IMPACT OF DIFFERENT TYPES OF EXERCISE ON GLYCEMIC CONTROL IN INDIVIDUALS WITH DIABETES MELLITUS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202503241323
BASTOS, Helen Susy de Sousa1
GONÇALVES, Malu Shaiane Maia2
ALVES, Armando Martins3
CONCEIÇÃO, Vanessa Bentivi da4
MONTEIRO, Francisca das Chagas5
JESUS, Marcella Victória Sousa de6
SANTOS, Elma Caiena dos7
MELO, Joseana de Arruda8
RESUMO
O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia persistente devido à deficiência na produção e/ou ação da insulina. O controle glicêmico é essencial para reduzir complicações associadas ao DM1 e DM2, e a atividade física tem sido amplamente estudada como uma estratégia não farmacológica eficaz para esse fim. Esta revisão sistemática analisou os efeitos de diferentes tipos de exercício (aeróbico, resistido e combinado) no controle glicêmico de indivíduos com DM, considerando parâmetros como hemoglobina glicada (HbA1c), glicemia em jejum e sensibilidade à insulina. A pesquisa foi conduzida em bases de dados como PubMed, Scielo e Google Scholar, abrangendo estudos publicados nos últimos cinco anos. Foram selecionados 10 artigos que atenderam aos critérios de inclusão, evidenciando que o exercício físico melhora significativamente o controle glicêmico. Em DM2, a atividade física reduz a resistência à insulina e melhora a captação de glicose pelas células musculares. Em DM1, o exercício aumenta a sensibilidade à insulina, mas exige monitoramento para evitar hipoglicemia. Além disso, fatores como adesão ao exercício e barreiras individuais, como medo de hipoglicemia e falta de tempo, influenciam a eficácia da prática. Os achados reforçam a importância da prescrição individualizada do exercício para otimizar o controle glicêmico e prevenir complicações.
Palavras-chave: diabetes mellitus, atividade física, controle glicêmico, exercício aeróbico, exercício resistido.
ABSTRACT
Diabetes mellitus (DM) is a chronic metabolic disease characterized by persistent hyperglycemia due to impaired insulin production and/or action. Glycemic control is essential to reduce complications associated with both T1D and T2D, and physical activity has been widely studied as an effective non-pharmacological strategy for this purpose. This systematic review analyzed the effects of different types of exercise (aerobic, resistance, and combined) on glycemic control in individuals with DM, considering parameters such as glycated hemoglobin (HbA1c), fasting glucose, and insulin sensitivity. The research was conducted in databases such as PubMed, Scielo, and Google Scholar, covering studies published in the last five years. Ten articles met the inclusion criteria, demonstrating that physical exercise significantly improves glycemic control. In T2D, physical activity reduces insulin resistance and enhances glucose uptake by muscle cells. In T1D, exercise increases insulin sensitivity but requires monitoring to prevent hypoglycemia. Additionally, factors such as exercise adherence and individual barriers—such as fear of hypoglycemia and lack of time—affect the effectiveness of physical activity. The findings reinforce the importance of individualized exercise prescription to optimize glycemic control and prevent complications.
Keywords: diabetes mellitus, physical activity, glycemic control, aerobic exercise, resistance exercise.
O diabetes mellitus (DM) é uma patologia metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia persistente, resultante da falha na síntese e/ou ação da insulina [1], podendo ser classificado em dois tipos principais: diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2). O DM1 é uma doença autoimune que resulta na destruição das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina com manifestações, em sua generalidade, na infância ou na adolescência. Indivíduos com DM1 necessitam de administração exógena de insulina para sobreviver. O DM2 é caracterizado por resistência à insulina e um defeito progressivo na secreção de insulina. É mais comum em adultos, especialmente naqueles com sobrepeso ou obesidade, e está fortemente associado a fatores de estilo de vida, como sedentarismo e dietas inadequadas.
De acordo com a International Diabetes Federation [2], mais de 460 milhões de adultos viviam com diabetes em 2019, e este número está projetado para aumentar para 700 milhões até 2045. No Brasil, estudos indicam que a estimativa, em 2030, sejam de 16,3 milhões de indivíduos portadores da doença [3], cuja taxa de mortalidade apresenta variações de 0,58 (0 a 29 anos) até 181,1 (60 anos ou mais) a cada 100 mil habitantes [4]. Este número em grande ascensão pode estar vinculado não apenas ao estilo de vida adotado, mas também ao aumento de expectativa de vida dos pacientes com DM. Esta revisão se torna útil dada a prevalência global de diabetes ter aumentado significativamente nas últimas décadas, representando não apenas um grande desafio para a saúde pública local quanto global. A atividade física surge como uma estratégia eficaz e acessível para o controle glicêmico e a prevenção de complicações associadas à doença.
