LOW INTENSITY LASERTHERAPY: TECHNOLOGICAL RESOURCES FOR NURSING CARE FOR DIABETIC FOOT ULCERS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202503201244
Augusto Solano Fonseca Gonçalves1
Larissa Garcia2
Sarah Bach Damásio3
Patrícia Farias4
Resumo
As úlceras de pé diabético é uma ferida crônica que representa um grande desafio para a saúde em todo mundo e, a laserterapia de baixa intensidade é uma opção terapêutica não invasiva que pode acelerar a cicatrização de feridas crônicas. Sob essa perspectiva, este estudo tem como objetivo conhecer a produção científica sobre o tema. Trata-se de pesquisa qualitativa, do tipo revisão integrativa. A seleção dos artigos ocorreu por meio de busca nas bases de dados indexadas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo elas: o banco de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Base de dados de enfermagem (BDENF) e o Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE). A coleta de dados foi realizada em setembro de 2024, mediante o cruzamento dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) a partir do operador booleano AND, sendo essa a combinação: “laserterapia de baixa intensidade” AND “úlcera de pé diabético” AND “cuidados de enfermagem”. Após a utilização dos critérios de inclusão e exclusão, obteve-se sete artigos relacionados a temática. A análise dos artigos permitiu compor duas categorias temáticas. Sendo a primeira, Efeitos terapêuticos da LLLT nas úlceras de pé diabético, e a segunda, A importância dos cuidados da enfermagem ao pé diabético. Verificou-se que a diabetes mellitus (DM) é um problema de saúde pública e o tratamento está ligado a aumento da taxa de sobrevida, sendo necessário o conhecimento específico para a melhoria do cuidado prestado. Observou-se também que a LLLT é um recurso tecnológico essencial no cuidado de enfermagem para o tratamento da úlcera do pé diabético que é considerada uma complicação grave do DM e a principal causa de amputação de membros inferiores no mundo. Em contrapartida a produção científica sobre o tema é escassa, necessitando de mais pesquisas na área.
Palavras-chave: Úlcera de pé diabético. Cuidados de enfermagem. Laserterapia de baixa intensidade.
1. INTRODUÇÃO
De acordo com os últimos dados da International Diabetes Federation (IDF), de 2021, cerca de 537 milhões de adultos entre 20-79 anos vivem com diabetes, ou seja, 1 em cada 10 (IDF, 2022). O mais comum é o diabetes tipo 2, que se manifesta quando o corpo se torna resistente à insulina ou não produz insulina suficiente, já o diabetes tipo 1, é uma condição crônica na qual o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina por si só (OPAS, 2022).
O Brasil ocupa o 6º lugar no ranking mundial, ficando atrás apenas da China, Índia, Paquistão, Estados Unidos e Indonésia. Todavia, o país tem a maior número de diabéticos da América Latina. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que no mundo, cerca de 1,5 milhões de mortes são diretamente atribuídas à diabetes todos os anos (UMANE, 2023).
Considerada uma doença metabólica crônica, que tem como característica principal os níveis elevados de glicose no sangue que com o tempo afeta gravemente o coração, vasos sanguíneos, olhos, rins e nervos. Não somente o número de casos, como também a prevalência da diabetes têm aumentado constantemente nas últimas décadas. À vista disso, é considerada um problema de saúde pública (REIS; SILVA & BRITO, 2022).
Logo, o acesso ao tratamento e o acompanhamento das complicações geradas pela patologia que afetam o organismo como um todo são essenciais para o diabético.
Dentre as principais complicações desta comorbidade, está o pé diabético que representa uma das maiores causas de amputação dos membros inferiores. Quase sempre, metade se desencadeia como complicação de úlcera. Nesse contexto, estudos demonstram que a terapia a laser de baixa intensidade promove a cicatrização, a sintetização de colágeno e fibroblastos, diminui o processo inflamatório, além de melhorar a resposta vascular. Então, intensifica a atividade das células de defesa (STANCU et al., 2022).
