O PAPEL DA FIBRA NA REGULAÇÃO DO AÇÚCAR NO SANGUE E SUA AÇÃO PARA INDIVÍDUOS PRÉ-DIABÉTICOS 

THE ROLE OF FIBER IN BLOOD SUGAR REGULATION AND ITS ACTION FOR PREDIABETIC INDIVIDUALS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202601122025


Andreza de Almeida Guimarães1
Matheus Macedo Santos2
Marcela Cardoso de Jesus3
Monique Furtado Haddad4
Ranielle Batista Ramos5
 Verônica Dutra de Freitas6


RESUMO 

O presente trabalho aborda a função metabólica da fibra e sua influência direta no contexto da pré diabetes. As fibras alimentares são essenciais na dieta humana, presentes em diversos alimentos como  frutas, vegetais, legumes, grãos integrais e leguminosas. Este estudo visa destacar a importância das  fibras, especialmente as solúveis, na regulação dos níveis de açúcar no sangue e na melhoria da  sensibilidade à insulina, com foco nos impactos do consumo de fibras na condição de pré-diabetes.  Durante a pesquisa, observou-se que as fibras solúveis desempenham um papel crucial no controle da  glicose sanguínea, retardando sua absorção e contribuindo para uma melhor sensibilidade à insulina.  Esses efeitos benéficos das fibras são fundamentais para a prevenção do avanço da pré-diabetes para o  diabetes tipo 2, bem como para reduzir o risco de complicações cardiovasculares associadas a essa  condição. Os resultados destacam a importância do consumo adequado de fibras na dieta como uma  estratégia eficaz para o manejo da pré-diabetes e a prevenção de sua progressão para o diabetes tipo 2.  A fibra desempenha uma função fundamental na modulação da glicemia, particularmente relevante para  os indivíduos que se encontram em estado pré-diabético. A sua capacidade intrínseca de retardar a  absorção de glicose exerce um papel significativo na mitigação de flutuações abruptas nos níveis de  glicose sanguínea, contribuindo, assim, para a manutenção da homeostase glicêmica em padrões  considerados saudáveis. 

Palavras-chave: Fibras, Pré-diabetes, Metabolismo. 

1. INTRODUÇÃO 

A diabetes é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, com  consequências significativas para a saúde e qualidade de vida. Uma característica distintiva  dessa condição é a resposta comprometida ou insuficiente na produção de insulina, levando à utilização de carboidratos (glicose) e resultando em hiperglicemia (Cotran, Kumar; Robbins,  1994). Em outras palavras, o diabetes é um distúrbio no metabolismo da glicose do organismo,  no qual a glicose presente no sangue passa pela urina sem ser usada como um nutriente pelo  corpo (Guyton; Hall, 1997). Diante desse cenário, a influência da alimentação na prevenção da  diabetes emerge como um tema de extrema relevância, uma vez que há uma estreita relação  entre os hábitos alimentares e o desenvolvimento dessa condição. A escolha dos alimentos e o  padrão alimentar desempenham um papel fundamental na prevenção da diabetes tipo 2, que é  a forma mais comum da doença e está geralmente associada a hábitos de vida e dieta  inadequados. 

A influência da alimentação na prevenção da diabetes é crucial e amplamente  reconhecida. De acordo com estudos realizados por Cruz, Machado, Andrade e Louzada (2020), demonstram que a maior parte dos brasileiros tem um consumo de fibras insuficiente e  confirmaram o perfil nutricional desfavorável dos alimentos ultraprocessados em relação à  ingestão desse nutriente, documentando seu impacto negativo na qualidade da alimentação da  população. A diabetes é uma condição crônica que afeta a capacidade do corpo de regular os  níveis de glicose no sangue. Existem dois principais tipos de diabetes: tipo 1, em que o corpo  não produz insulina suficiente, e tipo 2, em que o corpo não utiliza adequadamente a insulina  que produz. 

