INFLUENCE OF DIFFERENT TOOTHPASTES ON THE WEAR AND ROUGHNESS OF BOVINE TOOTH ENAMEL – AN IN VITRO STUDY
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202602280033
José Gabriel Bernardino da Silva Brito¹
Juliana Raposo Souto Maior¹
Lucas Rodrigues dos Santos¹
Matheus José da Câmara de Oliveira¹
Luís Felipe Espíndola Castro¹
Emanuel Ewerton Mendonça Vasconcelos¹
Alexandre Batista Lopes do Nascimento¹
Maria Sabrina dos Santos Lima¹
Orientadora: Hilcia Mezzalira Teixeira¹
Coorientadora: Renata Pedrosa Guimarães¹
¹ Universidade Federal de Pernambuco
RESUMO
Este estudo in vitro avaliou a influência de diferentes dentifrícios no desgaste e na rugosidade do esmalte dentário de dentes bovinos submetidos a desafio erosivo. Foram confeccionados 30 corpos-de-prova, distribuídos em 6 grupos (n=5). Os seguintes materiais foram utilizados: Gel Dental Colgate Renew Anti-Aging (Colgate), Creme Dental Ozonizado (Ozoncare); Forever Bright Toothgel (Forever Bright); Colgate Máxima Proteção Anticáries (Colgate); água destilada, escova elétrica adulto macia (Oral B) e saliva artificial. Os espécimes passaram por protocolo padronizado de escovação com escova elétrica e aplicação de carga controlada, simulando três meses de escovação clínica. A avaliação da rugosidade e do desgaste foi realizada por Microscopia Confocal a Laser. Os dados foram avaliados quanto aos pressupostos de normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk (p < 0,05) e de homocedasticidade pelo teste de Levene (p < 0,05). Atendidos os pressupostos, os dados foram analisados por ANOVA à um critério, considerando a variável tipo de tratamento, seguido do pós teste de Tukey. O nível de significância foi fixado em 5%. Os grupos G3 (Forever Bright Toothgel, sem flúor) e G4 (Colgate Máxima Proteção Anticáries) apresentaram os maiores valores de desgaste, sendo o G3 o mais abrasivo. O grupo G4 também se destacou com os maiores valores de rugosidade superficial. Em contrapartida, os dentifrícios Colgate Renew Anti-Aging e o Creme Dental Ozonizado apresentaram os menores valores de desgaste e rugosidade, evidenciando comportamento mais conservador em relação ao esmalte dentário. A composição dos produtos, especialmente o tipo e a quantidade de abrasivos e a presença ou ausência de flúor, mostrou influência direta nos resultados. Os achados reforçam a necessidade de escolha criteriosa do dentifrício por parte dos cirurgiões-dentistas, considerando o potencial abrasivo dos produtos e os hábitos dos pacientes. O estudo também destaca os riscos da popularização de produtos odontológicos por meio das redes sociais sem respaldo técnico-científico. Conclui-se que, embora alguns dentifrícios promovam maior abrasividade, outros apresentam formulações mais seguras para o esmalte, sendo fundamental que sua recomendação seja baseada em evidências científicas.
Palavras-chave: Esmalte dentário; dentifrícios; escovação; desgaste.
