IMPACTOS DA DEPRESSÃO PÓS PARTO E A IMPORTÂNCIA DO SUPORTE MATERNO

IMPACTS OF POST-BIRTH DEPRESSION AND THE IMPORTANCE OF MATERNAL SUPPORT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202502121523


Skarlatt Horanna Azevedo Fernandes Sousa1, Karolyne Conceição Lessa Paulino1, Beatryz Silva Chagas1, Caroline Cavalcante Viana1, Cleoneide Paulo Oliveira Pinheiro2


RESUMO

Introdução: O vínculo entre mãe e bebê é uma conexão recíproca formada através de interações físicas e emocionais, influenciando a capacidade da mãe de responder às necessidades da criança. A DPP compromete esse vínculo entre 10% a 20% das mulheres globalmente com uma prevalência de 26% no Brasil, implicando na saúde mental materna e a interação com o bebê, sublinhando a importância de estratégias eficazes para identificar e tratar a depressão no período pós-natal precocemente. Objetivo: Elucidar os impactos da DPP na interação afetiva e dificuldade em atender as demandas do bebê, comprometendo vínculo e sucesso na amamentação. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise. Foram pesquisadas as bases de dados Pubmed, Lilacs, SciELO, Medline, utilizou-se buscas manuais nas referências dos estudos selecionados. As buscas foram realizadas de agosto a setembro de 2024, com delimitação temporal das publicações nos últimos 5 anos. A pergunta de pesquisa foi elaborada por meio da estratégia PICO: “Quais os impactos da depressão pós-parto na relação entre o binômio mãe e bebê?” Os critérios de inclusão foram: Ensaios clínicos randomizados, Artigos originais disponíveis.  Idiomas: Português, Inglês e Espanhol. Publicados nos últimos 5 anos. Até 2 de agosto de 2024, as buscas sistemáticas recuperaram 8.130 referências potencialmente relevantes nas cinco bases de dados investigadas. A partir dos filtros das próprias bases, foram identificados e removidos 5.602 estudos diferentes do especificado nos critérios de inclusão. Desse total, foram excluídos 5413 artigos da Science Direct e 189 artigos das quatro outras bases, denotando relativa adequação da chave de busca nessas últimas. Em seguida, foram encaminhados para avaliação por título. Destes, 2397 foram excluídos no processo de triagem, sendo esta etapa importante para descartar artigos irrelevantes. Nessa fase, foram incluídos artigos que geraram discordância na inclusão ou exclusão. Foram lidos 29 estudos elegíveis na íntegra, dos quais 9 foram excluídos. Por fim, foram utilizados 20 estudos. Resultados: Estudos evidenciaram que as mães com DPP mostraram menor interação afetiva e dificuldade em atender às demandas do bebê, comprometendo o vínculo e o sucesso na amamentação. Por outro lado, intervenções como psicoeducação e suporte emocional demonstraram melhorar a sensibilidade materna e promover interações mais positivas. Conclusão: Destacou-se que a DPP reduz a sensibilidade materna, afetando a interação mãe-bebê. Nesse contexto, ações de apoio contínuo e individualizado, envolvendo tecnologias, suporte familiar, profissional e estratégias terapêuticas são essenciais para minimizar seus impactos e promover um vínculo saudável, são fundamentais para minimizar os impactos negativos da DPP.

Palavras-chave: Depressão. Puérpera. Saúde Materna.

1 INTRODUÇÃO

A Depressão pós-parto se manifesta como um episódio depressivo que geralmente começa entre duas semanas e três meses após o parto. Os sintomas podem incluir humor deprimido, perda de interesse nas atividades diárias, alterações no apetite e no padrão de sono, cansaço excessivo, sentimentos de culpa, dificuldade de concentração e, em alguns casos, ideação suicida. (Lima et al., 2023)

Muitas mulheres experienciam mudanças na sua saúde mental durante a gravidez e no ano seguinte ao parto. Uma em cada cinco mulheres enfrentará uma condição de saúde mental durante a gravidez ou no ano após o parto. (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2022).

Durante a gestação, a taxa de prevalência de problemas de saúde mental varia de 10% a 15% em países com altos rendimentos, enquanto em países de renda média e baixa, essa taxa pode variar entre 10% e 41%. Essa variação é influenciada por fatores como a localização, o trimestre da gestação e o tipo de instrumento utilizado para o rastreamento (Silva et al., 2020).