Em suma, a diabetes representa um dos dilemas mais urgentes da saúde global no século  XXI. A principal razão pela qual a diabetes é rotulada como o “mal do século XXI” reside em  sua escalada alarmante. No Brasil, a quantidade de estudos epidemiológicos sobre o diabetes  tipo 1 é limitada. No entanto, numa pesquisa recente que abrangeu três cidades do interior  paulista, foi constatada uma incidência de 7,6 casos por 100.000 habitantes nesta população.  (Balda, Pacheco-Silva, 1999). Ao longo das últimas décadas, testemunhamos um aumento  exponencial na incidência de diabetes, especialmente do tipo 2, cujos fatores de risco estão  ligados aos hábitos de vida modernos. A adoção de dietas pouco saudáveis, a diminuição da  atividade física, a epidemia de obesidade e o envelhecimento populacional são apenas alguns  dos fatores que contribuem para esse cenário preocupante (Ferreira; Oliveira; Franca, 2007). A  diabetes impõe um ônus significativo na saúde dos indivíduos afetados. As complicações  associadas à diabetes mal controlada, como doenças cardíacas, insuficiência renal, cegueira e  amputações, representam uma ameaça constante à qualidade de vida e à longevidade. A  necessidade de um manejo cuidadoso da glicose no sangue, juntamente com o controle de  outros fatores de risco, torna-se uma batalha diária para muitos. 

O aumento global da incidência da doença é alarmante; o quantitativo de adultos com  essa doença ultrapassa os 450 milhões, sendo que menos da metade é diagnosticada, e ainda, a  Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê um aumento em mais de 60% no número de casos  até 2030. Em particular, o Brasil é o 4º país com maior número de diabéticos (16,8 milhões) e  o 3º em número específico ao de crianças, sendo que a previsão é de que atinja mais de 23  milhões até 2040 (Opas, 2021).  

No entanto, há esperança na prevenção e no gerenciamento da diabetes mediante  intervenções dietéticas, como o consumo adequado de fibras alimentares. A fibra alimentar é  um componente essencial da nossa dieta, com inúmeras funções vitais para o funcionamento  saudável do organismo. Originada de alimentos de origem vegetal, como frutas, vegetais,  legumes, grãos integrais, nozes e sementes, a fibra desempenha um papel crucial em diversos  aspectos da nossa saúde. Nesse estudo, observa-se como a fibra alimentar desempenha um papel  importante no controle da glicemia. As fibras solúveis ajudam a reduzir os picos de açúcar no  sangue após as refeições, retardando a absorção de glicose e melhorando a sensibilidade à  insulina. Isso é crucial no controle no pré-diabetes. 

O pré-diabetes é uma condição caracterizada por níveis de açúcar no sangue mais altos  do que o normal, mas não altos o suficiente para serem diagnosticados como diabetes tipo 2  (Souza, 2012). Ainda há duas categorias denominadas de pré-diabetes, o qual são a glicemia de  jejum alterada e a tolerância à glicose diminuída (Brasil, 2006; SBD, 2014). É um estágio crítico  em que a intervenção precoce pode fazer toda a diferença na prevenção da progressão para o  diabetes. Nesse contexto, a fibra alimentar emerge como uma ferramenta poderosa na  modulação da glicemia e na prevenção do diabetes tipo 2.  

Este trabalho tem como objetivo geral investigar a função metabólica da fibra e seu  impacto na prevenção da pré-diabetes, destacando a importância de escolhas alimentares  saudáveis e equilibradas para a manutenção da saúde. E como objetivos específicos, analisar o  metabolismo da fibra em indivíduos pré-diabéticos, compreendendo como sua ingestão afeta  marcadores metabólicos e o risco de diabetes tipo 2, avaliar a eficácia de intervenções dietéticas  com fibra na melhora de parâmetros metabólicos e promover a conscientização sobre a  alimentação saudável como estratégia preventiva para a pré-diabetes.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

2.1 Pré-Diabetes: Aspectos Conceituais, Fisiopatológicos e Fatores de Risco 

O pré-diabetes, caracterizado por níveis elevados de glicose no sangue, mas abaixo do  diagnóstico de diabetes tipo 2, representa um importante desafio à saúde pública, com  crescentes taxas de prevalência em todo o mundo (American Diabetes Association, 2023).  Embora possa parecer uma condição relativamente inofensiva, o pré-diabetes é um sinal claro  de que o corpo não está processando a glicose de maneira eficaz, aumentando o risco de  desenvolvimento futuro de diabetes tipo 2 e outras complicações de saúde. Ignorar os sinais do  pré-diabetes pode ter consequências significativas. A principal delas é o aumento do risco de  desenvolver diabetes tipo 2, uma condição crônica que pode levar a complicações graves, como  doenças cardíacas, derrames, danos nos rins, problemas oculares e neuropatia. Além disso, o  pré-diabetes também está associado a um aumento do risco de obesidade, hipertensão e  síndrome metabólica (Zhang; Sun, 2020). 

