REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202510311812
Ana Cristina Cabral Borges1
Paula Lorrany Fernandes de Sousa1
Fernanda Borges Barbosa2
RESUMO
A família Canidae abrange espécies com ampla distribuição geográfica e relevante papel ecológico, atuando como predadores e dispersores de sementes. No Brasil, destacam-se representantes nativos como cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), cachorro-do-mato-de-orelha-curta (Atelocynus microtis) e cachorro-vinagre (Speothos venaticus). Entretanto, a perda de habitat, atropelamentos, conflitos com atividades humanas e doenças infecciosas têm contribuído para o declínio populacional desses animais. De acordo com a International Union for Conservation of Nature and Natural Resources, várias espécies encontram-se classificadas entre “quase ameaçadas” e “de menor preocupação”, reforçando a necessidade de ações integradas de conservação in situ e ex situ, que também considerem os desafios sanitários e a interface com a saúde pública. O presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento bibliográfico sobre os principais microrganismos patogênicos relatados em canídeos neotropicais entre os anos de 2015 e 2025. Foram analisados estudos envolvendo A. microtis, C. thous, C. brachyurus, S. venaticus, Lycalopex gymnocercus (graxim-do-campo) e Lycalopex vetulus (raposa-do-campo), abrangendo pesquisas em vida livre e em cativeiro. Observou-se a ocorrência de diversos agentes bacterianos, virais, protozoários e helmínticos, incluindo microrganismos de importância zoonótica, como Leptospira spp., Brucella spp., Salmonella spp., Toxoplasma gondii e Trypanosoma cruzi. Entre as espécies analisadas, C. brachyurus e C. thous foi o mais investigado, enquanto o A. microtis não apresentou estudos recentes, possivelmente devido à sua baixa densidade populacional e hábitos elusivos. Esses resultados destacam a importância de ampliar os estudos epidemiológicos e ecológicos sobre canídeos neotropicais, considerando sua relevância ecológica e os riscos potenciais à saúde pública.
Palavras-chave: canídeos silvestres; zoonoses; conservação; fauna neotropical.
ABSTRACT
The Canidae family encompasses species with wide geographic distribution and significant ecological roles, acting as predators and seed dispersers. In Brazil, prominent native representatives include the crab-eating fox (Cerdocyon thous), maned wolf (Chrysocyon brachyurus), short-eared dog (Atelocynus microtis), and bush dog (Speothos venaticus). However, habitat loss, roadkill, conflicts with human activities, and infectious diseases have contributed to the population decline of these animals. According to the International Union for Conservation of Nature and Natural Resources, several species are classified as “near threatened” and “least concern,” reinforcing the need for integrated in situ and ex situ conservation actions that also consider sanitary challenges and the interface with public health. This study aimed to conduct a literature review on the main pathogenic microorganisms reported in Neotropical canids between 2015 and 2025. Studies involving A. microtis, C. thous, C. brachyurus, S. venaticus, Lycalopex gymnocercus (pampas fox), and Lycalopex vetulus (hoary fox) were analyzed, encompassing research in both the wild and in captivity. The occurrence of various bacterial, viral, protozoan, and helminthic agents was observed, including microorganisms of zoonotic importance such as Leptospira spp., Brucella spp., Salmonella spp., Toxoplasma gondii, and Trypanosoma cruzi. Among the species analyzed, C. brachyurus and C. thous were the most investigated, while A. microtis did not present recent studies, possibly due to its low population density and elusive habits. These results highlight the importance of expanding epidemiological and ecological studies on neotropical canids, considering their ecological relevance and potential risks to public health.
Keywords: wild canids; zoonoses; conservation; Neotropical fauna.
1. INTRODUÇÃO
A família Canidae compreende uma ampla diversidade de espécies distribuídas por diferentes regiões do mundo, com importantes funções ecológicas nos ecossistemas onde estão inseridos (Padilla & Hilton, 2015). Esses animais atuam como predadores, controladores populacionais e como dispersores de sementes, especialmente por meio das fezes, colaborando com a regeneração vegetal e o equilíbrio ambiental (Souza et al., 2021a). Segundo o Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais (Instituto Pró-carnívoros – IPCN), no Brasil, destacam-se espécies como o Atelocynus microtis (Cachorro-do-mato-de-orelha-curta), Cerdocyon thous (Cachorro-do-mato), Chrysocyon brachyurus (Lobo-guará), Speothos venaticus (Cachorro-vinagre) e Lycalopex gymnocercus (Graxaim-do-campo) e Lycalopex vetulus (Raposinha-do-campo), todas representantes da fauna nativa (Pessuti et al., 2001).
