REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202601190505
Jakeline Alves Rosa Julião1
Juliana Lilis da Silva2
Natália de Fátima Gonçalves Amâncio3
Resumo
A dor neonatal é um tema de grande relevância nos cuidados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), considerando seus impactos imediatos e de longo prazo no desenvolvimento neurológico e comportamental dos recém-nascidos. Este artigo revisa as principais estratégias de prevenção e controle da dor em neonatos, destacando intervenções não farmacológicas, como contato pele a pele, amamentação, sucção não nutritiva, massagem terapêutica e musicoterapia. A inclusão da família no cuidado, por meio de práticas humanizadas, também se mostrou essencial para a redução da dor e o fortalecimento do vínculo entre pais e filhos. Os resultados evidenciam lacunas na avaliação sistemática da dor neonatal, com o uso ainda limitado de escalas validadas, como NIPS e PIPP, e a prevalência de avaliações empíricas. Além disso, barreiras culturais e organizacionais, como crenças limitantes dos profissionais de saúde, restringem a aplicação de práticas baseadas em evidências. A implementação de protocolos padronizados e a capacitação contínua das equipes emergem como prioridades para melhorar o manejo da dor neonatal. Conclui-se que estratégias integradas, combinando intervenções farmacológicas e não farmacológicas, associadas ao envolvimento ativo da família, são fundamentais para um manejo eficaz e humanizado da dor neonatal. O estudo reforça a importância de ações educativas, protocolos bem definidos e políticas públicas que priorizem o bem-estar dos neonatos e de suas famílias.
Palavras-chave: Terapia Intensiva Neonatal. Manejo da Dor. Controle da Dor.
1 INTRODUÇÃO
Nos últimos 30 anos, houve um grande avanço no reconhecimento da dor em recém nascidos e na implementação de práticas adequadas para seu manejo. Antes, acreditava-se que recém-nascidos não sentiam dor devido à imaturidade do sistema nervoso. No entanto, pesquisas revelaram que esses pacientes possuem sistemas anatômicos e neuroquímicos funcionais para a percepção da dor, embora faltem vias de modulação que poderiam reduzir sua intensidade (Araújo et al., 2021; SANTOS, 2024).
Dessa forma, os neonatos acabam por sentir a dor de maneira mais intensa, especialmente em (UTIN), onde são submetidos a uma grande quantidade de procedimentos invasivos, com até 234 manipulações diárias em alguns casos (Borotta et al., 2021).
Devido à vulnerabilidade dos neonatos, o controle da dor neonatal requer avaliações cuidadosas e intervenções frequentes. Para isso, são amplamente empregadas ferramentas como a Neonatal Infant Pain Scale (NIPS) e métodos não farmacológicos, como o contato pele a pele e a sucção não nutritiva (Silva et al., 2021).
No entanto, o manejo da dor ainda enfrenta desafios significativos, incluindo a falta de padronização de protocolos, a subnotificação da dor e a avaliação empírica em diversos casos. Além disso, há carência de treinamentos específicos para a equipe de enfermagem, que, devido à rotina de trabalho, é a principal responsável pela aplicação de técnicas para alívio da dor (MOURA; SOUZA, 2021).
As consequências de uma dor inadequadamente gerenciada vão além do desconforto imediato, impactando o desenvolvimento neurológico e gerando problemas como déficit de atenção, menor tolerância à dor e propensão aumentada a distúrbios emocionais (Albuquerque et al., 2021).
A implementação de protocolos institucionais e a promoção de programas de educação continuada emergem, assim, como medidas essenciais para a melhoria da qualidade dos cuidados oferecidos nas unidades de terapia intensivas neonatais (SANTOS, 2024).
A prevenção e o tratamento adequado da dor neonatal são essenciais não só para o conforto imediato, mas também para minimizar os riscos de efeitos adversos no desenvolvimento sensorial e comportamental dos recém-nascidos. Isso sublinha a importância de uma abordagem integrada e interdisciplinar no cuidado neonatal, envolvendo tanto profissionais de saúde quanto familiares para um suporte emocional e físico eficaz ao bebê (MELO, 2023).
