DESMASCARANDO O “LADRÃO SILENCIOSO DA VISÃO” – EVIDÊNCIAS DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO GLAUCOMA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202503311710


Maria Eduarda Garcia Altamirano1
Julie Oliveira Thiers Carneiro2
Lorenna Tedesco Ribeiro3
Marco Antonio Miranda Martins4


Resumo: Introdução: O glaucoma é uma doença ocular crônica e progressiva que pode levar à cegueira devido à lesão do nervo óptico. O controle da pressão intraocular (PIO) é fundamental para retardar sua progressão. O tratamento medicamentoso, frequentemente por meio de colírios, é a principal estratégia inicial, proporcionando alternativas menos invasivas em comparação com a abordagem cirúrgica. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança da terapia medicamentosa no controle da PIO em pacientes com glaucoma, identificando os principais fármacos utilizados, seus efeitos colaterais e contraindicações. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo e exploratório. A pesquisa foi conduzida em bases de dados como BVS, LILACS, SciELO e PubMed, utilizando descritores relacionados ao glaucoma e seu tratamento. Foram incluídos artigos relevantes, sem restrição de idioma, e excluídos aqueles sem relação direta com o tema. Resultados e Discussão: O manejo clínico do glaucoma prioriza a redução da PIO, sendo os análogos de prostaglandinas, betabloqueadores, inibidores da anidrase carbônica e alfa-adrenérgicos os principais agentes terapêuticos. Os análogos de prostaglandinas são altamente eficazes, mas podem causar hiperpigmentação da íris e irritação ocular. Betabloqueadores, como o timolol, reduzem a produção do humor aquoso, mas são contraindicados em pacientes com doenças respiratórias. Inibidores da anidrase carbônica e alfa-adrenérgicos apresentam eficácia moderada e efeitos adversos variados. A escolha do tratamento deve considerar a tolerância e adesão do paciente. Conclusão: O tratamento medicamentoso do glaucoma é essencial para prevenir a progressão da doença e preservar a visão. A individualização do manejo terapêutico, considerando eficácia e efeitos adversos, é fundamental para otimizar a adesão e os desfechos clínicos. 

Palavras-chave: Agentes Antiglaucoma; Hipertensão Ocular; Glaucoma. 

1. Introdução 

O glaucoma é uma doença ocular crônica e progressiva caracterizada pela lesão do nervo óptico e perda gradual da visão levando à cegueira, essa condição oftalmológica exerce um impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos. embora não possua cura, os tratamentos medicamentosos para o glaucoma conseguem manter os níveis da pressão intraocular (PIO) controlados possibilitando qualidade de vida aos portadores.1  

A doença é responsável por uma parcela significativa dos casos de cegueira. Estimativas para o ano de 2020 indicavam que mais de 80 milhões de pessoas seriam acometidas por essa condição no mundo. 2 No Brasil, muitas pessoas sofrem com glaucoma todos os anos, e mais de 40% dos médicos atuantes na atenção básica não se apresentam aptos a realizar a identificação correta do glaucoma em estágios iniciais.3  

A classificação do glaucoma é dividida em níveis com relação à presença de comorbidades. O do tipo primário está relacionado a alterações funcionais e anatômicas com aumento da PIO, já o glaucoma secundário depende de outras condições comórbidas.4  

Dentro de cada um dos tipos podemos ter o glaucoma de ângulo aberto ou em ângulo fechado. O primeiro é a apresentação mais comum, caracterizada por uma redução gradual e progressiva do fluxo do humor aquoso através do ângulo da câmara anterior do olho, sem bloqueio total. Nos estágios iniciais, geralmente não apresenta sintomas perceptíveis. Já o glaucoma de ângulo fechado, menos comum,é potencialmente mais grave, pois ocorre o bloqueio do ângulo da câmara anterior do olho, o que impede a drenagem adequada do.5 

A cegueira é um desfecho comum do glaucoma, independentemente de sua classificação. A capacidade visual desempenha um papel essencial na qualidade de vida, e quando ocorre diminuição ou perda da visão, os indivíduos enfrentam desafios na adaptação, interação social e execução de suas atividades diárias. Isso resulta em impactos negativos em várias áreas de suas vidas, incluindo aspectos sociais, psicológicos e motivacionais, devido ao processo de adaptação necessário. 6 

O tratamento medicamentoso para o glaucoma pode envolver o uso tópico de colírios. A primeira linha de tratamento geralmente consiste em análogos de prostaglandinas, que tem como objetivo melhorar o fluxo trabecular e, consequentemente, reduzindo a PIO. Em seguida, são considerados os betabloqueadores e agonistas alfa2-adrenérgicos, que reduzem a produção de humor aquoso, melhoram o fluxo uveoescleral e também ajudam a reduzir a PIO.7  

Em vista do exposto, o tratamento precoce e eficaz é fundamental para a prevenção da cegueira no glaucoma. Nessa perspectiva, compreender as evidências acerca do tratamento medicamentoso do glaucoma é relevante para a prática clínica e também, uma alternativa à abordagem invasiva e cirúrgica, muitas vezes temida pelos pacientes. 

