ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DE UTERO NA ATENÇAO BÁSICA: CONTRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO

CERVICAL CANCER PREVENTION STRATEGIES IN BASIC CARE: CONTRIBUTIONS OF THE NURSE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202509241349


Gustavo Monte Palma Guimarães1
Joyce Corrêa de Avelar²
Ketlyn Rodrigues Oliveira³
Rayra Samylle Brito da Paixão4 
Silmara Fereira da Rosa da Silva5 
Orientador (a): Jamilly Karoliny da Silva Miranda6 


RESUMO

Introdução: O câncer de colo de útero é um dos principais tipos de canceres que mais afeta a população feminina a nível mundial. Trata-se de um importante problema de saúde pública que pode trazer severas complicações a paciente. O profissional enfermeiro atua diretamente na prevenção e detecção precoce do CCU, implementando principalmente ações e estratégias que contribuam na prevenção do surgimento da doença. Objetivo: Identificar as estratégias usadas por enfermeiros na prevenção do câncer de colo de útero na atenção básica. Resultados e discussões: O CCU é o terceiro tipo de câncer que causa morbimortalidade nas mulheres, e uma das formas de evitar ou controlar a evolução da doença é por meio do exame preventivo. Nota-se a importância do enfermeiro para prevenir o câncer de colo de útero na população feminina. Metodologia: Pesquisa de revisão bibliográfica, do tipo qualitativa com abordagem descritiva. Considerações finais: Tendo em vista que a atenção básica é a porta de entrada do SUS, o enfermeiro deve atuar diretamente na prevenção do câncer de colo de útero, promovendo ações de conscientização e implementando os protocolos para detecção precoce da doença.  Cabe ao enfermeiro e sua equipe estimular o público feminino na adesão ao principal método de rastreio do CCU, o exame preventivo.

Palavras chaves: Câncer de colo de útero. Prevenção. Enfermeiro

ABSTRACT

Introdução: Cervical cancer is one of the main types of cancers that mainly affects the female population worldwide. It is an important public health problem that can bring severe complications to the patient. The nursing professional works directly in the prevention and early detection of cervical cancer, mainly implementing actions and strategies that contribute to the prevention of the onset of the disease. Objective: To identify the strategies used by nurses in the prevention of cervical cancer in primary care. Results and discussions: Cervical cancer is the third type of cancer that causes morbidity and mortality in women, and one of the ways to prevent or control the progression of the disease is through preventive screening. The importance of the nurse in preventing cervical cancer in the female population is evident. Methodology: A qualitative literature review research with a descriptive approach. Final considerations: Considering that primary care is the gateway to the SUS, the nurse should directly engage in the prevention of cervical cancer, promoting awareness actions and implementing protocols for the early detection of the disease. It is the responsibility of the nurse and their team to encourage the female population to adhere to the main screening method for cervical cancer, the preventive exam.

Keywords: Cervical câncer. Prevention. Nurse

1 INTRODUÇÃO

O câncer do colo do útero (CCU) é uma doença com uma história natural conhecida, de evolução lenta, passível de rastreamento, detecção precoce e tratamento, com bom prognóstico. O rastreamento tem um alto potencial de salvar vidas, bem como de limitar os custos e encargos nos sistemas de saúde. No entanto, esse câncer representa ainda um importante desafio para os gestores na área da saúde pública, em especial nos países menos desenvolvidos, que concentram 83% dos casos e 86% dos óbitos por CCU do mundo, evidenciando uma forte associação entre baixos índices de desenvolvimento humano e ausência e ou dificuldade ao diagnóstico precoce e tratamento (Ferreira et al., 2022).

O câncer do colo do útero é o terceiro que mais afeta mulheres no Brasil, levando a uma alta taxa de mortalidade que, em geral, ocorre nas faixas etárias de 30 a 50 anos. Um dos fatores determinantes para a sua incidência e seu risco elevado é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), grupo viral que reúne mais de 200 tipos do vírus, principalmente os subtipos HPV-16 e HPV-18, ocasionando 70% dos cânceres cervicais (Lima et al., 2024).

Além da infecção causada pelo HPV, outros fatores podem influenciar a doença, como tabagismo, alcoolismo, paridade, imunossupressão, coinfecções sexualmente transmissíveis, múltiplos parceiros, início precoce da vida sexual, uso prolongado de anticoncepcionais orais e relações sexuais desprotegidas (Cruz et al., 2024).

As ações de prevenção do CCU são pouco dispendiosas e acessíveis quando se considera a relação custo/benefício; não é necessário o acesso a alta densidade tecnológica. Porém, a responsabilização por parte dos profissionais de saúde ocorre por meio do estabelecimento de vínculo e do cuidado por meio de processos educativos, isto inclui a compreensão do seu papel enquanto educador e formador de uma consciência sanitária junto às mulheres. Os profissionais de enfermagem estão diretamente ligados à mobilização das mulheres dentro da rede básica para que desperte o interesse pela consulta regular, quanto ao exame de rastreamento oportunístico (Dias et al., 2021).

As ações de prevenção e rastreamento do câncer do colo do útero são organizadas e planejadas por políticas públicas que uniformizam as atividades a serem realizadas em território nacional com o objetivo de reduzir as iniquidades sociais (Ferrari et al., 2025).

A integração das ações relacionadas ao câncer do colo do útero é importante para melhorar a adesão aos métodos disponíveis para prevenção e controle da doença. Entretanto, apesar do conhecimento científico atual acerca desse tipo de câncer, ele ainda traz danos significativos à saúde da população feminina e causa o óbito de milhares de mulheres anualmente, sobretudo nos países de baixa e média renda, onde ocorrem cerca de 90% dessas mortes (Ferrari et al., 2025).

Justifica-se a relevância deste estudo tendo em vista a necessidade de acesso da população feminina à prevenção e no rastreio do CCU na atenção básica. Considerando o protagonismo profissional, é premente conhecer a atuação do enfermeiro no cuidado a esta população oportunizando a resolução de problemas de saúde pelo acolhimento, vínculo e olhar integral à saúde das mulheres (Silva et al., 2024).

Diante o exposto, esta pesquisa tem como objetivo identificar as estratégias usadas por enfermeiros na prevenção do câncer de colo de útero na atenção básica.

2 METODOLOGIA 

O tipo de pesquisa aplicada a este estudo trata-se de uma revisão da literatura, com abordagem qualitativa. Para Sousa, Oliveira, Alves (2021) a pesquisa bibliográfica está inserida principalmente no meio acadêmico e tem a finalidade de aprimoramento e atualização do conhecimento, através de uma investigação científica de obras já publicadas.

Já pesquisa qualitativa permite ao pesquisador adentrar ao pensamento e às significações do fenômeno, por dar voz ao sujeito, considerando seus contextos e subjetividades. Nesse processo investigativo, advêm novas justificativas para compreender e observar o objeto de estudo, sob a ótica de diferentes crenças e tipologias de coleta e análise de dados. São estas assunções fundamentais que crivam o debate do ponto epistemológico, integrando a pesquisa em saúde e as ciências sociais (Oliveira; Brasil; Higa, 2021)

Para desenvolver a pesquisa foram utilizados materiais extraídos das seguintes bases de dados, como BVS, Scielo e Lilacs. Após uma análise por meio de leitura, foram selecionadas as obras mais adequadas ao estudo.

Como critérios de inclusão, foram incluídas na pesquisa obras que estavam de acordo com a proposta temática, entre os anos de 2019 e 2025, materiais disponíveis na integra e na língua portuguesa, sendo utilizado um total de 22 publicações.

Quanto aos critérios de exclusão, foram excluídas da pesquisa obras que fugiam da proposta temática e estava foram do período limitado para a pesquisa, além de materiais duplicados e em língua estrangeira. Foram excluídos um total de 8 publicações.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
3.1 VISÃO GERAL SOBRE O CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

Nas últimas décadas, o câncer tornou-se um problema de saúde pública de grande relevância e vem exigindo dos sistemas de saúde a integração de ações e serviços que vão da prevenção aos cuidados paliativos. Dados da International Agency for Research on Cancer apontam cerca de 570 mil novos casos por ano no mundo, sendo o câncer de colo uterino (CCU) o quarto tipo mais prevalente e a quarta causa de morte por neoplasia entre mulheres.

No Brasil, o CCU é o terceiro mais comum nas mulheres e a quarta causa de mortalidade nesse público, apresentando como projeções cerca de 17.010 novos casos para cada ano do triênio de 2023 a 2025 (Jesus et al., 2024).

