REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511300709
Vitória Oliveira1, Adriele Cardoso1; Lunna Raíssa1; Eliab Oliveira1; Robertt Papa1; Ayrtton Anacleto Lima dos Santos2; Paula Hacainy Borges Oliveira2
RESUMO
O câncer de pulmão e outras formas de câncer no tórax têm alta taxa de morbidade e mortalidade, principalmente devido às complicações respiratórias associadas ao procedimento cirúrgico. Nesse cenário, a fisioterapia respiratória se destaca como um recurso crucial para melhorar a capacidade pulmonar, evitar complicações e proporcionar uma melhor qualidade de vida para esses pacientes. O propósito deste estudo foi examinar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, a eficácia de diferentes protocolos fisioterapêuticos usados em pacientes oncológicos que passaram por cirurgias torácicas. A pesquisa foi realizada em bancos de dados nacionais e internacionais (como PubMed, BMC, Wiley Online Library, MDPI e Journal of Thoracic Disease), resultando na coleta de 56 artigos; destes, 12 foram selecionados com base nos critérios de inclusão e analisados qualitativamente. Os achados indicaram que intervenções como o treinamento de músculos respiratórios, atividades de respiração, espirometria de incentivo e programas supervisionados para realização em casa ajudam a diminuir as complicações pulmonares, aceleram a recuperação funcional, aumentam a adesão ao tratamento e promovem a reabilitação geral. Conclui-se que a fisioterapia respiratória é uma ferramenta essencial no tratamento de pacientes oncológicos que se submeteram a cirurgias torácicas, devendo ser incorporada a protocolos sistemáticos e multidisciplinares, apesar da necessidade de padronização das práticas.
Palavras-chave: Fisioterapia respiratória; Câncer de pulmão; Cirurgia torácica; Reabilitação pulmonar; Complicações pós-operatórias
INTRODUÇÃO
O câncer de pulmão e outras formações neoplásicas torácicas constituem um dos principais obstáculos para a saúde pública, especialmente em razão das elevadas taxas de morbidade e mortalidade resultantes de complicações respiratórias após a cirurgia. Nesse cenário, a fisioterapia respiratória tem se destacado como um elemento fundamental na reabilitação desses pacientes, contribuindo para a melhoria da função pulmonar, a diminuição de complicações e a elevação da qualidade de vida (ZHANG et al., 2024). Estudos indicam que programas de reabilitação pulmonar implantados durante o período perioperatório favorecem o aumento da capacidade funcional, a redução de atelectasias e pneumonias, além de encurtar o tempo de internação (HUANG et al., 2023), por meio de métodos que incluem fortalecimento muscular inspiratório, técnicas de expansão pulmonar e higiene brônquica adaptada às necessidades individuais.
A literatura aponta que a inclusão da fisioterapia nos protocolos de recuperação cirúrgica acelerada resulta em taxas inferiores de complicações respiratórias, além de um retorno mais ágil às atividades diárias (ZHOU et al., 2023). Essa prática não se restringe ao ambiente hospitalar, estendendo-se a um acompanhamento domiciliar supervisionado, que tem demonstrado ser viável e eficaz na manutenção dos avanços funcionais após a alta (WANG et al., 2025). A importância dessas abordagens reforça o papel da fisioterapia como uma parte indispensável do cuidado interdisciplinar no contexto oncológico.
As intervenções cirúrgicas torácicas, especialmente em situações de câncer pulmonar, estão ligadas a complicações como atelectasia, pneumonia e diminuição da capacidade ventilatória, provocadas por fatores como anestesia prolongada, dor no pós-operatório e mudanças na mecânica respiratória (ZHANG et al., 2024). Para prevenir e tratar essas condições, várias estratégias fisioterapêuticas têm sido investigadas, incluindo exercícios respiratórios, espirometria de incentivo, ciclos ativos da respiração e fortalecimento inspiratório. Análises recentes indicam que esses métodos são eficazes na expansão alveolar, prevenção de atelectasias e melhora da função pulmonar (HUANG et al., 2023; LI, J. et al., 2023).
