GESTÃO LOGÍSTICA DA CADEIA FRIA VEICULAR: DO ARMAZENAMENTO, FROTA E DISTRIBUIÇÃO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510262048


Gabriel Bellaver


Resumo

A gestão logística da cadeia fria veicular institui-se como um componente fundamental para assegurar a qualidade, integridade e segurança de produtos termossensíveis, desde o armazenamento até a distribuição. O presente estudo analisa, de maneira abrangente, as etapas fundamentais da cadeia frio — armazenamento, gestão de frota e distribuição —, explorando os principais processos operacionais, tecnológicos e normativos que sustentam sua funcionalidade. A pesquisa destaca o papel das tecnologias emergentes, como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial das Coisas (AIoT), blockchain e machine learning, que têm transformado a rastreabilidade, a sustentabilidade e o desempenho operacional de toda a cadeia fria veicular. Ainda, serão abordados os principais desafios enfrentados pelo setor, como infraestrutura limitada, custos energéticos e escassez de profissionais qualificados, bem como as perspectivas futuras associadas à inovação tecnológica e à sustentabilidade ambiental. Os resultados apontam para a consolidação de uma cadeia fria inteligente, sustentável e integrada, capaz de atender às exigências regulatórias e de consumo em escala global.

Palavras-chave: Cadeia fria veicular. Logística refrigerada. Sustentabilidade. Internet das Coisas (IoT). Inovação tecnológica.

Introdução

A cadeia fria veicular representa um dos pilares mais complexos e estratégicos da logística moderna, uma vez que envolve o gerenciamento de produtos sensíveis à temperatura, cuja integridade depende diretamente do controle térmico durante todas as etapas do processo logístico. A crescente demanda por alimentos perecíveis, vacinas, medicamentos e insumos biotecnológicos tem ampliado a relevância da gestão logística sob condições de temperatura controlada, transformando-a em um eixo fundamental para a segurança alimentar, sanitária e econômica.

Sabe-se que o zênite da logística veicular no transporte em cadeia fria é, imprescindivelmente, o mantimento da temperatura interna dos baús refrigerados anexados aos caminhões. A cadeia fria veicular é de extrema relevância, uma vez que possui a incumbência de preservar quaisquer produtos — alimentícios ou não — que carecem de prudência concernente à temperatura, visto que suas integridades apenas serão asseguradas se forem devidamente armazenados, transportados e distribuídos em condições de ambiente rigorosamente controladas durante todo o processo. Essa preservação contínua garante não apenas a qualidade dos produtos, mas também a proteção da saúde pública e a inocuidade dos alimentos, constituindo-se, assim, em um fator crítico de segurança e eficiência no transporte refrigerado.

Nesse contexto, a gestão logística da cadeia fria veicular abrange o armazenamento, a frota e a distribuição, integrando práticas operacionais, regulatórias e tecnológicas que visam garantir a qualidade e a rastreabilidade das cargas termossensíveis. Cada uma dessas etapas possui particularidades técnicas e normativas específicas, que, se não forem devidamente observadas, podem comprometer a eficiência do sistema e gerar perdas significativas.

A consolidação de tecnologias emergentes, como a Internet das Coisas (IoT), a Inteligência Artificial das Coisas (AIoT), o big data, o machine learning e o blockchain, tem reformulado a estrutura operacional da cadeia fria, possibilitando o monitoramento contínuo, a automação de processos e a análise preditiva de variáveis críticas, como temperatura, umidade e desempenho energético. Tais avanços não apenas ampliam a eficiência logística, como também fortalecem a sustentabilidade ambiental e a competitividade das empresas que atuam neste segmento.

Considerando esse panorama, o presente artigo tem como objetivo analisar a gestão logística da cadeia fria veicular, abordando as etapas de armazenamento, gestão de frota e distribuição, além de discutir as tecnologias emergentes e os desafios contemporâneos que influenciam o desempenho do setor. Busca-se, dessa forma, evidenciar a relevância da inovação tecnológica e da sustentabilidade como eixos estruturantes de uma cadeia fria moderna, segura e eficiente, em conformidade com as exigências normativas e ambientais da atualidade.

Armazenamento na Cadeia Fria

O armazenamento na cadeia fria trata-se de um grande e complexo grupo de procedimentos, implementos e mecanismos específicos que, conjuntamente asseguram e monitoram a temperatura exemplar ou normativa de determinados produtos termossensíveis, do início ao fim, ao longo da integralidade da cadeia logística fria. Neste mesmo sentido, Aung e Chang (2014) asseveram que “a refrigeração mantém a qualidade e prolonga a vida útil, mantendo a temperatura do produto no ponto em que a deterioração metabólica e microbiana é minimizada.”

