O PAPEL DA ENFERMAGEM NA REDUÇÃO DA ANSIEDADE INFANTIL ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO LÚDICA EM AMBIENTES HOSPITALARES 

THE ROLE OF NURSING IN REDUCING CHILD ANXIETY THROUGH PLAYFUL EDUCATION IN HOSPITAL SETTINGS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202506251723


Bianca Cavalcante Silva1
Isabella Andrade Bezerra2
Izabella Araújo Morais3
 Iane Brito Leal4


RESUMO 

Introdução: a internação hospitalar pode causar impactos emocionais negativos nas crianças,  sendo a ansiedade uma das reações mais comuns. Assim, as práticas lúdicas desenvolvidas  pela equipe de enfermagem constituem uma estratégia eficaz para o enfrentamento da  ansiedade infantil durante o período de hospitalização proporcionando um ambiente hospitalar  mais leve e acolhedor. Objetivo: descrever como a enfermagem pode ajudar a diminuir a  ansiedade infantil usando estratégias lúdicas no hospital. Método: revisão integrativa.  Resultados: o uso de brinquedos terapêuticos e outras atividades interativas ajuda no alívio  da ansiedade. Também foi possível perceber que é muito importante capacitar os profissionais  de enfermagem para que eles consigam aplicar essas práticas de forma sensível e humanizada.  Conclusão: o uso de práticas lúdicas pela enfermagem é uma ferramenta eficaz para diminuir  a ansiedade em crianças hospitalizadas. Além disso, é fundamental que haja apoio das  instituições e que os profissionais tenham formação contínua, para que essas práticas se  tornem parte do cuidado diário com as crianças nos hospitais. 

Palavras-chave: Enfermagem pediátrica; Estratégias lúdicas; Hospitalização; Ansiedade  infantil; Brinquedo terapêutico; Cuidado humanizado. 

ABSTRACT 

Introduction: Hospitalization can cause negative emotional impacts on children, with anxiety  being one of the most common reactions. Thus, playful practices developed by the nursing  team constitute an effective strategy for coping with childhood anxiety during hospitalization,  providing a lighter and more welcoming hospital environment. Objective: To describe how  nursing can help reduce childhood anxiety through playful strategies in the hospital setting.  Method: Integrative review. Results: The use of therapeutic toys and other interactive  activities helps relieve anxiety. It was also observed that it is essential to train nursing  professionals so they can apply these practices in a sensitive and humanized manner.  

Conclusion: The use of playful practices by nursing professionals is an effective tool for  reducing anxiety in hospitalized children. Furthermore, institutional support and continuous  professional training are fundamental for these practices to become part of daily pediatric care  in hospitals. 

Keywords: Pediatric nursing; Child anxiety; Hospitalization; Playful practices; Therapeutic toy. 

INTRODUÇÃO 

O ambiente hospitalar, por si só, costuma causar desconforto, medos e uma série de  sentimentos difíceis até mesmo em adultos. Para as crianças, esse cenário pode ser ainda mais  complicado, já que muitas vezes elas não entendem o que acontece, se deparam com pessoas estranhas, além de passarem por procedimentos dolorosos que fogem completamente da sua rotina. Tudo isso pode gerar altos níveis de ansiedade e tornar a internação uma experiência  traumática (Almeida, 2019).  

Uma das estratégias que têm mostrado bons resultados é o uso de atividades lúdicas,  como jogos, brincadeiras e brinquedos terapêuticos. As estratégias lúdicas podem ser  compreendidas como ações planejadas que utilizam o brincar como ferramenta de cuidado,  comunicação e aproximação com a criança, contribuindo para a sua adaptação ao ambiente  hospitalar e para o enfrentamento de situações estressantes. Essas ações ajudam a criança a se  sentir mais segura a compreender melhor o que está acontecendo à sua volta. Além disso,  deixam o ambiente mais leve e acolhedor, o que facilita a aceitação dos cuidados de saúde (Silva;  Costa, 2019).  

Nesse contexto, o papel da enfermagem vai além de cuidar do lado físico da criança.  O profissional deve estar atento ao fator emocional, principalmente porque a ansiedade infantil  pode atrapalhar o tratamento e aumentar o sofrimento da criança. Por isso, buscar formas de  tornar esse ambiente menos estressante é essencial (Costa S.A; Carvalho, 2020).  

A educação lúdica, realizada pela equipe de enfermagem, pode ser uma forma de  reduzir a ansiedade das crianças e deixar o ambiente mais favorável à recuperação. Acredita-se  que, com o apoio da enfermagem e o uso de práticas lúdicas, é possível transformar a  experiência no hospital em algo menos assustador e mais acolhedor (Silva F.M, 2021). Assim, a enfermagem, por estar em contato constante com a criança, tem a oportunidade de atuar como  mediadora dessas práticas o que facilita a interação entre a equipe de saúde e a criança (Martins  R.C 2018). 

