IMPLANTAÇÃO DE UM RELÓGIO BIOLÓGICO DE PLANTAS MEDICINAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA INTESETORIAL

IMPLEMENTATION OF A BIOLOGICAL OF MEDICINAL PLANTS IN PRIMARY HEALTH CARE: AN INTERSECTORIAL EXPERIENCE REPORT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202508302156


Andreza Zancan1
Orientadora: Teresinha Heck Weiller2
Márcia Raquel Baumgratz3
Sandréli Terezinha da Cruz4
Roselaine Catarina Meurer Gosenheimer5


RESUMO

A implantação de práticas integrativas e complementares de saúde (PICS) na Atenção Primária constitui um desafio e uma oportunidade de ampliar o cuidado em saúde. Este artigo tem como objetivo relatar a experiência de implantação de um Relógio Biológico de Plantas Medicinais em uma unidade de Estratégia de Saúde da Família, a partir de parcerias intersetoriais. Trata-se de um relato de experiência, desenvolvido entre profissionais de saúde, comunidade e instituições de ensino. O projeto consistiu na construção de um horto em formato de relógio, organizado em 12 canteiros correspondentes aos órgãos do corpo humano, com espécies medicinais selecionadas conforme a Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Foram utilizadas estratégias de baixo custo e reaproveitamento de materiais, além da elaboração de materiais educativos. Como resultados, destaca-se a criação de um espaço pedagógico-terapêutico, o fortalecimento de vínculos comunitários e a promoção da educação em saúde. Conclui-se que a experiência demonstrou viabilidade técnica e potencial de impacto para ações permanentes em PICS e promoção da saúde.

Palavras-chave: Promoção da saúde. Fitoterapia. Terapias complementares.

1 INTRODUÇÃO

As práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) vêm sendo reconhecidas mundialmente como importantes estratégias para ampliar o cuidado, fortalecer vínculos e valorizar saberes tradicionais no campo da saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2002) aponta que as medicinas tradicionais e complementares são amplamente utilizadas em diferentes países e têm relevância tanto cultural quanto terapêutica. No Brasil, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída em 2006, legitima e incentiva a inserção de práticas como a fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na Atenção Primária (BRASIL, 2006). Entre as PICS, o uso de plantas medicinais é uma prática milenar e fortemente presente no cotidiano das comunidades brasileiras, configurando-se como recurso terapêutico acessível e associado à valorização de saberes populares. No entanto, a inserção dessas práticas nos serviços de saúde ainda enfrenta desafios relacionados à adesão dos profissionais, à formação acadêmica insuficiente sobre o tema e à necessidade de garantir segurança no uso das plantas (TESSER, SOUSA,2012).

Apesar dos avanços, há uma lacuna importante quanto à sistematização de experiências inovadoras que integrem a fitoterapia ao cotidiano da Atenção Primária, especialmente por meio de dispositivos pedagógicos que promovam tanto a educação em saúde quanto o uso seguro e sustentável das plantas medicinais. Iniciativas que aliam ciência, saber popular e participação comunitária ainda são pouco documentadas, o que dificulta a difusão e a replicação dessas práticas. Diante desse cenário, a implantação de um Relógio Biológico de Plantas Medicinais, fundamentado na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), surge como proposta inovadora. Trata-se de um recurso pedagógico-terapêutico que organiza espécies vegetais em canteiros correspondentes a órgãos do corpo humano e horários de maior atividade energética, favorecendo a aprendizagem, o autocuidado e a valorização da cultura local. Assim, o presente artigo tem como objetivo relatar a experiência de implantação de um Relógio Biológico de Plantas Medicinais em uma unidade de Estratégia de Saúde da Família, destacando seu processo, os produtos gerados e as implicações para a promoção da saúde e fortalecimento das práticas integrativas no SUS

