PAINEL DE GESSO COM FIBRA DE COCO: UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA O ISOLAMENTO ACÚSTICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

GYPSUM BOARD WHIT COCONUT FIBER: A SUSTAINABLE ALTERNATIVE FOR ACOUSTIC INSULATION IN CIVIL CONSTRUCTION

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202512072058


Théo Diógenes Gonçalves da Silva1
Paula Nobre de Andrade2


Resumo

Este estudo relata o desenvolvimento e a análise de um painel de vedação composto por placas de gesso associadas a uma manta de fibra de coco aglutinada com resina epóxi flexível, configurando uma alternativa sustentável e de bom desempenho acústico para edificações. O estudo buscou avaliar a viabilidade técnica e econômica desse sistema em comparação aos painéis de gesso convencionais disponíveis no mercado, considerando parâmetros como peso específico, custo, isolamento termoacústico, espessura e acabamento. A pesquisa foi conduzida a partir de moldagem experimental e estimativa de custos com base na produção artesanal, simulando cenários de aplicação em escala industrial. Os objetivos consistem em estimar o custo de produção dos painéis e realizar uma análise comparativa do desempenho entre os blocos, fundamentando-se em parâmetros normativos. Para embasamento do estudo, as normas NBR 15.575:2021 e NBR 16.494:2017 foram adotadas como referências principais, estabelecendo uma base comparativa e subsidiando recomendações quanto à aplicação dos blocos de gesso em sistemas construtivos sustentáveis.

Palavras-chave: Blocos de vedação. Gesso. Isolamento termoacústico. Custo. Sustentabilidade.

1 INTRODUÇÃO

A Indústria da Construção Civil é identificada como um dos setores de maior importância para o desenvolvimento econômico e social mundial. Por outro lado, figura entre os maiores consumidores de recursos naturais e geradores de impactos ambientais. A cadeia produtiva da construção civil consome entre 20 e 50% dos recursos naturais de todo o planeta (BRASILEIRO; MATOS, 2015).

A crescente preocupação global com questões ambientais tem levado a uma reflexão intensificada sobre o uso de recursos naturais. Isso resultou na introdução de conceitos como arquitetura ecológica, construção sustentável e engenharia verde (BRAUN, 2005). A utilização de materiais sustentáveis, que combinam propriedades de isolamento térmico, pode reduzir significativamente o consumo de energia em edificações, trazendo benefícios financeiros aos proprietários e menor impacto ambiental. A inovação no desenvolvimento de novos materiais não só melhora o conforto dos usuários e a durabilidade das construções, como promove soluções economicamente acessíveis como as mantas de fibra de coco, que oferecem eficiência térmica e acústica (GIRALDELLI et al., 2021).

Nesse cenário, materiais naturais e renováveis ganham destaque, como a fibra de coco, que apresenta propriedades termoacústicas promissoras, baixo impacto ambiental e grande potencial de reaproveitamento agrícola. Aliada ao gesso, material amplamente utilizado em sistemas de vedação, essa fibra pode compor painéis inovadores que atendam às exigências de conforto térmico e acústico com menor impacto ambiental.

Segundo o SEBRAE, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, no Brasil a maior parte da produção de gesso, gipsita e derivados acontece na região Nordeste, sendo o Pernambuco responsável por 90% da produção.

Para viabilizar a aplicação dos painéis de vedação compostos por placas de gesso e isolamento termoacústico de fibra de coco, é essencial compreender a viabilidade econômica do processo produtivo e avaliar seu desempenho em relação a blocos de vedação em gesso já consolidados no mercado. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo geral produzir e analisar painéis de vedação de gesso com mantas de fibra de coco, estabelecendo um comparativo com o bloco de gesso convencional sob parâmetros técnicos e econômicos. Para tanto, foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos:

  1. Estimar o custo da produção dos painéis mais bem avaliados por Maia et al. (2024);
  2. Realizar análise comparativa de peso específico, custo, isolamento, espessura e acabamento entre os painéis e blocos de gesso; e
  3. Analisar o potencial de uso de cada tipo de vedação em função do desempenho termoacústico, sustentabilidade e custo.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1. Materiais para sistema de vedação

