PROFILE OF HOSPITALIZATIONS FOR DIARRHEA AND GASTROENTERITIS DUE TO INFECTIOUS DISEASE IN THE STATE OF MARANHÃO (2019-2024)
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202506281152
Brenda Alexandra Oliveira de Sousa Silva1
Bruna Araújo Rocha1
Giovanna Lissa Câmara da Luz1
Glair Moura Dantas Silva1
Sarah Lima Dias1
Selenna Maria Silva Alves1
Ian Jhemes Oliveira Sousa2
RESUMO
A gastroenterite é uma inflamação que acomete o trato gastrointestinal, podendo ser provocada por agentes infecciosos como vírus, bactérias ou parasitas. A diarreia, por sua vez, caracteriza-se pela eliminação de pelo menos três evacuações líquidas ou amolecidas em um período de 24 horas. Desta forma, objetivou-se descrever o perfil epidemiológico das internações hospitalares causadas por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa no Maranhão, no período de 2019 a 2024. Tratou-se de um estudo epidemiológico, documental, quantitativo, de base populacional, com delineamento descritivo e retrospectivo, sendo realizado no DATASUS e no SIH. Os resultados revelaram que no período em questão foram registradas 69.304 internações, com uma média de 13.860,8 por ano, com um aumento progressivo tanto no número de internações quanto de óbitos. Em 2019, foram registrados os menores índices do intervalo analisado, com 447 internações e 5 óbitos. Em contrapartida, em 2024, os números chegaram a 15.227 internações e 63 óbitos, sendo que 42,6% das internações referem-se a crianças com até 9 anos de idade, havendo associação da distribuição por faixas etárias, com p-valor < 0,001. Observou-se predominância de pessoas do sexo feminino, com 37.951 casos (54,8%), assim como o número de óbitos foi levemente superior entre mulheres (103) em comparação aos homens (98). Embora as mulheres tenham apresentado maior número de internações (com maior valor total dos serviços hospitalares: R$ 11.205.387,61), o valor médio da internação foi ligeiramente menor entre elas (R$ 335,01) em comparação aos homens (R$ 337,57). A média de permanência hospitalar foi igual para ambos os sexos (2,7 dias). A macrorregião norte do estado do Maranhão obteve maior número de casos, com 31.799(45,8%), seguida da Região Leste, com 24.582 casos (35,5%). A análise evidenciou aumento progressivo das internações por diarreia e gastroenterite infecciosa, especialmente entre crianças de até 9 anos. do sexo feminino e na macrorregião norte. Os achados reforçam a vulnerabilidade infantil e apontam desigualdades regionais e por gênero.
Palavras-Chave: Gastroenterite. Diarreia. Epidemiologia. Perfil.
1 INTRODUÇÃO
A gastroenterite é uma inflamação que acomete o trato gastrointestinal, podendo ser provocada por agentes infecciosos como vírus, bactérias ou parasitas. Sua manifestação clínica mais comum é a diarreia, caracterizada por evacuações frequentes, geralmente com fezes amolecidas ou líquidas (Ribeiro et al., 2024).
A diarreia, por sua vez, caracteriza-se pela eliminação de pelo menos três evacuações líquidas ou amolecidas em um período de 24 horas, enquanto a gastroenterite apresenta, além dessas alterações no hábito intestinal, sintomas inflamatórios do trato gastrointestinal, como náuseas, vômitos, febre e dor abdominal, que frequentemente acompanham o quadro clínico (Aranha et al., 2024).
A evolução dos quadros de DDA pode resultar em desidratação, cuja gravidade varia de leve a severa. A ausência de tratamento ou a condução terapêutica inadequada pode desencadear distúrbios hidroeletrolíticos, com risco potencial de óbito, especialmente em casos associados à desnutrição. Essa condição representa um relevante problema de saúde pública em países em desenvolvimento, afetando indivíduos de todas as idades, com maior incidência em crianças menores de cinco anos (Viera et al., 2022).
Nesse contexto, o Brasil apresenta indicadores preocupantes relacionados às internações por DDA, especialmente entre crianças menores de 12 meses no Nordeste (Duccini et al., 2025). Entre 2020 e 2024, o Maranhão registrou uma das maiores incidências por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa no país, alcançando 42,5 casos por 10 mil habitantes em 2024, valor seis vezes superior à média nacional. No período de 2019 a 2023, foram contabilizadas mais de 31 mil internações, representando mais de um terço do total regional, situação decorrente das condições insuficientes de saneamento, com menos de 20% das residências conectadas à rede de esgoto (Aranha et al., 2024).