Diante disso, este estudo foi motivado pela preocupação com o bem-estar emocional  das crianças hospitalizadas ao considerar a experiência traumática. Assim, surge a seguinte  questão norteadora: qual o papel da enfermagem na redução da ansiedade infantil em ambientes  hospitalares por meio da educação lúdica? O objetivo deste trabalho foi descrever como a  enfermagem pode ajudar a diminuir a ansiedade infantil usando estratégias lúdicas no hospital. 

METODOLOGIA 

Este estudo baseia-se em uma revisão integrativa, para reunir e analisar de forma  organizada os principais estudos científicos. A revisão integrativa permite uma visão crítica da  produção científica existente, promovendo a identificação de evidências, lacunas no  conhecimento e subsídios para a prática profissional de enfermagem (Botelho, Cunha e  Macedo, 2011). A presente revisão foi conduzida seguindo as seis etapas recomendadas para  revisões integrativas. 

A primeira etapa deste trabalho foi identificar a problemática relacionada à  ansiedade vivenciada por crianças hospitalizadas e na investigação de como a atuação da  enfermagem, por meio da educação lúdica, pode contribuir para a redução desse quadro. Para  a construção da pergunta norteadora, utilizou-se a estratégia PICO, sendo: P (população) — crianças hospitalizadas; I (intervenção) — educação lúdica aplicada pela enfermagem; C  (comparação) — ausência de práticas lúdicas no cuidado; O (resultado) — redução da  ansiedade infantil. A partir dessa estrutura, foi formulada a seguinte pergunta de pesquisa:  “Qual o papel da enfermagem na redução da ansiedade infantil em ambientes hospitalares por  meio da educação lúdica?” 

A segunda etapa caracterizou a busca por estudos relevantes em bases de dados  científicas amplamente reconhecidas na área da saúde, como PubMed, BVS, SciELO, Medline  e Google Scholar. Para isso, foi elaborada uma expressão de busca em inglês, utilizando  descritores combinados por operadores booleanos (AND e OR), da seguinte forma: (“Nursing  Care” OR “Psychosocial Intervention”) AND (“Anxiety” OR “Anxiety Disorders”) AND  (Child OR Children OR “Child, Hospitalized”). Essa estratégia teve o intuito de encontrar  estudos que fossem relevantes sobre como a enfermagem pode ajudar a diminuir a ansiedade das crianças no hospital, especialmente por meio de atividades lúdicas ou outras práticas que  envolvem o lado emocional e social. 

Na terceira etapa, foram definidos os critérios de inclusão e exclusão dos estudos.  Como critérios de inclusão, consideraram-se artigos publicados entre os anos de 2014 e 2024,  disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem práticas de enfermagem  voltadas à redução da ansiedade infantil por meio de intervenções lúdicas ou psicossociais em  ambientes hospitalares. Foram excluídos estudos duplicados, artigos que tratassem  exclusivamente de adultos ou adolescentes, trabalhos sem relação direta com a prática de  enfermagem ou com o uso da ludicidade, bem como revisões sistemáticas ou meta-análises já  consolidadas. 

Com a aplicação desses critérios conseguimos identificar 392 artigos, distribuídos da  seguinte forma: 102 na PubMed, 89 na BVS, 33 na SciELO, 54 na Medline e 114 no Google  Scholar. Destes, 47 foram eliminados por duplicidade, 36 por tratarem apenas de adultos ou  adolescentes, e 281 por não atenderem aos critérios de inclusão. Assim, 25 artigos foram  selecionados para leitura na íntegra.  

A quarta etapa foi feita a leitura completa dos 26 artigos que foram selecionados. Após  essa leitura mais aprofundada, 19 estudos foram excluídos por não apresentarem dados  adequados ou por não abordarem diretamente a temática proposta, conforme explanado na  Figura 1. Assim, ficaram 10 artigos que foram considerados importantes para a análise crítica  e extração de dados. Foram analisados pontos como o tipo de atividade lúdica usada, o papel  do profissional de enfermagem, os métodos de medição da ansiedade e os resultados  alcançados. 

Na quinta etapa, os 7 artigos incluídos foram organizados em quatro temas principais,  para ajudar na análise do conteúdo. As categorias definidas foram: O uso de estratégias lúdicas  e o papel do enfermeiro na humanização do cuidado pediátrico; redução da ansiedade infantil  por meio da ludicidade; desafios e limitações na implementação de atividades lúdicas em  unidades hospitalares e como a criança sente a ansiedade na internação hospitalar. 

