DESENVOLVIMENTO DE DERMOCOSMÉTICOS PARA O TRATAMENTO DOMICILIAR DA ROSÁCEA

DEVELOPMENT OF DERMOCOSMETICS FOR THE HOME TREATMENT OF ROSACEA

REGISTRO DOI: REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202503170954


Amanda Graziele Espindola1
Vera Claudie Ramos Macena2
Herminio de Sousa Lima3


RESUMO

A rosácea é uma doença inflamatória crônica que acomete principalmente indivíduos com fototipos baixos. É caracterizada por manifestações no rosto, como vermelhidão, eritema, pápulas, pústulas, telangiectasias, nódulos inflamatórios, ardor, placas, edema, alterações oculares e fimatosas. Desenvolver dermocosméticos para o tratamento domiciliar (homecare) da rosácea. Foram formulados três produtos dermocosméticos: sabonete, água termal e hidratante facial. Esses produtos contêm ativos tópicos, como Aloe vera, ácido glicólico, óleo de semente de uva e calêndula, entre outros, que auxiliam no controle do eritema, na redução de lesões mais graves, no prolongamento dos intervalos entre as crises e na melhora estética facial. O estudo foi realizado com três pacientes diagnosticados com diferentes graus de rosácea: um com rosácea crônica em pele madura, outro com rosácea moderada em pele jovem e um terceiro com rosácea leve em pele adulta. Os resultados indicaram que os dermocosméticos desenvolvidos proporcionaram melhoras significativas, especialmente no paciente com rosácea crônica. Mesmo apresentando pele madura, severamente danificada e sem histórico de cuidados prévios, o paciente obteve uma melhora notável após apenas 15 dias de uso dos produtos.

Palavras-chave: Dermocosmético; Rosácea; Eritema.

1. INTRODUÇÃO

A rosácea é uma patologia crônica inflamatória da pele que compromete tanto os vasos sanguíneos quanto as glândulas sebáceas (GARCÍA; GARCÍA, 2016). Essa condição é mais prevalente em indivíduos com idades entre 30 e 60 anos, sendo especialmente comum em pessoas de pele clara (MALACHOSKI; RIBAS, 2021). Reconhecida como uma condição cutânea sensível, a rosácea caracteriza-se por períodos alternados de agravamento e remissão de seus sinais e sintomas. Esses sinais podem se manifestar não somente em lesões faciais, mas também em áreas que apresentam maior vulnerabilidade à exposição solar, como orelhas, couro cabeludo, pescoço e parte superior das costas (GONÇALVES; PINA, 2017).

Os indivíduos que sofrem de rosácea mencionam vários elementos que podem provocar crises da condição: exposição ao sol 81%; estresse emocional 79%; temperaturas elevadas 75%; vento 57%; atividades físicas intensas 56%; ingestão de álcool 52%; banhos quentes 51%; temperaturas frias 46%; consumo de alimentos apimentados 45%; e umidade 44%, entre outros fatores (BADI; KHAN, 2004). Adicionalmente, alguns fármacos, como a amiodarona, esteroides de uso tópico e nasal, e altas quantidades de vitaminas B6 e B12, podem intensificar os sintomas da doença (DRAELOS et al., 2018).

Pacientes que sofrem de rosácea geralmente apresentam pele sensível, o que limita as opções de tratamento disponíveis. Muitos buscam alternativas menos agressivas, como a gluconolactona, uma substância segura e que ocorre naturalmente na pele humana (MOSER, 2018; ENGIN et al., 2020). 

Dessa forma, com os avanços nas áreas científica e tecnológica da beleza, novos produtos foram desenvolvidos, como os conhecidos dermocosméticos, que se caracterizam por incorporarem ativos farmacológicos em sua formulação (GONÇALVES, 2016). 

Entretanto, no Brasil, o termo “dermocosmético” ainda não possui reconhecimento oficial, e esses produtos são classificados como cosméticos tipo 2 (GONÇALVES; PINA, 2017).

O presente trabalho tem como objetivo desenvolver cosméticos para o tratamento da rosácea em pacientes que possam utilizá-los em casa, de forma prática e segura. Além de aliviar os sintomas da condição, esses produtos visam melhorar a autoestima e a qualidade de vida dos usuários.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

2.1 Pele rosácea

A rosácea é uma condição crônica e inflamatória que afeta os vasos sanguíneos da pele, apresentando diversos sintomas clínicos. Inicialmente, manifesta-se por uma tonalidade avermelhada na pele, acompanhada de uma sensação desconfortável de calor, resultante da inflamação dos folículos capilares e vasos sanguíneos (PELLE et al., 2004; MOUSTAFA et al., 2015).