Isso acontece porque os efeitos desse tipo de terapia estimulam a produção de adenosina trifosfato (ATP), necessária para o processo de mitose; equilíbrio da atividade funcional das células e melhora na absorção de energia, regenerando as fibras nervosas e permitindo a angiogênese, processo de formação de vasos sanguíneos a partir de vasos preexistentes, que se desencadeia em condições fisiológicas e patológicas. Por isso, o processo de cicatrização tende a acelerar (DUNN; GRIDER, 2023).
Considerando os dados supracitados e ante a possibilidade de tratamento da úlcera do pé diabético, registra-se a importância do tema.
Sob essa ótica, este estudo tem como objetivo analisar os cuidados de enfermagem na aplicação da laserterapia nas úlceras de pés diabéticos, cuja relevância é extrema na busca por oferecer os cuidados de enfermagem mais adequados e com menos sofrimento para quem sofre da doença.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 PÉ DIABÉTICO
O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica que tem como característica a hiperglicemia associada a alterações no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, ou seja, é uma comorbidade que afeta a forma como o corpo converte os alimentos em energia. A decomposição da maior parte dos alimentos libera glicose na corrente sanguínea (GOYAL; SINGHAL & JIALAL, 2023).
Quando esta glicose eleva seu nível no sangue, o corpo sinaliza para o pâncreas ( órgão responsável pela produção de alguns hormônios como insulina, glucagon e somatostatina que são responsáveis pela manutenção de níveis ideais de glicose no sangue, e enzimas importantes como amilase, lipase e tripsina, que participam do processo digestivo) que seja libere a insulina, hormônio que atua como uma chave, ajudando o açúcar no sangue a entrar nas células para obter energia (NAKRANI; WINELAND & ANJUM, 2024).
Contudo, no paciente diabético o corpo pode não produzir insulina suficiente ou não usar a insulina que produz de forma eficiente. Quando isso ocorre, os níveis de glicose no sangue ficam muito altos. Com o tempo, isso pode levar a sérios problemas de saúde, como doenças cardíacas, perda de visão e doenças renais. Dentre as complicações de longo prazo do diabetes incluem a úlcera do pé diabético (UPD) é a complicação crônica mais frequente em pessoas com DM (GOYAL; SINGHAL & JIALAL, 2023).
Sua etiologia multifatorial, é um processo necrossupurativo e/ou destruição de tecidos moles, associado à neuropatia diabética e à doença arterial periférica (DAP). À vista disso, o tema virou um grande desafio para saúde no Brasil. Almeida (2023, s/p) adverte que:
O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou, entre janeiro e agosto deste ano, 6.982 amputações de membros inferiores (pernas e pés) causadas por diabetes, o que equivale à média de mais de 28 ocorrências por dia. Os casos vêm crescendo ano a ano, conforme mostram os dados do Ministério da Saúde. O número de amputações em 2022 (10.168) foi 3,9% superior ao total de 2021 (9.781), o que representou média de 27,85 cirurgias por dia, no ano passado, em unidades públicas.
Para a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença já figura como a principal causa de amputação não traumática em membros inferiores, no país. Os dados são assustadores, já que 13 milhões pessoas com diabetes têm úlceras nos pés, os chamados pés diabéticos, que podem resultar nestas amputações. Ou seja, o pé diabético corresponde a uma interação entre fatores anatômicos, vasculares e neurológicos (SBACV, 2023).
Os dados compilados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) mostram claramente o cenário preocupante das amputações por causa da diabetes. Na tabela 1 certifica-se o estudo que diz respeito aos anos de 2012 e 2022, quando é possível verificar a alta de 65% no número desse tipo de cirurgia.
Tabela 1 – Procedimentos cirúrgicos de amputação de membros inferiores realizadas em portadores de diabetes

Fonte: SBACV, 2023.
Isso ocorre porque pessoa com diabetes tendem a desenvolver com o passar dos anos, neuropatia e/ou isquemia, consequentemente, ficam mais suscetíveis ao desenvolvimento de feridas de difícil cicatrização (úlceras) e infeções. Então, a neuropatia acarreta a perda da sensibilidade ao toque, à temperatura e à dor. Com isso, o indivíduo não sente quando fere o pé (BAIG et al., 2022).