No Brasil a depressão pós-parto tem uma alta prevalência, afetando cerca de 26% das mulheres. Essa estatística indica que mais de uma em cada quatro mães pode sofrer com essa condição, sublinhando a importância de estratégias eficazes para identificar e tratar a depressão no período pós-natal. (Smith, Brown & Green., 2016)

Durante o ciclo gravídico puerperal, as mulheres enfrentam uma fase de adaptação a intensas mudanças biopsicossociais, que incluem a conciliação das novas demandas da maternidade com os papéis familiares, conjugais e profissionais. É comum que as mulheres sintam ansiedade, insegurança e temor nesse período. No entanto, algumas vivenciam esses sentimentos de forma tão intensa e negativa que acabam desenvolvendo transtornos mentais. Assim, a gestação não funciona como um fator de proteção à saúde mental materna; pelo contrário, pode aumentar a vulnerabilidade ao sofrimento psíquico. (Abuchain et al., 2023).

O vínculo entre mãe e bebê é uma conexão recíproca fundamental, formada através de interações físicas e emocionais repletas de carinho, segurança e empatia. Este vínculo é crucial para o desenvolvimento seguro e saudável do bebê, influenciando a capacidade da mãe de responder às necessidades da criança. Embora comece durante a gravidez, o vínculo se intensifica após o nascimento devido às mudanças físicas e emocionais do período pós-parto (Diniz et al., 2024).

Embora a literatura evidencie que a DPP pode causar distúrbios emocionais e comportamentais na mãe, não está suficientemente claro como esses distúrbios influenciam as interações diárias entre mãe e bebê, e como isso impacta o desenvolvimento inicial da criança. A ausência de uma análise aprofundada sobre essas dinâmicas pode resultar em estratégias inadequadas para o tratamento e suporte às mães afetadas, comprometendo a eficácia das medidas e práticas de saúde mental perinatal.

A relevância deste estudo está na necessidade de entender como a depressão pós-parto (DPP) afeta o vínculo entre mãe e bebê. Investigando esses impactos, até mesmo através das tecnologias para aprimorar intervenções voltadas à saúde mental materna e ao desenvolvimento infantil. Uma compreensão mais profunda desses efeitos pode levar ao desenvolvimento de estratégias de suporte mais eficazes, beneficiando tanto a saúde mental das mães quanto a qualidade do vínculo com seus bebês.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Depressão Pós Parto (DPP)

A DPP trata-se de uma doença abordada como um transtorno psíquico gerador de diversos sentimentos negativos sobre a puérpera, o recém-nascido (RN) e as relações familiares. O seu curso de duração varia de meses a vários anos e está relacionada ao aumento do risco de quadros depressivos periódicos (Silva et al., 2020).

Dentro dessa perspectiva, é caracterizada ainda por sintomas, como: a falta de interesse por atividades diárias que anteriormente eram prazerosas, tristeza profunda e sentimento de culpa. Podendo evoluir para formas mais graves (como a psicose pós-parto) e acarretar várias repercussões negativas para a mãe e o bebê, podendo prejudicar o vínculo entre e trazer consequências negativas em longo prazo para a criança, como atraso no desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança com sequelas prolongadas na infância e adolescência, bem como, a tendência aumentada de deterioração da relação com o parceiro e a família (Freitas; Silva & Barbosa, 2016).

Segundo Almeida e Arraias (2016) apud Chiattone (2007), 10 a 16% das pacientes preenchem critérios para o diagnóstico de DPP, que merece maior atenção. Nesse contexto, há evidências de que a DPP é uma doença subdiagnosticada. Partindo desse pressuposto, entende-se que depressão pós-parto traz sérias consequências, sendo elas: estado depressivo mais brando e transitório marcado por fragilidade, hiperemotividade e sentimentos de incapacidade.

É válido ressaltar, que a falta de informação pode acarretar expectativas e crenças sobre a sua nova condição, desencadeando sintomas de ansiedade e depressão (Baptista & Furquim, 2009). Além disso, o impacto na vida dos envolvidos no trinômio mãe-pai-bebê, requer um trabalho não só remediativo, mas também preventivo, a fim de evitar este grave transtorno.

Os riscos habituais para o trinômio são: problemas conjugais, atraso no desenvolvimento do bebê e grande sofrimento psíquico para a mãe, inclusive com risco aumentado para o suicídio, entre outros (Ramos & Furtado, 2007)   

2.2 Mineração de dados como ferramenta inovadora na saúde

A mineração de dados consiste em um processo de extração de informação válida, previamente desconhecida e de máxima abrangência a partir de grandes bases ou fontes de dados, com o fim de chegar a resultados e contribuir para a tomada de decisões fundamentais. Segundo (Prass, 2012), a Mineração de Dados proporciona uma série de conceitos e metodologias para uma ampla variedade de campos.   

