EFFICIENCY OF PHOSPHORUS SOLUBILIZING MICROORGANISMS IN THE PRODUCTIVITY OF GREEN CORN (Zea Mays L.) IN A RED-YELLOW OXISOL IN THE MUNICIPALITY OF ARIQUEMES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202509240638
Erick Alves Marches1 Arthur Murilo Rech dos Santos2 João Pedro Nogueira1 Paulo Henrique de Carvalho Lutz 2,5, Kelver Kauã dos Santos4, Fabiana Alves Demeu6, Antônio Neri Azevedo Rodrigues 3
Resumo
O Objetivo da pesquisa foi avaliar a produtividade do milho verde em função do solubilizador de fósforo, em um Latossolo Vermelho-amarelo no município de Ariquemes/RO. O experimento foi conduzido em blocos casualizados, com oito tratamentos e quatro repetições, totalizando 32 unidades experimentais. Os tratamentos consistiram na combinação da presença ou ausência de adubação mineral e do uso do solubilizador de fósforo SolubPhos, em diferentes doses. Para as variáveis número de espigas comercializáveis e peso total das espigas, não houve diferença significativa entre os tratamentos (p > 0,05). O comprimento das espigas comercializáveis, apresentou diferenças estatísticas significativas (p < 0,01). O melhor desempenho foi obtido no Tratamento F (adubação mineral + 1 dose recomendada de SolubPhos), com comprimento médio de 18,67 cm. Conclui-se que o uso do solubilizador de fósforo representa uma estratégia promissora para aumentar a produtividade do milho verde em Latossolo Vermelho-Amarelo.
Palavras-chave: Solubilizador; Fósforo; microrganismo; Milho verde; adubação
1. INTRODUÇÃO
O milho verde (Zea mays L.) é uma das culturas de grande relevância para pequenos e médios produtores do Brasil, especialmente na agricultura familiar, por sua versatilidade e importância socioeconômica. No município de Ariquemes e na região do Vale do Jamari, essa cultura tem ganhado destaque devido à sua adaptação às condições edafoclimáticas locais e à crescente demanda por seus produtos derivados, como pamonha, curau e milho cozido, que fazem parte da tradição alimentar regional. Além do consumo humano, a parte vegetativa do milho constitui importante fonte de alimento volumoso para ovinos, bovinos e outros herbívoros, o que fortalece sua importância como base produtiva nas propriedades rurais (OLIVEIRA, 2007).
Apesar de sua relevância, a produção de milho verde ainda se caracteriza pelo baixo nível tecnológico empregado, acesso limitado a insumos e a informações, bem como restrições socioeconômicas impostas aos agricultores familiares, em sua maioria de baixa renda. Isso reflete diretamente na produtividade, que ainda é considerada inferior ao potencial da cultura em diversas regiões. Além disso, há escassez de estudos regionais voltados ao milho verde, especialmente no estado de Rondônia, o que reforça a necessidade de pesquisas que busquem alternativas sustentáveis e economicamente viáveis para aumentar a produção e a renda dos agricultores.
Um dos principais entraves ao desenvolvimento da cultura está associado à nutrição mineral, em especial ao fósforo (P). Esse elemento é considerado um macronutriente essencial, pois participa de processos metabólicos cruciais, como a fotossíntese, a respiração celular e a transferência de energia, além de compor estruturas como ácidos nucleicos, fosfoproteínas e fosfolipídeos (GRANT et al., 2001). Sua deficiência no início do ciclo vegetativo pode comprometer o desenvolvimento da planta de forma irreversível, mesmo que haja posterior fornecimento do nutriente em níveis adequados (HAMMOND & WHITE, 2008).
Contudo, a disponibilidade de P nos solos tropicais, especialmente em Latossolos, é naturalmente baixa, devido ao elevado grau de intemperização e às reações químicas que promovem sua fixação em formas insolúveis. Assim, grande parte do fósforo aplicado via adubação torna-se indisponível para as plantas, acumulando-se em frações lábeis e não lábeis, que variam conforme a mineralogia, o teor de matéria orgânica e a atividade microbiana do solo (NAHAS, 2002; CROSS & SCHLESINGER, 1995). Esse fenômeno reduz a eficiência da adubação fosfatada, elevando os custos de produção e tornando necessário o uso frequente de fertilizantes importados, cujos preços são elevados e sujeitos a oscilações do mercado internacional (SECRETARIA ESPECIAL DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS, 2024).