ABSTRACT
This in vitro study evaluated the influence of different toothpastes on the wear and roughness of bovine tooth enamel subjected to an erosive challenge. Thirty specimens were prepared and divided into six groups (n=5). The following materials were used: Colgate Renew Anti-Aging Tooth Gel (Colgate), Ozonized Toothpaste (Ozoncare), Forever Bright Toothgel (Forever Bright), Colgate Maximum Cavity Protection (Colgate), distilled water, soft-bristled adult electric toothbrush (Oral B), and artificial saliva. The specimens underwent a standardized brushing protocol using an electric toothbrush with controlled load, simulating three months of clinical brushing. Enamel roughness and wear were evaluated using Confocal Laser Microscopy. Statistical analysis included measures of mean, standard deviation, median, and percentiles, with comparisons made using ANOVA followed by Tukey’s test, adopting a 5% significance level. Groups G3 (Forever Bright Toothgel, fluoride-free) and G4 (Colgate Maximum Cavity Protection) showed the highest wear values, with G3 being the most abrasive. G4 also exhibited the highest surface roughness values. In contrast, Colgate Renew Anti-Aging and Ozonized Toothpaste presented the lowest wear and roughness values, demonstrating a more conservative effect on dental enamel. The composition of the products, particularly the type and quantity of abrasives and the presence or absence of fluoride, had a direct influence on the outcomes. These findings highlight the importance of careful toothpaste selection by dental professionals, considering the abrasive potential of the products and patients’ habits. The study also underscores the risks associated with the popularization of dental products through social media without technical and scientific support. It is concluded that, while some toothpastes promote greater abrasiveness, others offer safer formulations for enamel, making it essential that their recommendation be based on scientific evidence.
Keywords: Tooth enamel; toothpastes; brushing; wear.
O dentifrício surgiu no Egito Antigo, com a finalidade de remover resíduos acumulados na superfície dental, e desde o princípio possui agentes abrasivos na sua composição, a fim de auxiliar nessa remoção. A formulação inicial continha mirra, cascas de ovo, pedra-pomes e cinza em pó de cascos de boi (Lippert, 2013). Com o passar dos séculos, novos componentes foram inseridos e/ou modificados, mas contendo problemas como sabor ruim, custo elevado e nível alto de abrasividade, desafiando assim os pesquisadores a desenvolverem um dentifrício com menor abrasividade tecidual, melhor remoção de manchas e sabor agradável (Jardim; Alves; Maltz, 2009; Lippert, 2013).
Os dentifrícios são amplamente utilizados para higiene bucal e prevenção da cárie dentária, e contêm agentes abrasivos com o propósito de remover manchas e outros pigmentos da superfície dentária. Fórmulas diferentes possuem agentes abrasivos diferentes. A abrasividade do dentifrício depende no tamanho, forma e quantidade de partículas abrasivas presentes nos dentifrícios, sendo que a sua abrasividade é comumente descrita como Relative Enamel Abrasivity (REA) (Abrasividade Relativa do Esmalte) e Relative Dentine Abrasivity (RDA) (Abrasividade Relativa da Dentina). Abrasividade Relativa é uma escala numérica, que indica o grau de abrasividade e é útil para a comparação entre dentifrícios em relação ao substrato dental (Rosa et al., 2016).
Além de sua ação abrasiva, os dentifrícios também atuam como veículos de agentes ativos utilizados na prevenção de doenças bucais. Defeitos erosivos são ocorrências de superfícies localizadas em partes mais expostas dos dentes por agentes químicos e impactos físicos, e isso leva a uma superfície de esmalte parcialmente desmineralizada, sendo sujeita a lesões abrasivas (Ganss et al., 2016; Assunção et al., 2019). Observa-se na literatura que dentifrícios fluoretados apresentam efeito benéfico em relação aos dentifrícios não fluoretados sobre a abrasão da dentina e esmalte submetidos a desafios erosivos, uma vez que os fluoretados têm potencial de diminuir o desenvolvimento do desgaste do dente (Magalhães et al., 2014; Scaramucci et al., 2016).
Recentemente, novas pesquisas reforçaram o potencial do sistema remineralizante Regenerate Enamel Science, composto por gel e creme dental à base de silicato de cálcio e fosfato, associado a 1450 ppm de íons flúor. Estudos mais atuais evidenciam que essa combinação é eficaz na proteção contra o desgaste erosivo, promovendo a reposição de minerais no esmalte e a formação de uma camada mineralizada semelhante à hidroxiapatita.
Além disso, verificou-se que o uso desse sistema reduz a perda de dureza do esmalte e da dentina em comparação aos dentifrícios fluoretados convencionais, inclusive após desafios ácidos simulados (Alhamdan et al., 2024; SciELO Brasil, 2024; BMC Oral Health, 2022).
