O IMPACTO DO ALCOOLISMO NAS COMUNIDADES INDÍGENAS

REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/th102502151046


Emanuelle Neres Arruda1
Fabrícia Amaral Gonçalves Pontes 2
Geraldo Avelino Dalla Rosa3
Julia Soares Macedo Araujo Manduca4
Luísa Galvão Martins Venturini5
Maria Caroline Silva Ferreira6
Maria Clara Barbosa Rocha7
Maria Clara Coimbra Wanderley8
Maria Eduarda Siqueira Campos Costa9
Rafael Milhomem Tavares10
Sofia Ayres Arruda Moretti Campos11


RESUMO 

O projeto interdisciplinar abordou o impacto do alcoolismo entre estudantes indígenas da etnia Xerente residentes em Porto Nacional, Tocantins, destacando suas consequências e estratégias para prevenção. Reconhecendo o consumo de álcool como uma prática cultural histórica, o estudo evidenciou como fatores sociais e culturais intensificaram o uso abusivo em contextos urbanos, resultando em problemas de saúde e desintegração social. A partir de encontros educativos e dinâmicas lúdicas, a iniciativa promoveu a conscientização sobre os efeitos do álcool no corpo humano a curto, médio e longo prazo, bem como seus impactos na saúde mental e social. O público-alvo foi composto por 64 estudantes vinculados à Universidade Federal do Tocantins (UFT). O projeto incluiu discussões interativas, demonstrações práticas com bonecos anatômicos e a criação de um mural educativo. A metodologia foi estruturada para respeitar as especificidades culturais indígenas, incentivando o uso responsável de álcool sem estigmatização. Os resultados esperados incluíram maior sensibilização sobre os riscos do alcoolismo, redução de comportamentos de risco, promoção de estilos de vida saudáveis e fortalecimento dos laços comunitários. Assim, a ação visou não apenas melhorar a qualidade de vida dos participantes, mas também contribuir para a preservação cultural e social das comunidades indígenas urbanas. 

Palavras-chave: Alcoolismo; Povos indígenas ; Prevenção de Doenças. 

ABSTRACT 

The interdisciplinary project addressed the impact of alcoholism among indigenous students of the Xerente ethnic group living in Porto Nacional, Tocantins, highlighting its consequences and strategies for prevention. Recognizing alcohol consumption as a historical cultural practice, the study highlighted how social and cultural factors intensified abusive use in urban contexts, resulting in health problems and social disintegration. Through educational and playful meetings, the initiative promoted awareness about the effects of alcohol on the human body in the short, medium and long term, as well as its impacts on mental and social health. 

The public objective was made up of 64 students linked to the Federal University of Tocantins (UFT). The project included interactive analyses, practical projections with anatomical dolls and the creation of an educational mural. The methodology was structured to meet indigenous cultural specificities, encouraging the responsible use of alcohol without stigmatization. Expected results included increased awareness of the risks of alcoholism, reduction of risky behaviors, promotion of healthy lifestyles and strengthening community ties. Thus, the action aims not only to improve the quality of life of participants, but also to contribute to the cultural and social preservation of urban indigenous communities. 

Keywords: Alcoholism; Indigenous peoples; Disease Prevention. 

1  INTRODUÇÃO  

Evidências mostram que a saúde está muito mais relacionada ao modo de viver das pessoas do que à ideia hegemônica da sua determinação genética e biológica. O sedentarismo e a alimentação não saudável, o consumo de álcool, tabaco e outras drogas, o frenesi da vida cotidiana, a competitividade, o isolamento do homem nas cidades são condicionantes diretamente relacionados à produção das ditas doenças modernas (PNPS,2017). Dessa forma, evidencia-se a importância de trabalhar sobre o impacto do alcoolismo nas comunidades indígenas enfatizando abordagens para apoio e prevenção, uma vez que vem sendo uma problemática recorrente na atualidade. 

O alcoolismo representa um desafio significativo para as comunidades indígenas, afetando não apenas a saúde, mas também as estruturas sociais e culturais desses grupos. De acordo com Garnelo (2019), “a intervenção em saúde indígena precisa levar em conta a complexidade das relações sociais e culturais dessas comunidades”. Isso significa que qualquer abordagem deve ser atenta às particularidades locais, respeitando as tradições e práticas culturais, ao mesmo tempo em que busca promover a saúde e o bem-estar. 

