EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO HIPERDIA: DESAFIOS ENFRENTADOS E ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR ENFERMEIROS

HEALTH EDUCATION IN HIPERDIA: CHALLENGES FACED AND STRATEGIES USED BY NURSE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511112128


 Sueny Yuri Higa Watanabe1
Rosilene Rocha Palasson2
Andréia Insabralde de Queiroz-Cardoso3


Resumo

O presente estudo tem como objetivo analisar os principais desafios enfrentados por enfermeiros na execução de ações educativas direcionadas a pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no âmbito do programa Hiperdia, bem como identificar estratégias exitosas aplicáveis à prática profissional na Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de buscas nas bases PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Web of Science, contemplando publicações entre 2018 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis em texto completo. Foram empregados descritores controlados e combinados por operadores booleanos, a fim de refinar a busca e assegurar a relevância dos estudos selecionados. Os critérios de inclusão englobaram publicações que abordassem adultos (≥18 anos) diagnosticados com hipertensão arterial sistêmica e/ou diabetes mellitus tipo 2, e que tratassem de ações educativas sob a perspectiva da enfermagem.

Os resultados evidenciam que a atuação do enfermeiro desempenha papel fundamental na adesão terapêutica e na promoção de mudanças comportamentais. Estratégias de educação em saúde bem estruturadas, com participação ativa e corresponsável dos pacientes, demonstram impacto positivo sobre os resultados clínicos, contribuindo para a prevenção de complicações e a melhoria da qualidade de vida.

Entretanto, a efetivação dessas estratégias ainda se depara com obstáculos de natureza estrutural, formativa e social, que limitam o alcance das práticas educativas. Conclui-se que a educação em saúde conduzida por enfermeiros constitui elemento essencial no enfrentamento das DCNT, exigindo investimentos institucionais contínuos e o fortalecimento de políticas públicas que reconheçam e ampliem o papel pedagógico, clínico e transformador desse profissional no âmbito do programa Hiperdia e da Atenção Primária à Saúde.

Descritores: Educação em Saúde; Doenças Crônicas; Enfermagem; Promoção da Saúde; Hiperdia.

1. INTRODUÇÃO

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como a hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o diabetes mellitus tipo 2 (DM2), representam atualmente um dos maiores desafios para os sistemas de saúde pública em nível global, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as DCNT são responsáveis por cerca de 74% das mortes no mundo, sendo as principais causas de morbimortalidade entre adultos (World Health Organization, 2022).

No cenário brasileiro, dados apontam que o número de pessoas acometidas por essas condições cresce de forma contínua, especialmente entre adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social, o que exige o desenvolvimento de estratégias de intervenção eficazes por parte da Atenção Primária à Saúde-APS (Malta et al, 2020). Em vista disso, o enfermeiro assume papel essencial na promoção do cuidado contínuo, no monitoramento de indicadores clínicos e na realização de intervenções educativas que favoreçam a aderência ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso (Heumann et al, 2023).

Entre as principais estratégias do enfermeiro na APS estão as consultas de enfermagem, a realização de grupos operativos, educação em saúde e acompanhamento de indicadores como pressão arterial e glicemia (Brasil, 1986). Essas ações permitem a detecção precoce de complicações, fortalecem o vínculo com os usuários e promovem a corresponsabilidade pelo autocuidado. Além disso, a atuação do enfermeiro contribui para orientar sobre hábitos saudáveis, organizar o trabalho da equipe e reforçar a integralidade do cuidado (Ministério da saúde, 2013).

No contexto voltado para o cuidado de pessoas com condições crônicas, destaca-se o Programa Nacional de Hipertensão e Diabetes — conhecido como Hiperdia —, instituído pelo Ministério da Saúde em 2002, como uma estratégia de cadastramento e acompanhamento sistemático de pessoas com essas condições no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O Hiperdia tem como objetivo organizar o cuidado longitudinal, promover a vigilância dos fatores de risco e garantir o acesso a medicamentos e ações educativas, sendo operacionalizado principalmente pelas equipes da Estratégia Saúde da Família (Brasil, 2002). A partir de 2013, o programa passou por reformulações, sendo integrado ao sistema e-SUS AB, mantendo sua essência de promoção do cuidado contínuo, com foco na APS (Brasil, 2013).