Levando em consideração a influência das mídias sociais e da internet como estratégias de marketing contemporâneas, produtos odontológicos são comumente divulgados via Instagram, uma das redes sociais mais acessada por brasileiros, e dotados de alto engajamento online, o que permite ainda mais que a indicação desses produtos seja realizada de forma inadequada e por indivíduos sem formação na área Odontológica, trazendo repercussões reais na saúde oral desses consumidores (Greuling et al., 2021).
Do ponto de vista prático, o desempenho dos dentifrícios disponíveis no mercado é perceptível, tanto para profissionais quanto para os paciente, porém é necessário que a eficácia dos dentifrícios e os desgastes provocados por seu uso sejam analisados por métodos científicos que vão além da simples observação clínica, a fim de conferir rigor científico para escolha dos melhores produtos a ser empregados para a higiene bucal ou, ainda, descartar a eficácia deles. Dessa forma, o presente estudo avaliou o desgaste e a rugosidade após o uso de diferentes dentifrícios que prometem diversos benefícios para a estrutura dental.
Esta pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA) nº0049/2024 da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (Anexo A), e foi desenvolvida nas instalações do Curso de Odontologia da UFPE, no Núcleo de Pesquisa Clínica em Biomateriais, no Laboratório Multiusuário e no Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia – LITPEG (UFPE).
2.1 Divisão dos grupos experimentais
Foram utilizados 30 incisivos de bovinos jovens, obtidos com autorização do matadouro Mercado Nordeste – Tuparetama/PE. Os dentes foram previamente armazenados em solução de clorexidina a 2% por 12 horas para desinfecção e, em seguida, acondicionados em água destilada. A profilaxia dos dentes foi realizada com escova de Robinson e pasta de pedra-pomes e água. Após esse procedimento, os dentes permaneceram armazenados em água destilada e refrigerados até o momento da utilização.
Os corpos-de-prova foram distribuídos em 6 grupos (n=5), divididos de acordo com os géis dentais utilizados: Gel Dental Colgate Renew Anti-Aging (Colgate), Creme Dental Ozonizado (Ozoncare); Forever Bright Toothgel (Forever Bright); Colgate Máxima Proteção Anticáries (Colgate); água destilada, escova elétrica adulto macia (Oral B) e saliva artificial (Quadro 1).
2.2 Seleção e preparo dos espécimes
A secção dos dentes foi realizada na superfície vestibular, nos sentidos mésio-distal e ocluso-cervical, com o auxílio de disco diamantado dupla-face (KG-Sorensen) sob abundante refrigeração, obtendo-se fragmentos de esmalte com dimensões de 10 mm x 10 mm (Figura 1a). Para a inclusão dos fragmentos em resina acrílica quimicamente ativada (FastProl), foi confeccionada uma matriz de silicone de adição (Coltene) (Figura 1b).
Quadro 1 – Divisão dos grupos de acordo com os dentifrícios utilizados, marca e composição dos dentifrícios


Figuras 1 – a. Fragmentos de 10x10mm obtidos com corte na face vestibular, nos sentidos mésio-distal e ocluso-cervical, usando disco diamantado com refrigeração. b. Matriz de silicone de adição (Coltene).
Com o uso de fita dupla face (Adere) e uma placa de vidro, os fragmentos de esmalte foram transferidos para a matriz de silicone contendo a resina acrílica, formando uma superfície plana (Figura 2a).
As amostras foram inicialmente niveladas e polidas utilizando-se lixas de carbeto de silício com granulações progressivas de #600, #800 e #1200, em uma politriz (Buehler, Ecomet), sob irrigação contínua em uma velocidade de 150 rotações por minuto (Figura 2b). Em seguida, uma porção da superfície esmalte foi isolada com duas camadas de esmalte de unha (Seda Base – RISQUÉ). Após essa etapa, aplicaram-se fitas adesivas de modo a delimitar uma área de exposição de 5 x 5 mm, permitindo a comparação direta da superfície antes e depois do procedimento de escovação em cada espécime (Rocha, 2012; Lopes, 2014) (Figura 2c).