No entanto, o impacto do pré-diabetes vai além das questões físicas. Também pode  afetar a qualidade de vida, causando estresse emocional e financeiro. Segundo (Leon, 2015). O  estresse de lidar com uma condição de saúde crônica pode ser avassalador, e os custos  associados ao tratamento e ao gerenciamento do pré-diabetes podem se acumular ao longo do  tempo. 

Felizmente, o pré-diabetes é uma condição reversível e controlável com mudanças no  estilo de vida. Adotar uma dieta saudável, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas  magras, e praticar atividade física regularmente são passos essenciais para reduzir os níveis de  glicose no sangue e prevenir ou retardar a progressão para o diabetes tipo 2. Além disso, perder  peso, se necessário, e evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco também podem ajudar a  melhorar a saúde metabólica. O monitoramento regular dos níveis de glicose no sangue e visitas  frequentes ao médico são fundamentais para acompanhar a progressão do pré-diabetes e fazer  ajustes no plano de tratamento conforme necessário. Com o apoio adequado e a adoção de  hábitos saudáveis, é possível controlar o pré-diabetes e reduzir o risco de complicações futuras,  garantindo uma vida longa e saudável. O diabetes pode ser tratado e suas consequências  evitadas ou retardadas com medicação, rastreamento regular e tratamento para complicações  (World Health Organization, 2020).  

O pré-diabetes é uma condição que, embora muitas vezes assintomática, representa um  alerta silencioso para um futuro de complicações graves. A resistência à insulina, uma condição  caracterizada pela dificuldade das células em responder à insulina, já pode estar presente em indivíduos pré-diabéticos. Sem medidas para combater os fatores de risco modificáveis, essa  resistência frequentemente progride para diabetes clinicamente manifesto, aumentando o risco  de doenças cardiovasculares e outras complicações graves. Na maioria dos casos de pré diabetes e diabetes, os sintomas podem ser sutis ou inexistentes, tornando o diagnóstico crucial  para prevenir o desenvolvimento de complicações. O diagnóstico preciso é feito por meio de  exames laboratoriais que medem os níveis de glicose no sangue (SBD, 2019-2020). 

O pré-diabetes, uma condição metabólica em que os níveis de glicose no sangue estão  acima do normal, mas não o suficiente para serem diagnosticados como diabetes tipo 2, é  influenciado por uma série de fatores. Entre eles estão a predisposição genética, a obesidade, o  sedentarismo, o avanço da idade, antecedentes familiares de diabetes, a presença da síndrome  do ovário policístico (SOP) e a raça/etnia do indivíduo. Conforme observado por (Meireles et  al., 2013), o início do pré-diabetes varia, com os indivíduos idosos com excesso de peso ou  obesidade e outros fatores de risco para o diabetes mellitus apresentando maior suscetibilidade  ao desenvolvimento da doença. Vale ressaltar que a progressão do pré-diabetes para o diabetes  mellitus pode ser um processo gradual e prolongado, podendo levar vários anos. Essa complexa  interação de fatores de risco destaca a importância de uma abordagem holística na prevenção e  no tratamento do pré-diabetes. Estratégias de intervenção que visam a modificação do estilo de  vida, como a adoção de uma dieta equilibrada e a prática regular de atividade física,  desempenham um papel fundamental na redução do risco de desenvolvimento do diabetes tipo  2. 

Além disso, o acompanhamento médico regular e a conscientização sobre os fatores de  risco individuais são essenciais para identificar precocemente o pré-diabetes e intervir antes que  progrida para uma condição mais grave. Educar os pacientes sobre a importância do controle  do peso, da manutenção de uma dieta saudável e da realização de atividade física pode ajudar  a prevenir ou retardar a progressão para o diabetes. O estilo de vida desempenha um papel  crucial no desenvolvimento e controle do diabetes tipo 2. A adoção de uma dieta saudável,  aumento da atividade física e manutenção de um peso corporal saudável podem prevenir ou  retardar o aparecimento do diabetes tipo 2 (World Health Organization, 2021). 