A proposta do Hiperdia está diretamente alinhada com os princípios da Promoção da Saúde, conforme definidos na Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), que prioriza ações intersetoriais, educação em saúde e fortalecimento da autonomia dos sujeitos na gestão de sua saúde. Assim, a educação em saúde torna-se um componente estratégico para transformar práticas assistenciais centradas na doença em ações emancipatórias, que valorizam o protagonismo dos usuários e o enfrentamento coletivo dos determinantes sociais das DCNT (Santana et al, 2021).

Dessa forma, a atuação do enfermeiro no Hiperdia deve incorporar práticas educativas que promovam o protagonismo dos pacientes no enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). É essencial que o mesmo assuma o papel de educador em saúde, estimulando a adesão ao tratamento medicamentoso, a adoção de hábitos alimentares saudáveis, a prática regular de atividade física e o controle dos fatores de risco modificáveis. Contudo, isso exige competências específicas, como habilidades comunicativas, sensibilidade cultural e domínio de metodologias ativas, além de tempo e apoio institucional para desenvolver ações educativas eficazes (Oliveira e Lago, 2021).

Apesar dos avanços em políticas públicas e da expansão da Estratégia Saúde da Família (ESF), as ações educativas ainda não são incorporadas de forma sistemática ao cuidado de pessoas com doenças crônicas. Estudos apontam diversas lacunas, incluindo ausência de planejamento estruturado e de diretrizes institucionais, escassez de recursos didáticos, sobrecarga de trabalho e inadequação dos espaços destinados à educação em saúde. Adicionalmente, observa-se fragilidade na formação continuada dos profissionais de enfermagem, o que limita a implementação de estratégias capazes de promover o empoderamento dos usuários e a corresponsabilização pelo autocuidado. Nesse contexto, a qualificação das práticas educativas constitui elemento essencial para a reorientação do modelo assistencial vigente (Magalhães et al, 2025).

Outro desafio enfrentado diz respeito ao perfil dos usuários do Hiperdia, que muitas vezes devido ao baixo nível de escolaridade, possuem dificuldades de acesso à informação e resistência às mudanças de hábitos. Essas barreiras socioculturais tornam ainda mais complexa a tarefa educativa, exigindo com que os enfermeiros desenvolvam estratégias baseadas em metodologias participativas, adaptadas à realidade local e ao nível de compreensão dos indivíduos (Barbosa et al, 2025). A educação em saúde deve, portanto, ser compreendida como um processo dialógico, contínuo e contextualizado, fundamentado nos princípios da promoção da saúde e na valorização dos saberes populares, conforme proposto por Paulo Freire (Gomes e Guerra, 2020).  

Diante deste cenário, o presente estudo tem como objetivo analisar os principais desafios enfrentados por enfermeiros no desenvolvimento de ações educativas direcionadas a pessoas com doenças crônicas não transmissíveis no âmbito do programa Hiperdia e identificar estratégias exitosas aplicáveis à prática profissional na Atenção Primária à saúde. Espera-se, com isso, contribuir para o fortalecimento do papel do enfermeiro como agente de transformação social, capaz de incentivar práticas de saúde e melhorar a qualidade de vida dos usuários do SUS acometidos por condições crônicas.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

A educação em saúde no contexto das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) constitui um eixo estratégico para a reorientação das práticas de cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS). No Programa Hiperdia, coordenado predominantemente por enfermeiros, as ações educativas voltadas à promoção de saúde e à corresponsabilização dos pacientes têm papel essencial no controle da hipertensão e do diabetes (Morais et al, 2025).

O enfermeiro, como mediador do conhecimento e agente de transformação social, atua na orientação sobre a doença, na adesão terapêutica e na implementação de práticas preventivas, fortalecendo a autonomia e protagonismo dos usuários. A educação em saúde deve fundamentar-se em metodologias ativas e dialógicas, que reconheçam a individualidade, o nível de letramento em saúde e o contexto sociocultural dos usuários. Estratégias como rodas de conversa, oficinas práticas, consultas de enfermagem e visitas domiciliares demonstram efetividade ao estimular o engajamento e favorecer a continuidade do cuidado (Araújo e Alencar, 2022). 

Todavia, a efetividade dessas ações ainda é limitada por diversos desafios, como sobrecarga de trabalho, insuficiência de recursos humanos e materiais, fragilidade na formação pedagógica e predominância do modelo biomédico centrado na doença. A baixa adesão dos usuários, aliada à ausência de protocolos padronizados e à falta de avaliação sistemática das atividades educativas, também compromete os resultados. A pandemia de COVID-19 intensificou essas barreiras, evidenciando a necessidade de incorporar tecnologias digitais e fortalecer a educação permanente dos profissionais de saúde (Bordoni et al, 2024).

Entre as estratégias eficazes adotadas por enfermeiros destacam-se o uso de metodologias ativas, produção de materiais educativos adaptados à realidade local, integração com outros programas da APS e parcerias intersetoriais que ampliam os espaços de aprendizagem. O uso de tecnologias de informação e comunicação, como aplicativos móveis e mensagens instantâneas via WhatsApp, tem contribuído para manter o vínculo e reforçar orientações, embora devam atuar como complemento — e não substituto — do contato humano (Silva et al, 2025).

A consolidação da educação em saúde no Hiperdia requer planejamento pedagógico contínuo, monitoramento de resultados e apoio institucional. Investir na capacitação dos enfermeiros e na valorização do seu papel pedagógico é fundamental para transformar o cuidado em um processo participativo, ético e emancipador, capaz de promover o autocuidado, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida das pessoas com DCNT (Filho et al, 2023).

3. METODOLOGIA 

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura que segue as seguintes etapas: formulação da questão de pesquisa, definição dos critérios de inclusão e exclusão, seleção dos estudos, extração dos dados, análise e interpretação dos resultados e, por fim, a apresentação da síntese final (Whiyyemore et al, 2005; Stillwell et al, 2010).  

A construção da questão norteadora desta revisão foi baseada no acrônimo PVO (Farm et al, 2014), que permite organizar de forma sistemática os principais componentes da pergunta de pesquisa, facilitando tanto a definição dos descritores quanto a realização das buscas nas bases de dados científicas. Sendo composta por:

P (População)-Pacientes adultos com doenças crônicas não transmissíveis, especificamente hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2;

V (Variável de interesse)-Ações educativas em saúde desenvolvidas no âmbito do Programa Hiperdia e Atenção Primária à Saúde;

O (Resultado esperado)-Promoção à saúde.

Com base nessa estrutura, a questão norteadora foi definida da seguinte forma:
“Quais desafios enfrentados e as estratégias adotadas por enfermeiros na condução de ações educativas para a promoção da saúde no Hiperdia?”

Foram realizadas buscas nas bases de dados: PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Web of Science com os descritores controlados dos vocabulários DeCS e MeSH, combinados com operadores booleanos (AND, OR), conforme a sintaxe de cada base. As buscas ocorreram entre março e abril de 2025, aplicadas as seguintes estratégias de busca: (“Noncommunicable Diseases”) AND (“Diabetes Mellitus type 2”) OR (“Hypertension”) AND (“Health Education”) OR (“Hiperdia”) AND (“Health Promotion”); (“Type 2 Diabetes Mellitus” OR “Non-insulin-dependent diabetes mellitus” OR “Hypertension” OR “High blood pressure”) AND (“Health Education” OR “Education”) AND (“Health Promotion”); (“Doenças Crônicas”) AND (“Diabetes Mellitus tipo 2”) OR (“Hipertensão”) AND (“Educação em saúde”) OR (“Hiperdia”) AND (“Promoção à saúde”).

Incluíram-se artigos com enfoque em ações educativas desenvolvidas por enfermeiros, voltadas a adultos com doenças crônicas não transmissíveis, no âmbito do Programa Hiperdia, publicados entre os anos de 2018 á 2025, disponíveis na íntegra e gratuitamente. Escritos em português, inglês ou espanhol  e que apresentassem estratégias, desafios ou resultados de ações educativas relacionadas à promoção da saúde. Incluíram-se ainda, artigos científicos cuja população-alvo fosse composta por adultos (≥18 anos) com doenças crônicas não transmissíveis (HAS ou DM2), atendidos no Programa Hiperdia.

Foram excluídos do estudo os artigos que estavam fora do contexto da APS, como exemplo os que versavam sobre ambiente hospitalar, ambulatorial ou sistema privado de saúde. Que apresentavam amostras com pacientes menores de 18 anos, gestantes ou puérperas. Além disso, não foram considerados editoriais, cartas ao leitor, opiniões, resenhas, resumos de congresso, guias técnicos ou protocolos clínicos.

O processo de busca e seleção seguiu os princípios de transparência e reprodutibilidade, sendo utilizado o software Rayyan QCRI para retirada de duplicatas, além da triagem por títulos e resumos por dois revisores independentes em blindagem, com realização de reunião de consenso dos artigos selecionados para a análise (Ouzzani et al, 2016). 

Para a extração dos dados, foi utilizado um instrumento padronizado de coleta em Microsoft Excel, elaborado pelos autores com base nas recomendações metodológicas para revisões integrativas de literatura (Souza et al, 2010). Este instrumento permitiu o registro sistemático das seguintes variáveis: Autores e ano de publicação; Tipo de estudo; População e amostra; Objetivo principal; Descrição das ações educativas realizadas para promoção de saúde; Estratégias metodológicas empregadas nas intervenções; Principais resultados obtidos; desafios relatados pelos autores; Conclusões e Limitações.

A análise foi descritiva e interpretativa, com leitura horizontal (por estudo) e transversal (comparativa), visando identificar convergências, lacunas e possibilidades para a prática profissional. As informações foram organizadas em quadros sinópticos e agrupadas em três categorias analíticas: desafios enfrentados pelos enfermeiros na execução das ações educativas no Hiperdia; Estratégias educativas eficazes voltadas à promoção da saúde e impactos das intervenções na adesão ao tratamento e indicadores clínicos.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

Durante a pesquisa foram encontrados 212 artigos, sendo removidos três duplicatas e feita a leitura de título e resumo com a análise de 39 artigos para leitura completa, dos quais foram removidos 23 artigos por não responderem aos critérios de elegibilidade. Desta forma, foram analisados 16 artigos nesta revisão integrativa, organizados segundo o método PRISMA (Moher et al, 2009) e ilustrado na figura 1.

Figura 1 – Etapas do processo de busca e seleção dos estudos referente aos principais desafios enfrentados por enfermeiros no desenvolvimento de ações educativas no Hiperdia, 2025.

IdentificaçãoPubMed(n=124)Web of Science(n=81)BVS(n=7)Total(n=212)
TriagemArtigo que permaneceram após a leitura dos títulos e resumosRemoção de duplicatas(n=3)Títulos e resumos lidos(n=39)Registros excluídos(n=170)
ElegibilidadeArtigos elegíveis
lidos na íntegra
Remoção de artigos após a leitura(n=23)Motivos: Não atender aos critérios de inclusão, não abordar atuação dos enfermeiros e ausência de ações educativas
IncluídosArtigos incluídos na revisão integrativa de literatura(n=16)

Quadro 1 – Estudos selecionados referente aos principais desafios enfrentados por enfermeiros no Hiperdia e estratégias desenvolvidas para educação em saúde, em 2025.

