CULTURA INTRAEMPREENDEDORA NO CONTEXTO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR (IES)

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202506151721


Maria Lúcia Alves Borges 1
Prof. Deranor Gomes de Oliveira2


RESUMO

A cultura intraempreendedora nas IES públicas, apesar de ainda serem percebidos traços de gestão conservadores que são reproduzidos em comportamentos de trabalho dos seus membros, está aos poucos abrindo caminhos para ideias e atitudes empreendedoras, que têm gerado excelência e proatividade. Ao reconhecer essas potencialidades e as possibilidades na instituição, nota-se que criação do conjunto de características da cultura intraempreendedora permite a validação de instrumentos de medida mais precisos e confiáveis que possibilitem a avaliação do grau de definição da cultura intraempreendedora nas IES públicas. O objetivo do estudo foi analisar aspectos da cultura intraempreendedora que podem impulsionar o comportamento de trabalho no âmbito da IES pública. Para tanto, procedeu-se a uma revisão de literatura, a partir de um fundamento exploratório e análise de dados e informações por meio de base qualitativa. O levantamento foi realizado no SciELO, considerando estudos nacionais publicados entre os anos de 2020 a 2025. Concluiu-se que, ao investigar presença de indicadores da cultura intraempreendedora e suas contribuições para o desenvolvimento de novas atuações de trabalho e execução do serviço público, IES públicas podem construir e contextualizar suas próprias iniciativas e identificar áreas que necessitam de maior atenção. Ao estimular o desenvolvimento da cultura mais flexível, aberta e inovadora quanto aos aspectos de gestão da IES pública, a pesquisa pode contribuir à formação de profissionais qualificados, críticos e empreendedores, capazes de gerar soluções mais estratégicas para superar os desafios sociais e locais.

Palavras-chave: Intraempreendedorismo. Cultura intraempreendedora. Instituição de Ensino Superior (IES). Comportamento laboral.

ABSTRACT

The intrapreneurial culture in public HEIs, despite the fact that conservative management traits are still being perceived and reproduced in the work behaviors of its members, is gradually paving the way for entrepreneurial ideas and attitudes, which have generated excellence and proactivity. By recognizing these potentialities and possibilities in the institution, it is noted that the creation of a set of characteristics of the intrapreneurial culture allows the validation of more precise and reliable measurement instruments that enable the assessment of the degree of definition of the intrapreneurial culture in public HEIs. The objective of the study was to analyze aspects of the intrapreneurial culture that can drive work behavior within the scope of public HEIs. To this end, a literature review was carried out, based on an exploratory foundation and analysis of data and information through a qualitative basis. The survey was conducted in SciELO, considering national studies published between 2020 and 2025. It was concluded that, by investigating the presence of indicators of intrapreneurial culture and its contributions to the development of new work activities and execution of public services, public HEIs can build and contextualize their own initiatives and identify areas that require greater attention. By stimulating the development of a more flexible, open and innovative culture regarding the management aspects of public HEIs, the research can contribute to the training of qualified, critical and entrepreneurial professionals, capable of generating more strategic solutions to overcome social and local challenges.

Keywords: Intrapreneurship. Intrapreneurial culture. Higher Education Institution (HEI). Work behavior.

1 INTRODUÇÃO

As reflexões sobre fomento de estratégias empreendedoras têm conquistado cada vez mais espaço no cenário organizacional. Para além da gestão de empresas privadas, onde essas ações são perceptíveis, as organizações públicas têm, por sua vez, acompanhando essa mesma evolução e implementado mecanismos eficientes para promoção do intraempreendedorismo no ambiente de trabalho (Watarai; Farina, 2022).

As instituições de ensino superior (IES) públicas não se têm afastado dessa mesma realidade, disseminando ações intraempreendedoras como indicadores para desenvolvimento de eficiência e qualidade nos serviços públicos prestados à sociedade, definindo uma cultura de trabalho mais forte e coesa (Motta; Gomes, 2022).

Contudo, apesar das iniciativas e dos resultados satisfatórios nesses espaços, é notável certa resistência e distanciamento, seja pelo apelo ao conservadorismo de gestão, mentalidade dos gestores, servidores com senso de acomodação e o status quo, burocratização institucional, dentre outros obstáculos à implementação da cultura intraempreendedora, refletindo, pois, nos comportamentos de trabalho de seus membros (Fortes; Martens, 2022).