Embora muitos indivíduos com pré-diabetes não apresentem sintomas, alguns podem  sentir aumento da sede, micção frequente, fome excessiva, fadiga, visão embaçada, cicatrização  lenta de feridas e formigamento ou dormência nas mãos ou pés. Conforme pontuam Zagury e  Oliveira, (2016) frequentemente, esses sintomas estão ausentes ou não se apresentam de forma  tão acentuada, em especial no estágio de pré-diabetes. Considerando esses fatores, o diagnóstico de DM (Diabetes Mellitus) ou pré-diabetes muitas vezes é descoberto em alterações de exames  de rotina, como sangue e urina.  

O diagnóstico é realizado por meio de exames de sangue específicos, como o teste de  glicemia em jejum e o teste de tolerância à glicose oral. Segundo a Sociedade Brasileira de  Diabetes (2015), o diagnóstico do pré-diabetes é feito mediante exames laboratoriais que  medem os níveis de glicose no sangue. Três critérios principais definem o pré-diabetes:  Glicemia de jejum: Entre 100 e 125 mg/dL, Teste oral de tolerância à glicose (2 horas após  75g): Entre 140 e 199 mg/dL, Hemoglobina A1C: Entre 5,7% e 6,4%. A presença de apenas  um desses critérios em dois exames consecutivos já é suficiente para confirmar o diagnóstico. 

2.2 Fibras Alimentares e Metabolismo Glicêmico 

As fibras alimentares, um conjunto heterogêneo de biomoléculas de origem vegetal,  assumem um papel fundamental na nutrição e saúde humana. De acordo com Mira et al. (2009),  as fibras alimentares são definidas como a parte não digerível do alimento vegetal resistente à  digestão e absorção intestinal, porém com fermentação completa ou parcial no intestino  grosso”. Sua relevância se estende desde a modulação da microbiota intestinal até a prevenção  de doenças crônicas. 

Um consumo elevado de fibras de cereais integrais mostrou uma associação  significativa com a redução do risco de diabetes na maioria dos estudos avaliados. Um desses  estudos, realizado por Cooper Aj, Sharp Sj, Lentjes Mah, Luben Rn, Khaw Kt, Wareham Nj  (2012) com uma duração de 11 anos e 3.704 participantes, declarou que uma dieta caracterizada  por uma maior ingestão de vegetais e uma maior variedade de frutas e vegetais combinados  estava associada a uma redução do risco de diabetes tipo 2. Concluindo que a ingestão diária  de 80 g de frutas/1.000 kcal ou 50 g de vegetais/1.000 kcal reduziu em 22% a chance de  pacientes com DM tipo 2 apresentarem valores de pressão arterial média acima de 92 mmHg. 

As fibras alimentares se dividem em dois grupos principais, com funções distintas: Fibras solúveis: encontradas em frutas, legumes e grãos integrais, dissolvem-se em água e  formam um gel no trato gastrointestinal. Essa propriedade retarda a absorção de glicose, modula  os níveis de colesterol e promove a saciedade, atuando principalmente na regulação do  metabolismo. Fibras insolúveis: presentes em grãos integrais, leguminosas e vegetais, não se  dissolvem em água e aumentam o bolo fecal. Essa ação facilita o trânsito intestinal, previne a  constipação e contribui para a saúde da microbiota intestinal. Primeiramente, é importante  compreender o papel da fibra na regulação da glicose sanguínea. As fibras solúveis, presentes em alimentos como aveia, feijões, frutas e vegetais, têm a capacidade de formar um gel no trato  digestivo. Esse gel retarda a absorção de glicose, ajudando a evitar picos glicêmicos após as  refeições. Como explicam Kaczmarczyk, Miller e Freund (2012), as fibras dietéticas,  componentes não digeríveis dos alimentos vegetais, exercem uma influência intrigante sobre o  metabolismo dos carboidratos. Entre seus diversos efeitos, destaca-se a melhora da  sensibilidade à insulina, um fator crucial para o controle da glicemia no sangue.  