Por fim, na sexta etapa, foi feita a discussão e interpretação dos resultados encontrados.  A análise mostrou que as atividades lúdicas feitas pelos profissionais de enfermagem, como o  uso de brinquedos terapêuticos, contação de histórias e jogos educativos, ajudam a diminuir a  ansiedade das crianças hospitalizadas. Essas práticas se mostraram eficientes para tornar o  cuidado mais humano, promovendo o bem-estar emocional das crianças e fortalecendo a  relação entre elas e a equipe de saúde. Também ficou claro que é importante investir na formação contínua dos enfermeiros e ter políticas na instituição que incentivem o uso dessas  atividades lúdicas no hospital.

Figura 1: Fluxograma Prisma

Fonte: prisma adaptado pelos autores

RESULTADO 

Os resultados desta pesquisa foram sistematizados em um quadro que apresenta os  artigos selecionados, organizados com as seguintes informações: título, autor/ano de  publicação, objetivos do estudo e observação, conforme disposto em Quadro 1 – artigos  incluídos. 

Foram escolhidos 7 artigos para fazer parte da análise final deste trabalho. Desses,  mais da metade (57%) foram publicados entre 2020 e 2021, o que mostra que o interesse pelo  uso do brincar terapêutico na enfermagem pediátrica tem crescido nos últimos anos. A maior  parte dos estudos foi feita realizadas no Brasil (cerca de 43%), o que mostra como esse tema é importante no nosso cenário. Os outros artigos são de países como China, Espanha e Singapura,  o que ajuda a trazer uma visão mais ampla e comparativa sobre como o assunto é tratado em  diferentes lugares. Essa variedade de países e anos de publicação ajuda a entender melhor como  as práticas lúdicas vêm sendo usadas e valorizadas como uma boa estratégia para diminuir a  ansiedade das crianças em hospitais.

Quadro 1: Artigos Incluídos

DISCUSSÃO 

O uso de estratégias lúdicas e o papel do enfermeiro na humanização do cuidado  pediátrico 

O uso de atividades lúdicas no hospital se mostrou muito importante, no cuidado de  enfermagem com à criança. As brincadeiras direcionadas e o uso do brinquedo terapêutico  ajudam a diminuir o sofrimento emocional que a criança pode sentir durante a internação.  Promovendo não apenas a redução da dor e da ansiedade, mas também uma melhor aceitação  dos procedimentos por parte dos pequenos pacientes (Godino-Iáñez et al., (2020) e Díaz Rodríguez et al., (2021). Recursos como fantoches, jogos simbólicos e dramatizações são  estratégias eficazes que tornam o ambiente hospitalar mais leve e menos assustador para a  criança. 

Nesse cenário, o enfermeiro tem um papel muito importante para que essas estratégias  lúdicas realmente aconteçam na prática. Mais do que realizar procedimentos técnicos, esse  profissional atua diretamente na criação de um espaço de cuidado mais humanizado e sensível  às necessidades emocionais da criança e de sua família. Ao utilizar o brincar como ferramenta  terapêutica, o enfermeiro fortalece vínculos, facilita a comunicação e contribui  significativamente para o bem-estar do paciente pediátrico. Rocha et al., (2016) e Oliveira e  Silva (2020). Dessa forma, é possível perceber que o cuidado vai além do físico, abrangendo  também o aspecto emocional, essencial para uma recuperação mais leve e tranquila. 

Efeitos da ludicidade na ansiedade infantil 

Em relação ao impacto direto das atividades lúdicas na ansiedade, os resultados  também são bem claros. O estudo de Li et al., (2016), que envolveu uma amostra expressiva de  mais de 300 crianças, revelou que aquelas que participaram de atividades lúdicas apresentaram  níveis significativamente mais baixos de ansiedade e emoções negativas, quando comparadas  com o grupo controle. Isso mostra que o brincar pode ser uma ferramenta terapêutica de  verdade, ajudando a aliviar o lado emocional difícil que a internação traz. 

He et al. (2015) também mostraram contribuições importantes, ao mostrarem que,  mesmo quando a ansiedade não diminuiu de forma estatística, o brincar ajudou a reduzir as  emoções negativas durante o período pré-operatório. Isso mostra que o brincar faz mais do que  o aliviar na hora, ele ajuda a criança a enfrentar momentos difíceis e a ficar mais forte  emocionalmente.