É conhecida por ser a prima e mais minuciosa etapa de toda a coldchain, uma vez que compreende a integridade do manuseamento cuidadoso e completamente sistemático da temperatura, umidade e fluxo de ar, atenuando severamente eventuais instabilidades térmicas, bem como resguardando de dispêndios passíveis de repressão. 

Ademais, em se tratando de procedimentos tecnológicos mais modernos, como sistemas de telemetria, que proporcionam de forma precisa e eficaz o monitoramento em tempo real através da transmissão de dados e, sensores inteligentes, têm evidenciado extrema conveniência, eis que potencializam a eficácia das condições de armazenamento. Corroborando, Tiwari e Tiwari (2024) manifestam que, “a integração de tecnologias avançadas no armazenamento da cadeia fria permite um controle mais preciso das condições ambientais, resultando em uma maior preservação da qualidade dos alimentos perecíveis”. Desta feita, as referidas tecnologias não somente viabilizam a identificação precoce ao mínimo sinal de alternância de temperatura ou umidade ambiental, como também, cria a perfeita oportunidade que pode facilmente ser determinada como ação x reação, uma vez que, ao constatar oscilações, ações corretivas rápidas e eficazes podem ser adotadas, distanciando-se de eventuais inutilizações dos produtos transportados. 

Em se tratando de melhor eficiência energética, tal circunstância é imprescindível no decorrer do armazenamento em cadeia fria. Desta forma, Arriaga Lorenzo et al. (2023) corroboram afirmando que “a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixo consumo energético contribui não apenas para a redução de custos operacionais, mas também para a minimização do impacto ambiental das operações logísticas”. Logo, as administrações mais eficazes da energia dos sistemas incumbidos do armazenamento dos produtos transformam-se em elementos indispensáveis na garantia de sustentabilidade e seguridade dos itens termossensíveis no decorrer da íntegra cadeia logística fria. 

Armazenamento é, e sempre será a mais complexa e necessária ligação ao meio de produção e traslado. Equívocos nesta corrente são inteiramente comprometedores da cadeia fria, uma vez que quaisquer mínimas transições de temperatura podem ocasionar deteriorações dos produtos, ausência de validade e ameaças à saúde populacional. Ainda, é responsável por garantir a estabilidade das cargas, agregando em partes similares para a distribuição, uniformização de oferta e procura, assegurando flexibilidade sempre e, controles de processos térmicos, em virtude de sensores e observações das temperaturas em continuidade, logo, conforme Osorio, Corradini e Dewi (2017) “os canais de distribuição com controle de temperatura são um fator crítico para garantir a segurança dos produtos alimentícios; falhas na cadeia fria, mesmo dentro do varejo, podem causar a deterioração inesperada dos alimentos antes da data de validade.”

Neste mesmo ínterim, cabe ressaltar que, o armazenamento em cadeia fria demanda de suporte devidamente específico, como, por exemplo: câmaras frigoríficas, que mantém os produtos congelados; câmaras resfriadas, responsáveis pela conservação de produtos refrigerados e, túneis de congelamento, que realizam agilmente a redução da temperatura central dos produtos. De acordo com Pereira et al. (2010), “as câmaras frigoríficas de transporte urbano devem manter temperaturas controladas entre 0 °C e 10 °C para produtos resfriados e entre −18 °C e −30 °C para produtos congelados, garantindo a conservação e a segurança alimentar durante todo o trajeto.”

Além do controle térmico e da aplicação de estruturas exclusivas, como as câmaras e túneis de congelamento, o armazenamento na cadeia fria também é submetido a sistemas de rastreabilidade e consonância com a cautelosa normativa regulamentadora. Em concordância com a RDC n.º 430/2020 da ANVISA, de 08 de outubro de 2020, é imprescindível que os sistemas de armazenamento e transporte apliquem “métodos passivos ou ativos de controle de temperatura e umidade que sejam necessários à manutenção das condições requeridas pelo registro sanitário ou outras especificações aplicáveis” (ANVISA, 2020, p. 12). Assim, tais procedimentos possibilitam o registro sucessivo e ininterrupto das temperaturas e condições do ambiente, garantindo que os produtos termossensíveis, resfriados ou congelados sejam apropriadamente conservados. 

Ainda, o próprio Manual da Rede de Frio do Ministério da Saúde assevera que “a cadeia de frio é um processo que demanda cuidados, considerando a alta sensibilidade dos imunobiológicos às alterações de temperatura de conservação e possíveis desvios de fluxo das atividades de armazenamento e distribuição” (BRASIL, 2022, p. 34). Outrossim, de maneira símile, em um contexto alimentar, a Instrução Normativa Conjunta ANVISA-MAPA n.º 02/2018 estipula que, produtos vegetais frescos destinados à alimentação humana devem ser rastreáveis em todos os estágios da cadeia produtiva, incluindo o transporte e a armazenagem, garantindo a identificação do produtor e o registro das condições de movimentação (ANVISA; MAPA, 2018).Tal procedimento, de forma conjunta ao controle térmico, assegura que possíveis irregularidades sejam diagnosticadas de forma célere, conservando a qualidade, seguridade e adequação sanitária dos produtos. 

