THE ROLE OF PHYSIOTHERAPY IN THE CHALLENGES FACED BY LACTATING WOMEN DURING BRESTFEEDING: A LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511101951
Bruna Marcelly Sales Matias1
Gabriel Araújo Cavalcante1
Heria Chris Balieiro da Silva1
Thaiana Bezerra Duarte2
RESUMO
Introdução: É amplamente reconhecido os diversos ganhos que a amamentação proporciona tanto para o bebê quanto para a mãe, além disso, é uma estratégia natural que fornece um vínculo, afeto, proteção e nutrição para recém-nascidos. Ainda assim, é bastante comum notar que muitas mães desmamam seus bebês precocemente, isso acontece por diversos motivos. Nesse contexto, a fisioterapia se apresenta como uma intervenção promissora no manejo de intercorrências mama rias, por meio de técnicas manuais, capazes de aliviar algias, diminuir complicações e favorecer a continuidade do aleitamento. Objetivo: Descrever o papel da fisioterapia frente aos desafios enfrentados por lactantes durante a amamentação. Materiais e método: Trata-se de um estudo de revisão de literatura. As bases de dados utilizadas incluíram: Pubmed, SciELO, Google Acadêmico, PEDro e Capes. Nos idiomas português e inglês. Resultados: A revisão incluiu 5 artigos, a análise crítica da literatura revela que as abordagens integradas tendem a produzir melhores resultados do que intervenções isoladas. Técnicas manuais combinadas com educação, orientação postural e exercícios respiratórios não apenas reduzem sintomas agudos, mas promovem efeitos duradouros, melhorando a funcionalidade global da mãe, a qualidade da amamentação e a prevenção de complicações secundárias. Conclusão: A revisão da literatura permitiu compreender que a fisioterapia desempenha papel estratégico no enfrentamento das principais dificuldades encontradas por lactantes durante o processo de amamentação. As intervenções analisadas demonstraram impacto significativo nas intecorrências mamárias.
Palavras-chave: Fisioterapia. Desafios. Lactantes. Pós-parto. Amamentação.
ABSTRACT
Background: The many benefits breastfeeding provides for both mother and baby are widely recognized. Furthermore, it is a natural strategy that provides bonding, affection, protection, and nutrition for newborns. Even so, it is quite common for many mothers to wean their babies prematurely, for a variety of reasons. In this context, physical therapy presents a promising intervention in the management of breast complications, using manual techniques capable of relieving pain, reducing complications, and promoting continued breastfeeding. Pourpose: To describe the role of physiotherapy in addressing the challenges faced by breastfeeding mothers. Methods: This is a literature review study. The databases used included: PubMed, SciELO, Google Scholar, PEDro, and Capes. In Portuguese and English.. Results: The review included 5 articles, a critical analysis of the literature reveals that integrated approaches tend to produce better results than isolated interventions. Manual techniques combined with education, postural guidance, and breathing exercises not only reduce acute symptoms but also promote lasting effects, improving the mother’s overall functionality, the quality of breastfeeding, and the prevention of secondary complications. Conclusion: The literature review revealed that physical therapy plays a strategic role in addressing the main challenges lactating women face during breastfeeding. The interventions analyzed demonstrated a significant impact on breast complications.
Keywords: Physiotherapy. Challenges. Lactating. Postpartum. Breast-feeding.
1. INTRODUÇÃO
É amplamente reconhecido os diversos ganhos que a amamentação proporciona tanto para o bebê quanto para a mãe, além disso, é uma estratégia natural que fornece um vínculo, afeto, proteção e nutrição para recém-nascidos (Santeze, 2019).
Pesquisas indicam que o leite materno não só oferece nutrientes indispensáveis, como também é rico em anticorpos que contribuem para a proteção contra enfermidades frequentes na infância. Crianças que são amamentadas apresentam uma probabilidade reduzida de desenvolver a longo prazo condições como síndrome da morte súbita infantil, obesidade, diabetes tipo I e II, hipertensão e colesterol alto, além de alguns tipos de câncer. Ademais, esses bebês costumam mostrar um desempenho superior em avaliações de inteligência (Cooper, 2015).
