O PAPEL DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO INICIAL DA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA E OS CUIDADOS PÓS-PARADA

REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7726062


Elaine Paganíni1
Profa. Dra. Diala Alves de Sousa2


RESUMO

A parada cardiorrespiratória provoca a cessação súbita dos batimentos cardíacos, podendo ocasionar inúmeros danos a vítima, sendo neurológicos irreversíveis ou óbito, devendo realizar medidas corretas a tempo. O objetivo deste trabalho é analisar a importância do enfermeiro no atendimento inicial da PCR e cuidados pós-parada, especialmente na Unidade de Terapia Intensiva. A metodologia usada é a revisão de literatura, de caráter descritivo, entre os anos de 2010 e 2022. Os principais resultados encontrados foram através de 8 artigos de outros autores, podendo observar que o enfermeiro é imprescindível na PCR, por estar próximo ao paciente, fornecendo atendimento no ambiente extra e intra hospitalar como a UTI. A capacitação é indispensável para os enfermeiros atuarem na PCR, determinando as alterações antes da PCR ou após, identificando os sintomas e sinais, detectando precocemente e fazendo os cuidados necessários. Portanto, o enfermeiro é essencial para atender esses pacientes o mais rápido possível, contribuindo para aumentar a sobrevida. Então, os dados alcançados retratam que outras pesquisas podem ser efetuadas sobre os cuidados de enfermagem na PCR, por ser um assunto muito importante e para fornecer diversas contribuições aos profissionais e aos acadêmicos, possibilitando maior conhecimento.

Descritores: Enfermeiro. Atendimento Inicial. Cardiorrespiratória. Pós-Parada. Unidade de Terapia Intensiva.

ABSTRACT

Cardiorespiratory arrest causes the sudden cessation of heartbeats, which can cause numerous damages to the victim, irreversible neurological damage or death, and correct measures must be taken in time. The objective of this work is to analyze the importance of the nurse in the initial care of CA and post-arrest care, especially in the Intensive Care Unit. The methodology used is a literature review, of a descriptive nature, between the years 2010 and 2022. The main results found were through 8 articles by Other authors, being able to observe that the nurse is essential in CPA, for being close to the patient, providing care in the extra and intra-hospital environment such as the ICU.

Training is essential for nurses to act in CRA, determining changes before or after CRA, identifying symptoms and signs, detecting early and providing the necessary care. Therefore, the nurse is essential to assist these patients as quickly as possible, contributing to increase survival. So, the data achieved portray that other research can be carried out on nursing care in CPA, as it is a very important subject and to provide several contributions to professionals and academics, enabling greater knowledge.

Descriptors: Nurse. Initial Service. Cardiorespiratory. Post-Stop. Intensive Care Unit.

1 INTRODUÇÃO

A parada cardiorrespiratória (PCR) é caracterizada pela cessação súbita dos batimentos cardíacos, ir responsividade a estímulos, também apneia ou respiração agônica, observada por falta de movimentos respiratórios ou pulso não palpável. A vítima que sofre o PCR pode apresentar diversos danos, como os neurológicos irreversíveis ou o óbito, caso as medidas apropriadas não forem realizadas a tempo.

Assim, com o objetivo de instaurar a circulação espontânea do doente, as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) devem ser efetuadas conforme as diretrizes de suporte básico de vida (SBV) e ainda o suporte avançado de vida (SAV) (SANTOS JUNIOR, 2022).

A taxa de mortalidade dessa patologia é muito alta, entretanto, vem diminuindo no decorrer dos anos, essa redução é devido o melhoramento dos atendimentos intra e pré-hospitalar. Em torno de 30% das pessoas que tem uma PCR não sobrevivem, somente 15% não possuem sequelas neurológicas. A PCR na maioria das vezes está relacionada a patologias cardiovasculares pré-existentes, entre elas, a trombose e a hipertensão arterial sistólica (HAS). A trombose coronariana além de progredir para uma PCR, ocasiona outros problemas como o infarto agudo do miocárdio (IAM) (SILVA et al., 2022). No Brasil é estimado que aconteçam 200.000 PCR ao ano, ou seja, metade dos casos no meio hospitalar, e a outra metade em local extra-hospitalar, de acordo com as informações de 2018 (BATISTA et al., 2021; CORDEIRO et al., 2022).

