PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR ARRITMIAS CARDIOVASCULARES NO BRASIL NO PERÍODO ENTRE 2016 E 2023

EPIDEMIOLOGICAL ANALYSIS OF HOSPITALIZATIONS FOR  ACUTE MYOCARDIAL INFARCTION IN BRAZIL BETWEEN 2016 AND 2023 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202505211206


David Nasser Fraxe Marinho Soares1; Ariel Nasser Fraxe Marinho Soares2; Gabriel Cavalcante Tupinambá3; Denilson da Silva Veras4


RESUMO 

As arritmias cardíacas e os transtornos de condução são causas frequentes de internações hospitalares  no Brasil, especialmente entre idosos. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico  das internações por arritmias cardíacas no Brasil entre 2016 e 2023, utilizando dados do Sistema de  Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Esta pesquisa consiste em um estudo ecológico, de série  temporal e abordagem quantitativa. Foram registrados 447.930 casos no período, com maior  concentração na região Sudeste (54,34%) e pico de internações em 2019. Os dados indicam estabilidade  nos números anuais, com leve redução nos anos de pandemia. A desigualdade regional sugere diferenças  no acesso ao diagnóstico e tratamento. As arritmias cardíacas representam um relevante problema de  saúde pública, exigindo estratégias para diagnóstico precoce, ampliação da rede assistencial e  prevenção. 

Palavras-chave: Arritmias Cardíacas. Epidemiologia. Cardiologia.

1. INTRODUÇÃO 

As arritmias cardíacas e os transtornos de condução constituem um grupo expressivo no  âmbito dos distúrbios cardiovasculares, caracterizando-se por alterações na geração ou  propagação do impulso elétrico responsável pela contração do miocárdio (MERETSKY et al.,  2024). Essas alterações podem resultar em batimentos cardíacos demasiadamente lentos  (bradiarritmias), acelerados (taquiarritmias) ou irregulares, afetando de forma significativa a  estabilidade hemodinâmica do paciente. Tais distúrbios representam não apenas um desafio  clínico, mas também um relevante problema de saúde pública, dada a sua frequência, gravidade  e associação com eventos adversos, como síncope, acidente vascular cerebral e morte súbita  cardíaca (GOYA et al., 2020). 

A presença de comorbidades preexistentes como hipertensão arterial sistêmica (HAS),  diabetes mellitus (DM) e insuficiência cardíaca (IC) coronariana aumenta significativamente o  risco de eventos arrítmicos (GONZÁLEZ et al., 2018). Sob essa ótica, as situações clínicas em  tese exigem intervenções urgentes e internações hospitalares, sobretudo quando associadas à  instabilidade clínica, refratariedade ao tratamento ambulatorial ou necessidade de  monitoramento intensivo (RATTANAWONG et al., 2023). 

A condução elétrica cardíaca adequada é essencial para a manutenção do débito cardíaco  eficaz e, consequentemente, da perfusão tecidual sistêmica. Interrupções nesse processo, como  ocorre nos bloqueios atrioventriculares, bloqueios de ramo ou síndromes bradicárdicas, são  causas frequentes de hospitalizações, particularmente em populações mais vulneráveis, como  idosos e portadores de cardiopatias estruturais (MENEZES JUNIOR et al., 2023). O diagnóstico  precoce e o tratamento oportuno dessas enfermidades por meio de intervenções farmacológicas  ou dispositivos como marcapassos são fundamentais para prevenir complicações graves (VARRÓ et al., 2021). 

A averiguação epidemiológica acerca das internações hospitalares por arritmias e  distúrbios de condução elétrica do coração faz-se de suma importância à compreensão da  incidência e da prevalência dessas condições sobre o sistema de saúde. No Brasil, as doenças  cardiovasculares permanecem como a principal causa de morbimortalidade, representando um  importante ônus econômico e social, especialmente no contexto do envelhecimento  populacional e das desigualdades regionais de acesso aos serviços de saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2022). Dessa forma, o monitoramento da evolução temporal e da distribuição  geográfica dessas internações é uma ferramenta estratégica para o planejamento e a  implementação de políticas públicas de saúde, além de contribuir para a alocação racional de  recursos e o aprimoramento das linhas de cuidado (CARDOSO et al., 2022). 

Sendo assim, o presente estudo tem como intuito analisar o quantitativo de internações  hospitalares por arritmias e transtornos de condução cardíaca no Brasil, no período de 2016 a  2023, com base nos dados disponíveis no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). A proposta principal desta pesquisa constitui a oferta de uma ótica ampliada sobre o comportamento dessas enfermidades no contexto hospitalar brasileiro ao  longo do tempo, contribuindo para o entendimento do seu impacto epidemiológico e  subsidiando ações voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e manejo eficaz desses distúrbios. 

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA 

As arritmias cardíacas constituem um conjunto heterogêneo de distúrbios na condução  elétrica do coração, podendo se manifestar de forma assintomática ou com sinais clínicos  graves, como síncope, palpitações intensas, dispneia ou até colapso cardiovascular. Elas são,  de modo geral, classificadas em taquiarritmias (ritmo cardíaco acelerado), bradiarritmias (ritmo  lento) e arritmias desorganizadas, como a fibrilação e o flutter atrial (GRAEFF & BERT, 2018).  A etiologia dessas alterações pode ser multifatorial, incluindo alterações estruturais do  miocárdio, como cardiopatias isquêmicas e dilatadas, distúrbios eletrolíticos, especialmente,  potássio, cálcio e magnésio, uso de drogas cardiotóxicas, como digitálicos e antiarrítmicos,  além de condições sistêmicas como tireotoxicose, sepse e insuficiência renal (WANG et al.,  2023). 

Entre as complicações clínicas mais relevantes associadas às arritmias destacam-se a  formação de trombos intracavitários, que podem resultar em fenômenos embólicos, como o  acidente vascular cerebral (AVC), a progressão para insuficiência cardíaca congestiva, quando  há comprometimento da função sistólica ou diastólica do coração, e a morte súbita cardíaca,  especialmente nos casos de taquiarritmias ventriculares malignas (LU & FAN, 2024).

Dentre todas as arritmias, a fibrilação atrial (FA) merece atenção especial por ser a mais  prevalente na prática clínica, principalmente em idosos e pacientes com múltiplas  comorbidades (CURRAN et al., 2023). Estudos indicam que a FA pode aumentar em até cinco  vezes o risco de ocorrência de AVC isquêmico, especialmente na ausência de anticoagulação  adequada (ESCUDERO-MARTÍNEZ et al., 2023; SEIFFGE et al., 2024). Essa arritmia  cardíaca é caracterizada pela desregulação da atividade elétrica atrial, resultando em contrações  atriais ineficazes e predisposição à estase sanguínea, o que favorece a formação de trombos (ESSAYAGH et al., 2023).  

Ademais, a investigação epidemiológica sobre as internações por arritmias cardíacas possui o afã de levar em consideração as variações regionais e temporais dos indicadores  hospitalares. Em harmonia àquilo destacado por SHARMA & SUNKARIA (2023), aspectos como o envelhecimento populacional, a ampliação do acesso a serviços de saúde  especializados, a disponibilidade de tecnologias diagnósticas e terapêuticas, além da  implementação de políticas públicas preventivas, exercem influência direta na incidência e nos  desfechos clínicos dessas condições.  

3. METODOLOGIA  

Trata-se de um estudo ecológico, de série temporal, com abordagem quantitativa e  caráter descritivo. A pesquisa foi conduzida com base em dados secundários extraídos do  Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), acessível por  meio do portal DATASUS, abrangendo o período de 2016 a 2023. 

Foram incluídos na análise os registros de internações hospitalares relacionadas a  transtornos de condução e arritmias cardíacas, identificados por meio dos códigos  correspondentes da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas  Relacionados à Saúde – 10ª Revisão (CID-10). A seleção dos códigos foi realizada de acordo  com os critérios de pertinência temática. 

