EIXO INTESTINO-CÉREBRO: IMPACTO DA ALIMENTAÇÃO OCIDENTAL NA SAÚDE MENTAL E NA COMPOSIÇÃO DA MICROBIOTA

GUT-BRAIN AXIS: IMPACT OF WESTERN DIET ON MENTAL HEALTH AND MICROBIOTA COMPOSITION

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202509292143


Pâmela Carmo de Souza1
Suely Lopes de Sousa1
Renata Lima Pereira1
Rebeca Sakamoto Figueiredo2
David Silva dos Reis3
Rosimar Honorato Lobo4


RESUMO 

O eixo intestino-cérebro consiste em um sistema de comunicação bidirecional que integra o trato gastrointestinal  e o sistema nervoso central, envolvendo vias neurais, hormonais, imunológicas e metabólicas. A microbiota  intestinal desempenha papel fundamental nesse processo, influenciando funções cognitivas, emocionais e  comportamentais. A alimentação ocidental, caracterizada pelo consumo elevado de alimentos ultraprocessados,  gorduras saturadas, açúcares simples e baixa ingestão de fibras, altera significativamente a composição e  diversidade microbiana, favorecendo a disbiose. Essa condição pode comprometer a integridade da barreira  intestinal, promover inflamação sistêmica de baixo grau e modular negativamente neurotransmissores como  serotonina e GABA, repercutindo de forma prejudicial na saúde mental. O objetivo geral é analisar a influência da  dieta ocidental sobre a microbiota intestinal e suas possíveis consequências na saúde mental, por meio de uma  revisão bibliográfica de estudos científicos recentes. Pretende-se, com isso, contribuir para a discussão  interdisciplinar entre nutrição, microbiologia e neurociência, ressaltando a importância de escolhas alimentares  conscientes para a promoção da saúde integral. 

Palavras-chave: Microbiota intestinal, Dieta ocidental, Saúde mental, Eixo intestino-cérebro. 

ABSTRACT 

The gut-brain axis consists of a bidirectional communication system that integrates the gastrointestinal tract and  the central nervous system, involving neural, hormonal, immunological, and metabolic pathways. The gut  microbiota plays a fundamental role in this process, influencing cognitive, emotional, and behavioral functions.  The Western diet, characterized by high consumption of ultra-processed foods, saturated fats, simple sugars, and  low fiber intake, significantly alters microbial composition and diversity, favoring dysbiosis. This condition can  compromise the integrity of the intestinal barrier, promote low-grade systemic inflammation, and negatively  modulate neurotransmitters such as serotonin and GABA, negatively impacting mental health. The overall  objective is to analyze the influence of the Western diet on the gut microbiota and its potential consequences for  mental health, through a literature review of recent scientific studies. The aim is to contribute to the  interdisciplinary discussion between nutrition, microbiology, and neuroscience, highlighting the importance of  conscious dietary choices for promoting comprehensive health. 

Keyword: Gut microbiota, Western diet, Mental health, Gut-brain axis. 

1. INTRODUÇÃO 

Nas últimas décadas, mudanças significativas nos hábitos alimentares da população  mundial têm despertado a atenção de pesquisadores e profissionais da saúde. A chamada dieta  ocidental, caracterizada pelo elevado consumo de alimentos ultraprocessados ricos em gorduras  saturadas, açúcares refinados, sódio e aditivos químicos, tem sido fortemente associada ao  desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes tipo 2,  hipertensão arterial e doenças cardiovasculares (Zhang et al., 2021; Lane et al., 2022). A  Organização Mundial da Saúde (Who, 2023) reforça que a crescente ingestão de  ultraprocessados é um dos principais fatores de risco para a redução da qualidade de vida e para  o aumento da morbimortalidade global. 

Apesar de o impacto metabólico ser amplamente documentado, evidências recentes  sugerem que as consequências da dieta ocidental vão além do excesso de peso e do acúmulo de  gordura corporal. Estudos têm demonstrado uma relação direta entre padrões alimentares  baseados em ultraprocessados e alterações na composição e diversidade da microbiota  intestinal, comunidade composta por trilhões de microrganismos que exercem funções  essenciais na digestão, na modulação do sistema imunológico e na síntese de  neurotransmissores (Christofoletti et al., 2022; Kim; Kim, 2021). Essa comunidade microbiana  atua como mediadora crucial na comunicação entre o trato gastrointestinal e o sistema nervoso  central, formando o chamado eixo intestino-cérebro (Martins et al., 2022). 