Atualmente a informação e o conhecimento são vantagens legais, estratégicas e indispensáveis à busca de maior autonomia na saúde, no controle social e na tomada de decisão com prazos cada vez mais curtos. Na saúde, o emprego desta técnica está sendo aceito como uma forma de aprimorar a busca de conhecimento (Gomes, Silva & Rached, 2019).

De acordo com (Provost & Facewett, 2013), a MD abrange desde a aplicação de tecnologia da informação para automatizar o processo de construção de conhecimento e analisar padrões de dados, a inspirar o analista que pode obter algum insight dos dados e convertê-lo em vantagem competitiva.

 A cada técnica de mineração de dados ou a cada implementação específica de algoritmos são utilizadas operações de mineração de dados que se adaptam melhor a alguns problemas que a outros, ou seja, os métodos são escolhidos e aplicados com base no problema e no objetivo estratégico que se busca (Jesus, Moser & Ogliari, 2011).

As principais aplicações da Mineração de Dados na saúde estão na efetividade de tratamentos médicos, gerenciamento de sistemas, além de detecção de uso indevido e ou fraudes de recursos destinados à saúde. No que tange a efetividade de tratamentos médicos, as aplicações de MD podem gerar informações que auxiliem o profissional da área da saúde nas tomadas de decisões como prescrições, exames e encaminhamentos. Ou ainda por meio da análise dos dados, pode-se chegar a conclusões sobre causas de uma doença, sintomas e tratamentos (Borges, 2016).

3 METODOLOGIA

Trata-se de um estudo de revisão sistemática da literatura com metanálise. Foram pesquisadas as bases de dados Pubmed, Lilacs, SciELO, Medline como representante da literatura cinza, utilizou-se o Banco de Teses da Capes e buscas manuais nas referências dos estudos selecionados. As buscas foram realizadas de agosto a setembro de 2024, com delimitação temporal das publicações nos últimos cinco anos.

A pergunta de pesquisa foi elaborada por meio da estratégia PICO: “Quais os impactos da depressão pós-parto na relação entre o binômio mãe e bebê?” A decisão de incluir a depressão pós parto e baby blues em uma mesma metanálise se deu em razão porque os descritores incluem trabalhos dessas duas vertentes, sendo, portanto, comuns aos dois tipos de nomenclatura, embora estágios diferentes e implicações diferentes. 

A expressão geral de busca utilizada foi (Postpartum Depression[MeSH Terms])  AND Baby Development[MeSH Terms])  and mother and baby relationship [MeSH Terms]) AND perinatal depression. A expressão de busca sofreu adaptações requeridas pelas especificidades da cada base.

Os critérios de inclusão foram: Ensaios clínicos randomizados, Artigos originais disponíveis.  Idiomas: Português, Inglês e Espanhol. Publicados nos últimos 5 anos.

Foi utilizado o Protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses) para relatar a seleção dos estudos. Inicialmente, um pesquisador independente realizou as buscas que identificou potenciais estudos primários. Nesse processo, os estudos passaram por três filtros para seleção e avaliação:

Primeiro filtro (seleção das publicações relevantes): O fluxo dos procedimentos e os números correspondentes ao processo de busca e seleção das pesquisas estão descritos. Até 2 de agosto de 2024, as buscas sistemáticas recuperaram 8.130 referências potencialmente relevantes nas cinco bases de dados investigadas. A partir dos filtros das próprias bases, foram identificados e removidos 5.602 estudos diferentes do especificado nos critérios de inclusão. Desse total, foram excluídos 5413 artigos da Science Direct e 189 artigos das quatro outras bases, denotando relativa adequação da chave de busca nessas últimas.