Nessas instituições, apesar da ênfase em novos processos de trabalho, o uso de sistemas criados para trazer uma maior agilidade e fluidez fica infelizmente ligado às normas e às regras que estipulam procedimentos, prazos e formas determinadas de tramitação das demandas, o que torna o processo ainda mais moroso e ineficaz (Oliveira; Rodrigues, 2024).

Dessa forma, ao desencorajar o intraempreendedorismo em suas formas de trabalho, as IES ficam, em parte, à mercê da cultura conservadora, ditada por perspectivas burocráticas que são inconsistentes com a realidade moderna. Um meio organizacional que desestimula uma atuação intraempreendedora, dificilmente conseguirá apresentar a qualidade nos serviços e contribuições a que se destinam e, em longo prazo, desmotiva os seus colaboradores pela presença de inércia no trabalho (Trombka; Meira, 2023).

A IES pública com forte cultura intraempreendedora, isto é, adaptativa e colaborativa, torna-se capaz de exercer a influência social, graças à competência profissional incentivada dentro dos órgãos, além de criar raízes, crenças e valores como relevantes para a propositura de ações inovadoras (Gomes; Emmendoerfer, 2023), desenvolvendo em sua comunidade profissional comportamentos, atitudes e posturas empreendedoras.

Dialogar sobre as práticas intraempreendedoras na Gestão Pública como um todo tem sido ampliado e disseminado no âmbito da produtividade acadêmica. Uma breve pesquisa aos meios acadêmicos revela amplitude grande de trabalhos acadêmicos que endossam a presença do intraempreendedorismo nas organizações públicas e essa relevância tem apresentado um aumento indiscriminado nos últimos anos. Autores como Ferreira, Gimenez e Valente (2021); Trombka e Meira (2023); Gomes e Emmendoerfer (2023); Paiva et al. (2024), trouxeram olhares do fenômeno no serviço público, apresentando iniciativas de intraempreendedorismo.

Assim, contextualizar os olhares sobre as questões que tangenciam os comportamentos de trabalho – sob a perspectiva observada em uma IES pública – tende a gerar abordagem de conhecimento empírico relevante para adequar práticas e mecanismos vigentes a essa nova tendência no serviço público, que é o intraempreendedorismo (Paiva et al., 2024).

Para tanto, constituiu-se o objetivo principal do estudo que é analisar os aspectos da cultura intraempreendedora que podem impulsionar o comportamento de trabalho no âmbito de uma IES pública. Como objetivos específicos, descrevem-se os seguintes: a) Caracterizar a cultura intraempreendedora e os seus principais fundamentos identificadores no contexto das IES; e b) Apresentar as principais dimensões e aspectos que caracterizam o comportamento laboral intraempreendedor dos colaboradores das IES públicas.

2 METODOLOGIA

Quanto aos objetivos o presente estudo foi classificado como exploratório, visto que procurou aprofundar aspectos desconhecidos de um determinado fenômeno, gerando novas ideias para elucidar futuras pesquisas e, por sua vez, embasou-se em contexto descritivo, por descrever características da cultura intraempreendedora de uma IES.

Por sua vez, a pesquisa também foi fundamentada em abordagem predominantemente de natureza qualitativa, que é indispensável para construção de estudos que visam a análise de informações, da identificação das variáveis de impacto e também a exposição de dados que evidenciem realidades organizacionais.

Quanto aos procedimentos utilizados foi considerada como revisão de literatura, com o fundamento exploratório, por se basear na análise de documentos já existentes, como artigos científicos, livros e material acadêmico diverso que contemple a temática em questão. Para a Revisão da Literatura do referido estudo, a ser apresentada a seguir, foi adotado os seguintes procedimentos sintetizados na Figura X, abaixo:

Fonte: Elaboração própria (2025).

Escolha do tema: Cultura intraempreendedora em IES pública.

Definição das bases científicas: Scientific Electronic Library Online (SciELO).

Termos de Buscas: Foram considerados os seguintes descritores para a pesquisa: “Cultura intraempreendedora” AND “Intraempreendedorismo” AND “IES pública”

Critérios de inclusão: Foram adotados os estudos (artigos científicos, dissertações e teses acadêmicas) que dialogam sobre o intraempreendedorismo nas IES públicas, que discutem sobre os indicadores e as dimensões presentes. Foram priorizados os estudos publicados e desenvolvidos por autores nacionais nos últimos 5 (cinco) anos (2020 a 2025), com possibilidade de acesso para download.

Critérios de exclusão: Foram desconsiderados os textos científicos publicados antes do período pré-definido, escritos por autores internacionais e cujas análises descrevam a cultura intraempreendedora em outro modelo organizacional que não IES pública.

