EXPRESSÕES COLOQUIAIS E NARRATIVAS ORAIS NA COMUNIDADE RIBEIRINHA PAGA DÍVIDAS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202503211735


Benedita do Socorro Balieiro Leão¹; James Bryan Silva de Araújo²; Sheila Cristina Costa dos Santos³; Orientador: Prof. Me. Malena Vidal dos Santos.


Resumo:

Este trabalho investiga as expressões coloquiais e narrativas orais na comunidade ribeirinha Paga Dívidas, localizada no Amapá, com o objetivo de compreender sua relação com a identidade sociocultural local e os desafios para sua preservação. A pesquisa seguiu uma abordagem qualitativa e quantitativa, utilizando questionários e entrevistas semiestruturadas aplicadas aos moradores da comunidade. Os resultados demonstraram que as expressões coloquiais ainda são amplamente utilizadas, refletindo as tradições e experiências da população ribeirinha. No entanto, verificou-se um declínio na transmissão dessas expressões entre as novas gerações, influenciado pela globalização e pela inserção de novas tecnologias. No que se refere às narrativas orais, a pesquisa indicou que os mais velhos ainda desempenham um papel central na contagem de histórias e lendas, mas a participação dos jovens tem diminuído. Conclui-se que, para garantir a continuidade dessa herança linguística e cultural, é essencial documentar e valorizar tais práticas por meio de registros escritos, audiovisuais e atividades pedagógicas que incentivem a transmissão intergeracional do conhecimento.

Palavras-chave: oralidade; expressões coloquiais; narrativas orais; identidade cultural; comunidade ribeirinha.

Abstract:

This study investigates colloquial expressions and oral narratives in the riverside community Paga Dívidas, located in Amapá, with the aim of understanding their relationship with the local sociocultural identity and the challenges for its preservation. The research followed a qualitative and quantitative approach, using questionnaires and semi-structured interviews with the community’s residents. The results showed that colloquial expressions are still widely used, reflecting the traditions and experiences of the riverside population. However, there was a decline in the transmission of these expressions among the new generations, influenced by globalization and the introduction of new technologies. Regarding oral narratives, the research indicated that older people still play a central role in telling stories and legends, but the participation of young people has decreased. It is concluded that, in order to ensure the continuity of this linguistic and cultural heritage, it is essential to document and value such practices through written and audiovisual records and pedagogical activities that encourage the intergenerational transmission of knowledge.

Keywords: orality; colloquial expressions; oral narratives; cultural identity; riverside community.

1 INTRODUÇÃO

A oralidade desempenha um papel fundamental na construção e preservação das culturas, sendo um elemento essencial na transmissão de saberes e tradições. No contexto das comunidades ribeirinhas da Amazônia, as narrativas orais representam um meio expressivo e identitário, permeado por fenômenos fantásticos, situações peculiares e elementos culturais profundamente enraizados no cotidiano dessas populações. Essas histórias, muitas vezes carregadas de fatos curiosos, intrigantes e misteriosos, refletem o ambiente sociocognitivo das comunidades ribeirinhas e oferecem uma visão ampla sobre suas experiências e modos de vida. Entretanto, a oralidade ainda é vista, em certos âmbitos acadêmicos e sociais, como uma forma inferior de comunicação, especialmente quando comparada à escrita e às normas gramaticais da língua padrão. Considerando este cenário, este estudo tem como objetivo geral investigar as expressões coloquiais e narrativas orais presentes na comunidade ribeirinha Paga Dívidas, localizada na região sul do estado do Amapá, analisando sua relação com a língua portuguesa e os dialetos ribeirinhos. Especificamente, busca-se compreender as características linguísticas dessa oralidade, diagnosticar as experiências e vivências dos ribeirinhos em sua interação verbal cotidiana e analisar as diversas formas de expressões coloquiais e narrativas orais empregadas nessa comunidade.