Intervenções antes da cirurgia também têm se mostrado cruciais para a preparação física e funcional dos pacientes. Zhou et al. (2023) observaram que a combinação da fisioterapia respiratória com protocolos de recuperação acelerada resultou em uma redução significativa das complicações pulmonares entre pacientes que passaram por lobectomia assistida por vídeo. No período pós-operatório, Tiberio et al. (2021) ressaltaram as vantagens do uso de pressão expiratória positiva (PEP), enquanto Yang et al. (2025) evidenciaram que a espirometria de incentivo proporciona um menor tempo de internação e uma redução na incidência de complicações respiratórias.
O fortalecimento da musculatura inspiratória (IMT) tem ganhado relevância por sua capacidade de reforçar os músculos respiratórios, mesmo em pacientes considerados de alto risco. Wu et al. (2024) notaram que a associação do IMT com intervenções educativas anteriores à cirurgia diminuiu as complicações após procedimentos torácicos. Da mesma forma, Sato et al. (2023) relataram que pacientes diagnosticados com câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica apresentaram uma melhora significativa na força inspiratória e na tolerância ao esforço após um treinamento específico, demonstrando a eficácia da técnica mesmo em casos clínicos complexos.
Um aspecto crucial refere-se à adaptação das intervenções. Pacientes com câncer frequentemente enfrentam comorbidades, como DPOC, sarcopenia ou restrições cardiovasculares, o que demanda que a fisioterapia seja ajustada às condições físicas e emocionais de cada um (Sato et al., 2023; Wu et al., 2024). A continuidade do atendimento após a alta hospitalar também exerce um papel significativo, uma vez que programas de acompanhamento domiciliar mantêm a função respiratória e promovem a adesão ao tratamento (WANG et al., 2025; Kim et al., 2025), ressaltando que a atuação do fisioterapeuta deve se estender além do ambiente hospitalar.
Além dos aspectos físicos, a fisioterapia respiratória também desempenha um papel vital no bem-estar psicossocial dos pacientes, ajudando a diminuir emoções como medo, ansiedade e insegurança que podem surgir durante o processo cirúrgico. A educação em saúde, quando combinada com técnicas respiratórias, otimiza os resultados clínicos e empodera o paciente em sua própria recuperação (Wu et al., 2024; Li et al., 2023). Com o desenvolvimento das tecnologias de monitoramento remoto e das trajetórias de cuidado oncológico, surge uma oportunidade animadora para uma prática que seja mais acessível, contínua e centrada no paciente (Zhang et al., 2024; Huang et al., 2023). Assim, ao reunir e discutir as principais evidências disponíveis, esta pesquisa busca esclarecer de que maneira a fisioterapia respiratória pode se afirmar não apenas como uma forma de suporte terapêutico, mas como um elemento central na recuperação funcional e emocional de pacientes que passaram por cirurgias torácicas.
Desenvolvimento
A cirurgia no tórax, particularmente em situações de câncer pulmonar, tem uma associação significativa com altas taxas de complicações respiratórias, incluindo atelectasia, pneumonia e diminuição na capacidade de ventilação. Essas mudanças são resultantes tanto da intervenção cirúrgica quanto do tempo de anestesia, dor após a operação e alterações na mecânica pulmonar. Dessa forma, a fisioterapia respiratória se revela uma abordagem crucial para prevenir e gerenciar essas complicações (ZHANG et al., 2024).
Diversas formas de intervenção fisioterapêutica têm sido investigadas no cenário oncológico. Entre elas, os exercícios respiratórios, o fortalecimento muscular inspiratório, a espirometria de incentivo e o ciclo ativo da respiração são os mais destacados. Revisões sistemáticas recentes sugerem que esses métodos são eficazes em melhorar a função pulmonar, diminuir a ocorrência de atelectasia e favorecer a expansão alveolar durante o pós-operatório (HUANG et al., 2023; LI, J. et al., 2023).
No período anterior à cirurgia, programas de reabilitação respiratória mostraram um efeito benéfico na preparação física e funcional dos pacientes. Segundo Zhou et al. (2023), a combinação da fisioterapia respiratória com protocolos de recuperação acelerada reduziu notavelmente as complicações pulmonares em pacientes que passaram por lobectomia assistida por vídeo. Essa evidência reforça a relevância da atuação preventiva do fisioterapeuta, que deve ser iniciada antes da cirurgia.
Adicionalmente, o acompanhamento após a cirurgia, seja em hospital ou em casa, é fundamental para a manutenção dos benefícios alcançados. Wang et al. (2025) mostraram que o treinamento respiratório supervisionado em casa após a alta hospitalar foi viável e benéfico, resultando em uma melhoria contínua da função pulmonar, maior adesão ao tratamento e diminuição do risco de complicações futuras.