Análises dos documentos: Para a seleção dos documentos finais que compõem a Revisão de Literatura, com uso de leitura para observar estudos que compreendiam a mesma temática, objetivos e o contexto considerado na presente pesquisa.

Com base nos documentos considerados na compreensão temática e na elucidação dos objetivos a que se propõe essa revisão, particularmente os objetivos específicos I (Caracterizar a cultura intraempreendedora e os fundamentos identificadores no contexto das IES públicas) e II (apresentar dimensões e aspectos centrais que caracterizam a cultura intraempreendedora aplicável às IES públicas), levantar evidências de políticas e de práticas organizacionais que incentivam o intraempreendedorismo nesses ambientes.

3 REVISÃO DE LITERATURA

No Brasil, em especial na década de 1990, adotou-se um modelo de governo orientado para as práticas gerencialistas, sendo esse novo regime de administração focalizado na implementação de ferramentas e instrumentos da iniciativa privada e a sua adaptação à realidade das organizações públicas, considerando o seu maior índice de geração de resultados (Silva, 2022).

O gerencialismo brasileiro, seguindo pressupostos do modelo inglês e outros países desenvolvidos, representou para Gestão Pública e todo o seu arcabouço uma oportunidade estratégica de conferir – às estruturas, a forma de gerir e ao trabalho em si – um espaço em que pudessem ser mais flexíveis, menos rígidas, enfatizando aspectos mais sistêmicos, contextuais e prospectivos (Araújo; Martens, 2019).

Dessa forma, inaugura-se nesse cenário uma formatação de gestão em que, sem erradicar completamente a burocracia estatal e suas características básicas, se conseguisse maior abertura para promover novas formas de execução de trabalho e prestação de serviços públicos, inclusive abrindo espaços para a participação mais efetiva e equânime dos colaboradores, seja no processo decisório e estratégico.

Por meio dessa nova concepção e, por sua vez, de uma consequente necessidade de mudança emergente e providencial, passou-se, dentro dos ambientes laborais, a estimular abordagem de trabalho mais dinâmica, além de uma maior celeridade, “livre das amarras burocráticas”, ágil e participativa, em que as novas habilidades, conhecimentos e as atitudes profissionais fossem determinantes para desenvolvimento profissional no novo cenário de trabalho (Sales et al., 2021; Alves; Granjeiro; Galdino, 2023).

Evidentemente, essa nova postura de trabalho e comportamentos trouxeram, em conjunto com a abertura para a flexibilização e participação, definiu o que, dentro da seara organizacional, se conhece como intraempreendedorismo, aqui visto como uma perspectiva estratégica para potencializar os resultados do trabalho, a eficácia dos serviços públicos, sua efetividade no contexto social e reflexos no desempenho e motivação dos colaboradores de organizações públicas (Lopes et al., 2023).

O intraempreendedorismo consiste, nesse primeiro entendimento, em uma abordagem gerencial contemporânea às rotinas organizacionais, munindo pessoas, graças à fluidez do sistema e maior delegação, de habilidades mais inclusivas, mais democráticas, ampliando o seu engajamento no trabalho, inclusive provocando novas formas e práticas de realização do trabalho, a fim de atender a configurações da sociedade e modelos gerenciais (Lima; Almeida; Teixeira, 2023; Paiva et al., 2024).

Já que perpassa o próprio conceito de empreendedorismo, aplicável às realidades organizacionais, o intraempreendedorismo define-se enquanto os estímulos à definição dos comportamentos profissionais que possam trazer mais dinâmica aos resultados do trabalho, gerando interação, em fomento às ideias que impliquem em melhores resultados à sociedade e às próprias organizações, sem ferir os princípios e os critérios legalistas que substanciam a Gestão Pública (Rocha; Guimarães, 2019).

O intraempreendedorismo no serviço público tem cada vez mais conquistado espaço na definição e consecução de políticas públicas orientadas às necessidades sociais, tornando-se um construto permeável às práticas de gestão organizacional, o que tem definido meio para a sua difusão (Santana, 2022).

No trabalho de Santana (2022), em que o se buscou descrever o modo como ocorrem as ações dos atores institucionais da UFPE no âmbito das dimensões de uma universidade empreendedora, observou-se que aspectos e as características desse fenômeno organizacional, em geral, perpassam as seguintes áreas de análise: profissionais que apresentam uma maior autonomia e poder decisório, que assumem mais riscos diante das atividades que lhes são propostas, geram um maior retorno social por meio dos serviços prestados, desenvolvendo práticas que melhoram a qualidade de vida no trabalho e celeridade das ações administrativas e gerenciais como um todo.