Alterações no equilíbrio dessa microbiota, fenômeno conhecido como disbiose, podem  comprometer a integridade da barreira intestinal, favorecer processos inflamatórios e  influenciar a saúde mental. Pesquisas recentes associam a disbiose a quadros de ansiedade,  depressão, estresse e até mesmo a comprometimento cognitivo (Tonini et al., 2020; LI et al.,  2021). A literatura científica aponta que a perda de diversidade microbiana compromete a  produção de substâncias fundamentais, como ácidos graxos de cadeia curta e  neurotransmissores, afetando negativamente tanto o metabolismo quanto a regulação  emocional (García-Campayo et al., 2022; Williams; Lane, 2023). 

Além disso, padrões alimentares ricos em aditivos, conservantes e açúcares simples  contribuem para o aumento da permeabilidade intestinal, fenômeno que facilita a translocação de endotoxinas e gera inflamação sistêmica, agravando desequilíbrios no eixo intestino-cérebro  (Bryan; Kim; Hall, 2023). Em contrapartida, dietas baseadas em alimentos in natura ou  minimamente processados, como frutas, vegetais, leguminosas e grãos integrais, têm  demonstrado efeitos positivos na modulação da microbiota e na prevenção de doenças mentais,  atuando como fator protetor contra a depressão e o declínio cognitivo (Oliveira et al., 2023;  Who, 2023). 

A relação entre alimentação, microbiota intestinal e saúde mental tem atraído atenção  crescente da comunidade científica, sobretudo diante do aumento da prevalência de transtornos  psicológicos em escala global. Segundo dados recentes, estima-se que mais de 300 milhões de  pessoas no mundo sofram de depressão, e que os transtornos de ansiedade afetam cerca de 4%  da população global (Frontiers, 2025). Nesse sentido, compreender como a dieta influencia o  eixo intestino-cérebro se mostra fundamental para o desenvolvimento de estratégias preventivas  e terapêuticas. 

Portanto, objetivo geral: Discutir o impacto da dieta e orientação nutricional na  modulação da microbiota intestinal e na possível prevenção ou tratamento dessas doenças e os  Objetivos Específicos: Explorar estratégias nutricionais que podem contribuir para a prevenção  e manejo de distúrbios psicológicos associados ao eixo intestino-cérebro, analisar a influência  de alimentos pró – inflamatórios e anti-inflamatórios na saúde do cérebro e intestino, descrever  o eixo cérebro-intestino 

2. METODOLOGIA 

2.1 Tipo de Estudo 

O presente trabalho trata-se de uma revisão integrativa da literatura, método que  possibilita reunir, avaliar criticamente e sintetizar os resultados de pesquisas já publicadas,  oferecendo uma compreensão abrangente acerca do tema investigado (Mendes; Silveira;  Galvão, 2008). Essa abordagem permite identificar evidências disponíveis, apontar lacunas de  conhecimento e fundamentar a proposição de novas investigações. 

A elaboração da revisão foi conduzida de forma sistemática, seguindo as seguintes etapas:  formulação da questão norteadora; definição dos critérios de inclusão e exclusão; seleção dos  artigos nas bases de dados; extração das informações relevantes; análise crítica do conteúdo; e  síntese dos resultados. A questão norteadora que guiou o estudo foi: “Quais são os benefícios  da nutrição no contexto do eixo intestino-cérebro?”.

2.2 Coleta de dados 

As buscas nas bases de dados foram realizadas entre os meses de fevereiro a setembro de  2025, nas seguintes bases de dados: Publisher Medline (PUBMED), Scielo, Science Direct,  Lilacs e Bvs considerando data de publicação dos últimos 10 anos. Para a realização da busca,  foram utilizados os seguintes descritores na língua portuguesa e inglesa: “dieta ocidental e  microbiota intestinal”, “alimentação ocidental e microbiota intestinal”, “alterações da  microbiota e dieta ocidental” 

Os critérios de inclusão foram: Artigos originais publicados em português ou inglês;  Estudos clínicos, observacionais, experimentais em humanos ou animais, e revisões  sistemáticas; Trabalhos que abordassem simultaneamente: (i) dieta ocidental ou nutrientes  específicos; (ii) microbiota intestinal; (iii) desfechos relacionados à saúde mental; Publicações  entre 2015 e 2025. 