Um estudo realizado no estado do Maranhão, abrangendo o período de 2014 a 2023, identificou que as hospitalizações por diarreia e gastroenterite de provável origem infecciosa são mais frequentes entre crianças na primeira e segunda infância. Quanto à letalidade, observou-se uma tendência de aumento com o avanço da idade, apresentando elevação expressiva a partir dos 50 anos. Embora o sexo feminino tenha registrado um número superior de internações, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos índices de letalidade entre os sexos (Rodrigues et al., 2024).
O manejo da diarreia envolve reposição de líquidos e eletrólitos com soluções de reidratação oral e suplementação de zinco em crianças, enquanto a gastroenterite requer, além da reidratação, monitoramento cuidadoso e tratamento conforme a causa. Em ambas, a alimentação adequada e a amamentação são essenciais para a recuperação. A prevenção baseia-se em saneamento, higiene das mãos e vacinação contra rotavírus e outras doenças, reduzindo a incidência e gravidade dessas infecções (WHO, 2023; CDC, 2024; Veras et al., 2022).
Diante desse cenário epidemiológico alarmante no Maranhão, especialmente entre populações vulneráveis, como crianças menores de cinco anos, justifica-se a realização de estudos que reforcem a necessidade de compreender o perfil epidemiológico dessas doenças. Essa caracterização é essencial para subsidiar políticas públicas e orientar estratégias preventivas mais eficazes, com o objetivo de reduzir os impactos sanitários, sociais e econômicos no sistema público de saúde do estado.
O presente estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico das internações hospitalares por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa no estado do Maranhão, no período de 2019 a 2024, considerando a distribuição temporal dos casos, as principais características sociodemográficas e clínicas da população acometida, os padrões de mortalidade, o tempo médio de internação e os custos hospitalares associados. Ao reunir e interpretar esses dados, pretende-se oferecer subsídios relevantes para o planejamento de ações preventivas e para a formulação de políticas públicas mais eficazes no enfrentamento desses agravos no contexto da saúde coletiva maranhense.
2 MATERIAL E MÉTODOS
Tratou-se de um estudo epidemiológico, documental, quantitativo, de base populacional, com delineamento descritivo e retrospectivo, cujo objetivo foi caracterizar o perfil das internações hospitalares por diarreia e gastroenterite de etiologia infecciosa no estado do Maranhão, no período de 2019 a 2024. De acordo com as Resoluções nº 466/12 e nº 510/16 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), esta pesquisa não exigiu a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), por utilizar exclusivamente dados secundários de acesso público, sem a identificação direta dos sujeitos. Ressalta-se, entretanto, que todos os princípios éticos e legais inerentes à pesquisa científica foram devidamente observados.
Os dados referentes às internações hospitalares foram obtidos por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), acessível em http://www.datasus.gov.br, especificamente no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). A pesquisa foi realizada selecionando-se a opção “Morbidade Hospitalar do SUS”, no subitem “Dados Consolidados AIH (RD), por local de internação, a partir de 2008”, restringindo-se à abrangência geográfica do estado do Maranhão. Após o acesso ao sistema foi selecionado o período de coleta (2019 a 2024); e na Lista de Morbidade foi selecionado diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível.
Foram incluídas no estudo todas as internações hospitalares registradas no Maranhão, no período de 2019 a 2024, cuja causa básica tenha sido classificada sob o código A09 da Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão, que compreende diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível. Foram considerados indivíduos de todas as faixas etárias e de ambos os sexos. Excluíram-se registros com causas não relacionadas ao referido código ou que apresentavam inconsistências nos dados.
Ressalta-se que os registros referentes ao ano de 2019 foram mantidos na análise considerando a dinâmica administrativa das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), uma vez que parte das internações iniciadas no final de 2019 pode ter sido lançada ou consolidada no sistema apenas em 2020, configurando uma zona de interseção entre os períodos. Dessa forma, os dados do ano inicial da série temporal devem ser interpretados com cautela nas análises comparativas. As análises estatísticas inferenciais foram conduzidas de maneira exploratória, com aplicação do teste do qui-quadrado com correção de Yates exclusivamente nos cenários em que seus pressupostos estatísticos foram atendidos. Quando necessário, as frequências esperadas foram estimadas a partir de dados demográficos oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As variáveis analisadas incluíram: ano da internação, faixa etária, sexo, cor/raça, município de residência e custos hospitalares. Os dados extraídos foram organizados e tabulados em planilhas eletrônicas no software Microsoft Excel 2020. A análise estatística consistiu em procedimentos descritivos, com apresentação dos resultados em valores absolutos, percentuais e séries temporais. Para facilitar a compreensão e interpretação, os achados foram apresentados em tabelas e gráficos. As populações de referência por faixa etária e ano foram obtidas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio da plataforma do DATASUS, considerando estimativas populacionais do Maranhão entre 2019 e 2024.