Além disso, a RDC nº 216/2004 da ANVISA reforça que o armazenamento e o transporte de alimentos preparados devem ocorrer sob condições de tempo e temperatura que não comprometam a sua qualidade higiênico-sanitária, sendo obrigatório o monitoramento das temperaturas durante essas etapas (ANVISA, 2004). Logo, tem-se que a adoção das melhores medidas e ferramentas para o armazenamento em cadeia fria evidenciam a importância da integração entre as normas de vigilância sanitária e as práticas logísticas, assegurando que os produtos termossensíveis, sejam eles alimentícios ou farmacêuticos, mantenham suas propriedades até o consumo final, garantindo segurança durante toda a cadeia de frio. 

Gestão de frota aplicada ao transporte refrigerado

A frota de veículos, cuja designação principal é realizar o traslado dos produtos, alimentícios ou não, que demandam gestão de temperatura específica também é uma etapa imprescindível e faz parte do procedimento da cadeia fria, sendo que, a gestão inteligente e adequada envolve aspectos importantes como manutenção preventiva e calibração de sistemas de refrigeração, assim como treinamento específico dos motoristas e monitoramento em tempo real. De acordo com Lawton (2018), a eficiência da refrigeração no transporte depende tanto do estado técnico dos equipamentos quanto da capacitação dos operadores, já que a correta manutenção e calibração são fatores-chave para garantir o desempenho térmico e a segurança dos produtos transportados.

Desta feita, a gestão da frota no transporte refrigerado trata-se de uma forma de organização, que demanda incorporação de fundamentos de engenharia térmica, logística operacional e tecnologias de monitoração, visando assegurar a integridade dos produtos sensíveis, para que estes alcancem o destino final, munidos de segurança e alta qualidade. No mesmo sentido, Chen et al. (2024) corroboram atestando que, a otimização da frota refrigerada deve considerar simultaneamente fatores energéticos, ambientais e logísticos, pois o planejamento de rotas, aliado ao controle de temperatura, pode reduzir emissões de carbono e melhorar o desempenho operacional. 

Um veículo próprio para traslado refrigerado não serve unicamente para transportar a carga, mais do que levar de um lugar a outro, é o que condicionará mediante controle estrito, seguindo padrões pré-designados de temperatura e umidade do ar, evadindo quaisquer possibilidades de perdas ou decréscimos que culminam em prejuízos financeiros, além de assegurar a preservação da saúde pública e a credibilidade da respectiva empresa no mercado. Para Lawton (2018), os sistemas mais atualizados de refrigeração de transporte são munidos de sensores de temperatura distribuídos e controle automatizado, possibilitando a rápida identificação de variações que possam comprometer a integridade e segurança da carga. 

Estudos recentes indicam que a divergência da temperatura externa, o tempo de parada nos locais de coleta ou entrega, bem como os momentos de abertura e fechamento da porta do compartimento refrigerado, são condições que precisam ser ponderadas de maneira inegável em modelos de controle térmico. Ruhe Xie et al. (2011) constataram que a abertura reiterada das portas de contêineres refrigerados ocasiona gradientes térmicos significativos e zonas de instabilidade que comprometem a homogeneidade da temperatura interna. Tais evidências reforçam que a gestão de frota no transporte refrigerado deve integrar técnicas de engenharia térmica, controle ambiental e boas práticas operacionais, consolidando-se como um fator crítico para a competitividade e sustentabilidade das empresas do setor.

O êxito na gestão da frota refrigerada não se limita apenas às características técnicas no que concerne à conservação térmica em si, como também à administração operacional e sistemática do próprio transporte. Um gerenciamento apropriado requer integração à utilização de tecnologias de rastreamento, planejamento de rotas e controle de consumo de combustíveis, tendo em vista aperfeiçoar a performance logística e amenizar desperdícios. De acordo com Santos et al.  (2024), o planejamento urbano e uso de sistemas inteligentes de transporte são fatores determinantes para a eficácia das operações de cargas refrigeradas, eis que o tráfego urbano, restrições de horário e a própria infra-estrutura viária influem de modo direto na manutenção da temperatura e tempo total de entrega.  