Justifica-se, portanto, a necessidade de investigar a dor neonatal de forma humanitária, como uma oportunidade de aprimorar os resultados de saúde dessa população vulnerável. Este artigo busca explorar os avanços científicos, as lacunas existentes e propor estratégias que contribuam para o manejo adequado da dor neonatal, fortalecendo a prática clínica e promovendo o bem-estar dos recém-nascidos.
2 METODOLOGIA
O presente estudo consiste em uma revisão sistemática integrativa de literatura. A revisão integrativa foi realizada em seis etapas: 1) identificação do tema e seleção da questão norteadora da pesquisa; 2) estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos e busca na literatura; 3) definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados; 4) categorização dos estudos; 5) avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa e interpretação e 6) apresentação da revisão.
Na etapa inicial, para definição da questão de pesquisa utilizou-se da estratégia PICO (Acrômio para Patient, Intervention, Comparation e Outcome). Assim, definiu-se a seguinte questão central que orientou o estudo: “Quais são as estratégias de prevenção e controle da dor em recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN)?”. Nela, observa-se o P: Recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN); I: Estratégias de prevenção e controle da dor; C: não se aplica; O: controle da dor em recém-nascidos.
Para responder a esta pergunta, foi realizada a busca de artigos envolvendo o desfecho pretendido utilizando as terminologias cadastradas nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCs) criados pela Biblioteca Virtual em Saúde desenvolvido a partir do Medical Subject Headings da U.S. National Library of Medcine, que permite o uso da terminologia comum em português, inglês e espanhol. Os descritores utilizados foram: Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Prevenção da Dor. Controle da Dor. Recém-Nascidos. Procedimentos invasivos. Para o cruzamento das palavras chaves utilizou-se os operadores booleanos “and”, “or” “not”.
Realizou-se um levantamento bibliográfico por meio de buscas eletrônicas nas seguintes bases de dados: Google Scholar; Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Scientif Eletronic Library Online (SciELO), National Library of Medicine (PubMed), EBSCOhost.
A busca foi realizada no mês de agosto de 2025. Como critérios de inclusão, obteve se artigos escritos em qualquer idioma, publicados nos últimos 5 anos (2021 a 2025), que abordassem o tema pesquisado e que estivem disponíveis eletronicamente em seu formato integral, foram excluídos os artigos em que o título e resumo não estivessem relacionados ao tema de pesquisa e pesquisas que não tiverem metodologia bem clara.
Após a etapa de levantamento das publicações, encontrou 30 artigos, dos quais foram realizados a leitura do título e resumo das publicações considerando o critério de inclusão e exclusão definidos. Em seguida, realizou a leitura na íntegra das publicações, atentando-se novamente aos critérios de inclusão e exclusão, sendo que 9 artigos não foram utilizados devido aos critérios de exclusão. Foram selecionados 19 artigos para análise final e construção da revisão.
Posteriormente a seleção dos artigos, realizou um fichamento das obras selecionadas afim de selecionar a coleta e análise dos dados. Os dados coletados foram disponibilizados em um quadro, possibilitando ao leitor a avaliação da aplicabilidade da revisão integrativa elaborada, de forma a atingir o objetivo desse método.
A Figura 1 demonstra o processo de seleção dos artigos por meio das palavras chaves de busca e da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão citados na metodologia. O fluxograma leva em consideração os critérios elencados pela estratégia PRISMA (Page et al., 2021).
Figura 1 – Fluxograma da busca e inclusão dos artigos

Fonte: Fonte: Adaptado do Preferred Reporting Items for Systematic review and Meta-Analyses (PRISMA). Page et al., (2021).
3 RESULTADOS
O Quadro (1) a seguir resume os principais achados e desafios associados ao manejo da dor neonatal com base nas intervenções não farmacológicas, evidenciando a importância do cuidado humanizado para minimizar os impactos adversos da dor neonatal.