A doença afeta cerca de 10% da população, sendo mais comum em indivíduos de pele clara, do sexo feminino, com maior prevalência entre os 30 e 60 anos, e predominando na área central do rosto. Estudos indicam que as taxas atuais de incidência variam entre 1,3% e 2,1%, possivelmente porque apenas os pacientes com sintomas mais graves são contabilizados, o que leva à subnotificação de casos mais leves (ANTONIO et al., 2017; TAN; BERG, 2013; STEINHOFF et al., 2016).

A condição aparece, na maioria dos casos, em indivíduos com fototipo I e II, de acordo com a classificação de Fitzpatrick, embora a rosácea também possa afetar pessoas com pele mais escura. Seu surgimento ocorre geralmente em adultos entre 30 e 50 anos, embora possa se manifestar em qualquer fase da vida, sendo mais comum entre mulheres (VAN-ZUUREN, 2017; FLOREZ-WHITE, 2019).

A rosácea é dividida em quatro subtipos e duas variantes. Os subtipos são definidos pela presença de sinais e sintomas específicos, que podem ser primários ou secundários. Um paciente pode se identificar com vários subtipos ao mesmo tempo, embora a transição de um subtipo para outro ainda seja uma questão em debate, inclusive entre especialistas da National Rosacea Society (NRS) nos Estados Unidos, que não excluem a possibilidade de progressão (ELEWSKI et al., 2011; CHAUHAN; ELLIS, 2013).

2.1.1 Classificação da rosácea em subtipos

A rosácea é classificada em quatro subtipos: I – Rosácea eritemato-telangiectásica, II – Rosácea pápulo-pustulosa, III – Rosácea fimatosa e IV – Rosácea ocular (SCHMUTZ, 2014).

  • Subtipo I – Rosácea eritemato-telangiectásica: Caracteriza-se pelo aparecimento de rubor, eritema persistente e telangiectasias, que são mais comuns na região central do rosto. Um rubor que dura mais de 10 minutos é um critério útil para diferenciá-lo do rubor normal (DEL ROSSO, 2014).
  • Subtipo II – Rosácea pápulo-pustulosa: É o segundo subtipo mais frequente da condição. Apresenta eritema facial central persistente, além de pápulas e pústulas de caráter transitório (ABOKWIDIR; FELDMAN, 2016; SCHMUTZ, 2014).
  • Subtipo III – Rosácea fimatosa: Este subtipo é mais comum em homens e caracteriza-se principalmente pelo alargamento do nariz, devido ao excesso de tecido e ao crescimento de glândulas sebáceas. Frequentemente, há necessidade de intervenção cirúrgica (ARAUJO, 2016; CRIBIER, 2017; KRESKEN et al., 2018).
  • Subtipo IV – Rosácea ocular: A rosácea pode afetar também a região dos olhos, manifestando-se com sintomas como sensação de olhos secos, ardor, prurido e vermelhidão nas pálpebras (ARAUJO, 2016; LUZURIAGA et al., 2016).

2.2 Aspectos fisiopatológicos da rosácea

Embora não seja uma doença que ofereça risco de vida, a rosácea impacta negativamente a qualidade de vida. Pacientes com rosácea têm maior probabilidade de desenvolver depressão, fobia social, constrangimento e estresse (MOUSTAFA et al., 2014).

Acredita-se que a rosácea seja influenciada por fatores como genética, ambiente, desregulação dos sistemas imunológico inato e adaptativo, sinalização neurovascular desordenada e proliferação excessiva de microrganismos saprófitas da pele, como Demodex folliculorum e Staphylococcus epidermidis (TWO et al., 2015).

Assim, a rosácea é provocada pela exposição prolongada a diversos fatores, especialmente os que geram rubor no rosto. Entre esses fatores estão: variações de temperatura, radiação solar, vento, consumo de bebidas quentes, atividades físicas, alimentos apimentados, ingestão de álcool, produtos irritantes para a pele e a menopausa (LEVIN; MILLER, 2011).

Devido às alterações fisiopatológicas, a rosácea está associada ao comprometimento da barreira cutânea, o que leva ao aumento da perda de água pela epiderme e à redução da hidratação na camada epidérmica. Isso resulta em uma pele seca, suscetível à descamação, ardência e prurido (TWO et al., 2015; VAN-ZUUREN, 2017).

2.3 Uso da luz ultravioleta, com base na escala de Fitzpatrick, no diagnóstico da rosácea

A lâmpada de Wood foi desenvolvida pelo físico Robert W. Wood e baseia-se na fluorescência emitida pela pele quando iluminada por comprimentos de onda ultravioleta de baixa intensidade. Essa radiação UV é gerada por um arco de mercúrio de alta pressão (AZULAY et al., 2009).