Não obstante ainda encontra-se atrelada à burocracia e ao que a lei determina – a partir dos seus diversos regramentos, normativas e atos próprios que regulam as práticas de trabalho, o comportamento intraempreendedor ocorre quando existe O empreendedorismo dentro de organizações a partir das novas rotinas laborais, de gestão das tarefas e proatividade dos seus profissionais (Silva, 2022).

“O intraempreendedor é compreendido como o profissional que atua na instituição e possui comportamentos empreendedores, trazendo elementos como participação e criatividade para as suas atividades e execução do trabalho” (Gomes; Emmendoerfer, 2023, p. 47), o que reflete em cultura democrática e renovadora, que é propícia à aceitação de ideias criativas que consigam extrapolar as expectativas organizacionais e entregar resultados mais efetivos, com um menor uso de recursos de trabalho e com celeridade, segurança e valor social (Alves; Granjeiro; Galdino, 2023).

Esses autores, no estudo, ilustram o processo por meio da descrição de dimensões que definem a cultura intraempreendedora, dentre as quais citam-se compromisso com resultados, flexibilidade, tomada de decisão, proatividade e uma visão de trabalho mais inovadora. As dimensões centrais do intraempreendedorismo, que influenciam a postura e comportamento laboral dos membros e resultados da prestação de serviços públicos, também observados em outros trabalhos, como os de Silva (2022), Santana (2022) e Lopes et al. (2023), além de reforçados, bem como reproduzidos e contextualizados como um modelo em outros estudos da literatura referentes às IES privadas, por exemplo.

No que commpete a essas dimensões centrais que evidenciam se a organização adota o intraempreendedorismo como fundamento do trabalho de seus membros, são: inovatividade, assunção de riscos calculados, liderança, proatividade e comprometimento. Importante dizer que cada uma das dimensões que definem o comportamento intraempreendedor de membros da organização são constituídos por determinados aspectos que lhes são comuns.

Em virtude das mudanças contínuas no âmbito do serviço públicos, assim como das limitações envolvidas no processo de desenvolvimento de novas abordagens de gestão de trabalho, colaboradores que adquiram essas competências, habilidades e os comportamentos intraempreendedores têm sido valorizados dentro das organizações públicas, uma vez que características como autonomia, capacidade criativa, além de uma visão mais disruptiva do processo de trabalho, com a forte tendência a assumir riscos, apesar das barreiras afetas ao serviço público, são determinantes, pois, para esse novo panorama (Lopes et al., 2023; Lima; Almeida; Teixeira, 2023).

Como um fenômeno intrincado no arcabouço da gestão privada, visto que esta oferece mais espaço à profusão de ideias novas e de maior flexibilidade, o intraempreendedorismo na perspectiva do serviço público ainda encontra-se engatinhando e germinando nas instituições públicas (Lopes et al., 2023). Isso porque que esse meio organizacional ainda é permeado de resistências, burocracias e centrado em cultura normativa, onde os procedimentos, prazos, recursos e as suas ações de trabalho são definidos em regulamentos e normas, pouco abrindo margem à sua modernização e participação do profissional no processo de melhoria nas abordagens de execução das atividades funcionais (Ferreira; Gimenez; Valente, 2021).

Ainda assim, frente aos limitadores no intraempreendedorismo no contexto do serviço público:

A atuação dos servidores públicos, isoladamente ou de forma conjunta, na identificação e busca de oportunidades inovadoras a organizações, de forma proativa, coordenada, criativa e por meio de riscos calculados têm sido ligados a comportamentos intraempreendedores no setor público. Os comportamentos se associam aos conceitos de estrutura, tomada de decisão, motivação e de cultura, incorporando aspectos de descoberta e maximização das oportunidades sociais e econômicas para o setor público (Trombka, 2024, p. 16).

Por lidarem direta e diariamente com demandas institucionais e sociais, que os capacita pela experiência e prática ao conhecimento da realidade de trabalho, os servidores públicos, em muitos aspectos, não conseguem encontrar meios para que novas ideias e a criatividade possam fluir livremente dentro da organização pública onde atuam (Dal-Soto; Souza; Benner, 2021), desestimulando a sua participação e refletindo em uma baixa motivação, performance laboral e interesse em adquirir esses comportamentos ao intraempreendedorismo.

