PREVENTION STRATEGIES FOR BURNOUT IN THE QUALITY OF LIFE OF HEALTH PROFESSIONALS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202512231758
Ana Kamila Ribeiro Sarmento1
Maria Gabrielle de Sousa Silva2
Maridalva Alves de Sousa Ferreira3
Shaywry Crystyny de Sousa Ferreira4
Orientadora (a): Jamilly Karoliny da Silva Miranda5
RESUMO
Introdução: A síndrome de burnout tem se tornado um grave problema de saúde pública, afetando diretamente a qualidade de vida dos profissionais da saúde. A crescente prevalência da doença apresenta complicações importantes no desenvolvimento pessoal e principalmente no ambiente de trabalho. Objetivo: Destacar as principais ações de prevenção do burnout para profissionais da saúde. Metodologia: Pesquisa de revisão bibliográfica com abordagem qualitativa. Resultados e discussões: As pesquisas mostram que cada vez mais tem aumentado o número de profissionais com diagnóstico de burnout e o quanto a doença implica no desempenho do trabalhador em suas atividades rotineiras. Torna-se, portanto, necessário a implementação de estratégias de prevenção da síndrome nos estabelecimentos de saúde. Conclusão: Percebe-se que as ações de prevenção contra o burnout melhoram significativamente a qualidade de vida dos profissionais.
Palavras-chave: Burnout. Prevenção. Profissionais. Saúde
ABSTRACT
Introduction: Burnout syndrome has become a serious public health issue, directly affecting the quality of life of healthcare professionals. The increasing prevalence of the disease brings significant complications in personal development and especially in the workplace. Objective: Highlight the main prevention actions against burnout for healthcare professionals. Methodology: Literature review research with a qualitative approach. Results and discussions: Research shows that the number of professionals diagnosed with burnout has been increasing, and how the disease affects workers’ performance in their daily activities. Therefore, it is necessary to implement prevention strategies for the syndrome in healthcare facilities. Conclusion: It is evident that prevention actions against burnout significantly improve the quality of life of professionals.
Keywords: Burnout. Prevention. Professionals. Health.
1 INTRODUÇÃO
A síndrome de Burnout (SB) é definida como um estado de esgotamento físico, emocional e mental causada pelo envolvimento prolongado em situações emocionalmente exigentes, tem sido amplamente estudada em diversas profissões, sendo especialmente prevalente entre os profissionais de saúde. Este grupo está continuamente exposto a uma carga de trabalho intensa, alta responsabilidade e contato constante com o sofrimento alheio, fatores que contribuem significativamente para o desenvolvimento da síndrome. O reconhecimento precoce dos fatores de risco e a implementação de intervenções eficazes são essenciais para mitigar os impactos negativos do Burnout na saúde dos profissionais e na qualidade do atendimento prestado (Junior et al., 2024).
Atualmente a SB é considerada como um problema de saúde pública, uma vez que a sua incidência tem aumentado expressivamente nos últimos anos em diversos países, especialmente no Brasil. Manifesta-se com implicações nas saúdes física e mental do trabalhador, prejudicando a qualidade de vida no ambiente profissional (Brito; Sousa e Rodrigues, 2019).
O burnout tem ganhado crescente atenção devido ao impacto direto na saúde mental dos profissionais, especialmente no setor da saúde, onde as demandas emocionais e físicas são mais acentuadas. Estudos recentes indicam que até 70% dos enfermeiros enfrentam algum nível de esgotamento, o que torna a compreensão e a prevenção dessa síndrome essenciais para o bem-estar desses profissionais e para a qualidade dos serviços prestados (Gama et al., 2025).
A Síndrome representa ainda um desafio significativo para os profissionais de saúde, pois não apenas afeta o seu bem-estar pessoal, mas também compromete sua capacidade de desempenhar eficazmente suas funções profissionais. Os sintomas do Burnout, como exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização pessoal, podem resultar em um declínio na qualidade do cuidado oferecido aos pacientes, além de aumentar o risco de erros médicos e de tomada de decisões prejudicadas (Silva et al., 2024).
Destaca-se a compreensão da problemática do Burnout ser crucial para avanços acadêmicos e práticos, especialmente no cenário hospitalar, onde os profissionais estão expostos a condições de extrema vulnerabilidade emocional e física. Muitos têm dificuldades em buscar ajuda ao identificar os primeiros sintomas (Castilho e Figueiredo, 2024).
O burnout tem se tornado uma das principais questões de saúde mental entre os profissionais de saúde, impactando diretamente sua saúde física e emocional e o seu desempenho nas atribuições laborais. A literatura sobre o tema destaca a necessidade urgente de implementação de estratégias de prevenção e suporte para mitigar os efeitos desta, que se não tratada, pode resultar em prejuízos tanto para os profissionais quanto para os pacientes (Dourado et al., 2025).
A relevância do tema se destaca pelas inúmeras ocorrências da SB nos profissionais da saúde e pelo grau de comprometimento em sua vida pessoal e profissional, além de compreender os fatores desencadeantes, os impactos e as possíveis soluções para lidar com o burnout, visando melhorar a qualidade de vida desses profissionais e a eficácia dos serviços de saúde (Machado et al., 2024).
Diante o exposto, o objetivo da pesquisa trata-se em destacar as principais ações de prevenção do burnout para profissionais da saúde.
2 METODOLOGIA
O tipo de pesquisa aplicada neste estudo trata-se de uma revisão da literatura, com abordagem qualitativa. Para Sousa, Oliveira e Alves (2021) a pesquisa bibliográfica está inserida principalmente no meio acadêmico e tem a finalidade de aprimoramento e atualização do conhecimento, através de uma investigação científica de obras já publicadas.
A pesquisa qualitativa permite ao pesquisador adentrar ao pensamento e às significações do fenômeno, por dar voz ao sujeito, considerando seus contextos e subjetividades. Nesse processo investigativo, advêm novas justificativas para compreender e observar o objeto de estudo, sob a ótica de diferentes crenças e tipologias de coleta e análise de dados. São estas assunções fundamentais que crivam o debate do ponto epistemológico, integrando a pesquisa em saúde e as ciências sociais (Oliveira; Brasil e Higa, 2021)
Para a elaboração da pesquisa, foram percorridas as seguintes fases: 1ª etapa: Considerando o tema da pesquisa, foi selecionado as palavras chaves para busca das obras nas bases de dados, foram elas: Violência Obstétrica, Enfermagem, prevenção. 2ª etapa: Com as palavras chaves definidas, foi realizado o levantamento dos artigos científicos, realizado por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo as bases de dados: Acervo+ Index Base e no Mecanismo de busca do Google Acadêmico.
3ª etapa: Para organização dos dados coletados, foi realizada a identificação dos artigos pré-selecionados, essa etapa dedicada à análise criteriosa dos títulos das literaturas, resumos, objetivo do estudo e resultados. 4ª etapa: Aplicar os critérios de inclusão e exclusão na interpretação dos resultados, obedecendo os seguintes critérios: obras que estavam de acordo com a proposta temática entre os anos de 2019 a 2025, materiais disponíveis na íntegra e na língua portuguesa, sendo utilizado um total de 19 publicações. Todo esse processo ocorreu entre os meses de abril a junho de 2025.
Nesse sentido, foram excluídos 09 artigos com datas anteriores a 2019, que não estavam de acordo diretamente com o tema, assim como artigos duplicados, obras encontradas na língua inglesa ou que não apresentaram métodos de estudos adequados a pesquisa. 5ª etapa: Após a definição dos artigos selecionados, os dados foram organizados para apresentação e desenvolvimento do presente estudo através de uma releitura realizada em publicações já existentes na literatura.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
3.1 COMPREENDENDO A SÍNDROME DE BURNOUT
Pascoal et al., (2021) define a Síndrome de Burnout como um transtorno que tem diversas implicações para a saúde do trabalhador, interferindo na vontade de trabalhar e promovendo o esgotamento profissional. O trabalhador torna-se menos ativo e produtivo, e poderá apresentar outros problemas de saúde.