Segundo Tamler et al., (2009), o uso da lâmpada de Wood permite determinar a fluorescência de acordo com a profundidade do pigmento. Dessa forma, alterações pigmentares mais superficiais, localizadas na epiderme, são mais visíveis, enquanto as alterações mais profundas, localizadas na derme, tornam-se menos evidentes ou não são detectadas sob a luz ultravioleta, em comparação com a luz visível.

Na dermatologia cosmética, a lâmpada de Wood é utilizada para avaliar aspectos como oleosidade, pigmentação, hidratação e lesões hipercrômicas ou acrômicas (AZULAY et al., 2009).

2.4 Tratamento da rosácea: Abordagem tradicional

O tratamento da rosácea pode ser realizado com terapias tópicas e sistêmicas, visando controlar a inflamação cutânea e reduzir a vermelhidão local. Em casos de rinofima, condição em que o nariz adquire um aspecto bolhoso, edemaciado e grosseiro devido à infiltração granulomatosa, a intervenção cirúrgica é frequentemente necessária; essa condição é mais comum em homens (ROTTA, 2008).

Muitas formulações cosméticas podem ressecar e irritar a pele propensa à rosácea, possivelmente devido à disfunção da barreira cutânea ou à hiper-reatividade vascular (PELLE et al., 2004). No entanto, existem ativos que ajudam a minimizar os efeitos da rosácea na pele, como:

  • Ácido Azelaico (AzA): Um ácido dicarboxílico saturado natural que reduz os ROS e regula citocinas pró-inflamatórias como IL-1, IL-6 e TNF-α, além de diminuir a expressão de KLK (CODA et al., 2013).
  • Extratos botânicos: Cremes contendo alcaçuz, semente de uva, camomila dourada e castanheiro-da-índia possuem propriedades vasoconstritoras que ajudam a reduzir o eritema e as telangiectasias (SANTOS, 2013).
  • Chá verde e outros ingredientes naturais: O chá verde reduz pápulas e pústulas; a niacinamida (forma de vitamina B3) melhora a função da barreira cutânea e diminui a vermelhidão. O Aloe vera alivia a irritação, enquanto a camomila reduz a inflamação. Essas terapias naturais, no entanto, necessitam de mais ensaios clínicos, pois podem provocar efeitos adversos, especialmente quando combinadas com medicamentos prescritos (ADAMS et al., 2016).

A Rosácea Eritemato-Telangiectásica (ETR) é um dos subtipos da condição que pode ser mal interpretado, pois frequentemente se associa o rubor ao consumo de álcool, o que pode ter um impacto negativo nas relações sociais (GUERRERO, 2011).

2.5 Dermocosméticos no tratamento da rosácea

Os cuidados dermocosméticos adequados podem ajudar a reparar e manter a integridade da barreira cutânea, além de reduzir os sinais e sintomas da rosácea, potencializando os efeitos benéficos dos tratamentos medicamentosos (DEL ROSSO et al., 2014). Nos últimos anos, a preocupação com saúde e bem-estar tem ganhado cada vez mais espaço na rotina de mulheres e homens, resultando em um aumento significativo no consumo de cosméticos e produtos de beleza (CAPANEMA et al., 2007).

A indústria cosmética produz itens que oferecem benefícios semelhantes aos dos medicamentos. Os dermocosméticos, que contêm ativos farmacológicos, visam tanto a estética quanto a saúde da pele e estão disponíveis em várias formas, incluindo semissólidos (cremes, loções), géis, soluções e pós (SOUZA, 2011). A eficácia dessas substâncias depende da formulação, pois a forma escolhida influencia a integridade e o armazenamento dos princípios ativos em quantidades adequadas, além da interação entre o ativo e o receptor, afetando os resultados esperados (NASCIMENTO, 2014).

2.5.1 Mecanismos de ação dos dermocosméticos no tratamento da rosácea 

Os dermocosméticos desempenham um papel fundamental no tratamento da rosácea, e seus principais mecanismos de ação incluem (DRENO, et al., 2014):

  • Efeito calmante e anti-inflamatório: Ingredientes como niacinamida, alantoína, pantenol e gluconolactona ajudam a controlar a inflamação e a irritação.
  • Fortalecimento da barreira cutânea: Os dermocosméticos desempenham um papel crucial na recuperação da função da barreira da pele, utilizando ceramidas, ácidos graxos e ácido hialurônico.
  • Proteção solar: É fundamental o uso de dermocosméticos com filtros solares para pacientes com rosácea, que apresentam maior sensibilidade à radiação UV.
  • Resultados do tratamento com dermocosméticos: Observa-se a redução da vermelhidão, pápulas e melhorias na textura da pele.
  • Tendências de mercado e inovação: Novas tecnologias e ingredientes, como prebióticos, probióticos e peptídeos, estão sendo desenvolvidos em dermocosméticos voltados para a rosácea.