Diante dessa diversidade, a conservação dessas espécies torna-se cada vez mais importante, considerando as crescentes ameaças antrópicas (Silva, 2023). A perda de habitat, atropelamentos, conflitos com atividades humanas e a disseminação de doenças infecciosas são alguns dos fatores que contribuem para o declínio populacional dos canídeos (Chiarello et al., 2008). Nesse contexto, o relatório Planeta Vivo da World Wide Fund for Nature, mostra que as populações de vida selvagem diminuíram em média 73% nos últimos 50 anos, com quedas de até 95% na América Latina e Caribe (WWF, 2024).
Complementando essa perspectiva global, as avaliações de risco elaboradas pela “Lista Vermelha” da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, 2024) permitem compreender melhor a situação específica dos canídeos. De acordo com essa lista, as espécies analisadas neste trabalho possuem diferentes graus de ameaça. C. thous e Lycalopex gymnocercus estão classificados como “de menor preocupação” (LC). Em contrapartida, espécies como, A. microtis, C. brachyurus, S. venaticus e L. vetulus são considerados quase ameaçados (NT). Esses dados reforçam a urgência da conservação dos canídeos diante das crescentes ameaças.
No Brasil, a conservação de canídeos neotropicais envolve ações tanto em manejo ex situ, em centros de reabilitação, zoológicos e criadouros, quanto in situ, em áreas naturais protegidas. Ambas as abordagens são fundamentais e complementares, contribuindo para a manutenção populacional, pesquisa científica e educação ambiental (Barros et al., 2023). No entanto, tanto em ambientes naturais quanto em cativeiro, desafios sanitários persistem, uma vez que fatores como contato com animais domésticos, presença de vetores e diversidade de origens dos indivíduos podem favorecer a transmissão e disseminação de microrganismos patogênicos (Santos et al., 2015). Assim, bactérias, vírus, protozoários e helmintos representam ameaças relevantes à saúde dos canídeos e à saúde pública, impactando programas de conservação e reintrodução (Fong, 2017).
Diante desse cenário, o presente trabalho tem como objetivo realizar um levantamento bibliográfico dos microrganismos patogênicos relatados em canídeos neotropicais, abrangendo estudos desenvolvidos em manejo ex situ e in situ. A análise busca listar e reunir os principais agentes descritos na literatura, contribuindo para o conhecimento geral sobre a ocorrência desses microrganismos nas diferentes espécies.
2. MATERIAL E MÉTODOS
2.1. Coleta de dados
Os dados deste estudo foram obtidos a partir de um levantamento bibliográfico realizado entre junho e outubro de 2025. Foram consultadas as bases de dados SciELO, Google Scholar, Pubmed e Pubvet, utilizando os descritores “infecção”, “microrganismos”, “Atelocynus microtis”, “Cerdocyon thous”, “Chrysocyon brachyurus”, “Speothos venaticus”, “Lycalopex gymnocercus” e “Lycalopex vetulus”.
2.2. Abrangência
Foram considerados estudos publicados nos últimos 10 anos (2015–2025) que abordaram microrganismos patogênicos identificados em canídeos neotropicais, tanto em condições ex situ (cativeiro) quanto in situ (vida livre).
As espécies contempladas neste levantamento foram: Atelocynus microtis (cachorro-do-mato-de-orelha-curta), Cerdocyon thous (cachorro-do-mato), Chrysocyon brachyurus (lobo-guará), Speothos venaticus (cachorro-vinagre), Lycalopex gymnocercus (graxaim-do-campo), e Lycalopex vetulus (raposinha-docampo).
Essas espécies foram selecionadas por representarem os principais canídeos silvestres neotropicais com ocorrência registrada no território brasileiro e por possuírem relevância ecológica e conservacionista em seus respectivos biomas.
2.3. Critérios de inclusão e exclusão
Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, que apresentaram identificação de microrganismos (bactérias, vírus, protozoários ou helmintos) em canídeos neotropicais, independentemente do método diagnóstico empregado. Foram excluídos estudos que tratavam exclusivamente de cães domésticos, que não especificavam o agente etiológico ou não foram feitos diagnóstico laboratorial.
2.4. Organização dos dados
As informações extraídas das publicações foram organizadas em planilhas eletrônicas (Microsoft Excel®), agrupando os microrganismos por categoria taxonômica (bactérias, vírus, protozoários e helmintos) e por espécie hospedeira.
2.5. Análise dos dados
Os dados foram analisados de forma descritiva e qualitativa, visando identificar os agentes mais frequentemente relatados e a distribuição desses registros entre as diferentes espécies. Foram elaboradas tabelas e quadros comparativos para sintetizar os resultados obtidos na literatura.
2.6. Limitações previstas
O levantamento apresentou limitações relacionadas à disponibilidade e variabilidade das fontes consultadas, bem como à escassez de estudos específicos para determinadas espécies de canídeos neotropicais. A ausência de padronização nos métodos de diagnóstico e na descrição dos resultados também limitou a comparação direta entre os estudos.