Silva et al., (2024) ressalta ainda que a síndrome trata-se de uma complicação decorrente do estresse crônico no trabalho, caracterizada por fadiga emocional, despersonalização e baixa realização pessoal. Esta síndrome, que pode desenvolver-se de forma insidiosa e progressiva, afeta não só o indivíduo em si, mas também o ambiente de trabalho e a qualidade do atendimento oferecido aos pacientes. Ela se manifesta em diferentes níveis de gravidade, desde falta de motivação até comportamentos autodestrutivos e abandono permanente do trabalho.
Segundo Junior et al., (2024) a prevalência da síndrome de Burnout entre profissionais de saúde é alarmante, com diversos estudos apontando taxas que variam de 30% a 60% em diferentes contextos e especialidades. Essa alta prevalência reflete a gravidade do problema e a necessidade urgente de intervenções eficazes. Profissionais de saúde, especialmente aqueles que trabalham em ambientes de alta pressão como unidades de terapia intensiva e pronto socorros, estão particularmente vulneráveis ao Burnout devido às demandas intensas e ao contato constante com o sofrimento e a morte.
Em um estudo realizado por Machado et al., (2024) apontam que profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros e técnicos em saúde, apresentam taxas elevadas da síndrome, em comparação com outras categorias profissionais. Quanto aos fatores de risco, aspectos como sobrecarga laboral, contato frequente com situações traumáticas, falta de reconhecimento, conflitos interpessoais e desequilíbrio entre vida profissional e pessoal são identificados como elementos predisponentes ao desenvolvimento do burnout.
Reconhecer os sinais e sintomas da Síndrome de Burnout é fundamental para que ocorra o combate efetivo por parte da instituição e/ou enfermo contra esta patologia ocupacional. Desse modo, a sintomatologia do burnout pode ser representada por sintomas físicos, psíquicos, comportamentais e defensivos (Pascoal et al., 2021).
Santos et al., (2019) aborda ainda que os sintomas do burnout geralmente produzem consequências negativas nos níveis individual, profissional e social, onde a exaustão emocional se caracteriza por falta ou carência de energia, entusiasmo e um sentimento de esgotamento de recursos.
Entende-se, portanto, que o burnout não é apenas um problema individual, mas também institucional. Organizações de saúde que não adotam medidas para promover o bem-estar de seus colaboradores enfrentam consequências sérias, como alta rotatividade de funcionários, aumento de erros médicos e, consequentemente, deterioração na qualidade do atendimento. Esse cenário gera um impacto negativo que se estende à saúde da população, criando uma situação em que todos saem perdendo. Portanto, é fundamental investigar como essa síndrome afeta não apenas os profissionais, mas também o sistema de saúde como um todo (Silva et al., 2024).
3.2 IMPACTOS DA SÍNDROME DE BURNOUT NOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE
O impacto do burnout na saúde mental dos profissionais de saúde pode ser grave, afetando tanto o indivíduo como a organização. A nível individual, o burnout pode levar a sintomas como ansiedade, depressão, exaustão emocional e despersonalização, resultando em uma diminuição do bem-estar psicológico (Machado et al., 2024).
Perniciotti et al., (2020) destacam alguns impactos do burnout nos profissionais de saúde, como distúrbios individuais, tais como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), abuso de álcool, queixas psicossomáticas, uso de drogas, depressão e ideação suicida; mudanças comportamentais referentes à insatisfação no trabalho, falta de comprometimento organizacional e intenção de abandonar o trabalho, além de piores resultados nas medidas de segurança ao paciente e erros na prática profissional.
O impacto do Burnout na saúde física e mental dos profissionais é alarmante. Estudos têm mostrado que aqueles que sofrem de Burnout têm maior propensão a desenvolver outros transtornos como, distúrbios do sono e doenças cardiovasculares. Além disso, há evidências de que a síndrome pode levar ao uso abusivo de medicamentos, como uma forma de lidar com o estresse e o esgotamento. Essa deterioração da saúde física e mental não só afeta a vida pessoal dos profissionais, mas também aumenta o risco de absenteísmo e afastamento por motivos de saúde, agravando ainda mais a sobrecarga nos serviços de saúde (Santos et al., 2024).