A questão central que norteia esta pesquisa é: como as expressões coloquiais e narrativas orais da comunidade Paga Dívidas revelam a diversidade sociolinguística da Amazônia amapaense e quais são os desafios enfrentados na preservação dessa identidade linguística? A hipótese principal deste estudo é que a oralidade na comunidade ribeirinha não apenas preserva a identidade cultural local, mas também evidencia processos linguísticos específicos que são pouco abordados nos estudos acadêmicos tradicionais, muitas vezes por conta do preconceito linguístico que marginaliza as variedades não padronizadas da língua.

A justificativa para a realização desta pesquisa reside na necessidade de compreender e valorizar a diversidade linguística amazônica, promovendo um olhar mais inclusivo sobre as variedades orais da língua portuguesa. O estudo das narrativas orais e das expressões coloquiais na comunidade Paga Dívidas permitirá evidenciar a riqueza linguística dessa população e contribuir para a valorização de sua identidade cultural.

Dando continuidade, ao lançar luz sobre um aspecto linguístico frequentemente negligenciado, esta pesquisa poderá oferecer subsídios para futuras investigações sobre a sociolinguística amazônica e para a formulação de práticas pedagógicas que reconheçam a importância da oralidade na construção do conhecimento.

Sendo assim, este trabalho busca não apenas descrever e analisar as expressões orais da comunidade ribeirinha, mas também destacar a relevância da oralidade como elemento estruturante das relações sociais e culturais na Amazônia. Dessa forma, espera-se contribuir para um maior reconhecimento da diversidade linguística brasileira e para o fortalecimento das identidades sociolinguísticas locais.

2 METODOLOGIA

A metodologia adotada neste trabalho tem como objetivo garantir a coleta e a análise de dados de forma sistemática e fundamentada, possibilitando uma compreensão aprofundada das expressões coloquiais e narrativas orais da comunidade ribeirinha Paga Dívidas. O estudo seguiu uma abordagem qualitativa e quantitativa, utilizando técnicas de pesquisa de campo para investigar a realidade linguística e cultural da comunidade.

Assim, a pesquisa foi estruturada em três etapas principais:

  • Definição das técnicas para aquisição de dados

Para garantir a coleta de informações relevantes e fidedignas, foi elaborado um questionário contendo perguntas objetivas e subjetivas. O questionário foi desenvolvido com o propósito de captar percepções dos moradores sobre o uso das expressões coloquiais e a prática das narrativas orais na comunidade. A pesquisa contou com entrevistas semiestruturadas, permitindo uma abordagem mais flexível e aberta, possibilitando que os entrevistados compartilhassem suas experiências e histórias de maneira espontânea.

  • Coleta de dados

A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas presenciais com os moradores da comunidade Paga Dívidas, localizada no município de Vitória do Jarí, no estado do Amapá. As entrevistas foram conduzidas em ambientes familiares aos participantes, de forma a proporcionar um ambiente confortável e propício para a manifestação natural da oralidade. Os entrevistados foram selecionados considerando critérios como tempo de residência na comunidade, faixa etária e envolvimento com práticas culturais locais, garantindo a representatividade da amostra.

  • Exibição e organização dos resultados coletados

Os dados obtidos foram organizados e categorizados de acordo com os temas abordados no questionário. As informações foram divididas em quatro grandes categorias: identificação sociocultural dos participantes, uso de expressões coloquiais, práticas de narrativas orais e preservação da cultura local. Para a análise quantitativa, foram aplicadas técnicas estatísticas simples, como a tabulação de respostas fechadas e a criação de gráficos demonstrativos. Já para a análise qualitativa, foram identificados padrões e recorrências nas respostas abertas, destacando-se as principais narrativas e expressões utilizadas na comunidade.

A avaliação da efetividade do estudo foi realizada por meio da comparação dos dados coletados com referenciais teóricos da sociolinguística e da história oral. Os resultados obtidos permitiram compreender como a oralidade se manifesta no cotidiano da comunidade e de que forma as narrativas orais e expressões coloquiais contribuem para a construção da identidade cultural ribeirinha.