No contexto do pré-diabetes, onde a tolerância à glicose pode estar comprometida, essa  capacidade da fibra solúvel de suavizar os picos de açúcar no sangue é especialmente relevante.  Uma metanálise realizada por Anderson, Randles, Kendall & Jenkins (2004) com pacientes  diabéticos revelou que dietas ricas em fibras e com teor moderado de carboidratos, quando  comparadas a dietas com a mesma quantidade de carboidratos, mas pobres em fibras,  promoveram uma redução significativa na glicose pós-prandial (-21%). Ao evitar os picos  glicêmicos, a fibra ajuda a preservar a sensibilidade à insulina e a prevenir a sobrecarga do  pâncreas na produção de insulina. 

A fibra alimentar contribui para a sensação de saciedade e controle do peso, fatores  essenciais na prevenção do diabetes tipo 2. Ao consumir alimentos ricos em fibras, as pessoas  tendem a se sentir mais satisfeitas por mais tempo, o que pode ajudar na redução do consumo  calórico e na manutenção de um peso saudável (Brasil, 2006). Como o excesso de peso é um  dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, a capacidade da fibra  de auxiliar no controle do peso é crucial para a prevenção da doença. 

Além dos benefícios diretos na regulação da glicemia e controle do peso, a fibra também  desempenha um papel importante na saúde geral do trato digestivo. As fibras insolúveis,  encontradas em alimentos como grãos integrais e vegetais, ajudam a promover a regularidade  intestinal e prevenir a constipação (International Diabetes Federation, 2017). Uma digestão  saudável e regular é essencial para a saúde metabólica na totalidade e pode contribuir para a  prevenção do diabetes. 

3. METODOLOGIA  

Este estudo adotou uma metodologia meticulosa, combinando elementos qualitativos e  quantitativos para investigar uma questão específica sob a égide da pesquisa descritiva e  explicativa. A delimitação precisa do tema foi seguida por um amplo levantamento  bibliográfico em bases renomadas, utilizando critérios rigorosos de inclusão e exclusão. 

Inicialmente, uma análise detalhada das principais dimensões e áreas de interesse foi  realizada, proporcionando uma base sólida para a pesquisa. Em seguida, um extenso levantamento bibliográfico foi conduzido em plataformas como PubMed, Science Direct,  SciELO e BIREME, utilizando palavras-chave relevantes para garantir a abrangência e  profundidade da revisão da literatura, como: Fibra dietética, Açúcar no sangue, Regulação  glicêmica, Pré-diabetes, Intervenção dietética, Índice glicêmico, Alimentos ricos em fibras,  Saúde metabólica, Prevenção do diabetes, Dieta e pré-diabetes. Com os seguintes critérios de  filtro de pesquisa: Texto completo gratuito, Ensaio Clínico, Metanálise, Revisão, Revisão  Sistemática, nos últimos 10 anos. Resultando em uma totalidade de 3.687 trabalhos. 

Os critérios de inclusão e exclusão foram estabelecidos com base nos objetivos  específicos do estudo, excluindo casos que pudessem interferir nos resultados, como condições  médicas graves ou gestantes e lactantes. O que contabilizou uma base de 422 excluídos da  análise. Essa abordagem criteriosa garantiu a relevância e precisão dos dados analisados,  contribuindo para a robustez da pesquisa. 

A pesquisa adotou uma abordagem híbrida, integrando métodos qualitativos e  quantitativos para uma análise mais abrangente do fenômeno em questão. Enquanto a análise  qualitativa permitiu uma compreensão profunda das percepções, atitudes e comportamentos dos indivíduos envolvidos, a análise quantitativa possibilitou a mensuração e a avaliação estatística  de variáveis-chave. Em sua totalidade, foram estudados mais de 682 artigos que poderiam trazer  alguma contribuição ao tema, dentre estes, 33 trabalhos foram escalados e referenciados para  compor o referencial bibliográfico. 