Ainda assim, é bastante comum notar que muitas mães desmamam seus bebês precocemente, isso acontece por diversos motivos, como a falta de informações e orientações adequadas, as intercorrências mamarias, como as mastites, ingurgitamento mamário e as fissuras e principalmente, dificuldades com a técnica de amamentação. Essas dificuldades podem causar traumas e dores nos seios, geralmente no começo da amamentação (Cordeiro, 2023).
Os traumas nos mamilos podem ser entendidos como uma interrupção na integridade da pele que reveste essa área, o que resulta na quebra do tecido epitelial do mamilo. Esses traumas podem ser categorizados em fissuras, escoriações, erosões, dilacerações e formação de vesículas, causando dor e desconforto nas mães, o que prejudica a amamentação. Diversas complicações podem comprometer o êxito dessa prática, e os traumas mamilares estão entre as principais razões para o desmame precoce (Gomes; Jeremias; Oliveira, 2016).
No entanto a razão mais frequente para a interrupção é a dor associada à amamentação, resultante de lesões nos seios que são ocasionadas por posicionamento e pegada inadequados; mamilos curtos, planos ou retráteis; ingurgitamento mamário, mastites, pausas impróprias na amamentação e outras ações semelhantes devido a isso (Santeze, 2019).
A promoção da amamentação está diretamente relacionada a estratégias educativas, as quais devem considerar não apenas o estímulo e a motivação da mãe, mas também o apoio familiar, os medos e as inseguranças envolvidos no processo, além de orientações adequadas durante o aleitamento. Essas ações favorecem a adesão à prática e contribuem para a preservação da saúde materna e do lactente, podendo ser potencializadas por iniciativas desenvolvidas dentro da própria comunidade (Antunes; Lima, 2024).
No contexto do puerpério, especialmente entre as lactantes, a atuação do fisioterapeuta é de extrema relevância, pois contribui tanto para a recuperação funcional da mulher quanto para a manutenção da amamentação. Esse profissional orienta sobre posturas adequadas durante a pega e o posicionamento do bebê, prevenindo sobrecargas musculoesqueléticas, dores cervicais, lombares e alterações posturais decorrentes do ato de amamentar. Além disso, auxilia na prevenção de complicações mamárias relacionadas ao aleitamento, como ingurgitamento e fissuras, promovendo maior conforto para a mãe e eficiência na sucção do lactente. Dessa forma, sua intervenção no puerpério das lactantes não apenas promove reabilitação física, mas também contribui para a continuidade e o sucesso do aleitamento materno, refletindo diretamente na saúde da mãe e do bebê (Padilha; Gasparetto; Braz, 2015).
Decorrente disso, a fisioterapia se mostra sendo muito promissora na assistência as puérperas mediante as intercorrências envolvendo, traumas mamilares, problemas posturais, no tratamento da dor, exercícios de fortalecimento para musculatura, na questão de orientações para fazer exercícios em casa e na prevenção de problemas futuros, e na promoção do bem-estar e saúde (Schuize, J. B et al. 2016).
A promoção da amamentação envolve ações integradas de incentivo, proteção e apoio voltadas para o fortalecimento do aleitamento materno como prática essencial à saúde e ao desenvolvimento humano. Essas ações incluem medidas educativas, campanhas informativas, políticas públicas e ambientes institucionais favoráveis, que possibilitam às mulheres exercerem seu direito de amamentar de forma segura e acolhedora. Além de favorecer significativamente a saúde física e emocional da mãe e do lactente, a promoção da amamentação contribui para a prevenção de doenças, o fortalecimento do sistema imunológico do bebê e a recuperação pós-parto da mulher. Tais ações também têm o potencial de elevar as taxas de aleitamento materno exclusivo, prolongar a duração da amamentação e reduzir o desmame precoce (Souza, C.B et al., 2023).