Portanto, o pé diabético é um dos resultados mais fatais para pacientes com diabetes. Logo, a relevância do controle da doença que tem progressão podendo apresentar alterações macroscópicas no membro inferior é imprescindível.
2.2 LASERTERAPIA DE BAIXA INTENSIDADE
A terapia a laser de baixa intensidade é o uso da luz não térmica com objetivo de melhorar a reparação tecidual e promover a redução da dor. A fototerapia em suas várias formas tem sua história consolidada desde os tempos antigos, inclusive com a defesa da iluminação natural por Florence Nightingale5 e o tratamento de várias doenças de pele por Niels Finsen6 na virada do século 20 (LIEBERT et al., 2023).
Entretanto, o pioneiro da LLLT foi Endre Mester que em 1967 descobriu que a colocação de um laser de baixa potência próximo ou sobre a pele, permite que os fótons se movam por meio do tecido e interajam com as células do corpo. Os lasers aplicados na fototerapia e incluídos na fotobiomodulação são os lasers de baixo nível, que são os de classe III. São categorizados com tendo uma potência de saída inferior a 500 mW (DOMPE et al., 2020).
Embora os mecanismos completos desta terapia ainda não tenham sido apreendidos integralmente, hoje já são aplicados para inúmeras condições, como, por exemplo, dor, reparo de tecidos, inflamação e até mesmo distúrbios neurológicos. Importante ressaltar que a terapia a laser de baixo nível inclui dispositivos de diodo emissor de luz (LED). Dompe et al., (2020, s/p), explicam ainda que:
A luz laser e LED induzem um efeito de fotobiomodulação que é usado para acelerar a cicatrização, pois aumenta a viabilidade celular ao estimular a síntese de ATP pelos fotorreceptores mitocondriais e da membrana celular. Este processo pode ser utilizado na promoção da taxa de proliferação de osteoblastos, permitindo o desenvolvimento de novas abordagens clínicas onde a influência da irradiação laser estará interligada com o conhecimento do comportamento das células estaminais e a manipulação direcionada para a reparação óssea acelerada.
O processo ocorre quando os fótons penetram nos tecidos e são absorvidos nas mitocôndrias e na membrana celular. Então, a energia fotônica é convertida em energia química dentro da célula, na forma de ATP, ou seja, acontece a fotobiomodulação. Quando a permeabilidade da membrana celular é alterada há mudanças fisiológicas. Tais alterações impactam macrófagos, fibroblastos, células endoteliais, mastócitos, bradicinina e taxas de condução nervosas.
Na Figura 1 observa-se o mecanismo da laserterapia de baixa intensidade a nível celular.
Figura 1 – Mecanismo da laserterapia de baixa intensidade a nível celular

Fonte: Adaptado de Vitality Depot (2024)
Desse modo, Os efeitos promovidos pela laserterapia de baixa intensidade são fotoquímicos e não térmicos.
3. METODOLOGIA
Trata-se de pesquisa qualitativa, do tipo revisão integrativa. Tal método visa aprofundar o conhecimento acerca de um determinado assunto ou tema, por meio do levantamento da literatura e a sintetização dos resultados de pesquisas significativas e auxilia no direcionamento de novas pesquisas e fornece subsídios para a estruturação da prática profissional (DANTAS et al., 2021).
As etapas para revisão integrativa referem-se a: identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa para a elaboração da revisão integrativa; estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão de estudos/ amostragem ou busca na literatura; definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados/ categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa; interpretação dos resultados e; apresentação da revisão/síntese do conhecimento (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008).
Na primeira etapa apresenta-se a pergunta de pesquisa: Qual a aplicabilidade da laserterapia de baixa intensidade nos pés diabéticos?
A seleção dos artigos ocorreu por meio de busca nas bases de dados indexadas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo elas: o banco de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Base de dados de enfermagem (BDENF) e o Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE).