Autores / AnoTipo de Estudo / População e AmostraObjetivoResultados PrincipaisLimitações
Santos, Silvia e Marcon (2018)Estudo Qualitativo do tipo estudo de caso.63 Enfermeiros.Apreender como os enfermeiros da ESF percebem as potencialidades e limitações da assistência às pessoas com diabetes na Atenção Básica. Acúmulo de funções, baixo envolvimento dos demais membros da equipe, escassez de recursos físicos, humanos e materiais e tempo limitado.Estudo restrito a enfermeiros da APS de Maringá, com análise via Matriz SWOT pós-coleta, sem validação pelos participantes e baseada apenas em sua perspectiva.
Maranhão et al. (2021)Revisão de literatura.10 artigos.Refletir sobre os desafios encontrados pelos enfermeiros atuantes nas Unidades de Saúde da Família sobre a  demanda por pacientes do programa Hiperdia. Alta demanda de pacientes e burocracia do Hiperdia, sobrecarrega da equipe, importância de criar estratégias que integrem a equipe multiprofissional.Estudo reflexivo baseado na experiência prática, sem dados quantitativos.
Toso et al. (2024)Estudo qualitativo.174 enfermeiros.Compreender as práticas desenvolvidas pelo enfermeiro na atenção primária, na região Sul do Brasil.Enfermeiro desempenha funções assistenciais e gerenciais, o que impede de realizar plenamente suas atribuições específicas, resultando em sobrecarga de trabalho.Restrito a 24 municípios da região sul do Brasil.
Dourado Júnior et al. (2021)Revisão integrativa.20 artigos.Identificar competências dos enfermeiros.O enfermeiro possui um conjunto de competências que podem ser desenvolvidas na promoção da saúde.Número restrito de bases de dados e  limitação quanto aos idiomas dos artigos incluídos.
Bezerra et al. (2020)Estudo quase-experimental.4 profissionais do NASF, 11 profissionais da ESF e 10 usuários com HAS/DM.Avaliar intervenção para pé diabético.Aumento do conhecimento e da prevenção de riscos.Pequeno número de participantes.
Brito et al. (2020)Relato de experiência. Adultos e idosos cadastrados e acompanhados em 3 USF.Relatar a vivência de acadêmicos de Enfermagem na implementação de um projeto no Hiper Dia. Estimulou hábitos saudáveis, favoreceu a troca de experiências e ampliou o conhecimento sobre a doença.Limitado a 3 USF de um município.
Gonçalves, et al (2022)Revisão integrativa.22 artigos.Avaliar uso de tecnologias no autocuidado.Melhora da adesão com apoio digital contínuo.Carência de estudos nacionais sobre o tema.
Leite e Oliveira (2024)Revisão integrativa.9 artigos.Avaliar eficácia de aplicativos móveis na promoção do autocuidado.Eficácia dos aplicativos móveis na promoção do autocuidado, detecção precoce de complicações e educação contínua em saúde.Necessidade de estratégias para superar barreiras de alfabetização digital e acessibilidade.
Andrade, Alyne Fernandes Bezerra de (2018)Estudo qualitativo.14 Enfermeiros da UBS.Analisar a percepção dos enfermeiros sobre a intervenção educativa problematizadora.Melhoria na prática dos enfermeiros e prevenção de complicações do pé diabético.Estudo limitado a um hospital universitário.
Draeger et al. (2020)Estudo qualitativo.12 Enfermeiros da UBS.Analisar as práticas do enfermeiro da Atenção Primária à Saúde para o monitoramento das quatro principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis.As diversas práticas educativas realizadas pelos enfermeiros contribuem para o monitoramento das doenças crônicas e fortalecem as políticas de cuidado.Estudo limitado a um município.
Oliveira et al. (2024).Relato de experiência.Aproximadamente 30 pessoas que frequentavam a Unidade de Saúde.Relatar a experiência das discentes do 6º. Período do Curso de Graduação em Enfermagem, da Universidade Federal Fluminense, nas ações educativas sobre o diabetes mellitus em uma unidade básica de  saúde.Promoveu a disseminação de informações sobre diabetes mellitus por meio de dinâmicas e materiais educativos interativos e incentivou a adesão dos pacientes ao autocuidado.Amostra limitada a uma Unidade de Saúde no município de Niterói-RJ e sem continuidade para avaliação da intervenção a longo prazo.
Caldeira et al. (2024)Revisão de escopo.14 artigos.Mapear a produção científica disponível sobre cuidados de enfermagem destinados a pessoas com pé diabético na Atenção Primária à Saúde.Identificação de práticas preventivas eficazes.Artigos apenas em português, inglês e espanhol e ausência de restrição temporal.
Ferreira et al. (2021)Revisão de literatura.22 artigos.Avaliar a qualidade de vida e condições de saúde desses pacientes.Identificação de fatores que impactam negativamente a qualidade de vida.Necessidade de intervenções educativas para melhoria da qualidade de vida.
Castro et al. (2021)Revisão de literatura.Identificar complicações do DM e estratégias de prevenção.Importância da educação em saúde na prevenção de complicações.Necessidade de mais estudos sobre intervenções educativas.
et al. (2023)Revisão integrativa.10 artigos.Sumarizar produções científicas sobre tecnologias educacionais para promoção do autocuidado.Identificação de tecnologias como aplicativos móveis, plataformas interativas, impressos, telemonitoramento, vídeo e simulação.Necessidade de evidências robustas sobre as tecnologias educacionais para promoção do autocuidado.
Medeiros e Felix (2024)Estudo   quase-experimental  de grupo  único  pré  e  pós-teste.27 usuários com Diabetes Mellitus.Avaliar os efeitos de uma intervenção telefônica educativa, baseada no envio de mensagens via WhatsApp, na adesão às práticas de autocuidado com os pés em pessoas com DM acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde.Bom envolvimento do público-alvo e mudanças nas práticas de autocuidado com os pés.Estudo limitado a uma única rede social e ausência de grupo controle.

Fonte: do autor, 2025.

A promoção da saúde constitui um princípio central da Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente diante do aumento da prevalência de doenças crônicas, como hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Esta revisão identificou diversos desafios enfrentados pelos profissionais, bem como uma variedade de estratégias educativas aplicadas no contexto da atenção básica, o qual são voltadas à promoção da saúde, ao fortalecimento do vínculo com a equipe de saúde e à construção da autonomia dos pacientes. 