O controle glicêmico, medido frequentemente pelos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c), é um indicador crucial do manejo do diabetes. Manter os níveis de glicemia dentro da faixa alvo é essencial para prevenir ou retardar as complicações crônicas do diabetes. Dentre algumas terapias indicadas, a prática regular de atividade física tem demonstrado ser eficaz na redução dos níveis de HbA1c em indivíduos com DM1 e DM2, sendo considerada uma eficaz intervenção não farmacológica. Entretanto, a resposta ao exercício pode variar entre os indivíduos, dependendo de diversos fatores, incluídos tipos, intensidade e duração da atividade, tipos específicos da diabetes e o regime terapêutico ao tratamento.
Este trabalho de revisão tem como objetivo analisar a relação entre atividade física e controle glicêmico em indivíduos com DM1 e DM2, elencando quais estratégias se apresentam mais adequadas, e consolidar o conhecimento existente sobre essa relação. Serão analisados estudos que investiguem os efeitos de diferentes tipos de exercício, como exercícios aeróbicos e exercícios de resistência, na melhoria do controle glicêmico, bem como a influência de variáveis demográficas e clínicas em prol da contribuição para a formulação de diretrizes baseadas em evidências para o manejo do diabetes mellitus.
DIABETES MELLITUS TIPO 1 E TIPO 2
O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) tem como base uma predisposição genética que desencadeia uma resposta autoimune contra os antígenos do pâncreas [5]. Está presente entre 5% a 10% dos casos totais e é uma condição crônica autoimune que resulta na destruição de células betapancreáticas e consequente deficiência insulínica. Um tipo de diabetes onde 90% dos pacientes diagnosticados apresentam presença de anticorpos anti-ilhota, anti-insulina e antidecarboxilase do ácido glutâmico. Indivíduos diagnosticados com DM1 dependem da administração de insulina para sobreviver [6]. Apesar de poder se apresentar na adolescência, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, é um distúrbio endocrinometabólico crônico mais frequente na infância, sendo a incidência no Brasil de 10,4 a cada 100 mil habitantes [7]. O manejo do DM1 envolve a administração exógena de insulina para substituir a produção endógena deficiente, bem como monitoramento frequente da glicemia, planejamento dietético e atividade física regular. O não tratamento correto da DM1 leva à hiperglicemia, caracterizada por altos níveis de glicose no sangue, e complicações agudas crônicas se não for gerenciada adequadamente.
É fundamental seguir uma dieta equilibrada no DM1, compreendendo o adequado consumo de carboidratos, proteínas e gorduras. Monitorar a quantidade e a qualidade de cada grupo alimentar é essencial para controlar os níveis de glicose no sangue e prevenir complicações [8]. Esta adesão rigorosa ao plano alimentar é crucial para alcançar os resultados desejados no tratamento, que abrange diversas estratégias, incluindo a administração de insulina, a orientação dietética, a educação sobre a condição patológica, o monitoramento regular da glicose, a coordenação motora para a autoaplicação da insulina, o suporte psicossocial e a rotina diária de atividades físicas [9].
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição metabólica crônica caracterizada por resistência à insulina e uma deficiência progressiva na secreção de insulina pelas células beta do pâncreas. Entre as causas principais estão elencados o hábito alimentar inadequado (com apresentação de sobrepeso e obesidade), hipertensão, taxa elevada de triglicerídeos e o sedentarismo. Diferente do diabetes mellitus tipo 1 (DM1), o DM2 geralmente se desenvolve em adultos, embora sua prevalência esteja em ascensão entre jovens e crianças por fatores obesogênicos (entre os quais a baixa, ou ausente, taxa de atividades física e de fatores psicológicos como a ansiedade). A resistência à insulina, que é a marca registrada do DM2, resulta na incapacidade das células em utilizar eficientemente a insulina disponível, levando a níveis elevados de glicose no sangue. O manejo do DM2 envolve uma abordagem multifacetada que inclui intervenções dietéticas, mudanças no estilo de vida, psicoterapia, monitoramento da glicemia, medicação oral e, em alguns casos, insulina. Entre essas intervenções, a atividade física é considerada uma das estratégias mais eficazes para melhorar o controle glicêmico e a saúde geral de indivíduos com DM2.