O desmame precoce ainda representa um desafio relevante para a saúde materno- infantil. Em um estudo realizado com 241 crianças atendidas pela equipe de saúde, foi identificada uma prevalência de 58,51% de desmame precoce, com maior incidência entre o primeiro e o terceiro mês de vida, evidenciando a dificuldade de manutenção do aleitamento
exclusivo nos primeiros meses após o parto. As lactantes frequentemente enfrentam intercorrências como dor, mastite, fissuras mamilares, ingurgitamento mamário e dificuldades relacionadas à pega e ao posicionamento, fatores que comprometem a continuidade da amamentação e, muitas vezes, levam à sua interrupção precoce. Assim, torna-se pertinente a realização de uma revisão de literatura que investigue as contribuições da fisioterapia no enfrentamento das dificuldades vivenciadas pelas lactantes, com o propósito de fortalecer a atuação fisioterapêutica e multiprofissional na atenção puerperal e incentivar práticas baseadas em evidências que promovam a manutenção do aleitamento materno (Santos et al. 2018).
2. MATERIAIS E MÉTODO
Trata-se de um estudo de revisão de literatura. As bases de dados utilizadas incluíram: Pubmed, SciELO, Google Acadêmico, PEDro e Capes. Os Descritores utilizados foram: fisioterapia, desafios, lactante e amamentação, nos idiomas português e inglês. As estratégias de busca utilizadas foram: PHYSIOTHERAPY AND CHALLENGE AND LACTATING AND A BREAST FEEDING. A busca ocorreu em agosto e setembro de 2025.
Os critérios de inclusão foram: estudo transversal, estudo randomizado ou não, relato de caso, estudo prospectivo com braço controle, e estudo não controlado que incluíram mulheres que estivessem em período de amamentação e que apresentassem uma alteração relacionada à amamentação e mulheres que tiveram intervenção fisioterapêutica.
Os critérios de exclusão foram: estudos publicados anteriormente a 2014, artigos em diferentes idiomas do inglês e português, artigos que envolvessem tratamento farmacológico e artigos duplicados.
Os resultados foram exibidos através de tabelas.
3. RESULTADOS
Inicialmente, foram feitas pesquisas nas bases de dados, resultando na identificação de 868 artigos. Em seguida, houve a remoção de duplicados, seguida pela leitura e avaliação dos títulos e resumos, além da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Dessa forma, foram selecionados 5 estudos que fazem parte desta pesquisa, conforme ilustrado na figura 1.
Figura 1 – Fluxograma de inclusão e exclusão dos estudos

A tabela 1 apresenta informações dos 05 (cinco) estudos selecionados que analisaram a atuação da fisioterapia em lactantes durante o período de amamentação. Nela, você encontra o nome do autor e o ano em que o estudo foi publicado, além do tipo de pesquisa realizada, os objetivos de cada estudo, os instrumentos usados para coletar os dados, os procedimentos de intervenções adotados e os principais resultados obtidos.
Tabela 1 – Síntese dos estudos incluídos na revisão.
| AUTOR/ANO | TIPO DE ESTUDO | OBJETIVO | METODOLOGIA | RESULTADOS |
| Kuan-Yin Lin, 2023 | Ensaio Clínico Randomizado | Explorar os efeitos da combinação de ultrassom terapêutico, educação e massagem nos sintomas mamários em mulheres lactantes. educação e massagem nos sintomas mamários em mulheres lactantes. | Este estudo foi um ensaio clínico randomizado, simples-cego e controlado. Mulheres lactantes no pós-parto, com idade entre 21 e 45 anos, com sintomas mamários, foram recrutadas e alocadas aleatoriamente em um dos três grupos (grupo ultrassom, grupo placebo e grupo de cuidados habituais). A gravidade dos sintomas mamários (dor, vermelhidão, nódulo, mal-estar geral), ingurgitamento mamário, endurecimento mamário, temperatura corporal, temperatura mamária e volume de leite foram avaliados no início do estudo (T1), imediatamente após a intervenção (T2) e 3 meses após o início do estudo (T3). | Um total de 37 participantes foram incluídas no estudo (grupo ultrassom n=12; grupo placebo n=12; tratamento usual n=13). A gravidade dos sintomas mamários (ou seja, dor, nódulo e mal- estar geral), bem como o ingurgitamento mamário, apresentaram melhora significativa no grupo ultrassom em T2, em comparação com T1, e essas melhoras foram mantidas em T3. A gravidade do ingurgitamento mamário foi significativamente menor no grupo ultrassom em comparação com o grupo tratamento usual em T2. No entanto, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos ultrassom e placebo para todos os desfechos em nenhum momento da avaliação. |