Moser (2018) identificou que os polihidroxiácidos (PHA) atuam como agentes protetores, pois possuem a capacidade de quelar íons de ferro e sequestrar radicais hidroxila, diminuindo os danos causados por radicais livres gerados por estresse oxidativo em condições fisiológicas, como envelhecimento, exposição excessiva à radiação solar, inflamações, infecções e câncer. A gluconolactona possui ação antioxidante e é capaz de prevenir ou inibir a oxidação por meio da captura ou supressão da formação de radicais livres (BARQUET et al., 2006). Além disso, a gluconolactona apresenta propriedades umectantes devido à sua estrutura química, que contém múltiplos grupos hidroxila, capazes de atrair e fixar moléculas de água na epiderme por meio de ligações de hidrogênio (BARQUET et al., 2006; RUBIN, 2007).

Ativos de grande importância na formulação de hidratantes para rosácea incluem: o alfa-bisabolol, um derivado de óleo essencial com propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas; a vitamina E, um potente antioxidante que oferece proteção contra inflamações, acalma a pele e promove a cicatrização; e a alantoína, um dos ingredientes ativos anti-inflamatórios mais antigos (DRAELOS, 2017).

Para o tratamento da rosácea, existe uma variedade de ingredientes ativos dermocosméticos, como bisabolol, alantoína, niacinamida e ácido hialurônico, que podem fortalecer as paredes dos vasos sanguíneos, modular a vasomotricidade e reduzir o efeito perivascular do edema (DEL ROSSO et al., 2014). Cremes que contêm alcaçuz, sementes de uva, camomila dourada e castanheiro-da-índia possuem propriedades vasoconstritoras que ajudam a diminuir o eritema e as telangiectasias (LEMMEL, 2009). O chá verde é eficaz na redução de pápulas e pústulas, enquanto a niacinamida melhora a função da barreira cutânea e diminui a vermelhidão. O Aloe vera alivia a irritação e a camomila reduz a inflamação. Contudo, essas terapias naturais necessitam de mais estudos clínicos, pois podem provocar efeitos adversos, especialmente quando combinadas com medicações prescritas (ADAMS et al., 2016).

Os cremes que contêm lipídios proporcionam maciez e restauram a elasticidade da pele, agindo na barreira cutânea de diversas maneiras (GONÇALVES, 2016). As peles sensíveis ou reativas exigem cuidados especiais para purificá-las, nutri-las e protegê-las, resultando em maior resistência cutânea (SCHMUTZ, 2014).

2.6 Cuidados e tratamentos para pacientes com rosácea

É altamente recomendável que os pacientes com rosácea utilizem protetor solar diariamente, com um fator de proteção solar (FPS) de 30 ou superior, que ofereça proteção contra os raios UVA, UVB e radiação infravermelha (FLOREZ-WHITE, 2019). A exposição à luz UV é um fator bem conhecido que pode desencadear e agravar a condição (SCHALLER et al., 2017; ELEWSKI et al., 2011). Preferencialmente, deve-se optar por um fotoprotetor mineral inorgânico, suave e bem tolerado, contendo óxido de zinco ou dióxido de titânio (SULK et al., 2012; TWO et al., 2015). Além disso, o uso de chapéus de abas largas e óculos de sol é ideal para proteção adicional (DESHAYES, 2017).

Os tratamentos em geral visam restabelecer o equilíbrio da pele, reduzindo a inflamação subjacente, a sensibilidade e a desidratação, o que melhora o quadro de eritema, flushing, telangiectasias e lesões papulopustulosas, contribuindo assim para a melhoria clínica da rosácea (ERDOGAN et al., 2018).

As terapias tópicas aprovadas pela FDA (Food and Drug Administration) para o eritema facial persistente em adultos incluem um agonista α-2-adrenérgico muito seletivo: a brimonidina tópica em gel a 0,33%-1% (THIBOUTOT et al., 2020). Os retinoides tópicos, como a tretinoína a 0,025% em creme e o adapaleno a 0,1% em gel, mostraram eficácia na reparação do dano actínico, promovendo a remodelação do tecido conjuntivo (FREEMAN et al., 2012; ALTINYAZAR et al., 2005). As formulações tópicas de Peróxido de Benzoílo (PB) podem ser utilizadas na rosácea papulopustulosa. Dois ensaios clínicos duplamente cegos, randomizados e controlados, que utilizaram a combinação de PB 5% com clindamicina 1% em gel, demonstraram resultados significativamente superior (BRENEMAN et al., 2004; LEYDEN et al., 2004).