No Brasil, estima-se que os gastos com adubação fosfatada possam representar até 15% dos custos totais de produção do milho (EMATER-DF, 2018). Além do aspecto econômico, há também impactos ambientais relacionados ao uso excessivo de fertilizantes solúveis, como a eutrofização de corpos d’água e a contaminação de lençóis freáticos (GOMES et al., 2014). Assim, torna-se indispensável a busca por alternativas que conciliem produtividade, redução de custos e sustentabilidade ambiental.
Nesse contexto, os microrganismos solubilizadores de fósforo surgem como uma alternativa promissora para aumentar a disponibilidade desse nutriente no solo. Esses organismos atuam liberando P de compostos insolúveis por meio da produção de ácidos orgânicos e enzimas fosfatases, tornando-o assimilável pelas plantas (BARROTI & NAHAS, 2000; GYANESHWAR et al., 2002). Diversas pesquisas demonstram que a utilização de bactérias, como Bacillus subtilis e B. megaterium, pode aumentar a eficiência do uso de fósforo, estimular o crescimento radicular e elevar a produtividade de culturas agrícolas (ABREU et al., 2017; SOUZA et al., 2021). Além disso, por representarem uma parcela pouco significativa nos custos de produção, os inoculantes microbianos apresentam vantagens econômicas e ambientais, consolidando-se como estratégia sustentável no manejo da adubação (PAIVA et al., 2020).
Estudos recentes indicam que a maioria dos solos agrícolas contém grandes reservas de fósforo na forma de fosfatos insolúveis, que chegam a representar 95 a 99% do total presente, sendo inacessíveis às plantas sem a atuação de microrganismos especializados (PRADHAN & SUKLA, 2005). Dessa forma, a introdução de bioinoculantes contendo microrganismos solubilizadores pode ser fundamental para a agricultura familiar, pois, além de reduzir a dependência de fertilizantes químicos, potencializa a produtividade das culturas de interesse.
Diante do exposto, verifica-se a importância do desenvolvimento de pesquisas voltadas à avaliação da eficiência de inoculantes microbianos na cultura do milho verde, sobretudo em condições edafoclimáticas específicas da Amazônia Ocidental. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo analisar o efeito do solubilizador de fósforo (SolubPhos) e da adubação fosfatada sobre a produtividade do milho verde cultivado em Latossolo Vermelho-Amarelo no município de Ariquemes/RO, buscando contribuir para o avanço de tecnologias sustentáveis e economicamente acessíveis à agricultura familiar.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
O milho (Zea mays L.) pertence à família Gramineae/Poaceae. É o terceiro cereal mais cultivado no mundo (FAO, 2022), e de grande importância tanto para a agricultura brasileira, sendo constituinte fundamental da alimentação animal e humana, matéria-prima para a indústria e exportação (Coelho,2021; Pereira Filho, 2022). Portanto, o aumento da produtividade e a redução dos custos de produção, é algo que os pesquisadores buscam diariamente, para melhor eficiência dos cultivos. Cultura importante para a agricultura familiar do Vale do Jamari, mas, a produção ainda se caracteriza por uma baixa tecnologia empregada e um acesso limitado à informação, em grande parte devido à condição socioeconômica dos produtores, que são, em sua maioria, de baixa renda. Além disso, há uma escassez de estudos sobre a cultura na região. Assim, é necessário o desenvolvimento de novas pesquisas com o objetivo de aumentar a produtividade e reduzir os custos.
O fósforo é um nutriente importante para as plantas, escasso em muitos solos agrícolas.
Como grande parte do fosfato solúvel (P) aplicado aos solos como fertilizante é “fixado” pelo solo e fica menos disponível para as plantas, a aplicação a longo prazo de fertilizantes fosfatados resultou em um acúmulo de P total no solo, a maior parte do qual é pouco solúvel (Whitelaw, 2000). Além do mais, observa-se que os custos de uma lavoura de milho podem ser de até 15%, apenas pela adubação fosfatada, o que reforça a necessidade de reduzir a utilização de fertilizantes (Emater-DF, 2018).
A produção em larga escala de milho e de outros grãos no Cerrado somente tornou-se viável com o desenvolvimento de tecnologias de melhoria da fertilidade dos solos da região. O requerimento de grandes quantidades de fosfatos na correção da fertilidade desses solos e a ausência de reservas abundantes de rochas fosfatadas de boa qualidade no País, associados ao elevado custo dos fertilizantes, justificam estudos para otimizar a eficiência no uso de adubos fosfatados (Rezende et al., 2006).