3 RESULTADOS
No ano de 2019 a 2024 foram registradas 69.304 internações por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível no estado do Maranhão, com uma média de 13.860,8 por ano.
Foi possível identificar um aumento progressivo do número de internações no período de 2019 a 2024. Em 2020, foram registrados 10.520 casos, correspondendo a 15,2% do total observado nos cinco anos analisados. Já em 2024, esse número alcançou 15.227 internações, representando 22,0%, o que revela um crescimento absoluto de 4.707 casos no período, conforme mostra o gráfico 1.
Figura 01- Avaliação das notificações de internações por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível no Estado do Maranhão, 2019 a 2024 (n = 69.304)

Aplicando o teste de coeficiente de determinação mostra as influências dos anos em relação às notificações, sendo possível perceber ao longo do período analisado uma tendência de aumento (R2=0,994).
A Figura 2 mostra que o ano de 2024 obteve maior taxa de prevalência, com 262 casos para cada 100.000 pessoas, seguido do ano de 2023 com taxa de prevalência de 225.
Figura 2– Taxa de prevalência de óbitos por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa
presumível no Estado do Maranhão, 2019 a 2024 (n = 69.304)

Fonte: Tratamentos de dados oriundos do SIH/SUS.
No período de 2019 a 2024, observou-se um aumento progressivo tanto no número de internações quanto de óbitos. Em 2019, foram registrados os menores índices do intervalo analisado, com 447 internações e 5 óbitos. Em contrapartida, em 2024, os números chegaram a 15.227 internações e 63 óbitos, evidenciando um crescimento expressivo ao longo dos seis anos, conforme mostra o gráfico 3.
Gráfico 03 – Avaliação do número de óbitos e taxa de mortalidade neonatais de internações por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível no Estado do Maranhão, 2019 a 2024 (n = 69.304)

Ao analisar a distribuição por faixa etária, observa-se que as maiores proporções de internações se concentram em crianças de 1 a 4 anos (16.740 casos; 24,1%) e de 5 a 9 anos (8.583 casos; 12,4%). Os dados apresentados no Gráfico 4 evidenciam que o pico de internações por síndromes diarreicas ocorre predominantemente na primeira infância. A tendência ilustrada na figura revela que 42,6% das internações referem-se a crianças com até 9 anos de idade, o que ressalta a maior vulnerabilidade dessa faixa etária a tais agravos.
Gráfico 04 – Internações por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível no Estado do Maranhão, segundo a faixa etária e o ano, 2019 a 2024 (n = 69.304).

A análise longitudinal revelou que o aumento das internações ao longo do tempo esteve significativamente associado à distribuição por faixas etárias. O teste do qui-quadrado com correção de Yates indicou uma associação estatisticamente significativa, com p-valor < 0,001, sugerindo que a variação no número de internações ao longo do tempo está relacionada à distribuição etária da população afetada.
Quanto à distribuição sexo e cor/raça, observa-se predominância de pessoas do sexo feminino, com 37.951 casos (54,8%) e que se autodeclaradas pardas (56.407 internações; 81,4%), seguidas pelos que não tiveram essa informação registrada (7.956; 11,5%), conforme apresenta os gráficos 5 e 6.
Gráfico 05 – Internações e óbitos por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível
no Estado do Maranhão, segundo o sexo, 2019 a 2024 (n = 69.304)

Quanto à distribuição sexo, observa-se predominância de pessoas do sexo feminino, com 37.951 casos (54,8%), assim como o número de óbitos foi levemente superior entre mulheres (103) em comparação aos homens (98). Todavia não foi possível identificar tendência estatisticamente significante (p<0,3528), conforme mostra o Teste qui-quadrado, com correção de yates. Isso sugere que a distribuição por sexo pode ter ocorrido de forma aleatória, sem associação consistente com os desfechos analisados.
O gráfico 6 mostra que o ano de 2020, 2021 e 2022 obtiveram uma quantidade maior de registros ignorados ou em branco em relação a raça.
Gráfico 06 – Avaliação das notificações por raça de internações por diarreia e gastroenterite de
origem infecciosa presumível no Estado do Maranhão, 2019 a 2024 (n = 69.304)

Verificou-se uma concentração significativa de internações entre indivíduos autodeclarados pardos. Essa associação, identificada por meio do teste do qui-quadrado com correção de Yates, apresentou p < 0,001, indicando que a variável cor/raça influenciou de forma estatisticamente significativa o perfil das internações.