O objetivo geral deste artigo é avaliar a eficácia e segurança da terapia medicamentosa no controle da pressão intraocular de pacientes com glaucoma e os objetivos específicos são, identificar os principais tipos de medicações usadas no tratamento do glaucoma, além dos efeitos colaterais e a segurança deles. 

2. Metodologia  

O estudo foi realizado com base em revisão de literatura utilizando-se uma abordagem qualitativa de natureza exploratória, sob o método de revisão bibliográfica. Desse modo, o percurso metodológico adotado na presente pesquisa, está pautado além de uma revisão de literatura, em uma pesquisa bibliográfica que tem como objetivo identificar o tema em questão para a composição da pesquisa.  

Para a seleção da amostra, foram utilizados os conceitos publicados em artigos científicos, a partir dos quais foram levantados e discutidos conhecimentos disponíveis na área, identificando, analisando e avaliando sua contribuição para auxiliar e compreender o objeto de investigação.  

A busca bibliográfica foi feita nas bases de dados da área de saúde e multidisciplinares, dentre elas: Biblioteca Virtual da Saúde (BVS); Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Scielo; PubMed; Bireme; Os descritores utilizados são integrantes dos Descritores em Ciências da Saúde(DeCS) da BVS, sendo: glaucoma (glaucoma), agentes antiglaucoma (anti glaucoma agents), hipertensão ocular (ocular hypertension). Também foram utilizados operadores boleanos “AND”,“OR” e “AND NOT”, conforme necessário.  

Os critérios de inclusão usados na pesquisa foram: artigos publicados sobre o atual tema e disponíveis para a consulta e sem restrição de idioma. Para os critérios de exclusão são: artigos publicados que não tem relação com o atual tema e artigos não disponíveis para a consulta. 

3. Resultados e Discussão 

O tratamento do Glaucoma tem por objetivo estabilizar e retardar as alterações advindas do avançar da doença. O manejo inicial dos pacientes diagnosticados se dá a partir do tratamento clínico, visando a redução da pressão intraocular (PIO), que é considerada a estratégia terapêutica prioritária para todos os tipos de glaucoma. 8,9. O momento de iniciar o tratamento da hipertensão ocular pode ser especificado de acordo com as características de cada paciente, mas, no geral, inicia-se nos casos de PIO maior que 26 mmHg. 8 

Os betabloqueadores são medicamentos eficazes na redução da pressão intraocular (PIO) e estão entre os principais fármacos utilizados no tratamento do Glaucoma. 10 Seu mecanismo de ação para a redução da PIO decorre da redução na produção do humor aquoso, por meio da inibição da atuação do AMPc, da atuação nos vasos capilares e nos processos ciliares. Dentre os betabloqueadores, os não seletivos apresentam efeito redutor da PIO superior aos betabloqueadores seletivos, sendo esses preferíveis ao tratamento. Destaca-se entre eles o Timolol, o qual abrange a maior parte dos estudos acerca dessa classe, sendo o de escolha para o tratamento. 11  

Apesar de ser uma droga considerada de primeira linha e poder ser usada em monoterapia, os betabloqueadores apresentam alguns efeitos colaterais e contraindicações. A doença do olho seco e a exacerbação da doença do olho seco já existente são alguns efeitos desagradáveis ao seu uso, além disso, boa parte dos pacientes refere queimação ou ardor como efeito colateral desse fármaco. Algumas doenças sistêmicas como asma, insuficiência cardíaca congestiva descompensada, rinite alérgica grave, hipoperfusão cerebral, fraqueza muscular e doença pulmonar obstrutiva crônica são contraindicações ao seu uso. Os betabloqueadores não seletivos ou cardiosseletivos, são bem tolerados em pacientes com asma e doença pulmonar obstrutiva crônica. Em pacientes diabéticos, pode exacerbar a hiperglicemia e mascarar sintomas de hipoglicemia. 12, 9 

As prostaglandinas atuam melhorando o fluxo de saída do humor aquoso, por meio do aumento da atividade de metaloproteínas, as quais favorecem o maior escoamento do humor aquoso pela via uveoescleral, reduzindo, assim, a PIO do paciente de forma satisfatória. É considerada a droga com maior efeito hipotensor.11 Dentre os representantes desta classe, encontram-se o travoprosta e o latanoprosta. A forma de aplicação deste fármaco se restringe a uma vez ao dia, visto que doses maiores podem resultar em enfraquecimento do efeito terapêutico. 13  

Essa classe apresenta um bom perfil de segurança em relação aos efeitos colaterais, visto que eles incidem mais localmente, sendo os efeitos sistêmicos menos intensos quando comparado com outras classes. As manifestações locais incluem hiperemia conjuntival, dor, coceira, lacrimejamento, queratite, pigmentação da íris e da pele periocular (síndrome do bronzeado), aumento do crescimento dos cílios, redução da gordura periorbital e edema macular cistoide. 14,9 