O Brasil antes de sua colonização era habitado apenas pelo povo indígena, após o processo de ocupação ocorreu a dizimação desse povo. Atualmente o Brasil de sua população conta apenas com cerca de 1,7 milhões de indígenas e destes a maioria, 51,25%, habitam o território da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia,

Roraima, Tocantins e parte do Maranhão). Estreitando o recorte populacional, o estado do Tocantins possui cerca de 1.511.459 habitantes, sendo que 1,32% da população se autodeclara indígenas (IBGE, 2022). 

Embora o consumo do álcool seja algo que já estava na cultura indígena, observa-se uma mudança maior no padrão de consumo desta substância, sendo que conforme o indivíduo se afasta de sua comunidade e cultura este consumo aumenta (Castelo-Branco, 2021). Um estudo recente do Ministério da Saúde, o consumo de álcool entre o povo indígena tem crescido de maneira alarmante, sendo registrado 1399 casos de alcoolismo pela FUNAI (Amado, 2022), o que expõe a necessidade de maiores políticas de combate a este hábito entre esta população. 

Milhares de indígenas, pressionados por uma série de fatores, tais como: a expulsão e devastação dos territórios originários, a estruturação e edificações de cidades e pela concessão e entrega das terras a “proprietários” privados, acabaram migrando para grandes centros urbanos, em busca de atendimento à saúde, acesso à educação escolar e à formação universitária ou simplesmente para trabalhar, comercializar seus produtos e, com isso, obter alguma fonte de renda. (LIEBGOTT, 2024). 

Portanto, acredita-se que é possível mitigar o alcoolismo e, consequentemente, doenças como cirrose hepática, esteatose hepática, hepatite alcoólica, hipertensão, cardiomiopatia alcoólica, AVC, depressão, ansiedade, esquizofrenia, tuberculose e suicídio, em um público de indígenas na cidade, com acesso a maiores informações sobre as consequências do consumo abusivo de álcool à saúde. 

2  METODOLOGIA  

Trata-se de um estudo descritivo acerca de uma ação sobre O Impacto do Alcoolismo nas Comunidades Indígenas, realizada pelos acadêmicos do terceiro período de medicina, da disciplina de Práticas Interdisciplinares de Extensão, Pesquisa e Ensino III.  

A ação foi realizada em Porto Nacional, Tocantins, no dia 24 de outubro de 2024, no período verspertino. O público alvo envolveu 64 estudantes da etnia Xerente vinculados à Universidade Federal do Tocantins (UFT). A execução do projeto incluiu atividades educativas, como palestras e dinâmicas interativas, além da criação de um mural  informativo sobre os efeitos do álcool no corpo humano. A metodologia foi qualitativa e estruturada de forma a respeitar a idividualidade, crenças, liberdade de expressão, o ambiente social que os mesmos estão inseridos e as especificidades culturais indígenas.  

Para a realização da atividade foi utilizada uma abordagem lúdico-interativa, com bonecos anatômicos para explicar de forma prática os impactos do álcool no corpo e um mural interativo destacando os efeitos do alcoolismo a curto, médio e longo prazo, com o auxilio de imagens e explicações claras. Em seguida houve uma integração comunitária, com dinâmicas e discussões, iniciando com uma roda de conversa para engajar os participantes e abordar as causas e consequências do consumo excessivo de álcool e finalizando com um chat anônimo para sanar as dúvidas do público, de uma forma com que não se sentissem recuados ao questionar sobre o assunto, promovendo assim um ambiente seguro e acolhedor.  

Por se tratar de um projeto de extensão, os dados coletados foram analisados à luz das políticas públicas de saúde e da literatura científica, destacando-se as especificidades do público-alvo, bem como o respeito a privacidade, os valores culturais e os impactos sociais do alcoolismo na sociedade.  

3  RESULTADOS E DISCUSSÕES  

O consumo de álcool é uma prática comum em muitas sociedades, mas seus impactos na saúde pública têm se tornado uma preocupação crescente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 2,6 milhões de pessoas em todo o mundo consomem álcool (Cisa, 2024). 

No mundo inteiro, 23,5% dos jovens entre 15 e 19 anos se identificam como bebedores.

As taxas de consumo de álcool são mais elevadas na região europeia, com 45,9%, seguidas pelas Américas, com 43,9%. No Brasil, entre os jovens dessa faixa etária que consomem álcool, 43,3% o fazem de maneira abusiva e 8,4% de forma pesada e contínua. Esses padrões de consumo são alarmantes e expõem os jovens a riscos imediatos, como acidentes de carro, brigas, gravidezes não planejadas e infecções sexualmente transmissíveis (Cisa, 2024). 