O gráfico 7 mostra o caráter de atendimento das internações por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível no Estado do Maranhão, com maior distribuição no caráter de urgência, com 67.531 casos (97%).
Gráfico 7 – Caráter dos atendimentos das internações por diarreia e gastroenterite de origem
infecciosa presumível no Estado do Maranhão, 2019 a 2024, (n =69.304)

A leitura da Tabela 1 revela que embora as mulheres tenham apresentado maior número de internações (com maior valor total dos serviços hospitalares: R$ 11.205.387,61), o valor médio da internação foi ligeiramente menor entre elas (R$ 335,01) em comparação aos homens (R$ 337,57). A média de permanência hospitalar foi igual para ambos os sexos (2,7 dias).

A análise dos dados evidencia que crianças na faixa etária de 0 a 9 anos constituem o grupo mais vulnerável e com maior número de internações, sendo responsáveis por um custo hospitalar total de R$ 8.839.003,23, o mais elevado entre todos os grupos etários avaliados. Esse dado revela não apenas a fragilidade dessa população diante de determinadas doenças, como também a importância de estratégias específicas voltadas à sua proteção.
A priorização de medidas preventivas voltadas à infância, portanto, não deve ser vista apenas como uma ação de promoção da saúde pública, mas também como uma alternativa eficaz para a redução dos gastos com internações evitáveis. Nesse sentido, a implementação de políticas públicas específicas se mostra urgente, especialmente em áreas marcadas por baixos índices de saneamento básico, onde tais enfermidades tendem a ser mais frequentes e graves.
No que se refere à análise regional, observa-se que o valor total gasto com internações na região Nordeste, entre os anos de 2019 e 2024, foi de aproximadamente R$ 42,7 milhões. Somente no ano de 2024, o número de internações na região alcançou cerca de 93 mil casos, sendo que o estado do Maranhão respondeu por aproximadamente 32 mil dessas internações, o que corresponde a cerca de 34% do total. Com base nessa proporção, estima-se que o gasto proporcional do Maranhão seria em torno de R$ 14,5 milhões.
No entanto, os dados revelam que o valor efetivamente gasto pelo estado com internações no referido período foi de R$ 20.540.110,17. Esse montante, direcionado principalmente ao tratamento de condições evitáveis, como a diarreia, evidencia um custo elevado e preocupante. Tais números reforçam a necessidade de intensificação de ações preventivas mais eficazes e sustentáveis, capazes de diminuir a incidência dessas enfermidades e, consequentemente, aliviar o ônus financeiro sobre o sistema público de saúde.
O gráfico 8 mostra que a macrorregião norte do estado do Maranhão obteve maior número de casos, com 31.799(45,8%), seguida da Região Leste, com 24.582 casos (35,5%).
Gráfico 08 – Avaliação das notificações por macrorregião de saúde de internações por diarreia e
gastroenterite de origem infecciosa presumível no Estado do Maranhão, 2019 a 2024 (n =
69.304)

Aplicando o teste qui- quadrado, com correção de yates, foi possível identificar associação entre os anos avaliados e as macrorregiões de ocorrência do estado do Maranhão, com um p-valor de <0,001. Isso sugere que a ocorrência dos eventos não se distribuiu de forma homogênea ao longo dos anos e entre as diferentes macrorregiões.
4 DISCUSSÃO
Avaliando as notificações por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível Estado do Maranhão foi possível identificar tendência de aumento dos casos e prevalência, especialmente entre os anos de 2023 e 2024.
De forma semelhante, um estudo realizado em todo o território do Brasil contabilizou um total de 315.260 internações decorrentes de diarreia e gastroenterites de provável origem infecciosa no período de 2019 a 2024, assemelhando em relação à tendência de aumento no período analisado. A distribuição regional desses casos evidenciou maior concentração nas regiões Nordeste e Norte, que somaram, respectivamente, 120.744 e 78.144 internações. Por outro lado, as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul apresentaram os menores números, com 59.852, 29.629 e 26.891 casos, respectivamente (Duccini et al., 2025).
Ao comparar esses dados com os resultados obtidos no presente estudo, observa-se uma tendência semelhante de maior impacto em regiões historicamente mais vulneráveis, como o Nordeste. Esse padrão pode ser explicado por fatores como desigualdades socioeconômicas, limitações no acesso à água potável e saneamento básico, além de fragilidades nos serviços de atenção primária à saúde, que comprometem a prevenção e o manejo precoce dessas enfermidades.