Assim, a metodologia aplicada proporcionou uma abordagem detalhada sobre as práticas linguísticas locais, permitindo uma análise crítica e reflexiva da riqueza cultural da comunidade Paga Dívidas e sua relevância para a preservação da diversidade linguística amazônica.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 Reconstruindo Narrativas

A tradição de contar histórias antecede qualquer outra forma de expressão literária registrada, sendo uma prática que se perpetua através das gerações. Alguns possuem um talento nato para a narração, enquanto outros se desenvolvem nesse ofício com o tempo. Independentemente do estágio de aprendizado, é inegável que o ato de ouvir e recontar histórias possui uma função essencial na construção da identidade cultural de uma comunidade. Aqueles que demonstram interesse por essas narrativas desempenham um papel fundamental na manutenção desse patrimônio imaterial, garantindo que a trama de relatos transmitidos oralmente continue sendo tecida ao longo do tempo.

A literatura oral, como bem pontua Câmara Cascudo, possui características peculiares, como o anonimato do autor e a constante recriação a partir da interferência coletiva. Essa dinamicidade não representa uma perda de autenticidade, mas sim uma adaptação às realidades e às necessidades comunicativas dos falantes. No contexto da comunidade ribeirinha Paga Dívidas, a oralidade transcende o ato de contar histórias, sendo também um instrumento pedagógico e de socialização. As crianças, em especial, absorvem esses relatos e os ressignificam em suas próprias experiências, garantindo que a tradição permaneça viva.

Bachelard (1989) ressalta que os espaços aquáticos, frequentemente povoados por seres fantásticos como a Cobra Grande, evocam sentimentos ambíguos de medo e fascínio. Esse dualismo é essencial na formação do imaginário coletivo, permitindo que mitos e lendas sejam reinterpretados por diferentes gerações. As crianças, em fase de descobertas, aprendem a estabelecer conexões entre os elementos culturais disponíveis e seus próprios processos de compreensão do mundo, o que torna ainda mais fundamental a mediação desses relatos na educação formal e informal.

O simbolismo dos animais nas narrativas também é abordado por Durand (1983), que afirma que a relação da humanidade com as representações animais é uma das mais antigas e universais manifestações do pensamento simbólico. No contexto das comunidades ribeirinhas, esse vínculo se intensifica, uma vez que a natureza é parte inseparável do cotidiano e da estruturação das crenças e práticas culturais. Assim, a narrativa oral emerge como um fio condutor entre o passado e o presente, preservando conhecimentos ancestrais e fortalecendo laços comunitários.

No âmbito performático, Fernandes (2002) destaca a importância da narração como um evento carregado de significado, no qual a expressão corporal e a musicalidade são aspectos tão relevantes quanto as palavras pronunciadas. Nas comunidades ribeirinhas, as histórias não são apenas contadas; elas são vivenciadas, encenadas e transmitidas com uma carga emocional que reforça seu impacto. O contador de histórias não é um mero reprodutor de eventos passados, mas um agente ativo na construção e reconstrução dessas memórias.

Todorov (2006) enfatiza que a narrativa está profundamente ligada à compreensão do tempo, articulando o passado, o presente e o futuro em um encadeamento significativo. As histórias contadas pelas crianças ribeirinhas são, portanto, mais do que simples repetições; são tentativas de manter vivo um legado cultural, enquanto simultaneamente o adaptam às novas realidades. Esse processo de reinterpretação constante é o que permite que as narrativas orais sobrevivam através dos séculos, resistindo às mudanças impostas pelo tempo e pela modernização.

A oralidade não é apenas um mecanismo de transmissão de histórias, mas um reflexo das dinâmicas sociais e culturais de um povo. As narrativas orais não são apenas memórias individuais, mas histórias de vida compartilhadas, que se perpetuam através das palavras, dos gestos e da música. Elas ensinam, encantam e preservam modos de vida que, de outra forma, poderiam se perder com o tempo. Nas vozes das crianças ribeirinhas, as histórias ganham novos contornos, sendo recontadas com a esperança de que jamais deixem de ecoar ao longo das margens dos rios amazônicos.

3.2 Comunidade Ribeirinha Paga Dívidas

Localizada no município de Vitória do Jari, ao sul do estado do Amapá, a comunidade ribeirinha Paga Dívidas se insere no bioma amazônico, cercada por rios, igarapés e densa vegetação. Sua economia tradicionalmente se baseia na pesca, agricultura de subsistência e no extrativismo de produtos como açaí e madeira. O acesso à comunidade se dá majoritariamente por vias fluviais, reforçando sua conexão com a dinâmica dos rios da região.