O atendimento inicial desses pacientes deve ser efetivado pelo reconhecimento precoce, logo após, o acionamento da emergência, o começo das manobras e a desfibrilação precoce, sendo os procedimentos a serem empregados para o sucesso da terapêutica da PCR. Apesar de serem classificados como processos de baixa complexidade, os indivíduos não são capacitados para reconhecer e efetuar o início da desfibrilação prévia e das compressões (PINHEIRO et al., 2022).

Os cuidados após a PCR têm como objetivo melhorar a incumbência cardiopulmonar e a perfusão sistêmica; encaminhar o paciente extra-hospitalar para unidade de terapia intensiva ou para a sala de emergência; identificar o motivo antecipam-te da PCR e prevenir o reaparecimento desse acontecimento; e aplicar parâmetros que aprimorem o prognóstico do doente em longo prazo, contendo funcionamento neurológico preservado (BATISTA et al., 2021).

O enfermeiro é o profissional que se encontra na linha de frente do atendimento à PCR e também do sucesso da reanimação cardiopulmonar juntamente com o médico.

Então, detém um papel fundamental para desenvolver, que engloba a provisão e previsão dos recursos humanos e materiais para as intervenções em condições de emergência, e ainda a promoção de treinamento a equipe, para ter agilidade no atendimento, de maneira a atingir um prognóstico livre de sequelas, pois, o diagnóstico correto e rápido da PCR é uma das garantias para promover o sucesso da RCP (ARANTES; FERREIRA, 2022).

O objetivo geral deste estudo é analisar a importância do enfermeiro no atendimento inicial da PCR e cuidados pós-parada, principalmente na Unidade de Terapia Intensiva. Os objetivos específicos são: descrever as características da PCR; relatar as ações efetuadas no atendimento inicial da PCR e os cuidados pós PCR e retratar a função do enfermeiro nesse quadro grave, destacando suas vantagens nesse atendimento.

A PCR é uma condição que ocasiona diversos danos ao paciente, podendo levar a óbito, caso não forem realizados o atendimento inicial e os cuidados pós- parada o mais rápido possível e corretamente, fornecendo todos os procedimentos necessários.

Assim, o enfermeiro é o profissional ideal nessa situação para efetuar os atendimentos, devendo sempre estar preparado para efetivar o socorro de forma sistematizada e identificar o quadro do doente.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

A PCR acontece quando tem repentina deficiência de oxigenação do tecido cardíaco por ineficiência circulatória e/ou por cessação da função respiratória. É comprovada pela falta de pulso detectável, apneia, respiração agônica/ofegante ou ausência de responsividade. A agilidade e a intervenção eficiente e rápida das manobras de RCP no decorrer do atendimento da parada cardiorrespiratória são primordiais para reestabelecer a circulação do doente (MOURA et al., 2020).

Diversos PCR’s ocorrem na área extra-hospitalar com prevalência de dois ritmos cardíacos, entre eles: Taquicardia ventricular e Fibrilação ventricular. No entanto, a maior parte resulta de quadros isquêmicos agudos, como, por exemplo, o IAM. Em contradição, no meio intra-hospitalar a PCR ocorre por causa da deterioração do quadro clínico da pessoa, com predominância da atividade elétrica sem pulso e dos ritmos de assistolia (SANTOS JUNIOR, 2022).

Dessa forma, presume-se que o elemento mais crítico para o indivíduo com PCR é o tempo entre o início da parada até o começo da RCP, sendo que a cada minuto reduz-se em até 10% as chances de vida do paciente. Então, considerando o período de chegada do serviço de urgência, que pode diversificar de 1 a 45 minutos, é indispensável a capacitação de indivíduos para trabalharem frente a essa intercorrência.

Além disso, pesquisas demonstram que aqueles que possuíram PCR vivenciada por alguém treinado em suporte básico apresentaram até três vezes mais chance de viver (CORDEIRO et al., 2022).