2.6.1 Vantagens e desvantagens dos tratamentos

É importante comparar a eficácia, segurança, acessibilidade e efeitos colaterais dos tratamentos tradicionais em relação ao uso de dermocosméticos. A escolha da abordagem mais adequada deve considerar os casos em que os dermocosméticos são mais indicados, seja como complemento ou substituição aos tratamentos médicos.

De acordo com Silveira et al., (2018) e Dayan et al. (2012), a injeção intradérmica de toxina botulínica tem se mostrado eficaz e segura, melhorando o eritema facial e apresentando uma baixa incidência de efeitos adversos, além de uma duração prolongada. Por outro lado, os dermocosméticos, frequentemente mais acessíveis, utilizam produtos naturais que permitem uma melhor escolha e resultam em uma resposta clínica mais significativa por parte do paciente. É fundamental considerar as diversas necessidades dos pacientes e associá-los a produtos que oferecem benefícios multifatoriais.

2.6.2 Importância da formulação

A eficácia dessas substâncias em promover o bom funcionamento da pele está diretamente ligada à sua formulação, seja em cremes, loções ou outras formas. Essa etapa é crucial para garantir a preservação da integridade da fórmula, a liberação adequada dos princípios ativos nas quantidades necessárias e a interação entre o princípio ativo e o receptor, resultando assim na resposta esperada (NASCIMENTO, 2014).

2.6.3 Considerações práticas no tratamento da pele rosácea

É fundamental educar os pacientes sobre os gatilhos da rosácea, evitando certos ingredientes e enfatizando a importância da consistência no tratamento.

Atualmente, existem inúmeros produtos de limpeza facial, mas em peles com rosácea, é importante evitar sabonetes que contenham misturas de ésteres de ácidos que produzem espuma e têm pH alcalino (pH 9,0-10,0). Esses produtos podem elevar o pH da pele e comprometer a camada lipídica superficial, resultando em ressecamento (GONÇALVES; PINA, 2017). Após a limpeza, deve-se aplicar um hidratante, que desempenha um papel significativo no tratamento da rosácea, ajudando a manter a permeabilidade do estrato córneo (barreira cutânea), promovendo uma melhor hidratação e reduzindo a possibilidade de irritação cutânea (ABOKWIDIR; FELDMAN, 2016; BALDWIN et al., 2019).

Quando se trata de cuidados para a pele com rosácea, o protetor solar é essencial. Há evidências suficientes de que a exposição à luz UV pode agravar os sintomas da rosácea, aumentando a expressão de diferentes quimosinas inflamatórias, especialmente a produção do peptídeo catelicidina LL-37, que desencadeia inflamações e resulta em eritema e telangiectasias (ABOKWIDIR; FELDMAN, 2016).

A rosácea pode incomodar e prejudicar a autoestima de algumas pessoas. Nesse contexto, a maquiagem pode ajudar a melhorar a autoestima desses pacientes. Assim, os dermatologistas devem recomendar cosméticos que contenham maquiagem adequada e segura para aprimorar a aparência e o bem-estar dos pacientes (GONÇALVES, 2016).

Diversos autores confirmam que o tratamento da rosácea deve ser ajustado conforme a intensidade dos sintomas manifestados. Em todos os casos, é recomendado evitar fatores que possam desencadear a condição, como exposição prolongada ao sol, ingestão de alimentos extremamente quentes, temperaturas frias excessivas e consumo de bebidas alcoólicas (GUERRERO, 2011).

Na terapia com laser, observa-se uma grande redução do eritema e das telangiectasias, pois os efeitos são direcionados aos vasos sanguíneos. Na rosácea, podem ser utilizados o IPL (Luz Intensa Pulsada, do inglês “intense pulsed light laser”) ou o PDL (laser pulsado de corante, do inglês “pulsed dye laser”). O IPL permite a remoção de vasos anormais, redução da inflamação e reestruturação do colágeno (Adams, 2016). O tratamento cirúrgico é indicado para a rinofima (PhR), visando uniformizar os contornos do nariz com o mínimo de cicatrizes possível (FERNANDES, 2012).

O laser fracionado apresenta melhor eficácia em menos tempo, especialmente quando realizado em cabine. No entanto, uma desvantagem é que nem todos têm acesso a profissionais qualificados que ofereçam esses recursos eletroterapêuticos.

Essas práticas ajudam a reduzir os sintomas, melhorar a aparência e promover uma abordagem eficaz e personalizada no tratamento da pele com rosácea.

3. METODOLOGIA 

A metodologia deste estudo foi desenvolvida seguindo as seguintes etapas: seleção e anamnese dos pacientes, desenvolvimento de cosméticos para o tratamento da pele com rosácea e utilização dos cosméticos com o registro de seus resultados.