Diante do volume de publicações do Science Direct, foi utilizado filtro de refinamento da própria base de dados. O filtro utilizado foi o ‘language’ e ‘’years’, que apresenta o conteúdo presente nos estudos. Para adotar uma margem de segurança nesse processo de refinamento de busca, delineou-se a seguinte estratégia: 1) ativação dos tópicos que não designavam o escopo da revisão sistemática: foram ativados os tópicos postpartum depression, baby relationship, baby blues, perinatal depression. A cada tópico do filtro acionado, os revisores observaram a listagem dos artigos com o objetivo de detectar possíveis títulos de interesse através de uma leitura flutuante. O único tópico que mostrou assuntos correlatos aos da revisão sistemática foi o postpartum depression. Após este procedimento preliminar, segue-se para a etapa subsequente; 2) ativação dos filtros dos tópicos que designavam o escopo da revisão sistemática: foram ativados os tópicos, sendo observada a listagem dos estudos a partir da ativação de cada tópico, o que permitiu confirmar a presença de títulos de interesse; 3) por fim, foram ativados todos os tópicos do segundo passo (baby relationship, baby blues, perinatal depression) mais o tópico do primeiro passo, postpartum depression, que havia mostrado conter estudos de interesse para a revisão.

Embora os filtros automáticos das bases de dados não serem considerados fidedignos para a exclusão de estudos, pois estão fora do controle dos revisores, o procedimento adotado permitiu clareza do conteúdo dos tópicos e sua relação com o escopo da revisão sistemática, direcionando a escolha dos filtros, aplicados de forma segura. Esses procedimentos permitiram a exclusão de grande número de referências (5.596 artigos).

Em seguida, foram encaminhados para avaliação por título e resumo 2.424 estudos. Destes, 2398 foram excluídos no processo de triagem, sendo esta etapa importante para descartar artigos irrelevantes. Após a elaboração da lista primária foram selecionados estudos primários, chegando a uma única lista. Nessa fase, também foram incluídos artigos que geraram discordância na inclusão ou exclusão.

Foram lidos 38 estudos elegíveis na integra, dos quais 9 foram excluídos. Os 29 estudos selecionados foram novamente lidos e tiveram suas referências examinadas manualmente pelos pesquisadores. Deste processo, foram identificados três estudos, que se somaram aos anteriormente selecionados, resultando em estudos incluídos. 

Os estudos selecionados tiveram suas listas de referências examinadas. Os títulos identificados como vinculados à pergunta de partida tiveram seus resumos recuperados e analisados. Daqueles em que foi confirmada a vinculação do artigo com a pergunta de partida buscou-se o texto completo, confrontando-o com os critérios de inclusão e exclusão, para sua inclusão na revisão sistemática.

Trata-se de um estudo de revisão sistemática da literatura com metanálise. Foram pesquisadas as bases de dados Pubmed, Lilacs, SciELO, Medline como representante da literatura cinza, utilizou-se o Banco de Teses da Capes e buscas manuais nas referências dos estudos selecionados. As buscas foram realizadas de agosto a setembro de 2024, com delimitação temporal das publicações nos últimos cinco anos.

A pergunta de pesquisa foi elaborada por meio da estratégia PICO: “Quais os impactos da depressão pós-parto na relação entre o binômio mãe e bebê?” A decisão de incluir a depressão pós parto e baby blues em uma mesma metanálise se deu em razão porque os descritores incluem trabalhos dessas duas vertentes, sendo, portanto, comuns aos dois tipos de nomenclatura, embora estágios diferentes e implicações diferentes. 

A expressão geral de busca utilizada foi (Postpartum Depression [MeSH Terms])  AND Baby Development[MeSH Terms])  and mother and baby relationship [MeSH Terms])
AND perinatal depression. A expressão de busca sofreu adaptações requeridas pelas especificidades de cada base.

Os critérios de inclusão foram: Ensaios clínicos randomizados, Artigos originais disponíveis.  Idiomas: Português, Inglês e Espanhol. Publicados nos últimos 5 anos.

Foi utilizado o Protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses) para relatar a seleção dos estudos. Inicialmente, um pesquisador independente realizou as buscas que identificou potenciais estudos primários. Nesse processo, os estudos passaram por três filtros para seleção e avaliação:

Primeiro filtro (seleção das publicações relevantes): O fluxo dos procedimentos e os números correspondentes ao processo de busca e seleção das pesquisas estão descritos na. Até 2 de agosto de 2024, as buscas sistemáticas recuperaram 8.130 referências potencialmente relevantes nas cinco bases de dados investigadas. A partir dos filtros das próprias bases, foram identificados e removidos 5.602 estudos diferentes do especificado nos critérios de inclusão. Desse total, foram excluídos 5413 artigos da Science Direct e 189  artigos das quatro outras bases, denotando relativa adequação da chave de busca nessas últimas. Diante do volume de publicações do Science Direct, foi utilizado filtro de refinamento da própria base de dados. O filtro utilizado foi o ‘language’ e ‘’years’, que apresenta o conteúdo presente nos estudos. Para adotar uma margem de segurança nesse processo de refinamento de busca, delineou-se a seguinte estratégia: 1) ativação dos tópicos que não designavam o escopo da revisão sistemática: foram ativados os tópicos postpartum depression, baby relationship, baby blues, perinatal depression. A cada tópico do filtro acionado, os revisores observaram a listagem dos artigos com o objetivo de detectar possíveis títulos de interesse através de uma leitura flutuante. O único tópico que mostrou assuntos correlatos aos da revisão sistemática foi o postpartum depression. Após este procedimento preliminar, segue-se para a etapa subsequente; 2) ativação dos filtros dos tópicos que designavam o escopo da revisão sistemática: foram ativados os tópicos, sendo observada a listagem dos estudos a partir da ativação de cada tópico, o que permitiu confirmar a presença de títulos de interesse; 3) por fim, foram ativados todos os tópicos do segundo passo (baby relationship, baby blues, perinatal depression) mais o tópico do primeiro passo, postpartum depression, que havia mostrado conter estudos de interesse para a revisão.

Embora os filtros automáticos das bases de dados não serem considerados fidedignos para a exclusão de estudos, pois estão fora do controle dos revisores, o procedimento adotado permitiu clareza do conteúdo dos tópicos e sua relação com o escopo da revisão sistemática, direcionando a escolha dos filtros, aplicados de forma segura. Esses procedimentos permitiram a exclusão de grande número de referências (5.596 artigos).

Em seguida, foram encaminhados para avaliação por título e resumo 2.424 estudos. Destes, 2398 foram excluídos no processo de triagem, sendo esta etapa importante para descartar artigos irrelevantes. Após a elaboração da lista primária foram selecionados estudos primários, chegando a uma única lista.

Nessa fase, também foram incluídos artigos que geraram discordância na inclusão ou exclusão. Foram lidos 38 estudos elegíveis na integra, dos quais 9 foram excluídos. Os 29 estudos selecionados foram novamente lidos e tiveram suas referências examinadas manualmente pelos pesquisadores. Deste processo, foram identificados três estudos, que se somaram aos anteriormente selecionados, resultando em estudos incluídos. 

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

Foram selecionados para a análise, 05 estudos que melhor se adequavam à questão norteadora da pesquisa, e a seguir, na tabela 01, apresenta-se a descrição, identificando os achados quanto à autoria, ano de publicação, título, objetivo, tipo de estudo e características da amostra:

Tabela 01 – Identificação dos estudos

Autor (es)/anoTítuloObjetivoTipo de estudoCaracterísticas da amostra
Alvarenga, P.  et al (2018)Impacto da saúde mental materna na interação mãe-bebê e seus efeitos sobre o desenvolvimento infantilInvestigar o impacto da depressão pós-parto e da ansiedade na interação mãe-bebê e seus efeitos no desenvolvimento aos três meses de vida.Estudo longitudinal64 díades (mãe/bebê Mães com idade média de 26 anos, ensino médio incompleto/ bebês com 03 meses de vida, todos nascidos a termo
Renner, A.M  et al (2021)Intervenção para mães com depressão pós-parto: protocolos de psicoeducação e treino para reconhecimento de emoção.  Desenvolver  protocolo de psicoeducação e um protocolo de treinamento de reconhecimento de emoções para mães com depressão pós-parto. Teste piloto/ Intervenção 2 mães (Uma com 24 anos), dois filhos (um de 2 anos, outro com 60 dias) A outra com 24 anos, um filho (43 dias)
Atem, L.M (2022)Cuidados e atenção à saúde mental no pré e pós-parto: representações de mães acerca da maternidade em UBS de São PauloIdentificar as representações das mulheres acerca da maternidade assim como as representações dos profissionais de saúde sobre a saúde mental na gestação e no pós-parto, e sobre seu próprio trabalho com essa população.Pesquisa social empírica com abordagem qualitativa  Grupo de profissionais de uma Unidade Básica de Saúde – UBS 08 mães usuárias da UBS, com idade entre 19 a 32 anos
Renner, A.M. et al (2023)Depressão Pós-Parto: evidências do poder preditivo do Apoio Social e do Relacionamento ConjugalAvaliar o apoio social e as relações conjugais em mulheres com e sem depressão pós-parto (DPP), investigando a relação entre esses construtos e os impactos positivos e negativos de cada um deles para a DPP.Estudo transversal comparativo67 mulheres com filhos recém-nascidos, com idade igual ou superior a 18 anos
Abuchaim, E.S.V  et al (2023)Ansiedade materna e sua interferência na autoeficácia para amamentaçãoAnalisar a relação entre os sintomas de ansiedade materna com a autoeficácia para a amamentação e a duração do aleitamento materno exclusivo.Estudo de coorte prospectivo83 puérperas, acompanhadas até 210 dias após o parto