ATIVIDADE FÍSICA COMO ESTRATÉGIA PARA O CONTROLE GLICÊMICO
O DM exerce um grande impacto nos sistemas de saúde dos países, gerando alta relevância financeira. Isto ocorre ao aumento do uso dos serviços de saúde (que envolvem os tratamentos das complicações crônicas como insuficiência renal, alterações cardiovasculares, necroses de membros e cegueira), e à demanda de cuidados prolongados e perda populacional de produtividade [3]. É imprescindível que o DM seja detectado o mais cedo possível para minimizar estas complicações. Para tal, a avaliação do controle glicêmico, através do quantitativo da hemoglobina A glicosada (HbA1c) é exame laboratorial padrão que aferi a taxa média dos índices glicêmicos dos últimos três meses. Neste exame o diagnóstico positivo da DM, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, é quantificado por alterações de parâmetros em exames como: glicose de jejum ≥ 126mg/dL, teste de tolerância oral à glicose ≥200 mg/dL pós ingestão de 75 gramas dextrosol, glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL acompanhada de sintomas abstrusos de hiperglicemia e hemoglobina glicada ≥ 6,5%.
Evidências mostram que a realização frequente de exames de glicemia capilar e A1c permite um controle glicêmico mais eficaz. Esses exames auxiliam o monitoramento profissional e são componentes essenciais do tratamento e da educação em diabetes mellitus, além de serem fundamentais para a orientação dietética, insulinoterapia e outras terapias associadas ao tratamento [9], como a atividade física supervisionada.
A relação entre atividade física e controle glicêmico em indivíduos com diabetes mellitus tem sido foco de diversas pesquisas científicas e é considerada um importante fator de melhoria de perfis cardiovascular, pressórico, lipídico e glicêmico em indivíduos portadores [10], sendo a atividade física amplamente reconhecida como um componente fundamental no manejo do diabetes mellitus. A monitorização contínua da glicose é uma ferramenta valiosa para ajudar a gerenciar a glicemia durante a atividade física, fornecendo dados em tempo real que permitem ajustes imediatos. O desenvolvimento de tecnologias, como monitores contínuos de glicose e bombas de insulina, tem mostrado promissoras em ajudar no manejo glicêmico durante a atividade física, mas a sua implementação eficaz requer mais estudos e disseminação de conhecimento entre os profissionais de saúde e pacientes [11].
Segundo a definição, pela Sociedade Brasileira de Diabetes, atividade física é qualquer gasto energético requerido pela musculatura esquelética produzido por qualquer movimento, com diferenças entre tipo, duração, intensidade e frequência, e com objetivo de condicionar o físico de maneira a gerar benefícios de saúde para o indivíduo. Os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e ciclismo, tendem a reduzir os níveis de glicose no sangue mais rapidamente, enquanto os exercícios anaeróbicos ou de resistência, como musculação, podem ter efeitos mais complexos na glicemia, dependendo da intensidade e da combinação com exercícios aeróbicos.
A prática regular de exercícios é altamente recomendada para pacientes com DM1, pois contribui para o controle metabólico, reduz o risco cardiovascular e desempenha papel decisivo na prevenção de complicações crônicas associadas à doença [12]. O exercício físico pode melhorar a sensibilidade à insulina, facilitando o uso da glicose pelas células musculares e ajudando a manter os níveis de glicemia dentro da faixa alvo. Além disso, a atividade física regular pode contribuir para a redução dos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c), um indicador de controle glicêmico a longo prazo. Contudo, segundo Haskell [13], muitos pacientes com DM1 não aderem às recomendações de atividade física, que poderiam promover a manutenção de um estilo de vida ativo ao longo prazo e que incluem pelo menos trinta minutos de exercícios moderados cinco dias por semana ou vinte minutos de atividade aeróbica vigorosa em três dias por semana.
A prática de atividade física em indivíduos com DM1 requer uma abordagem cuidadosa para evitar complicações, como hipoglicemia, uma vez que a insulina exógena pode continuar a atuar no corpo, mesmo após a conclusão da atividade física, aumentando o risco de níveis perigosamente baixos de glicose. Para minimizar o risco de hipoglicemia, é essencial que os indivíduos com DM1 façam um planejamento cuidadoso antes, durante e após o exercício. Isso pode incluir ajustes na dose de insulina, consumo de carboidratos adicionais antes ou durante a atividade física, e monitoramento frequente dos níveis de glicose [14]. É recomendável que os pacientes discutam suas rotinas de exercícios com seus profissionais de saúde para desenvolver um plano personalizado que atenda às suas necessidades específicas e minimize os riscos. Ajustes na dose de insulina e a ingestão de carboidratos adicionais são frequentemente necessários. Indivíduos com DM1 que não praticam atividade física regularmente geralmente apresentam um controle glicêmico menos eficaz. A inatividade física também está associada a um risco aumentado de complicações a longo prazo, como neuropatia, nefropatia e retinopatia diabética. Sem o benefício do aumento da captação de glicose mediada pelo exercício, os níveis de HbA1c podem permanecer elevados, indicando um controle glicêmico sub-ótimo. Além disso, a ausência de atividade física pode contribuir para o ganho de peso, podendo exacerbar a resistência à insulina e dificultar ainda mais o controle glicêmico [15].