Foram escolhidos três pacientes para o estudo, sendo um homem de 40 anos e duas mulheres de 20 e 22 anos, todos com características de pele rosácea. Para a anamnese, foi utilizado um questionário avaliativo detalhado para cada paciente, que incluiu a análise das condições da pele (eritema, inflamação crônica, presença de lesões pápulopustulosas e outros), identificação do biótipo cutâneo (normal, mista, lipídica ou atípica) e verificação de desequilíbrios, como pele desidratada, sensível, reativa, com acne ou acne inflamatória. Além disso, foi registrada a presença de rugas, avaliada a reatividade à luz ultravioleta com base na escala de Fitzpatrick e investigados procedimentos médicos recentes e antecedentes pessoais relevantes. Também foi feito um levantamento dos cosméticos de uso habitual pelos pacientes e os motivos que os levaram a buscar o tratamento.

No processo de pesquisa e desenvolvimento dos cosméticos, foi considerado um tratamento básico de cuidados com a pele, abrangendo limpeza, tonificação e hidratação. Com isso, foram desenvolvidos os seguintes produtos faciais: sabonete, água termal e hidratante. As formulações dos produtos e suas formas de uso foram descritas da seguinte forma: o hidratante facial, que continha extrato de Aloe vera (5%), óleo de semente de uva (10%), óleo de rosa mosqueta (5%), manteiga de karité (5%), vitamina E (2%) e óleo essencial de lavanda (0,5%), deveria ser utilizado duas vezes ao dia. A água termal, composto por extrato de Aloe vera (5%), extrato de hamamélis (5%), pantenol (3%) e água termal, também deveria ser aplicado duas vezes ao dia. Por fim, o sabonete facial, formulado com extrato glicólico de camomila (3%), extrato glicólico de calêndula (3%), óleo essencial de lavanda (0,3%), Physavie (1%) e vitamina E (1%), deveria ser utilizado duas vezes ao dia.

O acompanhamento dos resultados foi realizado a cada 15 dias, com análises periódicas para verificar a evolução do tratamento. Essas análises focaram na observação de mudanças nas condições da pele, como eritema, inflamação crônica e lesões pápulopustulosas, além da avaliação de desequilíbrios cutâneos (desidratação, sensibilidade, reatividade, acne, entre outros) e na reavaliação do fototipo pela escala de Fitzpatrick para monitorar alterações na sensibilidade. A percepção dos pacientes em relação ao tratamento foi registrada por meio de questionários ou entrevistas estruturadas. Todas as observações e dados coletados foram devidamente documentados e registrados.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

Nesta pesquisa, foram desenvolvidas formulações cosméticas destinadas aos cuidados e ao tratamento da rosácea, com os princípios ativos selecionados sendo classificados em duas categorias: calmantes e promotores de melhora da condição cutânea.

Aloe vera e ácido glicólico foram incorporados às formulações analisadas devido às suas propriedades reconhecidas, como hidratação, ação antimicrobiana, cicatrização, efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes (PARENTE et al., 2013). A incorporação de substâncias e extratos com atividades biológicas em cosméticos proporciona a esses produtos ações específicas, tornando-os funcionais. Como exemplo, destacam-se os extratos de alcaçuz, sementes de uva, camomila dourada e castanheiro-da-índia, sendo este último conhecido por suas características vasoconstritoras, que auxiliam na redução do eritema e das telangiectasias. (LEMMEL, 2009).

O uso da camomila, em particular, foi associado a uma redução significativa do eritema em pacientes com rosácea, evidenciando melhorias na aparência da pele. A camomila já seca são utilizadas na medicina popular como sedativo, anti-inflamatório, e efeito ansiolítico. (SCHOABA; GERON, 2018).

A vitamina E destaca-se como um potente antioxidante, protegendo contra processos inflamatórios e contribuindo para a regeneração tecidual e a suavização da pele (DRAELOS, 2017). Da mesma forma, a alantoína, um dos anti-inflamatórios tópicos mais antigos, demonstrou eficácia na redução de irritações cutâneas (COUTINHO et al., 2012).

O ácido azelaico, amplamente reconhecido por suas propriedades anti-inflamatórias, atua inibindo a atividade de neutrófilos e a formação de espécies reativas de oxigênio, tornando-se um componente eficaz no tratamento de patologias como a rosácea (JONES, 2009; SIEBER; HEGEL, 2014). Adicionalmente, os cosméticos contendo Physavie e Rosabora apresentaram propriedades calmantes, com ação comprovada na redução da vermelhidão e inflamações cutâneas crônicas (HENRIQUE; LOPES, 2017).