O nutriente fósforo (P) é crucial no metabolismo das plantas, desempenhando papel importante na transferência de energia da célula, na respiração e na fotossíntese (GRANT et al., 2001). É também componente estrutural dos ácidos nucléicos de genes e cromossomos, assim como de muitas coenzimas, fosfoproteínas e fosfolipídeos. As limitações na disponibilidade de fósforo (P) no início do ciclo vegetativo podem resultar em restrições no desenvolvimento, das quais a planta não se recupera posteriormente, mesmo aumentando o suprimento deste elemento a níveis adequados. O suprimento adequado de P é, pois, essencial desde os estádios iniciais de crescimento da planta.
De acordo com Whitelaw (2000), este elemento é um macronutriente importante para as plantas, escasso em muitos solos agrícolas. Hammond e White (2008) relatam que o fósforo é um dos nutrientes mais limitantes para o crescimento das plantas e sua deficiência pode causar atraso no crescimento e interferir nos processos de fotossíntese, respiração, armazenamento e transferência de energia, divisão celular e crescimento das células vegetais.
Como grande parte do fosfato solúvel (P) aplicado aos solos como fertilizante é “fixado” pelo solo e fica menos disponível para as plantas, a aplicação a longo prazo de fertilizantes fosfatados resulta em um acúmulo de P total no solo, a maior parte do qual é pouco solúvel. O fósforo que fica no solo, de acordo com Nahas (2002), pode ser encontrado de duas formas: lábil (trocável) e não lábil (não trocável). Em forma lábil e não lábil, podendo ser, respesctivamente, como P-orgânico e P-inorgânico.
A fração lábil é representada pelo conjunto de compostos fosfatados capazes de repor rapidamente a solução do solo, quando ele é absorvido por plantas ou por microrganismos. Por isso, as frações mais lábeis são dependentes do grau de intemperização do solo, da mineralogia, da textura, do teor de matéria orgânica, das características físico-químicas, da atividade biológica e da vegetação predominante (Cross & Schlesinger, 1995). Por outro lado, Fernández et al., (2008), comentando que o desenvolvimento de formas pouco reversíveis ou irreversíveis de fósforo em solos mais intemperados está, principalmente, relacionado ao ferro oxidado (Fe3+) e aos seus oxi-hidróxidos.
Grande parte dos fertilizantes segundo Gurinkar et al., (2016), que são derivados de fósforo é retido na fase sólida do solo e precipitado nas moléculas como alumínio, óxidos de ferro, cálcio e matérias orgânicas ou adsorvido na superfície da argila, logo, tornando-se indisponível para a absorção das plantas. Os fosfatos naturais são limitados pela baixa capacidade de troca iônica do solos tropicais ácidos Edwards et al., (2016). Gomes et al. (2014), relatam que fertilizantes químicos fosfatados solúveis são dispendiosos e podem causar eutrofização. Também, bactérias solubilizadores de fósforo podem desempenhar um papel importante no fornecimento desse elemento para as plantas de uma forma ecológica e sustentável.
Existe uma grande diversidade de microrganismos no solo que desempenham um papel importante na sustentabilidade dos sistemas de produção agrícola, as bactérias que fixam o nitrogênio atmosférico ou mineralizam o fósforo tornando-o assimilável pelas plantas é um deles (CAIZA et al., 2023).
A utilização de microrganismos e bactérias solubilizadores de fósforo é algo que vem crescendo no mercado agrícola. Corroborando com a premissa, Paiva et al. (2020), comenta que o uso desses proporciona diversos benefícios para a cultura, mesmo apresentando um baixo percentual no custo de produção, além de ter vantagens em relação ao meio ambiente.
Uma das grandes contribuições dos solubilizadores de fósforo é tornar esse elemento disponível para a planta, dessa forma, Pradhan; Sukla (2005), disse que maioria dos solos agrícolas contém grandes reservas de fósforo (P), uma parte considerável das quais acumula como consequência de aplicação regulares de fertilizantes fosfatados. Contudo, uma grande parte desse fósforo, aproximadamente 95-99% está presente na forma de fosfatos insolúveis e, portanto, não pode ser aproveitado pelas plantas se não houver a intervenção desses microrganismos.