Fonte: Elaboração própria (2024)

Dos estudos selecionados, 03 deles fazem referência direta à DPP já em seus títulos (Renner  et al (2021); Atem (2022) e Renner  et al (2023) e todos sugerem relação com o tema, uma vez que Alvarenga et al (2018), apresenta em seu objetivo, o interesse em investigar o impacto da depressão pós-parto e ansiedade e neste estudo como também na pesquisa feita por Abuchaim et al (2023), observa-se que o binômio mãe-bebê se faz presente,  no processo de interação e a forma como a ansiedade pode interferir na amamentação.

As mães participantes em sua maioria vive em união conjugal com o pai do bebê (Alvarenga et al (2018); Renner et al (2021); Atem (2022) e Abuchaim (2023). Apenas o estudo de Renner et al (2023), apesar de informar que a maioria das mulheres estão vivendo uma relação com alguém, não especificou se seria o pai da criança.

Sobre a escolaridade, nos estudos de Alvarenga (2018); Atem (2022), e Renner et al (2023), apresentam que as participantes, em sua maioria, têm o ensino médio completo ou em conclusão como no caso do estudo de Alvarenga (2018). No estudo de Renner et al (2021), qual participaram duas mulheres, uma tem ensino superior e outra, ensino técnico completo. Somente o de Abuchaim (2023), apresenta uma maioria com nível de escolaridade superior completo.

Em relação à situação ocupacional, os estudos de Renner al (2021) e Renner et al (2023), não informam se as participantes exerciam alguma atividade profissional. No estudo de Alvarenga (2018) foi apontado que a maioria não trabalha fora, e as pesquisas de Atem (2022) e Abuchaim (2023), mostram que a maioria das participantes tem uma ocupação profissional.

Essas variáveis têm importância porque estudos como o de Formentit et al (2023), cujo objeto de estudo foi a DPP embora sem relação com a questão que norteia esta pesquisa, foram analisadas características socioeconômicas das participantes. Mesmo que aspectos como idade e situação conjugal não tenham se mostrado significativos, os autores mostraram a partir dos resultados de sua pesquisa e de evidências na literatura que há uma correlação relevante de maior prevalência de DPP em puérperas com baixa escolaridade e isso ocorre, segundo os autores, pelo caráter preventivo da escolaridade sobre a DPP, quanto mais baixa, maior relação terá com a redução do conhecimento sobre essa patologia.

Mas existem estudos também que destacam a relação conjugal como fator de risco para a DPP, como o de Guedes et al. (2011), que aponta principalmente que o relacionamento conjugal sem apoio ou apoio insatisfatório do pai durante esse processo mostraram-se como fator de risco para DPP e como corroboram Renner et al (2023), torna-se mais comum esse risco em relações conjugais conflituosas.

Houve associação entre sentir falta de ajuda e manifestação de depressão (p=0,026) e entre retornar ao trabalho e presença de depressão (p=0,001). Esta última associação é notada pelo fato das três mães que afirmaram não pretenderem retornar ao trabalho apresentarem indicação pelo EPDS, de sintomas depressivos. Os dados encontrados da associação entre sentir falta de ajuda e depressão, parecem agregar a outros estudos que mostram semelhantemente haver uma correlação negativa entre suporte social e transtornos emocionais no período gravídico-puerperal.

Em relação à situação ocupacional, o estudo de Manenti e Rodrigues (2016), cujo tema principal foi maternidade e trabalho, mostrou uma correlação entre retornar ao trabalho e presença de depressão, algo percebido pelo relato de algumas participantes que afirmaram não ter intenção de retornar ao trabalho, apresentarem indicação pela Escala de Depressão Pós-parto- EPDS, de sintomas depressivos.

Na segunda parte, analisa-se como os estudos selecionados respondem à questão principal desta pesquisa, ou seja, “Quais os impactos da depressão pós-parto na relação do binômio mãe e bebê?”.