| Christia ne Charette, 2019 | Relato de Caso | Determinar a possível relação entre a dor vivenciada por mães que amamentam e o comprometimento musculoesquelético comumente observado na prática fisioterapêutica. | Este relato descreve 11 mães encaminhadas a uma clínica de amamentação por dor durante a amamentação. As mães foram inicialmente avaliadas por um médico e uma enfermeira clínica, ambos Consultores em Lactação Certificados pelo Conselho Internacional, para descartar as causas da dor nas mamas ou nos mamilos. Quando a causa permaneceu inexplicada, foi considerada musculoesquelética, e as mães foram encaminhadas a um fisioterapeuta para avaliação e tratamento com terapia manual com redução da tensão dos músculos hipertônicos, aumento do controle dos músculos hipertônicos enfraquecidos, mobilização das articulações para obter maior amplitude de mobilidade na caixa torácica e mobilização do sistema miofascial. | A avaliação musculo esquelética objetiva do fisioterapeuta e a impressão das mães demonstraram melhora no quadro clínico geral após a primeira consulta na maioria das mães. A dor foi resolvida ou aliviada em 80% em cinco mães após 1 a 3 sessões semanais. A abordagem terapêutica mais útil foi conscientizar as mães afetadas sobre sua postura para manter o alinhamento da coluna e evitar a postura de cisalhamento (deslocamento lateral do tronco). A postura de cisalhamento é uma consequência de sentar-se inclinado para um lado. Essa postura é exacerbada pela rotação e flexão torácicas, por exemplo, ao girar o tronco e inclinar-se sobre o bebê durante a amamentação. |
| Juliana Schulze Burti, 2017 | Ensaio clínico não randomizado e não controlado. | Verificar os efeitos da intervenção fisioterapêutica no atendimento a mulheres no puerpério imediato atendidas na maternidade do Serviço de Assistência Médica de Barueri (SAMEB), São Paulo, com foco: Na diminuição da dor E na melhora do bem-estar geral. | População estudada: 50 puérperas (25 de parto vaginal e 25 de cesariana) Critérios de inclusão: Estar no puerpério imediato (pelo menos 8 horas após o parto), ter autorização médica e assinar o TCLE Período de coleta: Julho e agosto de 2013 Intervenção fisioterapêutica única com duração média de 45 minutos, incluindo: Exercícios respiratórios (redução diafragmática) Exercícios para ativação da musculatura abdominal Exercícios pélvicos Orientações posturais, de posicionamento, amamentação, cuidados com o bebê e incentivo ao aleitamento Marcha (caminhada) de 2 a 5 minutos Avaliações feitas antes e depois da intervenção: Escala visual analógica (EVA) para dor Escala subjetiva de bem-estar Avaliações clínicas de sinais físicos e funcionais. | Os resultados evidenciaram que houve redução da dor em ambos os grupos analisados, tanto nas puérperas submetidas à cesariana quanto naquelas que tiveram parto vaginal. Essa melhora foi percebida de forma semelhante, sem diferença estatística entre os grupos, indicando que a intervenção foi eficaz independentemente da via de parto. Em relação ao bem-estar geral, a maioria das participantes relatou melhora após as atividades propostas, que também apresentaram total adesão, demonstrando boa aceitação por parte das puérperas. |