Apesar da riqueza cultural, Paga Dívidas enfrenta desafios contemporâneos, como a influência crescente da urbanização e das tecnologias digitais sobre as práticas tradicionais. A preservação de sua história e de suas expressões linguísticas se mostra essencial para manter viva a identidade da comunidade ribeirinha no contexto amazônico.

A pesquisa realizada na comunidade ribeirinha Paga Dívidas trouxe dados significativos sobre o uso das expressões coloquiais e das narrativas orais como elementos estruturantes da identidade sociolinguística local. Sabe-se que a partir da análise das respostas obtidas nos questionários aplicados, observou-se que a oralidade desempenha um papel essencial na transmissão de conhecimentos, na coesão social e na preservação cultural.

Dentre os participantes, um percentual expressivo relatou que utiliza frequentemente expressões típicas da comunidade no dia a dia, especialmente durante interações informais e em celebrações culturais. Assim, essas expressões, muitas vezes, possuem um significado simbólico que transcende a simples comunicação verbal, configurando-se como marcadores identitários, que expressam época e outras características. Conforme abordado por Bagno (2019), a linguagem oral não deve ser vista como um sistema inferior de comunicação, mas sim como um repertório rico e dinâmico que reflete as vivências e experiências culturais dos falantes.

Ainda considerando a pesquisa realizada, um outro elemento identificado por meio das respostas foi a percepção de pertencimento associada à oralidade. Muitos entrevistados destacaram que o uso das expressões locais representa não apenas uma forma de comunicação cotidiana, mas também um elo entre os membros da comunidade, reforçando os laços sociais. Estudos de Labov (2020) demonstram que a variação linguística está diretamente ligada à identidade dos falantes, sendo um fator crucial na manutenção de valores culturais.

As mudanças na transmissão dessas expressões ao longo do tempo também foram destacadas pelos entrevistados. Muitos relataram que as novas gerações estão menos expostas à oralidade tradicional, fator que pode estar relacionado à influência crescente dos meios de comunicação digitais e da escolarização formal. Em consonância com os estudos de Calvet (2021), a influência da globalização e das novas tecnologias tem modificado os hábitos linguísticos de comunidades tradicionais, impondo desafios à manutenção de registros orais autênticos.

No que se refere às narrativas orais, a pesquisa apresentou que essas histórias ainda são contadas, especialmente pelos mais velhos (idosos). Relatos sobre pescadores, lendas locais e acontecimentos marcantes da comunidade foram mencionados como parte do repertório narrativo. No entanto, uma parcela significativa dos respondentes destacou que a prática tem se tornado menos frequente entre os mais jovens. Esse fenômeno reforça as preocupações apontadas por Zumthor (2022), que ressalta a necessidade de estratégias para valorizar e perpetuar a oralidade nas sociedades contemporâneas.

Outra e uma das maiores preocupações observadas foi a transição geracional da oralidade. A pesquisa indicou que, embora muitos jovens ainda tenham contato com as narrativas e expressões tradicionais, a frequência de uso dessas práticas diminuiu consideravelmente. Muitos relataram que preferem consumir conteúdo de plataformas digitais, o que influencia diretamente a forma como se comunicam. Como aponta Crystal (2023), a interação digital pode modificar os padrões linguísticos de uma comunidade, reduzindo a transmissão de expressões regionais.

A importância atribuída à preservação dessas práticas culturais. A maioria dos entrevistados reconheceu o valor das expressões coloquiais e das narrativas orais para a identidade local e sugeriu medidas como registro escrito, gravação de relatos e incentivo a eventos culturais para garantir sua continuidade. Essas propostas estão alinhadas com as diretrizes da UNESCO (2023) sobre a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, que enfatiza a necessidade de documentação e transmissão intergeracional como estratégias fundamentais para a preservação das tradições orais.