Outro aspecto importante é a incorporação da fisioterapia nos cuidados multidisciplinares. Investigações como a de Kim et al. (2025) demonstram que a reabilitação pulmonar em conjunto com cuidados médicos e cirúrgicos proporciona melhores resultados clínicos, uma redução no tempo de internação e um aumento na qualidade de vida. Assim, a atuação do fisioterapeuta vai além do foco exclusivamente respiratório, impactando diretamente na recuperação geral do paciente oncológico.
Portanto, a soma das evidências disponíveis suporta que a fisioterapia respiratória desempenha um papel crucial no tratamento de pacientes que se submetem a cirurgias torácicas oncológicas. Sua implementação favorece a diminuição da morbidade, aprimora a função ventilatória, promove a qualidade de vida e otimiza os resultados cirúrgicos.
O treinamento de músculos inspiratórios (IMT) tem sido cada vez mais reconhecido na pesquisa recente por sua capacidade de melhorar a força dos músculos respiratórios e de reduzir problemas pulmonares. Wu et al. (2024) relatam que a combinação do IMT com programas de educação pré-operatória em pacientes considerados de alto risco resultou em uma redução nas complicações respiratórias após cirurgias torácicas. Além disso, Sato et al. (2023) apresentaram um caso em que o treinamento inspiratório antes da cirurgia foi empregado em um paciente com câncer de pulmão, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e perda muscular respiratória, mostrando melhorias significativas na força inspiratória e na capacidade de esforço, o que comprova a eficácia dessa abordagem mesmo em condições clínicas complicadas.
Estudos clínicos também têm avaliado várias abordagens de fisioterapia respiratória no período imediatamente pós-operatório. Tiberio et al. (2021) descobriram que tanto o treinamento inspiratório quanto a utilização de pressão expiratória positiva (PEP) apresentaram benefícios para a recuperação pulmonar em pacientes que passaram por cirurgias pleuropulmonares de menor porte, sublinhando a importância de protocolos adaptados às necessidades individuais dos pacientes.
Outro método comumente utilizado é a espirometria de incentivo. Yang et al. (2025) conduziram uma pesquisa com escore de propensão que evidenciou sua importância dentro de programas de recuperação acelerada após a cirurgia, enfatizando que o uso desse dispositivo ajudou a reduzir a duração da internação e a frequência de complicações pulmonares.
Revisões sistemáticas corroboram a magnitude dos benefícios das técnicas respiratórias. Li et al. (2023), em uma análise agrupada, confirmaram que a prática de exercícios respiratórios após a remoção pulmonar tem um impacto positivo na função respiratória (capacidade vital forçada, pressão inspiratória máxima) e na qualidade de vida. Essas evidências indicam que a fisioterapia respiratória deve ser encarada não apenas como um auxílio, mas como uma parte essencial do tratamento cirúrgico do câncer.
Apesar das conquistas alcançadas nas últimas décadas, a uniformização dos protocolos de fisioterapia respiratória para pacientes oncológicos que passaram por cirurgias torácicas ainda apresenta dificuldades. Cada pesquisa revisada utiliza intervenções específicas em etapas diferentes do tratamento, o que traz resultados benéficos, mas complica a formulação de um protocolo único que possa ser aplicado a todos os pacientes. Essa variação nas metodologias, embora mostre a adaptabilidade da prática fisioterapêutica, destaca a necessidade de estudos clínicos controlados com uma maior variedade populacional que possam solidificar evidências consistentes sobre a melhor combinação de técnicas e a duração ideal da intervenção (Tiberio et al., 2021; Li et al., 2023).
A personalização do tratamento é outro aspecto importante. Pacientes com câncer frequentemente possuem condições adicionais, como doença pulmonar obstrutiva crônica, sarcopenia, limitações cardiovasculares e fragilidade resultante de terapias antineoplásicas. Nesses casos, a fisioterapia respiratória deve ser organizada de maneira individualizada, levando em conta não apenas a capacidade pulmonar, mas também a preservação da força muscular geral, a resistência ao esforço físico e os fatores emocionais envolvidos no processo de reabilitação. Pesquisas de Sato et al. (2023) e Wu et al. (2024) mostram que o treinamento inspiratório, mesmo em pacientes com condições clínicas complicadas, resultou em melhora significativa da força respiratória, diminuição da dificuldade em respirar e aumento da capacidade funcional no período pós-operatório. Esses dados enfatizam a relevância de ajustar os recursos às características de cada paciente, assegurando maior segurança e eficácia.