Para isso, a tabela 02, inicialmente, vai apresentar a condição ou não de DPP entre as mães investigadas e qual o instrumento de avaliação foi utilizado e serão levados em consideração principalmente a utilização de escalas de avaliação de DPP:

Tabela 02 – Identificação da DPP nos estudos selecionados

Autor (es)/anoIndicações de DPP/Baby BluesInstrumentos de Avaliação
Alvarenga, P.  et al (2018)35,9% DPPInventário Beck de Depressão I (BDI-I)
Renner,.A.M.  et al (2021)Uma mãe com score de 20 na EPDS e a outra com escore 18. Ambas apresentavam score de 39 no BDI-II.Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo (EPDS)/ Inventário Beck de Depressão II (BDI-II)
Atem, L.M  (202350% Baby BluesEntrevista
Renner, A.M  et al (202347,7% DPPEPDS
Abuchaim, E.S.V  et al (2023)65% puérperas com pontuação ≤4 e 35% com pontuação ≥5EPDS

Fonte: Elaboração própria (2024)

No estudo de Alvarenga et al (2021), a ampla maioria das participantes não apresentavam problemas de saúde física; O estudo de Renner  et al (2021), com a proposta de uma intervenção realizada por duas psicólogas especialistas na área, voltou-se para avaliação de um protocolo de psicoeducação para uma das mães e, para a outra, avaliação da compreensão do protocolo de treinamento de reconhecimento de emoções. Embora essa segunda mãe tenha apresentado maiores dificuldades, foi evidenciada redução de sintomatologia depressiva pós-intervenção.

Atem (2022), mostra em seus estudos que metade das mães participantes vivenciaram ou vivenciam período de baby blues, que variaram, desde o luto pelo corpo, ou seja, a sensação que não ficará mais com o corpo de antes, até perdas concretas, como morte do pai no início da gravidez, diagnóstico de câncer de mama, separação conjugal, indisposição e falta de cuidado consigo mesma.

Renner et al (2023), fizeram sua pesquisa com dois grupos de mães, um com DPP e outro sem, e, como  o foco do estudo foi sobre apoio social, foi verificado que mulheres com DPP apresentam uma menor percepção desse apoio. Foi observado que conflitos conjugais e idade do lactente (em dias), correlacionavam-se com escores mais altos de DPP.

No estudo de Abuchaim et al (2023), com mulheres que realizavam Aleitamento Materno Exclusivo, foram verificados sintomas de ansiedade em intensidade significativa vistos como tendência a experienciar a maternidade como sombria e permeada por sentimento de culpa, tristeza, fadiga, baixa autoestima e desamparo.

E como esses resultados impactam na relação mãe/bebê, será mostrado na tabela 03, a partir desses impactos, de como foram avaliados e quais os principais desfechos/alternativas apresentados por esses estudos:

Tabela 03 – Impactos da depressão pós-parto na relação do binômio mãe e bebê

Autor (es)/anoInstrumentos de AvaliaçãoPrincipais impactosDesfechos/Alternativas
Alvarenga, P.  et al (2018)Observação da Interação Mãe-Bebê – 3º mêsComportamento intrusivo – prejuízos no desenvolvimento motor diante desse comportamentoO estado emocional da mãe e seus efeitos comportamentais têm potencial de afetar o desenvolvimento do bebê já nos primeiros meses de vida
Renner,.A.M.  et al (2021)Protocolo de psicoeducação e um protocolo de treinamento de reconhecimento de emoções para mães com depressão pós-parto. Positivos no aumento da qualidade da relação mãe-bebê.    As duas propostas de protocolo de intervenção se mostraram de fácil compreensão para os sujeitos avaliados.
Atem, L.M  (2023EntrevistaÉ fundamental a desconstrução do mito do amor materno, que condiciona na mulher o pensamento que pode dar conta de tudo, principalmente quando ela se encontra vulnerável.É importante para as mães uma escuta qualificada, acolhimento e cuidado. Na UBS são destacados pelas mulheres, os cuidados orgânicos, mas não fazem nenhuma menção aos cuidados psicológicos. 
Renner, A.M  et al (2023Resultados de avaliação das variáveisQuanto mais dias de vida o lactente tinha no momento da coleta, maior foi o sintoma de depressão.Identificar os fatores de proteção, desde a gestação, podem reduzir os impactos negativos na relação mãe-bebê, na assistência à saúde materna e no contexto familiar em que essas mães estão inseridas.
Abuchaim, E.S.V  et al (2023)Escala de Autoeficácia para Amamentação (BSES),(Insegurança em relação à comunicação, interação e percepção dos sinais de saciedade do bebê além da dificuldade em conciliar a amamentação com outros papeis desenvolvidos socialmente,A impossibilidade da vivência plena e satisfatória da maternidade e da amamentação acaba interferindo na relação afetiva dos envolvidos