Conclui-se que os resultados obtidos refletem um esforço significativo na busca por  respostas embasadas e fundamentadas, alinhadas com os princípios da pesquisa científica. A  metodologia adotada proporcionou uma análise abrangente e aprofundada do tema,  contribuindo para o avanço do conhecimento e fornecendo subsídios para futuras investigações  na área. Ao explorar diferentes aspectos do problema, esta pesquisa oferece uma base sólida  para a elaboração de políticas, intervenções e estratégias eficazes no contexto em questão. Em  suma, a metodologia adotada neste estudo exemplifica a abordagem robusta e rigorosa  necessária na pesquisa científica, fornecendo insights valiosos para a prática clínica e a  formulação de políticas públicas.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS 

A Tabela 1 resume os artigos selecionados para esta revisão integrativa, abordando  diabetes e pré-diabetes, fibras alimentares, controle glicêmico e intervenções nutricionais. Os  estudos destacam fatores metabólicos, comportamentais e nutricionais relevantes para a  prevenção e o manejo da doença, reforçando o papel de hábitos alimentares saudáveis na  redução do risco de distúrbios glicêmicos. 

Quadro 1 – Artigos selecionados para compor a Revisão

TÍTULO AUTOR OBJETIVO RESULTADO
Conhecimento do  diabetes tipo 2 e  relação com o  comportamento de  adesão ao tratamento.Silva; Alves (2018)Relacionar o conhecimento do  participante sobre o DM tipo 2  e comportamento de adesão ao  tratamento.Os participantes  conseguiram promover  mudanças em costumes  cristalizados há algum  tempo sem alto custo de  resposta e apresentaram  comportamento de adesão  para autocuidado. 
Controle glicêmico de  portadores de diabetes  mellitus tipo 1  atendidos em  ambulatório específico  no estado de Sergipe:  dados de 2010 e 2014Santana (2018)Comparar dados de glicemia  de jejum, pós-prandial e  hemoglobina glicada de  pacientes 4 portadores de  diabetes mellitus tipo 1  seguidos em ambulatório  específico no SUS nos anos de  2010 e 2014.Não houve diferença  estatística no controle  glicêmico dos 14  pacientes atendidos no  ambulatório de DM1 no  período de 2010 e 2014, e  o percentual de pacientes  com 15 glicada dentro das  metas ainda é superior aos  dados nacionais
Fibra alimentar:  ingestão adequada e  efeitos sobre a saúde  do metabolismo.Bernaud;  Rodrigues (2013)Fornecer informações sobre as  fibras alimentares, seus  diferentes tipos e fontes, seu  papel no organismo e efeito  sobre algumas doenças  crônicas,O maior consumo de  fibras e a ingestão de mais  fibras do que a atualmente  recomendada (14 g/1.000  kcal) poderão trazer maior  benefício à saúde,  incluindo a redução de  processos inflamatórios  de baixo grau.
Fatores associados ao  risco de consumo  insuficiente de fibra  alimentar entre  adolescentesVitolo, Campagnolo,  Gama (2007)Avaliar o consumo de fibra  alimentar entre adolescentes e  analisar os fatores associados  ao risco de consumo  insuficiente desse nutriente.Os resultados permitem  concluir que a ingestão  excessiva de gordura e o  consumo não habitual de  feijão estão fortemente  associados ao risco de  consumo insuficiente de fibra alimentar em ambos  os sexos.
Mapping of Type 1  Diabetes Mellitus.Desai, Shivani, and  Atul  Deshmukh.(2020)A identificação precisa do  gatilho pode levar ao  desenvolvimento de medidas  preventivas adequadas. Pode  se tornar uma base para  estudos avançados para  prevenir o DM1 em humanosEsta revisão irá destacar  as causas e algumas ações  preventivas que podem  ser consideradas para  eliminar o DM1.
Metabolismo lipídico  no diabetes mellitus  tipo 1: implicações  patogenéticas e  terapêuticas.Zhang, Jing et al.  (2022)Com base no sistema de  classificação lipídica,  resumimos as evidências  clínicas sobre dislipidemias  relacionadas ao DM1 e  elucidamos os potenciais  mecanismos pelos quais elas  participam na regulação das  respostas inflamatórias,  modulando a função dos  linfócitos e influenciando a  suscetibilidade das células β à  apoptose e disfunção.Esta revisão recapitula  sistematicamente o papel  e os mecanismos de vários  lipídios no DM1,  fornecendo novas  abordagens terapêuticas  para o DM1 do ponto de  vista nutricional.
Controle glicêmico e  conscientização de  pacientes diabéticos  sobre recomendações  nutricionais no  diabetes.Ruszkiewicz,  Karolina et al. (2020)O objetivo do estudo foi  investigar a frequência de  monitoramento da glicemia  por pacientes diabéticos e seu  conhecimento sobre as  recomendações nutricionais no  diabetes.O nível de conhecimento  dos pacientes examinados  foi insatisfatório e variou  com o tipo de diabetes.  Recomenda-se educação  adicional dos pacientes  sobre nutrição e controle  glicêmico.
Nutrição e diabetes:  dietética práticaV. Rigalleau, N.  Foussard, A.  Larroumet, M.  Monlun, L. Blanco,  K. Mohammedi (2024)A prescrição dietética é a  primeira medida do tratamento  de qualquer diabetes mellitus.  Depende de um diagnóstico  que tenha em conta as causas e  consequências da  hiperglicemia. As prioridades  variam dependendo do tipo de  diabetes, do estado nutricional,  das complicações, do  tratamento farmacológico e da  motivação do paciente.Os resultados  insatisfatórios do  tratamento do diabetes  tipo 2 podem motivar que  se modifiquem as  prioridades: dieta  mediterrânea, redução dos  esportes glicídicos e/ou  dos índices glicêmicos.
Fonte: Autoras (2025). 

