CORRELATION OF SARCOPENIA AND RISK OF FALLS IN THE ELDERLY: A SYSTEMATIC REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511181811
Darlin Fernanda Mumbach Spies¹
Vitória Piazza Lordani¹
Ricardo Henrique Esquivel Azuma²
Lara Alves Moreira²
RESUMO
O envelhecimento populacional tem crescido significativamente nas últimas décadas, impulsionado pelo aumento da expectativa de vida e pela queda das taxas de mortalidade e natalidade. Esse fenômeno traz desafios importantes para a sociedade, especialmente no que se refere à saúde e qualidade de vida dos idosos. A sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e função muscular, é uma condição comum nesse grupo etário e tem sido associada a um maior risco de quedas, que representam uma importante causa de morbidade e perda de autonomia. Esta revisão sistemática tem como objetivo analisar a relação entre a sarcopenia e o risco de quedas em idosos, por meio da síntese crítica da literatura científica. Busca-se compreender os fatores envolvidos nessa associação, avaliar a eficácia de intervenções preventivas e fornecer recomendações baseadas em evidências para a prática clínica. O estudo segue as diretrizes PRISMA e inclui estudos observacionais e experimentais. Diante do envelhecimento global e do impacto das quedas na saúde pública, compreender essa correlação é essencial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção e promoção do envelhecimento saudável.
Palavras-chave: Sarcopenia. Idosos. Quedas. Envelhecimento.
ABSTRACT
Population aging has increased significantly in recent decades, driven by higher life expectancy and declining mortality and birth rates. This phenomenon presents major challenges for society, especially regarding the health and quality of life of older adults. Sarcopenia, characterized by the progressive loss of skeletal muscle mass and function, is a common condition in this age group and has been associated with an increased risk of falls, which are a major cause of morbidity and loss of autonomy. This systematic review aims to analyze the relationship between sarcopenia and fall risk in the elderly by critically synthesizing the scientific literature. It seeks to understand the factors involved in this association, evaluate the effectiveness of preventive interventions, and provide evidence-based recommendations for clinical practice. The study follows PRISMA guidelines and includes both observational and experimental studies. Given global aging and the public health impact of falls, understanding this correlation is essential for developing effective prevention strategies and promoting healthy aging.
Keywords: Sarcopenia. Elderly. Falls. Aging.
1. INTRODUÇÃO
O crescimento da população idosa nas últimas décadas, tanto em países desenvolvidos quanto no Brasil, é consequência do aumento da expectativa de vida e da redução das taxas de natalidade e mortalidade (LEITE et al., 2015). Atualmente, os idosos representam cerca de 12% da população mundial, com projeções de que esse número dobre até 2050 (SUZMAN et al., 2015). Esse processo de envelhecimento populacional representa uma das maiores conquistas da humanidade, mas também impõe desafios significativos à sociedade, exigindo políticas públicas e estratégias que promovam o envelhecimento ativo e saudável (COELHO et al., 2013).
No envelhecimento, observa-se o aumento da incidência de disfunções musculoesqueléticas, entre as quais a sarcopenia se destaca. Esta condição é caracterizada pela perda progressiva de massa e função muscular esquelética, sendo prevalente em até 29% dos idosos em ambientes comunitários e variando entre 11% e 50% entre indivíduos com 80 anos ou mais. A sarcopenia está associada à degeneração de fibras musculares do tipo II, infiltração gordurosa intramuscular e intermuscular, e redução da atividade das células satélites, cuja função de regeneração muscular é comprometida por alterações em fatores como TGF-β e miogenina (CHO et al., 2022).
Segundo Siqueira et al. (apud HUMBERTO et al., 2017), o envelhecimento leva à redução da massa muscular e óssea, além da perda do equilíbrio, fatores que aumentam o risco de quedas em idosos. