REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202501310910
Hannaa El Hayek1; Giovana Alves Costa1; Ana Laura Leonel Fracaroli Arndt1; Paula Alves Botoni1; Vassiliki Emanuel Papadimitropoulos1; Damares Machado de Souza1; Karollynne Pontes Cordeiro Chiang1; Kelvin Kim Chiang1; Maria Fernanda Ferreira Durschnabel1; Lígia Luana Freire da Silva1
RESUMO: Introdução: A hanseníase é uma doença dermatoneurológica, crônica e granulomatosa de evolução lenta, causada por um organismo intracelular obrigatório denominado Mycobacterium leprae, que afeta principalmente o tegumento e a parte periférica do sistema nervoso. Trata-se de uma doença de notificação compulsória no Brasil e, por isso, é necessário observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em quaisquer áreas da pele, promovendo uma sensação de formigamento e de dormência, com diminuição ou ausência de dor e da sensibilidade. A enfermidade pode afetar todas as faixas etárias, no entanto, quando a doença se expressa na infância, principalmente na faixa etária de até cinco anos, indica alta endemicidade, falta de informações sobre a doença e ausência de ações efetivas de educação em saúde, principalmente quando se trata de crianças. Objetivos: O objetivo do presente trabalho foi realizar o levantamento do número de casos de hanseníase infantil no período de 11 anos no Brasil. Métodos: O presente estudo trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, descritivo, transversal e retrospectivo. Os dados foram coletados a respeito dos casos novos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), os quais encontram-se disponíveis no banco de dados online do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foi realizada coleta de dados de casos de hanseníase em crianças por região no Brasil, entre os anos de 2014 a 2024. A coleta dos dados foi realizada em 2024. Utilizou-se as variáveis: número de casos, classificação dos casos, raça e sexo (CID A30). Resultados: Entre o ano de 2014 a 2024, houveram 17.178 casos de hanseníase no Brasil, em crianças de até 14 anos. A distribuição anual dos casos se deu: 1) 2014: 2.685 (15,6%), 2) 2015: 2.435 (14,2%), 3) 2016: 1.983 (11,5%), 4) 2017: 1.983 (11,5%), 5) 2018: 1.958 (11,4%), 6) 2019: 1.817 (10,6%), 7) 2020: 1.060 (6,2%), 8) 2021: 928 (5,4%), 9) 2022: 1.017 (5,9%), 10) 2023: 1.134 (6,8%) e 11) 2024: 178 (0,9%). A distribuição por faixa etária se deu: i) menor de 1 ano: 3 (0,1%), ii) 1 a 4 anos: 604 (3,5%), iii) 5 a 9 anos: 5.180 (30,1%), iv) 10 a 14 anos: 11.391 (66,3%). A classificação dos casos foi feita: branco, paucibacilar e multibacilar. Os casos foram distribuídos: 1) branco: 19 (0,1%), paucibacilar: 7.611 (44,3%) e multibacilar: 9.548 (55,6%). A distribuição por sexo se deu: mascullino: 8.953 (52,1%) e feminino: 8.255 (47,9%). Os casos foram divididos nas seguintes raças: 1) em branco: 612 (3,5%), 2) branca: 2.696 (15,7%), 3) preta: 1.962 (11,4%), 4) amarela: 161 (0,9%), 5) parda: 11.632 (67,7%) e 6) indígena: 115 (0,6%). Conclusão: Conclui-se que entre o ano de 2014 a 2024, houveram 17.178 casos de hanseníase no Brasil, em crianças de até 14 anos. Sendo o ano de 2014, a idade de 10 a 14 anos, a classificação multibacilar, o sexo mascullino e a raça parda com o maior número de casos.
PALAVRAS-CHAVE: Hanseníase; Hanseníase Infantil; Mycobacterium leprae.
INTRODUÇÃO:
A hanseníase é uma doença dermatoneurológica, crônica e granulomatosa de evolução lenta, causada por um organismo intracelular obrigatório denominado Mycobacterium leprae, que afeta principalmente o tegumento e a parte periférica do sistema nervoso. Trata-se de uma doença de notificação compulsória no Brasil e, por isso, é necessário observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em quaisquer áreas da pele, promovendo uma sensação de formigamento e de dormência, com diminuição ou ausência de dor e da sensibilidade. A enfermidade pode afetar todas as faixas etárias, no entanto, quando a doença se expressa na infância, principalmente na faixa etária de até cinco anos, indica alta endemicidade, falta de informações sobre a doença e ausência de ações efetivas de educação em saúde, principalmente quando se trata de crianças.