A tabulação e organização dos dados foram realizadas com o auxílio de planilhas  eletrônicas, permitindo a apresentação dos resultados em valores absolutos e relativos  (percentuais). Essa abordagem possibilitou caracterizar o perfil das internações hospitalares por arritmias e transtornos de condução cardíaca no Brasil entre 2020 e 2024. A análise evidenciou  um padrão de estabilidade ao longo do período, com picos específicos, destacando o ano de  2019 como o de maior incidência. Outrossim, foi possível aferir importantes disparidades entre  as macrorregiões do país, com predominância de internações na região Sudeste, revelando  desigualdades no acesso aos serviços de saúde e na distribuição dos recursos assistenciais. 

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS 

O entendimento acerca da distribuição dos casos de infarto agudo do miocárdio (IAM)  no Brasil, entre os anos de 2016 e 2023, demonstra importantes nuances sobre o impacto dessa  situação clínica nas diferentes regiões e grupos populacionais. A partir da avaliação dos dados  extraídos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS),  torna-se possível engrandecer a investigação científica quanto aos determinantes demográficos  e sociais que influenciam a ocorrência e os desfechos clínicos associados ao IAM no contexto  nacional.

4.1 EVOLUÇÃO TEMPORAL DAS INTERNAÇÕES

A avaliação das internações hospitalares por arritmias e distúrbios de condução elétrica  cardíaca no Brasil, entre os anos de 2016 e 2023, revela uma tendência de relativa estabilidade,  com variações pontuais ao longo do período. No início da série, em 2016, foram registrados 60.689 casos, seguidos por 61.985 (2017), 61.910 (2018) e 62.310 (2019). Observa-se, portanto,  uma leve elevação progressiva até 2019. Em 2020, esse número aumentou para 64.760  internações, culminando em um pico de 69.673 em 2021 — maior valor da série analisada. Nos  anos subsequentes, porém, houve uma queda expressiva: 60.362 internações em 2022 e 60.241  em 2023. 

A oscilação demonstrada nesses valores pode ser atribuída a múltiplos fatores. A  elevação observada em 2020 e 2021 pode refletir tanto a intensificação de diagnósticos tardios  em decorrência da pandemia de COVID-19 quanto o acúmulo de demandas reprimidas por  atendimento especializado (DUCKHEIM & SCHREIEK, 2021). Por outro lado, a redução  posterior pode estar relacionada ao impacto da sobrecarga hospitalar, à subnotificação ou ao  receio da população em buscar atendimento médico durante a crise sanitária. 

A média anual de internações por arritmias cardíacas se manteve acima de 60 mil casos,  sugerindo que as arritmias permanecem como um importante motivo de hospitalização no  sistema público de saúde brasileiro. Esse padrão também reflete a persistência de lacunas no  controle ambulatorial dessas condições, que poderiam ser prevenidas ou manejadas  precocemente, reduzindo a necessidade de internação.

4.2 DISTRIBUIÇÃO REGIONAL POR INTERNAÇÕES

A distribuição geográfica das internações por arritmias cardíacas no Brasil evidencia  marcantes desigualdades entre as regiões do país. Entre 2016 e 2023, a Região Sudeste  concentrou 243.342 hospitalizações, representando 54,34% do total nacional. Em seguida,  destacam-se as Regiões Sul (116.928 internações; 26,04%) e Nordeste (74.961 internações;  16,74%). Já o Centro-Oeste registrou 50.695 internações (11,32%), enquanto a Região Norte  apresentou o menor volume, com 15.715 internações (3,51%). 

A predominância do Sudeste pode ser justificada por fatores demográficos, estruturais  e epidemiológicos. Trata-se da região mais populosa do país, com elevada proporção de  indivíduos idosos — principal grupo de risco para doenças do ritmo cardíaco — e maior  concentração de centros especializados, recursos diagnósticos e profissionais capacitados. O  Sul, apesar de possuir menor contingente populacional do que o Nordeste, apresenta número  absoluto de internações significativamente superior, o que indica maior capilaridade da rede de  atenção hospitalar e melhor acesso da população aos serviços de cardiologia. 