3. RESULTADOS
Foram avaliados 33 artigos científicos publicados entre 2015 e 2025, que abordaram a ocorrência de microrganismos em canídeos neotropicais. Desses, 9 foram desconsiderados por não atenderem aos critérios de inclusão, como ausência de identificação do agente etiológico, foco em espécies domésticas ou abordagem exclusivamente ecológica sem comprovação laboratorial da infecção. Assim, 24 estudos foram considerados válidos para compor o levantamento final.
Foram identificados 11 trabalhos envolvendo Cerdocyon thous (Alencar, 2020; Alves, 2024; Brandão, 2021; Caprioli, 2018; Dib, 2019; Gonzalez, 2021; Lima, 2024; Rodrigues, 2015; Vieira, 2020; Vivian, 2015; Zanoti,2024), 13 sobre Chrysocyon brachyurus (Brandão, 2021; Calchi, 2025; Dib, 2019; Fernandes, 2020; Galli, 2015; Gomes, 2022; Gonzalez, 2021; Lima, 2024; Rodrigues, 2015; Soares, 2024; Souza, 2021b; Vieira, 2020; Zanoti,2024), 5 sobre Lycalopex vetulus (Brandão, 2021; Gonzalez, 2021; Lima, 2024; Rodrigues, 2015; Zanoti, 2024), 3 sobre Lycalopex gymnocercus (Araujo, 2019; Caprioli, 2018; Ulsenheimer, 2025) e 2 sobre Speothos venaticus (Alves, 2024; Martins, 2022), enquanto nenhum artigo apresentou detecção confirmada de microrganismos em Atelocynus microtis.
Foram identificados microrganismos pertencentes aos grupos de bactérias, vírus, protozoários e helmintos. Dentre as bactérias, destacaram-se Leptospira spp., Brucella spp., Clostridioides difficile, Mycoplasma spp., Salmonella spp., Staphylococcus spp., Enterococcus spp. e Neisseria spp., com ocorrência em C. thous, C. brachyurus, L. vetulus, L. gymnocercus e S. venaticus. A presença de Leptospira spp. e Brucella spp. é especialmente relevante pela natureza zoonótica desses agentes (Araujo, 2019; Calchi, 2025; Galli, 2015; Gonzalez, 2021; Lima, 2024; Rodrigues, 2015; Souza, 2021b; Ulsenheimer et al., 2024). Entre os vírus, foram observados o vírus da cinomose canina (CDV) e o protoparvovírus carnívoro 1 (CPPV1), registrados em C. brachyurus, C. thous e S. venaticus, com relatos de morbidade e mortalidade, principalmente em animais de vida livre (Gomes, 2022; Jucá, 2022; Martins, 2022, Soares, 2024; Vieira, 2020; Zanoti, 2024).
Dentre os protozoários, foram relatadas infecções por Toxoplasma gondii, Neospora caninum, Trypanosoma cruzi, Hepatozoon spp. e Sarcocystis spp.. Entre os protozoários mais prevalentes, destacam-se, Toxoplasma gondii e Neospora caninum, ocorrendo em C. thous, C. brachyurus, S. venaticus, L. vetulus e L. gymnocercus, demonstrando ampla distribuição entre as espécies (Alves, 2024; Galli, 2024; Zanoti, 2024). Trypanosoma cruzi foi identificado em C. thous e S. venaticus, reforçando o papel desses canídeos como potenciais reservatórios silvestres (Alencar, 2020; Brandão, 2021; Zanoti, 2024). Hepatozoon spp. e Sarcocystis spp. foram relatados em C. brachyurus e L. vetulus, indicando exposição a parasitos de ciclo indireto (Alves, 2024; Zanoti, 2024).
Entre os helmintos, destacaram-se Angiostrongylus spp., Dioctophyma renale, Ancylostoma spp., Spirometra spp. e Toxocara spp.. O helminto Angiostrongylus spp. foi identificado em C. thous e L. gymnocercus (Caprioli, 2018; Vivian, 2015; Zanoti, 2024). Enquanto Dioctophyma renale, ocorreu em C. brachyurus (Calchi, 2025; Vieira, 2014). Parasitas intestinais como Ancylostoma spp., Spirometra spp. e Toxocara spp. foram observados em C. brachyurus, C. thous, S. venaticus e L. vetulus, sendo também de importância zoonótica (Dib, 2019; Fernandes, 2020).