Para os critérios de exclusão foram: Estudos sem acesso ao texto completo; Trabalhos  que não abordassem o eixo intestino-cérebro ou não apresentassem relação direta entre nutrição,  microbiota e saúde mental.; Revisões narrativas sem rigor metodológico, editoriais, cartas ao  editor e resumos de eventos. 

2.3 Análise de dados 

A seleção dos artigos foi realizada em duas etapas: leitura de títulos e resumos, seguida  da leitura completa dos textos potencialmente elegíveis. O processo foi conduzido por dois  revisores independentes, e eventuais discordâncias foram resolvidas por consenso. Os dados  foram extraídos utilizando instrumento padronizado, contemplando: autor/ano, amostra,  objetivo, metodologia, principais resultados e considerações dos autores. As informações foram  organizadas em quadros de síntese, permitindo identificar padrões, semelhanças e  divergências entre os estudos. 

A análise dos resultados foi realizada de forma crítica e integrativa, articulando os  achados empíricos com referenciais teóricos e modelos explicativos do eixo intestino-cérebro.  Sempre que aplicável, buscou-se relacionar as evidências clínicas com os mecanismos  bioquímicos envolvidos, discutindo a influência da dieta ocidental e de nutrientes específicos  sobre a microbiota intestinal e os desfechos em saúde mental.

 Figura 1 – Fluxograma representativo das buscas e seleção dos artigos incluídos na revisão.

Fonte: Elaborado pelos autores (2025).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Os resultados apresentados evidenciam que a alimentação exerce papel central na modulação da  saúde mental por meio do eixo intestino-cérebro. O padrão alimentar ocidental, caracterizado pelo  consumo elevado de açúcares refinados, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, encontra-se  diretamente associado à disbiose intestinal, a processos inflamatórios e à redução da biodisponibilidade  de nutrientes essenciais. Essas alterações repercutem de forma significativa na síntese de  neurotransmissores, na neuroplasticidade e na vulnerabilidade a transtornos como depressão, ansiedade,  bulimia e declínio cognitivo (Zimmer et al., 2020; Christofoletti et al., 2022; Muscaritoli.et al., 2021). 

Quadro 1 – Principais achados relacionados à dieta ocidental, microbiota intestinal e saúde mental

Autor/anoAmostraPrincipais resultados
Zimmer et al. (2020)Revisão narrativa de estudos  clínicos e pré-clínicosDieta ocidental reduz diversidade da microbiota,  aumenta disbiose e favorece processos  inflamatórios ligados à depressão.
Bonaz et al. (2018)Revisão integrativa (modelos  animais e humanos)Comunicação intestino-cérebro mediada pelo nervo  vago é comprometida pela dieta rica em gorduras e  açúcares, aumentando vulnerabilidade ao estresse e  ansiedade.
Liu et al. (2019)Estudo clínico (n=120 adultos  com depressão)Disbiose intestinal correlacionada a aumento de  citocinas pró-inflamatórias e maior gravidade de  sintomas depressivos.
Al Assal (2021) Revisão sistemática90% da serotonina é produzida no intestino;  disbiose reduz sua síntese, favorecendo transtornos  de humor.
Christofoletti et al.  (2022)Estudo observacional (n=200  universitários brasileiros)Maior consumo de ultraprocessados correlacionado  com sintomas ansiosos e depressivos.
Zhang et al. (2021)Ensaio clínico randomizado  (n=300 adultos)Dieta rica em fibras e antioxidantes aumentou a diversidade microbiana e reduz sintomas  depressivos em 12 semanas.
Fonte: Elaborado pelos autores (2025).

A análise dos estudos sintetizados no Quadro 1 revela uma relação robusta entre dieta ocidental,  disbiose intestinal e alterações no funcionamento do sistema nervoso central. Zimmer et al. (2020)  apontam que o consumo de alimentos ultraprocessados compromete a diversidade microbiana,  favorecendo a proliferação de bactérias patogênicas e reduzindo espécies benéficas produtoras de ácidos  graxos de cadeia curta. Esses compostos, como o butirato, possuem efeito anti-inflamatório e  neuroprotetor, sendo fundamentais para a homeostase cerebral (Dinan; Cryan, 2017; Gubert et al., 2020). 