Outro componente imprescindível encontra-se na aplicação de indicadores de desempenho (KPIs) específicos, destinados à aferição da eficiência das frotas em condições de temperatura controlada. Tais indicadores proporcionam o monitoramento de pontos decisivos, como consumo de combustíveis, custos operacionais e rendimentos, além de possibilitar o reconhecimento de inoperâncias e aplicação de desenvolvimento constante. Tais indicadores também estabelecem um pilar para implementação da digitalização da gestão de frotas, bem como análise preditiva e incorporação às tecnologias de IoT (Internet das Coisas). Neste contexto, Gillespie et al. (2023) aduz que a combinação de sensores embarcados e algoritmos de verificação de desempenho possibilitam o monitoramento em tempo real da eficácia energética e estabilidade térmica das cargas. A gestão torna-se algo mais previsível e sustentável, conectando desempenho operacional, atenuando emissões e agregando em credibilidade logística, ou seja, os próprios alicerces de competitividade nas operações refrigeradas atuais.

A integração de práticas sustentáveis na gestão de frotas refrigeradas transformou-se em um quesito já programado, em se tratando de comprometimento a nível global, de descarbonização e influência gradativa em procedimentos ambientalmente prudentes. Nessa conjuntura, a eficiência energética manifesta-se como um dos elementares indicadores de desempenho e de consciência corporativa. Além disso, a eficácia operacional das frotas refrigeradas deriva-se cada vez mais da adesão a sistemas de monitoramento e controle que permitam uma gestão mais inteirada, em se tratando de desempenho térmico e energético. 

Neste sentido, para Wang et al. (2023), a avaliação da eficiência energética e o cálculo das emissões de carbono são instrumentos fundamentais para a evolução de procedimentos eficazes de conservação de energia e sustentabilidade dentro da cadeia fria alimentar, representando um eixo central na redução de impactos ambientais e no aprimoramento do desempenho operacional.

Desta feita, a gestão de frota aplicada ao transporte frigorífico firma-se como um fundamento imprescindível entre eficácia, qualidade e responsabilidade ambiental dentro da cadeia fria. Ao desenvolver critérios de conservação energética, renovação de técnicas, manutenção rigorosa, capacitação humana, atenção às normas regulamentadoras e ambientais, bem como controle operacional inteligente e ágil, as empresas do setor logístico trilham um rumo de mais sustentabilidade, competitividade e alinhamento às demandas globais hodiernas.

Distribuição na Cadeia Fria

A distribuição é a etapa final da cadeia fria veicular e possui como consequência direta a satisfação do consumidor e integridade dos produtos sensíveis à temperatura. O êxito da distribuição depende de roteiros eficientes, do monitoramento contínuo da temperatura e coordenação com os pontos de venda ou destinatários finais, bem como capacitação adequada dos operadores de veículos de transporte refrigerado. 

Atualmente, a incorporação de tecnologias digitais e sistemas inteligentes de transporte tem se evidenciado decisiva para a elevação da confiabilidade desta etapa. Estudos modernos de Zhang et al. (2024) demonstram que a utilização de rastreamento em tempo real, análise preditiva e sistemas IoT, garante maior domínio acerca de possíveis desvios de temperatura e contratempos, assegurando que os produtos cheguem ao destinatário final dentro dos padrões de qualidade estabelecidos.  

Ante tal perspectiva, sistemas de monitoramento em tempo real fundamentados em IoT têm se evidenciado prósperos na detecção ágil e certeira de atividades atípicas. No entendimento de Cil et al. (2022), “os sistemas de cadeia fria habilitados pela Internet das Coisas têm grande potencial para gerenciar, monitorar, receber e determinar eventos anormais relacionados a produtos sensíveis à temperatura em tempo real”. Tais procedimentos viabilizam encaminhamento automático de sinalização, alertando e gerando dados aos gestores logísticos, para que estes possam intervir de maneira rápida e eficiente, atenuando perdas e custos operacionais. 

De forma distinta, outra particularidade da fase de distribuição das cargas frigoríficas transladadas aos seus devidos destinos é o estudo e planejamento da roteirização dos veículos refrigerados. O aprimoramento para potencialização das rotas, tendo em vista aspectos como distância, temperatura, janelas de entrega e consumo de energia, é fator determinador para o êxito da operação. De acordo com Pérez-Lechuga et al. (2024), “modelos de roteirização estocástica que incorporam capacidade fixa, janelas de tempo e parâmetros probabilísticos relacionados à vida útil dos produtos perecíveis são eficazes para maximizar a probabilidade de entrega dentro do prazo estabelecido”. A perspectiva aduzida ratifica que a estudada e planejada roteirização das rotas gera equilíbrio entre oscilações de custo, credibilidade e integridade térmica, asseverando que as entregas sucedam-se em consonância com os padrões de qualidade necessários e requeridos pelo mercado e órgãos fiscalizadores. 