Para recuperar parte desses fosfatos insolúveis, é utilizado os solubilizadores de fósforo, alguns microrganismos presentes no solos possuem papel importante na ciclagem de fósforo, hidrolisando formas orgânico (PO4), em decorrência da ação de enzimas hidrolíticas (principalmente fosfatases), sendo assim possível sua disponibilização para as plantas (Barroti e Nahas,2000; Gyaneshwar et al., 2002).
O inoculante contém as estirpes Bacillus subtilis (CNPMS B2084) e B. megaterium (CNPMS B119), BSP são capazes de aumentar a eficiência do uso de fósforo para as plantas, o que pode resultar no aumento da produtividade e, no futuro, na utilização de menores doses de fertilizantes fosfatados (Paiva et al., 2022). Essas estirpes foram isoladas de áreas agrícolas distintas no País, onde prevalece o cultivo de cereais (Abreu et al., 2017). Também, solubiliza fosfatos de cálcio e ferro, apresentando alta produção de ácidos glucônico e enzima fitase. Estimulando o aumento da superfície radicular, especialmente de raízes mais finas (Souza et al., 2021).
3. METODOLOGIA
O experimento foi conduzido na área de um Latossolo Vermelho-amarelo, localizado na Br 421, com a suas coordenadas em 9°56’34″S 63°09’09″W estando a uma altitude de 142 metros, de propriedade de um agricultor familiar da região. O clima pelo método de classificação Köppen, a região de Ariquemes, apresenta um clima do tipo Aw -Clima Tropical Chuvoso com média climatológica da temperatura do ar durante o mês mais frio superior a 18°C (megatérmico), e um período seco bem definido durante a estação de inverno, quando ocorre na região um moderado déficit hídrico, com índice pluviométrico inferiores a 50 mm / mês (Carvalho et al., 2016).
Foi realizada a análise de solo para verificar a necessidade de calagem e os tratamentos em função desses dados, de acordo com as recomendações da Embrapa (2002). No quadro 1 é possível observar o resultado da análise química do solo.
Quadro 1. Análise química do solo experimental do local do experimento (Propriedade de agricultura familiar) em Ariquemes/RO, na profundidade de 0 a 20 cm. Ariquemes, 2024.

O experimento foi conduzido em blocos casualizados, com oito tratamentos e quadro repetições, totalizando 32 unidades experimentais. Os tratamentos foram: Tratamento A (Testemunha absoluta): Sem adubação mineral e sem solubilizador; Tratamento B: Sem adubo mineral e com 1 dose de solubilizador de fósforo; Tratamento C: Sem adubo mineral e com 1 vez e meio a dose recomendada de solubilizador de fósforo; Tratamento D: Sem adubo mineral e com 2 vezes a dose recomendada de solubilizador de fósforo; Tratamento E: Com adubo mineral e sem dose de solubilizador de fósforo; Tratamento F: Com adubo mineral e com 1 dose recomendada de solubilizador de fósforo; Tratamento G: Com adubo mineral e com 1 vez e meio a dose recomendada de solubilizador de fósforo; Tratamento H: Com adubo mineral e com 2 vezes dose de solubilizador de fósforo. Na Figura 1 é apresentado o croqui com a disposição na qual foi organizado o experimento.
Figura 1: Croqui da organização das parcelas com os tratamentos e as respectivas repetições

Fonte: Autor da pesquisa (2024)
Cada parcela, foi composta de 10 linhas de 10 metros, espaçadas com 0,6 metros, em uma área total com 60 m², apresentando uma densidade de 50.000 plantas por hectare, de acordo com Rocha., Fornasier Filho., Barbosa. (2011). A parcela útil foi de 30,4 m². A adoção dessa população na pesquisa, (50.000 plantas por hectare), foi porque o produtor já utilizava essa população, e segundo Pradhan et al., (2011), as melhores características de comprimento, peso e número de espigas comerciais, foram obtidas na população de 50.000 plantas por hectare.
A avaliação da produtividade foi realizada com base na qualidade e quantidade de espigas comerciáveis por parcela, incluindo a medição do comprimento das espigas, seu peso e o número de fileiras. A adubação foi realizada em três etapas, sendo a primeira durante o plantio, consistirá na aplicação de 100% da dose de fósforo no sulco de plantio, juntamente com 20% da dose total de potássio e nitrogênio. A segunda etapa ocorreu no 2º estádio vegetativo do milho, quando a planta apresentou duas folhas totalmente expandidas, aplicando-se 40% da dose total de nitrogênio e potássio em cobertura nas entrelinhas (MAGALHÃES, 2002).