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

O uso de plantas medicinais constitui uma prática milenar presente em diferentes culturas, sendo reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2002) como parte fundamental das medicinas tradicionais e complementares, utilizadas por grande parte da população mundial para promoção, manutenção e recuperação da saúde. No Brasil, o conhecimento popular sobre plantas medicinais foi historicamente transmitido entre gerações, sobretudo em comunidades rurais e urbanas periféricas, configurando-se como recurso terapêutico acessível e culturalmente enraizado (BADKE, 2008).Com a instituição da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) em 2006, o Ministério da Saúde consolidou diretrizes para a inserção da fitoterapia e de outras práticas no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na Atenção Primária (BRASIL, 2006). A política reconhece a relevância da fitoterapia tanto como prática clínica quanto como estratégia de valorização de saberes tradicionais, reforçando o direito ao cuidado integral. Diversos estudos destacam que a fitoterapia na Atenção Primária pode ampliar o acesso da população a cuidados resolutivos e de baixo custo, além de fortalecer a autonomia dos usuários no manejo de problemas de saúde cotidianos (TESSER; SOUZA, 2012). Entretanto, a incorporação dessas práticas no cotidiano das equipes de saúde ainda enfrenta desafios, entre os quais se destacam: a insuficiente formação dos profissionais, a falta de protocolos clínicos, o risco de uso inadequado das plantas e a escassez de iniciativas sistematizadas de educação em saúde (FONTENELE et al., 2013). Nesse contexto, experiências que associam saber popular e conhecimento científico ganham relevância por favorecerem a integração de práticas de cuidado e a promoção da saúde. O desenvolvimento de hortos medicinais comunitários, por exemplo, tem sido relatado como estratégia educativa e de valorização da biodiversidade local, possibilitando a construção de espaços de aprendizagem coletiva e de fortalecimento do vínculo entre serviços de saúde e comunidade (FONTENELE et al., 2013). O Relógio Biológico da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), ao correlacionar os ciclos energéticos dos órgãos do corpo humano com períodos do dia, apresenta-se como recurso pedagógico que pode facilitar a compreensão do funcionamento orgânico e da utilização das plantas medicinais em horários específicos (CAMPOS, 2018). A adoção desse modelo em espaços comunitários, articulada ao SUS, potencializa o caráter educativo da prática, aproximando ciência, cultura e cuidado. Dessa forma, a fundamentação teórica que sustenta este trabalho está ancorada na valorização das PICS no contexto da Atenção Primária, no reconhecimento das práticas populares de uso de plantas medicinais e na necessidade de dispositivos pedagógicos que aproximem usuários e profissionais do uso seguro e racional dessas terapias. A revisão da literatura evidencia, portanto, a pertinência de se documentar experiências inovadoras, como a implantação do Relógio Biológico de Plantas Medicinais, que se apresentam como alternativas eficazes para a promoção da saúde, educação em saúde e fortalecimento dos vínculos comunitários

3 METODOLOGIA

Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e qualitativo, desenvolvido no contexto de uma unidade da Estratégia de Saúde da Família (ESF) localizada em município do interior do Rio Grande do Sul. O projeto foi elaborado e executado entre os anos de 2020 e 2021, contando com a participação de profissionais da saúde, acadêmicos, comunidade local e gestores municipais. O processo metodológico ocorreu em diferentes etapas. A primeira consistiu no planejamento participativo, que envolveu reuniões entre a equipe da ESF, usuários da comunidade e residentes multiprofissionais, para definição dos objetivos, estratégias de execução e cronograma das atividades. Na segunda etapa, realizou-se a construção do espaço físico destinado ao horto medicinal, utilizando materiais de baixo custo e de reaproveitamento, como pneus reciclados, pedras e terra doada pela comunidade. O espaço foi estruturado em 12 canteiros circulares, representando os órgãos do corpo humano de acordo com o Relógio Biológico da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), além de um canteiro central destinado a espécies de uso mais amplo. A terceira etapa envolveu a seleção e plantio das espécies medicinais, totalizando 26 plantas escolhidas com base em revisão bibliográfica, saberes populares da comunidade e recomendações técnicas da fitoterapia. Cada canteiro recebeu espécies relacionadas ao órgão correspondente no relógio da MTC. Na quarta etapa, foram confeccionados materiais educativos, incluindo placas informativas para identificação das espécies e um cartaz explicativo sobre o funcionamento do relógio biológico. Esses materiais foram elaborados de forma acessível, contemplando informações sobre a planta, parte utilizada, forma de preparo e indicações terapêuticas. A quinta etapa correspondeu à implementação de oficinas educativas junto à comunidade, com o objetivo de orientar o uso seguro das plantas medicinais, promover a valorização do saber popular e integrar conhecimentos científicos. A manutenção do espaço foi organizada de forma compartilhada entre profissionais da saúde e membros da comunidade, garantindo a sustentabilidade da iniciativa. Por se tratar de um relato de experiência, não houve aplicação de instrumentos de coleta estruturados, mas foram utilizados registros fotográficos, anotações em diário de campo e relatos dos participantes para subsidiar a descrição do processo