Segundo Veras et al. (2022) essa tendência ascendente pode refletir uma série de fatores, entre eles o aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e doenças respiratórias, que são reconhecidas como causas frequentes de hospitalizações, especialmente quando não há um manejo adequado na atenção primária.
Outra possível explicação desse aumento gradual pode ser a pandemia de COVID-19 e suas consequências nos anos seguintes podem ter impactado negativamente os serviços de saúde, reduzindo o acesso a atendimentos regulares e à continuidade do cuidado, o que favoreceu a descompensação de condições crônicas previamente controladas.
Outro aspecto relevante é a cobertura e a efetividade da Estratégia Saúde da Família (ESF), que, quando bem estruturada, contribui para a redução de internações evitáveis. Entretanto, fragilidades na estrutura da atenção primária, como carência de profissionais, baixa cobertura populacional e limitações na oferta de serviços de prevenção e controle de agravos, podem ter contribuído para o aumento observado. Conforme estudo de Tomasi et al. (2022), regiões com menor cobertura da ESF tendem a apresentar maiores taxas de hospitalizações por causas evitáveis.
Ao observar a distribuição por faixa etária, nota-se que as maiores proporções se concentram em crianças de 1 a 4 anos e em 5 a 9 anos, o que demonstra a maior vulnerabilidade das crianças pequenas a essas condições. Essa concentração em idades precoces está alinhada com dados da literatura, que destacam os primeiros anos de vida como período crítico para doenças de transmissão fecal-oral, especialmente em contextos de saneamento inadequado e baixa cobertura vacinal (Santos et al., 2021).
Embora as crianças sejam o grupo mais acometido, os dados demonstram que adultos e idosos também são afetados, o que reforça a importância de ações de prevenção voltadas a todas as faixas etárias, especialmente em populações com condições socioeconômicas mais vulneráveis (Rodrigues et al., 2022). Dessa forma, lactentes, crianças menores de cinco anos, idosos, indivíduos com imunossupressão e moradores de locais com acesso precário à água potável e ao saneamento básico encontram-se em maior vulnerabilidade para desenvolver complicações severas decorrentes da gastroenterite infecciosa, além de outras doenças consideradas Condições Sensíveis à Atenção Primária à Saúde (CSAP) (Veras et al., 2022; Ferreira et al., 2023).
Quanto à distribuição sexo e cor/raça, observa-se predominância de pessoas do sexo feminino e que se autodeclaradas pardas, seguidas pelos que não tiveram essa informação registrada. Esses dados refletem, em parte, a composição demográfica da população brasileira, mas também sugerem desigualdades no acesso a serviços básicos de saúde e saneamento entre diferentes grupos étnico-raciais.
Estudos evidenciam que populações negras e pardas no Brasil enfrentam maiores barreiras de acesso à saúde e vivem, com mais frequência, em áreas com infraestrutura sanitária precária, o que as expõe a maior risco de adoecimento por causas evitáveis (Souza et al., 2020).
Resultados semelhantes foram identificados no estudo realizado por Souza et al. (2022), que analisaram internações hospitalares por gastroenterites em Porto Velho, capital de Rondônia, observou-se que a maior proporção dos casos ocorreu entre crianças de 1 a 4 anos (67,3%), sendo predominante o sexo masculino (54,9%) e a autodeclaração étnica parda (83,5%), com atendimento majoritariamente de urgência (99,8%). Contudo, no presente levantamento, a categoria “sem informação” na variável etnia foi a mais representativa (59%), seguida pela etnia branca (33%). A autodeclaração como parda teve maior expressividade especificamente no ano de 2023, com 33% dos registros.
De forma semelhante um estudo realizado na macrorregião leste do Estado do Paraná entre os anos de 2013 a 2023, mostrou a importância da atenção primária à saúde ao caráter de atendimento, as hospitalizações de urgência foram prioritariamente evidenciadas no recorte temporal, com 600 casos (96%) (Millnitz et al., 2024).
Em um estudo realizado por Souza et al. (2020) no município de Caxias, Maranhão corroborou com os resultados desta pesquisa, pois identificou-se que 93% dos atendimentos em unidades de pronto atendimento (UPAs) foram classificados como urgência imediata ou muito urgente, revelando um padrão semelhante ao encontrado neste estudo. Os autores destacam a fragilidade na rede de atenção primária como um fator que leva os usuários a recorrerem diretamente aos serviços de urgência, mesmo para queixas que poderiam ser resolvidas em nível ambulatorial.