Desafios na aplicação das atividades lúdicas 

Apesar dos benefícios, ainda existem dificuldades para que as atividades lúdicas sejam  usadas de verdade no dia a dia dos hospitais. O estudo de Silva et al., (2020) revelou que,  embora muitos profissionais, entenda a importância dessas práticas, há uma escassez de  formação específica sobre como utilizar adequadamente o brinquedo terapêutico. Além disso,  a falta de materiais e de apoio institucional acaba dificultando a continuidade dessas ações. 

Esse cenário mostra que é preciso investir na capacitação dos profissionais, além de  criar políticas nas instituições que incentivem o uso do brincar como parte do cuidado. A  formação nas faculdades também precisa incluir esse assunto, para preparar melhor os futuros  enfermeiros a trabalhar de forma mais humana e completa. Santos et al,. (2019). 

A partir das categorias analisadas, dá para dizer que a ludicidade, quando usada de  forma planejada e com um objetivo terapêutico, traz benefícios importantes para a experiência  das crianças no hospital. Os estudos mostram que ela ajuda a diminuir a dor e a ansiedade,  fortalece a relação entre a criança e a equipe de enfermagem, além de incentivar um jeito mais  saudável de lidar com a hospitalização. Souza et al., (2021). 

Contudo, para que essas práticas façam realmente parte da rotina hospitalar, é  importante que os profissionais estejam bem preparados, que tenham um real apoio institucional  e que se entenda que brincar é uma necessidade da criança, mesmo em quando ela está doente.  Dessa forma, o cuidado fica mais completo, focando não só na cura física, mas também no bem estar emocional da criança hospitalizada. Oliveira et al., (2018). 

Como a criança sente a ansiedade na internação hospitalar  

A ansiedade é uma resposta emocional a situações novas ou ameaçadoras, mostrando-se por sinais físicos e comportamentais, como irritabilidade, choro, agressividade, recusa  alimentar e alterações fisiológicas. Souza et al., (2021). No ambiente hospitalar, a criança é  exposta a diversos fatores que intensificam esse estado emocional, como o afastamento do  núcleo familiar, a perda do controle sobre a rotina, o medo de procedimentos invasivos e a  presença de equipamentos desconhecidos Costa et al., (2023). Esses aspectos geram  insegurança e sofrimento, impactando negativamente no processo de recuperação e na adesão  ao tratamento. Assim, a enfermagem precisa reconhecer a ansiedade e usar intervenções lúdicas  e humanizadas para aliviar o sofrimento e promover um cuidado completo e acolhedor. Ferreira  et al., (2023).

CONCLUSÃO 

Com essa revisão integrativa, ficou ainda mais evidente o quanto o uso de estratégias  lúdicas pela enfermagem é importante no cuidado com crianças hospitalizadas. As atividades  lúdicas mostraram ser bastante eficazes para diminuir a ansiedade das crianças, além de  contribuírem para um ambiente mais acolhedor e humanizado no hospital. 

Durante a análise dos estudos, foi possível perceber que o papel do enfermeiro vai  muito além da aplicação técnica, pois ele também precisa acolher a criança e sua família com  sensibilidade e respeito. Quando o profissional está bem preparado e conta com apoio da  instituição, sua atuação pode fazer toda a diferença na forma como a criança vivência a  hospitalização, tornando esse momento menos traumático. 

Apesar de todos os benefícios encontrados, também foi possível identificar alguns  desafios importantes, como a falta de capacitação dos profissionais e a pouca disponibilidade  de materiais e recursos nos hospitais. Esses fatores dificultam bastante a inclusão de práticas  lúdicas no dia a dia da enfermagem, e mostram como é essencial investir mais em políticas que  valorizem o cuidado humanizado. 

Por isso, pode ser fundamental que essas atividades lúdicas sejam planejadas e  incluídas na rotina hospitalar, junto com formações específicas para os profissionais de  enfermagem. Além disso, ainda há muito espaço para novas pesquisas que investiguem os  efeitos dessas práticas em diferentes contextos e faixas etárias, para podermos melhorar cada  vez mais o cuidado com as crianças hospitalizadas.

REFERÊNCIAS 

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1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB,  Campus Ceilândia. e-mail: biancacavalcante31154@gmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0006-2960-706X

2Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB,  Campus Ceilândia. e-mail: isaandrade2015bela@gmail.com Orcid: https://orcid.org/my-orcid?orcid=0009- 0003-8831-2403 

3Orientadora do trabalho de conclusão de curso. Docente do curso de graduação em Enfermagem  do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB). e-mail: enf.izabellamorais@gmail.com
Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8923-6420 

4Avaliadora do trabalho de conclusão de curso. Docente do curso de graduação em Enfermagem do  Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB). 
e-mail: ianebl@hotmail.com
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-2164-0491

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