Quadro 1: Principais achados e desafios associados ao manejo da dor neonatal.
| Autores | Ano de Publicação | Título do Artigo | Objetivo Principal | Principais Resultados |
| 1. Alberice et al. | 2021 | Avaliação de dor do recém-nascido durante punção arterial: estudo observacional analítico | Avaliar a intensidade de dor durante punção arterial em recém-nascidos internados. | 45,2% apresentaram dor intensa; necessidade de estratégias terapêuticas. |
| 2. Silveira et al. | 2021 | Efeito da glicose e sucção não nutritiva na dor de prematuros na punção: ensaio clínico crossover | Comparar o efeito da glicose e sucção não nutritiva na dor de prematuros. | Intervenções combinadas reduziram mais rapidamente os sinais de dor. |
| 3. Meredyk et al. | 2021 | Conhecimento, atitude e prática da equipe multiprofissional no manejo da dor em Unidade Neonatal | Avaliar conhecimento, atitude e prática sobre manejo da dor em neonatos. | Reconhecimento da dor (94,6%), mas lacunas no registro e manejo diário. |
| 4. Araújo et al. | 2021 | Práticas de avaliação e manejo da dor na unidade neonatal | Identificar práticas e desafios no manejo da dor neonatal. | Necessidade de educação permanente para atualizar protocolos. |
| 5. Santos et al. | 2021 | A enfermagem no manejo da dor em recém nascidos internados em UTI neonatal | Descrever estratégias de manejo de dor utilizadas pela enfermagem. | Estratégias eficazes incluem sucção não nutritiva e contenção facilitada. |
| 6. Uema et al. | 2021 | Manejo da dor do recém-nascido internado em UTI neonatal | Analisar o conhecimento de enfermeiros sobre manejo da dor neonatal. | Conhecimento assistemático; lacunas na documentação. |
| 7. Moura e Souza | 2021 | Conhecimento da equipe de enfermagem sobre manejo da dor neonatal | Avaliar o conhecimento da equipe de enfermagem sobre dor neonatal. | Clareza sobre alterações hemodinâmicas e estratégias não farmacológicas. |
| 8. Silva et al. | 2021 | Intervenções não farmacológicas no controle da dor em recém nascidos pré-termo | Investigar métodos não farmacológicos no controle da dor em prematuros. | Sucção não nutritiva, método canguru e soro glicosado amplamente usados. |
| 9. Dantas et al. | 2021 | Massagem no alívio da dor neonatal em unidades de terapia intensiva | Mapear o uso da massagem no alívio da dor neonatal em UTIs. | Massagem reduz dor, frequência cardíaca e melhora saturação de oxigênio. |
| 10. Barcellos et al. | 2021 | Efeitos da musicoterapia nas respostas fisiológicas de recém-nascidos pré-termos | Avaliar efeitos da musicoterapia em neonatos com ventilação não invasiva. | Musicoterapia reduz frequência respiratória e dor, melhora saturação. |
| 11. Rosa | 2021 | Crenças da equipe de enfermagem sobre a amamentação como intervenção não farmacológica no alívio da dor | Compreender crenças sobre amamentação como método de alívio da dor. | Crenças limitantes impedem uso amplo da amamentação como método analgésico. |
| 12. Nazario et al. | 2021 | Desenvolvimento e avaliação de vídeo educativo para família sobre alívio da dor aguda do bebê | Desenvolver vídeo educativo para famílias no manejo da dor neonatal. | Vídeo validado como ferramenta educativa eficaz para famílias. |
| 13. Montanholi et al. | 2022 | Efeitos analgésicos da posição canguru versus sacarose durante punções de calcâneo em recém-nascidos: ensaio clínico randomizado | Comparar efeitos analgésicos da posição canguru e sacarose em punções. | Ambos os métodos foram eficazes; sacarose teve mais efeitos adversos que posição canguru. |
| 14. Sá et al. | 2022 | Hora do colinho: colo como terapia humanizada para recém-nascidos | Relatar os benefícios do projeto ‘Hora do Colinho’ em neonatos. | Colo diminui estresse, dor e melhora ganho de peso em neonatos. |