Bonaz et al. (2018) destacam que a comunicação neural pelo nervo vago é essencial para a  regulação emocional, e a disbiose induzida pela dieta pode comprometer essa via, aumentando a  vulnerabilidade ao estresse e ansiedade. Os achados de Liu et al. (2019) reforçam esse mecanismo, ao  demonstrarem que pacientes com dieta ocidental apresentavam níveis elevados de citocinas pró inflamatórias e maior gravidade de sintomas depressivos. Essa evidência converge com estudos de  Bastiaanssen et al. (2020), que identificaram a inflamação crônica de baixo grau como mediadora entre  microbiota alterada e neurodegeneração. 

Outro aspecto relevante é a produção de serotonina. Al Assal (2021) reforça que até 90% desse  neurotransmissor é produzido no trato gastrointestinal, sendo diretamente afetado pela composição da  microbiota. A redução na produção de serotonina em estados de disbiose explica, em parte, a correlação  entre dieta ocidental e maior prevalência de depressão. Em populações jovens, Christofoletti et al. (2022)  observaram que o alto consumo de ultraprocessados estava fortemente associado a sintomas de  ansiedade e depressão, evidenciando a vulnerabilidade dessa faixa etária. 

Por outro lado, os resultados de Zhang et al. (2021) sugerem que intervenções nutricionais podem  restaurar a eubiose intestinal e promover melhora significativa da saúde mental. Dietas ricas em fibras e antioxidantes aumentam a diversidade microbiana e reduziram sintomas depressivos, em  consonância com estudos que apontam a dieta mediterrânea como fator protetor contra doenças  neuropsiquiátricas (Dominguez; Barbagallo, 2018; Oppie et al., 2018). 

Assim, os dados confirmam que a dieta ocidental é um fator de risco significativo para distúrbios  emocionais, enquanto padrões alimentares ricos em nutrientes bioativos constituem estratégias  preventivas e terapêuticas. 

Quadro 2 – Vias de comunicação intestino-cérebro, nutrientes envolvidos, benefícios e fontes alimentares. 

Via de comunicaçãoDescriçãoNutrientes envolvidosBenefíciosFontes alimentares
NeuralNervo vago  transmite sinais  bidirecionais entre  intestino e cérebro.Vitaminas B6, B12 e  magnésioFavorecem síntese  de  neurotransmissores (serotonina,  
dopamina,  GABA).
Vit. B6: peixe, frango,  banana, grão-de-bico;  Vit. B12: carnes, ovos,  laticínios; Magnésio

sementes, oleaginosas,  vegetais verde-escuros.
EndócrinaHormônios  intestinais (grelina,  leptina, GLP-1)  regulam humor,  apetite e  metabolismo.Vitamina D, zincoModulam  receptores  hormonais e  expressão gênica.Vit. D: peixes  gordurosos, gema de ovo,  cogumelos; Zinco:  carnes, ostras, nozes,  leguminosas.
ImunológicaCitocinas pró e anti-inflamatórias  impactam processos neuroinflamatórios.Selênio, vitaminas C  e EAção antioxidante  e anti-inflamatória.Selênio: castanha do Brasil, peixes, fígado;  Vit. C: frutas cítricas,  acerola, kiwi; Vit. E:  oleaginosas, óleos  vegetais, abacate.
Microbiana/  metabólicaÁcidos graxos de  cadeia curta  modulam barreira  hematoencefálica e  plasticidade  sináptica.Ômega-3, ferro,  cobreNeuroproteção,  
melhora da  mielinização e  metabolismo  
energético.
Ômega-3: salmão,  sardinha, chia, linhaça,  nozes; Ferro: carnes  vermelhas, feijão,  espinafre; Cobre: fígado,  sementes, cacau, frutos do  mar.
Fonte: elaborado pelos autores (2025).

A ampliação do Quadro 2 evidencia não apenas os mecanismos de comunicação  intestino-cérebro, mas também o papel das fontes alimentares como determinantes na  biodisponibilidade de nutrientes essenciais. 