Figuras 2 – a. Montagem dos fragmentos na matriz de silicone, b. Nivelamento e polimento das amostras, c. Delimitação da área de exposição com fita adesiva.
Para reproduzir as condições clínicas durante a escovação, foram preparadas soluções slurry pela combinação dos géis testados com água destilada na proporção de 1 parte de gel para 2 partes de água (90g de gel para 180 mL de água destilada) (Figura 3a). Durante o processo de escovação, foi administrado 1 mL dessa mistura a cada 20 segundos entre o espécime e a escova, com exceção dos grupos G4 e G5, considerando que na cavidade oral o gel sofre diluição natural pela saliva (Rocha, 2012; Tachibana et al., 2006; Silva et al., 2006). Antes da escovação, as amostras permaneceram imersas por 5 minutos em solução de ácido cítrico a 0,3% (Roval), simulando o “desafio ácido” pós-refeição descrito por Menezes et al. (2003). Na sequência, realizou-se a escovação por 2 minutos com o auxílio de uma escova elétrica (Oral B), que foi acoplada a um minitorno para manter seu alinhamento fixo e paralelo ao corpo de prova. Este também permaneceu fixo, sendo aplicada uma força constante de 200g (~2N) durante o procedimento (Figura 3b).

Figuras 3 – a. Géis foram diluídos em água destilada na proporção de 1:2, equivalente a 90g de gel para cada 180 mL de água, b. escova elétrica (Oral B) foi fixada em um minitorno, mantendo-se alinhada e paralela ao espécime, que também permanecia fixo. A aplicação da força sobre o sistema foi padronizada em 200g (~2N).
Após cada etapa de escovação, os espécimes foram enxaguados com água destilada durante 10 segundos e, em seguida, suavemente secos com papel absorvente. Posteriormente, foram imersos em saliva artificial por um período de 5 minutos (Menezes et al., 2003; Rodrigues et al., 2019; Korbmacher-Steiner et al., 2012). Esse protocolo foi repetido por cinco ciclos consecutivos, correspondendo à simulação de aproximadamente três meses de escovação em condições clínicas (Korbmacher-Steiner et al., 2012; Kadota et al., 2020).
Finalizados os ciclos, os corpos-de-prova foram retirados cuidadosamente e lavados em água corrente por 1 minuto para eliminar quaisquer resíduos de gel dental. Os corpo-de-prova permaneceram em água destilada até o momento da avaliação.
2.4 Método de avaliação do desgaste e rugosidade
O desgaste e a rugosidade média foram medidos por um Microscópio Confocal a Laser – Microscópio Confocal ZEISS LSM 700 (Zeiss, Jena, TH, Alemanha), localizado no Laboratório de Biocorrosão e Corrosão (COMPOLAB) do Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia da UFPE (Figura 4). As imagens foram obtidas na objetiva de 50X, 14 através de um laser apresentando comprimento de onda de 405nm, com potência de 0,5mW.

Figura 4– Microscópio Confocal ZEISS LSM 700 (Zeiss, Jena, TH, Alemanha) – Laboratório de Biocorrosão e Corrosão (COMPOLAB) do Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia – UFPE
Foi selecionada uma área específica da amostra, a partir da qual as imagens foram adquiridas, cada uma com tamanho de 120 µm x 120 µm. As imagens foram analisadas utilizando o software ZEN X 64, versão 1.1.0 (Zeiss, Jena, TH, Alemanha). Este software permite dividir a imagem em 6 partes, de modo que foi possível obter o valor médio da rugosidade e desgaste superficial para cada corte da imagem. Os dados foram avaliados quanto aos pressupostos de normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk (p < 0,05) e de homocedasticidade pelo teste de Levene (p < 0,05). Atendidos os pressupostos, os dados foram analisados por ANOVA à um critério, considerando a variável tipo de tratamento, seguido do pós teste de Tukey. O nível de significância foi fixado em 5%.