O óleo de calêndula, conhecido por suas propriedades cicatrizantes, emolientes, hidratantes e remineralizantes, também foi incorporado às formulações analisadas (VALDÉS; GARCIA, 1999).

Pacientes tratados com produtos contendo água termal, hidratantes e sabonetes relataram uma melhora significativa na aparência da pele, que ficou mais macia e hidratada no tratamento do envelhecimento cutâneo, acne, rosácea (DRAELOS et al., 2026; LAQUIEZE et al., 2007). Outros ativos, como gluconolactona, ácido hialurônico e glicosaminoglicanos, demonstraram benefícios significativos para a qualidade das fibras elásticas e do colágeno na derme. Esses compostos possuem propriedades quelantes de íons de ferro e neutralizam radicais hidroxila, reduzindo os danos causados pelos radicais livres. Além disso, sua ação umectante contribui para a redução da visibilidade das telangiectasias (BARQUET et al., 2006).

Terapias complementares, como o uso de aparelhos de luz de LED ou laser, em combinação com tratamentos tópicos de propriedades calmantes e anti-inflamatórias, têm demonstrado resultados promissores. Estudos recentes indicam que essas terapias combinadas potencializam os benefícios para a pele com rosácea (TANGHETTI et al., 2020).

No tratamento de telangiectasias, tecnologias como a Luz Intensa Pulsada (LIP), com filtros de 550 ou 600 nm, e lasers têm sido amplamente documentadas como eficazes (KASSIR; KASSIR, 2011). Por fim, abordagens como a drenagem linfática manual também têm mostrado contribuir para a recuperação da temperatura cutânea, resultando em uma aparência mais saudável (MARTINS; LOPES, 2002; WINTER, 1997).

4.1 Análise do resultado do uso dos cosméticos

A análise do antes e depois de cada paciente revelou resultados positivos relacionados ao uso dos produtos (Figura 1).

FIGURA 1: Análise facial da epiderme: Visualização de Pigmentos Fluorescentes e Diferenças na Cor da Melanina com Lâmpada de Wood.

A1 paciente A.J.B.E. antes do tratamento; A2: paciente A.J.B.E. após o tratamento; 
B1: paciente L.B.S. antes do tratamento; B2: paciente L.B.S. após o tratamento; 
C1 paciente J.O.R. antes do tratamento; C2: paciente J.O.R. após o tratamento.
Fonte: autora

O paciente A.J.B.E., do sexo masculino, 54 anos, apresenta pele atípica, desidratada, sensível, com manchas solares e rosácea crônica (Tabela 1). Inicialmente, apresentava inflamação, telangiectasia, eritema intenso, inchaço e rubor facial. Ele não utiliza protetor solar, não realiza tratamentos estéticos ou cosméticos e mantém uma rotina com alta exposição solar, proximidade a churrasqueiras, consumo de bebidas alcoólicas e prática de exercícios físicos, evitando apenas banhos quentes. Durante o uso do produto, relatou uma melhora na hidratação da pele e redução significativa da vermelhidão. Apesar de manter seus hábitos, como exposição ao sol e consumo de álcool, não apresentou mais a sensação de queimação no rosto (Figura 1).

Nas fotos selecionadas, a figura A1 do paciente A.J.B.E. mostra edema acentuado, eritema, telangiectasia, pele sem viço e manchas acastanhadas pouco evidentes devido ao eritema intenso. Já na figura A2, as manchas se tornam mais visíveis, com redução do eritema e do edema, indicando possível regressão da sintomatologia após o tratamento com os cosméticos desenvolvidos. Esses produtos apresentaram efeitos calmantes e anti-inflamatórios, atuando na pele sensível e irritada ao reduzir coceira, vermelhidão e ardor, além de restaurar a pele e reequilibrar sua estrutura e função. Os resultados, de acordo com Del Rosso (2014), confirmam que cuidados com dermocosméticos ajudam a reparar e manter a integridade da barreira cutânea, reduzindo sinais e sintomas da rosácea e potencializando os benefícios dos tratamentos medicamentosos. Esses efeitos podem ser atribuídos aos óleos e extratos, como os de sementes de uva e camomila, que possuem propriedades vasoconstritoras, auxiliando na redução do eritema e das telangiectasias (LEMMEL, 2009).

A paciente L.B.S., do sexo feminino, 16 anos, apresenta pele alípica, desidratada e sensível, com rosácea moderada, caracterizada por eritema e rubor (Tabela 1). Apesar de praticar exercícios físicos e tomar banhos quentes, evita a exposição solar e faz uso regular de protetor solar. Durante o uso do produto, relatou melhora na hidratação da pele e redução da vermelhidão. No terceiro dia de aplicação, apresentou uma reação alérgica, suspendendo o uso por 48 horas antes de retomá-lo. Mesmo com a prática de exercícios físicos, observou diminuição da vermelhidão e um aumento significativo na autoestima devido à aparência mais uniforme do rosto (Figura 1).