As contraindicações absolutas às PGAs incluem uveíte ativa e edema macular, já que as prostaglandinas possuem atividade pró-inflamatória e podem ser danosas à barreira hemato-aquosa. Algumas condições clínicas limitam o uso desses fármacos, como hipersensibilidade aos ativos, olho com risco de edema macular, ceratite herpética, gravidez, lactantes e cirurgias oculares recentes, doenças hepáticas e renais 9,12,14  

Os inibidores da anidrase carbônica são também utilizados no tratamento do glaucoma. São sulfonamidas não antimicrobianas que agem na diminuição da PIO. São comercializados na forma tópica e sistêmica, sendo as medicações orais geralmente reservadas para o manejo de ataque agudo do glaucoma. Podem ser utilizados de forma isolada ou em combinação com outras classes. (tanuri FD, arbabi). Geralmente são utilizados naqueles pacientes que apresentam intolerância aos betabloqueadores e às prostaglandinas, visto sua menor eficiência, o que limita ser usado como primeira linha. 9,15 

Em relação aos efeitos colaterais, os IAC quando utilizados na forma de colírio, podem apresentar edema de córnea, gosto metálico na boca, náusea, distúrbios epiteliais da córnea, blefarite e síndrome de Stevens Johnson. Quando na forma sistêmica, apresenta efeitos adversos em outros órgãos, como os rins, gerando distúrbios eletrolíticos e formação de cálculos renais. 9,15,16. As contraindicações ao fármaco são anemia falciforme, para os tópicos; insuficiência adrenal e acidose metabólica para os sistêmicos. 9 Outra classe que faz parte do arsenal terapêutico são os alfa-adrenérgicos, como a brimonidina. O mecanismo de ação dessa droga é a redução da produção do humor aquoso e o aumento do fluxo de saída deste.10 

Os efeitos colaterais locais associados ao uso deste fármaco incluem descoloração branca da conjuntiva após a aplicação das gotas e intolerância tópica em mais de um terço dos pacientes, sendo esta manifestação mais tardia. De forma mais rara há retração palpebral, boca seca, bradicardia e fadiga. É contraindicado em crianças menores de 12 anos e pacientes em tratamento com monoamina oxidase. 9,12 

A classe dos parassimpaticomiméticos foi a primeira no tratamento do glaucoma. Existem dois subtipos principais desse grupo, os agentes de ação direta (pilocarpina e carbacol) e de ação indireta (fisostigmina e ecotiofato). Os agentes de ação direta estimulam os receptores colinérgicos e os agentes indiretos inibem a enzima acetilcolinesterase em sinapses. Apresenta ação hipotensora, a partir do aumento do escoamento do humor aquoso, em resposta do deslocamento escleral e da contração do músculo ciliar, que gera o aumento no espaço de drenagem trabecular. 16 

Os efeitos adversos dos parassimpaticomiméticos incluem miopia, fechamento de ângulo, catarata e descolamento de retina, 9 além de efeitos nos sistema gastrintestinal, geniturinário, respiratório e nervoso.15 As contraindicações ao uso são miopia, bradicardia, descolamento da retina, asma e doença inflamatória ocular. 9  

O inicio do tratamento do glaucoma geralmente é em monoterapia, podendo iniciar com betabloqueador tópico buscando atingir a pressão alvo, podendo-se associar ou substituir por outra classe medicamentosa quando há redução maior que 10%, e trocar para outra classe quando a redução da PIO for inferior a 10%. 9, 17 

Para realizar associações entre as medicações antiglaucomatosas, deve-se fazer avaliação criteriosa, a fim de otimizar o tratamento. É recomendado que não se prescrevam drogas da mesma classe simultaneamente, assim como não utilizar drogas do mesmo grupo farmacológico por vias de administração diferentes, e considerar as instalações necessárias de cada droga. Deve-se considerar ainda a qualidade de vida dos pacientes. 8  

4. Conclusão 

O Glaucoma é uma doença de impacto significativo na vida dos pacientes, visto seu caráter crônico e suas sequelas, a saber a cegueira. Iniciar o tratamento de forma precoce e de acordo com as particularidades de cada paciente é de extrema importância para um bom prognóstico.  

O tratamento dessa condição é bem conhecido na literatura, e engloba principalmente medicamentos tópicos, de classes bem conhecidas. Os efeitos colaterais inerentes a cada droga antiglaucomatosa devem ser avaliados, assim como suas contraindicações, a fim de proporcionar manejo adequado e boa adesão por parte dos pacientes.  

Por esta razão, este estudo procurou rever a literatura a fim de analisar as diferentes classes medicamentosas que proporcionam de forma segura a redução da pressão intraocular, seus efeitos colaterais e contraindicações. 

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1Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
2Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
3Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
4Centro Universitário do Estado do Pará