| Hanife Doğan, 2020 | Ensaio clínico randomizado controlado (RCT) | Investigar os efeitos da Drenagem Linfática Manual (MLD) e da aplicação de Kinesio Taping (KT) na dor, no grau de ingurgitamento mamário e no volume de leite em mulheres no pós- parto | Amostra: 67 mulheres no pós-parto com ingurgitamento mamário, divididas aleatoriamente em três grupos: Grupo MLD (n=25): drenagem linfática + cuidados rotineiros Grupo KT (n=24): kinesio taping + cuidados rotineiros Grupo controle (n=18): apenas cuidados rotineiros Duração: 10 dias de intervenção Avaliações: realizadas nos dias 1, 4 e 10 Variáveis medidas: Intensidade da dor (escala visual analógica) Grau de ingurgitamento (escala de 6 pontos) Temperatura corporal e da pele mamária Volume de leite extraído (com bomba elétrica). | MLD foi significativamente mais eficaz que KT e o grupo controle em: Reduzir a dor mamária, diminuir o grau de ingurgitamento, reduzir a temperatura da pele mamária e aumentar o volume de leite extraído. A KT teve efeitos moderados, melhores que o grupo controle em alguns parâmetros (como dor no 4º dia), mas inferiores ao MLD. Grupo controle apresentou melhora apenas modesta ao longo do tempo. |
| Ann M. Witt, 2016 | estudo prospectivo com braço controle | Investigar a resposta clínica à massagem terapêutica nas mamas durante a lactação (TBML) no tratamento de dor aguda associada à ingurgitamento, ductos obstruídos e mastite. | População: 42 mulheres lactantes com dor aguda nas mamas (e Ingurgitamento, ductos obstruídos ou mastite). Intervenção: Aplicação de massagem terapêutica nas mamas durante consulta clínica. Coleta de dados: Questionários e exames clínicos antes e após a massagem; acompanhamento por e- mail em 2 dias, 2 semanas e 12 semanas. Grupo controle: 73 mães lactantes sem TBML, para comparação da gravidade do ingurgitamento. | Houve redução significativa da dor nas mamas e nos mamilos após a aplicação da massagem terapêutica. A técnica ajudou a desobstruir os ductos mamários e a aliviar o ingurgitamento. Muitas mães relataram que a massagem foi muito útil para o alívio dos sintomas. As participantes conseguiram aprender e aplicar a técnica em casa, usando-a em episódios futuros de desconforto mamário. A massagem contribuiu para melhorar a experiência de amamentação e evitar complicações como mastite recorrente. |
4. DISCUSSÃO
A análise da literatura evidencia que a fisioterapia desempenha um papel central no manejo de sintomas mamários em lactantes, incluindo dor, ingurgitamento e complicações como ductos obstruídos e mastite. Os estudos analisados destacam diferentes modalidades fisioterapêuticas como drenagem linfática manual (DLM), massagem terapêutica mamária, ultrassom terapêutico, bandagem kinesio e abordagens posturais e musculoesqueléticas cada uma com características próprias e distintos níveis de eficácia, permitindo compreender melhor as opções de intervenção disponíveis para mulheres no período pós-parto (Lin, 2023; Charette, 2019; Burti, 2016; Dogan, 2020; Witt, 2016).
O estudo de Lin et al. (2023), realizado em Taiwan, investigou os efeitos combinados do ultrassom terapêutico, da massagem mamária e da educação fisioterapêutica em mulheres lactantes com sintomas mamários, utilizando um ensaio clínico randomizado com 37 participantes. Já o estudo de Santos et al. (2019) conduzido no Brasil, avaliou o efeito agudo do ultrassom terapêutico isolado sobre o ingurgitamento mamário, com quatro puérperas no pós-parto imediato. Apesar das diferenças metodológicas, ambos os estudos reforçam o papel da fisioterapia como intervenção segura e eficaz no manejo dos sintomas mamários no período de amamentação. Lin et al. (2023) aplicaram o ultrassom em modo pulsado (1 MHz, 1.8 W/cm², 20% de ciclo ativo), associado à massagem e orientações educativas, durante quatro sessões semanais. Em contrapartida, Santos et al. (2019) utilizaram um único protocolo de ultrassom pulsado (1 MHz, 0,5 W/cm², 20% de ciclo ativo por 2 min por área de radiação efetiva), sem associação com outras técnicas, buscando observar o efeito imediato da intervenção. Os resultados de ambos convergem ao demonstrar redução significativa da dor e do ingurgitamento, além de melhora no aspecto e na disponibilidade do leite materno.
