REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202511132323
Amanda Lima Giacomelli1, Francielle Alba Moraes2, Gabriel de Matos Brito Ribeiro3, Gustavo Dantas de Almeida Fernandes4, Pedro Lucas Silva Nogueira5, Rafael Campos Vasconcelos da Silva6, Raviere de Sousa Nogueira7, Thomas Levi Oliveira de Souza8
RESUMO
A depressão é um transtorno mental que afeta indivíduos de todas as idades, mas tem se mostrado particularmente prevalente na população idosa. O envelhecimento traz consigo diversas mudanças físicas, emocionais e sociais que podem favorecer o surgimento ou agravamento de quadros depressivos. Este artigo tem como objetivo analisar os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da depressão em idosos, bem como discutir as estratégias de prevenção e tratamento voltadas a essa faixa etária. Trata-se de um estudo de caráter descritivo e bibliográfico, baseado em pesquisas recentes sobre o tema. Conclui-se que a identificação precoce, o apoio familiar e o acompanhamento multiprofissional são fundamentais para a promoção da saúde mental dos idosos.
Palavras-chave: depressão; idosos; saúde mental; envelhecimento; qualidade de vida.
ABSTRACT
Depression in old age represents one of the main contemporary public health challenges. This article aims to understand the factors associated with the development of depression among the elderly, analyzing its causes, consequences, and prevention strategies. The study is based on a literature review and a simulated survey conducted with 50 elderly residents in a long-term care institution. Results showed a high prevalence of depressive symptoms related to social isolation, emotional losses, and chronic diseases. It is concluded that promoting public policies for inclusion,psychological support, and family engagement is essential to improving the quality of life in this population group.
Keywords: Depression. Elderly. Mental health. Quality of life.
1 INTRODUÇÃO
O processo de envelhecimento é natural e inevitável, porém, pode vir acompanhado de desafios que comprometem a saúde física e emocional do indivíduo. Dentre os problemas de maior relevância nessa fase da vida, destaca-se a depressão, que afeta significativamente a qualidade de vida e o bem-estar da pessoa idosa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é uma das principais causas de incapacidade no mundo, sendo mais frequente entre mulheres e indivíduos em situação de vulnerabilidade social. A depressão em idosos, muitas vezes, é negligenciada ou confundida com os sinais normais do envelhecimento, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento adequado. Fatores como perdas afetivas, isolamento social, doenças crônicas e limitações físicas podem contribuir para o surgimento ou agravamento do quadro depressivo. Diante disso, torna-se essencial compreender a problemática da depressão na velhice, visando à promoção de uma assistência integral à saúde mental do idoso. O envelhecimento populacional é uma realidade crescente no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 60 anos ou mais vem aumentando significativamente, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde dessa população. A depressão em idosos pode manifestar-se de forma diferente da observada em adultos mais jovens. Muitas vezes, os sintomas são mascarados por queixas somáticas, como dores, fadiga e alterações no apetite ou no sono. Além disso, há uma tendência cultural de subestimar os sofrimentos emocionais dos idosos, o que contribui para a falta de diagnóstico adequado (LIMA et al., 2022). Diversos fatores de risco estão associados à depressão nessa faixa etária. Entre eles, destacam-se: – Fatores biológicos, como alterações neuroquímicas e doenças crônicas; – Fatores psicológicos, como sentimento de inutilidade, baixa autoestima e luto; – Fatores sociais, como o isolamento, a aposentadoria e a solidão. A ausência de vínculos afetivos e a falta de atividades significativas no cotidiano também favorecem o aparecimento de sintomas depressivos. Segundo Santos e Silva (2021), a rede de apoio social é um elemento essencial para prevenir e amenizar a depressão no idoso, pois estimula o convívio e reduz o sentimento de abandono. Em relação ao tratamento, a abordagem deve ser multidisciplinar, envolvendo profissionais da saúde mental, familiares e cuidadores. O uso de medicamentos antidepressivos pode ser necessário em alguns casos, mas deve ser acompanhado de intervenções psicossociais, como psicoterapia, grupos de convivência e práticas de lazer. A atenção básica à saúde desempenha papel fundamental na detecção precoce e no encaminhamento adequado desses pacientes (COSTA et al., 2023).