Ao passo em que tem buscado fomentar essas novas práticas e ações dentro das rotinas de trabalho, por outro lado o apego à burocracia, que ainda é o elemento condutor da Gestão Pública, tem impedido que o intraempreendedorismo na perspectiva do serviço público tenha alcançado maiores contribuições aos envolvidos no processo, especialmente a sociedade, que é o argumento-fim desse setor.

Todavia, mesmo diante de sua indispensabilidade frente ao atual ambiente em que encontram-se inseridas as organizações públicas, torna-se preponderante que se reconheçam os fatores limitantes (barreiras), sejam estruturais, de gestão ou intrínsecos ao comportamento humano, que impedem definição de cultura de mudança e comportamento intraempreendedor (Alves; Granjeiro; Galdino, 2023).

O tópico seguinte objetiva, pois, teorizar esses fatores de resistência dentro do escopo de análise das instituições de ensino superior (IES) públicas.

3.2 ASPECTOS DA CULTURA INTRAEMPREENDEDORA NAS IES PÚBLICAS

A universidade de fundamento intraempreendedor é a instituição de ensino que adota modelo de gestão e trabalho que valorizem a criatividade, o engajamento de seus membros funcionais no desenvolvimento de novas práticas e metodologias de execução das atividades laborais (Alves; Granjeiro; Galdino, 2023).

Em geral, para os autores supracitados, valorizam autonomia, democratização, controle social, inclusão na ação decisória, envolvimento nas estratégias, abrindo possibilidades para incutir a mudança e transformação nos ambientes de trabalho, o que implica em excelência na prestação de serviços público a que se destina: a sociedade, colaboradores internos e demais agentes.

A análise dos estudos da literatura científica encontrados na plataforma SciELO utilizados no presente estudo aponta um rol de elementos caracterizadores da IES intraempreendedora. Logo, compreende-se que, a partir da observância de alguns termos identificados por diversos autores da área, é possível concluir se uma IES estimula e desenvolve ou não aspectos de uma cultura intraempreendedora. O Quadro 1 a seguir descreve as principais características que contribuem para a identificação de uma IES que adota essa abordagem de cultura.

Quadro 1 – Elementos caracterizadores das IES intraempreendedoras

Fonte: Elaboração própria (2025).

Diante da complexidade das organizações, as novas estruturas de sociedade, que trouxe novos olhares sobre os serviços, a necessidade individual por contribuir e agregar valor social na Administração Pública tem promovido uma sensível abertura para a flexibilização e a democratização organizacional, colocando o servidor público como agente capaz de fomentar mudanças estratégicas e criativamente participar do processo de construção de melhores ações laborais (Lara; Sehnen; Prado, 2023).

Aos poucos, as atitudes e comportamentos intraempreendedores vão surgindo nesses ambientes laborais modulando os modelos e também as práticas ocupacionais do servidor público, possibilitando engajamento, criatividade, a assunção de riscos moderados, autonomia e participação decisória (Lopes et al., 2023).

A flexibilidade na estrutura organizacional e o espírito de estimular mudanças que possam, em algum grau, romper com a burocracia institucional, centralização decisória das chefias e a cultura fortemente conservadora e avessa à inovação, tem também transformado as rotinas de trabalho – gerencial e administrativo – nas IES de caráter público (Brás et al., 2021).

Consoante Virgílio; Fialho; Burigo (2023, p. 8) “[…] instituição capaz de gerar direção estratégica, formulando objetivos acadêmicos claros e transformando conhecimento gerado na universidade em valor econômico e social”. Logo, enxergam no trabalho dos seus membros, no emprego consciente dos recursos e na adoção eficiente das tecnologias um campo propício para a adoção da cultura intraempreendedora e que inspire mudanças.

Pressupõe estimular o conhecimento que gere ações flexíveis, sistêmicas e autônomas de trabalho dos membros, desenvolvendo comportamentos, ações e habilidades diferenciadas das usuais metodologias conhecidas de trabalho, o que tornam-se elementos essenciais como respostas aos desafios contemporâneos e às demandas da sociedade (Santana, 2022; Alves; Granjeiro; Galdino, 2023).

Além disso, estas desempenham papel importante enquanto produtoras e divulgadoras de conhecimento científico desenvolvido na rotina de trabalho, uma vez que esse modelo de universidade, mais aberta à mudança, gera as ideias e recursos essencialmente qualificados para contribuírem positivamente com a sociedade. Para tal, apresentam estruturas de gestão e trabalho adaptáveis e situacionais, podendo resistir às perturbações ambientais e dinâmica externa (Silva, 2022; Elias; Martens; Bizarrias, 2024).