Outro tema que ganha destaque na literatura é a continuidade do cuidado após a alta hospitalar. As intervenções fisioterapêuticas realizadas em casa, quando bem orientadas e supervisionadas, demonstram resultados promissores, especialmente na manutenção da capacidade ventilatória e na prevenção de complicações tardias. A pesquisa de Wang et al. (2025) revelou que o acompanhamento respiratório domiciliar com supervisão levou a uma melhoria progressiva na função pulmonar e aumentou a adesão ao tratamento, enquanto Kim et al. (2025) ressaltaram que programas de reabilitação integrados, que incluem acompanhamento fisioterapêutico e monitoramento médico, reduziram o tempo de internação e melhoraram a qualidade de vida dos pacientes submetidos a lobectomia. Esses achados ampliam a compreensão do papel da fisioterapia, que não deve se restringir ao espaço hospitalar, mas sim estar presente em todas as etapas do processo de reabilitação.
A literatura também sublinha a importância da atuação em equipe interdisciplinar. A colaboração da fisioterapia com as equipes médicas, de enfermagem e nutricional intensifica os resultados clínicos, favorecendo um atendimento global e centrado no paciente. Pesquisas de Zhang et al. (2024) e Huang et al. (2023) confirmam que, quando a fisioterapia respiratória é integrada aos protocolos de recuperação acelerada, os índices de complicações respiratórias são significantemente reduzidos, resultando em menor morbidade e melhor prognóstico. Essa abordagem multidisciplinar é vital no campo oncológico, onde os pacientes requerem cuidados complexos e coordenados para melhorar suas condições de recuperação.
Em resumo, a terapia respiratória para pacientes com câncer que passam por intervenções cirúrgicas no tórax é uma ferramenta essencial para diminuir complicações e melhorar a qualidade de vida. Apesar de já haver uma boa documentação sobre os benefícios, ainda existe a necessidade de realizar mais estudos para padronizar os protocolos e aumentar as evidências em diversas populações. O fortalecimento de iniciativas que integrem a atuação hospitalar, o atendimento em casa e a colaboração entre diferentes especialidades certamente ajudará na evolução da fisioterapia, proporcionando aos pacientes oncológicos não apenas maior segurança em cirurgia, mas também uma recuperação mais rápida, eficiente e com um enfoque humanizado.
Além dos efeitos positivos no corpo que são bem reconhecidos, a fisioterapia respiratória impacta diretamente o bem-estar psicossocial dos pacientes com câncer. O período antes e depois das cirurgias torácicas geralmente está ligado a emoções como medo, ansiedade e insegurança, em grande parte devido ao risco de problemas respiratórios e restrições funcionais. A atuação ativa do fisioterapeuta, que ensina técnicas de respiração, fomenta a mobilização precoce e oferece apoio contínuo, ajuda a amenizar esses sentimentos negativos e a aumentar a confiança no processo de recuperação. Embora esse fator seja menos quantificado em estudos clínicos, é frequentemente mencionado em pesquisas que abordam a qualidade de vida após a cirurgia (Li et al., 2023; Kim et al., 2025).
A educação em saúde também é um elemento-chave da fisioterapia respiratória no contexto do câncer. Programas educacionais que incluem informações sobre limpeza das vias aéreas, exercícios respiratórios simples e a importância de seguir o tratamento têm se mostrado eficazes na diminuição de complicações após a cirurgia e na melhoria da colaboração dos pacientes. Wu et al. (2024) mostraram que intervenções educacionais associadas ao treinamento de inspirações foram mais eficazes do que a aplicação das técnicas de forma isolada. Assim, a atuação do fisioterapeuta vai além do tratamento terapêutico imediato e adquire uma função pedagógica, capacitando o paciente a lidar de maneira proativa e consciente com seu processo de recuperação.