Do mesmo modo, atuando de maneira conjunta com a roteirização otimizada, a eficiência energética na distribuição é fundamental, uma vez que veículos refrigerados requerem notável quantidade de energia para conservar a temperatura ideal que demandam as cargas, sendo elas resfriadas ou congeladas. Nesse sentido, Wang e Du (2025) demonstraram que sistemas de monitoramento em tempo real, combinados, com algoritmos preditivos (LSTM + PSO), possibilitam ajuste das rotas e consumo de energético, de acordo com as condições ambientais e de tráfego. O referido estudo apontou que tal abordagem atenuou o consumo de energia em cerca de 20% e o tempo total de transporte em 8,33%, preservando a precisão térmica superior a 94%. Sendo assim, a harmonia entre eficiência energética e roteirização inteligente intensifica a sustentabilidade e integridade da cadeia logística. 

Outra abordagem que têm sido cada vez mais utilizada é a operacionalização com aplicação de inteligência artificial das coisas (AIoT) na logística frigorífica, associando sensores inteligentes, monitoramento contínuo e algoritmos de tomada de decisão. Conforme Nozari et. al (2025), “a aplicação de algoritmos inteligentes de roteamento e análise de dados em tempo real reduz custos de transporte e falhas humanas, ao mesmo tempo em que aprimora a confiabilidade das entregas e a rastreabilidade da carga”. Essa interpretação visa promover a prevenção antecipada e estratégica de falhas, reconhecendo e monitorando desvios de temperatura ou atrasos, possibilitando administrar a situação, mediante ações imediatas. 

Em que pese o avanço tecnológico, a especialização dos operadores e motoristas é imprescindível, de maneira que erros humanos no decorrer da armazenagem, carregamento, descarregamento e condução dos veículos da frota, são motivos usuais que ocasionam o rompimento da cadeia de frio. Desta feita, é indispensável o investimento em treinamentos específicos, planos de emergência e auditorias operacionais, assegurando que a tecnologia seja de forma absoluta e satisfatória corroborada por práticas seguras e eficazes, empreendidas pelos motoristas e operadores que cuidam de todo o procedimento em cadeia fria: do armazenamento, frota e distribuição.

A fase de distribuição na cadeia fria veicular exige inovação tecnológica, planejamento logístico, gestão eficaz da frota e capacitação dos seus operadores, constituindo um sistema totalmente integrado e habilitado para assegurar qualidade, seguridade e confiabilidade dos produtos termossensíveis até a conclusão do traslado. Conforme destacado por Shi, Zhang e Qin (2024), “a logística da cadeia fria é um componente crítico da cadeia de suprimentos que garante a preservação de mercadorias perecíveis desde o ponto de origem até o consumidor”.

 Conseqüentemente, a distribuição na cadeia fria veicular caracteriza a união de todas as aplicações logísticas voltadas à preservação e estabilidade dos produtos sensíveis à temperatura. De maneira consonante, tecnologias inteligentes, roteirização de rotas para otimização de transporte e capacitação dos operadores, é um diferencial competitivo imprescindível em uma perspectiva de rigidez regulatória progressiva e demanda dos destinatários, por qualidade do serviço prestado e possibilidade de rastreamento. Desta feita, a administração exímia nesta etapa é um “divisor de águas”, pois não tão somente versa acerca do monitoramento da temperatura e seguridade das cargas, como também, viabiliza aumento da sustentabilidade, atenuação de custos e consolidação da reputação empresarial. Em suma, a distribuição na cadeia fria, quando administrada sob essa perspectiva, integrada e tecnológica, consolida-se como aspecto determinante para uma logística impecável, resultando em pura confiabilidade em todo o sistema do transporte refrigerado e alinhamento às exigências globais. 

Tecnologias Emergentes e Inovação na Cadeia Fria Veicular

 A evolução tecnológica tem incentivado transformações notáveis em toda a logística da cadeia fria veicular, ampliando e fortalecendo a eficiência operacional, rastreabilidade e sustentabilidade na integralidade do procedimento de traslado de cargas sensíveis à temperatura. Em se tratando de tecnologias emergentes, como a internet das coisas (IoT), inteligência artificial das coisas (AIoT), big data e o machine learning (aprendizado de máquina), tem ganhado evidência, uma vez que tornaram-se essenciais para a modernização dos sistemas logísticos, possibilitando uma administração perspicaz e integrada da temperatura, rotas e desempenho das frotas refrigeradas.  

  A internet das coisas (IoT) segue remodelando de forma modernizada o modo como os procedimentos da cadeia fria são gerenciados, possibilitando a transmissão contínua entre os sensores de temperatura, umidade e localização, implantados em veículos e centros de distribuição. A aplicação desses dispositivos em conexão viabiliza o monitoramento em tempo real com qualidade e precisão de situações ambientais e operacionais, auferindo dados de extrema relevância para a prevenção de perdas de cargas, esquivando-se de prejuízos e assegurando a consumação dos padrões de qualidade, inclusive cumprimento de prazos. Em concordância com Gillespie et al. (2023), a aplicação de tecnologias IoT para detecção de irregularidades em tempo real durante o transporte refrigerado possibilita avanços pertinentes na rastreabilidade e na ação imediata em se tratando de desvios de temperatura, garantindo maior confiabilidade à cadeia.