Para indivíduos com DM2, estudos têm mostrado que uma combinação de exercícios aeróbicos e de resistência pode ser particularmente benéfica. Este tipo de programa de exercício combinado pode resultar em melhorias mais significativas no controle glicêmico, na composição corporal e na saúde cardiovascular em comparação com a realização de apenas um tipo de exercício [16]. Porém, a adesão à atividade física entre indivíduos com DM2 pode ser mostrar desafiadora pelas barreiras impostas pelos portadores, incluindo falta de tempo, limitações físicas, falta de motivação e conhecimento inadequado sobre os benefícios do exercício. Neste âmbito, programas de intervenção que incorporam educação sobre a importância da atividade física, acompanhamento profissional e suporte social podem aumentar significativamente a adesão ao exercício e os benefícios associados [17]. Fatores como idade, nível de condicionamento físico, presença de complicações diabéticas e preferências pessoais devem ser considerados ao prescrever um regime de exercícios. A implementação de tecnologias, como monitores contínuos de glicose e aplicativos de rastreamento de atividade física, pode facilitar o monitoramento do controle glicêmico e a adesão ao exercício. Estas tecnologias podem fornecer feedback em tempo real, permitindo ajustes imediatos no regime de exercício e melhorando o gerenciamento geral do DM2.
A prática de exercícios aeróbicos, como caminhada rápida, ciclismo e natação, pode levar a reduções significativas nos níveis de glicose no sangue e na HbA1c e contribuir para a perda de peso e melhora da sensibilidade à insulina e a combinação com exercícios de resistência, como musculação, promovem o aumento da massa muscular, o que, por sua vez, aumenta a captação de glicose e melhora o metabolismo geral [18].
A inatividade física, em portadores de DM2, perpetua a resistência à insulina e contribui para a hiperglicemia crônica. Esses indivíduos frequentemente apresentam níveis mais elevados de HbA1c e têm maior dificuldade em alcançar e manter os alvos glicêmicos recomendados.
METODOLOGIA
Esta revisão sistemática da literatura foi conduzida no primeiro semestre de 2024, abrangendo uma ampla variedade de resultados de uma pesquisa realizada em várias bases de dados, incluindo Lilacs, Medline, PubMed, Scielo e Google Scholar. Foram pesquisados artigos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas inglês e português, a partir dos seguintes descritores: diabetes mellitus tipo 1, diabetes mellitus tipo 2, atividade física, controle glicêmico e estilo de vida.
A seleção dos estudos foi realizada em duas etapas: triagem de títulos e resumos, seguida pela leitura completa dos textos. Inicialmente, por meio deste processo de busca, foram identificadas 72 publicações potencialmente adequadas aos critérios desta revisão. Os critérios de inclusão envolveram estudos que apresentassem: pesquisas com resultados qualitativos sobre a relação entre a prática de atividade física e o controle glicêmico em indivíduos com diabetes mellitus, publicados nos últimos cinco anos para garantir relevância e atualidade dos dados; estudos que investiguem a prática de qualquer forma de atividade física, incluindo exercícios aeróbicos e de resistência; estudos que reportem resultados relacionados ao controle glicêmico, como níveis de hemoglobina glicada (HbA1c), glicemia em jejum, glicemia pós-prandial e variabilidade glicêmica; estudos observacionais, ensaios clínicos randomizados e meta-análises para garantir a robustez das evidências coletadas. Em seguida, foram selecionados os artigos de pesquisas que incluíram publicações entre os anos de 2019 e 2024 em idiomas inglês e português (publicados em revistas internacionais), e excluídos os artigos duplicados e revisões, totalizando 42 artigos elegíveis para a segunda análise desta revisão. Salienta-se que a escolha de artigos científicos em inglês e publicados em revistas científicas internacionais se deve à sua relevância no contexto global da pesquisa acadêmica. Essas publicações oferecem uma plataforma amplamente reconhecida e acessível para compartilhar descobertas científicas com uma audiência internacional diversificada. O inglês é o idioma predominante na comunicação científica, permitindo que pesquisadores de diferentes países e culturas acessem e contribuam para o conhecimento científico de maneira eficiente. Além disso, artigos publicados em revistas científicas internacionais são submetidos a um processo rigoroso de revisão por pares, garantindo a qualidade e a validade dos resultados apresentados. Essas publicações são vistas como autoridades na disseminação de novas pesquisas e descobertas, sendo essenciais para a construção de uma base sólida de conhecimento que orienta práticas clínicas, políticas de saúde e avanços tecnológicos em diversas áreas. Uma escolha que não apenas fortalece a credibilidade da pesquisa, mas também amplia seu impacto e visibilidade, beneficiando tanto a comunidade científica quanto a sociedade em geral.