Outro aspecto importante é a adoção de novas tecnologias na prática da fisioterapia. Ferramentas de monitoramento à distância, aplicativos e plataformas online estão sendo investigadas como opções viáveis para o acompanhamento de pacientes em casa. Esses recursos possibilitam o registro de dados sobre a função respiratória, fornecem feedback em tempo real e garantem uma comunicação direta com a equipe de saúde, o que melhora a adesão ao tratamento e diminui obstáculos logísticos. Embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para comprovar sua eficácia em larga escala, as primeiras evidências sugerem um futuro em que a fisioterapia respiratória será cada vez mais combinada com recursos digitais, aprimorando tanto o monitoramento clínico quanto a autonomia do paciente (Wang et al., 2025).
A abordagem multidisciplinar, já bem destacada em protocolos de reabilitação, deve se expandir ainda mais com o fortalecimento das chamadas linhas de cuidado oncológicas. Nesse modelo, o fisioterapeuta não se limita ao período cirúrgico, mas acompanha todo o percurso de tratamento do paciente, desde a fase de diagnóstico até a reabilitação tardia. Esse acompanhamento contínuo possibilita intervenções precoces, maior atenção a complicações e estratégias personalizadas a longo prazo, resultando em melhores prognósticos e uma reabilitação mais abrangente (Zhang et al., 2024; Huang et al., 2023).
Dessa forma, o avanço da fisioterapia respiratória em pacientes oncológicos que passam por cirurgias torácicas vai além da recuperação funcional imediata. Ele engloba aspectos emocionais, educacionais, tecnológicos e sociais, consolidando-se como uma prática abrangente e multifuncional. O fortalecimento dessa abordagem, combinado com a produção científica de qualidade e a integração com outras áreas da saúde, representa um caminho promissor para elevar os padrões de atendimento e garantir aos pacientes maior segurança, qualidade de vida e autonomia durante e após o tratamento cirúrgico.
Metodologia
Caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, uma abordagem que permite compilar, analisar e sintetizar os resultados de diferentes estudos, promovendo uma compreensão ampliada e crítica do tema em questão. A elaboração dessa revisão seguiu as etapas propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008), que incluem a definição da pergunta central, a especificação dos critérios de inclusão, a busca em bases de dados, a extração e análise dos resultados, a interpretação das descobertas e a apresentação da síntese final.
A pergunta de pesquisa formulada foi: de que maneira a fisioterapia respiratória contribui para a prevenção de complicações e a recuperação funcional de pacientes com câncer submetidos a intervenções cirúrgicas torácicas? Para a seleção dos artigos, foram adotados os critérios de inclusão: publicações originais ou de revisão, lançadas entre 2020 e 2025, que estivessem disponíveis na íntegra nos idiomas português ou inglês, tratando sobre intervenções ou protocolos fisioterapêuticos respiratórios aplicados a pacientes oncológicos durante o período perioperatório de cirurgias torácicas. Estavam excluídos estudos duplicados, dissertações, teses, relatos de casos isolados, editoriais, investigações com animais ou que não abordassem a temática diretamente.
A busca foi conduzida no período de junho a setembro de 2025 nas bases PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), BMC, MDPI, Wiley Online Library e Journal of Thoracic Disease. Foram utilizados descritores, tanto controlados quanto não controlados, em português e inglês, combinados com operadores booleanos, como: “fisioterapia respiratória”, “reabilitação pulmonar”, “câncer de pulmão”, “cirurgia torácica”, “treinamento muscular inspiratório” e “espirometria de incentivo”.
Inicialmente, foram encontrados 56 artigos. Após a aplicação dos critérios estabelecidos, 44 estudos foram excluídos, não havendo registros duplicados, resultando em uma amostra final de 12 artigos. Os artigos selecionados passaram por uma leitura exploratória de títulos e resumos, e foram posteriormente analisados na íntegra. Para a coleta de dados, utilizou-se um instrumento adaptado de Ursi (2005), contendo informações sobre autores, ano de publicação, periódico, base de dados, objetivos, delineamento metodológico, intervenções fisioterapêuticas e principais resultados.
Os estudos foram examinados em relação à clareza metodológica, relevância clínica e aplicabilidade para a prática fisioterapêutica respiratória no contexto cirúrgico oncológico. Em seguida, os resultados foram organizados em categorias temáticas, permitindo uma análise crítica e integrativa das evidências disponíveis.