A terceira etapa foi realizada no 5º estádio vegetativo, com a planta exibindo cinco folhas completamente abertas, sendo distribuídos 40% da dose total de nitrogênio e potássio em cobertura, nas entrelinhas. Os fertilizantes empregados foram: Super Fosfato Triplo, que possui 46% de P2O5; Ureia, com 46% de N; e Cloreto de Potássio, com 60% de K2O.
Com os dados obtidos, fez-se análises estatísticas ANOVA, teste de Fisher e teste de Skott Knott, a 5% de probabilidade para as médias dos tratamentos pelo programa estatístico SISVAR, segundo Ferreira (2008).
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
O experimento foi conduzido em blocos casualizados, com oito tratamentos e quatro repetições, totalizando 32 unidades experimentais. Os tratamentos consistiram na combinação da presença ou ausência de adubação mineral e do uso do solubilizador de fósforo, em diferentes doses: Testemunha absoluta sem adubação e sem solubilizador (A); ausência de adubo mineral com doses crescentes do solubilizador (B, C e D); adubo mineral sem solubilizador (E); e adubo mineral associado a diferentes doses do produto (F, G e H). O Solubilizador de fósforo (Solubilizador de P), desenvolvido pela parceria Embrapa–Simbiose, é formulado a partir dos isolados BRM 119 e BRM 2084, capazes de solubilizar fósforo inorgânico e mineralizar formas orgânicas, aumentando a disponibilidade desse nutriente no solo (SIMBIOSE, 2024).
Para as variáveis número de espigas comercializáveis (Tabela 1) e peso total das espigas (Tabela 1), não houve diferença significativa entre os tratamentos (p > 0,05). Os maiores valores absolutos foram obtidos nos tratamentos E (adubação mineral sem Solubilizador) e H (adubação mineral + 2 vezes a dose de Solubilizador de P), enquanto a testemunha (A) apresentou os menores resultados. Esses dados sugerem que a adubação mineral ainda é o fator predominante na definição do número e peso das espigas, corroborando estudos de Novais et al. (2015), que apontam que a disponibilidade de fósforo é essencial para o crescimento inicial e para a formação da espiga do milho. Contudo, mesmo nos tratamentos sem adubo mineral, a aplicação do Solubilizador resultou em produtividades intermediárias (B, C e D), indicando potencial de uso do produto em sistemas de menor aporte de fertilizantes químicos.
Tabela 1: Médias de número de espigas de milho comercializável (NEC), peso de espigas de milho comercializável (PEC) e comprimento de espigas de milho comercializável (CEC), das plantas de milho das parcelas experimentais em Ariquemes, RO, 2025.

*Médias seguida da mesma letra na coluna, não diferem entre si pelo teste Skott Knott, a 5% de probabilidade
O peso médio das espigas variou de 0,183 kg (Testemunha e Tratamento E) a 0,206 kg (Tratamento F), mas sem diferenças estatísticas entre os tratamentos. Esse resultado sugere que a variável apresenta baixa sensibilidade à adubação ou ao uso de solubilizadores, em consonância com Ferreira et al. (2020), que destacam a estabilidade genética do peso médio da espiga em diferentes condições de manejo.
A variável comprimento das espigas comercializáveis, por sua vez, apresentou diferenças estatísticas significativas (p < 0,01). O melhor desempenho foi obtido no Tratamento F (adubação mineral + 1 dose recomendada de Solubilizador de P), com comprimento médio de 18,67 cm (Tabela 1), diferindo da testemunha, tratamento A (15,50 cm) e dos tratamentos com menor aporte nutricional (B e A). Esses resultados confirmam a importância da combinação entre adubação mineral e o uso de bioinsumos que favorecem a disponibilidade de fósforo. De acordo com Santos et al. (2022), a associação entre fertilizantes fosfatados e microrganismos solubilizadores pode potencializar a absorção de nutrientes pelas plantas, refletindo em ganhos de qualidade comercial.