| 15. Silva et al. | 2022 | Medidas de alívio da dor em neonatos com a participação da família | Analisar evidências de medidas não farmacológicas com participação familiar. | Contato pele a pele e leite materno ordenhado como medidas efetivas. |
| 16. Junqueira Marinho et al. | 2023 | Diretriz para prevenção e manejo da dor aguda no período neonatal | Estabelecer diretrizes para avaliação e manejo da dor aguda neonatal. | Documentação abrangente de métodos farmacológicos e não farmacológicos. |
| 17. Bonato et al. | 2024 | Percepções da equipe de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e do berçário sobre a dor do recém-nascido | Investigar as percepções sobre identificação e manejo da dor neonatal. | Uso predominante de métodos não farmacológicos, com destaque para o choro como indicador. |
| 18. Valete et al. | 2024 | Cuidado Empático com Recém-Nascidos: Uma Revisão Crítica da Literatura | Analisar os benefícios que o cuidado empático traz aos recém nascidos em situações críticas. | Amamentação foi a intervenção mais relevante; outras incluíram sucção e musicoterapia. |
| 19. Santos | 2024 | Conhecimentos e práticas de enfermagem na avaliação e controle da dor no recém-nascido | Avaliar conhecimentos e práticas de enfermagem no controle da dor neonatal. | Conhecimento adequado sobre dor neonatal e estratégias como contato pele a pele. |
Fonte: Dados da pesquisa, 2025.
4 DISCUSSÃO
Os estudos analisados evidenciam que a dor neonatal permanece um desafio significativo nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, sobretudo em razão da elevada exposição dos recém nascidos a procedimentos invasivos e da ainda insuficiente padronização das práticas de avaliação e manejo da dor. Nesse contexto, Alberice et al., (2021) demonstraram que uma parcela expressiva dos neonatos submetidos à punção arterial apresentou dor intensa, reforçando a necessidade de intervenções terapêuticas sistematizadas durante procedimentos dolorosos.
Corroborando esses achados, Silveira et al., (2021) evidenciaram que a associação entre glicose oral e sucção não nutritiva foi eficaz na redução mais rápida dos sinais de dor em prematuros, destacando o potencial das intervenções não farmacológicas combinadas. De forma semelhante, Meredyk et al., (2021) identificaram elevado reconhecimento da dor por parte da equipe multiprofissional, porém apontaram fragilidades no registro e na aplicação rotineira das estratégias analgésicas, o que compromete a continuidade do cuidado.
Araújo et al., (2021) ressaltaram que a avaliação da dor neonatal ainda ocorre, majoritariamente, de forma empírica, com uso limitado de escalas validadas, como a Neonatal Infant Pain Scale e o Premature Infant Pain Profile. Tal achado também foi observado por Uema et al., (2021), que destacaram lacunas no conhecimento dos profissionais de enfermagem e falhas na documentação do manejo da dor em unidades neonatais.
No âmbito da prática da enfermagem, Santos et al., (2021) enfatizaram a relevância de estratégias não farmacológicas, como a sucção não nutritiva e a contenção facilitada, como recursos eficazes e de fácil aplicação. Moura e Souza (2021) complementaram esses achados ao demonstrar que a equipe de enfermagem possui conhecimento adequado sobre as alterações fisiológicas relacionadas à dor, embora a aplicação prática ainda careça de maior sistematização.
As intervenções não farmacológicas mostraram-se amplamente abordadas nos estudos analisados. Silva et al., (2021) destacaram o uso recorrente do método canguru, da sucção não nutritiva e do soro glicosado no controle da dor em recém-nascidos pré-termo. Resultados semelhantes foram encontrados por Montanholi et al., (2022), que compararam a posição canguru e a sacarose, concluindo que ambos os métodos são eficazes, embora a sacarose esteja associada a maior ocorrência de efeitos adversos.
