REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202503171719
Andrea Bezerra1
Patricia Teodoro Bracco Carramenha Guerra2
Resumo
As mudanças no estilo de vida têm sido cada vez mais reconhecidas como uma abordagem eficaz na prevenção e no tratamento de doenças metabólicas. Nos últimos 30 anos, essas doenças têm aumentado de forma galopante, tornando-se crônicas e elevando sua incidência e gravidade. Esse crescimento está associado a hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, privação do sono e altos níveis de estresse, além do uso excessivo de substâncias prejudiciais, como tabaco e álcool. O impacto dessas doenças atinge não apenas a esfera individual, mas também os sistemas de saúde pública, aumentando os custos com tratamentos e reduzindo a qualidade de vida das populações afetadas. Esta revisão estruturada analisa a influência de fatores como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, qualidade do sono, gerenciamento do estresse e cessação de hábitos deletérios no curso de doenças cardiovasculares, metabólicas, oncológicas e neurológicas. Evidências científicas apontam que a adoção de hábitos saudáveis pode reduzir significativamente a morbimortalidade associada a essas condições, retardar sua progressão e até mesmo potencializar a eficácia de terapias farmacológicas. Além disso, estratégias de prevenção primária e secundária baseadas em mudanças no estilo de vida demonstram ser custo-efetivas e de fácil implementação quando integradas às políticas públicas de saúde. Estudos recentes reforçam que pequenas modificações diárias podem trazer benefícios a longo prazo, como a adoção de dietas ricas em nutrientes essenciais, a inclusão de exercícios físicos na rotina, a regulação dos ciclos circadianos e a implementação de estratégias de suporte psicológico. Políticas de saúde que incentivam essas mudanças, aliadas à educação da população, desempenham um papel fundamental na reversão do quadro atual de aumento das doenças metabólicas. Dessa forma, a promoção de um estilo de vida saudável deve ser considerada uma prioridade na abordagem de doenças crônicas, proporcionando benefícios tanto individuais quanto coletivos.
Palavras Chaves: Estilo de vida saudável, Doenças metabólicas, Prevenção de doenças crônicas, Qualidade de vida, Gerenciamento do estresse.
Abstract
Lifestyle changes have been increasingly recognized as an effective approach in the prevention and treatment of metabolic diseases. Over the past 30 years, these diseases have increased rapidly, becoming chronic and increasing their incidence and severity. This growth is associated with inadequate eating habits, sedentary lifestyle, sleep deprivation and high levels of stress, in addition to the excessive use of harmful substances, such as tobacco and alcohol. The impact of these diseases affects not only the individual sphere, but also public health systems, increasing treatment costs and reducing the quality of life of affected populations. This structured review analyzes the influence of factors such as a balanced diet, regular physical activity, sleep quality, stress management and cessation of harmful habits on the course of cardiovascular, metabolic, oncological and neurological diseases. Scientific evidence indicates that adopting healthy habits can significantly reduce the morbidity and mortality associated with these conditions, slow their progression and even enhance the effectiveness of pharmacological therapies. Furthermore, primary and secondary prevention strategies based on lifestyle changes have proven to be cost-effective and easy to implement when integrated into public health policies. Recent studies have shown that small daily changes can bring long-term benefits, such as adopting diets rich in essential nutrients, including physical exercise in the routine, regulating circadian rhythms and implementing psychological support strategies. Health policies that encourage these changes, combined with public education, play a fundamental role in reversing the current scenario of increasing metabolic diseases. Therefore, promoting a healthy lifestyle should be considered a priority in the approach to chronic diseases, providing both individual and collective benefits.
Keywords: Healthy lifestyle, Metabolic diseases, Prevention of chronic diseases, Quality of life, Stress management
Introdução
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são a principal causa de mortalidade global, sendo responsáveis por milhões de óbitos anuais. Entre elas, destacam-se as doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, cânceres e doenças neurodegenerativas, como as síndromes degenerativas da bainha de mielina, síndromes convulsivas e esclerose múltipla . Estudos demonstram que fatores modificáveis do estilo de vida têm um papel crucial tanto na prevenção quanto no tratamento dessas condições. O objetivo desta revisão é reunir evidências sobre o impacto das mudanças no estilo de vida na progressão e no prognóstico de doenças graves, demonstrando que hábitos perdidos com o advento da modernidade fez com que tais doenças tivessem seus índices com aumentos galopantes, o que não apenas causam aumento nos índices de mortalidade mas também nas discapacidades temporárias e permanentes que causam inclusive transtornos de ordem psicológica, econômica e social para o doente e seu entorno(1).