Após serem estudados e analisados os resumos que atenderam aos critérios desta revisão foram selecionados para leitura completa, totalizando ao final deste processo 10 artigos considerados adequados, conforme quadro 1.
Quadro 1. Extração de resultados de artigos inclusos na pesquisa.
ARTIGO | AUTOR E ANO | RESULTADOS |
Examining the Acute Glycemic Effects of Different Types of Structured Exercise Sessions in Type 1 Diabetes in a Real Word Setting. | RIDELL et al, 2023 | – O estudo, que incluiu 497 adultos com DM1, mostrou maior queda dos níveis de glicose com exercícios aeróbicos. – O tempo gasto na faixa ideal de glicose (70-180mg/dL) foi maior nas 24 horas após os dias de exercício em comparação com os dias sem exercícios (76% x 70%), indicando uma melhora no controle da glicose após sessões de exercícios estruturados. – Os resultados foram consistentes em diferentes métodos de administração de insulina (circuito fechado, bomba padrão e injeções diárias), sugerindo que o exercício teve um impacto significativo nas respostas glicêmicas, independente do regime de insulina. |
Using Exercise Training to Improve Glycemic Control and Uncover Mechanisms of Impaired Skeletal Muscle in Type 1 Diabetics | CARLEN et al, 2022 | – Após 12 semanas de treinamento físico, combinando treinamento aeróbico e treinamento de resistência (COMB), indivíduos com DM1 mostraram um controle glicêmico significativamente melhor e com menos eventos hipoglicêmicos em comparação com antes da intervenção. – Força muscular e consumo máximo de oxigênio aumentaram significativamente no grupo DM1 após tratamento COMB em comparação ao grupo controle. – O grupo DM1 apresentou uma expressão de mRNA significativamente maior das proteínas da família do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1) após o treinamento COMB em comparação com o grupo controle. |
Protective Effects of Physical Activity Against Health Risks Associated with Type 1 Diabetes: Health Benefits Outweigh the Risks. | WAKE, 2022 | – A prática de atividades físicas auxilia a redução do perfil lipídico no sangue, resistência à insulina, doenças cardiovasculares, necessidade de insulina, pressão arterial e mortalidade em pacientes com DM1, tendo efeitos protetores contra os riscos à saúde. – Identificou-se que a maioria dos pacientes com DM1 não estão engajados ativamente na atividade física devido preocupações com a hipoglicemia induzida pelo exercício. |
Exercício físico e controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 1 em uso de bomba de insulina: um estudo transversal | FERREIRA et al, 2023 | – Participantes com DM que utilizam bomba de insulina e que se exercitaram, tiveram melhor controle glicêmico em comparação com não praticantes de exercícios que também utilizam a bomba. – As menores taxas de uso da glicose foram nas duas horas antes do exercício e as maiores durante e 24 horas após a última sessão de exercício. – A falta de ajustes na ingestão de insulina e alimentos foi associada a uma maior taxa de insulina, enfatizando a importância do manejo adequado para a prevenção da hipoglicemia. – Identificou-se que barreiras ao exercício físico incluem medo da hipoglicemia, falta de tempo livre e restrições no horário de trabalho. |
The Benefits and Limits of Technological Advances in Glucose Management Around Physical Activity in Patients Type 1 Diabetes | SÉMAH et al, 2019 | – O monitoramento contínuo da glicose (CGM) foi destacado como uma ferramenta importante para observar as flutuações glicêmicas durante o exercício e na noite seguinte, auxiliando no controle preventivo dos riscos hipoglicêmicos e no tratamento oportuno dos episódios. – Enfatiza a utilização de algumas tecnologias, como as bombas de insulina e o pâncreas artificial, em suas flexibilidades de ajuste das taxas basais de insulina, como melhora do controle glicêmico durante a atividade física. |
The Importance of Exercise for Glycemic Control in Type 2 Diabetes | SYEDA & BATTILLO, 2023 | – O exercício físico pode prevenir, retardar ou até mesmo reverter a condição. – O exercício habitual, incluindo aeróbico ou resistência, leva a um melhor controle glicêmico de curto e longo prazo. – Treinamento intervalado de alta intensidade, com curtos períodos de movimentos leves a vigorosos e com duração de até três minutos, é eficaz na redução dos níveis de glicose no sangue. – Os exercícios à tarde e após as refeições podem oferecer benefícios glicêmicos melhores em comparação com exercícios matinais ou antes das refeições. |