Atelocynus microtis, embora incluído na análise, não apresentou registros recentes de detecção de agentes infecciosos, o que reforça a necessidade de mais estudos sobre a espécie. Verificou-se que fatores antrópicos, como fragmentação de habitats, desmatamento, caça, atropelamentos e contato com animais domésticos, influenciam diretamente na disseminação de patógenos e podem agravar o risco de exposição às zoonoses (Klink & Machado, 2005; Silva, 2023; WWF, 2024). Esses resultados evidenciam que os canídeos neotropicais desempenham papel importante na ecologia de agentes infecciosos e que o conhecimento sobre sua sanidade ainda é limitado, sobretudo para espécies de baixa densidade populacional e de difícil observação, como o A. microtis (Koester et al., 2008).
4. DISCUSSÃO
O levantamento realizado demonstrou que os canídeos neotropicais abrigam uma ampla variedade de microrganismos, incluindo agentes bacterianos, virais, protozoários e helmínticos, muitos deles de relevância zoonótica. Entre os agentes identificados, destacam-se Leptospira spp., Brucella spp., T. gondii e T. cruzi, que apresentam potencial de transmissão ao ser humano e a animais domésticos (RODRIGUES et al.,2015; BRANDÃO, 2021; GALLI, 2015). Esses achados reforçam a importância dos canídeos como potenciais sentinelas epidemiológicas e como elo entre ambientes silvestres e antrópicos no contexto da Saúde Única (Gomes, 2022).
As espécies C. thous e C. brachyurus concentraram a maior parte dos estudos, possivelmente pela ampla distribuição geográfica e pela facilidade de captura e observação, refletindo maior disponibilidade de dados epidemiológicos (BEISIEGEL et al., 2013; SILVA-DIOGO et al., 2020). Por outro lado, espécies como L. vetulus, L. gymnocercus e S. venaticus foram pouco representadas, e A. microtis não apresentou qualquer registro recente de detecção de microrganismos. Essa escassez de informações evidencia uma grande lacuna científica sobre espécies menos conhecidas, especialmente o cachorro-do-mato-de-orelha-curta, cuja baixa densidade populacional e hábitos discretos dificultam amostragens e estudos de campo. Essa falta de dados representa um desafio para a conservação e vigilância sanitária, uma vez que impede compreender o papel epidemiológico da espécie e as ameaças potenciais à sua sobrevivência (Koester et al., 2008).
Os resultados também indicam que fatores antrópicos, como desmatamento, fragmentação de habitats, expansão agropecuária, caça e atropelamentos, contribuem de forma significativa para a exposição dos canídeos a agentes infecciosos (Klink & Machado, 2005; Reis, 2012; Silva, 2023). A proximidade crescente entre animais silvestres e domésticos, impulsionada pela perda de habitat, aumenta o risco de transbordamento de patógenos entre espécies, o que pode afetar tanto a fauna quanto a saúde pública. Assim, o impacto das atividades humanas na dinâmica das doenças infecciosas torna-se uma problemática central na conservação desses carnívoros (Beisiegel et al., 2013).
A presença de microrganismos zoonóticos em várias espécies avaliadas reforça a necessidade de integração entre medicina veterinária, ecologia e saúde pública. Monitoramentos sistemáticos, estudos moleculares e levantamentos ecológicos são fundamentais para identificar rotas de transmissão, hospedeiros intermediários e reservatórios. Além disso, o déficit de pesquisas com A. microtis e outros canídeos menos estudados revela que o esforço científico atual ainda está concentrado em poucas espécies, o que limita o conhecimento sobre a biodiversidade microbiana da fauna neotropical. Dessa forma, a falta de dados não é apenas um obstáculo científico, mas também uma questão de conservação, já que impede o desenvolvimento de estratégias eficazes de manejo e proteção de espécies vulneráveis.
5. CONCLUSÃO
Os resultados deste trabalho evidenciam que os canídeos neotropicais são hospedeiros de uma diversidade expressiva de microrganismos, incluindo agentes de importância zoonótica. Cerdocyon thous e Chrysocyon brachyurus foram as espécies mais estudadas e com maior variedade de microrganismos identificados, enquanto Atelocynus microtis permanece sem registros confirmados, refletindo a carência de estudos sobre espécies de difícil observação e de baixa densidade populacional. Essa ausência de informações representa uma limitação importante para o conhecimento sanitário e ecológico desses animais. Fatores antrópicos, como perda de habitat e contato com animais domésticos, intensificam o risco de disseminação de patógenos, evidenciando a necessidade de vigilância contínua. Conclui-se que o fortalecimento de pesquisas epidemiológicas e de políticas públicas voltadas à conservação, sob a perspectiva da Saúde Única, é essencial para compreender o papel desses carnívoros na ecologia das doenças e para promover a proteção integrada da biodiversidade e da saúde coletiva.
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1Discente do curso de Medicina Veterinária na Universidade Guarulhos (UNG). Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos – SP, Brasil. 07023-070
2Docente do curso de Medicina Veterinária na Universidade Guarulhos (UNG). Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos – SP, Brasil. 07023-070.