Segundo Cardoso et al., (2024) O fator de risco mais importante para o desenvolvimento do CCU é a presença do vírus HPV com seus subtipos. Mais que 97% dos tumores de colo uterino contêm DNA do HPV. Outros fatores associados com o desenvolvimento deste tipo de câncer incluem início precoce de atividade sexual, um alto número de parceiros sexuais ao longo da vida e história de verrugas genitais. Por fim, um dos fatores de risco mais importantes é o tabagismo ou mesmo exposição ao ambiente do tabaco, pois agentes carcinogênicos específicos do tabaco, presentes no muco e epitélio cervical, podem danificar o DNA das células do colo uterino, propiciando o processo neoplásico.

Para Sousa et al., (2021) as infecções persistentes por esse vírus podem levar às transformações celulares que, progressivamente, podem evoluir para lesões intraepiteliais precursoras do câncer do colo do útero. Estas lesões, se não diagnosticadas e tratadas oportunamente, evoluem para o câncer do colo do útero.

Camarço et al., (2024) descreve a apresentação clínica do câncer de colo uterino e aborda que o seu desenvolvimento depende principalmente da localização e extensão da doença. Os sintomas podem incluir secreção vaginal amarelada, fétida ou sanguinolenta, ciclos menstruais irregulares, spotting intermenstrual, sangramento pós-coital e dor no baixo ventre. Em estágios mais avançados, a paciente pode experimentar dor abdominal significativa, anemia devido ao sangramento, dor lombar pelo comprometimento ureteral, hematúria, alterações miccionais pela invasão da bexiga e mudanças nos hábitos intestinais pela invasão do reto. As pacientes podem também sentir dores na coluna lombar e na região pélvica devido ao comprometimento da parede pélvica.

O exame Papanicolaou, conhecido também como colpocitologia oncótica ou exame citológico do colo do útero é o principal método de rastreio do CCU, realizado por profissionais enfermeiros e médicos que permite a identificação de células sugestivas de préinvasão até lesões malignas, através de coloração multicrômica de lâminas contendo células cervicais esfoliadas. É um procedimento de baixo custo, fácil execução e alta eficácia para a detecção de alterações cervicais, com ampla utilização em programas de controle do CCU (Silva et al., 2021).

A escolha terapêutica no câncer do colo de útero é feita não apenas pelo estadiamento, mas também pelas condições clínicas e o desejo da paciente. A equipe multidisciplinar deve definir a melhor abordagem para cada paciente. O tratamento é baseado em cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou na combinação dessas estratégias terapêuticas. As modalidades terapêuticas combinadas podem ter intenção curativa ou paliativa, sendo que todas elas podem ser usadas isoladamente com o intuito paliativo (Queiroz et al., 2024).

Em consonância com os estudos de Ferrari et al., (2025) a integração das ações relacionadas ao câncer do colo do útero é importante para melhorar a adesão aos métodos disponíveis para prevenção e controle da doença. Entretanto, apesar do conhecimento científico atual acerca desse câncer, ele ainda traz danos significativos à saúde da população feminina e leva a óbito milhares de mulheres anualmente, sobretudo nos países de baixa e média renda, onde ocorrem cerca de 90% dessas mortes.

3.2 A IMPORTÂNCIA DO EXAME PREVENTIVO NA PREVENÇÃO DO CCU

O controle do CCU é relevante no cuidado integral à saúde da mulher, e a melhor estratégia para seu enfrentamento tem sido o rastreamento, ao identificar lesões precursoras e alterações da fase inicial da doença em mulheres assintomáticas antes da evolução para a doença invasiva. O rastreamento, realizado por meio do exame citopatológico, reconhecido mundialmente como eficiente e seguro, tem como objetivo principal, a longo prazo, impactar no perfil epidemiológico, diminuindo a morbimortalidade associada à doença (Camarço et al., 2024).

O Papanicolau é um exame preventivo do CCU, é indolor, simples e rápido, tem como principal objetivo detectar lesões precoces, tornando possível fazer o diagnóstico da doença na fase inicial, antes que haja sintomas. É fornecido na rede pública de saúde, e realizados por profissionais capacitados. Quando identificado, inicia-se os cuidados do CCU seguindo o fluxo assistencial estabelecido pelos protocolos e diretrizes clínica de acordo com a necessidade do tratamento (Moraes et al., 2021).