Fonte: Elaboração própria (2024)

Alvarenga et al (2018), constataram em seu estudo que à proporção que os sintomas da DPP eram mais intensos, conforme relato das mães, diminuíam a frequência em que elas sorriam, tocavam ou estimulavam o bebê com objetos.  Comportamentos sensíveis como sorrir para o bebê, tocar ou estimular apresentaram uma correlação negativa tanto com os sintomas de depressão quanto com os transtornos mentais comuns. Os prejuízos da depressão nos comportamentos maternos envolvem uma diminuição da afetividade e no envolvimento da mãe com o bebê.

Para Renner et al (2021), tanto o treinamento de reconhecimento de emoções como o material de psicoeducação são ferramentas inovadoras que podem melhorar a sensibilidade e a responsividade maternas, promovendo interações positivas que resultam na qualidade da relação mãe-bebê.

Atem (2023) destaca que na oferta do holding (sustentação), há variações em que tanto a mãe como o bebé passarão por ciclos de continuidade e descontinuidade, que se reflete no ritmo das mamadas, do sono, banhos…para essa oferta, principalmente essas mães que se encontram vulneráveis, precisam também de uma sustentação, de uma rede de apoio que se forma de uma abrangente, envolvendo o ciclo familiar, mas também profissionais da UBS. 

Embora sem foco na relação mãe-bebê, o estudo de Renner et al (2023), permitiu observar que as mulheres com DPP TINHAM bebês em idade mais avançada (em dias), e com um maior acesso aos serviços de tratamento, mas, também, com um elevado índice de abandono. No modelo de regressão logística hierárquica, a idade do lactente, a escolaridade da mãe e o relacionamento conjugal explicaram pelo menos, parcialmente a variância dos sintomas de DPP.

Abuchaim et al (2023), constataram que a intensificação dos sintomas de ansiedade identificados pela EPDS, como também a persistência dos mesmos impacta de forma negativa a habilidade de concentração e atenção da mãe, que tem sua sensibilidade e sintonia com seu bebê reduzida, respondendo às demandas da criança de maneira menos contingente, direta e eficaz; comprometendo a interação entre eles e o sucesso da amamentação.

CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pode-se concluir que a depressão pós-parto (DPP) tem um impacto significativo na interação mãe-bebê, reduzindo a sensibilidade materna e afetando negativamente o envolvimento afetivo da mãe com a criança. Desse modo, sintomas mais intensos da DPP estão associados a uma menor frequência de comportamentos sensíveis, como sorrir, tocar e estimular o bebê, comprometendo a qualidade da relação.

No entanto, intervenções como o treinamento de reconhecimento de emoções e a psicoeducação podem ajudar a melhorar a responsividade materna e favorecer interações mais positivas. Além disso, a oferta de suporte materno, tanto por meio da família quanto de profissionais de saúde, é essencial para garantir um apoio adequado às mães em situação de vulnerabilidade.

É válido salientar que fatores como idade do lactente, escolaridade da mãe e relacionamento conjugal também estão relacionados a variância dos sintomas da DPP, indicando que aspectos socioeconômicos e contextuais devem ser levados em conta no planejamento de intervenções. A persistência dos sintomas de ansiedade e depressão afeta a atenção e a sintonia materna, podendo comprometer a interação e o sucesso da amamentação.

Dessa forma, os achados reforçam a importância do suporte psicológico, da rede de apoio e de estratégias terapêuticas para minimizar os impactos da DPP na relação mãe-bebê e promover um desenvolvimento mais saudável para a criança. Além disso, a implementação de tecnologias em saúde pode promover ações de saúde voltadas ao suporte emocional, psicológico e físico das puérperas que são fundamentais para minimizar os efeitos adversos dessa condição.

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1Discente do Curso Superior de Medicina do Centro Universitário Estácio de Sá – Idomed Campus Quixadá e-mail: skarlattazevedo@gmail.com

2Docente do Curso Superior de Medicina do Centro Universitário Estácio de Sá – Idomed Campus Quixadá. Doutora em Saúde Coletiva (Associação Ampla UNIFOR/UFC/UECE). e-mail: cleioneidepaulo5@gmail.com