A coleta de dados foi realizada em setembro de 2024, mediante o cruzamento dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) a partir do operador booleano AND, sendo essa a combinação: “laserterapia de baixa intensidade” AND “úlcera de pé diabético” AND “cuidados de enfermagem”.
Como critérios de inclusão foram considerados: artigos de livre acesso, publicados nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra, nos últimos 5 anos (de 2020 a 2024). E como critérios de exclusão: artigos duplicados, sem relação com a temática, dissertações, teses, trabalhos de conclusão de curso, editoriais e resumos em anais de eventos.
O procedimento de busca ocorreu pela leitura dos títulos, resumos e palavras-chaves dos artigos localizados pela estratégia de busca, verificando se os mesmos se adequavam aos critérios de inclusão mencionados.
Após a pesquisa na base de dados, encontrou-se um total 100 de artigos. Desse modo, com a definição dos passos sistemáticos da pesquisa e empregando os critérios de inclusão e exclusão da pesquisa, selecionou-se 24 artigos para leitura na íntegra. Por fim, realizada leitura criteriosa organizou-se 8 (oito) artigos para compor a presente pesquisa.
O procedimento de busca ocorreu pela leitura dos títulos, resumos e palavras-chaves dos artigos localizados pela estratégia de busca, verificando se os mesmos se adequavam aos critérios de inclusão mencionados.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Após a leitura dos artigos selecionados, foi construído um quadro para a sintetização dos artigos e as informações contidas como ano, título, base de dados, objetivos e método. O quadro 1 serve como base para o desenvolvimento dos resultados.
Quadro 1. Artigos selecionados que compõem a revisão integrativa, Palhoça, SC, 2024.
Nº | Ano | TITULO | BASE DE DADOS | OBJETIVOS | MÉTODO |
1 | 2019 | Estudo comparativo da influência do laser e do LED na reparação tecidual e na melhora dos sintomas neuropáticos durante o tratamento de úlceras diabéticas | MEDLINE | Comparar a influência do laser e do LED na reparação tecidual e nos sintomas neuropáticos durante o tratamento do pé diabético | Pesquisa de intervenção |
2 | 2021 | Dose-resposta e eficácia da terapia com laser de baixa intensidade na cicatrização de úlceras de pé diabético: Protocolo de um ensaio clínico randomizado | MEDLINE | Investigar a densidade de energia mais eficiente (pequena, média ou alta) de GaAs 904 nm LLLT para tratamento de úlcera diabética | Ensaio randomizado, duplo-cego e controlado |
3 | 2021 | O efeito da terapia com laser de baixa potência nas úlceras do pé diabético: uma metaanálise de ensaios clínicos randomizados | MEDLINE | Realizar uma metanálise para avaliar o efeito da terapia com laser de baixa intensidade nas úlceras do pé diabético | Metanálise |
4 | 2021 | Feridas em pés diabéticos tratadas com membrana amniótica humana e terapia a laser de baixa intensidade: um estudo clínico piloto | MEDLINE | Comparar LLLT e HAM a um tratamento controle (hidrogel, solução salina e gaze) em pessoas com diabetes mellitus (DM) e úlceras nos pés | |
2022 | Complicações do pé diabético: um estudo de corte retrospectivo | MEDLINE | Analisar e caracterizar um corte de 69 pacientes e suas complicações nos pés relacionadas ao diabetes | Estudo de corte | |
5 | 2023 | Tratamento de úlceras em pés diabéticos por terapia a laser: uma meta-análise | MEDLINE | Revisar o manejo da úlcera do pé diabético por terapia a laser | Metanálise |
6 | 2024 | Adesão ao autocuidado e qualidade de vida de pacientes com úlceras no pé diabético tratados com laserterapia de baixa intensidade: um estudo exploratório | MEDLINE | Avaliar a qualidade de vida (QV) de pacientes com úlcera no pé diabético em tratamento com laserterapia de baixa intensidade (LLLT) em 904 nm e sua associação com o autocuidado | Estudo exploratório randomizado |
7 | 2024 | Terapia a laser de baixa intensidade (LLLT) para úlcera de pé diabético em diabetes não controlado: um relato de caso de melhora na cicatrização de feridas | MEDLINE | Curso clínico incomum | Estudo de caso |
Tratando-se da análise dos dados do estudo utilizou-se a Análise de Conteúdo de Bardin, com as seguintes fases para a sua condução: pré-análise; exploração do material; tratamento dos dados e interpretação.