– Desafios enfrentados pelos enfermeiros na execução das ações educativas no Hiperdia

Os enfermeiros relataram diversos desafios enfrentados para a condução do Hiperdia, incluindo sobrecarga de trabalho, reduzido envolvimento da equipe, ausência de médicos durante os grupos, duração insuficiente das reuniões e falta de apoio dos agentes comunitários de saúde. Além disso, apontaram baixa adesão e desinteresse nas atividades educativas, tanto por parte dos usuários quanto dos profissionais, uma vez que, atualmente as ações educativas que ocorrem no programa são frequentemente subordinadas às consultas médicas e à distribuição de medicamentos, o que compromete a efetividade das intervenções (Santo et al, 2018).

Além disso, enfrentam uma elevada demanda de pacientes hipertensos e diabéticos, o que contribui para a sobrecarga das equipes de enfermagem. A burocracia associada ao Programa Hiperdia compromete também a execução eficiente das atividades de cuidado, tornando a rotina dos profissionais ainda mais complexa. Dessa forma, nota-se a necessidade de implementar estratégias eficazes que promovam a integração da equipe multiprofissional e incentivem a co-responsabilidade dos pacientes sobre a própria saúde, com o objetivo de aprimorar tanto a qualidade da assistência prestada quanto os resultados do programa (Maranhão et al, 2021).

Em vista disso, o enfermeiro também acumula funções assistenciais e gerenciais. Devido ao excesso de demandas da unidade de saúde e da comunidade, o mesmo não desempenha plenamente suas atribuições. Somado a isso, enfrenta carência de recursos materiais, físicos e humanos, lida com o sentimento constante de autocobrança e assume responsabilidades adicionais, como a solicitação de compra de materiais, manutenção de insumos básicos e resolução de problemas, que acarreta na ausência de tempo e oportunidades para a realização de educação continuada (Toso et al, 2024). Essa realidade reflete a precarização do trabalho em saúde, marcada pela sobrecarga e insuficiência de investimentos, comprometendo a qualidade da assistência e evidenciando fragilidades na gestão e valorização profissional.

Contudo, torna-se imprescindível adotar medidas que garantam melhores condições estruturais, ampliem o acesso a programas de educação continuada e fortaleçam a gestão de recursos humanos e materiais, equilibrando as funções gerenciais e assistenciais, valorizando o enfermeiro e qualificando o cuidado prestado à comunidade.

Estratégias educativas eficazes voltadas à promoção da saúde

Entre as estratégias observadas, destaca-se atividades lúdicas, como dançaterapia, musicoterapia e capoterapia, que despertaram o interesse dos usuários e estimularam a adoção de hábitos saudáveis. Essas práticas favoreceram trocas intersubjetivas e fortaleceram as redes de apoio sociais e emocionais, ao proporcionarem um ambiente de acolhimento e descontração, marcado pela comunicação aberta e respeitosa, pela participação comunitária, empatia e solidariedade. Além disso, contribuíram para a construção de conhecimentos sobre hipertensão e diabetes de maneira dinâmica, acessível e inclusiva (Brito et al, 2020).

Do ponto de vista dos profissionais de saúde, especialmente os enfermeiros da APS, as competências comunicacionais e pedagógicas são essenciais para o sucesso das estratégias educativas. Como destaque, pode-se mencionar a importância de habilidades como escuta ativa, comunicação empática e domínio de metodologias participativas para promover mudanças no comportamento dos pacientes. A atuação do enfermeiro, nesse contexto, vai além do cuidado técnico, assumindo papel de educador e facilitador de processos reflexivos e transformadores (Dourado Júnior et al, 2021).

Intervenções educativas voltadas à prevenção de complicações específicas também demonstraram bons resultados. O desenvolvimento de estratégias baseadas na problematização para abordar o cuidado com os pés diabéticos evidenciou o aumento do conhecimento dos participantes e melhorias nas práticas preventivas. Essas ações foram planejadas com base em diagnóstico situacional, adaptadas às necessidades locais e promoveram não apenas mudanças cognitivas, mas também transformações nas rotinas dos profissionais e usuários (Andrade, 2018; Bezerra et al, 2020).

Nesse sentido, a inserção das tecnologias digitais no cuidado e assistência, surge como uma inovação relevante para a promoção da saúde dos indivíduos, uma vez que reforçam o potencial dos aplicativos móveis, plataformas interativas, vídeos e telemonitoramento como ferramentas complementares às ações presenciais. Tais recursos possibilitam o acesso contínuo a informações de saúde, facilitam o acompanhamento remoto e ampliam o alcance das intervenções, sobretudo em áreas com limitações geográficas ou estruturais (Leite e Oliveira, 2024; Sá et al, 2023).