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) representam a principal causa de morbimortalidade global, sendo responsáveis por um elevado número de internações e impactos socioeconômicos significativos. Dentre essas doenças, destacam-se as patologias cardiovasculares, metabólicas, oncológicas e neurodegenerativas, todas intimamente relacionadas a fatores modificáveis do estilo de vida (1). A influência dos hábitos cotidianos sobre a saúde tem sido amplamente documentada, evidenciando que a adoção de práticas saudáveis pode reduzir o risco e a progressão de doenças graves, bem como melhorar a qualidade de vida (2,3).
A alimentação inadequada, caracterizada pelo consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e ricos em gorduras saturadas, é um dos principais fatores predisponentes à obesidade e suas comorbidades associadas (4). Estudos demonstram que dietas balanceadas, como a mediterrânica e a DASH, são eficazes na prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas, reduzindo o risco de diabetes tipo 2 e hipertensão arterial (5,6). Além disso, a adesão a hábitos alimentares saudáveis pode impactar positivamente a microbiota intestinal, reduzindo processos inflamatórios e prevenindo doenças neurodegenerativas (7).
A atividade física regular é outro fator determinante para a saúde. O sedentarismo está associado ao aumento da mortalidade por doenças cardiovasculares, câncer e distúrbios metabólicos (8). Evidências indicam que a prática de exercícios aeróbicos e resistidos melhora a sensibilidade à insulina, reduz a inflamação crônica e contribui para o controle da pressão arterial (9,10). Adicionalmente, a atividade física está associada a menores níveis de estresse e melhor regulação do humor, contribuindo para a saúde mental (11).
O sono desempenha um papel essencial na homeostase fisiológica, influenciando diretamente a função cardiovascular e metabólica. A privação do sono está associada a um maior risco de doenças crônicas, incluindo hipertensão, diabetes e doenças neurodegenerativas (12). Melhora na higiene do sono e o estabelecimento de um ciclo circadiano regular podem reduzir o estresse oxidativo e melhorar a resposta imunológica (13,14).
Dessa forma, promover mudanças sustentáveis no estilo de vida é fundamental para a prevenção e o tratamento de doenças graves. Políticas de saúde devem enfatizar a educação em saúde e o acesso a intervenções baseadas em evidência para otimizar o impacto dessas mudanças (15).
Metodologia
Esta revisão estruturada foi realizada por meio de uma busca sistemática e criteriosa nas bases de dados PubMed, Scielo e Cochrane Library. Foram utilizados descritores como “mudança no estilo de vida”, “doenças crônicas”, “atividade física”, “alimentação saudável”, “sono e saúde” e “gestão do estresse”, combinados por operadores booleanos. A seleção dos estudos ocorreu entre janeiro de 2019 e janeiro de 2024, incluindo publicações em inglês, espanhol e português.
Os critérios de inclusão compreenderam estudos observacionais, ensaios clínicos randomizados, metanálises e revisões sistemáticas que avaliaram intervenções relacionadas a mudanças no estilo de vida e seus efeitos sobre doenças graves. Excluíram-se artigos de opinião, relatos de caso e publicações sem revisão por pares.
A extração de dados foi realizada de maneira independente por dois revisores, garantindo a reprodutibilidade e minimizando o risco de viés. Os principais desfechos analisados incluíram alterações em biomarcadores metabólicos, taxa de mortalidade e impacto na qualidade de vida. Para a síntese dos resultados, foi adotada uma abordagem qualitativa baseada nas diretrizes PRISMA para revisões sistemáticas, garantindo maior transparência metodológica.
Discussão
Os fatores de risco para as DCNT são numerosos e podem ser divididos em fatores modificáveis, tais como: 1) tabagismo; 2) obesidade; 3) dieta não saudável; 4) dislipidemia; 5) diabetes mellitus (DM); 6) sedentarismo; 7) hipertensão arterial sistêmica (HAS) e 8) etilismo e, fatores não modificáveis, tais como: 1) história familiar; 2) etnia e 3) idade, (5). As DCNT não acometem apenas a população adulta, mas também a geração mais jovem devido sobretudo a comportamentos modificáveis de risco à saúde, as pessoas tem ficado cada vez mais em casa, em escritórios, e o corpo que uma máquina preparada para o movimento tem estado cada vez mais tempo em repouso, os desgastes são cada vez mais em tese de processamentos psicológicos do que físicos e os desdobramentos também visto que o estresse, e um novo fator que é apontado como causador das DNTC. (6).