Os dentes bovinos utilizados foram devidamente descartados de acordo com as normas ambientais e sanitárias vigentes. A destinação ocorreu por meio de empresa especializada no tratamento e reciclagem de resíduos de origem animal, a qual os encaminhou para transformação em subprodutos de valor comercial, como a farinha de osso, evitando passivos ambientais.
3.1 Resultado de avaliação do desgaste e da rugosidade
Os dados foram avaliados quanto aos pressupostos de normalidade, pelo teste de Shapiro-Wilk (p < 0,05), e de homocedasticidade, pelo teste de Levene (p < 0,05). Após a confirmação dos pressupostos, aplicou-se a ANOVA a um critério, considerando a variável tipo de tratamento, seguida do pós-teste de Tukey. O nível de significância adotado foi de 5%.

Gráfico 1 – Barras indicam os valores médios de desgaste. Letras minúsculas diferentes apontam diferenças estatísticas significativas (ANOVA/Tukey, 5%).
Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas médias de desgaste entre os grupos G1, G2, G5 e G6 (p > 0,05). Os maiores valores de desgaste foram registrados nos grupos G3 e G4 em comparação aos demais (p < 0,05), sendo que o grupo G3 apresentou as maiores médias de desgaste entre todos os grupos avaliados (p < 0,05).

Gráfico 2 – Barras indicam os valores médios de rugosidade. Letras minúsculas diferentes apontam diferenças estatísticas significativas (ANOVA/Tukey, 5%).
Não houve diferenças estatísticas significativas nas médias de rugosidade entre os grupos G1, G2, G3, G5 e G6 (p > 0,05). Por outro lado, o grupo G4 apresentou valores de rugosidade superiores aos demais (p < 0,05).
A Figura 5 apresenta, de maneira ilustrativa, imagens adquiridas por meio da Microscopia Confocal, nas quais as diferenças nos níveis da superfície são representadas graficamente por distintas variações de cores.

Figura 5– Mostra de imagens obtidas com o Microscópio Confocal a Laser.
Neste estudo, avaliou-se a rugosidade e o desgaste do esmalte dentário após desafio erosivo seguido de escovação com diferentes dentifrícios, incluindo produtos amplamente divulgados em redes sociais e aqueles convencionais disponíveis no mercado. O objetivo foi verificar se os dentifrícios testados provocaram diferenças significativas na rugosidade e desgaste superficial do esmalte. Geralmente, os experimentos in vitro utilizam um tratamento de abrasão mais severo (duração ou número de ciclos de escovação) do que os estudos in situ, que são realizados na cavidade bucal de voluntários e simulam de forma mais fiel às condições reais do ambiente oral. No entanto, as pesquisas clínicas mostram que o tempo total de escovação para toda a dentição é de 30-90s, o que equivale a 300- 400 ciclos de escovação (Wiegand e Attin, 2011). No presente estudo, cada espécime foi escovado 2 minutos por dia, sendo que a cada 20 segundos foi injetada 1mL da solução (slurry) entre o espécime e a escova dental, durante os movimentos de escovação. Foi simulado um tempo pequeno de escovação, 3 meses, mesmo assim os maiores valores de desgaste foram registrados nos grupos G3 e G4 em comparação aos demais (p < 0,05), sendo que o grupo G3 apresentou as maiores médias de desgaste entre todos os grupos avaliados (p < 0,05) e o grupo G4 apresentou valores de rugosidade superiores aos demais (p < 0,05).