A pesquisa confirma que a oralidade na comunidade Paga Dívidas continua a desempenhar um papel essencial na expressão cultural e na manutenção dos vínculos sociais. No entanto, também evidencia desafios relacionados à influência de novas formas de comunicação e à necessidade de iniciativas que garantam a transmissão dessas práticas às futuras gerações.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa revelou que a oralidade continua sendo um elemento fundamental na manutenção dos vínculos sociais e na preservação das tradições dessa comunidade, embora desafios contemporâneos ameacem sua continuidade.

Os resultados demonstraram que as expressões coloquiais são amplamente utilizadas no cotidiano da comunidade, refletindo a história, os costumes e os valores locais. Essas expressões não apenas fortalecem a identidade coletiva, mas também funcionam como um meio de diferenciação linguística em relação à norma-padrão do português. No entanto, verificou-se uma redução do uso dessas expressões entre os mais jovens, possivelmente influenciada pelo contato com novas tecnologias, pela escolarização formal e pela interação com outras variedades linguísticas.

No que se refere às narrativas orais, ficou evidente que as histórias contadas pelos mais velhos ainda desempenham um papel central na transmissão de conhecimento e valores. Relatos sobre lendas locais, experiências pessoais e acontecimentos marcantes da comunidade foram identificados como parte essencial do repertório narrativo. Porém, a frequência com que essas histórias são compartilhadas tem diminuído, o que reforça a necessidade de iniciativas que incentivem sua preservação.

A pesquisa também destacou que a oralidade não se limita à transmissão de histórias e expressões coloquiais, mas também atua como ferramenta de educação, socialização e manutenção de valores culturais. A interação entre diferentes gerações dentro da comunidade foi apontada como um fator essencial para a permanência dessas práticas, tornando necessária a implementação de estratégias que estimulem esse contato intergeracional.

Diante desse cenário, uma das principais recomendações é a documentação e registro dessas narrativas e expressões, seja por meio de publicações escritas, gravações audiovisuais ou eventos culturais que promovam o resgate e a valorização da oralidade. Medidas pedagógicas que incorporem elementos da cultura local no ensino formal também podem contribuir para a conscientização das novas gerações sobre a importância da manutenção desse patrimônio imaterial.

Esta pesquisa reforça a necessidade de ampliar os estudos sobre a diversidade linguística e cultural da Amazônia, contribuindo para um olhar mais inclusivo sobre as variedades orais do português. A oralidade na comunidade Paga Dívidas não é apenas um meio de comunicação, mas um legado que deve ser protegido e fortalecido, garantindo que futuras gerações possam continuar a tecer as histórias que moldam sua identidade cultural.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2018.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2005.

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 60 ed. São Paulo: Loyola, 2019. CALVET, Louis-Jean. Linguagem e sociedades. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2021.

CASCUDO, Luis da Câmara. Literatura oral no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1978. CASCUDO, Luís da Câmara. Literatura oral no Brasil. 3 ed. São Paulo: Global Editora, 2019.

COZZI, Andréa; SANTOS, Sônia. Apanhadores de histórias: contadores de sonhos. Belém: Tempo Editora, 2012.

CRYSTAL, David. Language and the Internet. 3 ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2023.

DURAND, Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginário. 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1983.

FERNANDES, César. Performance e oralidade. Rio de Janeiro: UFRJ, 2002. LABOV, William. Principles of linguistic change. 3 ed. Oxford: Blackwell, 2020.

NEVES, José Luis. Pesquisa Qualitativa: Características, Usos e Possibilidades. Caderno de pesquisas em administração, São Paulo, V.1, nº 3, 2º SEM./ 2006.

TODOROV, Tzvetan. As estruturas narrativas. Trad. Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Perspectiva, 2006.

UNESCO. Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial. Paris: UNESCO, 2023. Disponível em: https://ich.unesco.org. Acesso em: 03 mar. 2025.

ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz: a oralidade na literatura. 3 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.


¹Graduanda do Curso de Licenciatura em Letras Português, da Universidade Federal do Amapá. E-mail: karen_leao32@outlook.com
²Graduando do Curso de Licenciatura em Letras Português, da Universidade Federal do Amapá. E-mail: jamesb18_@outlook.com
³Graduanda do Curso de Licenciatura em Letras Português, da Universidade Federal do Amapá. E-mail: scris.ssantos23@gmail.com