The Impact of Physical Activity in Patients with Type 2 Diabetes | BASSIN, 2023 | – Tanto os exercícios aeróbicos quanto os de resistência promovem melhorias no controle glicêmico dos indivíduos. – Exercícios físicos de baixa intensidade, como caminhada e atividades domésticas, também mostraram eficácia na redução da hiperglicemia. – O monitoramento dos profissionais de saúde é um fator importante no cumprimento das diretrizes de exercícios. |
Meta-Analysis of the Effect of Physical Exercise on Decrease Blood Sugar Levels in Type-2 Diabetes Mellitus Patients | WIDYAWARDANI & SAFITRI, 2021 | – A meta-análise de 9 artigos revelou que o exercício físico tem um efeito significativo na redução dos níveis de açúcar no sangue em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Os resultados mostraram uma diminuição estatisticamente significativa nos níveis de açúcar no sangue (SMD= -0,44; IC 95% = -0,84 a -0,05; p= 0,030). – Apoiam que o exercício físico desempenha um papel benéfico na redução dos níveis de açúcar no sangue em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2. |
Effects of Moderate Physical Activity on Glycemic Control in Type-2 Diabetes Mellitus | AFTAB et al, 2022 | – O estudo incluiu 45 participantes com idade média de 50 anos. – Todos os três grupos (caminhada rápida, treinamento aeróbico, treinamento de resistência) mostraram melhorias significativas nos níveis de HbA1c após 12 semanas de intervenção. – Não houve diferença significativa observada entre os grupos em relação aos níveis de HbA1c após o período de intervenção de 12 semanas. |
Antidiabetic Effects of Physical Activity: How it Helps to Control Type 2 Diabetes. | WAKE, 2020 | – Demonstrou que a atividade física ajuda a reduzir os níveis de glicose no sangue por meio de mecanismos como diminuição da resistência insulínica, aumento de transportador de glicose tipo 4 (GLUT-4) e uso de glicose exógena. – A atividade física impactou na redução da sensibilidade à insulina e da resistência à insulina, bem como na redução do IMC, dos níveis de HBA1c e do colesterol total. |
A extração de dados foi conduzida utilizando um formulário específico e as informações extraídas foram: autor; ano da publicação; tipo de estudo; característica dos participantes; duração, frequência e intensidade da atividade física; medidas de controle glicêmico e resultados. Sendo para efeitos de discussão da revisão, colocados em tabela apenas o nome do artigo, seu ano de publicação e seu resultado.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na análise de resultados dos artigos citados, pode-se observar que Carlen et al. (2022), Aftab et al. (2022) e Syeda & Battilo (2023) demonstram concordância de resultados quanto aos efeitos do treinamento combinado [18] [19] [20]. Esses estudos mostram que o treinamento combinado melhora os níveis de HbA1c em pacientes portadores de DM em curto e longo prazo. As atividades combinadas envolviam caminhada rápida, treinamento aeróbico, treinamento de resistência e treinamento intervalado de alta intensidade.
Bassin (2023) e Sémah et al. (2019) afirmaram que o monitoramento da glicose é uma ferramenta vital para a observação das flutuações glicêmicas, tanto durante quanto após o exercício físico e que este monitoramento auxilia no controle preventivo dos riscos hipoglicêmicos [17] [15]. Carlen et al. (2022) mostraram em sua pesquisa que os mecanismos fisiológicos são alterados a níveis celulares, com o aumento da expressão de mRNA das proteínas da família do IGF-1, sugerindo mecanismos moleculares envolvidos na melhoria do controle glicêmico, enquanto Wake (2020) explicou que a atividade física reduz os níveis de glicose por mecanismos como diminuição da resistência à insulina, aumento de GLUT-4 e uso de glicose exógena, evidenciando a complexidade dos processos fisiológicos envolvidos [18] [21].
Ridell et al. (2023) descobriram que os benefícios do exercício foram consistentes independentemente do método de administração de insulina (circuito fechado, bomba padrão, injeções diárias) e foi destacada a importância do monitoramento contínuo da glicose (CGM) e a flexibilidade das bombas de insulina e pâncreas artificial para ajuste das taxas basais durante a atividade física nos estudos de Sémah et al (2019) [11] [15].