Vale enfatizar que a abrasividade da escovação não depende somente do abrasivo presente no dentifrício, mas está relacionado com a quantidade presente, frequência, duração e força durante o momento da escovação (Faria e Vilela, 2000; Lopes, 2014; Silva et al., 2011; Consani et al., 1995). Para minimizar esse fato, utilizamos no nosso estudo uma escova elétrica com uma carga e número de ciclos padronizados a qual foi acoplada a um minitorno para manter seu alinhamento fixo e paralelo ao corpo de prova. Mesmo assim, a abrasividade resultou em um desgaste na superfície dentária, como podemos observar no Gráfico 1.
Em relação ao presente estudo, a escolha pelos dentes bovinos também se justificou pela disponibilidade e pela viabilidade de padronização das amostras, fatores que contribuem para a reprodutibilidade dos experimentos laboratoriais. Além disso, o esmalte bovino possui uma composição mineral e uma estrutura cristalina semelhante à do esmalte humano, o que permite que os resultados obtidos em testes in vitro sejam comparáveis aos da realidade clínica. A seleção por dentes de animais jovens, abatidos entre 18 e 24 meses, garantiu uma homogeneidade no estado dos espécimes, minimizando possíveis variações estruturais e aumentando a confiabilidade dos dados obtidos (Campos et al., 2008).
Para o desafio ácido, foi utilizada a imersão dos espécimes em solução de ácido cítrico a 0,3%, conforme protocolos já descritos na literatura para simular condições clínicas de erosão provocadas por alimentos e bebidas ácidas (Menezes et al., 2003; Attin, 2018). Essa abordagem foi escolhida por representar um modelo mais controlado e padronizado em relação ao uso de bebidas comerciais, permitindo uma análise mais precisa do efeito combinado de erosão seguida de abrasão pelo dentifrício. A combinação desses fatores é importante porque reflete o que ocorre na cavidade bucal após o consumo de alimentos ácidos, seguido da escovação dental, um momento em que o esmalte encontra-se fragilizado e mais suscetível ao desgaste (Antonini, 2007; Kadota, 2020; Koc, 2021) .
Em relação aos dentifrícios testados, a seleção foi baseada tanto em sua popularidade no mercado quanto em suas propostas de benefícios divulgados. Produtos como o Gel Dental Colgate Renew Anti-Aging e o Creme Dental Ozonizado foram incluídos por serem amplamente propagados nas redes sociais e indicados por influenciadores digitais, o que desperta a curiosidade do consumidor sobre seus reais efeitos na saúde bucal. Por outro lado, o Colgate Máxima Proteção Anticáries foi utilizado como referência por conter flúor em sua formulação tradicional, enquanto o Forever Bright Toothgel, que não possui flúor, o que nos permitiu avaliar a diferença no comportamento abrasivo entre dentifrícios fluoretados e não fluoretados. De acordo com os resultados obtidos, o grupo correspondente ao Gel Dental Forever Bright (G3) apresentou o maior valor médio de desgaste, com 55,4 µm, seguido pelo Creme Dental Colgate Máxima Proteção (G4), com 17,6 µm. Já o Gel Dental Colgate Renew Anti-Againg (G1) e o Creme Dental Ozonizado (G2) apresentaram valores médios de desgaste de 1,5 µm e 1,1 µm, respectivamente. Em relação à rugosidade, o grupo G3 também apresentou média elevada de 1,1 µm, enquanto o G4 atingiu 2,2 µm. Os menores valores de rugosidade foram observados nos grupos G1 e G2, com médias de 0,3 µm e 0,6 µm, respectivamente.
Os resultados obtidos podem ser explicados pela composição dos cremes dentais avaliados. O Forever Bright Toothgel (G3), que apresentou o maior valor médio de desgaste (55,4 µm) e rugosidade elevada (1,1 µm), contém sílica como agente abrasivo associado ao Lauril Sulfato de Sódio, surfactante que potencializa a ação abrasiva. Embora o produto também possui compostos bioativos como Aloe vera e própolis, reconhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias e regenerativas, a presença da sílica em concentração relevante e o perfil físico das partículas podem justificar o maior desgaste observado. Estudos mostram que a sílica, especialmente em formatos irregulares e tamanhos menores, apresenta alto potencial abrasivo quando associada a agentes tensoativos (Ganss et al., 2016; Alhamdan et al., 2024).