No estudo de Lin et al. (2023), as melhorias foram mantidas até três meses após a intervenção, enquanto Santos et al. (2019) observaram efeitos imediatos após uma única aplicação. Dessa forma, ao comparar os dois estudos, observa-se que o trabalho de Lin et al. (2023) apresenta maior rigor metodológico, com delineamento experimental e acompanhamento longitudinal, enquanto Santos et al. (2019) se destaca pela avaliação imediata e aplicabilidade clínica do ultrassom em condições agudas. Ambos contribuem para evidenciar o papel relevante da fisioterapia na promoção do conforto mamário e na manutenção do aleitamento materno, ainda que apontem para a necessidade de novas pesquisas controladas e com maior número de participantes para consolidar protocolos padronizados de intervenção.
Dando continuidade à analise das evidências científica na área o estudo de Burti et al. (2016) teve como objetivo verificar os efeitos da intervenção fisioterapêutica no puerpério imediato em mulheres atendidas em uma maternidade pública de São Paulo. Trata-se de um ensaio clínico não randomizado, com 50 puérperas (25 de parto vaginal e 25 cesáreas), submetidas a uma única sessão de fisioterapia de 45 minutos que envolveu reeducação diafragmática e abdominal, contrações do assoalho pélvico, exercícios metabólicos, manobras para eliminação de flatos e orientações posturais e de amamentação. Os resultados mostraram melhora significativa na dor e no bem-estar geral, com 100% de adesão ao tratamento. Já o estudo de Coelho et al. (2021) consistiu em uma revisão sistemática da literatura que analisou publicações entre 2011 e 2021 sobre a atuação da fisioterapia na pós-gestação. O trabalho reuniu cinco estudos principais, incluindo ensaios clínicos e revisões sistemáticas, abordando técnicas como TENS, cinesioterapia, exercícios do assoalho pélvico, reeducação postural, pilates, hidroterapia, liberação miofascial e corrente russa. O objetivo foi descrever o papel da fisioterapia na recuperação funcional e na adaptação corporal da mulher após o parto, evidenciando sua importância na prevenção de disfunções e aceleração do retorno às condições pré- gravídicas. Quanto às intervenções utilizadas, há convergência entre os estudos: ambos destacam a relevância dos exercícios respiratórios, abdominais e do assoalho pélvico, bem como das orientações posturais durante a amamentação e deambulação precoce.
Entretanto, Coelho et al. (2021) ampliam a visão ao incluir recursos eletroterapêuticos e técnicas de pilates e RPG, enfatizando uma abordagem multissistêmica e mais atualizada da fisioterapia no pós-parto. Já Burti et al. (2016) focam no puerpério imediato, priorizando intervenções simples, seguras e aplicáveis em ambiente hospitalar. Em relação aos resultados obtidos, Burti et al. (2016) observaram que a maioria das mulheres relatou alívio considerável da dor e melhora da disposição geral após a intervenção fisioterapêutica. Esses achados corroboram as evidências reunidas por Coelho et al. (2021) que indicam que a fisioterapia auxilia tanto no alívio dos sintomas musculoesqueléticos quanto na prevenção de disfunções como diástase abdominal, dor lombar, incontinência urinária e ingurgitamento mamário.
Assim, percebe-se que o estudo clínico Burti et al. (2016) confirma os benefícios imediatos, enquanto a revisão sistemática de Coelho et al. (2012) evidencia os ganhos a médio e longo prazo, apontando a necessidade de acompanhamento fisioterapêutico contínuo durante todo o puerpério. Dessa forma, ambos reforçam que a atuação fisioterapêutica é indispensável no puerpério, contribuindo de forma significativa para o restabelecimento físico, emocional e funcional da mulher, bem como para a manutenção do aleitamento materno e da qualidade de vida materna.