O começo imediato das manobras de RCP, ainda que seja somente compressões torácicas executadas imediatamente, na área pré-hospitalar, colabora significativamente para a elevação das porcentagens de sobrevivência dos pacientes de parada cardíaca. A cada minuto transcorrido do início do quadro arrítmico súbito sem a efetuação da desfibrilação, as chances de sobrevivência minimizam em 7 a 10%. Uma desfibrilação ideal e precoce, durante os primeiros 3 a 5 minutos, tem diminuição mais gradual, entre 3 e 4% por minuto de PCR (REIS, 2020).

2.2 ATENDIMENTO INICIAL DA PCR

O atendimento inicial da PCR é separado em duas fases: a avaliação primária – SBV e secundária – SAV. O SBV envolve uma junção de procedimentos sequenciais caracterizados por abertura das vias aéreas, compressões torácicas, desfibrilação e respiração artificial; e o SAV baseia-se na continuação do SBV, com administração de fármacos e o tratamento da causa da PCR (MOURA et al., 2020; SANTOS et al., 2018).

Além do mais, é primordial para o sucesso de atendimento inicial, o treinamento da equipe, possuindo capacitações contínuas para fixação melhor do conteúdo e eficiência na assistência, feedback dos profissionais, e ainda a interação entre eles são essenciais para um desempenho adequado, objetivando melhorias no serviço (SANTOS et al., 2018).

O êxito na RCP é dependente da eficácia e agilidade com que se ativa a denominada cadeia de sobrevivência, incluindo o acesso rápido, englobando o reconhecimento e a comunicação logo após a ocorrência, para conseguir ajuda; a RCP rápida, isto é, abertura de vias aéreas, ventilação e circulação sanguínea que devem acontecer brevemente. Antes de começar o atendimento à vítima de PCR, é muito importante analisar primeiramente a responsividade do paciente, posteriormente, a avaliação do pulso carotídeo (REIS, 2020).

2.3 CUIDADOS PÓS-PARADA CARDÍACA

O atendimento pós PCR é um elemento crítico que faz parte do suporte avançado de vida. A grande parte das mortes ocorre nas primeiras 24 horas depois da PCR. O atendimento hospitalar melhor para as pessoas com retorno a circulação espontânea (RCE) logo após a PCR não é totalmente conhecido, porém, tem um interesse enorme em definir e otimizar práticas para melhorar os desfechos. Contudo, como os sistemas de inúmeros órgãos são acometidos após a PCR e RCE, os cuidados pós-parada cardíaca executados apropriadamente se beneficiarão do desenvolvimento de planos para o tratamento pró-ativo desses doentes em todo o sistema (RICO; DINIZ; PELARIM, 2018).

Dessa forma, após a parada deve-se especialmente melhorar a perfusão de órgãos vitais e a função cardiopulmonar; buscar transporte (se preciso segundo o caso clínico) para um hospital adequado ou unidade de terapia intensiva (UTI) contendo sistema de tratamento pós PCR completo; averiguar, tratar e prever o disfuncionamento variado dos órgãos; além de possuir o controle contínuo da temperatura para melhorar a recuperação neurológica do doente e sempre realizar a monitorização neurológica e hemodinâmica de acordo com a indicação (BATISTA et al., 2021).

Também deve-se avaliar o funcionamento do acesso venoso e ainda a checagem dos sinais vitais por meio de um monitor de pressão arterial, frequência cardíaca e ritmo de base, analisando a condição hemodinâmica do indivíduo. Esses cuidados apresentam como função determinar a existência da síndrome coronariana aguda e precaver a disfunção variada de órgãos (MOURA et al., 2020).

2.4 A FUNÇÃO DO ENFERMEIRO NA PCR

O enfermeiro possui como papel efetuar a análise da vítima, não podendo ultrapassar mais que 10 segundos, sendo observado os sinais que são vários, entretanto, os de maiores relevância e incidência são, falta de responsividade e consciência, ausência de atividade elétrica e pulso e cianose. Após definir a PCR, o profissional deve começar as manobras de reanimação imediata do paciente, priorizando os 5 minutos ouro. Os cuidados pós-parada são executados durante dias, porém, as 48 horas iniciais são as mais críticas, pois, é dentro desse intervalo de tempo que tem maior incidência de segunda parada (SILVA et al., 2022).