Não obstante, a baixa frequência de internações na região Norte pode refletir a  insuficiência de unidades hospitalares com infraestrutura adequada, a escassez de cardiologistas  e a limitação na realização de exames diagnósticos, como eletrocardiogramas e monitoramentos  contínuos. Tais fragilidades estruturais contribuem para o subdiagnóstico e a mortalidade extra hospitalar, sobretudo em regiões remotas e de difícil acesso. 

4.3 COMPARAÇÃO ENTRE AS MACRORREGIÕES E IMPLICAÇÕES EM SAÚDE  PÚBLICA 

A comparação entre o perfil epidemiológico das internações por arritmias cardíacas nas  macrorregiões brasileiras permite inferir que as disparidades observadas nas internações não  decorrem unicamente da carga da doença, mas refletem, de forma significativa, a desigual  distribuição dos recursos de saúde e da capacidade de resposta do sistema. Regiões com melhor cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), acesso facilitado a exames complementares e  presença de cardiologistas na rede pública tendem a registrar maior número de hospitalizações  por arritmias, não necessariamente por maior incidência, mas por diagnóstico mais eficaz e  notificação adequada. 

Adversamente, as regiões com menor densidade de serviços especializados apresentam  números inferiores, o que pode ocultar um cenário mais crítico, com elevada prevalência de  eventos cardiovasculares não identificados ou não tratados a tempo. Tal circunstância ressalta a notória demanda de expansão e intensificação do setor de Atenção Primária à Saúde (APS)  em terreno nacional, a fim de garantir a triagem eficaz, encaminhamento oportuno e  acompanhamento contínuo de pacientes com fatores de risco para arritmias cardíacas. 

Portanto, vale postular que os valores encontrados neste estudo indicam a urgência de  políticas públicas que promovam a equidade no acesso ao diagnóstico, tratamento e  monitoramento das arritmias cardíacas, contribuindo para a redução das hospitalizações  evitáveis, da morbimortalidade associada e dos custos ao sistema de saúde. 

5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS 

As arritmias e os distúrbios de condução elétrica cardíaca constituem um importante  motivo de internação hospitalar no Brasil. A análise temporal revela um padrão de estabilidade  ao longo dos anos, com picos específicos que destacam o ano de 2019 como o de maior  incidência. Em termos regionais, observaram-se disparidades significativas, com predomínio  das internações na região Sudeste, refletindo possíveis desigualdades no acesso a serviços de  saúde especializados e a fatores sociodemográficos que influenciam o risco dessas condições,  por exemplo, por meio de diagnósticos subnotificados. 

A realidade vigente sobre os transtornos de arritmias cardíacas reforça a urgência de  investimentos estratégicos focados no diagnóstico precoce, ampliação da rede de atenção  especializada e desenvolvimento de campanhas preventivas dirigidas à população, sobretudo  nas regiões menos assistidas. 

Posto isso, os dados em pauta ressaltam o valor da aplicação efetiva de intervenções  intersetoriais nos meios de promoção da saúde, envolvendo gestores públicos, profissionais de  saúde e a sociedade civil, a fim da edificação de uma resposta integrada e eficiente frente ao impacto dos distúrbios cardiovasculares crônicos no Brasil, propiciando equidade no acesso e  qualidade nos cuidados, com vistas à melhoria dos desfechos clínicos e à redução da carga  socioeconômica dessas condições à população. 

REFERÊNCIAS 

BRASIL. Ministério da Saúde. Indicadores de morbidade hospitalar no SUS por local de  internação – Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 

BRASIL. Lei Nº 12.853. Brasília: 14 de agosto de 2013. Acesso em: 10 de abril de 2025. 

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1Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Faculdade Santa Teresa Campus Manaus e-mail:  davidnasserfraxe@gmail.com 

2Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Faculdade Santa Teresa Campus Manaus e-mail:  arielfraxe77@gmail.com 

3Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Faculdade Santa Teresa Campus Manaus e-mail:  gabrielctmmxiv@gmail.com 

4Docente do Curso Superior de Medicina do Instituto Faculdade Santa Teresa Campus Manaus. Mestre em  Ciências da Saúde (PPGCIS/UFAM). e-mail: denilsonveras55@gmail.com