Resultados e Discussão
Adiante da Tabela 2apresenta a distribuição quantitativa dos estudos identificados nas bases de dados consultadas. No total, foram encontrados 56 artigos dentro do recorte temporal estabelecido. A base PubMed foi a que apresentou o maior volume de publicações relacionadas à temática (n=25), das quais 5 foram selecionadas para a amostra final. Em seguida, a BMC contribuiu com 12 estudos encontrados e 3 selecionados. As bases Wiley Online Library e Journal of Thoracic Disease registraram 9 e 6 artigos, respectivamente, com 2 e 1 estudo elegível em cada uma. A base MDPI apresentou 4 publicações, das quais 1 foi incluída. Ao todo, 44 artigos foram excluídos por não atenderem aos critérios definidos, e não foram identificados estudos duplicados entre as plataformas, resultando em uma amostra final composta por 12 artigos.
| BASE DE DADOS | ARTIGOS ENCONTRADOS | ARTIGOS SELECIONADOS | ARTIGOS EXCLUÍDOS | ARTIGOS REPETIDOS | ARTIGOS TOTAIS |
| PubMed | 25 | 5 | 20 | 0 | 5 |
| BMC | 12 | 3 | 9 | 0 | 3 |
| Journal of Thoracic Disease | 6 | 1 | 5 | 0 | 1 |
| Wiley Online Library | 9 | 2 | 7 | 0 | 2 |
| MDPI | 4 | 1 | 3 | 0 | 1 |
| TOTAL | 56 | 12 | 44 | 0 | 12 |
A Tabela 2 demonstra que, dos 56 estudos identificados nas buscas realizadas com recorte temporal dos últimos cinco anos (2020-2025), 12 atenderam aos critérios de elegibilidade e foram incluídos na amostra final. A base PubMed apresentou o maior número de artigos selecionados (n=5), seguida por BMC (n=3), Wiley Online Library (n=2), MDPI (n=1) e Journal of Thoracic Disease (n=1). Esses dados indicam que a produção científica recente sobre fisioterapia respiratória aplicada a cirurgias torácicas oncológicas está distribuída em diferentes bases de abrangência biomédica, com maior concentração nas plataformas de maior abrangência.
Tabela 2 – Síntese dos artigos incluídos na revisão
| TÍTULO | AUTORES | ANO | BASE DE DADOS | IDIOMA | TEMÁTICA/CONSIDERAÇÃO |
| Effect of pulmonary rehabilitation training on postoperative recovery in lung cancer patients undergoing thoracoscopic partial pulmonary resection: a meta-analysis | ZHANG, Y. et al. | 2024 | PubMed | Inglês | Reabilitação pulmonar e recuperação pós-operatória |
| Effects of enhanced recovery after surgery plus pulmonary rehabilitation on complications after video-assisted lung cancer surgery: a multicentre RCT | ZHOU, T. et al. | 2023 | PubMed | Inglês | Recuperação aprimorada e complicações cirúrgicas |
| Impact of preoperative respiratory training on early postoperative recovery in patients undergoing lung cancer surgery: a randomized controlled trial | ZHANG, J. et al. | 2024 | PubMed | Inglês | Treinamento respiratório pré-operatório e recuperação precoce |
| Effect of pulmonary rehabilitation on lung cancer surgery outcomes: a matched-case analysis | KIM, Y. et al. | 2025 | BMC (Perioperative Medicine) | Inglês | Reabilitação pulmonar e desfechos cirúrgicos |
| Feasibility of postoperative home-based pulmonary function training for lung cancer patients: a real-world study | WANG, L. et al. | 2025 | BMC (Cardiothoracic Surgery) | Inglês | Treinamento domiciliar pós-operatório |
| Effectiveness of postoperative rehabilitation interventions that include breathing exercises to prevent pulmonary atelectasis in lung cancer resection patients | HUANG, R. et al. | 2023 | BMC Pulmonary Medicine | Inglês | Exercícios respiratórios e prevenção de atelectasia |
| Systematic review and meta-analysis of breathing exercises effects on lung function and quality of life in postoperative lung cancer patients | LI, J. et al. | 2023 | Journal of Thoracic Disease | Inglês | Exercícios respiratórios, função pulmonar e qualidade de vida |
| Preoperative respiratory therapy in patients undergoing surgery for lung cancer: a randomized controlled trial | LEE, A. et al. | 2022 | Wiley Online Library | Inglês | Fisioterapia respiratória pré-operatória |