OBJETIVOS:
O objetivo do presente trabalho foi realizar o levantamento do número de casos de hanseníase infantil no período de 11 anos no Brasil.
MÉTODOS:
O presente estudo trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, descritivo, transversal e retrospectivo. Os dados foram coletados a respeito dos casos novos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), os quais encontram-se disponíveis no banco de dados online do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foi realizada coleta de dados de casos de hanseníase em crianças por região no Brasil, entre os anos de 2014 a 2024.
A coleta dos dados foi realizada em 2024. Utilizou-se as variáveis: número de casos, classificação dos casos, raça e sexo (CID A30).
Em conformidade com a Resolução no 4661/2012, como o estudo trata-se de uma análise realizada por meio de banco de dados secundários de domínio público, este não foi encaminhado para apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa.
RESULTADOS:
Entre o ano de 2014 a 2024, houveram 17.178 casos de hanseníase no Brasil, em crianças de até 14 anos. A distribuição anual dos casos se deu: 1) 2014: 2.685 (15,6%), 2) 2015: 2.435 (14,2%), 3) 2016: 1.983 (11,5%), 4) 2017: 1.983 (11,5%), 5) 2018: 1.958 (11,4%), 6) 2019: 1.817 (10,6%), 7) 2020: 1.060 (6,2%), 8) 2021: 928 (5,4%), 9) 2022: 1.017 (5,9%), 10) 2023: 1.134 (6,8%) e 11) 2024: 178 (0,9%). Sendo assim, o ano de 2014 com o maior número de casos.
A distribuição por faixa etária se deu: i) menor de 1 ano: 3 (0,1%), ii) 1 a 4 anos: 604 (3,5%), iii) 5 a 9 anos: 5.180 (30,1%), iv) 10 a 14 anos: 11.391 (66,3%). Sendo a idade de 10 a 14 anos com o maior acometimento de casos.
Tabela 1. Distribuição dos casos de hanseníase por ano de diagnóstico e por faixa etária. Fonte: Datasus.
A classificação dos casos foi feita: branco, paucibacilar e multibacilar. Os casos foram distribuídos: 1) branco: 19 (0,1%), paucibacilar: 7.611 (44,3%) e multibacilar: 9.548 (55,6%). Sendo a classificação multibacilar com o maior número de casos.
Tabela 2. Distribuição dos casos de hanseníase por classificação de diagnóstico por ano. Fonte: Datasus.
A distribuição por sexo se deu: mascullino: 8.953 (52,1%) e feminino: 8.255 (47,9%).
Tabela 3. Distribuição dos casos de hanseníase por sexo e por ano diagnóstico. Fonte: Datasus.
Os casos foram divididos nas seguintes raças: 1) em branco: 612 (3,5%), 2) branca: 2.696 (15,7%), 3) preta: 1.962 (11,4%), 4) amarela: 161 (0,9%), 5) parda: 11.632 (67,7%) e 6) indígena: 115 (0,6%). Sendo a raça parda a mais acometida.
Tabela 4. Distribuição dos casos de hanseníase por raça e ano. Fonte: Datasus.
DISCUSSÃO:
CONCLUSÃO:
Conclui-se que entre o ano de 2014 a 2024, houveram 17.178 casos de hanseníase no Brasil, em crianças de até 14 anos. Sendo o ano de 2014, a idade de 10 a 14 anos, a classificação multibacilar, o sexo mascullino e a raça parda com o maior número de casos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
DA FONSÊCA, Beatriz Gonçalves Barbosa et al. Perfil epidemiológico dos casos de hanseníase infantil no Maranhão entre 2012 e 2021. Research, Society and Development, v. 12, n. 4, p. e1312440792-e1312440792, 2023.
JORGE, Jhessica Mousinho et al. Análise epidemiológica de hanseníase infantil em uma unidade básica saúde da família em Belém-PA. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 4, p. 8241-8268, 2020.
MARINHO, Fabiana Drumond et al. Hanseníase em menores de 15 anos: uma revisão bibliográfica. Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, v. 3, n. 2, 2015.
PRATA, Ana Cecília Studart et al. DIAGNÓSTICO E CONDUTA DA HANSENÍASE NA FAIXA ETÁRIA INFANTIL− A PROPÓSITO DE UM CASO. Journal of the Portuguese Society of Dermatology and Venereology, v. 71, n. 2, p. 269-272, 2013.
1Discentes Universidade Nove de Julho.