No início dos anos 2000, a técnica de vedação mais comum na construção era a alvenaria tradicional. Isso se deve à sua simplicidade na execução, dispensando a necessidade de trabalhadores especializados, e ao apego dos profissionais à tradição dessa prática. A alvenaria de vedação tradicional é caracterizada por elevados desperdícios, ausência de fiscalização dos serviços, falta de padronização e planejamento, além de proporcionar maior peso à estrutura. Demandam também maior tempo de execução e limpeza da obra, porém exige mão de obra menos especializada (DUEÑAS, 2003).

Em razão disso, o mercado oferece diversas alternativas à alvenaria convencional para vedação, como blocos de gesso, painéis de concreto, estruturas metálicas e sistemas em drywall. A escolha da solução mais adequada deve ser feita durante a fase de planejamento da obra, considerando as necessidades e características do projeto.

Na alvenaria convencional, as cargas da edificação são absorvidas por lajes, vigas e pilares e, em seguida, transmitidas à fundação. As paredes não possuem nenhuma função estrutural servindo somente como fechamento externo e separação de ambiente, formadas em blocos cerâmicos (tijolo), que usa recursos não renováveis para sua construção. O método de construção em algumas regiões é bastante artesanal, tendo baixa produtividade com alto índice de desperdício e geração de entulho e a não necessidade da utilização de mão de obra qualificada (SALOMÃO et al., 2019).

Segundo Helene e Andrade (2011), ponto de vista térmico e de durabilidade, a alvenaria tradicional apresenta diversas limitações que comprometem seu desempenho a longo prazo. Por ser composta majoritariamente por materiais cerâmicos porosos, como o tijolo, essa técnica construtiva é suscetível à absorção de umidade do ambiente, o que pode gerar sérios problemas em climas úmidos ou em regiões onde ocorrem ciclos de congelamento e degelo. A água infiltrada nos poros do material irá provocar microfissuras que, com o tempo, comprometem a integridade da estrutura. Tais fatores não apenas reduzem o conforto térmico e a eficiência energética das edificações, como também afetam negativamente a durabilidade dos materiais e a qualidade do ambiente interno.

Uma das principais vantagens do sistema de drywall consiste na limpeza da obra, pois ao utilizar materiais que são pré-fabricados, as peças são encaixadas e fixadas, com execução mais rápida comparado a outros métodos construtivos. Assim, o ganho com a limpeza e economia financeira são grandes. (FRANCO, 1998).

No setor da construção civil, as placas de gesso acartonado são uma alternativa viável à alvenaria tradicional para a criação de divisórias internas. No entanto, seu uso não é indicado em locais com presença de umidade. Para esses ambientes úmidos ou molhados, existem versões específicas dessas placas, desenvolvidas com tratamentos que aumentam sua resistência à umidade. Segundo Oliveira (2013), em relação à alvenaria de vedação, o gesso acartonado se destaca, principalmente, no que se refere à mão de obra, flexibilização do projeto e facilidade e rapidez na execução, gerando maior economia. 

De acordo com a norma ABNT NBR 16494:2017: Bloco de gesso para vedação vertical – requisitos, os blocos de gesso são definidos como peças industriais fabricadas com compostos basicamente de gesso, com formato semelhante a um paralelepípedo, que pode ser maciço ou vazado, possuindo duas faces planas e lisas, com encaixes macho e fêmea em lados opostos. Suas principais características de alvenaria de vedação interna são a união dos blocos com fina camada de cola, o que não se faz necessário controle de espessura da junta, praticidade em se fazer reparos com cortes, instalações elétricas podem ser posicionadas nos vazios dos blocos. (SOUZA, 2020). Segundo Campos e Calazans (2017), possuem um excelente comportamento como isolante acústico, baixa condutibilidade térmica fazendo com que ocorra um melhor isolamento térmico do ambiente. 

A utilização de blocos de gesso como divisórias internas aumenta a produtividade da obra, pois se trata de um sistema fácil e de montagem prática, utilizando apenas os blocos pré-moldados e a cola de gesso (SENAI, 2003). 

O mercado brasileiro disponibiliza vários tipos de blocos de gesso, que possuem características específicas para cada finalidade de aplicação. Segundo SINAT (2012), existem 24 tipos que podem ser agrupados conforme sua cor, densidade, dimensões, resistência, PH e presença ou não de vazios. No Brasil são encontrados apenas blocos com uma relação comprimento e altura de 666 mm x 500 mm. Os mais comercializados possuem espessuras de 70 mm e 100 mm, sendo que os de 100 mm são produzidos somente na versão maciça. 

Os blocos standard, hidrofugados e reforçados com fibras de vidro (ou GRG). Segundo Pires Sobrinho (2007), a utilização dos blocos standard, hidrofugados e reforçados com fibra de vidro é distribuída da seguinte forma: 

  • Blocos standard – devem ser utilizados preferencialmente na construção de paredes divisórias internas de áreas secas; 
  • Blocos hidrofugados – devem ser utilizados preferencialmente na construção de paredes divisórias externas e internas de áreas secas e molháveis; 
  • Blocos de gesso GRG ou reforçado com fibras de vidro – devem ser utilizados preferencialmente na construção de áreas de paredes internas, de áreas secas, que necessitem de resistência ao arrancamento e à flexão maior.

2.2. Sustentabilidade na Construção Civil

A sustentabilidade constitui um conceito complexo que, segundo diversos autores e profissionais da área, emerge não apenas no contexto da construção civil, mas também no cotidiano das pessoas. Esse movimento está associado ao crescente aumento da preocupação com o meio ambiente, aliado ao fortalecimento da responsabilidade social e ao respeito aos espaços públicos. 

O Brasil produziu cerca de 48 milhões de toneladas de resíduos de construção e demolição (RCD) em 2021, o que equivale a 227 quilos de materiais de entulho por habitante. De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos, cerca de 30% dos resíduos produzidos no país vêm da construção civil (ABREMA, 2022).

Além disso, o conceito de sustentabilidade é bastante amplo e abrange as partes econômica (capital, vendas, custo, rentabilidade, taxa de retorno), social (trabalho, oportunidade, dignidade, saúde e segurança, ergonomia) e ambiental (terreno, materiais, destino dos efluentes, resíduos, conforto, qualidade do ar). Essas partes precisam ser analisadas de maneira integrada, pois do contrário, não haverá desenvolvimento sustentável (AGOPYAN, 2011 apud SCALZER, et al., 2022).

Em razão aos impactos oriundos do setor, o CONAMA formulou a Resolução 307/02, que confere a responsabilidade da geração de resíduos dos processos aos próprios geradores, independente se a obra em questão está em construção ou reforma (MINGRONE, 2016).

Nessa ótica, segundo Pinheiro (2003), o planejamento sustentável precisa ser organizado observando três importantes requisitos, quais sejam:

1) o planejamento de uma construção civil precisa ter qualidade no seu desenvolvimento, pois a qualidade é elemento essencial para a busca de melhorias nos recursos naturais utilizados, na produtividade, desperdício, durabilidade, entre outros;

2) a obra sustentável precisa ser totalmente legalizada, pois a equipe necessita de ter uma mão de obra qualificada e profissional, fornecedores reconhecidos, materiais de boa qualidade no mercado dentre outros; 

3) a empresa responsável pela construção civil precisa buscar constantemente materiais inovadores e tecnológicos.

Dessa forma, os apontamentos de Pinheiro (2003) evidenciam que o planejamento sustentável na construção civil deve integrar qualidade, legalidade e inovação tecnológica como pilares fundamentais para alcançar eficiência produtiva e responsabilidade ambiental.

2.3. Fibra de coco e desempenho termoacústico 

A crise energética no Brasil que teve início na década de 1970 evidenciou a importância de adotar estratégias voltadas à redução do consumo de energia e ao uso mais consciente dos recursos naturais (SPINELLI et al., 2018). Vale destacar que o setor da construção civil é responsável por cerca de 40% do consumo de recursos naturais não renováveis em todo o mundo (JOURDA, 2013).

Em contraponto, diversos materiais de origem natural, bem como aqueles provenientes de resíduos da produção agrícola, vêm sendo objeto de estudo em pesquisas que buscam avaliar seu potencial de aplicação na construção civil, especialmente em soluções voltadas ao isolamento térmico e ao conforto acústico dos ambientes. Podem ser mencionados diversos materiais naturais com propriedades termoacústicas que representam alternativas sustentáveis dos isolantes convencionais, contribuindo para construções mais ecológicas e eficientes:

Tabela 1 – Materiais naturais com propriedades termoacústicas.

Fonte: Autores (2025).

As fibras de coco são originadas como subprodutos da atividade agrícola, sendo geradas após o aproveitamento das partes principais do fruto, como a água de coco e sua polpa comestível. Essas fibras são extraídas da casca do coco, fruto da palmeira conhecida como coqueiro (Cocos nucifera), e podem ser obtidas tanto de cocos maduros quanto verdes (BARBOSA et al., 2016). 

Trata-se de um material natural com ampla aplicação na construção civil, graças às suas propriedades físicas e mecânicas favoráveis. Além disso, por se tratar de um recurso renovável, biodegradável e de baixo impacto ambiental, a fibra de coco representa uma alternativa sustentável para o setor. Com base em suas vantagens, destacam-se suas propriedades físicas e mecânicas:

Tabela 2 – Propriedades físicas e mecânicas da fibra de coco.

Fonte: Barbosa et al. (2016).

Diante de todas essas características, a fibra de coco se consolida como uma alternativa promissora e sustentável para aplicações na construção civil, especialmente em sistemas que demandam isolamento térmico e conforto acústico.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1. Caracterização da pesquisa 

Esta pesquisa classifica-se como pesquisa aplicada, pois visa gerar conhecimento com potencial de uso prático na indústria da construção civil. Sua abordagem é de natureza experimental envolvendo a caracterização da fibra de coco, a confecção de protótipos de painéis de vedação, realização de ensaios laboratoriais para verificar durabilidade e resistência, estimativa de custos na produção dos painéis, comparativo entre blocos de gesso e os painéis de vedação e a análise do potencial de uso e aplicabilidade na construção civil. A metodologia adotada baseia-se nas seguintes etapas:

  1. Caracterização da pesquisa e procedimento experimental;
  2. Obtenção dos materiais, limpeza de fibra de coco, produção de manta, moldagem das placas, secagem, desmoldagem e montagem dos painéis;
  3. Montagem do equipamento;
  4. Produção dos painéis;
  5. Análise e comparativos das estruturas;
  6. Estimativa de custos na produção dos painéis;
  7. Comparativo entre blocos e painéis de vedação com gesso;

3.2. Montagem dos painéis

A pesquisa realizada por Maia et al. (2024) desenvolveu e avaliou painéis de vedação termoacústicos compostos por placas de gesso e mantas de fibra de coco, visando uma alternativa sustentável e eficiente para uso em edificações. Nesse estudo, os painéis foram moldados variando-se a composição da manta de fibra de coco, com proporções distintas de compósito (fibra de coco) e resina epóxi flexível.

Foram moldados seis painéis, com as proporções mostradas na tabela:

Tabela 3 – Proporções de compósito e resina utilizadas na produção das placas.

Fonte: Adaptado de Maia et al. (2024).

A partir dos resultados obtidos por Maia et al. (2024), adotou-se como objeto de estudo a proporção do PAINEL D, que apresentou o melhor desempenho termoacústico e, a partir de então, iniciou-se a produção de painéis com tamanho 50 x 50cm. As proporções do compósito de fibra de coco e resina utilizadas na fabricação da placa moldada estão apresentadas na Tabela 1, adaptada de Maia et al. (2024).

Tabela 4 – Proporções de compósito e resina utilizadas na produção da placa.

Fonte: Autores (2025).

Utilizou-se a fibra de coco previamente submetida a um processo primário de limpeza manual e, posteriormente, ocorreu o processo de pesagem dos materiais necessários para a aglutinação. A fibra de coco foi aglutinada por meio da resina e mistura manual. Utilizou-se resina líquida epóxi flexível de alta viscosidade, da marca Reskit. Para o endurecimento da resina, utilizou-se o endurecedor da marca Reskit, na proporção de 1 de resina para 0,5 de endurecedor em massa. O processo de aglutinagem foi primordial para a união das fibras de coco, proporcionando maior coesão para a manta. Após a aglutinação, a mistura de fibra de coco e aglutinante foi moldada em forma de placa, com dimensões de 50 x 50cm (figura 5). 

O processo de mistura foi manual e a prensagem deu-se com compactação de um somatório de massas no total de 44,8kg (figura 6). A secagem da manta termoacústica ocorreu ao ar livre natural. O processo de desforma (figura 7) ocorreu após 60h e foi avaliado os aspectos que poderiam influenciar a resistência da placa (figuras 8 e 9): espessura, rachadura, aglutinação, espaços vazios. Todos os aspectos avaliados foram favoráveis. 

  • Etapa 1 (figura 1): pesagem da fibra longa selecionada;
  • Etapa 2 (figura 2): pesagem da fibra granulada;
  • Etapa 3 (figura 3): pesagem da resina;
  • Etapa 4 (figura 4): pesagem do endurecedor;
  • Etapa 5 (figura 5): placa de manta moldada em 50 x 50cm;
  • Etapa 6 (figura 6): prensagem da placa;
  • Etapa 7 (figura 7): placa após desforma;
  • Etapa 8 (figura 8): espessura da placa;
  • Etapa 9 (figura 9): verificação total da placa;

Para a produção de cada painel é necessário de duas faces de placas de gesso e as proporções de gesso e água utilizadas na fabricação estão apresentadas na Tabela 3, adaptada de Maia et al. (2024):

Tabela 5 – Proporções das placas de gesso.

Fonte: Autores. (2025).

Foi necessária a aplicação do papel filme 60-8 diretamente na fôrma de 50 × 50 cm, de modo que fosse totalmente envelopada, a fim de evitar qualquer tipo de aderência do gesso à madeira (figura 10). Em seguida, posicionou-se  uma manta de fibra de coco dentro da fôrma, aplicou-se vaselina nas laterais internas, sobre o papel filme, e realizou-se a marcação da altura de 1,0 cm, com o objetivo de auxiliar no despejo do gesso líquido durante o processo.

Após a preparação da fôrma com a manta, foram separados o gesso em pó e a água nas proporções previamente indicadas. O preparo foi realizado despejando-se o gesso diretamente sobre a água em um balde, seguido da misturacom auxílio de um misturador mecânico por um período de 1 minuto. Em seguida, o gesso homogeneizado foi despejado diretamente na fôrma, sendo efetuados os procedimentos de nivelamento e acabamento com o uso de uma colher de pedreiro (figura 11). Durante o processo, foram aplicadas leves batidas nas laterais da fôrma, com o objetivo defavorecer a melhor aderência do gesso líquido à manta.

Após 48 horas, foi realizada adesforma(figura 12) com o auxílio de uma espátula de aço, desagregando superficialmente as laterais do molde. Em seguida,repetiu-se todo o processo de preparo da fôrma, posicionando-se aface da manta de fibra de coco sem gesso voltada para cima, e procedendo novamente à aglutinação dos materiais (figura 13). Decorridas mais48 horas, realizou-se adesforma completa do painel (figura 14),sendo avaliadas suascaracterísticas de acabamento, presença de fissuras, perda de material, espessura, nivelamento e peso (figura 15). As etapas do processo seguiram da seguinte forma:

  • Etapa 1 (figura 10): preparação da fôrma;
  • Etapa 2 (figura 11): moldagem da primeira face da placa de gesso;
  • Etapa 3 (figura 12): desforma da primeira face da placa de gesso;
  • Etapa 4 (figura 13): desforma do painel;
  • Etapa 5 (figura 14): análise do painel.

3.3.  Estimativa de custos dos painéis

O processo de cálculo contemplará todas as etapas envolvidas na fabricação, desde a aquisição das matérias-primas até os custos indiretos associados à produção. Com esse propósito, a estimativa foi estruturada em duas etapas principais, de modo a sistematizar e organizar os diferentes componentes que influenciam na composição do custo total: custos diretos e indiretos.

3.3.1. Custos diretos

A determinação desses custos é realizada com base nos preços de mercado de cada material, considerando-se ainda coeficientes de aproveitamento e perdas, de modo a representar de forma mais próxima a realidade da produção em escala. Com isso, os principais valores são:

Tabela 6 – Insumos necessários.

Fonte: Autores (2025).

A variação dos preços dos insumos está sujeita a fatores como oferta e demanda, logística de distribuição, localização geográfica e condições macroeconômicas. Diante desse cenário, torna-se indispensável adotar referências de mercado atualizadas e considerar coeficientes de perdas e aproveitamento, de modo a aproximar os resultados da realidade produtiva.

A mão de obra representa uma parcela significativa dos custos de produção, uma vez que envolve o tempo e a qualificação necessária para a fabricação dos painéis. Considerando o salário mínimo nacional vigente em agosto de 2025, fixado em R$1.518,00, o valor correspondente à hora-homem é de R$6,90, conforme divulgado por fontes oficiais (Governo Federal, 2025). Segundo estudo de Bitencourt e Teixeira (2008), os encargos sociais no Brasil podem representar até 102,6% da folha de pagamento das empresas, dependendo da metodologia adotada para o cálculo. Esse percentual reflete a soma de contribuições obrigatórias, como INSS, FGTS, férias, 13º salário, entre outros, que impactam diretamente o custo total da mão de obra na indústria. Assim, considerando os encargos sociais, o custo total da horahomem na indústria é:

Tabela 7 – Custo da mão de obra

Fonte: Governo Federal (2025).

3.3.2. Custos indiretos

Os custos indiretos englobam as despesas que não estão diretamente relacionadas a um único painel, mas que impactam o processo produtivo como um todo. Nessa categoria, incluem-se os gastos com manutenção, depreciação de maquinário, despesas administrativas, desperdícios de material, custos relacionados ao transporte, armazenamento e consumo de energia elétrica empregado de forma geral na fabricação. Esses valores são rateados proporcionalmente para cada metro quadrado de painel, garantindo maior precisão na composição final do preço.

Em 2025, a Enel Distribuição Cearáaplicou uma redução média de 2,84% nas tarifas de energia elétrica para consumidores atendidos em alta tensão, como indústrias e grandes comércios, conforme aprovado pela ANEEL em abril de 2025. Portanto, considerando a tarifa convencional média de R$ 0,72 por kWh no Ceará, a redução de 2,84% resultou em uma tarifa aproximada de R$ 0,70 por kWhpara o ano de 2025 até o momento (Enel, 2025).

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Montagem dos painéis

Foram realizados a moldagem dos seis painéis de vedação com placas de gesso e isolamento termoacústico de fibra de coco. O objetivo foi monitorar o processo produtivo, de modo a registrar a quantidade de material utilizado, a ocorrência e quantidade de perdas, o tempo necessário para cada etapa de moldagem e outros aspectos relevantes para a análise de viabilidade técnica e econômica do sistema proposto. Nas moldagens, tanto das mantas quanto das placas de gesso, foram realizados inicialmente o processo de separação e pesagem dos materiais necessários, cujo tempo não foi considerado na metodologia. Da mesma forma, também foram desconsiderados o período de montagem e preparação da fôrma e a aplicação da resina. Em razão disso, foi possível obter os seguintes resultados:

Tabela 8 – Massa, desperdício e tempo de moldagem dos painéis

Fonte: Autores (2025).

Em virtude disso, foi possível determinar uma média de 2,35% (253,60 g) de desperdício durante a moldagem dos painéis, atribuída principalmente à moldagem das placas, em razão da aderência dos materiais utilizados aos recipientes de mistura. Em relação ao tempo de moldagem, observou-se uma variação de 3 minutos e 4 segundos na moldagem das mantas, 1 minuto e 21 segundos na moldagem das placas, e uma variação total de 3 minutos e 3 segundos nos painéis.

4.2 Resultados do custo total dos painéis

A determinação do custo total dos painéis é baseada principalmente no tempo de moldagem de cada painel considerando os custos diretos e indiretos. Em suma, os custos diretos é o valor total da mão de obra e dos insumos necessários e os custos indiretos englobam as despesas que não estão diretamente relacionadas a um único painel, mas que impactam o processo produtivo como um todo. 

Para a determinação do custo da mão de obra, foi necessário estipular o valor da hora trabalhada do funcionário considerando encargos sociais e a utilização de cada material com seus respectivos valores na fabricação de um painel. Em virtude disso, o custo total dos materiais está disposto da seguinte forma:

Tabela 9 – Custo total dos materiais por painel

Fonte: Autores (2025).

Na categoria dos custos indiretos, incluem-se os gastos com manutenção preventiva e corretiva de equipamentos, depreciação de maquinário, despesas administrativas, perdas decorrentes de desperdícios de material, além dos custos relacionados ao transporte, armazenamento e consumo de energia elétrica empregado de forma geral na fabricação. Esses valores são rateados proporcionalmente para cada metro quadrado de painel, garantindo maior precisão na composição final do preço. Em virtude disso, considerou-se o valor de 1% de custo indireto por metro quadrado de painel produzido: 

Tabela 10 – Custos indiretos

Fonte: Governo Federal (2025).


Com a obtenção de todos os valores de mão de obra, material e custos indiretos, foi possível obter o valor de produção de um painel de vedação com placas de gesso e isolamento termoacústico de fibra de coco:

Tabela 11 – Valor total por painel

Fonte: Governo Federal (2025).


4.3 Resultados de desempenho do painel

Segundo Maia et al. (2024), o Painel D apresentou bom desempenho térmico e acústico, destacando-se entre as amostras analisadas. No ensaio térmico, ele mostrou-se eficaz no isolamento passivo, mantendo a temperatura mais estável e reduzindo a transferência de calor de forma consistente. Embora a diferença de temperatura entre as faces quente e fria tenha sido menor que a do Painel B, o Painel D demonstrou melhor capacidade de contenção térmica, sendo adequado para ambientes que requerem controle de temperatura sem grandes variações. 

Nos testes acústicos, o Painel D obteve excelente desempenho em frequências médias, especialmente em 1000 Hz, com redução de 57,7 dB, o que o torna o mais eficiente nessa faixa. Esse resultado indica alta capacidade de atenuação de sons típicos de conversação e ruídos de média intensidade. Contudo, apresentou desempenho inferior em frequências baixas (como 400 Hz, com 14,2 dB), mostrando que sua eficiência é mais direcionada a ruídos médios e altos. 

4.4 Desempenho dos blocos de gesso

Segundo o Sistema Nacional de Avaliações Técnicas (SINAT, 2012), os tipos de blocos de gesso Standard-S, Hidrofugado e GRG (Glass Reinforced Gypsum) possuem as seguintes propriedades específicas que atendem a diferentes demandas construtivas, especialmente em sistemas de vedação vertical, onde são exigidos requisitos de desempenho físico, mecânico e de durabilidade: 

Tabela 12 – SINAT: Características dos blocos de gesso Standard-S.

Fonte: SINAT (2012).

Tabela 13 – SINAT: Características dos blocos de gesso Hidrofugados.

Fonte: SINAT (2012).

Tabela 14 – SINAT: Características dos blocos de gesso CRG.

Fonte: SINAT (2012).

Os blocos de gesso apresentam peso médio variando entre 19 e 34 kg por unidade, resultando em massa superficial entre 54 e 102 kg/m², dependendo da espessura e do tipo de bloco (vazado ou maciço). Os blocos vazados, por possuírem menor massa, são mais indicados para vedações internas sem grandes exigências acústicas, enquanto os maciços, mais densos, oferecem maior resistência mecânica e melhor desempenho termoacústico. A dureza superficial, com valores iguais ou superiores a 55 Shore C, garante boa resistência ao risco e à abrasão, proporcionando maior durabilidade ao acabamento.

Nos blocos hidrofugados, observa-se significativa redução na absorção de água, com valores inferiores a 5%, o que assegura melhor desempenho em ambientes úmidos, como banheiros e cozinhas. Essa característica decorre da adição de compostos hidrorrepelentes ao gesso, que diminuem a capilaridade e evitam patologias como bolhas, manchas e descolamentos. Do ponto de vista mecânico, os blocos de gesso atendem aos parâmetros estabelecidos pelo SINAT (2012), com resistência à flexão mínima de 2,0 MPa e resistência à compressão superior a 3,0 MPa, garantindo estabilidade e integridade das vedações frente aos esforços de manuseio e fixação.

Os blocos do tipo GRG (Glass Reinforced Gypsum), reforçados com fibras de vidro, destacam-se pela melhor relação resistência-peso e pela redução da fissuração superficial, favorecendo a durabilidade e a estabilidade dimensional. Esse tipo é especialmente utilizado em sistemas industrializados e pré-fabricados, onde se busca maior controle de qualidade. De modo geral, todas as tipologias analisadas atendem aos requisitos técnicos de desempenho físico e mecânico previstos pelo SINAT (2012), demonstrando a viabilidade do uso do gesso como material construtivo leve, sustentável e tecnicamente eficiente para sistemas de vedação vertical.

5 CONCLUSÃO

Os resultados obtidos comprovam que o painel de gesso com fibra de coco constitui uma alternativa tecnicamente viável e ambientalmente sustentável para sistemas de vedação. Conforme já avaliado por Maia et al. (2024), o material apresentou bom desempenho acústico, bom comportamento térmico e processo produtivo simples. Apesar de seu custo ser maior em comparação às alternativas convencionais, sua adoção pode contribuir para a redução de impactos ambientais, valorização de recursos naturais renováveis e fortalecimento da economia local. 

A pesquisa reforça a importância da inovação na construção civil e o potencial das fibras naturais como insumos estratégicos para o desenvolvimento de materiais ecoeficientes. Recomenda-se a continuidade dos estudos com a ampliação das amostras, ensaios laboratoriais padronizados e simulações em escala industrial, a fim de consolidar os resultados e validar o uso do painel em larga escala. 

Para dar continuidade a esta pesquisa e ampliar sua aplicabilidade, recomenda-se o aprofundamento com realização de testes normativos de resistência à compressão, flexão, absorção de água e comportamento ao fogo, de acordo com as normas ABNT NBR 16494 e NBR 15575, construção de módulos de vedação com o painel desenvolvido, permitindo medir o desempenho acústico e térmico em condições reais de uso e aplicação de metodologias como o Life Cycle Assessment (LCA) para mensurar os impactos ambientais desde a extração da fibra de coco até o descarte do painel, fortalecendo sua validação como produto sustentável.

REFERÊNCIAS

ABREMA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RESÍDUOS E MEIO AMBIENTE. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil. 2022.

AGOPYAN, Vahan; VANDERLEY, M. John. O Desafio Da Sustentabilidade na Construção Civil. Volume 5. Série Sustentabilidade. Editora Blucher. São Paulo. 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15575: Edificações habitacionais — Desempenho. Rio de Janeiro, 2021.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16494: Placas de gesso para forros e revestimentos — Requisitos. Rio de Janeiro, 2017.

BARBOSA, R.A. et al. Extração de fibras de coco para aplicação em materiais de engenharia. ENCONTRO LATINO-AMERICANO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. Universidade do Vale do Paraíba, 2016.

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¹Discente do Curso Superior de Engenharia Civil do Centro Universitário Christus Campus Dom Luís. e-mail: theodiognes@gmail.com
²Docente do Curso Superior de Engenharia Civil do Centro Universitário Christus Campus Dom Luís. Mestra em Recursos Hídricos (PPGMAD/UNIR). e-mail: paula.andrade@unichristus.edu.br