A longo prazo, o consumo de álcool está ligado a uma variedade de condições crônicas e doenças. A OMS destaca que o álcool é um fator de risco para mais de 200 enfermidades, incluindo câncer de mama, câncer de fígado e doenças cardíacas. Além disso, o consumo crônico pode levar à dependência, resultando em sérios desafios sociais e psicológicos. A dependência do álcool afeta não apenas o indivíduo, mas também impacta famílias e comunidades, contribuindo para problemas sociais como violência doméstica, desemprego e deterioração das relações sociais (Nobrega,2020). 

O consumo de bebidas alcoólicas entre os povos indígenas do Brasil remonta antes da chegada dos portugueses, com a produção de bebidas fermentadas para rituais e cerimônias. No entanto, com a colonização, o álcool tradicional foi gradualmente substituído por bebidas destiladas, levando a mudanças nos hábitos de consumo e à dependência alcoólica. Essa transição, favorecida pelo contato interétnico, resultou na adoção de bebidas industrializadas, mais baratas e com maior teor alcoólico. Consequentemente, surgiram problemas sociais e de saúde pública, como embriaguez excessiva, violência, suicídios e desagregação social, além de patologias relacionadas a esses novos hábitos (Texeira, 2022).  

Nesse viés, os dados epidemiológicos comparativos indicam que as taxas de consumo diferem entre os grupos analisados, sugerindo que não há uma única causa universal para o abuso de álcool. Uma revisão sistemática reportou a prevalência da dependência alcoólica entre povos indígenas na Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, com índices variando de 3,8% a 33,3%. Ao avaliar por gênero, a prevalência foi de cerca de 3% a 32,8% para homens e de 1,3% a 7,6% para mulheres. Além disso, foram identificados oito instrumentos diferentes de avaliação, nenhum dos quais era adaptado para populações indígenas. (Melo, 2011).

No dia 24 de outubro de 2024, às 15h, realizamos uma ação educativa com acadêmicos indígenas residentes da Universidade Federal do Tocantins (UFT). O tema central foi o alcoolismo, com foco nos impactos no organismo e na orientação sobre os danos causados pelo uso abusivo de bebidas alcoólicas. A atividade foi cuidadosamente planejada para unir conhecimento científico e sensibilidade cultural, valorizando a troca de saberes e promovendo um espaço de diálogo acolhedor e respeitoso.

O encontro teve início com uma breve apresentação do tema e dos objetivos da ação. Durante esse momento, os participantes foram incentivados a compartilhar suas percepções e experiências, o que ajudou a criar uma atmosfera de confiança e troca. A receptividade inicial demonstrou o interesse dos acadêmicos em aprender mais sobre a temática e discutir suas implicações na saúde individual e comunitária.

A primeira parte da atividade consistiu em uma explicação sobre os principais órgãos afetados pelo consumo de álcool, utilizando um boneco anatômico para ilustrar visualmente os impactos no estômago, coração, pâncreas, rins, cérebro e fígado. Essa abordagem foi muito bem recebida, pois facilitou a compreensão e gerou curiosidade.

Em seguida, abordamos o processo de metabolização do álcool, explicando como ele é ingerido, absorvido, metabolizado no fígado e eliminado do organismo. Utilizamos exemplos práticos e analogias simples para tornar o conteúdo mais acessível, destacando a relação entre o consumo de álcool e suas consequências na circulação sanguínea e na saúde geral. Esse momento foi especialmente marcante, pois trouxe reflexões sobre os efeitos do álcool a partir de uma perspectiva científica, mas aplicada à realidade cotidiana.

Para aprofundar a discussão, introduzimos uma dinâmica interativa sobre os impactos do álcool a curto, médio e longo prazo. Iniciamos com os efeitos imediatos, como náuseas e alterações de percepção, passando pelos danos de médio prazo, como gastrite e hipertensão, e concluindo com as consequências a longo prazo, como cirrose hepática e doenças cardíacas crônicas. Essa dinâmica envolveu diretamente os participantes, que se mostraram engajados em relacionar o aprendizado com suas vivências e preocupações comunitárias.

Como parte da dinâmica, os acadêmicos contribuíram para a construção de um mural interativo, onde registraram as informações que consideraram mais marcantes, por meio de imagens, para se tornar mais lúdico. Esse espaço de expressão coletiva permitiu que as reflexões fossem compartilhadas de forma visual e acessível. Além disso, disponibilizamos um chat anônimo para responder dúvidas, garantindo que questões mais sensíveis ou pessoais pudessem ser abordadas em um ambiente seguro e confidencial.