Para Bardin (2011), a análise de conteúdo é um conjunto de técnicas de análise das comunicações que busca compreender os manifestos e os ocultos oriundos da coleta de dados. É uma análise estatística do discurso político, ou uma técnica de pesquisa para descrição objetiva, sistemática e quantitativa do conteúdo das comunicações, ou pode ser descrita como técnica de análise das comunicações que visa obter indicadores que permitam inferir conhecimentos relativos às condições de produção e recepção dessas mensagens.
As diferentes fases da análise de conteúdo como inquérito sociológico ou a experimentação, organizam-se em torno de três pólos cronológicos:
- Pré-análise: organização, com o objetivo de tornar operacionais e sistematizar as idéias iniciais, de maneira a conduzir a um esquema preciso do desenvolvimento das operações sucessivas, num plano de análise.
- Exploração do material: aplicação sistemática das decisões tomadas consiste essencialmente em operações de codificação, decomposição ou enumeração em função de regras previamente formuladas. Nesta etapa se realiza a categorização, que é a classificação dos dados coletados, por diferenciação e seguidamente por reagrupamento segundo analogia, o que dá origem as categorias de dados.
- A interpretação dos resultados obtidos pode ser feita por meio da inferência, que é um tipo de interpretação controlada (BARDIN, 2011).
Posteriormente, realizou-se a discussão dos principais resultados na pesquisa e, os principais resultados evidenciados da análise dos artigos incluídos.
Observou-se que dos sete artigos sobre o tema, quatro publicações são estudos nacionais destacando-se a laserterapia de baixa intensidade no tratamento da úlcera de pé diabético.
No que se refere às bases de dados todos os estudos pertencem a MEDILINE. Em relação aos anos de publicação sobre o tema, no ano de 2019 obteve-se apenas um estudo, seguido de dois estudos do ano de 2021, um estudo nos anos de 2022 e 2023, e 2024 com dois artigos.
Fundamentando-se nos artigos encontrados na literatura nacional e internacional que compõem a presente revisão integrativa a úlcera de pé diabético muitas vezes evolui para amputação, tratando-se de um problema de saúde pública à medida que a incidência da doença aumenta.
Por tratar-se de uma doença silenciosa, crônica e progressiva, fica claro a importância da atuação do enfermeiro nos cuidados aos pacientes com úlcera de pé diabético.
Verifica-se também que, para oferecer a laserterapia de baixo nível como opção de tratamento seguro e especializado, é fundamental que o enfermeiro tenha habilidades e conhecimentos específicos para realizá-lo.
Nesse contexto, a análise dos artigos permitiu compor duas categorias temáticas: Efeitos terapêuticos da LLLT nas úlceras de pé diabético e A importância do autocuidado do pé diabético.
Efeitos terapêuticos da LLLT nas úlceras de pé diabético
Nesta primeira categoria temática identificou-se cinco artigos que demonstram a importância da LLLT no tratamento da úlcera de pé diabético, como um cuidado do enfermeiro de grande relevância.
Evidências atuais mostram que a terapia com laser de baixa intensidade é uma estratégia eficaz, não invasiva e não farmacológica para tratar úlceras do pé diabético. Trata-se de terapia não ionizante, colimável, polarizada, monocromática, luz coerente que pode modificar o comportamento da célula para facilitar a reparação tecidual. Seu mecanismo de ação começa durante a fotorrecepção (durante a irradiação) e permanece até que uma fotoresposta seja alcançada – ponto em que a energia luminosa é transformada em energia química (SÉRGIO, SOUZA & ZAVAREZ, 2024).