Com isso, as IES com espírito empreendedor são capazes de desenvolver estruturas de atividades e tarefas que potencializam os seus resultados a partir de desenvolvimento de ações, projetos, treinamentos, capacitações e geração de saber científico relevante e cunho social significativo. Esta consegue explorar e reconhecer as oportunidades existentes e extrair a sua essência, gerando valor agregado e missão e valores mais centrados na inclusão, autonomia, pluralismo e criatividade com ênfase no comportamento de trabalho dos membros (Dal-Soto; Souza; Brenner, 2021; Silva, 2022; Lopes et al., 2023).

Por enquadrarem-se dentro da estrutura de órgãos da Administração Pública, as IES públicas (instituições e universidades, especialmente) também encontram um conjunto de fatores limitadores à cultura intraempreendedora no contexto de tarefas e atividades realizadas pelos seus servidores e colaboradores gerais, implicando em diversos desafios à prestação dos serviços públicos (educacionais, administrativos e gerenciais) ágeis, céleres e respaldados no atendimento a finalidades públicas a que se destinam (Lopes et al., 2023).

A Administração Pública e os seus órgãos respondem e obedecem, em suas estruturas de gestão, a alguns princípios constitucionais, aqui compreendidos o que dispõe o art. 37 da Constituição Federal de 1988, a saber: a legalidade, eficiência, impessoalidade, moralidade e publicidade. Nesse sentido, princípios da legalidade e impessoalidade, como um fundamento basilar dos órgãos que prestam serviços públicos, versam sobre o respeito às leis para dirimir quaisquer questões sociais e respaldar a execução de atividades do serviço público, regulando as formas e métodos de trabalho, de modo que estes estejam sempre em conformidade com a finalidade pública (Lopes et al., 2023).

A Constituição Federal, ao passo em que abriu margem à promoção de direitos sociais e diversas conquistas no campo trabalhista, por outro lado, quanto ao serviço público, trouxe uma maior rigidez e normas burocráticas para limitar o desenvolvimento de comportamentos e de ações inovadores nas organizações públicas, restringindo a oportunidade para que seus colaboradores possam ser criativos, resolutivos, dinâmicos e participativos na construção da cultura intraempreendedora (Santana, 2022).

A Administração Pública enfrenta um problema bastante complexo, qual seja: os servidores, sobretudo aqueles que ocupam cargos de gestão, estão, na maior parte do tempo, envolvidos com tarefas e questões puramente burocráticas. A cultura burocrática é um traço indelével que, até onde a vista alcança, tem marcado a história da gestão pública brasileira. É perceptível que o setor público, devido ao alto grau de burocratização, inibe a cultura empreendedora baseada na inovação, autonomia e flexibilidade (Santana, 2022, p. 64).

Isso porque, com a burocracia que engendra a Gestão Pública, as normas, regulamentos, resoluções e também outros regramentos continuamente adotados tornaram-se instrumentos determinantes para a execução das atividades funcionais, isto é, a rotina laboral dos servidores encontra-se manualizado e engessado em leis formais, o que, apesar de fortalecer a estrutura organizacional, por outro lado, constituem-se enquanto entraves às práticas empreendedoras dentro de organizações públicas (Lopes et al., 2023).

Outro fator limitante, destacado por Lopes et al. (2023), é a instituição da cultura intraempreendedora, em um menor aspecto, contudo também perceptível nas IES públicas e outras organizações desse modelo gerencial, é a presente de chefias com uma personalidade centralizadora e conservadora, caracterizadas por indivíduos que pouco delegam as atividades e atuação decisória, exercem um rígido controle sobre o trabalho, apegados às leis e normas, sobretudo não incentivam a flexibilidade e autonomia dos colaboradores. Em geral, são avessos à inclusão tecnológica, mantêm o status quo e que receiam o fenômeno da mudança organizacional, de forma a seguir estritamente tudo o que é convencional no trabalho (Santana, 2022).

Por conseguinte, a estruturação e também reconhecimento de atividades de extensão, amplamente incentivadas em muitas IES públicas, também são vistas como um fator limitante à difusão de uma cultura intraempreendedora, especialmente considerando os investimentos governamentais, desestímulo às atividades pelas próprias IES, as ausências de tempo regular dos docentes para desempenho dessas ações, além de infraestruturas muitas vezes precárias para atendimento dessas demandas (Lima; Almeida; Teixeira, 2023).