De forma similar, em Arapiraca, Alagoas, um levantamento conduzido por Melo et al. (2019) apontou que 89% dos atendimentos realizados nas unidades de saúde da família eram de caráter espontâneo e considerados urgentes segundo a percepção do usuário, ainda que muitos não configurassem tecnicamente uma urgência real. Esse cenário revela uma cultura de busca imediata por atendimento, muitas vezes associada à dificuldade de acesso a consultas agendadas ou à baixa resolutividade da atenção básica.
Já em Campinas, São Paulo, um estudo de Ferreira e Lima (2021) demonstrou que cerca de 78% dos atendimentos em uma unidade de pronto atendimento eram classificados como de baixa complexidade e poderiam ser absorvidos pela atenção primária. Os autores argumentam que a sobrecarga dos serviços de urgência pode estar relacionada à desarticulação entre os níveis de atenção e à falta de educação em saúde voltada à população.
No que diz respeito ao caráter de atendimento foi possível identificar que a maioria deles foi na urgência. A elevada demanda por atendimentos de urgência é uma realidade observada em diversos municípios brasileiros, conforme mostra o gráfico 2. De forma semelhante um estudo realizado na macrorregião leste do Estado do Paraná entre os anos de 2013 a 2023, mostrou a importância da atenção primária à saúde ao caráter de atendimento, as hospitalizações de urgência foram prioritariamente evidenciadas no recorte temporal, com 600 casos (96%) (Millnitz et al., 2024).
Em um estudo realizado por Souza et al. (2020) no município de Caxias, Maranhão corroborou com os resultados desta pesquisa, pois identificou-se que 93% dos atendimentos em unidades de pronto atendimento (UPAs) foram classificados como urgência imediata ou muito urgente, revelando um padrão semelhante ao encontrado neste estudo. Os autores destacam a fragilidade na rede de atenção primária como um fator que leva os usuários a recorrerem diretamente aos serviços de urgência, mesmo para queixas que poderiam ser resolvidas em nível ambulatorial.
De forma similar, em Arapiraca, Alagoas, um levantamento conduzido por Melo et al. (2019) apontou que 89% dos atendimentos realizados nas unidades de saúde da família eram de caráter espontâneo e considerados urgentes segundo a percepção do usuário, ainda que muitos não configurassem tecnicamente uma urgência real. Esse cenário revela uma cultura de busca imediata por atendimento, muitas vezes associada à dificuldade de acesso a consultas agendadas ou à baixa resolutividade da atenção básica.
Já em Campinas, São Paulo, um estudo de Ferreira e Lima (2021) demonstrou que cerca de 78% dos atendimentos em uma unidade de pronto atendimento eram classificados como de baixa complexidade e poderiam ser absorvidos pela atenção primária. Os autores argumentam que a sobrecarga dos serviços de urgência pode estar relacionada à desarticulação entre os níveis de atenção e à falta de educação em saúde voltada à população.
Os resultados mostraram ainda que embora as mulheres tenham apresentado maior número de internações (com maior valor total dos serviços hospitalares: R$ 11.205.387,61), o valor médio da internação foi ligeiramente menor entre elas (R$ 335,01) em comparação aos homens (R$ 337,57). A média de permanência hospitalar foi igual para ambos os sexos (2,7 dias). Quanto à faixa etária, o maior valor total de gastos hospitalares foi registrado no grupo menor que um ano até 9 anos, com R$ R$ 10.078.818,12, refletindo também o maior número de internações nessa faixa etária.
Além disso, o custo total dos serviços hospitalares reforça a necessidade de fortalecer ações preventivas, como a ampliação do acesso ao saneamento básico, vacinação e programas de educação em saúde, que são apontados como estratégias eficazes para reduzir a incidência e a gravidade dessas doenças (Santos et al., 2023).
Carneiro et al. (2019) investigaram as internações por diarreias e gastroenterites presumivelmente infecciosas no estado de Goiás entre os anos de 2008 e 2018, evidenciando que o maior número de internações (62.439 casos) ocorreu entre crianças de 1 a 4 anos, o que implicou um custo significativo para o Sistema Único de Saúde (SUS) em comparação com outras faixas etárias e enfermidades, totalizando R$ 4.963.010 apenas para esse grupo. Já a faixa etária entre 15 e 19 anos apresentou o menor número de internações (2.885 casos), com um custo estimado em R$ 869.907. O estudo aponta ainda que os custos acumulados no período analisado atingiram a marca de R$ 19.669.840, demonstrando o impacto econômico expressivo dessas condições clínicas no sistema de saúde.