O Colgate Máxima Proteção Anticáries (G4), com desgaste médio de 17,6 µm e a maior rugosidade (2,2 µm), utiliza carbonato de cálcio como abrasivo principal, conhecido por ser menos duro que a sílica. Entretanto, a sua forma e granulometria podem influenciar diretamente a abrasividade, como descrito por Joiner (2006). Além disso, o produto contém bicarbonato de sódio, que pode potencializar o efeito abrasivo dependendo das condições de escovação.
Por outro lado, o Colgate Renew Anti-Aging (G1), que apresentou desgaste médio de 1,5 µm e rugosidade de 0,3 µm, contém sílica hidratada e fluoreto estanoso (1100 ppm de flúor), que, além da proteção antiabrasiva promovida pelo flúor, pode formar uma camada protetora sobre o esmalte, reduzindo o desgaste, corroborando com os achados de Scaramucci et al. (2014). O Creme Dental Ozonizado (G2), que apresentou o menor desgaste (1,1 µm) e rugosidade intermediária (0,6 µm), também possui sílica hidratada, porém sua formulação inclui componentes naturais como óleo de oliva ozonizado, calêndula e xilitol, que podem conferir propriedades protetoras à superfície dental, minimizando o impacto abrasivo. Assim, os resultados observados confirmaram que o tipo de abrasivo, sua granulometria, a presença de surfactantes e de agentes protetores ou bioativos influenciam diretamente o potencial abrasivo dos dentifrícios, corroborando o que já foi estabelecido em estudos prévios (Joiner, 2006; Ganss et al., 2016; Scaramucci et al., 2016; Alhamdan et al., 2024).
A inclusão do grupo controle, escovado apenas com água destilada, e do grupo controle negativo, que não foi submetido à escovação após o desafio erosivo, foi fundamental para validar o efeito isolado de cada dentifrício sobre a rugosidade e o desgaste. Estes controles possibilitam comparar os efeitos dos tratamentos testados com a ação mecânica pura da escova e com a ausência completa de abrasão, permitindo uma interpretação mais robusta dos resultados obtidos (Menezes et al., 2003).
A avaliação da rugosidade superficial e o desgaste do esmalte dentário pode ser realizada por diferentes métodos. Um dos mais utilizados é o perfilômetro de contato, que examina a superfície da restauração em diferentes trajetos. Apesar de sua limitação em não abranger toda a área analisada, esse método é amplamente empregado em estudos in vitro e permite a obtenção de valores numéricos da rugosidade (Babina et al., 2020). Outra alternativa é o perfilômetro tridimensional (3D), que utiliza um feixe cônico para realizar uma análise tanto qualitativa quanto quantitativa da superfície. Esse equipamento possibilita também uma representação visual detalhada do perfil de rugosidade do compósito (Vinagre et al., 2023). A Microscopia de Força Atômica (AFM) é mais uma técnica disponível, permitindo a avaliação da topografia da superfície restauradora após o polimento (Prigol et al., 2020). Além disso, o rugosímetro pode ser empregado para investigar a rugosidade superficial e a efetividade das pontas de polimento, observando a presença ou ausência de sulcos e irregularidades (Almeida et al., 2019; Freitas et al., 2019; Silva et al., 2021; Batista et al., 2023). Por fim, a Microscopia Confocal de Varredura a Laser, o qual possibilitou a obtenção de medidas precisas sem a necessidade de preparo prévio da amostra, preservando sua integridade para futuras análises, conforme destacado por Field, Waterhouse e German (2010). Essa técnica permite uma análise tridimensional da superfície dentária, oferecendo informações detalhadas sobre as alterações morfológicas após os desafios erosivo e abrasivo. (Cavalcanti, 2025).