Em um centro de saúde localizado no Brasil, Vitorino et al (2019) avaliaram a evolução do tratamento de LLLT contemplando dez sessões, duas vezes por semana, com randomização em dois grupos, um utilizando apenas LED e outro LLLT. Com relação ao grupo LLLT, observou-se redução na extensão da ferida de 79,43% ao final da 10ª sessão. Na avaliação do quadro neuropático, houve melhora significativa em ambas as terapias assim como a melhora dos sinais e sintomas neuropáticos e a reparação tecidual nas duas modalidades terapêuticas, porém a LLLT apresentou maior velocidade.
Pesquisa com 80 voluntários que foram divididos em três grupos, em uma Clínica de Fisioterapia na Parnaíba/PI, que receberam LLLT com três doses diferentes de densidade de energia, mais tratamento convencional (limpeza e curativos). Certificou-se que a aplicação de LLLT é uma estratégia eficaz, não invasiva e não farmacológica para tratar úlcera de pé diabétio. No entanto, a parametrização ideal, crucial para a eficácia do laser, permanece obscura (CARDOSO et al., 2021).
Huang et al (2021) utilizando-se de metanálise demonstraram que a LLLT melhorou significativamente a taxa de cicatrização completa, reduziu as áreas das úlceras e encurtou o tempo médio de cicatrização em pacientes com úlceras de pé diabético. Afirmam também que a LLLT pode aumentar a viabilidade celular, migração celular, proliferação e síntese de colágeno, além de induzir macrófagos a liberar fatores que estimulam a proliferação de fibroblastos. E ainda, estimula os mecanismos que promovem a cicatrização das feridas.
Um exame de metanálise revisou o manejo da úlcera de pé diabético por LLLT e, certificou-se que dos 26 exames de leitos, incluindo 1.067, dos quais 540 deles utilizavam LLLT e 527 utilizavam controle. Como resultado obteve-se que a terapia a laser por baixa intensidade teve reduções significativamente maiores no tamanho da úlcera com alta heterogeneidade ( 99%) e taxa de cura completa (95%) sem heterogeneidade (0%) em comparação com controle em indivíduos com úlcera de pé diabético (LIU et al., 2023).
Estudo de caso realizado com paciente do sexo masculino, de 55 anos, com história de diabetes tipo 2, neuropatia diabética e pé diabético com níveis de açúcar no sangue descontrolados. O paciente recebeu terapia na forma de tratamento de feridas com soro fisiológico, antibióticos tópicos e LLLT, na dose de 10 J/cm² com frequência de terapia 3 vezes por semana. Após 12 semanas de terapia, houve melhora, caracterizada pelo crescimento do tecido da ferida e sem efeitos adversos significativos durante a terapia (WALUYO & HIDAYAT, 2024).
Diante do exposto, verifica-se que a LLLT pode proporcionar benefícios em pacientes com úlcera de pé diabético em pacientes com úlceras promovendo o melhor cuidado. Devendo, portanto, ser integrado aos cuidados clínicos de rotina para úlceras de pé diabético para assegurar melhor qualidade de vida para os diabéticos.
A importância dos cuidados da enfermagem ao pé diabético
Esta categoria temática evidenciou duas publicações que ressaltam o papel do enfermeiro nos cuidados do pé diabético, destacando-se a essencialidade do cuidado individualizado, no qual o profissional deve buscar por conhecimento constante para cuidar e orientar às necessidades e expectativas, aliando-se a humanização e, baseando-se em uma relação de ajuda e compaixão. O enfermeiro deve ter a atenção ligada principalmente para os sintomas do pé diabético, a fim de reduzir complicações que geralmente são progressivas. Além disso, as úlceras de pé diabético podem causar gangrena, infecção ou amputação e são uma causa significativa de morbilidade.
Estudo de corte retrospectivo, com 69 pacientes, elaborado na Romênia, foi observado as complicações do pé diabético. As principais características da pesquisa foram: idade avançada no momento do diagnóstico (idade média de 66 anos); maior incidência de diabetes em homens; população de pacientes predominantemente urbana. As complicações mais frequentes da extremidade inferior foram ulcerações e gangrena. Ademais, 35% dos pacientes necessitaram de reintervenção cirúrgica e 27% apresentaram complicações, enquanto 13% necessitaram de internação em UTI. Comprovou que o processo de enfermagem em pés diabéticos é uma ferramenta indispensável para efetivação da assistência prestada. Consiste em cinco etapas investigação, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação, que representa um conjunto de método e forma sistemática e dinâmica de prestar cuidados de enfermagem. Portanto, permite um cuidado individualizado e humanizado, com foco nos resultados, sobretudo na educação em saúde (STANCU et al., 2022).