Na via neural, o nervo vago é o principal elo entre trato gastrointestinal e sistema nervoso  central, modulando humor e resposta ao estresse (Bonaz et al., 2018). A síntese de serotonina e  dopamina depende de cofatores como vitamina B6 e B12, além do magnésio, cuja presença em  alimentos como carnes, ovos, sementes e vegetais verde-escuros assegura o funcionamento  adequado das vias neurotransmissoras (Cozzolino, 2016; Mahan et al., 2018). A deficiência  desses nutrientes está associada a maior risco de ansiedade e depressão (Jung et al., 2017). 

A via endócrina é regulada por hormônios intestinais, como leptina e grelina, que  influenciam no apetite e comportamento alimentar. O zinco e a vitamina D modulam esses  hormônios e apresentam papel epigenético na expressão gênica ligada ao metabolismo  energético (Holick, 2007; Martínez et al., 2017). Estudos recentes apontam que baixos níveis  séricos de vitamina D correlacionam-se com maior prevalência de depressão em adultos (WU  et al., 2021), enquanto a deficiência de zinco está associada à perda de neuroplasticidade  (Bouabid et al., 2016). 

Na via imunológica, a disbiose intestinal induz produção de citocinas pró-inflamatórias  que afetam diretamente a saúde mental (Bastiaanssen et al., 2020). Nutrientes antioxidantes,  como vitamina C, vitamina E e selênio, reduzem o estresse oxidativo e restauram o equilíbrio  imunológico (Traber; Atkinson, 2007; Rossi et al., 2019). O consumo regular de frutas cítricas,  oleaginosas e castanha-do-Brasil têm mostrado associação positiva com melhora cognitiva e  redução de risco de transtornos depressivos (Rayman, 2020). 

Por fim, a via microbiana/metabólica evidencia o papel dos ácidos graxos de cadeia curta  (butirato, propionato, acetato), produzidos pela fermentação de fibras, na manutenção da  barreira hematoencefálica e na plasticidade neuronal (Dinan; Cryan, 2017). Aliado a isso, os  ácidos graxos poli-insaturados da família ômega-3 (EPA e DHA) apresentam potente ação antiinflamatória e neuroprotetora, abundantes em peixes gordurosos e oleaginosas (Muscaritoli et  al., 2021). Minerais como ferro e cobre, encontrados em carnes, fígado e leguminosas, são  indispensáveis para a formação da bainha de mielina e para o metabolismo energético cerebral  (Beard, 2001; Khodavirdipour et al., 2020). 

Dessa forma, observa-se que a manutenção da saúde mental não depende apenas da  ingestão isolada de nutrientes, mas da incorporação de padrões alimentares diversificados e  ricos em fontes naturais desses compostos, como frutas, verduras, oleaginosas, peixes e grãos  integrais. A integração entre nutrição adequada e microbiota intestinal saudável constitui um dos pilares para a prevenção de doenças psiquiátricas e neurodegenerativas, em consonância  com a literatura recente (Bastiaanssen et al., 2020; Zhang et al., 2021; Wu et al., 2021) A integração dos resultados apresentados nos Quadros 1 e 2 evidencia que os efeitos  deletérios da dieta ocidental se manifestam por múltiplos mecanismos interligados, enquanto  padrões alimentares saudáveis atuam de forma sinérgica na proteção da saúde mental. Por  exemplo, a associação observada por Zhang et al. (2021) entre dieta rica em fibras e melhora  da diversidade microbiana pode ser explicada pela via metabólica descrita no Quadro 2, em que  fibras estimulam a produção de ácidos graxos de cadeia curta, modulando inflamação e  plasticidade sináptica. Da mesma forma, a relação entre disbiose e redução da serotonina,  descrita por Al Assal (2021), pode ser interpretada à luz da ação de vitaminas B6 e B12 e do  magnésio como cofatores essenciais na síntese desse neurotransmissor. 

Esses resultados reforçam que a manutenção da saúde mental não depende apenas da  ingestão isolada de nutrientes, mas sim da adoção de padrões alimentares diversificados e ricos  em compostos bioativos. Nesse sentido, a dieta mediterrânea tem sido apontada como um dos  padrões mais eficazes, por combinar elevado consumo de frutas, vegetais, oleaginosas, peixes,  grãos integrais e azeite de oliva, todos relacionados à integridade do eixo intestino-cérebro  (Muscaritoli et al., 2021; Parletta et al., 2019). 