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Diversos estudos apontam que a depressão em idosos é frequentemente subdiagnosticada e subtratada. Segundo Almeida (2021), fatores biopsicossociais desempenham papel crucial na manifestação dos sintomas, sendo o apoio familiar e o convívio social elementos protetores importantes. Para Nunes e Silva (2022), a solidão e a sensação de inutilidade social são grandes contribuintes para o aumento da incidência de depressão nessa faixa etária. Já Pereira et al. (2023) destacam que a prática de atividades físicas e o engajamento em grupos comunitários podem reduzir significativamente os índices de depressão entre idosos.
3 METODOLOGIA
A pesquisa foi desenvolvida por meio de abordagem mista, combinando revisão bibliográfica e aplicação de questionários simulados. Foram considerados 50 idosos, com idades entre 60 e 85 anos, residentes em uma instituição de longa permanência. Os dados foram coletados de forma simulada, visando ilustrar os possíveis resultados de um estudo real. Foram analisadas variáveis como estado civil, nível de escolaridade, tempo de institucionalização e presença de sintomas depressivos
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados evidenciam que a maioria dos idosos analisados apresenta vulnerabilidade emocional relacionada ao tempo de institucionalização e à falta de suporte social. A solidão e a ausência de atividades significativas foram apontadas como fatores agravantes da depressão. Conforme Silva e Ramos (2022), a interação social é um dos principais mecanismos de proteção contra transtornos mentais em idosos. Portanto, a criação de programas de estímulo à convivência e à autonomia é essencial.
5 CONCLUSÃO
Conclui-se que a depressão na faixa etária idosa é uma problemática multifatorial, exigindo atenção integrada entre família, profissionais da saúde e poder público. A inclusão social, o incentivo à prática de atividades físicas e o acompanhamento psicológico constituem medidas fundamentais para o enfrentamento do problema. O fortalecimento de políticas públicas voltadas à saúde mental do idoso é urgente e imprescindível para a promoção do bem-estar e da dignidade na velhice.
6 REFERÊNCIAS
ALMEIDA, J. R. Depressão em idosos: desafios do diagnóstico e tratamento. Revista Brasileira de Geriatria, v. 14, n. 3, 2021.
NUNES, P.; SILVA, C. Fatores psicossociais associados à depressão na terceira idade. Saúde e Sociedade, v. 31, n. 2, 2022.
PEREIRA, M. et al. Atividade física e saúde mental: efeitos preventivos na população idosa. Revista de Saúde Coletiva, v. 28, n. 1, 2023.
SILVA, L.; RAMOS, D. Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos. Psicologia Atual, v. 37, n. 4, 2022.
1Bacharelanda em Medicina / Faculdade Metropolitana, União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental (UNNESA) E-mail: giacomelli810@gmail.com
²Especialista em Infectologia / Faculdade Metropolitana, União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental (UNNESA) E-mail: Francielle.moraes@metropilitana-ro.com.br
³Bacharelando em Medicina / Faculdade Metropolitana, União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental (UNNESA) E-mail: gabrieldematos.gm@gmail.com
⁴Bacharelando em Medicina / Faculdade Metropolitana, União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental (UNNESA) E-mail: gustavoluis2147@gmail.com
⁵Bacharelando em Medicina / Faculdade Metropolitana, União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental (UNNESA) E-mail: nogueirapedro2015@gmail.com
⁶Bacharelando em Medicina / Faculdade Metropolitana, União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental (UNNESA) E-mail: rafaelcampos.vasconcelos@hotmail.com
⁷Bacharelando em Medicina / Faculdade Metropolitana, União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental (UNNESA) E-mail: ravisous10@outlook.com
⁸Bacharelando em Medicina / Faculdade Metropolitana, União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental (UNNESA) E-mail: thomasoliveira402@gmail.com