Ferreira et al. (2023) identificaram barreiras como medo da hipoglicemia, falta de tempo livre e restrições no horário de trabalho que impedem pacientes de se exercitarem, enquanto Wake (2022) relatou que muitos pacientes (DM1) não se envolvem em atividades físicas devido a preocupações com hipoglicemia induzida pelo exercício [22] [14]. Widyawardani & Safitri (2021) apontam, sem rodeios, que a atividade física é importante para a diminuição de níveis de açúcar no sangue de forma estatisticamente significativa, em DM2.
Os resultados incluíram a interpretação dos achados à luz da qualidade dos estudos, a consistência das evidências, as limitações da revisão e as implicações clínicas. As lacunas na literatura foram identificadas e discutidas, assim como as recomendações para futuras pesquisas. A relevância clínica dos achados foi avaliada, com foco nas implicações para a prática e a formulação de políticas de saúde.
Neste contexto, verificou-se que quanto à utilização da atividade física no controle glicêmico de indivíduos com DM1: quanto ao controle glicêmico pós-exercício e saúde vascular, que a glicemia teve queda significativa e que o tempo na faixa ideal de glicose aumentou e obteve-se melhora no perfil lipídico, na resistência insulínica, doenças cardiovasculares, pressão arterial e mortalidade; quanto ao método de administração de insulina, que os resultados foram consistentes entre diferentes métodos, que o exercício impactou positivamente a resposta glicêmica independente do regime de insulina, que bombas de insulina e pâncreas artificial possuem bons níveis de ajuste de taxas basais de insulina e que a atividade física melhora o controle glicêmico em usuários de bomba; quanto aos efeitos de treinamento combinado, que houve melhoria significativa no controle glicêmico, redução nos eventos hipoglicêmicos e aumento da força muscular e no consumo de oxigênio; quanto às barreiras impeditivas ao exercício, que se detectou o medo de hipoglicemia induzida pelo exercício, falta de tempo e restrições no horário de trabalho e quanto ao Monitoramento Contínuo de Glicose (CGM), que este é uma ferramenta crucial para monitorar flutuações glicêmicas durante o exercício e que auxilia o controle preventivo dos riscos de hipoglicemia.
No que tange à utilização da atividade física no controle glicêmico de indivíduos com DM2: quanto ao controle glicêmico pós-exercício, que exercícios que combinam atividades aeróbicas e atividades de resistência melhoram o controle glicêmico a curto e longo prazo, que atividades aeróbicas de alta intensidade são eficazes na redução dos níveis de glicose no sangue e que exercícios realizados à tarde e após refeições oferecem benefícios glicêmicos superiores em comparação com exercícios matinais ou antes das refeições; quanto aos efeitos de treinamento combinado, que tanto exercícios aeróbicos quanto os de resistência promovem melhorias nos níveis de HbA1c, que exercícios de baixa intensidade, como caminhada e atividades domésticas também são eficazes na redução da hiperglicemia; quanto aos mecanismos fisiológicos, que a atividade física ajuda a reduzir os níveis de glicose no sangue por meio de diminuição da resistência insulínica, do aumento do transportador de glicose tipo 4 (GLUT-4) e que ocorre o maior uso da glicose exógena durante a atividade física e quanto às barreiras impeditivas ao exercício, que a supervisão por profissionais de saúde é de suma importância para o cumprimento das diretrizes de exercícios.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta revisão sistemática forneceu uma visão geral das implicações dos resultados para o controle glicêmico em indivíduos com diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2. Foi enfatizada a importância da prática regular de atividade física como uma estratégia eficaz no manejo do diabetes, destacando as modalidades de exercício mais benéficas e as recomendações práticas para a implementação de programas de atividade física. Verificou-se que o exercício físico desempenha um papel crucial no manejo tanto do diabetes tipo 1 (DM1) quanto do diabetes tipo 2 (DM2). No entanto, os mecanismos e os impactos específicos do exercício variam entre esses dois tipos de diabetes, refletindo diferenças na fisiopatologia subjacente e na resposta ao exercício.
Tanto em DM1 quanto em DM2, o exercício regular, seja aeróbico, de resistência ou combinado, resulta em melhorias significativas no controle glicêmico. Em ambos os tipos, a prática de exercícios leva a uma maior permanência na faixa ideal de glicose, redução dos níveis de HbA1c e diminuição dos eventos hiperglicêmicos. Diferentes tipos de exercício, incluindo os aeróbicos, de resistência e de baixa intensidade, como caminhadas e atividades domésticas, mostram-se eficazes na redução dos níveis de glicose no sangue. O treinamento intervalado de alta intensidade também é altamente eficaz para reduzir a glicemia em ambos os casos.