O exame preventivo do câncer do colo uterino (PCCU) é essencial para detecção precoce das lesões precursoras e é recomendado como prática regular para mulheres sexualmente ativas, especialmente aquelas com idades entre 25 e 64 anos. Nessa faixa etária, a realização periódica do exame é prioritária em razão da alta incidência de lesões. Recomenda-se repetir o exame a cada três anos, após dois resultados normais consecutivos com intervalo de um ano. No entanto, diversos fatores sociais, econômicos e comportamentais podem afetar a adesão ao exame, comprometendo a prevenção e reduzindo as chances de sobrevivência quando a enfermidade é detectada em estádios avançados (Lima et al., 2024).

De acordo com Ferreira et al., (2022) as principais barreiras que dificultam a realização do exame citopatológico, segundo os profissionais, foram a falta da paciente ao exame, falta de material específico para a coleta do exame e resistência da mulher em realizar o exame com profissional de outro sexo.

O autor relata ainda, que a falta das mulheres às consultas foi a principal barreira levantada pelos profissionais para a não realização do exame citopatológico. É fundamental entender melhor as causas desse fenômeno e reforçar ações que contribuam para a conscientização das mulheres para adesão à realização do exame citopatológico, visto que é possível ter uma redução de 80% da mortalidade do CCU por meio do rastreamento.

3.3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO NA ATENÇÃO BÁSICA

A Atenção Básica (AB) é compreendida como o espaço de acesso preferencial dos usuários ao sistema de saúde e o local responsável pela organização do cuidado à saúde da população no Sistema Único de Saúde (SUS). A AB aparece como um pilar de sustentação do SUS com a possibilidade de causar impactos positivos no acesso aos serviços, na diminuição das desigualdades e na melhoria dos índices de morbidade e mortalidade da população. Essa instância de cuidado caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no campo individual e coletivo, que inclui a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde. Desse modo, realiza ações voltadas para a prevenção de doenças como o Câncer de Colo do Útero (CCU) por meio da coleta do exame Papanicolau (Dias et al., 2024).

No contexto da Atenção Básica os profissionais de enfermagem atuam na prevenção e detecção do CCU por meio de ações que incluem coleta, interpretação e encaminhamento ao médico, quando necessário, de exames de citopatologia oncótica; identificação da população alvo e recrutamento de mulheres ausentes no rastreamento; acolhimento e escuta qualificada; e ações educativas em saúde sexual. Neste último, cabe ao profissional de enfermagem proporcionar às mulheres educação em saúde de forma abrangente, esclarecendo dúvidas sobre o CCU, apresentar seus riscos, sinais e sintomas, com o objetivo de promover mudanças de comportamento e atitudes em relação à prevenção da doença (Santos; Santos e Vigário, 2024).

Lima et al., (2024) corrobora com o estudo acima citado e acrescenta ainda que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) são essenciais na luta contra o câncer do colo do útero, onde equipes multidisciplinares buscam estratégias para reduzir as dificuldades de acesso aos exames pelas usuárias, realizando campanhas de esclarecimento em relação à enfermidade e maneiras de prevenção, assim como orientações às mulheres diagnosticadas com a doença, trazendo-lhes referências sobre os serviços de alta complexidade para tratamento adequado.

A detecção precoce do CCU facilita o tratamento, diminui a morbimortalidade pela doença e aumenta as chances de cura. Isso inclui a identificação de sinais e sintomas potencialmente perigosos, ou seja, sangramento vaginal anormal, menstruação mais prolongada que o habitual, secreção vaginal incomum com traços de sangue, sangramento após a menopausa, sangramento após a relação sexual, dor durante o ato sexual, dor na região pélvica, inchaço nas pernas, problemas urinários ou intestinais e sangue na urina e o rastreamento por meio do exame citopatológico (Santos; Santos e Vigário, 2024).

Segundo Costa (2021) o câncer de colo do útero é causado pelo principal fator de risco para o acometimento de lesões precursoras desse tipo de tumor, a infecção persistente do Papilomavírus Humano (HPV), que é transmitido principalmente por via sexual. Portanto, a prevenção do câncer de colo de útero envolve algumas estratégias, entre elas, a adoção de práticas sexuais seguras, com a utilização de preservativos, e a vacinação contra o HPV que tem sido realizada na rede pública de saúde brasileira desde 2014.