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

A implantação do Relógio Biológico de Plantas Medicinais resultou na criação de um espaço físico estruturado em formato circular, composto por 12 canteiros representando os órgãos do corpo humano, de acordo com a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), e um canteiro central destinado a espécies de uso mais abrangente. Ao todo, foram cultivadas 26 espécies medicinais, selecionadas por meio de revisão bibliográfica, saberes populares e recomendações técnicas da fitoterapia. A construção do horto foi realizada com materiais de baixo custo e recicláveis, como pneus, pedras e terra doada pela comunidade, o que favoreceu a sustentabilidade da ação e possibilitou maior apropriação comunitária do espaço. Além disso, foram confeccionadas placas educativas para identificação das espécies, contendo informações sobre parte utilizada, forma de preparo e indicações terapêuticas, além de um cartaz explicativo sobre o funcionamento do relógio biológico. Outro resultado relevante foi o engajamento comunitário. A participação dos usuários ocorreu desde a etapa de planejamento até a manutenção contínua do horto, fortalecendo vínculos entre profissionais e comunidade. Essa experiência reforça o papel das PICS como recurso de empoderamento social e valorização do saber popular, em consonância com o preconizado pela PNPIC (BRASIL, 2006). No que se refere ao uso do horto como recurso pedagógico-terapêutico, foram realizadas oficinas educativas que abordaram o uso seguro das plantas medicinais, discutindo riscos, formas de preparo adequadas e importância da integração entre saber científico e tradicional. Essa abordagem dialoga com a literatura, que aponta a fitoterapia como estratégia eficaz de promoção da saúde e educação em saúde, fortalecendo o vínculo entre serviços e comunidade (FONTENELE et al., 2013). Entretanto, desafios foram identificados. Entre eles, destacam-se a manutenção das espécies durante períodos de estiagem, a necessidade de definição de responsabilidades compartilhadas para irrigação e cuidado e a resistência inicial de alguns profissionais de saúde em integrar a fitoterapia às práticas de cuidado. Essas barreiras estão de acordo com achados de outros estudos, que também apontam a formação insuficiente dos profissionais como um entrave à efetiva incorporação das PICS nos serviços (TESSER; SOUZA, 2012). A análise dos resultados demonstra que o Relógio Biológico se consolidou não apenas como um espaço de cultivo, mas como um dispositivo de educação em saúde, capaz de integrar comunidade e profissionais em torno da valorização da biodiversidade local, do autocuidado e da promoção da saúde.

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

A implantação do Relógio Biológico de Plantas Medicinais demonstrou ser uma prática inovadora e viável na Estratégia de Saúde da Família, alcançando o objetivo de relatar o processo de desenvolvimento e suas implicações para a prática profissional. O dispositivo consolidou-se como recurso pedagógico-terapêutico, capaz de articular saber popular e conhecimento científico, estimulando o autocuidado e a promoção da saúde. Entre as principais contribuições destacam-se a criação de um espaço de aprendizagem coletiva, a valorização da biodiversidade local e o fortalecimento de vínculos entre profissionais e comunidade, elementos que reforçam o papel das PICS como ferramentas de empoderamento social. Apesar dos desafios relacionados à manutenção contínua e à necessidade de maior engajamento da equipe, a experiência evidenciou potencial de sustentabilidade e replicabilidade em diferentes contextos. Conclui-se, portanto, que o Relógio Biológico de Plantas Medicinais constitui uma estratégia inovadora que fortalece a Atenção Primária à Saúde e contribui para a consolidação das Práticas Integrativas e Complementares no SUS, ampliando o horizonte de práticas educativas e terapêuticas acessíveis à população.

REFERÊNCIAS

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1Enfermeira graduada pela Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ). Especialista em Sistema Público de Saúde com ênfase em Vigilância Epidemiológica (Residência Multiprofissional/UFSM). Especialista em Sistema Público de Saúde com ênfase em Saúde da Família (Residência Multiprofissional/UFSM).
E-mail: andreza.zancan@ufsm.br

2Doutora em Enfermagem e Saúde Pública pela EERP-USP. Mestre em Enfermagem e Saúde Pública pela UNIJUÍ. Graduada em Enfermagem e em Direito pela UNIJUÍ. Docente da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). E-mail: andreza.zancan@ufsm.br

3Enfermeira graduada pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Especialista em Urgência e Emergência, Gestão do SUS e Estética e Cosmetologia. Cursando disciplina especial no Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
E-mail: baumgratzmarciaraquel@gmail.com

4Nutricionista graduada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Pós-graduanda em Oncologia pelo Hospital Albert Einstein. Mestranda em Saúde e Ruralidade pela UFSM.
E-mail: sandrelicruz@hotmail.com

5Enfermeira graduada pela UNIFRA. Pós-graduada em Terapia Intensiva com ênfase em Infecção Hospitalar e Oncologia pela UNIFRA. Mestranda em Saúde e Ruralidade pela UFSM. E-mail: roselaine.meurer@ufsm.br