A queda na qualidade do trabalho, o aumento do absenteísmo, da rotatividade e do número de acidentes de trabalho prejudicam as empresas em termos financeiros e de imagem. Além disso, provocam prejuízo social pela diminuição do número de adultos em idade produtiva devido ao adoecimento e gastos com saúde. Os impactos como um todo são abrangentes: de ordem pessoal, social, empresarial, governamental e sobre o público atendido (Jarruche e Mucci, 2021).
O impacto da síndrome na qualidade do cuidado ao paciente é substancial. Estudos mostram que o burnout está associado a um aumento nos incidentes de segurança do paciente, como erros médicos e eventos adversos. Além disso, há uma correlação com a diminuição da satisfação do paciente e da qualidade percebida do cuidado. Profissionais de saúde com esta condição tendem a apresentar menor profissionalismo e empatia, o que pode comprometer a relação médico-paciente e a eficácia do tratamento (Lippe, 2025).
Os profissionais começam a tratar os pacientes como números ou casos, em vez de indivíduos. Essa desumanização não apenas prejudica a relação profissional-paciente, mas também pode levar à falta de motivação e de realização pessoal, elementos fundamentais para a satisfação no trabalho. Quando os colaboradores se sentem desconectados de suas funções, a qualidade do atendimento diminui, impactando negativamente a experiência do paciente (Silva et al., 2024).
Como observado por Castilho e Figueiredo (2024), o burnout entre profissionais de saúde impacta negativamente a qualidade do atendimento e a execução de suas atribuições necessárias, resultando em erros clínicos, como também na insatisfação dos pacientes que não conseguem receber um atendimento mais completo e qualificado a tempo.
3.3 PREVENÇÃO DO BURNOUT NOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Profissionais da área da saúde estão particularmente sob maior risco de apresentar síndrome de burnout, considerando-se as altas cargas de trabalho, os problemas organizacionais e financeiros das instituições de saúde e o contato próximo com pessoas em sofrimento físico e psicossocial (Latorraca et al., 2019).
As instituições devem estar atentas aos riscos do desenvolvido desta doença pelos profissionais e desenvolver manobras de enfrentamento com a finalidade de reduzir os problemas no ambiente de trabalho, minimizando as dificuldades, apoiando aos trabalhadores, propiciar-lhes boas condições de vida dentro e fora do ambiente de trabalho. Neste contexto, é importante que os profissionais construam e vivenciem um ambiente de apoio, de sustentação e suporte dentro da equipe, para que possam enfrentar e superar as tensões da prática profissional (Lima e Dolabela, 2021).
Para Junior et al., (2024) as intervenções para prevenir e tratar a síndrome de Burnout têm se concentrado em abordagens individuais e organizacionais. Intervenções individuais incluem técnicas de mindfulness, programas de desenvolvimento de resiliência, e aconselhamento psicológico, que têm demonstrado eficácia na redução dos sintomas de Burnout. Por outro lado, intervenções organizacionais, como a reestruturação de turnos, o aumento do suporte social no ambiente de trabalho e a promoção de um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal, também são cruciais para abordar as causas subjacentes da síndrome.
Brito; Sousa e Rodrigues (2019) corroboram com os estudos acima citados sobre a prevenção da SB, destacando que essa prevenção se dá com a mudança na rotina do local de trabalho, procurando não atingir metas, mas, incluindo o bem-estar de cada um, vendo o profissional dentro de uma perspectiva holística e vendo o ambiente de trabalho como um todo, seja na climatização, na diminuição dos ruídos e nos recursos materiais.
Latorraca et al., (2019) destaca em seus estudos outras estratégias de prevenção do burnout para profissionais da saúde como: treinamento cognitivo-comportamental (TCC), relaxamento mental e físico, TCC combinada ao relaxamento e intervenções organizacionais (mudanças nas condições de trabalho, suporte organizacional, mudança do tipo de cuidado em saúde, aumento das habilidades de comunicação e mudança nas escalas de trabalho.