| A randomized trial comparing inspiratory training and positive pressure training in immediate lung recovery after minor pleuro-pulmonary surgery | TIBERIO, I. et al. | 2021 | PubMed | Inglês | Treinamento inspiratório e recuperação imediata |
| Effect of preoperative inspiratory muscle training combined with preoperative education on postoperative pulmonary complications in high-risk lung cancer patients | WU, Q. et al. | 2024 | PubMed | Inglês | Treinamento muscular inspiratório e prevenção de complicações |
| Preoperative inspiratory muscle training in a patient with lung cancer and comorbid COPD and respiratory sarcopenia: A case report | SATO, M. et al. | 2023 | Wiley Online Library | Inglês | Treinamento muscular inspiratório em paciente com comorbidades |
| The Role of Incentive Spirometry in Enhanced Recovery After Lung Cancer Resection: A Propensity Score-Matched Study | YANG, H. et al. | 2025 | MDPI | Inglês | Espirometria de incentivo e recuperação pós-reseção |
A avaliação abrangente dos doze estudos escolhidos permite concluir que a fisioterapia respiratória tem um papel significativo na prevenção de problemas e na recuperação funcional de pacientes com câncer que passaram por cirurgias torácicas. No que diz respeito ao propósito da pesquisa, que foi entender como as intervenções fisioterapêuticas respiratórias contribuem no período em torno da cirurgia, os resultados mostram que táticas como o treinamento de músculos inspiratórios, a espirometria de incentivo e programas organizados de reabilitação pulmonar estão ligadas a resultados clínicos positivos, como diminuição das complicações respiratórias e aceleração da recuperação funcional (ZHANG et al., 2024; ZHOU et al., 2023; KIM et al., 2025). Desta forma, os dados apoiam a ideia de que intervenções respiratórias específicas são de suma importância para aprimorar os resultados pós-operatórios em indivíduos com câncer torácico, especialmente quando englobam componentes antes da cirurgia e continuidade do cuidado após a alta do hospital (LEE et al., 2022; WANG et al., 2025).
Ao comparar esses resultados com a literatura existente, pode-se notar uma harmonia com revisões e estudos que indicam vantagens do condicionamento respiratório antes da cirurgia e do treinamento muscular inspiratório na redução de complicações pulmonares (TIBERIO et al., 2021; WU et al., 2024). Análises recentes também sugerem que programas de reabilitação pulmonar ajudam na melhoria da função pulmonar e na qualidade de vida, reforçando os efeitos mencionados nos estudos analisados (HUANG et al., 2023; LI et al., 2023). Entretanto, a diversidade metodológica entre as pesquisas, com diferenças nos protocolos utilizados, nos resultados avaliados e nas características das amostras, torna difícil a comparação direta dos achados e explica as variações na intensidade dos efeitos apresentados (SATO et al., 2023; YANG et al., 2025). Ainda assim, a tendência geral dos resultados indica um benefício confiável da atuação fisioterapêutica no cenário cirúrgico de pacientes oncológicos.
As consequências teóricas e práticas destes achados são relevantes. Teoricamente, reforça-se a percepção de que a função respiratória é um fator crucial para o prognóstico após cirurgias torácicas, sublinhando a necessidade de abordagens integradas que incluam avaliações funcionais anteriores, intervenções intensivas no período perioperatório e monitoramento pós-alta (ZHANG J. et al., 2024; KIM et al., 2025). Na prática clínica, os achados apoiam a incorporação sistemática de intervenções fisioterapêuticas respiratórias nos cuidados de pacientes oncológicos, enfatizando a importância do início precoce das intervenções e da continuidade do cuidado, idealmente com suporte supervisionado para assegurar adesão e eficácia (WU et al., 2024; WANG et al., 2025). Além dos ganhos físicos, alguns estudos observaram melhorias em indicadores psicossociais, como redução da ansiedade e maior autoconfiança dos pacientes, sugerindo que a fisioterapia também desempenha um papel no apoio emocional e educacional durante o percurso cirúrgico (LI et al., 2023).