A análise revelou uma ampla gama de fatores que contribuem para o desenvolvimento  do pré-diabetes. A influência genética, evidenciada por histórico familiar de diabetes, destaca  a importância da hereditariedade na suscetibilidade ao pré-diabetes. Além disso, obesidade e inatividade física emergiram como fatores determinantes significativos, corroborando estudos  anteriores que associam o excesso de peso e o comportamento sedentário a um risco aumentado  de pré-diabetes e diabetes mellitus tipo 2 (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2019). A presença  da síndrome dos ovários policísticos (SOP) também foi identificada como um importante fator  de risco, enfatizando a necessidade de considerar as condições médicas subjacentes ao avaliar  o risco metabólico. A idade avançada também foi associada a um maior risco de pré-diabetes,  indicando o papel do envelhecimento na progressão para a intolerância à glicose. 

Esses achados reforçam a visão holística do pré-diabetes como uma condição  multifatorial influenciada por fatores genéticos, comportamentais e ambientais. A identificação  precoce desses fatores de risco é essencial para o manejo adequado e estratégias de prevenção.  Estudos conduzidos pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, 2020) enfatizam  que a conscientização sobre a modificação do estilo de vida, particularmente a adoção de uma  dieta saudável e atividade física regular, é fundamental para reduzir a progressão para o diabetes  tipo 2. 

Intervenções personalizadas que levem em consideração condições médicas  subjacentes, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP), podem ser necessárias para  abordar adequadamente o pré-diabetes em populações específicas (Sociedade Brasileira de  Endocrinologia e Metabologia, 2019). Esses achados apoiam políticas de saúde pública e  práticas clínicas focadas em estratégias eficazes de prevenção e tratamento, visando reduzir a  incidência de diabetes tipo 2 e melhorar os resultados de saúde a longo prazo. 

Compreender os fatores que contribuem para o pré-diabetes, incluindo predisposição  genética, hábitos de vida e histórico médico, é crucial para a implementação de estratégias  eficazes de prevenção e tratamento. Abordagens abrangentes e individualizadas que considerem  as características únicas de cada paciente são essenciais para reduzir complicações e melhorar  a qualidade de vida (Pandey; Phillips, 2005). 

A adoção de um estilo de vida saudável, caracterizado por uma dieta rica em alimentos  nutritivos e atividade física regular, é fundamental para prevenir ou reverter o pré-diabetes (Hu  et al., 2001). Em alguns casos, o tratamento farmacológico pode ser necessário para controlar  os níveis de glicose no sangue. O monitoramento regular e o acompanhamento médico contínuo  são essenciais para avaliar o progresso e ajustar as estratégias de tratamento conforme  necessário. 

O investimento em programas de educação em saúde, a conscientização sobre os riscos  do pré-diabetes e a promoção de hábitos saudáveis são cruciais para reduzir o impacto da  doença na população. O apoio de profissionais de saúde, como nutricionistas, educadores físicos e psicólogos, desempenham um papel fundamental para ajudar os indivíduos a  implementarem mudanças sustentáveis no estilo de vida (Centers for Disease Control and Prevention, 2020). 