Segundo Reis et al., (2025) a infecção por HPV é fator de risco não só para o CCU, mas também para canceres anogenitais, e a vacina torna sua prevenção uma prioridade em Saúde Pública. A vacinação contra o HPV previne não só o câncer do colo do útero como outros tumores, como, por exemplo, os de orofaringe, anus, vulva, vagina e pênis. A ampla cobertura vacinal é essencial para reduzir a morbidade e mortalidade desses canceres ao longo do tempo.

No Brasil, o SUS oferta uma ampla cobertura vacinal contra o HPV quadrivalente (subtipos 6, 11, 16 e 18) em duas doses, disponível para meninas de 9 a 14 anos e para meninos de 11 a 14 anos de idade. Assim, a vacinação visa proteger meninos e meninas contra a infecção do HPV antes da prática sexual (Macedo et al., 2024).

As ações de educação em saúde tanto podem ocorrer em ambientes que abrangem maior número de pessoas, quanto pode ser individualizada, como nas consultas de enfermagem. Assim, cabe aos enfermeiros prestarem uma assistência individualizada e humanizada (Vieira et al, 2022).

A assistência de enfermagem portanto, vem se destacando no âmbito relacionado ao cuidado preventivo, utilizando e desenvolvendo estratégias que mobilizem e encorajem os outros profissionais na realização da assistência no cuidado, principalmente dentro da AB. Um dos meios de promover o cuidado é a orientação enfatizando a importância da realização dos exames preventivos, visto que quanto mais precocemente for detectado maior as chances de sucesso no tratamento; informações e orientações interativas entre profissional e clientes, de forma que  possibilite um bom entendimento e seja repassado o qual relevante é a frequência nas consultas de enfermagem e realização do Papanicolau; Promover o autoconhecimento, desencadear a confiança e o respeito entre as pessoas envolvidas, visto que isto propiciará uma eficiência no trabalho desenvolvido (Nobre et al., 2024).

4 CONCLUSÃO

As pesquisas mostram que o câncer de colo de útero é um grave problema de saúde pública que assola o Brasil e atinge principalmente as mulheres que possuem dificuldade de acesso ao sistema de saúde. Devido todo o impacto que a doença causa, faz-se necessário a atuação do enfermeiro para estimular as mulheres na busca de medidas preventivas e evitar o surgimento do CCU. 

Além disso, estudos evidenciaram que as atribuições do enfermeiro são muito importantes para a detecção precoce do CCU. Assim, pesquisas com essa temática são relevantes, uma vez que podem servir de subsídios de esclarecimento de dúvidas para profissionais da área da saúde e apontar possibilidades de um acompanhamento eficaz na atenção primária.

Evidenciou-se também, que a adesão as vacinas contra o HPV são uma realidade que atuam como meio preventivo ao CCU, e que muitas vezes por falta de informações corretas, a busca pela vacinação acaba ficando prejudicada. 

Identificou-se ainda que a educação em saúde se caracteriza como uma das principais estratégias de prevenção ao CCU utilizado por enfermeiros da atenção básica. É necessário investir na capacitação dos profissionais enfermeiros para que possam oferecer diferentes estratégias e tecnologias educacionais, levando em consideração características de contextos locais e populacionais de modo a possibilitar melhor compreensão das informações.

Diante o exposto, o enfermeiro apresenta um papel fundamental na realização de ações na atenção primária a saúde para o controle e detecção precoce do CCU, como a consulta de enfermagem com acolhimento e escuta qualificada, por meio de humanização das práticas de saúde no sistema único de saúde, que devem estar fundamentadas no trabalho em equipe e na edificação do relacionamento entre profissionais e usuários, além da realização do exame citopatológico.

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1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal-UNIPLAN.
e-mail: palmamontegustavo20.22@gmail.com

2Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal-UNIPLAN.
e-mail: joycecorrea2004@gmail.com

3Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal-UNIPLAN.
e-mail: fontel21ketlyn@gmail.com

4Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal-UNIPLAN.
e-mail: samyllerayra@gmail.com

5Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal-UNIPLAN.
e-mail: rosasilmara@gmail.com

6Docente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal-UNIPLAN.
e-mail: Jamillymiranda854@gmail.com