 Os avanços na conectividade e na miniaturização de sensores proporcionam a utilização de plataformas IoT com integração em nuvem, onde os dados são visualizados e avaliados por gestores e operadores de logística. Nesse sentido, Zhang e Wei (2022), corroboram atestando que o emprego de redes IoT em cadeias frias internacionais, associado a algoritmos de filtragem Kalman, melhoram a precisão do rastreamento e atenuam erros de aferição, otimizando a gestão de estoques e controle de qualidade durante o traslado. Trata-se de uma representação de transição da habitual coleta e dados para um exemplar de tomada de decisão guiada por dados, característica das cadeias frias inteligentes (smart supply chains).

 A consonância entre a IoT e a inteligência artificial origina o conceito de AIoT (artificial intelligence of thigs), o qual aprimora o processamento e a apuração dos dados recepcionados, transformando-os em informações mobilizáveis. Na conjuntura da cadeia fria veicular, tal integração tem se mostrado relevantemente operativa e eficaz na otimização dos processos operacionais. De acordo com o estudo desenvolvido por Nozari et al. (2025), a aplicação integrada de sistemas AIoT em cadeias frias logísticas culminou em reduções de até 26% nos custos operacionais e 60% nos custos de traslado, atestando repercussão favorável em se tratando de eficiência e sustentabilidade no setor.  

 Acompanhando tais avanços, evidencia-se da mesma forma a implementação da tecnologia blockchain como um recurso estratégico para intensificar a rastreabilidade e a integridade das informações na cadeia fria veicular. Através de registros distribuídos e estáveis e de procedência, essa tecnologia garante a clareza dos dados compilados pelos sensores IoT, impedindo adulterações e possibilitando o acompanhamento integral das condições térmicas no decorrer de todo a trilha logística. Nesse sentido, Kshetri (2021) afirma que o blockchain contribui de maneira significativa para o fortalecimento da confiança entre os elos da cadeia de suprimento, ao proporcionar uma infraestrutura descentralizada e confiável de validação das transações e eventos registrados.

 O machine learning (ML) e obig data são, semelhantemente, indispensáveis para o progresso da cadeia fria veicular, uma vez que a grande dimensão de dados coletados por sensores IoT demandam dispositivos desenvolvidos para análise, que possibilitem não somente a identificação de padrões, como também, prevenção e antecipação de eventos críticos, como falhas em compressores, transições térmicas ou retardos de tempo ao seguir determinadas rotas. Corroborando, Loisel et al. (2021), verificaram que a utilização de algoritmos de machine learning voltados à detecção de rupturas na cadeia fria promovem a identificação precoce de irregularidades e o desenvolvimento de métodos preventivos que atenuam perdas e melhoram o desempenho logístico. 

 De maneira consonante, Jackson et. al. (2024) em estudo dirigido no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em colaboração com a Americold, retrataram que a utilização de modelos estimativos de IA para a estruturação da amplitude e demanda de armazenamento refrigerado, resultando em uma precisão média de 95%, colaborando para aumento da estabilidade operacional e melhora de alocação de recursos energéticos. O emprego dessas tecnologias torna a cadeia fria mais reacionária e sem vulnerabilidades, limitando desperdícios e ampliando a rastreabilidade de todas as etapas, do início ao fim. 

 Outra condição de grande pertinência é a aplicabilidade de sistemas fundados em aprendizado federado (Federated Learning), que viabiliza o treinamento de modelos de IA de maneira dispersada, sem necessidade de transmissão de dados sensíveis entre veículos e servidores. Tal procedimento promove maior privacidade, atenuando o consumo de banda de rede e potencializa a capacidade de aprendizado associativo entre frotas interligadas. De acordo com Chellapandi, Yuan e Brinton (2023), tal método possui grande potencial para o setor de transporte automatizado e pode ser implementado da mesma forma em transportes refrigerados, possibilitando avaliações preditivas locais e colaborativas, sem pôr em risco a segurança dos dados. 