De forma complementar, a utilização das redes sociais tem se consolidado como uma estratégia educativa eficaz para alcançar públicos diversos.  A intervenção educativa via WhatsApp demonstrou ser uma abordagem eficiente e de baixo custo para incentivar a automanutenção da saúde de pessoas com Diabetes Mellitus, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde. O uso do aplicativo como ferramenta de comunicação possibilitou o alcance dos pacientes em seus domicílios, facilitando tanto o acesso à informação quanto o acompanhamento contínuo. Ademais, a personalização das mensagens contribuiu significativamente para o engajamento e a motivação dos usuários, promovendo um acesso ampliado a informações e utilizando uma linguagem clara e objetiva, o que repercutiu positivamente no conhecimento sobre autocuidado e prevenção de complicações associadas à doença (Medeiros e Félix, 2024).

A relevância das estratégias digitais também evidenciaram o papel contínuo das tecnologias como facilitadoras no engajamento de pacientes com doenças crônicas em seu tratamento. A digitalização das práticas educativas possibilita o acompanhamento longitudinal dos usuários, favorecendo tanto o monitoramento contínuo da evolução clínica quanto a vigilância individualizada das condições de saúde, o que contribui para a identificação precoce de alterações. Como resultado, promove maior segurança e empoderamento na autogestão da saúde, reduz riscos de complicações e aumenta a eficácia das intervenções terapêuticas, pois direciona à condutas mais assertivas. Além disso, estimula a aproximação e a troca de experiências entre os próprios pacientes. Contudo, ainda persistem desafios relacionados à alfabetização digital e à acessibilidade, fatores que podem limitar o alcance e a efetividade dessas estratégias junto ao público-alvo (Gonçalves et al, 2022).

– Impactos das intervenções na adesão ao tratamento e indicadores clínicos.

A utilização de dinâmicas interativas e materiais educativos, como a atividade “verdade ou mito”, placas coloridas para avaliação do entendimento e distribuição de recursos didáticos (como folders, cartazes e réplicas em EVA de lesões em pés diabéticos), revelou-se uma abordagem eficaz para ampliar o conhecimento sobre a doença. Estratégias participativas desse tipo contribuem para o fortalecimento do vínculo entre o paciente e o profissional de saúde, além de promover o aprimoramento do autogerenciamento da condição crônica. Entretanto, torna-se evidente a necessidade de estratégias educativas contínuas e sistematizadas, que sejam capazes de avaliar os impactos a médio e longo prazo, consolidar o aprendizado e integrar a intervenção ao cuidado interdisciplinar (Oliveira et al, 2024).

Nesse contexto, pode-se afirmar que as condições de saúde e qualidade de vida de pessoas com hipertensão e diabetes, estão diretamente relacionadas ao acesso a informações adequadas e ao suporte da equipe de saúde. A ausência de estratégias educativas regulares contribui para o agravamento do quadro clínico e compromete o bem-estar dos usuários. Assim, a educação em saúde se configura como um componente essencial no planejamento terapêutico dos pacientes com condições crônicas, uma vez que possibilita maior aprendizado e favorece o autogerenciamento do processo saúde-doença. Todavia, é importante reconhecer que a efetividade dessas ações depende da adoção de metodologias participativas e dialógicas, capazes de valorizar os saberes populares e de contextualizar o cuidado às realidades socioculturais dos indivíduos. Nessa perspectiva, a educação em saúde não deve ser reduzida apenas à transmissão de informações, mas entendida como prática emancipatória, que fortalece o protagonismo do paciente (Ferreira et al, 2021).

Além das abordagens individuais e digitais, a prática assistencial e presencial do enfermeiro exerce um papel fundamental na prevenção de complicações nos pés, pois o mesmo atua como agente estratégico na orientação e na vigilância contínua das condições clínicas dos pacientes. Sendo assim, a prática sistematizada de avaliação dos pés, associada à educação do usuário, participação da equipe multidisciplinar, controle glicêmico e encaminhamento especializado, contribuem para  evitar o desenvolvimento de complicações e reduzem hospitalizações e amputações (Caldeira et al, 2024).