Dando sequência, o enfermeiro é o profissional apropriado para receber o paciente, efetuar a avaliação em relação ao grau de respiração; ouvir e sentir se ocorre saída de ar pelo nariz ou boca; analisar a presença de pulso, dando preferência à via carótida; verificar a movimentação torácica; e quando provável colocar o doente sobre monitoramento. As subsequentes prescrições representativas de suporte de vida avançada dependem dos resultados da averiguação. A reanimação cardiopulmonar baseia-se em permanecer uma via aérea aberta; ofertar ventilação artificial por meio da respiração, para propiciar circulação artificial, mediante a compressão cardíaca externa e retornar o batimento cardíaco (ARANTES; FERREIRA, 2022).

Além da trombose e a HAS, a PCR vem relacionada aos 5 “H”: Hipóxia, Hipovolemia, Hidrogênio (acidose), Hipovolemia/hipercalemia e Hipotermia. A UTI, é o ambiente de maior acontecimento de PCR, sendo encarregado por tratar de inúmeras doenças e pessoas em estados críticos. O enfermeiro deve manter-se atualizado e capacitado em relação as normas e protocolos de reanimação, para possibilitar assistência a vítima até o suporte médico chegar (SILVA et al., 2022).

3 METODOLOGIA

O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura, de caráter descritivo, em que a seleção do assunto foi resultado da leitura prévia e interesse na área. Para a criação desse estudo foram executadas pesquisas nas bases de dados como artigos científicos publicados em fontes de dados científicos como: Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Google Acadêmico e Revistas Eletrônicas. O levantamento da pesquisa aconteceu no período de novembro de 2022 a janeiro de 2023. As palavras-chaves utilizadas foram: Enfermeiro, Atendimento Inicial, Cardiorrespiratória, Pós- Parada, Unidade de Terapia Intensiva.

Após a leitura de múltiplos periódicos, foram selecionados os seguintes critérios de inclusão e exclusão. Os de inclusão estabelecidos para esta pesquisa foram trabalhos publicados entre os anos 2010 e 2022, relacionados ao tema e que descrevessem informações primordiais e disponíveis gratuitamente, sempre averiguando os títulos e os resumos para verificar se estavam compreensíveis, o artigo foi lido na íntegra para determinar se seria incluído ou não na revisão.

Já os critérios de exclusão, foram estudos existentes em blogs, sites, que não condiziam com o assunto ou repetidos em outras bases de dados e também com data de publicação inferior ao limite estipulado.

4 RESULTADOS

Neste tópico apresenta o objetivo de relatar os resultados principais encontrados em estudos de outros autores, presentes em plataformas digitais, como artigos científicos, como pode ser verificado abaixo.

Á vista disso, foi encontrado um total de 40 artigos, sendo 20 que não mencionavam diretamente do assunto tratado, restando 20 artigos, porém alguns eram muito antigos ou abordavam o assunto muito amplamente, assim, foram escolhidos 8 artigos para ser a base do estudo, atendendo todos os critérios de inclusão relatados na metodologia, conforme o quadro 1.

Quadro 1: Artigos selecionados que mencionam sobre o tema, destacando: autor e ano, título, objetivo, metodologia, resultados e conclusão

5 DISCUSSÃO

Diante dos estudos acima, foi possível visualizar que o enfermeiro é o profissional ideal na PCR, por causa da proximidade com o paciente nessa situação, sendo imprescindível no atendimento dessas pessoas no meio extra e intra hospitalar como a UTI, que podem ter sua vida ameaçada. Assim, a capacitação desses profissionais é fundamental para agir na RCP adequadamente, identificando as modificações apresentadas pelos indivíduos antes da PCR ou após, atuando frente a estes sintomas e sinais, elevando a vigilância e, proporcionando um atendimento mais precoce, para evitar a PCR em diversas condições.

Entretanto, a maioria dos problemas que ocorrem nestes casos é pela ausência de organização do meio e priorização de alguns passos, falta de conhecimento dos métodos e materiais disponíveis, excesso ou falta de pessoal e especialmente, erros na divisão de atividades entre os integrantes da equipe no decorrer do atendimento, sendo funções realizadas pelo enfermeiro (RANGEL; OLIVEIRA, 2010).