 No contexto geral, a aplicação dessas tecnologias emergentes à cadeia fria veicular tem propiciado resultados positivos observáveis e quantificáveis, ou seja: minimização de perdas de cargas, potencialização energética, rastreabilidade elevada e eficiente, melhor desempenho operacional e, sustentabilidade ambiental. A aplicação integrada IoT, AIoT e aprendizado de máquina proporciona não unicamente o monitoramento das variáveis críticas de temperatura e umidade, como também o aperfeiçoamento de sistemas autônomos qualificados para planejar rotas e critérios de refrigeração de maneira dinâmica. Conseqüentemente, a inovação tecnológica caracteriza-se como um direcionamento estratégico para o robustecimento da cadeia fria moderna, favorecendo a qualidade do traslado de cargas de produtos sensíveis à temperatura. 

Desafios e Perspectivas

A cadeia fria veicular enfrenta uma combinação substancial de desafios que cerceiam sua plena eficiência operacional e capacidade de expansão sustentável. Entre os mais relevantes, ressalta-se a infraestrutura limitada, particularmente em regiões periféricas e em rotas de entrega de longa distância, que podem vulnerabilizar a preservação contínua da temperatura e amplia o risco de diminuição da qualidade das cargas de produtos sensíveis à temperatura que são transportados. Nesse sentido, Mustafa, Navaranjan e Demirovic (2024) asseveram que, “as falhas no controle térmico durante o transporte permanecem entre as maiores causas de perdas logísticas na cadeia do frio, especialmente em países com infraestrutura rodoviária desigual”. Tal circunstância é ainda mais crítica no Brasil, uma vez que a diversidade climática e a instabilidade das rodovias têm dificultado a uniformização das movimentações de cargas refrigeradas, demandando constante aplicação de investimentos em veículos (frota de caminhões) mais bem equipados e centros logísticos mais compatíveis. 

Outra adversidade destacada é concernente aos elevados custos operacionais, provocados pelo uso intenso de energia dos sistemas de refrigeração, manutenção das frotas especializadas no transporte de cargas que carecem de monitoramento da temperatura nos produtos resfriados e congelados, e, pela freqüente elevação nas tarifas dos combustíveis. Spagnol et al. (2018), nesse contexto destaca que o custo energético simboliza uma parcela significativa do total operacional da cadeia do frio, fazendo com que seja imprescindível o desenvolvimento de alternativas mais eficientes e limpas. A implementação de tecnologias de refrigeração baseadas em energia renovável, ainda que promissor, depara-se com dificuldades, tanto financeiras quanto normativas, o que tem impedido o avanço da sua operacionalização integral em frotas comerciais de médio porte. 

A insuficiência de profissionais devidamente qualificados também assume a forma de limitação estrutural ao desempenho eficaz da logística da cadeia fria. A operação da frota de veículos refrigerados, a manipulação de cargas sensíveis e o monitoramento constante da temperatura pressupõem conhecimento técnico e atualização de maneira sucessiva. Conforme aponta Turgut (2024), “a integração de tecnologias da Indústria 4.0 à cadeia de suprimentos agroalimentar requer profissionais com competências digitais e logísticas simultaneamente desenvolvidas”. No Brasil, observa-se que a instrução técnica ainda é limitada, não sendo suficiente para suprir a crescente demanda no setor, sobretudo em segmentos como o transporte de produtos sensíveis à temperatura, ratificando a relevância da especialização contínua no contexto logístico da cadeia fria.

A profundidade normativa é outro entrave habitual. O setor está sujeito a uma vasta diversidade de normas sanitárias, ambientais e de transporte, freqüentemente coexistentes em esferas federais, estaduais e municipais.  Neste sentido, Davoudi, Stasinopoulos e Shiwakoti (2024) asseveram que a falta de homogeneidade nas regulamentações internacionais de transporte refrigerado dificulta a padronização das práticas de rastreabilidade e controle de temperatura. Já, em se tratando da perspectiva brasileira, tal segmentação regulatória causa impacto imediato na competitividade e previsibilidade operacional, demandando do gestor um conhecimento técnico aprofundado e ininterrupto acerca das legislações sanitárias, ambientais e de transporte. 

Em que pese tais desafios mencionados, o setor nitidamente demonstra perspectivas animadoras de expansão e modernização, incentivadas por tendências tecnológicas, normativas e de consumo. O fortalecimento da demanda de produtos refrigerados, como alimentos frescos, laticínios, carnes processadas e vacinas têm contribuído fortemente para a extensão da cadeia fria em escala global. Estudos recentes conduzidos por Mustafa, Navaranjan e Demirovic (2024) demonstram que o mercado mundial de transporte refrigerado deve crescer de forma constante até 2030, incentivado pela urbanização, e-commerce alimentar e pela conscientização sobre segurança alimentar. No Brasil, essa expansão também se relaciona ao aperfeiçoamento das operações logísticas e à solidificação de operadores devidamente instruídos para realização de transporte em cadeia fria. 