Além disso, espigas mais longas estão diretamente associadas à maior atratividade do milho-verde no mercado, por apresentarem maior número de fileiras de grãos e enchimento uniforme (PINTO et al., 2017). No presente estudo, a superioridade do Tratamento F sugere que a dose recomendada de Solubilizador de P, quando associada à adubação mineral, é suficiente para proporcionar respostas significativas, não havendo ganhos adicionais claros com doses superiores (Tratamentos G e H). Esse comportamento está alinhado com as observações de Magalhães et al. (2020), que destacam a existência de um ponto de equilíbrio entre disponibilidade de nutrientes e capacidade fisiológica da planta em converter esses recursos em produção.
De maneira geral, os resultados demonstram que, embora não tenham ocorrido diferenças estatísticas no número e no peso total de espigas, a variável comprimento da espiga respondeu de forma positiva ao uso combinado de adubação mineral e bioinsumo solubilizador de fósforo. Essa constatação reforça o potencial da utilização de tecnologias como o solubilizador de fósforo na agricultura sustentável, principalmente pela possibilidade de reduzir doses de fertilizantes minerais sem comprometer a qualidade do produto final, em consonância com a necessidade de sistemas de produção mais eficientes e menos dependentes de insumos químicos (HUNGRIA et al., 2016).
De forma específica, observou-se ainda que o uso do solubilizador sem adubação mineral contribuiu para ganhos produtivos relevantes, o que sugere potencial do insumo para reduzir a dependência de fertilizantes fosfatados em solos tropicais, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola na região amazônica. No entanto, o efeito mais expressivo foi obtido quando o Solubilizador de P foi aplicado em conjunto com a adubação mineral, indicando sinergismo entre as práticas e confirmando que o produto potencializa o aproveitamento do fertilizante aplicado, conforme também reportado por Simbiose (2024) e Silva et al. (2019).
A análise das diferentes doses do solubilizador de P evidenciou que a utilização do insumo promoveu incrementos significativos em variáveis produtivas do milho verde, destacando-se os tratamentos com adubação mineral associada ao solubilizador, que apresentaram maior desempenho em relação à testemunha e às parcelas com ausência de adubação mineral. Esses resultados corroboram com os trabalhos de vários autores que apontam para a eficiência de microrganismos solubilizadores no aumento da disponibilidade de fósforo e, consequentemente, na melhoria da produtividade agrícola (Lopes et al., 2020; Hungria et al., 2022).
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base no resultado da pesquisa, permitiu avaliar o efeito do uso do solubilizador de fósforo solubilizador de P na produtividade e nos caracteres de desenvolvimento do milho verde cultivado em Latossolo Vermelho-Amarelo no município de Ariquemes/RO. Os resultados obtidos demonstram que a aplicação do solubilizador, isoladamente ou em associação à adubação mineral, influenciou positivamente a cultura, confirmando a importância dessa tecnologia no aproveitamento mais eficiente do fósforo presente no solo, principalmente para o comprimento das espigas comercializáveis do milho verde.
Portanto, conclui-se que o uso do solubilizador de fósforo representa uma estratégia promissora para aumentar a produtividade do milho verde em Latossolo Vermelho-amarelo, podendo contribuir tanto para o incremento da produção quanto para a redução dos custos e impactos ambientais associados ao uso excessivo de fertilizantes minerais. Recomenda-se a continuidade de pesquisas de longo prazo, em diferentes condições edafoclimáticas, a fim de consolidar a eficiência do Solubilizador de P e estabelecer protocolos de manejo adaptados às diversas realidades produtivas da agricultura brasileira.
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¹ Discente do Curso Superior de Agronomia do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Rondônia, Campus Ariquemes e-mail: erickalvesmarchi9@gmail.com; Joaopedronogueira514@gmail.com
² Discente do Curso Superior de agronomia da Faculdade de Educação e Meio Ambiente FAEMA – UNIFAEMA e-mail: arthurrech9203@gmail.com; ph1263787@gmail.com
3Docente Coorientador e Professor titular do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Rondônia, Campus Ariquemes. Doutor em Ciências do Solo pela Universidade Federal do Paraná (PPGCS/UFPR) e-mail: antonio.neri@ifro.edu.br
4Discente do Curso Superior de agronomia da Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera e-mail: kelverkaua2018@gmail.com
5Discente do Curso técnico integrado em agropecuária do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Rondônia, Campus Ariquemes e-mail: ph1263787@gmail.com
6Docente Orientadora do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Rondônia, Campus Ariquemes. Doutora em Ciências Veterinárias (PPGCV/UFLA) e-mailfabiana.alves@ifro.edu.br;