Uma semelhança significativa entre DM1 e DM2 é a redução da resistência à insulina proporcionada pelo exercício. Em DM2, o exercício físico contribui para a diminuição da resistência insulínica, enquanto em DM1, melhora a sensibilidade à insulina. Esses efeitos são mediados por mecanismos fisiológicos, como o aumento do transportador de glicose tipo 4 (GLUT-4) e o maior uso de glicose exógena durante e após o exercício. Além disso, o exercício físico auxilia na redução do perfil lipídico, pressão arterial, IMC e promove a saúde cardiovascular em pacientes com DM1 e DM2, benefícios observados independentemente do tipo específico de exercício ou do momento em que é realizado.
Porém, existem diferenças significativas no manejo e nos impactos específicos do exercício entre DM1 e DM2. Em DM1, a preocupação com a hipoglicemia induzida pelo exercício é uma barreira significativa ao engajamento regular em atividades físicas. Ajustes na ingestão de insulina e alimentos são cruciais para prevenir hipoglicemia em pacientes com DM1, enquanto em DM2, essa preocupação é menos pronunciada devido à resistência insulínica predominante. No DM1, a resposta glicêmica ao exercício é consistente entre diferentes métodos de administração de insulina (circuito fechado, bomba padrão e injeções diárias), indicando que o exercício tem um impacto significativo independentemente do regime de insulina. Em contraste, em DM2, muitos pacientes não usam insulina ou usam doses menores, focando mais na resistência insulínica.
Os horários de exercício também apresentam diferenças nos benefícios glicêmicos. Para pacientes com DM2, exercícios realizados à tarde e após refeições oferecem benefícios glicêmicos superiores em comparação com exercícios matinais ou antes das refeições. Em DM1, o controle glicêmico após o exercício é significativo nas 24 horas subsequentes, independentemente do horário do exercício, devido à complexa interação entre exercício, administração de insulina e ingestão alimentar.
A supervisão por profissionais de saúde é essencial em ambos os tipos de diabetes, mas no DM1, o monitoramento contínuo da glicose (CGM) é especialmente crucial para gerenciar as flutuações glicêmicas e prevenir episódios de hipoglicemia durante e após o exercício. Em DM2, o foco está mais no cumprimento das diretrizes de exercícios e menos na necessidade de monitoramento contínuo durante a atividade física.
Atestou-se que o exercício físico é uma ferramenta poderosa para o manejo do diabetes, promovendo melhorias significativas no controle glicêmico e na saúde geral em ambos os tipos de diabetes. No entanto, as estratégias de exercício devem ser adaptadas para atender às necessidades específicas de pacientes com DM1 e DM2. Em DM1, a atenção ao risco de hipoglicemia e ao ajuste da insulina é crucial, enquanto em DM2, o foco está na redução da resistência insulínica e na maximização dos benefícios metabólicos do exercício. Entre as estratégias, complementando a conclusão desta pesquisa, mais adequadas destacaram-se: (a) treinamento combinado, que inclui caminhada rápida, treinamento aeróbico, treinamento de resistência e treinamento intervalado de alta intensidade e (b) monitoramento contínuo da glicose durante a atividade física.
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1Bacharela em Nutrição pelo Centro Universitário da Amazônia – UNIESAMAZ. Especialista em Nutrição Clínica, Hospitalar e Ambulatorial – FACUMINAS. Mestranda em Neurociências e Comportamento pela Universidade Federal do Pará – UFPA. E-mail: helen.bastos@ntpc.ufpa.br
2Bacharela em Educação Física pela Faculdade Conhecimento e Ciência – FCC/PA. E-mail: shaiane84@yahoo.com.br
3Bacharel em Enfermagem pela Faculdade Paraense de Ensino – FAPEN. Especialista em Enfermagem do Trabalho pela PROMINAS. Especialista em UTI pela FAVENI. E-mail: armandomartins.18@hotmail.com
4Bacharela em Enfermagem pela Faculdade COSMOPOLITA. Especialista em Auditoria em Sistemas de Saúde – FAVENI. MBA em SCIRAS e Segurança do Paciente – Faculdade ITH. E-mail: vanbentivii.enf@gmail.com
5Graduanda em Enfermagem na Universidade da Amazônia – UNAMA. E-mail: francisca.c.mont@gmail.com
6Graduanda em Enfermagem na Universidade da Amazônia – UNAMA. E-mail: marcellavictoriaem@gmail.com
7Graduanda em Enfermagem na Universidade da Amazônia – UNAMA. E-mail: elmacaiena14@hotmail.com
8Graduanda em Enfermagem na Universidade da Amazônia – UNAMA. E-mail: joseana_santos@icloud.com