Por outro lado, ações como grupos educativos, acolhimento, palestras, visitas domiciliares, consultas de enfermagem e de telemonitoramento, promovem um cuidado mais humanizado, favorecem a adesão ao tratamento e contribuem para a redução da mortalidade. Apesar desses avanços, ainda persistem desafios relacionados à ampliação de abordagens participativas na educação em saúde e a integração efetiva das tecnologias digitais no cuidado. Nesse sentido, torna-se fundamental o desenvolvimento de estudos mais abrangentes e longitudinais, capazes de avaliar não apenas os desfechos clínicos, mas também aspectos subjetivos, como qualidade de vida e empoderamento dos pacientes (Draeger et al, 2022).

Desse modo, a educação em saúde quando realizada de forma estratégica e estruturada, promove ainda a prevenção das complicações do diabetes, como nefropatia, retinopatia e neuropatia. A sistematização de ações educativas e a realização de orientações adequadas aos pacientes, permite a detecção precoce dessas complicações. Como resultado, observa-se a redução dos custos assistenciais e a menor necessidade de utilização dos serviços secundários e terciários de saúde. Porém, há uma escassez de estudos que avaliem, de forma robusta, os impactos a longo prazo dessas intervenções, o que torna necessário uma investigação mais aprofundada nesta área (Castro et al, 2021).

De forma geral, as evidências analisadas convergem para a importância de se diversificar as estratégias de educação em saúde, integrando ações presenciais e digitais, recursos problematizadores, abordagens individuais e coletivas (com base no diagnóstico situacional) e participação ativa da comunidade. O êxito das ações está relacionado não apenas à escolha da metodologia, mas à qualidade da execução, ao vínculo entre equipe e usuários, e à contextualização das informações transmitidas.

Por fim, observa-se a necessidade de fortalecer as políticas públicas que incentivem a formação continuada dos profissionais da atenção básica e a implementação de tecnologias educativas acessíveis. O investimento em estratégias pedagógicas e digitais contribui para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), atuando na redução das iniquidades em saúde e promovendo o empoderamento da população frente às doenças crônicas, reafirmando assim, que a educação em saúde é uma ferramenta central na promoção da saúde e na qualificação do cuidado (Vasconcelos et al, 2018).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Está revisão integrativa evidenciou que a atuação dos enfermeiros na educação em saúde de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), especialmente no contexto do programa Hiperdia, é uma estratégia fundamental para a promoção à saúde, adesão terapêutica e a prevenção de complicações. Os 16 estudos analisados demonstraram que práticas educativas bem estruturadas, personalizadas e sustentadas em metodologias ativas proporcionam impactos positivos tanto nos indicadores clínicos quanto na qualidade de vida dos usuários.

Entretanto, também foi possível identificar diversos desafios que comprometem a efetividade dessas ações. Entre os principais entraves estão a falta de planejamento, espaços inadequados, ausência de capacitação pedagógica dos profissionais, a sobrecarga de trabalho nas unidades de atenção primária, à carência de materiais didáticos e falta de protocolos institucionais que garantam a continuidade e a sistematização das ações educativas. Tais barreiras reforçam a urgência de investimentos em educação permanente e na reorganização dos processos de trabalho das equipes de saúde.

A utilização de tecnologias digitais, como aplicativos de saúde e redes sociais, desponta como uma estratégia inovadora e eficaz, especialmente em tempos de ampliação do acesso à informação. Contudo, os estudos alertam para o risco de exclusão digital e acessibilidade, o que impõe a necessidade de um planejamento cuidadoso e equitativo das intervenções educativas. Em vista disso, o papel do enfermeiro como educador transcende a transmissão de informações, exigindo escuta qualificada, empatia, vínculo e sensibilidade cultural.

Com base nas evidências analisadas, conclui-se que fortalecer a prática educativa dos enfermeiros no Hiperdia requer ações intersetoriais que articulem políticas públicas, capacitação profissional, inovação tecnológica e planejamento participativo. As estratégias educativas devem ser contínuas, adaptadas ao contexto sociocultural dos usuários e integradas às demais ações da Atenção Primária à Saúde. Assim, será possível avançar na consolidação de um cuidado centrado na pessoa, capaz de promover autonomia, prevenir agravos e melhorar os desfechos clínicos e sociais dos pacientes com DCNT.

REFERÊNCIAS

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1Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande-MS. e-mail: suuhhiga26@gmail.com
2Docente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande-MS. Mestre em Saúde e Sociedade (UFMS, 2009). Doutorado em Enfermagem (Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ, 2019). e-mail: palasson.rosilene@ufms.br
3Docente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande-ms. Mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias (UFMS, 2010) e Doutora em Saúde e Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (UFMS, 2021). e-mail: andreia.cardoso@ufms.br