Na figura B1, observa-se eritema acentuado, sem presença de telangiectasia e pele sem viço. Já na figura B2, há oleosidade em algumas regiões da face e ausência de eritema. A análise da pele indicou apenas eritema, possivelmente devido à fase de transformação hormonal típica da adolescência. Contudo, nota-se uma redução evidente da vermelhidão após o tratamento, efeito atribuído às propriedades calmantes e anti-inflamatórias dos componentes presentes nas formulações utilizadas (NASCIMENTO, 2014).

A paciente J.O.R., do sexo feminino, 27 anos, apresenta pele mista, levemente desidratada e sensível, com rosácea leve (Tabela 1). Inicialmente, tinha telangiectasia na região do nariz, sem eritema diário, mas com crises desencadeadas por estresse, exercícios físicos, banhos quentes e consumo de bebidas alcoólicas. Após o uso do produto, relatou melhora na hidratação e redução perceptível da vermelhidão. Continuou a tomar banhos quentes e a consumir bebidas alcoólicas ocasionalmente, mas observou menor sensação de queimação na pele, mesmo durante a prática de exercícios físicos (Figura 1).

Na figura C1, nota-se pouca presença de eritema, mas telangiectasia evidente na região nasal. Já na figura C2, as telangiectasias estão mais suaves e a pele mais hidratada, embora as alterações gerais tenham sido modestas. Isso pode estar relacionado ao tipo de pele (fototipo II, com dificuldade em bronzear), telangiectasia e leve desidratação (Tabela 1). O uso do hidratante contribuiu para melhorar a textura e o brilho da pele, conforme estudos que demonstram que cremes com lipídios associados restauram a maciez, elasticidade e nutrição, atuando em peles sensíveis para purificar, nutrir e proteger, resultando em maior resistência cutânea (SCHMUTZ, 2014; GONÇALVES, 2016).

TABELA 1: Anamnese facial dos pacientes.

Os dermocosméticos apresentaram resultados positivos no tratamento dos pacientes. Todavia, os melhores resultados observados foram no paciente A.J.B.E., portador de rosácea crônica, porém sem redução das telangiectasias. Apesar de possuir uma pele madura, extremamente danificada e sem histórico de cuidados prévios, ele obteve uma melhora significativa em apenas 15 dias de uso dos dermocosméticos, com redução da inflamação, aumento da hidratação e diminuição do rubor e edema. Este caso destaca-se como um sucesso dentro do estudo.

5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

Embora todos os pacientes tenham apresentado progressos, as telangiectasias de A.J.B.E. não mostraram uma melhora significativa durante o período avaliado. No entanto, a pele desse paciente tornou-se menos ressecada e com um aspecto mais viçoso. Esses resultados indicam que, embora o tratamento não tenha sido totalmente eficaz em todos os aspectos da rosácea crônica, ele demonstrou um potencial significativo para melhorar a saúde geral da pele.

Os dermocosméticos desenvolvidos proporcionaram melhoras notáveis, principalmente no paciente com rosácea crônica. Este paciente, mesmo com pele madura, severamente danificada e sem histórico de cuidados anteriores, apresentou uma melhora considerável após apenas 15 dias de uso dos produtos. Isso reforça a eficácia dos dermocosméticos no tratamento da rosácea e sua capacidade de promover a recuperação da pele danificada.

AGRADECIMENTO

Os sinceros agradecimentos à direção das Faculdades Magsul, cujo apoio foi fundamental para o desenvolvimento desta pesquisa e sua publicação.

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1Discente do Curso Tecnólogo em Estética e Cosmética das Faculdades Magsul – Ponta Porã – MS. e-mail: ORCID: https://orcid.org/0009-0009-6915-0115. amandinhagraziele@hotmail.com

2Coordenadora e Docente do Curso Tecnólogo em Estética e Cosmética das Faculdades Magsul – Ponta Porã – MS. Mestre em Mestrado Profissional em Educação Científica e Matemática (UEMS). ORCID: https://orcid.org/0009-0008-2655-338X.  e-mail: veraclaudie.escola@gmail.com

3Docente das Faculdades Magsul, Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, Brasil. Discente do Curso de Medicina da Universidad Sudamericana, Pedro Juan Caballero, Amambay, Paraguai. Farmacêutico, Mestre em Saúde e Ambiente (UFMA). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4844-7819. e-mail: herminiolima@hotmail.com