Deste modo, podemos relatar que a taxa de sobrevida em indivíduos que sofrem de PCR está relacionada ao período entre o incidente e o começo da reanimação, a porcentagem de sobrevida é precedente não apenas do atendimento num pequeno espaço de tempo como na eficiência do método das execuções de manobras de reanimação. Estudos demonstram também que a reanimação logo após o ocorrido está associada a chance maior de sobrevivência. Contudo, os enfermeiros devem ter conhecimento teórico e prático, capacidade de liderança, maturidade, discernimento e estabilidade emocional para atender os pacientes (RANGEL; OLIVEIRA, 2010). Além do mais, o enfermeiro organiza toda a equipe de enfermagem para ofertar cuidados constantes e intensivos ao doente, durante e depois do evento arrítmico em que as manobras foram bem-efetivadas. E ainda é sua responsabilidade fornecer assistência aos parentes, na reversão da PCR ou em óbitos, por intermédio de esclarecimentos e em consequência, diminuir a angústia e a ansiedade dos familiares das vítimas (REIS, 2020).

Nessa circunstância, como os enfermeiros são líderes de equipe e disseminadores do conhecimento, garante-se que é de importância fundamental que a equipe se atualize continuamente e aprimore seus conhecimentos sobre o tema. Os profissionais apropriados a atender uma PCR devem participar, de programas de treinamento básico e avançado de vida, porque uma equipe engajada alcançará uma qualidade melhor na assistência praticada, o que ampliará os índices de sobrevida (ARANTES; FERREIRA, 2022).

Essa capacitação deve ser iniciada na formação acadêmica, executando-se treinamentos e reciclagem de modo contínuo, atualização de conhecimentos e de métodos segundo o American Heart Association, assim como a simulação de atendimentos em grupo e emprego de protocolos com dados a serem obedecidos. Por isso, várias escolas de enfermagem envolvem no seu ensino, aprendizagem direcionada ao SBV e SAV. Entretanto, a maioria dos enfermeiros não se sentem aptos para agir em casos de emergência, particularmente na PCR. Também verifica-se, que o treinamento tem propiciado a troca de experiências entre enfermeiros assistenciais e chefias, possibilitando aumento do conhecimento (MASCARENHAS; COSTA, 2014).

Dessa forma, averígua-se que a assistência de enfermagem é o que eleva a taxa de sobrevivência desses indivíduos, desde que seja praticada com conhecimentos específicos. Por isso, a PCR não pode ser tratada de maneira superficial, pois, alguma falha na equipe, no momento da realização deste procedimento de reanimação, pode causar sérios danos ao paciente, ainda mais que existem inúmeros casos de morte no Brasil ao ano, por causa da parada cardíaca.

6 CONCLUSÃO

Portanto, o conteúdo mencionado nesse estudo, retrata a importância do enfermeiro na PCR, sendo o profissional em contato direto com o paciente, fornecendo todos os cuidados necessários no atendimento inicial e após a PCR na UTI, o mais rápido possível, colaborando para aumentar a sobrevida da vítima.

Aliás, estes profissionais devem realizar treinamentos contínuos para propiciar uma assistência de qualidade aos doentes com PCR, pois, o sucesso das intervenções executadas em ocorrências desse tipo é muito dependente do grau de preparação dos enfermeiros para enfrentar essa condição.

Assim, as informações obtidas revelam que inúmeras outras pesquisas podem ser efetivadas em relação aos cuidados de enfermagem ao indivíduo, por causa da relevância do assunto e múltiplas contribuições para os profissionais e também para o meio acadêmico, agregando maior o conhecimento sobre essa temática.

REFERÊNCIAS

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1Enfermeira na Unidade de Pronto Atendimento de Ariquemes; Especialista em Urgência e Emergência
em Terapia Intensiva,FAEMA/RO.
2 Enfermeira, Especialista em Terapia Intensiva, UVA-CE; Docência do Ensino Superior, FAK-CE;
Saúde da Família, UVA-CE; Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente, I. Sírio Libanês-SP, Mestre
em Terapia Intensiva- IBRATI-SP; Doutora em Terapia Intensiva- SOBRATI-SP.