moderada ou grave), o método exato de  Clopper-Pearson baseado na distribuição binomial é a abordagem mais precisa,  especialmente para amostras pequenas.

Dado um número de acometidos x (ex.: adolescentes com ansiedade leve) e  um tamanho amostral, o intervalo de confiança para a proporção é calculado a  partir da distribuição binomial (Figura 10). 

Figura 10. Intervalo de confiança exato de Clopper-Pearson.

Fonte: IBM, 2012. 

Onde: 

• α é o nível de significância (ex.: para 95% de confiança, α=0,05) • Beta Inv é a função inversa da distribuição beta. 

Se em uma amostra de 20 adolescentes, 8 têm ansiedade leve: 

• Proporção pontual: 8/20= 0,40 (40%) 

• Nível de confiança: 95% (ou seja, α=0,05) 

Usando a função da distribuição beta para calcular os limites de confiança,  encontra-se o intervalo de confiança no caso de ansiedade leve entre 21%-61%,  significa que estamos 95% confiantes de que a proporção real de adolescentes  com ansiedade leve está nesse intervalo. Como o número de indivíduos com  ansiedade moderada 9 em uma amostra de 20, o intervalo de confiança de 95%  para a proporção populacional está entre 23,06% e 68,47%. E no caso dos  indivíduos com ansiedade grave (3 em uma amostra de 20), o intervalo de  confiança de 95% para a proporção populacional está entre 3,21% e 37,89%.  Todos os intervalos foram calculados com base no método exato de Clopper Pearson.

Utilizando como exemplo o dado encontrado no intervalo de confiança  para ansiedade grave, a interpretação é a proporção observada na amostra do  estudo é 15% dos adolescentes da amostra apresentam ansiedade grave. O  intervalo de confiança de 95% (3,21% a 37,89%) indica que, se repetíssemos  esse estudo várias vezes com diferentes amostras da mesma população, em  95% dos casos, a verdadeira proporção de adolescentes com ansiedade leve  estaria entre 3,21% e 37,89%. Em outras palavras, embora a amostra tenha  mostrado 15%, a incerteza estatística nos permite dizer, com 95% de confiança,  que a proporção real na população pode variar entre 3,21% e 37,89%. 

Em relação à distribuição de gênero dentro de cada classificação, na  categoria “Leve”, a maioria são homens, com 5 homens (62,5%) e 3 mulheres  (37,5%). Para a classificação “Moderada”, 2 são homens (22,2%) e 7 são  mulheres (77,8%). Já na classificação “Grave”, todos os 3 participantes são  mulheres, representando 100% dessa categoria. 

Esses dados indicam que a maior parte da amostra experimenta níveis  mais leves ou moderados de agitação, com 85% dos respondentes classificados  nessas duas categorias. No entanto, destaca-se que todos os casos  classificados como “Grave” são mulheres, o que sugere uma possível tendência  de maior intensidade de agitação entre as mulheres dessa amostra. Além disso,  a classificação “Moderada” também é predominantemente feminina, o que pode  indicar uma diferença de gênero no nível de agitação percebido. 

Ao confrontar os achados do estudo com pesquisas anteriores, é possível  determinar semelhanças nos resultados. O estudo de Leite e Faro (2022) aplicou  a escala GAD-7 em 302 adolescentes entre 15-19 anos, apresentou metade da  amostra apresentou sintomatologia positiva para TAG, sendo mais frequente no  sexo feminino e em adolescentes mais jovens. O atual estudo encontrou  sintomatologia positiva para TAG em 100% da amostra. Além disso, encontrou  uma maior presença do distúrbio no sexo feminino (65%) e do que no sexo  masculino (35%).  

Segundo Adjorlolo et al. (2019), a escala apresenta uma sensibilidade de  89% e um especificidade de 82%. Assim como o estudo de Marlow et al. (2022),  que comparou os resultados da escala com o cronograma infantil para  transtornos afetivos e esquizofrenia administrado por médicos treinados, sendo esta considerada a medida de padrão-ouro para diagnóstico de ansiedade,  verificando que a escala apresenta uma especificidade de 67% e sensibilidade de 75% para a detecção de adolescentes com ansiedade.  

O fato de encontrar sintomas sugestivos de TAG em 100% da amostra na  atual pesquisa demonstra que a GAD-7 apresenta propriedades adequadas para  o rastreamento do TAG na população avaliada, o que vai ao encontro dos  estudos anteriores. Mas que apesar de apresentar uma alta sensibilidade, é  questionável sua alta especificidade. O que confronta o estudo de Adjorlolo et al.  (2019), mas corrobora com o estudo de Marlow et al. (2022). O questionário não  explora questões importantes fatores de confundimento, como: a presença de  comorbidades psiquiátricas associadas, o uso abusivo de smartphones, tempo  de sintomas, uso de medicações.  

O estudo de Seemi et al. (2023), que aplicou a escala em adolescentes  do Paquistão, encontrou que 33% dos participantes demonstraram nível de  ansiedade de moderado a severo, sendo mais prevalente no sexo feminino  (26%) do que no masculino (7%). No atual estudo, foi encontrado um resultado  ainda mais preocupante, com 45% dos participantes sendo classificados com  sintomas moderados e 15% com sintomas graves. Em relação à distribuição de  gênero em cada classificação, na categoria “Leve”, a maioria são homens, com  62,5%. Sendo a classificação “Moderada” e “Grave” mais preponderante nas  mulheres, com respectivamente, 77,8% e 100% da amostra. O que evidencia  uma provável tendência da maior gravidade da enfermidade no sexo feminino, o  que corrobora com o estudo supracitado.

6. CONCLUSÃO 

Com o atual estudo, pode-se confirmar o que já era indicado em estudos  anteriores, que o Transtorno de Ansiedade Generalizado, TAG, é um problema  de saúde pública, altamente prevalente na sociedade pós-moderna. Estando os  adolescentes incluídos na lista dos principais acometidos.  

É importante, também, enfatizar a maior tendência a gravidade dos  sintomas no sexo feminino. A escala Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7) é  uma ferramenta importante para ser utilizada na prática clínica nas consultas de  rotina. Os sintomas muitas vezes não são relatados pelos adolescentes ou seus  responsáveis, cabendo busca ativa para identificação da patologia. 

É justo aferir que a escala representa um instrumento de triagem eficaz,  pela sua alta sensibilidade. Mas, também, é importante alertar os clínicos que  utilizam a escala na sua prática clínica sobre a provável baixa especificidade,  sendo necessário durante o atendimento investigar outras  situações/comorbidades.

REFERÊNCIAS 

ADJORLOLO, S.; Generalised anxiety disorder in adolescents in Ghana:  Examination of the psychometric properties of the Generalised Anxiety  Disorder-7 scale. African Journal os Psychological Assessment. 2019. 

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BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Área de Saúde  do Adolescente e do Jovem. Marco legal: saúde, um direito de  adolescentes. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2007. 

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