Estudos clínicos recentes confirmam esses benefícios. Parletta et al. (2019) demonstraram  melhora significativa nos sintomas depressivos em indivíduos que aderiram à dieta  mediterrânea, enquanto Lassale et al. (2019), em revisão sistemática, associaram maior adesão  a esse padrão alimentar à redução do risco de depressão em diferentes populações. Além disso,  a suplementação direcionada de nutrientes como ômega-3, vitaminas do complexo B e vitamina  D tem mostrado benefícios adicionais em grupos vulneráveis, como idosos e gestantes (Grosso et al., 2016; Bai et al., 2021; Reynolds, 2019). 

Por outro lado, é importante destacar que tais estratégias devem ser consideradas  complementares ao tratamento convencional dos transtornos mentais, não substitutivas. A  integração entre intervenções nutricionais, acompanhamento médico e suporte psicológico  constitui o caminho mais eficaz para resultados terapêuticos satisfatórios. 

Apesar da robustez das evidências reunidas, algumas limitações precisam ser  consideradas. Muitos dos estudos analisados são revisões ou observacionais, o que limita a  capacidade de estabelecer relações causais diretas (Zimmer et al., 2020; AL Assal, 2021). Além  disso, a heterogeneidade metodológica, a diversidade das amostras e a individualidade  biológica na composição da microbiota dificultam a generalização dos resultados (Dinan;  Cryan, 2017; Christofoletti et al., 2022).

Ainda assim, os achados convergem para a conclusão de que a dieta ocidental favorece a disbiose, inflamação e déficit na neurotransmissão, enquanto padrões alimentares ricos em  nutrientes bioativos podem atuar de forma protetora e terapêutica. Essa compreensão reforça a  necessidade de políticas públicas de promoção da alimentação saudável, voltadas para a  redução do consumo de ultraprocessados e para o incentivo à ingestão de alimentos in natura e  minimamente processados, como estratégia de prevenção em saúde mental. 

4. CONCLUSÃO  

Os resultados desta revisão confirmam que a dieta ocidental exerce efeitos negativos  sobre a microbiota intestinal e, consequentemente, sobre a saúde mental. O consumo elevado  de ultraprocessados, açúcares refinados e gorduras saturadas favorece a disbiose, a inflamação  sistêmica e a redução da síntese de neurotransmissores, fatores associados a maior risco de  depressão, ansiedade e comprometimento cognitivo. 

Por outro lado, verificou-se que a adequada ingestão de nutrientes como vitaminas do  complexo B, vitamina D, ferro, zinco, magnésio, selênio e ácidos graxos poli-insaturados  exerce ação protetora sobre o eixo intestino-cérebro. Esses micronutrientes modulam a síntese  de neurotransmissores, reduzem a inflamação e participam de mecanismos antioxidantes,  favorecendo a homeostase neuroquímica. Padrões alimentares como a dieta mediterrânea e  estratégias de suplementação específica têm se mostrado eficazes na promoção da saúde mental. 

Conclui-se, portanto, que a nutrição desempenha papel estratégico na prevenção e no  manejo complementar de transtornos psiquiátricos. A integração entre achados clínicos e  mecanismos fisiológicos reforça a necessidade de políticas públicas e práticas clínicas que  incentivem padrões alimentares saudáveis. Ainda assim, futuros estudos longitudinais e ensaios  clínicos randomizados são essenciais para consolidar a evidência e permitir recomendações  nutricionais personalizadas voltadas à saúde mental. 

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1Graduando do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E mail: pamelasouzalb@gmail.com, Lopes.su7@gmail.com, renata.imp42@gmail.com.
2Orientadora do TCC, Mestre em ciência da saúde, Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: rebeca.figueiredo@fametro.edu.br.
3Co-Orientador do TCC, David Silva Dos Reis, Nutricionista, Mestre em saúde pela Universidade Católica de  Santos, Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. Email:  david.reis@fametro.edu.br.
4Co-orientadora do TCC, Rosimar Honorato Lobo, Especialista em Psicopedagogia,. Docente do Curso de  Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail:lobo@fametro.edu.br.