Referente às limitações, tanto da revisão quanto dos estudos selecionados, é importante ressaltar a diversidade nos protocolos, que apresentam variações na intensidade, na frequência e na duração das intervenções realizadas, limitando a capacidade para uma síntese quantitativa eficaz e comprometendo a generalização dos resultados. Alguns trabalhos possuíam amostras reduzidas ou se basearam em delineamentos observacionais, o que diminui a robustez das inferências. Houve também diferenças nos instrumentos utilizados para avaliar os desfechos, o que pode ter afetado a comparação dos resultados. Embora essas limitações não anulem os achados, é crucial considerá-las com cuidado ao se aplicar na prática clínica e ao planejar futuras investigações.
Diante das lacunas observadas, sugere-se que investigações futuras implementem protocolos uniformes com uma descrição clara da frequência e da intensidade das intervenções respiratórias, além de amostras mais amplas e critérios padronizados para a avaliação dos desfechos clínicos e funcionais. Ensaios multicêntricos comparativos que avaliem modelos híbridos combinando reabilitação hospitalar com acompanhamento remoto podem aumentar a relevância dos resultados em diversas realidades assistenciais. Além disso, estudos qualitativos que investiguem a percepção dos pacientes em relação à adesão aos exercícios respiratórios podem favorecer o desenvolvimento de estratégias de implementação mais eficazes.
Apesar das limitações, os resultados apresentados merecem ser reconhecidos. A concordância dos resultados a favor da fisioterapia respiratória aponta para uma importância clínica sólida, mesmo que a magnitude dos efeitos varie entre os estudos. Resultados menos impactantes não devem ser vistos como falhas, mas sim como sinais de que o contexto clínico e o perfil funcional dos pacientes têm um papel importante na resposta às intervenções. Dessa forma, os dados enfatizam a importância de adaptar os protocolos fisioterapêuticos às condições individuais de cada paciente e ressaltam que a fisioterapia deve ser considerada não apenas como um tratamento complementar, mas como uma parte fundamental dos cuidados cirúrgicos oncológicos.
3 CONCLUSÃO
Os resultados desta revisão integrativa mostram que a fisioterapia respiratória desempenha uma função crucial nos cuidados pré-operatórios de pacientes com câncer que passam por cirurgias torácicas. As evidências examinadas convergem para demonstrar que ações como o fortalecimento muscular para a respiração, a utilização de espirometria de incentivo e programas de reabilitação pulmonar bem estruturados ajudam a diminuir complicações respiratórias, facilitam a recuperação funcional e aumentam a segurança durante a cirurgia.
Retomando o objetivo inicial, percebe-se que a hipótese deste estudo foi corroborada: a intervenção fisioterapêutica respiratória, quando realizada de maneira precoce e contínua, é uma estratégia eficaz para melhorar os resultados clínicos desta população. A revisão dos estudos também indicou que a participação do fisioterapeuta no tratamento cirúrgico em oncologia não deve ser vista como uma prática secundária, mas como um elemento essencial em um atendimento baseado em evidências.
Embora a diversidade dos protocolos e o pequeno tamanho de algumas amostras possam limitar a generalização dos achados, o conjunto das evidências reforça a importância de integrar a fisioterapia respiratória nos protocolos de cuidados de forma rotineira. Assim, conclui-se que investir na sistematização e na expansão dessas intervenções não é apenas uma alternativa terapêutica, mas uma necessidade ética e clínica para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes que se submetem a cirurgias torácicas para tratamento oncológico.
REFERÊNCIAS
ZHANG, Y. et al. Effect of pulmonary rehabilitation training on postoperative recovery in lung cancer patients undergoing thoracoscopic partial pulmonary resection: a meta-analysis. World Journal of Surgical Oncology, 2024. DOI: 10.1186/s12957-024-03457-8.Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39678604/. Acesso em: 18 set. 2025.
ZHOU, T. et al. Effects of enhanced recovery after surgery plus pulmonary rehabilitation on complications after video-assisted lung cancer surgery: a multicentre randomised controlled trial. Annals of Translational Medicine, 2023. DOI: 10.21037/atm-22-3763.Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35835552/. Acesso em: 20 set. 2025.
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1Estudantes Vitória Oliveira, Adriele Cardoso, Lunna Raíssa, Eliab Oliveira, Robertt Papa do curso de Fisioterapia da Faculdade AGES Senhor do Bonfim-Ba.
2Orientadores Ayrtton Anacleto Lima dos Santo; Paula Hacainy Borges Oliveira. Professores do Curso de Fisioterapia da Faculdade AGES Senhor do Bonfim-Ba.