Outros fatores limitantes baseiam-se em desconexão entre IES pública e oportunidades do mercado, assim como a presença de estrutura que nem sempre é propícia ao fomento do intraempreendedorismo, ferramentas obsoletas dentro das metodologias de execução de trabalho e também colaboradores desestimulados ou acomodados com a realidade do serviço público acadêmico (Martins, 2023).

Ainda consoante Martins (2023), ao abordar as transformações e perspectivas que estão nas percepções quanto às universidades empreendedoras identificou que a adoção desta concepção tem impactado a organização interna das universidades na medida em que os colegiados, dirigidos por docentes e intermediados por um estamento burocrático, vem sendo substituídos por valores de eficiência e padrões de produtividade.

O que fica observado, por fim, dessas evidências preliminares da literatura é que ainda é muito forte a existência de obstáculos a uma cultura intraempreendedora nas IES públicas brasileiras, e esses desafios configuram-se predominantemente como grandes impedimentos ao desenvolvimento de comportamentos e competências voltadas ao empreendedorismo nos ambientes de trabalho e na prestação de serviços públicos à comunidade interna e externa.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO: DIMENSÕES E ASPECTOS DO COMPORTAMENTO INTRAEMPREENDEDOR DE TRABALHO DOS MEMBROS DAS IES PÚBLICAS

A análise dos estudos utilizados na Revisão de Literatura, principalmente argumentos de Santana (2022), Silva (2022), Lopes et al. (2023) e Lima, Almeida e Teixeira (2023) – que analisaram essa realidade presente nas IES públicas – também trouxe perspectiva acerca das principais dimensões e de aspectos que estabelecem o comportamento intraempreendedor laboral dos membros de uma IES públicas.

Não existe um consenso estabelecido entre os autores que dialogam sobre a temática, todavia os resultados encontrados na identificação dos aspectos presentes nas IES (Quadro 1), possibilitaram o enquadramento nas seguintes dimensões referentes à abordagem de cultura (Quadro 2, abaixo).

As dimensões da cultura intraempreendedora apresentadas, segundo as percepções dos autores contemplados na Revisão de Literatura, compreendem a sistematização dos aspectos orientados, especificamente, no viés de modelo de gestão adotado na IES, comportamento do trabalho dos membros, clima interno e presença de estruturas burocráticas ou contemporâneas.

Quadro 2 – Dimensões e seus aspectos ligados ao comportamento intraempreendedor de trabalho dos membros de uma IES pública

Fonte: Elaboração própria (2024), com base Lopes et al. (2023) e Lima, Almeida e Teixeira (2023).

Do exposto no Quadro X, em nível conceitual, compreende-se as dimensões apresentadas da seguinte forma:

  1. Inovatividade: reflete a capacidade de inovar de forma sustentável dentro dos ambientes de trabalho, isto é, trata-se do comportamento de buscar criar algo novo ou reinventar algo de forma responsável e com impacto socioambiental (Lopes et al., 2023).
  2. Assunção de riscos calculados: compreende a aceitação de forma mais consciente de perdas potenciais no processo de execução de determinadas atividades no ambiente de trabalho do colaborador, o que implica a decisão de se responsabilizar por riscos associados a esta decisão (Lopes et al., 2023).
  3. Proatividade: capacidade individual de agir com antecipação a um comando de um superior imediato, tomando para si a iniciativa e assumindo responsabilidades (Lopes et al., 2023).
  4. Autonomia: trata-se da segurança e do grau de liberdade que o colaborador tem para decidir e executar tarefas sem a necessidade de supervisão constante da chefia imediata (Lima; Almeida; Teixeira, 2023; Lopes et al., 2023).
  5. Comprometimento: refere-se ao comportamento ou atitude do colaborador que se destaca pela sua dedicação, sua responsabilidade ou pelo engajamento com o exercício da função que desempenha no ambiente laboral (Santana, 2022; Lima; Almeida; Teixeira, 2023; Lopes et al., 2023).

    Considerando a presença mais ou menos aspectos na realidade experienciada pelas IES, é possível identificar a existência ou não do espírito intraempreendedor, o que explicava os resultados, a motivação, a produtividade, o engajamento e nível de excelência na prestação de serviços públicos de umas IES em detrimento de outras.