O estudo de Charette e Théroux (2019) evidenciou que o desconforto mamilar durante a amamentação pode estar fortemente relacionado a alterações posturais e disfunções musculoesqueléticas, como restrição da mobilidade torácica, tensão dos músculos peitorais e desalinhamento cervical. As 11 lactantes avaliadas foram submetidas a sessões de fisioterapia manual com duração média de 45 minutos, realizadas de uma a quatro vezes, que incluíram mobilizações torácicas e costais, liberação miofascial e alongamentos cervicotorácicos, associadas a orientações posturais para evitar a inclinação lateral do tronco durante a amamentação. Após as intervenções, a maioria das participantes relatou alívio significativo do desconforto e melhora da postura, reforçando a importância da correção biomecânica e do reposicionamento corporal para reduzir a dor e otimizar a pega do bebê. De forma complementar, o estudo de Souza et al. (2022), uma revisão de literatura, destacou que o fisioterapeuta desempenha papel essencial na prevenção e tratamento dos desconfortos posturais decorrentes da amamentação, por meio de técnicas como cinesioterapia respiratória e postural, alongamentos de cintura escapular e fortalecimento do tronco e assoalho pélvico, aplicadas de forma diária ou em dias alternados. Além disso, ressaltaram a importância da orientação ergonômica e da educação postural em todas as sessões, visando corrigir vícios posturais, melhorar o alinhamento da coluna e prevenir sobrecarga muscular durante o aleitamento. Comparando os estudos, observa-se que Charette e Théroux (2019) enfatizaram uma abordagem manual e corretiva, com resultados rápidos e centrados no realinhamento torácico e cervical, enquanto Souza et al. (2022) ampliaram a visão para uma abordagem preventiva e educativa, defendendo o acompanhamento contínuo da postura materna. Assim, ambos convergem ao demonstrar que a intervenção fisioterapêutica é fundamental para reduzir o desconforto postural, prevenir dores musculares e favorecer uma amamentação mais confortável e eficiente, reafirmando o papel do fisioterapeuta como promotor de bem-estar e saúde postural da lactante.
O estudo de Witt et al. (2016) realizado em uma clínica para mães do nordeste de Ohio, descreveu a resposta clínica da massagem terapêutica mamária na lactação, em mulheres no período de amamentação que apresentam ingurgitamento mamário, utilizando um estudo de caso-controle com 73 participantes. Já o estudo de Kynoch et al. (2019) realizado na Austrália, utilizou um estudo de revisão de literatura. O estudo investigou a eficácia da massagem mamária como tratamento para mulheres com problemas de amamentação e na redução do ingurgitamento, com 6 artigos incluídos. O estudo Witt et al. (2016) utilizou técnicas de massagem suave focada nas axilas, alternando massagem suave e expressão manual. As mães receberam suporte básico à amamentação (ou seja, correção da pega, padrões de alimentação, avaliação da produção de leite, educação sobre ingurgitamento) conforme clinicamente indicado. Elas também receberam instruções sobre expressão manual e técnicas de massagem suave. Já o estudo de Knoch et al. (2019) avaliou a massagem mamária definida como uma estimulação tátil suave do tecido mamário e do mamilo antes, durante e após as mamadas, e incluiu massagem em direção ao mamilo e às axilas, bem como massagem localizada sobre áreas de necessidade. Ambos os estudos relataram que diferentes tipos de massagem mamária foram eficazes na redução da dor imediata para as participantes. No entanto, a falta de explicação detalhada da técnica de massagem mamária e o extenso treinamento necessário para realizá-la diminuem a capacidade de replicar os resultados.
O estudo Dogan (2020) realizado no departamento de obstetrícia e ginecologia da universidade de karabük, Investigou o efeito da bandagem kinesio (KT) e da drenagem linfática manual (DLM) na intensidade da dor, ingurgitamento mamário e volume de leite em mulheres no pós-parto. O estudo é um ensaio clínico prospectivo randomizado e controlado, recrutado 67 mulheres no pós-parto com ingurgitamento mamário. Quanto ao estudo de Sritas et al. (2023) estudou e examinou a eficácia da Drenagem Linfática Manual (DLM), e dos cuidados no pós-parto no volume de leite materno e na dor mamária e no ingurgitamento em mães submetidas a cesariana, 32 participantes foram aleatoriamente divididas em 2 grupos: um grupo de intervenção que recebeu Drenagem Linfática Manual (DLM), Terapia de Redução da Tensão Mamária (TRM) e cuidados de enfermagem pós- parto padrão (n=16) Os resultados foram avaliados por meio do volume de leite materno, escores de dor e ingurgitamento mamário e satisfação das participantes. No estudo de Dogan (2020), as participantes foram alocadas aleatoriamente aos grupos KT, DML e controle. No grupo KT, foi realizada bandagem e cuidados com as mamas; no grupo DML, foi realizada DML e cuidados com as mamas; e no grupo controle, apenas os cuidados rotineiros com as mamas e foram administrados as técnicas por 10 dias. O grupo DML apresentou reduções significativas na dor e no ingurgitamento mamário em todos os dias pós-intervenção em comparação com os grupos controle e KT (p<0,05). O volume de leite aumentou entre os três grupos, mas a mudança no grupo DML foi maior do que nos grupos KT e controle (p<0,05). Não houve diferença significativa no volume de leite entre os grupos KT e controle em todos os dias pós-intervenção. E no estudo de Sritas et al. (2023) o estudo demonstrou que o grupo que recebeu drenagem linfática Manual (DLM), Terapia de Manejo Transmural (TMT) e cuidados pós-parto padrão apresentou um nível de produção de leite materno seguro e equivalente ao do grupo controle. Além disso, não houve diferenças significativas entre os grupos em relação à frequência diária de extração de leite, dor mamária e ingurgitamento mamário ao longo de sete dias (p>0,05).