Em síntese, a análise dos dados aponta para a necessidade de ações preventivas voltadas especialmente às faixas etárias mais vulneráveis (crianças pequenas e idosos), além de investimentos contínuos em infraestrutura de saneamento básico, acesso à água potável e fortalecimento da atenção primária à saúde, para evitar complicações que demandem hospitalização. Esses achados reforçam o papel estratégico da Atenção Primária à Saúde na redução das internações por condições sensíveis, como as doenças diarreicas, conforme evidenciado por estudos recentes (Santos et al., 2023; Tomasi et al., 2022).
5 CONCLUSÃO
Os dados analisados demonstram um crescimento expressivo nas internações por diarreia e gastroenterite infecciosa no Maranhão entre 2019 e 2024, com destaque para o impacto na infância, especialmente em crianças de até 9 anos, que concentraram 42,6% dos casos. A associação estatisticamente significativa entre a distribuição por faixas etárias e as internações reforça a vulnerabilidade da população pediátrica. Observou-se ainda uma maior incidência entre pessoas do sexo feminino e predominância de casos na macrorregião norte do estado. Apesar do número absoluto de internações e dos custos hospitalares serem maiores entre as mulheres, o valor médio por internação foi levemente superior entre os homens. Tais achados indicam a necessidade de fortalecer ações preventivas e estratégias regionais de vigilância em saúde, com foco especial na proteção da primeira infância e em áreas com maior carga de internações.
REFERÊNCIAS
ARANHA, M. C.; FARIA, A. S.; MEDEIROS, A. J. R.; CURY, G. F.; TALIM, A. T.; BARBOSA, A. V. A.; PORTO, V. S.; BARCELLOS, I. L. B.; FREITAS, C. M.; MOREIRA, Í. L.; MARTINS, P. H. R.; ANDRADE, L. O. L.; PERUZZO, Y. L. Diarreia e gastroenterite infecciosa presumível em crianças do nordeste: epidemiologia das internações (20192023). Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 3, n. 2, p. 898–907, 2024. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/134. Acesso em: 5 jun. 2025.
CARNEIRO, L. O.; NASCIMENTO, F. G.; FERREIRA, F. S.; ALMEIDA, R. A. Internações e custos das diarreias e gastroenterites de origem infecciosa presumível ao sistema de saúde em Goiás entre 2008 e 2018. Revista Educação em Saúde. n. 7, v. 12, p. 1-12, 2019. Disponível em:< https://www.academia.edu/81233974/Interna%C3%A7%C3%>. Acesso em: 03 jun. 2025.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Norovirus Facts and Stats. Atlanta: CDC; 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/norovirus/dataresearch/index.html. Acesso em: 5 jun. 2025.
DUCCINI, F. S.; ARAÚJO, G. C.; CARVALHO, T. P. M.; BRITO, A. S. M.; LEITE, J. B. S. O.; LEMOS, V. O. A.; COSTA, J. P.; PALMEIRA, G. H.; SAMPAIO, D. P.; LEMOS, L. S.; PEREIRA, C. F.; SILVA, V. O.; MENDES, W. P.; MATOS, G. L. L.; SANTINI, N.; SILVA, A. C. C. B.; ANDRADE, A. P. V.; SANTOS, P. A. M.; FORTE, L. R. F.; FERREIRA, M. E. M. Diarreia e gastroenterites de origem infecciosa presumível na população pediátrica: análise do perfil epidemiológico nas regiões do Brasil no período de 2019 a 2024. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 3, p. 1578–1589, 2025. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/5491. Acesso em: 5 jun. 2025.
FERREIRA, D. F.; LIMA, K. R. A demanda de urgência nas unidades de pronto atendimento: um desafio para a atenção primária. Revista Paulista de Saúde Pública. Campinas (SP), v. 37, n. 1, p. 75-83, 2021.
FERREIRA, W. F. S.; PEREIRA, N. C. R.; NASCIMENTO, F. G.; FERREIRA, F. S.; ALMEIDA, R. A. Perfil epidemiológico de hospitalizações por asma no Estado de Roraima: análise de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Research, Society and Development, v. 12, n. 7, p. e6412742488, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.33448/rsd-v12i7.42488. Acesso em: 5 jun. 2025.
MELO, T. S.; ARAÚJO, J. C.; SILVA, M. R. C. Caracterização dos atendimentos de urgência na atenção básica no município de Arapiraca – AL. Revista de Saúde Pública de Alagoas, Arapiraca (AL). v. 14, n. 2, p. 45-52, 2019.