    O destaque de uma (s) dimensão (ões) intraempreendedora (s) em relação às demais também contribuem ao aprofundamento sobre quais perspectivas centrais, predominantemente, orientam ações e práticas desempenhadas pelos membros da IES. Isso porque, enquanto uma determinada IES estimula os aspectos da dimensão liderança e de comprometimento enquanto fundamentos para delinear a cultura intraempreendedora, outra focaliza mais as dimensões de proatividade dos seus colaboradores e da inovatividade na prestação de serviços (Fernandes et al., 2020; Marques et al., 2021; Paiva et al., 2024), por exemplo.

    Ante a ausência de consenso quanto ao número de termos-chave que definem se uma IES é ou não intraempreendedora, torna-se indispensável a organização de aspectos e das dimensões, posteriormente, mediante a percepção de alguns pontos de convergência. Isso é fundamental para sintetizar as análises de múltiplos aspectos na realidade da IES, já que a observação e o conhecimento in loco são assim mais facilmente visualizados, possibilitando a identificação de uma cultura intraempreendedora (Paiva et al., 2024).

    Quanto aos aspectos e dimensões encontrados em estudos acadêmicos, em especial as publicações de Marques et al. (2021) e Paiva et al., (2024), que discutem alguns indicadores ligados ao comportamento intraempreendedor de membros das organizações, seu uso como base metodológica ao desenvolvimento de outros estudos ou para elaboração de instrumentos de coleta de dados confere uma maior validade a esses indicadores.

    Outrossim, ao reconhecer esses aspectos e as dimensões da cultura intraempreendedora supramencionados no quadro na qualidade de orientadores da elaboração do recurso de coleta de dados a ser aplicado em determinada IES uma melhor compreensão sobre os determinantes das práticas de trabalho que são incentivadas aos membros desses modelos organizacionais, sem perder o foco em outros vieses indispensáveis à definição da cultura intraempreendedora, como o modelo de gestão adotado, as estratégias e os métodos laborais estimulados, nível de autonomia, flexibilidade e abertura aos seus servidores (Fernandes et al., 2020; Marques et al., 2021; Paiva et al., 2024), dentre outros aspectos.

    Estruturalmente, cultura intraempreendedora alinhada às ações de trabalho de uma IES pública compreende as formas como os membros inovam, identificam e criam oportunidades na prestação de serviços públicos e promovem também um melhor desenvolvimento pessoal e profissional (Martins, 2023). De uma forma geral, nota-se que a cultura intraempreendedora que se desenvolve nessas IES focalizam a perspectiva principal do “comportamento de trabalho dos membros”, aqui enquadrando os servidores públicos e os demais colaboradores.

    5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Em estudos sobre o intraempreendedorismo na Administração Pública, Franz e Leite (2020) apontam que, no Brasil, o fenômeno ainda é pouco difundido, visto que a perspectiva de agregar aspectos do empreendedorismo como fator de execução e de desenvolvimento das práticas funcionais na área pública ainda encontra muitas resistências, especialmente quanto à mentalidade de seus gestores e de limitadores burocráticos.

    Ao materializar o tema em IES públicas, fica, pois, o intraempreendedorismo reduzido a poucos estudos acadêmicos; observou-se rasa produtividade no tema, o que gera curiosidade acerca da discussão em ambiente organizacional tão significativo. Com isso, optou-se por identificar indicadores e aspectos da cultura intraempreendedora nesses modelos institucionais, considerando as lacunas observadas na literatura recente quanto à existência de práticas, dos comportamentos e ações empreendedoras que promovam impactos locais.

    Por meio das análises que serão sustentadas na pesquisa, compreende-se os resultados encontrados poderão oferecer uma base fundamentada para nortear os gestores, formuladores de políticas institucionais e servidores públicos na construção de práticas que caracterizem a cultura intraempreendedora

    A observação de indicadores e fatores ligados à cultura intraempreendedora, dentro da dinâmica organizacional de uma IES pública, tendem a assegurar que seja monitorado o progresso na construção de ambiente laboral mais dinâmico e que fomente práticas e ações que contemplem abordagem, que seja capaz de modificar a lógica do pensamento burocrático que perpassa essas modelos de organizações.

    A pesquisa em evidência apresenta, pois, um grande potencial para contribuir tanto no avanço do conhecimento acadêmico sobre a tema aqui discutido – intraempreendedorismo no âmbito das IES públicas – quanto no desenvolvimento de políticas públicas e ações práticas que visam estimular aspectos de inovação, comportamento de servidores e empreendedorismo nessas instituições.

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    1 Discente do Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido – PPGDiDeS. Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF. E-mail: maria.lucia@discente.univasf.edu.br
    2 Docente e orientador do Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido – PPGDiDeS. Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF.