THE BENEFITS OF RIDING THERAPY FOR CHILDREN WITH CEREBRAL PALSY: ALITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI:10.5281/zenodo.10151121
Bruna Gabriel Pimenta Rivera1,
Orientadora: Profa Fisioterapeuta Esp. Adriana Nastaro Cinelli2
RESUMO
Introdução: Encefalopatia crônica não progressiva da infância ou Paralisia Cerebral (PC) é a deficiência mais comum na infância, existe as classificações: espástica, discinética, atáxica ou mista. A fisioterapia há diversos tratamentos para a paralisia cerebral, mas é comum que neuropediatras indiquem terapias para complementar, uma delas é equoterapia. Essa terapia utiliza o cavalo e busca o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais. Objetivo: Identificar por meio da literatura, os benefícios do método terapêutico da equoterapia nas crianças com paralisia cerebral. Método: Pesquisa de revisão de literatura, utilizando as plataformas: SciElo, Google acadêmico e BVS. No período de maio a outubro de 2023, obedecendo os critérios de inclusão e exclusão. Resultado: Para a revisão de literatura foram utilizados 10 artigos dos benefícios da equoterapia para crianças com paralisia cerebral. Conclusão: A equoterapia tem um impacto positivo para crianças com diagnóstico de paralisia cerebral, auxiliando em sua reabilitação trazendo benefícios.
Palavras-chave: Equoterapia assistida, fisioterapia e paralisia cerebral.
ABSTRACT
Introduction: Chronic non-progressive childhood encephalopathy or Cerebral Palsy (CP) is the most common disability in childhood, there are classifications: spastic, dyskinetic, ataxic or mixed. There are several treatments for physiotherapy for cerebral palsy, but it is common for neuropediatricians to recommend complementary therapies, one of which is equine therapy. This therapy uses horses and seeks the biopsychosocial development of people with disabilities and/or special needs. Objective: To identify, through literature, the benefits of the therapeutic method of hippotherapy in children with cerebral palsy. Method: Literature review research, using the platforms: SciElo, Google Scholar and VHL. From May to October 2023, following the inclusion and exclusion criteria. Result: For the literature review, 10 articles on the benefits of hippotherapy for children with cerebral palsy were used. Conclusion: Hippotherapy has a positive impacto n children diagnosed with cerebral palsy. Helping in your rehabilitation bringing benefits.
INTRODUÇÃO
A Encefalopatia crônica não progressiva da infância ou paralisia cerebral (PC) é definida pelo autor Rosenbaum et al. (2006) por uma lesão no cérebro imaturo permanente, que ocorre alterações no tônus muscular, postura e/ou movimento, múltiplas alterações motoras, sensoriais, cognitiva e psicossociais, interferindo o desempenho funcional das atividades diárias. Mas o sistema nervoso central (SNC) segue desenvolvendo mesmo na existência da lesão, seja ela ocorrida no pré, peri ou pós-natais.
Conforme Rotta (2002), a asfixia pré e perinatal e a maior responsável pelo comprometimento do recém-nascido, classificado como a primeira causa dos fatores exógenos onde ocorre a morbidade neurológica, e também o que gera muitas mortes neste período da vida. O que leva uma criança do perinatal e pós-natal ter PC ocorre por causa da diminuição do Oxigênio (O2), sendo a diminuição de O2 no sangue, hipoxemia ou a diminuição de perfusão de sangue no cérebro, isquemia.
PC é a deficiência mais comum na infância. Bax et al. (2005) descreve que o diagnóstico clínico varia de acordo com a área afetada, o mais comum é o córtex motor, porém, quanto mais extensa for a lesão, mais grave é o quadro. Dessa maneira as manifestações dependem, do local, tipo, a extensão e da disposição do SNC a se adaptar em se organizar após a lesão, assim constituindo um grupo heterogêneo, sendo a alteração motora predominante, juntamente com outros sinais e sintomas.
O diagnóstico ocorre de forma clínica, por meio de exames do pré-natal e em alguns dos casos após do nascimento. Os recém-nascidos tem as capacidades motoras em desenvolvimento, mas neste caso observa-se distúrbio motor muito diferente do que se espera ser normal. Rebel et al. (2010) observa um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, tanto em maior grau quanto em menor grau.
Segundo Wimalasundera e Stevenson (2017) existe as classificações do PC que é defina como: espástica, discinética, atáxica ou mista. Espástica: fraqueza muscular, hipertonia e diminuição dos reflexos de estiramento; Discinética: ocorre movimentos involuntários, déficit no tônus muscular; Atáxica: assimetria na postura, déficit motor, fraqueza muscular e hipotonia.
Rebel et al. (2010, p. 345) apresenta 3 (três) definições, classifica pelo Comitê Nomenclatura e Classificação da Academia Americana de PC, realizada em 1956. São elas:
(1)Piramidal (caracterizado pela espasticidade). Caracteriza-se pelo aumento da resistência dos membros aos movimentos passivos e com rápida velocidade. (2) Extra-piramidal (coreoatetose, atetose, distonia e ataxia).
Esse grupo é caracterizado pela variação de tônus durante o repouso e em situações de estresse. (3)Topográfico: diplegia (comprometimento dos membros inferiores), hemiplegia (comprometimento de membro superior e inferior do mesmo dimídio), triplegia (comprometimentos dos membros inferiores e um dos membros superiores), dupla-hemiplegia (comprometimento dos 4 membros, porém com maior espasticidade em membros superiores) e quadriplegia (comprometimento grave nos 4 membros).
No Brasil há uma escassez de estudos que explora a incidência da PC, no entanto, há dados de países em desenvolvimento que seja de 7/1.000 nascidos vivo. Segundo o Ministério da Saúde (2022).
Na fisioterapia a diversos tratamentos para PC, as abordagens são utilizadas para o desenvolvimento do paciente, para o aprendizado motor além do processo neurofisiológica. Dentre eles está, método Bobath, estimulação sensorial para a ativação e inibição e estimulação elétrica funcional. É comum alguns neuropediatras indicarem também a realização de terapias complementares, como, hidroterapia e terapia com o uso do cavalo (equoterapia) (Levitt, V.5 p.40-45).
Equoterapia é um método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais, segundo a ANDE-BRASIL.
O cavalo é considerado cinesioterapêutico, pois a sua andadura faz o movimento tridimensional: para cima e para baixo, para um lado e outro, para frente e atrás, fazendo com que o cavaleiro associe este movimento com o da cintura pélvica. O movimento também compõe estimulações sensório-motora com facilitação proprioceptiva e neuromuscular. (Janura et al. 2012) Portanto, o paciente pratica o processo de reabilitação ativamente, desta forma dentro da equoterapia ele é chamado de praticante. (ANDE-BRASIL, 2020)
A todo momento o praticante recebe este estímulo, visto que, o cavalo nunca está parado totalmente, trocando de apoio nas patas, movimentando a cabeça para olhar ao redor, alongando seu pescoço, provocando o desequilíbrio no cavaleiro, forçando o mesmo a reparar o tempo todo o seu comportamento muscular, auxiliando na ativação muscular, controle da cabeça e tronco, normalização do tônus muscular, melhora da auto-confiança, integração sensorial, flexibilidade, conscientização corporal e coordenação motora. (Nascimento, et al. 2010)
Segundo os autores Freire et al. (2019) a equoterapia é vista como mecanismo de auxílio para o desenvolvimento motor e biopsicossocial de pacientes com necessidades especiais ou portadoras de algum tipo de deficiência e descreve como característica a utilização de cavalos por meio de uma abordagem multidisciplinar.
Para Corrêa et al. (2012) em seu estudo descreve a equoterapia como característica essencial é o passo que o cavalo produz e os movimentos que transmite para o que está conduzindo. Analisando o movimento tridimensional sendo eles movimentos sequenciados e simultâneos, trabalhando a postura e o equilíbrio. E ainda descreve o movimento, no plano vertical e horizontal, sendo: vertical, movimentos para cima e para baixo; e horizontal movimentos para a direita e para a esquerda.
Dentro da equoterapia a também contra indicações, algumas delas segundo ANDE-BRASIL são : Coluna vertebral aonde há uma escoliose severa, casos de dores durante e/ou após a sessão de equoterapia; Luxação ou subluxação o qual tem um bloqueio da articulação ou dificuldade pela limitação da amplitude de movimento (ADM), desalinhamento postural e/ou pélvico; Traqueotomia que depende totalmente da oxigenoterapia ou desconforto respiratório; Asma e alergia que desencadeia a broncoespasmo; Instabilidade atlantoaxial; Sonda nasogástrica; Epilepsia sem controle; Deformidades articulares em caso de dor ou mal posicionamento na montaria.
OBJETIVO
Identificar por meio da literatura, os benefícios do método terapêutico da equoterapia nas crianças com paralisia cerebral.
MATERIAIS E MÉTODOS
Trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura. Para o levantamento bibliográfico foram utilizadas as plataformas de pesquisa: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Pubmad, Google acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Esta pesquisa foi realizada dentro dos meses de maio a outubro de 2023, obedecendo os critérios de inclusão: Artigos publicados na língua portuguesa e inglesa, artigos de 2015 a 2023, relacionados ao tema e ao objetivo do trabalho e com texto na íntegra. Os critérios de exclusão adotados: artigos de revisão bibliográficos, artigos que fugia do objetivo da pesquisa, artigos com ano de publicação inferior de 2015, que se encontra em outra língua, resumos, teses e dissertações. Foram encontrados 153, dos quais 10 foram utilizados. As palavras chaves definidas: Equoterapia assistida, fisioterapia e paralisia cerebral.
RESULTADOS
QUADRO 1 – ANÁLISE DE LITERATURA BIBLIOGRÁFICA
AUTOR
/ANOOBJETIVO MÉTODOS RESULTADOS CONCLUSÃO Antón, et al. 2018 O objetivo do presente estudo é avaliar o
efeito de um protocolo de intervenção de equoterapia de 12 semanas na espasticidade
dos adutores
do quadril em crianças com paralisia
cerebral
espástica.Estudo de ensaio clínico randomizado. Os pacientes que colaboraram com a pesquisa foram no total 44 crianças, 28
meninos e 16 meninas, entra 8-9 anos. Foi utilizado escala de MAS como protocolo para avaliação do tônus
muscular, foi utilizado O teste de Shapiro-Wilk e o teste de T, para obter os resultados desta pesquisa. A equoterapia foi realizada em 12 semanas, uma vez por semana com duração de 45min. Dividiu-se em grupo de controle, que recebeu apenas
fisioterapia convencional e grupo intervenção que recebeu fisioterapia convencional e
equoterapia.Com o método já predefinidos, foi dividido em dois grupos e os resultados após
doze semana, foi no grupo
controle teve
uma diminuição segundo a escala de MAS de -0,5 e ou grupo de
intervenção –
0,27. Nos outros dois testes
obtiveram como resultado uma melhora
significativa,
com a pratica da equoterapia,
sendo eles o
equilíbrio, e ganhar de tônus muscularO estudo mostra que há melhoria para as crianças depois da terapia
com cavalo.
Afirmando que o protocolo usado é útil para
indivíduos com distúrbios
motores. Apesar dos resultados positivo,
proponha-se
mais números de estudos com
esse temaFerreira, et al. 2017 Avaliar
crianças com PC pré e pós tratamentos
equoterapeutico.Estudo de caso com três crianças. Tendo
diagnostico PC, ambos os sexos, que não realizava a fisioterapia convencional e nem equoterapia.
Utilizaram para a
avaliação a Medida de Independência Funcional (MIF). Para não ter
alterações, apenas um terapeuta avaliou. Ao escolher o cavalo foi
observado o perfil de cada criança. O circuito foi realizado no solo de
concreto e grama para diferentes estímulos.As três crianças foram
beneficiadas
com a terapia. Pois
apresentaram
um aumento na pontuação da
MIF. Realizando suas atividades, autocuidado,
mobilidade,
locomoção,
comunicação e cognição com mais eficácia.Foram eficaz a terapia,
mostrando uma melhora na
realização das atividades
autocuidado,
mobilidade,
locomoção,
comunicação e cognição. É
necessário um aprofundamento em novas
pesquisar com o tema de
benefícios da
equoterapia.Freire, et al. 2020 Compreender as repercussões biopsicossocia is da
equoterapia na reabilitação de indivíduos
diagnosticados com paralisia cerebral,
tomando como eixo de análise os ganhos
físicos, sociais e psicológicosEstudo exploratório,
observacional e descritivo, os participantes
responderam um
questionário semi
estruturado e planejado, contendo as informações sobre a importância da equoterapia e os
benefícios
biopsicossociais. Os
responsáveis/acompanhantes foram envolvidos na pesquisa.Dando ênfase
aos resultados físicos, os
responsáveis,
destaque a
melhora na
postura (100%), equilíbrio
(90%), na visão dos
profissionais, os benefícios no
efeito físico
furam:
Desenvolvimento de equilíbrio, adequação do
tônus muscular, postura,
lateralidade, coordenação
motora,
esquema
corporal e
linguagem
verbalNa equoterapia a ganhos
significativos
biopsicossociais, mostrando a
importância
deste recurso
fisioterapêutico. Considerando os dados que foram obtidos, sugere que haja mais
estudos nesta
área.Jang, et.
al, 2016Investigar os
efeitos da
equoterapia
nos parâmetros
psicossociais e
emocionais de
crianças com
PCEstudo de caso, com 8
crianças, ambos os sexos,
a terapia foi realizada uma
vez por semana, com
duração de 30 minutos.
Para avaliação utilizaram:
Medida da função Motora
Grossa (GMFM), escala
de equilíbrio A Pediatric
Balance Scale (PBS) e
barthel modificado.No equilíbrio,
(PBS) teve
aumento de 4
pontos depois da
terapia, GMFM
aumentou 2,4
pontos após a
terapia e K-MBI
teve um
aumento, mas
não
significativo.O tratamento de
equoterapia teve
um efeito
positivo no
equilíbrio e na
função motora
grossa.Kwon, et.
al 2015
Examinar se a
equoterapia
tem um efeito
clinicamente
significativo na
função motora
grossa em
crianças com
paralisia
cerebral (PC).Entre 124 crianças, apenas
91 crianças participaram
do estudo. que foram
divididas em 2 grupos.
onde foram avaliados
GMFM-88, um
instrumento de avaliação
da função motora.Como resultado
o estudo
apresenta quem
em um período
de 8 semanas
apresentou uma
melhora
significativa de
acordo com o
nível de
GMFCS.Em conclusão
este estudo
demonstra
efeitos benéficos
da equoterapia
em praticantes,
desenvolvendo
uma melhora na
sua função
motora grossa e
o equilíbrio.Lightsey,
et. al
2021Avaliar como
a pratica da
equoterapia
afeta a
mobilidade
funcional das
crianças com
PC.Com o estudo explorando
as intervenções entre
crianças com PC e o
cavalo, 4 crianças foram
escolhidas para participar
de 8 sessões. A avaliação
utilizada foi Time Up Go
(TUG), realizada na primeira, quarta e última
sessão.Como resultado
os autores
relatam uma
melhora
modesta ao
longo do tempo
e que a cada vez
mais
sincronizados
com o movimento do cavalo.Os autores
concluem que
com a pratica de
da equoterapia
os pacientes se
tornam mais
familiarizado ao
movimento do
cavalo e como
isso auxilia no sistema neuro
muscular,
ajudando na
macha do ser
humano, que
melhora a
funcionalidade
do ser humano.Leal,
2022Verificar os
efeitos da
equoterapia no
equilíbrio
postural, no
desempenho
funcional e na
distribuição de
pressão plantar
em crianças
com Paralisia
Cerebral.Estudo de caso, para
avaliar o peso em posição
ortostática durante a
marcha, e para o
equilíbrio postural e
desempenho funcional um
método pré-experimental
com medidas repetidas.
Após a exclusão,
participaram da pesquisa
20 praticantes. Dividiram
em dois grupos, G1 uma
vez por semana e G2 duas
vezes por semana.
Realizaram três
avaliações, primeira antes
das sessões, segunda com
12 sessões e a última com
24 sessões. As avaliações
foram feitas em
laboratório de análise do
movimento humano
(LAMH), escala de
equilíbrio de berg (EEB) e
avaliação pediátrico de
incapacidade (PEDI)Para obter este
resultado foram
feitas 3
avaliações sendo
que foi utilizado
dois grupos para
este estudo. A
primeira
avaliação não se
observou uma
melhora na
velocidade, já
no segundo teste
comparado com
o primeiro após
24 sessões de
equoterapia
aumentaram
significativamen
te a velocidade
auto
selecionada.
Comparando a
primeira com a
ultima avaliação
houve aumento
mais
significativo na
velocidade e
comprimento do
passo na
velocidade
rápida.Após as sessões
de uma vez por
semana e duas
vezes por
semana teve
melhora no
equilíbrio
postural sentado,
marcha e o
desempenho
funcional.
Recomenda-se
novos estudos
em relação ao
tema, com maior
número de
praticantes.Souza, et.
al 2018Avaliar o
desempenho
funcional de
uma criança
com paralisia
cerebral antes e
após
intervenção da
equoterapia.Estudo quantitativo,
descritivo de um estudo de
caso. Incluiu uma criança,
12 anos, sexo masculino e
diagnostico medico de
paralisia cerebral.
Avaliou-se por meio da
escala GMFCS e GMFM.
Foi realizado 8 sessões,
uma vez na semana de
duração 40min. dividiu-se
em três etapas: Adaptação,
aproximação e montaria
ao cavalo.A partir dos
resultados da
escala GMFM, a
dimensão A
(deitar e rolar) e
C (engatinha e
ajoelhar) teve
avanço a partir
da 4° sessão, já
na dimensão B
(sentar) a partir
da 3° sessão,
dimensão D (em
pé) ouve
evolução na 2°
sessão e
dimensão E
(andar, correr,
pular) não teve
uma evolução
significativa.A equoterapia
tem um papel
que pode
potencializar o
desempenho da
criança com
diagnostico de
paralisia
cerebral,
focando no
essencialmente
no andar, correr
e pular por meio
do estimulo do
cavalo que se dá
mecanismos
neurofisiológi-
cos. Para melhor
identificação dos
impactos da
equoterapia,
propunha mais
pesquisas neste
tema.Romagn
et al.
2016O objetivo
deste artigo foi
analisar o
perfil dos
pacientes
atendido pelo
centro de
equoterapia
visando
melhorar suas
técnicas e o
atendimento
com seus
pacientes.Um estudo observacional,
descritivo e retrospectivo,
com 20 crianças e
adolescentes de 0 a 18
anos. Se seguiu com uma
entrevista com os pais e
responsáveis e analisado o
decorrer de 3 sessões.Como resultado
os autores
relacionam os
benefícios da
equoterapia com
outras
síndromes, mas
notou melhora
na postura dos
pacientes com
paralisia
cerebral.Ao final o artigo
conclui que o
perfil dos
pacientes e
como a
equoterapia se
destaca na
reabilitação de
crianças com
paralisia
cerebral.Wieczore
k et al,
2020O objetivo
deste estudo
foi avaliar a
influência da
equoterapia
(terapia com
cavalos) na
postura e
função
corporal de
crianças com
paralisia
cerebral.Estude de caso, com 45
crianças ambos os sexos,
entre 6-12 anos. Usada a
escala GMFG níveis I e II.
Dividiu-se em três grupos,
grupo de estudo I, grupo
de estudo II e grupo de
controle ao qual não
praticou equoterapia. As
sessões foram
individualizadas para cada
necessidade de cada
praticante. Foi utilizada a
Escala de avaliação do
sentado (SAS).Após realizar
duas avaliações,
seguindo o
método pré
estabelecido, os
autores tiveram
como resultado
as crianças do
grupo 1 tiveram
uma melhora em
quase todas as
categorias,
exceto no pé de
controle. No
grupo 2 os
resultados
obtiveram uma
melhora em
todas as
categorias. Já o
grupo do
controle foi
observado uma
melhora apenas
na função do
controle do
corpo e na
função manual.Conseguiu
identificar que
há melhoras na
postura corporal
sentada em
crianças com
PC, incluindo
controlo da
posição e função
da cabeça,
tronco e
extremidades
superiores.
DISCUSSÃO
Os estímulos múltiplos proporcionados pelo cavalo são capitados pela criança através dos sistemas sensoriais, musculares, esqueléticos, límbicos, vestibulares e oculares. De acordo com Atón et al, (2018) e Souza et al. (2018) O movimento é rítmico que desenvolve estímulos neurais, com o ganho da pratica na montaria a criança tem o auxílio de reorganização do sistema nervoso central. Atón et al, (2018) em sua pesquisa mostra que o cavalo ajuda no aumento do movimento pélvico, dando impacto na diminuição da espasticidade dos adutores do quadril, consequentemente contribuindo no aumento das habilidades de contração, estabilidade articular e sustentação de peso, além do equilíbrio, permitindo os movimentos funcionais da criança como sentar, caminhar e postura. Souza et al. (2018) realizou sua pesquisa de estudo de caso e aplicou GMFCS e GMFM, após as oito sessões de 40 minutos cada, mostrou resultados positivos sobre o desempenho funcional da criança, sobretudo andar, correr e pular.
Como no estudo de Souza et al. (2018) que se realizou com um único paciente com PC no estudo de Lightsey, et al. (2021) teve poucos participantes, no total são quatro crianças com diagnostico de Paralisia Cerebral. Que analisou como a pratica da equoterapia afeta a mobilidade funcional dos seus praticantes, utilizando como avaliação Time Up Go (TUG) diferente de Souza et al. (2018) que utilizou outro método de avaliação GMFCS e GMFM. Ambos estudos mostram os efeitos com a pratica da equoterapia para desenvolvimento motor, tanto como fino como grosso. Lightsey et al. (2021) em seu estudo enfatiza a melhora da habilidade motora, no controle postural, facilita o equilíbrio na posição vertical e as reações de correção e a variação da velocidade da passada do animal.
A equoterapia proporciona estimulo sensorial-motora com facilitação proprioceptiva e neuromuscular, sendo assim em seu estudo de caso Ferreira et al. (2017), as três crianças apresentando melhora em suas atividades cotidianas, autocuidado, mobilidade, locomoção, comunicação e cognição social. Ele realizou a avaliação pela MIF, aonde obteve resultados positivos, ele também menciona o aumento do equilíbrio. Outro autor mostra um resultado positivo no equilíbrio é Freire et al. (2019) que em sua pesquisa realizou um trabalho exploratório, observacional e descritivo através de acompanhantes e responsáveis de crianças e adolescentes com paralisia cerebral. Foi utilizado questionário semiestruturado, e planejado, contendo as informações que prioriza a equoterapia e os benéficos que a mesma proporciona as crianças e adolescentes. Apresenta como resultados positivos em relação a melhora dos pacientes com PC em vários aspectos como: na postura houve 100%, equilíbrio 90%, interações sociais 80%, humor 80% e autoconfiança 80%.
Pela literatura há alguns autores que mostram os benefícios em relação ao equilíbrio, e para enfatizar esse ganho o estudo de Jang et al. (2016) aonde recrutou oito crianças e realizou a avaliação MGFG e PBS, após as 8 semanas realizando duas sessões por semana de 30 minutos, obteve os resultados positivos, apresentando pela escala PBS a melhora do equilíbrio nos praticantes, além também da marcha e função motora grossa através da escala MGFG que teve o ganho na pontuação. Em concordância Know et al. (2015) em sua pesquisa, recrutou 91 crianças, dividindo em dois grupos, grupo equoterapia: aonde praticaram terapia com cavalo durante 30 minutos e grupo controle: que realizou fisioterapia convencional por 30 minuto. durantes 8 semanas. Utilizou também para a avaliação MGFG e PBS, mostrando o aumento dos benefícios da função motora grossa e no equilíbrio após as sessões de equoterapia.
Atón et al. (2018) em seu estudo da ênfase na importância do cavalo para melhora do equilíbrio e da função motora do praticante, nesta mesma linha de raciocínio Leal (2022) analisa a função da marcha do cavalo e os benefícios que traz a marcha humana através da pratica da equoterapia. Leal em seu artigo diz que a pratica da equoterapia sendo apenas uma vez por semana, já acontece uma melhora do equilíbrio da criança com PC. Para afirmar esse benefício, realizou o estudo de caso, aonde participaram 20 crianças, dividiram em dois grupos, grupo I apenas uma vez por semana e grupo II duas vezes. Ambos tiveram resultados positivos, porém o G2 teve um maior benefício.
Alguns autores destacam a importância na equoterapia o animal, cavalo, como ele traz benefícios, esses autores, Wieczorek et al. 2020, Ferreira e Jang em seus estudos ao avaliar os pacientes, notaram que o animal tem muita influência sobre o paciente ajudando, no desenvolvimento do acompanhamento, como observação destacam os benéficos que o animal proporciona, como na autoconfiança, no equilíbrio e no controle.
Sendo o único estudo que visa ajudar a evoluir a metodologia do equoterapia os autores Romagn et al. 2016 seu estudo com 20 praticantes, tem como objetivo de traçar um perfil dos praticantes de equoterapia visando a melhoria da quantificação dos atendimentos, encontrou como resultado que 60% dos pacientes são diagnosticados com PC e que após três sessões de montaria observou uma melhora significativa, nos pacientes. Através de observação, descrição e retrospectiva os autores puderam observar que a maioria de pacientes com PC procuram a equoterapia e que após poucas sessões já é analisado uma evolução no equilíbrio e postural do praticante.
Uma análise feita nesta discussão é que todos os artigos apresentados neste trabalham frisam a importância de ser mais estudado a equoterapia principalmente com benéficos para a reabilitação ou desenvolvimento de crianças com paralisia cerebral, que mesmo com as diferenças do PC ou de sexo, podemos analisar que ainda se tem poucos estudos e que estes poucos estudos comprovam grandes ganho e benefícios aos praticantes.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através deste estudo, observou que a equoterapia tem um impacto positivo em crianças com diagnóstico de paralisia cerebral. Essa terapia auxilia na reabilitação, trazendo benefícios para a melhora de força, postura, equilíbrio, marcha e capacidade das funções motora grossa.
No entanto, é necessário um maior número de estudos para ajudar na evolução nos atendimentos da equoterapia, como também para que todos os profissionais saibam de como um método pode ser tão eficaz para o desenvolvimento das crianças.
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1Acadêmica do curso de Bacharelo em Fisioterapia do Centro Universitário Campo Limpo Paulista UNIFACCAMP, Rua. Guatemala, 167 – Jardim America, Campo Limpo Paulista, São Paulo, Brasil. Email: brunagpimenta99@gmail.com
2Orientadora e Professora Fisioterapeuta especialista do Centro Universitário Campo Limpo Paulista – UNIFACCAMP