No entanto, é essencial reconhecer a importância de abordagens individualizadas que  considerem as características únicas de cada pessoa, incluindo comorbidades. Essas descobertas  têm implicações significativas para a prática clínica e as políticas de saúde pública. Ao adotar  uma abordagem integrada e personalizada, é possível reduzir a incidência de diabetes tipo 2 e  melhorar os resultados de saúde a longo prazo em indivíduos com pré-diabetes. O diabetes  mellitus continua sendo um dos distúrbios metabólicos mais prevalentes em todo o mundo  (Keane et al., 2017), reforçando a urgência de estratégias preventivas. 

A personalização é essencial para garantir o sucesso das intervenções e maximizar os  resultados de saúde a longo prazo. As evidências sobre fatores de risco e estratégias de  intervenção para o pré-diabetes também têm implicações econômicas. Com um gasto anual de  US$52,3 bilhões, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking dos países com maior custo de  saúde relacionado à diabetes, atrás dos Estados Unidos (US$249,6 bilhões) e da China (US$109 bilhões) (International Diabetes Federation, 2019). Estratégias integradas e  individualizadas podem reduzir substancialmente esses custos, prevenindo a progressão da  doença. 

Nesse contexto, a fibra alimentar desempenha um papel crucial na modulação glicêmica  e na prevenção do diabetes tipo 2, particularmente em indivíduos com pré-diabetes. Aumentar  a ingestão de alimentos ricos em fibras representa uma estratégia eficaz e acessível para  preservar a saúde metabólica e melhorar a qualidade de vida. Isso é corroborado pela revisão  sistemática conduzida por Ojo (2018), que analisou nove estudos envolvendo 715 participantes  e demonstrou que dietas com baixo índice glicêmico, incorporando fibras de cereais e padrões  alimentares recomendados pela Associação Americana de Diabetes, levaram a melhorias  significativas nos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c), bem como a reduções na glicemia  de jejum, em comparação com dietas de alto índice glicêmico. 

5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O consumo de fibras solúveis parece diminuir a resposta glicêmica após as refeições  ricas em carboidratos. Esse efeito é provavelmente atribuído à viscosidade e/ou à capacidade  geleificante das fibras solúveis, que retardam o esvaziamento gástrico e a absorção de nutrientes  pelo intestino delgado. No entanto, estudos prospectivos indicam que não é apenas a fibra solúvel que tem esse efeito, mas principalmente o consumo de fibras insolúveis encontradas em  cereais e grãos integrais, que está consistentemente relacionado a um menor risco de  desenvolvimento de diabetes tipo 2. 

A fibra desempenha um papel crucial na regulação do açúcar no sangue, especialmente  para indivíduos pré-diabéticos. Sua ação consistente na desaceleração da absorção de glicose  ajuda a prevenir picos de glicemia, mantendo os níveis dentro de limites saudáveis. Além disso,  a fibra promove uma maior sensação de saciedade, auxiliando no controle do peso, um fator chave na prevenção da diabetes tipo 2. Ao incluir fontes de fibra na dieta, como frutas, vegetais,  legumes e grãos integrais, os indivíduos pré-diabéticos podem melhorar sua saúde metabólica  e reduzir o risco de desenvolver diabetes.  

Portanto, a conscientização sobre o papel da fibra na dieta e sua relação com a regulação  do açúcar no sangue é fundamental para intervenções eficazes e estratégias de prevenção da  diabetes. Essa compreensão informada pode capacitar indivíduos a fazerem escolhas  alimentares mais saudáveis e a adotarem um estilo de vida que favoreça a saúde metabólica a  longo prazo. 

REFERÊNCIAS 

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1Pós-graduada em Nutrição Clínica Hospitalar e-mail: andreza_ag_@hotmail.com.

2Pós- graduado em Docência do Ensino Superior e-mail: macedo18matheus@gmail.com.

3Pós-graduada em Nutrição Clínica Hospitalar e-mail: marcela.valents@gmail.com.

4Pós-graduada em Nutrição Clínica Hospitalar e-mail: moniquefurtadohaddad@gmail.com.

5Pós-graduada em Materno Infantil email:ghrfamilia@gmail.com.

6Pós-graduada em Nutrição Clínica Hospitalar e-mail: veronica.freitas.dutra@gmail.com.