Alimentação Saudável:
Estudos demonstram que a adoção de uma dieta equilibrada reduz significativamente os riscos cardiovasculares e metabólicos. Dietas ricas em frutas, vegetais, fibras e gorduras saudáveis demonstraram reduzir a incidência de doenças cardiovasculares e metabólicas, além de diminuir a recorrência de cânceres e melhorar o estado inflamatório geral do organismo. Estudos demonstram que a adoção de uma dieta equilibrada reduz significativamente os riscos cardiovasculares e metabólicos. Dietas ricas em frutas, vegetais, fibras e gorduras insaturadas foram associadas a uma menor incidência de doenças cardiovasculares e menor inflamação sistêmica . Além disso, a adesão a padrões alimentares como a dieta mediterrânica demonstrou reduzir a resistência à insulina e melhorar os perfis lipídicos. Estudos de longo prazo indicam que populações com hábitos alimentares saudáveis apresentam menor incidência de doenças crônicas e maior longevidade, reforçando a importância da nutrição como uma ferramenta terapêutica fundamental (10).
Atividade Física:
A prática regular de exercícios físicos promove benefícios cardiovasculares e metabólicos substanciais. Foi evidenciado que o treinamento aeróbico e resistido melhora a função endotelial, reduz a pressão arterial e melhora a sensibilidade à insulina . Além disso, há indícios de que o exercício pode influenciar positivamente a microbiota intestinal e reduzir processos inflamatórios crônicos. A atividade física também tem um impacto direto na saúde mental, reduzindo a incidência de transtornos como depressão e ansiedade, além de melhorar a cognição e a função cerebral em idosos. Recomenda-se a prescrição de exercícios físicos individualizados e adaptados às necessidades de cada paciente para maximizar os benefícios e reduzir o risco de lesões. O exercício regular está associado à melhor controle glicêmico, redução da hipertensão arterial e melhoria na função cognitiva, além de potencializar a resposta imunológica contra cânceres (11)
Sono e Ritmo Circadiano:
A privação crônica do sono está associada a um aumento do risco de doenças neurodegenerativas e cardiovasculares. Melhorar a qualidade do sono pode reduzir a inflamação e melhorar a resposta terapêutica a vários tratamentos. A privação crônica do sono foi associada ao aumento da inflamação e do estresse oxidativo, agravando doenças cardiovasculares e metabólicas (4). A melhora na qualidade do sono pode reduzir significativamente os riscos associados à hipertensão e doenças neurodegenerativas, além de melhorar a resposta imune e o metabolismo energético. Estudos apontam que indivíduos que dormem menos de seis horas por noite apresentam maior risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, sugerindo que o sono deve ser considerado um pilar essencial da saúde. Estratégias para melhorar a qualidade do sono incluem a adoção de horários regulares, a redução do uso de telas antes de dormir e a prática de técnicas de relaxamento antes do descanso (8).
Gestão do Estresse:
Intervenções psicológicas, como mindfulness, terapia cognitivo-comportamental e técnicas de relaxamento, foram demonstradas como eficazes na redução da pressão arterial e na melhora da saúde mental. A regulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal através dessas técnicas pode reduzir a resposta inflamatória sistêmica e melhorar a homeostase metabólica (7,2,5). A sobrecarga crônica de estresse está associada ao aumento dos níveis de cortisol, que pode levar à resistência insulínica, ao acúmulo de gordura abdominal e a um maior risco cardiovascular. Programas de manejo do estresse, incluindo meditação, ioga e técnicas de respiração profunda, podem reduzir significativamente esses impactos adversos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes (12,1,9).
Cessação do Tabagismo e Redução do Álcool:
O tabagismo e o consumo excessivo de álcool são fatores de risco modificáveis de grande impacto. A interrupção do tabagismo reduz significativamente o risco de doenças pulmonares e cardiovasculares, enquanto a redução do consumo de álcool está associada a uma menor incidência de doenças hepáticas e câncer (4,8). Estudos indicam que fumantes que cessam o hábito apresentam uma recuperação progressiva da função pulmonar e uma redução do risco cardiovascular após poucos anos de abstinência. Da mesma forma, a redução do consumo de álcool pode melhorar a função hepática, reduzir o risco de câncer e melhorar a qualidade do sono e da cognição (3,12).
O tabagismo e o consumo excessivo de álcool são fatores de risco modificáveis de grande impacto. A interrupção do tabagismo reduz significativamente o risco de doenças pulmonares e cardiovasculares, enquanto a redução do consumo de álcool está associada a uma menor incidência de doenças hepáticas e câncer (7,9).
A implementação dessas estratégias deve ser realizada de maneira integrada e personalizada, levando em consideração as condições individuais de cada paciente. Programas multidisciplinares que envolvem médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos demonstraram maior eficácia na promoção de mudanças sustentáveis no estilo de vida (15).
A revisão dos estudos sugere que intervenções baseadas em estilo de vida devem ser amplamente incentivadas como primeira linha de tratamento para diversas doenças crônicas. Além dos benefícios diretos para a saúde física e mental, essas mudanças resultam em menor sobrecarga para os sistemas de saúde, reduzindo custos associados a internações e tratamentos farmacológicos prolongados ( 13,7).