Dantas et al., (2021) evidenciaram que a massagem terapêutica promove redução significativa da dor, da frequência cardíaca e melhora da saturação de oxigênio, reforçando seu potencial como intervenção complementar no cuidado neonatal. Barcellos et al., (2021) acrescentaram que a musicoterapia contribui para a estabilização dos parâmetros fisiológicos e para a diminuição dos sinais comportamentais de dor, especialmente em neonatos submetidos à ventilação não invasiva.
A participação da família no manejo da dor neonatal também foi amplamente discutida. Sá et al., (2022) relataram que o projeto “Hora do Colinho” proporcionou redução do estresse e da dor, além de favorecer o ganho de peso e o fortalecimento do vínculo familiar. Silva et al., (2022) reforçaram que o contato pele a pele e o leite materno ordenhado constituem medidas eficazes no alívio da dor, destacando a importância da inclusão da família no cuidado. Entretanto, Rosa (2021) identificou que crenças limitantes da equipe de enfermagem ainda dificultam a adoção da amamentação como estratégia analgésica, mesmo diante de evidências científicas consistentes. Em contraponto, Nazario et al., (2021) demonstraram que ações educativas direcionadas às famílias, como vídeos informativos, são ferramentas eficazes para ampliar a participação familiar e qualificar o manejo da dor neonatal.
No que se refere às diretrizes clínicas, Junqueira-Marinho et al., (2023) enfatizaram a importância da sistematização das práticas de avaliação e manejo da dor neonatal, integrando intervenções farmacológicas e não farmacológicas. Já Bonato et al., (2024) observaram que, embora os profissionais reconheçam a dor neonatal, ainda utilizam predominantemente o choro como principal indicador, o que reforça a necessidade de capacitação contínua.
Por fim, Valete et al., (2024) destacaram que o cuidado empático, associado a práticas como amamentação, sucção não nutritiva e musicoterapia, contribui significativamente para a redução da dor e para a humanização da assistência. Santos (2024) complementou essa perspectiva ao demonstrar que a equipe de enfermagem apresenta conhecimento satisfatório sobre o manejo da dor, porém ainda enfrenta desafios na aplicação sistemática das estratégias disponíveis.
Dessa forma, a análise conjunta dos estudos evidencia que, embora existam múltiplas estratégias eficazes para o controle da dor neonatal, persistem lacunas relacionadas à padronização de protocolos, à utilização de escalas validadas e à superação de barreiras culturais. A integração entre práticas baseadas em evidências, educação permanente e envolvimento familiar mostra-se fundamental para a qualificação do cuidado neonatal e para a promoção de uma assistência mais humanizada e segura.
4 CONCLUSÃO
O manejo da dor em recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal é essencial para garantir uma assistência segura, eficaz e humanizada, considerando a elevada exposição desses pacientes a procedimentos dolorosos. As evidências analisadas demonstram que intervenções não farmacológicas, como sucção não nutritiva, método canguru, amamentação, massagem terapêutica, musicoterapia e contato pele a pele, são estratégias eficazes na redução da dor neonatal e na melhora de parâmetros fisiológicos. Apesar dos avanços, persistem desafios relacionados à avaliação empírica da dor, à baixa utilização de escalas validadas e à ausência de protocolos padronizados em alguns serviços. Assim, destaca se a necessidade de implementação de diretrizes institucionais baseadas em evidências e de capacitação contínua das equipes multiprofissionais, bem como do incentivo à participação da família, visando à qualificação do cuidado e à melhoria dos desfechos clínicos neonatais.
REFERÊNCIAS
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VALETE, C. O. S. et al. Cuidado empático com recém-nascidos: uma revisão crítica da literatura. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 32, p. e4021, 2024.
1Discente do curso de Medicina do Centro Universitário de Patos de Minas -UNIPAM, ORCID: https://orcid.org/0009-0009-9839-3925
2Docente do curso de Medicina do Centro Universitário de Patos de Minas -UNIPAM, ORCID: https://orcid.org/0009-0002-9966-5960
3Docente do curso de Medicina do Centro Universitário de Patos de Minas -UNIPAM, ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4006-8619