MILLNITZ, L.; SICZKORIZ, N. T.; BRIDI, A. L. S.; LOURENÇO, A. S.; REIS, D. R. P.; SILVA, E. G.; GOMES, M. S.; OLIVEIRA, E. M.; FERREIRA, W. F. S.; DUTRA, D. A. Gastroenterite de origem infecciosa presumível uma condição sensível à Atenção Primária em Saúde: Hospitalizações na 1ª Regional de Saúde do Estado do Paraná entre 2013 a 2023. Research, Society and Development. v. 13, n. 7, p. 1-13, 2024.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Diarrhoea. Geneva: WHO, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/diarrhoeal-disease. Acesso em: 5 jun. 2025.
RIBEIRO, M. V. M. B.; ALVES, D. Y. M.; SANTOS JÚNIOR, J. M. C.; SOUZA, M. L. C. M.; MIRANDA, C. Q.; DINIZ, D. L.; PEREIRA, M. R. L.; ROCHA, P. C.; CAETANO, M. B. L.; COSTA, B. F. M. Perfil epidemiológico dos óbitos por diarreia e gastroenterite em crianças e adolescentes em alagoas, entre 2018 a 2022. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, v. 3, n. 2, p. 1530–1535, 2024. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/198. Acesso em: 5 jun. 2025.
RODRIGUES, A. T. M.; CUTRIM, C. L. S. R.; REIS, G. O.; VILA NOVA, M. C.; SENA, M. J. G.; SOUSA, I. J. O. Investigação de fatores associados a morbimortalidade hospitalar por CID: A09 no Estado do Maranhão, BRASIL. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research – BJSCR. v. 47,n. 2, p.06-11, jun-ago. 2024.
RODRIGUES, A. S.; MOURA, C. J.; NASCIMENTO, R. A.; BARBOSA, P. H. Doenças infecciosas em crianças brasileiras: determinantes sociais e ambientais. Cienc. Saude Colet. Rio de Janeiro, v. 27, n. 6, p. 2459-468, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc. Acesso em: 9 jun. 2025.
SANTOS, L. F. B.; COSTA, M. R. S.; ALMEIDA, J. C. P.; BARROS, A. C. S. Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária: uma análise por faixa etária no Brasil. Rev. Saúde Pública. São Paulo, v. 57, n. 12, p. 1-13, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp. Acesso em: 9 jun. 2025.
SANTOS, M. C.; OLIVEIRA, J. P.; LIMA, F. R.; COSTA, A. B. Morbidade por doenças diarreicas em menores de cinco anos no Brasil: uma análise ecológica. Rev. Saúde Pública. São Paulo, v. 55, p. 10, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp. Acesso em: 9 jun. 2025.
SOUZA, L. E. B. F. Racismo estrutural e saúde da população negra no Brasil. Saúde Debate. Rio de Janeiro, v. 44, esp. 4, p. 11-23, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sdeb. Acesso em: 9 jun. 2025.
SOUZA, L. M.; ALMEIDA, F. C.; SANTOS, R. B. Perfil dos atendimentos de urgência em unidade de pronto atendimento no interior do Maranhão. Revista Brasileira de Saúde Coletiva. Caxias (MA), v. 25, n. 3, p. 322-30, 2020.
TOMASI, E.; FACCIM, J. A.; NEVES, R. G.; SILVA, M. C.; SANTOS, R. S. A cobertura da Estratégia Saúde da Família e sua relação com hospitalizações por condições sensíveis à atenção primária. Cienc. Saude Colet. Rio de Janeiro, v. 27, n. 4, p. 1301-1310, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc. Acesso em: 9 jun. 2025.
VERAS, L. D. L.; SOARES, L. W. F.; SILVA NETO, M. R. ; RODRIGUES, M. G. S.; SILVA, A. C. F.; GALDINO, M. R. L.; PUREZA, S. V. B.; MENDONÇA, M. H. R. Diarreias e gastroenterites de origem infecciosa presumida: análise do perfil epidemiológico nas regiões do Brasil de 2012 a 2021. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, v. 7, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/30295. Acesso em: 5 jun. 2025.
VIEIRA, K. P.; SIQUEIRA, P. R. A.; MARQUES, R. C.; NAZARETH, I. V.; BORGES, F. C. Q.; SOARES, G. R. S.; JOSÉ, S. A. P.; AMARAL, I. O.; CRUZ, P. A. C. Prevalência de internações hospitalares por diarreia e gastroenterites infecciosas em crianças de 0 a 4 anos no município de Macaé/RJ. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, v. 1, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/25024. Acesso em: 5 jun. 2025.
1Graduanda em medicina pela Faculdade de Ciências da Saúde Pitágoras de Codó
2Orientador