Os resultados obtidos indicaram que não houve diferença estatística significativa entre os grupos G1, G2, G5 e G6 quanto ao desgaste e entre os grupos G1, G2, G3, G5 e G6 quanto à rugosidade após o protocolo erosivo/abrasivo, em conformidade parcial com a hipótese nula do estudo. Observou-se, entretanto, que os grupos G3 (55, 4µm) e G4 (17, 6 µm) apresentaram os maiores valores de desgaste. Em relação à rugosidade, o grupo G4 apresentou valores superiores aos demais, conforme podemos observar no Gráfico 2. Esses achados sugerem que determinados tratamentos podem potencializar o desgaste e a alteração da rugosidade do esmalte dentário, ainda que em condições controladas, o que também foi observado por outros autores em contextos semelhantes (Magalhães et al., 2014; Scaramucci et al., 2016).
Destaca-se que os dentifrícios testados possuem composições distintas quanto aos agentes abrasivos e à presença ou ausência de flúor. O Gel Dental Colgate Renew Anti-Aging, o Creme Dental Ozonizado e o Forever Bright Toothgel apresentam sílica hidratada como principal abrasivo, conhecido por sua baixa agressividade em relação ao esmalte. Já o Colgate Máxima Proteção Anticáries contém carbonato de cálcio, um abrasivo mais intenso. Apesar das diferenças observadas entre os grupos, não foram registradas alterações significativas na rugosidade para a maioria dos tratamentos testados, o que pode estar relacionado ao tempo reduzido de escovação simulado e à concentração dos abrasivos empregados (Rosa et al., 2016; Gonzales-Cabezas et al., 2013). Quanto ao desgaste, embora G3 e G4 tenham apresentado valores superiores, especialmente o G3, os demais grupos mantiveram padrões semelhantes entre si, reforçando a influência de variáveis como o tipo de tratamento associado e a resistência do substrato em protocolos erosivos/abrasivos.
Outro aspecto relevante é que o grupo G4 apresentou valores significativamente maiores em comparação aos demais. Considerando que valores elevados de rugosidade podem favorecer a retenção de biofilme bacteriano e predispor ao desenvolvimento de cárie e doenças periodontais, Lepri & Palma-Dibb (2012), ressaltaram a importância da escolha criteriosa dos produtos utilizados, especialmente em pacientes suscetíveis a desgastes e alterações na superfície do esmalte. Além disso, o tamanho, a forma e a quantidade das partículas abrasivas influenciam diretamente o potencial abrasivo do dentifrício, assim como o tipo de escova utilizada, a força aplicada durante a escovação e a frequência de uso. No presente estudo, a escova utilizada, a força aplicada e a frequência de escovação foram devidamente padronizadas.
Portanto, o presente estudo reforça a importância da recomendação personalizada do dentifrício pelo Cirurgião-Dentista, levando em consideração não apenas o potencial abrasivo do produto, mas também os hábitos alimentares e de higiene do paciente. Ainda que o tempo de escovação simulado tenha sido reduzido, é fundamental considerar que o uso prolongado e associado a hábitos inadequados pode potencializar o desgaste do esmalte dentário. Dessa forma, novos estudos com protocolos prolongados e avaliações adicionais são necessários para compreender o impacto cumulativo desses produtos na estrutura dentária ao longo do tempo.
5 CONCLUSÕES
A partir dos resultados obtidos, conclui-se que:
-Os grupos G3 (Forever Bright Toothgel) e G4 (Colgate Máxima Proteção Anticáries) registraram maior resultado de desgaste;
-O grupo G4 apresentou os maiores valores de rugosidade;
-Os dentifrícios possuem composições distintas quanto aos agentes abrasivos e à presença ou ausência de flúor;
-A abrasividade da escovação não depende somente do abrasivo presente no dentifrício, mas está relacionado com a quantidade presente, frequência, duração e força durante o momento da escovação;
-Dentifrícios que contêm sílica como agente abrasivo associado ao Lauril Sulfato de Sódio, potencializa a ação abrasiva.
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