Finalizamos a ação com um momento de confraternização, oferecendo um lanche. Esse encerramento informal foi importante para fortalecer os laços entre os participantes e consolidar o aprendizado em um clima de acolhimento.

Essa experiência mostrou como é possível aliar conhecimento técnico e respeito à diversidade cultural em ações educativas. A participação dos acadêmicos indígenas destacou a importância de considerar as especificidades comunitárias e culturais no debate sobre o alcoolismo. Ferramentas como o boneco anatômico, o mural interativo e o chat anônimo se mostraram eficazes para estimular a compreensão e o engajamento.

Concluímos a atividade com a certeza de que tanto os participantes quanto a equipe organizadora saíram enriquecidos pela troca de saberes e vivências. Reforçamos a necessidade de realizar ações futuras que aprofundem o tema, abordando estratégias de prevenção e apoio, sempre respeitando as particularidades culturais. Essa experiência foi um lembrete valioso de que a saúde se constrói coletivamente, por meio do diálogo e da união de conhecimentos. 

Nesssa perspectiva nota-se que a presença de indígenas nas comunidades urbanas do      Brasil é um fenômeno em crescimento, refletido nos dados do Censo de 2022, que apontam que quase 90% das cidades do país têm moradores indígenas, totalizando cerca de 1,7 milhão de pessoas espalhadas por 4.832 municípios. Essa realidade demonstra não apenas a mobilidade dos povos indígenas em busca de melhores condições de vida, mas também a necessidade de reconhecimento e valorização de sua cultura em contextos urbanos.  

Apesar de representarem apenas 0,8% da população total, sua presença significativa em cidades de todos os estados ressalta a importância de políticas públicas que garantam seus direitos e promovam a integração cultural. O Censo revela que a distribuição geográfica dos indígenas no Brasil é desigual. O Norte concentra 45% da população indígena, com o estado do Amazonas destacando-se por abrigar 490,9 mil indígenas, representando 29% do total nacional. O Nordeste segue com 31% dos indígenas, sendo a Bahia o segundo estado com mais habitantes que se identificam como indígenas, totalizando 229,1 mil pessoas. Mesmo com essa concentração em algumas regiões, a presença indígena é notável em todas as partes do país, o que evidencia a diversidade e a resistência cultural dos povos indígenas, mesmo em contextos urbanos. 

Em síntese, o consumo de álcool entre os povos indígenas, especialmente nas cidades, representa um desafio significativo para a saúde e o bem-estar dessas comunidades, que enfrentam não apenas os impactos do álcool, mas também a discriminação e a luta por reconhecimento cultural. Apesar disso, muitos indígenas têm se organizado em coletivos e associações, defendendo sua identidade e conquistando direitos fundamentais como saúde e educação. Para criar cidades mais inclusivas e respeitosas, é crucial fortalecer essas vozes e promover o diálogo intercultural, garantindo políticas públicas que respeitem e integrem a diversidade indígena. Dessa forma, é possível construir um ambiente urbano mais justo, onde as diferentes culturas possam coexistir de forma harmoniosa, enfrentando desafios como o consumo de álcool de maneira empática e eficaz. 

4  CONSIDERAÇÕES FINAIS  

O alcoolismo nas comunidades indígenas, especialmente no ambiente urbano, apresentase como um desafio complexo e multifacetado que exige abordagens culturalmente sensíveis e integradas. Este trabalho tem como objetivo demonstrar como fatores históricos, sociais e culturais contribuíram para o aumento do consumo de álcool entre os povos   indígenas, ao mesmo tempo em que destaca a importância de estratégias de prevenção e conscientização adaptadas às características dessas populações. 

A experiência desenvolvida com os estudantes indígenas da etnia Xerente revelou-se significativa ao possibilitar momentos de aprendizado e reflexão sobre os efeitos do álcool na saúde física, mental e social. A metodologia aplicada respeitou a identidade cultural dos participantes, promovendo a conscientização de maneira inclusiva e sem estigmatização. 

Os resultados esperados incluem a sensibilização dos estudantes para os riscos associados ao consumo excessivo de álcool, a diminuição de comportamentos de risco e a promoção de estilos de vida saudáveis. Contudo, é necessário expandir políticas públicas que abordem o problema de forma abrangente, favorecendo o fortalecimento dos laços comunitários e a valorização das culturas indígenas em contextos urbanos. 

Finalmente, espera-se que este estudo funcione como um ponto de partida para futuras iniciativas e pesquisas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas, respeitando sua diversidade e promovendo a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.  

REFERÊNCIAS  

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