Dos Santos et al. (2024) elaboraram pesquisa na Parnaíba (PI), com 62 pacientes divididos em quatro grupos. Os participantes receberam fototerapia (ou placebo) duas vezes por semana, num total de 20 sessões. A terapia com laser de baixa intensidade teve um impacto positivo na qualidade de vida conforme avaliado pelo questionário Short-Form 36 (domínios capacidade funcional, vitalidade e dor), e houve associação positiva entre qualidade de vida e autocuidado nos grupos de LLLT (limitações físicas, dor, estado geral de saúde e domínios vitalidade).
Evidencia-se nesta categoria a ação preventiva, com foco nas complicações da DM fazem parte dos cuidados da enfermagem ao diabético e, são fundamentais para que não ocorra agravamento.
5. CONCLUSÃO
A partir desse estudo foi possível conhecer a produção científica sobre a laserterapia de baixa intensidade como recurso tecnológico para os cuidados de enfermagem nas úlceras de pés diabéticos, revelando-se a importância do trabalho do enfermeiro em todo o processo, com destaque para o cuidado aos diabéticos.
Por isso, a assistência prestada tem como objetivo a conscientização da doença e a melhora clínica e emocional do paciente. Logo, é necessário o conhecimento da necessidade do tratamento, e os resultados que pode ser obtidos com a laserterapia de baixo intensidade como efetivo recurso tecnológico, sobretudo como fator de prevenção para amputação, promovendo-se assim, a adesão do paciente ao tratamento.
Em relação à doença, é necessário que o enfermeiro atue além dos aspectos físicos, mas também tenha o olhar humanizado em relação aos fatores psicossociais, compartilhamento de informações; promovendo um cuidado ao diabético e família com participação e colaboração, baseado em contexto negociação e atendimento. É no enfermeiro que a família e o doente precisam encontram a integralidade do cuidado prestado. Nesta proposta, a interação enfermeiro-paciente é aumentada, favorecendo a qualidade do atendimento, alcançando resultados mais eficazes e uma melhor convivência com a doença.
Por fim, observou-se que a produção científica sobre os cuidados de enfermagem por meio da terapia a laser d baixo nível para a úlcera do pé diabético é escassa, gerando um alerta para a necessidade de ampliação dos estudos para que seja possível mais conhecimento, única maneira para o desenvolvimento e melhoria do cuidado prestado.
5Florence Nightingale foi pioneira em enfermagem e assistência social, conhecida como a fundadora da
enfermagem moderna. The legacy of Florence Nightingale, the first professional nurse Brirish Red Cross, 2023. Disponível em: https://www.redcross.org.uk/stories/health-and-social-
care/health/how-florence-nightingale-influenced-the-red-cross. Acesso em: 1 out. 2024.
6Prêmio Nobel em 1903 em reconhecimento pela sua contribuição para o tratamento de doenças, especialmente o lúpus vulgar, com radiação luminosa concentrada, pelo que abriu um novo caminho para a ciência médica. GØTZSCHE, P.C. Niels Finsen’s treatment for lupus vulgaris. J R Soc Med, v. 104, n.1, 2011. Disponível em: doi: 10.1258/jrsm.2010.10k066. Acesso em: 1 out. 2024.
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1Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Campus
Pedra Branca e-mail: solanofonseca34@gmil.com.br
2Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Campus
Pedra Branca e-mail: larissagarcia6567@gmail.com
3Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Campus
Pedra Branca e-mail: sarahbach1@hotmail.com
4Docente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Campus
UNISOCIESC – Jaraguá do Sul, Mestre em Tecnologia da Informação pela UFPR. e-mail:
farias.patricia@unisociesc.com.br