Outro fator de extrema relevância é a implementação progressiva de tecnologias digitais, que vêm transformando de maneira inovadora a gestão da cadeia fria. Conforme anteriormente suscitado, soluções com fundamentação em Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e blockchain têm promovido o monitoramento ininterrupto e em tempo real das circunstâncias de temperatura, umidade e localização, elevando o desempenho da rastreabilidade e transparência. Spagnolet al. (2018) avaliam que “a digitalização dos processos logísticos constitui o caminho mais eficiente para reduzir desperdícios e aumentar a confiabilidade das entregas na cadeia do frio”. Tais ferramentas não somente minimizam as perdas, como também consolidam a confiança do consumidor, além de simplificar avaliações de ordem sanitária e ambiental, estimulando uma cultura de qualidade e controle regular.

Em se tratando de sustentabilidade, algo imprescindível, as perspectivas também são promissoras. O setor tem executado ações para minimizar sua pegada de carbono, através da utilização de gases refrigerantes de baixo impacto ambiental, veículos híbridos e elétricos, além da implantação de sistemas de refrigeração alimentados por meio de energia solar. Segundo Mohan Amin (2022), a aplicação de tecnologias limpas em unidade de refrigeração veicular, associada à administração inteligente de rotas e ao uso de fontes renováveis, pode reduzir em até 65% as emissões de gases de efeito estufa vinculadas ao transporte refrigerado urbano, sem colocar em risco o desempenho térmico das cargas. Para os autores, “a integração entre eficiência energética e inovação tecnológica é o principal vetor para a descarbonização da logística de alimentos perecíveis, promovendo um equilíbrio entre competitividade e responsabilidade ambiental” (MOHAN; AMIN, 2022, p. 8). Essa tendência revela um futuro em que a cadeia fria veicular institucionalizará métodos mais limpos e eficazes, impulsionando de maneira direta as metas de neutralidade climática até 2050 e consolidando o caráter fundamental da sustentabilidade como fator estratégico na administração logística hodierna. 

Em termos gerais, a gestão logística da cadeia fria localiza-se em um ponto decisivo, entre desafios constantes e oportunidades emergentes. O avanço para além das limitações estruturais, dos altos custos operacionais e escassez de profissionais capacitados demanda não apenas investimentos sucessivos em infraestrutura e tecnologia, como também, políticas públicas conectadas, bem como qualificação técnica a longo prazo. Paralelamente, a evolução dos recursos digitais, a inclusão de práticas sustentáveis e o desenvolvimento da cultura de inovação estabelecem uma realidade de transformação sólida, no qual eficiência e responsabilidade ambiental deixam de atuar como vetores conflitantes e passam a ser dimensões que se complementam na competitividade. Logo, as perspectivas futuras revelam uma cadeia fria veicular mais inteligente, flexível e ambientalmente balanceada, apta para suprir as demandas globais ávidas por segurança, qualidade e sustentabilidade logística. 

Conclusão

A gestão logística da cadeia fria veicular demonstra-se como um componente indispensável para a preservação da qualidade, da segurança e da integridade de produtos sensíveis à temperatura, assegurando a confiabilidade das operações que envolvem o armazenamento, o transporte e a distribuição. A eficiência dessa cadeia depende de um equilíbrio entre infraestrutura adequada, capacitação técnica e aplicação de tecnologias inovadoras que garantam o controle rigoroso das variáveis térmicas e ambientais.

Verifica-se que o mantimento da temperatura interna dos compartimentos de carga constitui o ponto nevrálgico da operação, uma vez que dele depende a inocuidade e a estabilidade físico-química dos produtos transportados. Nesse sentido, práticas operacionais eficientes e investimentos em monitoramento digital tornam-se fundamentais para prevenir perdas e assegurar a conformidade com os padrões sanitários e regulatórios vigentes.

A inserção de tecnologias emergentes, como a Internet das Coisas (IoT), a Inteligência Artificial das Coisas (AIoT), o blockchain e o machine learning, tem transformado profundamente o modelo de gestão da cadeia fria, promovendo maior rastreabilidade, automação e sustentabilidade. Essas inovações possibilitam o acompanhamento em tempo real das condições de transporte e o uso de dados preditivos para decisões estratégicas, consolidando um novo paradigma de eficiência e confiabilidade no setor logístico.

Por conseguinte, observa-se que a integração entre inovação tecnológica e sustentabilidade operacional constitui o caminho para o fortalecimento da cadeia fria veicular no contexto contemporâneo. O futuro do setor tende à consolidação de sistemas inteligentes, energeticamente eficientes e ambientalmente responsáveis, capazes de atender às exigências do mercado global e às crescentes demandas por segurança alimentar e redução de impactos ambientais. Assim, a gestão logística da cadeia fria veicular consolida-se não apenas como um segmento técnico da logística, mas como um eixo estratégico essencial para o desenvolvimento sustentável e competitivo das operações de transporte e distribuição em escala global.

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