De acordo com Lippe (2025) a liderança positiva também é crucial para melhorar o clima de trabalho e reduzir o burnout. Programas de liderança que promovem uma comunicação eficaz e um ambiente de trabalho positivo têm mostrado reduzir o burnout e a intenção de deixar o emprego, além de aumentar o engajamento dos trabalhadores. Somado a isso, a segurança psicológica no local de trabalho é um aspecto importante que deve ser promovido para apoiar a saúde mental dos trabalhadores e reduzir o estigma associado a condições de saúde mental. A implementação de ambientes de trabalho seguros e de apoio é essencial para fomentar o autocuidado e a segurança psicológica.
Manter um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal é essencial na prevenção e mitigação do burnout. No entanto, para que isso seja eficaz, é necessário adotar métodos de reconhecimento, monitoramento e tratamento da síndrome no ambiente de trabalho, permitindo a identificação de sinais precoces e a intervenção dos gestores para apoiar os colaboradores afetados (Veiga, 2025).
4 CONCLUSÃO
A pesquisa sobre o burnout em profissionais da saúde revelou a gravidade e a complexidade dessa síndrome, que afeta não apenas os trabalhadores, mas também o sistema de saúde como um todo. O burnout, caracterizado pela exaustão emocional, despersonalização e sensação de ineficácia, compromete a qualidade do atendimento prestado e coloca em risco a saúde mental e física dos profissionais. Diante da crescente pressão por produtividade e da falta de recursos, a saúde dos cuidadores se torna uma preocupação urgente que não pode ser ignorada.
Os estudos analisados indicam que a síndrome de Burnout tem alta prevalência entre médicos e enfermeiros de diferentes especialidades, formações e instituições no Brasil. Entre os fatores de risco identificados estão o alto grau de responsabilidade para a execução do trabalho, da dupla jornada, carga horária de trabalho elevada, precárias condições de trabalho, forma de organização inadequada da instituição e características individuais do trabalhador. Contudo, demonstra que os profissionais de saúde precisam passar por adaptações, enfrentamentos e mudanças para minimizar o impacto das atividades laborais na saúde dos trabalhadores.
É de suma importância a compreensão dos fatores de risco e das consequências do Burnout é fundamental para o desenvolvimento de intervenções eficazes que garantam o bem estar dos profissionais de saúde. Portanto, futuros estudos devem continuar a explorar e aprofundar as questões relacionadas ao Burnout, promovendo uma abordagem mais integrada e eficaz para a saúde mental no ambiente de trabalho.
A implementação das medidas preventivas deve abranger diferentes esferas. No quesito individual, acima de tudo capacitações sobre as técnicas de gerenciamento de estresse e enfrentamento emocional, a fim de minimizar os impactos do burnout. No nível institucional, jornadas de trabalho mais equilibradas, promoção de ambientes laborais mais acolhedores são fundamentais para minimizar a sobrecarga e oferecer melhores condições de trabalho. Além disto, é fundamental o incentivo de pesquisas que avaliem a eficácia dessas intervenções, bem como a criação de indicadores que monitorem a incidência do burnout e seus impactos na assistência à saúde.
É fundamental que as organizações de saúde reconheçam a importância de promover a qualidade de vida no trabalho. A implementação de programas que ofereçam suporte psicológico, oportunidades de desenvolvimento profissional e um ambiente de trabalho mais saudável pode ser um passo significativo para mitigar o burnout. Cultivar uma cultura de apoio, comunicação aberta e reconhecimento é essencial para a retenção de talentos e para a promoção de um clima organizacional positivo.
Portanto, a prevenção e o suporte não devem ser vistos como medidas isoladas, mas como parte de um compromisso contínuo com a valorização dos profissionais da saúde. A construção de uma cultura organizacional que atenda requisitos que priorize a qualidade de vida dos trabalhadores não beneficia apenas os indivíduos, mas contribui com a qualidade e eficácia do atendimento prestado. Ao investir na saúde mental desses profissionais, garantimos um sistema de saúde mais resiliente, sustentável e capaz de enfrentar os desafios presentes e futuros.
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1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN. e-mail: anakamila1010@gmail.com
2Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN. e-mail: mariagabriellesousasilva0@gmail.com
3Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN. e-mail: maridalvaalves17@gmail.com
4Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN. e-mail: shaywrysousa15@gmail.com
5Docente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Universidade Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN. e-mail: jamillymiranda854@gmail.com