Resultados
A presente meta-análise incluiu um total de 9 estudos que abordam diferentes aspectos das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), tais como obesidade, síndrome metabólica, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. Os artigos selecionados contemplam diferentes abordagens metodológicas, incluindo estudos de coorte, revisões sistemáticas, estudos transversais e metanálises.
Os estudos foram analisados quanto ao tamanho da amostra, intervenções testadas, grupo controle, desfechos avaliados e tempo de seguimento. O objetivo primário foi avaliar o impacto das intervenções na redução do risco cardiovascular e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Tabela: Características dos Estudos Incluídos na Meta-Análise
Autor (Ano) | Tipo de Estudo | N (Amostra) | Intervenção | Grupo Controle | Desfechos Avaliados | Segui-mento (meses) |
Alves LB et al. (2024) | Revisão Sistemática | 2183 | Cirurgia bariátrica em obesidade infantil | Tratamento clínico convencional | Redução de risco cardiovascular | 24 |
Borges FM et al. (2022) | Revisão Integrativa | 146 | Estratégias de promoção da saúde | Sem intervenção | Qualidade de vida em hipertensos | 12 |
Ribeiro LMA et al. (2020) | Estudo Transversal | 409 | Educação em diabetes | Pacientes sem intervenção | Controle glicêmico e complicações | 18 |
Villar NPG et al. (2021) | Estudo de Coorte | 710 | Relação médico-paciente e adesão ao tratamento | Sem intervenção | Impacto no manejo das DCNTs | 36 |
Reis ACC et al. (2020) | Estudo de Revisão | 2446 | Intervenções para síndrome metabólica | Sem intervenção | Redução de fatores de risco | 24 |
Silva IST et al. (2020) | Revisão Integrativa | 390 | Mudança no estilo de vida para SOP | Sem intervenção | Eficácia na redução dos sintomas | 12 |
Pereira LB et al. (2024) | Estudo Longitudinal | 4048 | Controle metabólico na obesidade infantil | Sem intervenção | Impacto no desenvolvimento infantil | 48 |
Principais Achados
Os achados apontam que intervenções precoces e multidisciplinares em pacientes com DCNTs resultam em melhora significativa na qualidade de vida e redução de complicações associadas às doenças cardiovasculares. Alguns dos principais resultados incluem:
- Obesidade e Cirurgia Bariátrica: Estudos indicam que pacientes submetidos à cirurgia bariátrica na infância apresentam redução significativa do risco cardiovascular e melhora no controle metabólico quando comparados aos métodos convencionais (1).
- Síndrome Metabólica e Estilo de Vida: A associação entre mudanças no estilo de vida e uso de terapia farmacológica demonstrou redução na resistência insulínica e melhora nos parâmetros lipídicos (5).
- Hipertensão e Apneia do Sono: A relação entre apneia obstrutiva do sono e hipertensão arterial sistêmica foi evidenciada em estudos prospectivos, reforçando a importância da identificação precoce (15).
- Diabetes e Qualidade de Vida: Pacientes com diabetes mellitus submetidos a programas de educação em saúde apresentaram melhor controle glicêmico e menor incidência de complicações microvasculares (3).
Desenho do Estudo e Qualidade
A avaliação dos estudos foi realizada com base na escala Newcastle-Ottawa, para estudos observacionais, e Critical Appraisal Skill Programme (CASP), para revisões sistemáticas. Os critérios avaliados incluíram:
- Tamanho da amostra e representatividade.
- Uso de metodologia estatística adequada.
- Seguimento dos pacientes e mensuração dos desfechos.
A maioria dos estudos analisados apresentou baixo risco de viés, sendo considerados metodologicamente robustos e de alta qualidade. A inclusão de estudos longitudinais fortalece a confiabilidade dos achados.
No gráfico abaixo demonstra se as Doenças crônicas Não transmissíveis mais prevalentes no Brasil no período de 2020 a 2025.

Própria autoria
Conclusão
A evidência científica reforça que mudanças no estilo de vida podem desempenhar um papel fundamental no tratamento e na prevenção de doenças graves. O impacto positivo dessas mudanças se reflete não apenas na redução da morbimortalidade, mas também na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Recomenda-se que profissionais de saúde integrem a promoção do estilo de vida saudável em suas práticas clínicas como uma estratégia complementar aos tratamentos convencionais.
Portanto, a mudança de hábitos não deve ser vista como uma opção, mas sim como uma necessidade urgente. Políticas públicas voltadas para educação alimentar, incentivo à prática de exercícios e acesso facilitado a tratamentos preventivos são fundamentais para que essas mudanças sejam implementadas em larga escala. Assim, é possível reduzir a incidência de doenças crônicas, aumentar a longevidade e garantir uma melhor qualidade de vida para as futuras gerações.
Referências:
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