Contudo, o grupo experimental expressou um alto nível de satisfação com as intervenções de DLM. Com base nas evidências analisadas, o direcionamento da prática clínica da fisioterapia no cuidado às lactantes com alterações mamárias deve priorizar a avaliação integral da mama e da postura, considerando fatores como ingurgitamento, dor, edema, mastite, fissuras e sobrecarga muscular. O fisioterapeuta deve atuar de forma preventiva e terapêutica, empregando recursos como drenagem linfática manual, termoterapia, técnicas de liberação miofascial e orientações posturais durante a amamentação. Além disso, o fisioterapeuta deve oferecer orientações posturais e ergonômicas que auxiliem na escolha de posições adequadas para a amamentação, prevenindo sobrecargas musculares e melhorando o alinhamento corporal da lactante. Dessa forma, a fisioterapia contribui de maneira significativa para a prevenção e tratamento das complicações mamárias, contribuindo para a manutenção do aleitamento materno e o bem-estar materno-infantil.
5. CONCLUSÃO
A revisão da literatura permitiu compreender que a fisioterapia desempenha papel estratégico no enfrentamento das principais dificuldades encontradas por lactantes durante o processo de amamentação. As intervenções analisadas demonstraram impacto significativo na redução da dor mamária, no controle do ingurgitamento, na prevenção de complicações como ductos obstruídos e mastite e na correção de sobrecargas musculoesqueléticas decorrentes de posturas inadequadas. Verificou-se que técnicas manuais associadas à orientação postural e à educação terapêutica favorecem não apenas a recuperação física, mas também a autonomia e a segurança da mãe no manejo da lactação.
Os resultados evidenciaram que abordagens precoces e integradas contribuem para a continuidade do aleitamento, reduzindo fatores que frequentemente levam ao desmame precoce. A presença do fisioterapeuta no acompanhamento da lactante mostrou-se relevante tanto em contextos preventivos quanto terapêuticos, atuando na promoção do conforto materno e na qualidade da experiência de amamentação.
Entretanto, observou-se que os estudos disponíveis apresentam limitações quanto ao tamanho das amostras, à diversidade dos protocolos utilizados e à ausência de acompanhamento em longo prazo, o que restringe a generalização dos resultados. Dessa forma, torna-se necessária a realização de pesquisas mais robustas, com padronização metodológica e comparação entre diferentes modalidades de intervenção.
Diante dos achados, torna-se evidente que a fisioterapia aplicada à amamentação constitui recurso acessível, seguro e eficaz, capaz de fortalecer o cuidado materno-infantil. A ampliação do acesso a essa assistência representa medida essencial para a promoção da saúde da lactante e para a valorização da amamentação como prática fundamental para o desenvolvimento infantil.
REFERÊNCIAS
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BURTI, J.B: Silva, J.P.C: Silva, A.C: Leão, I.M. et al: Assistance in immediate puerperium: the role of physiotherapy. Rev Fac Ciênc Méd Sorocaba p. 193-8, 2016. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/25440/pdf.
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1Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.
2Doutorado em Reabilitação e Desempenho Funcional, Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE e do Curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas Itacoatiara
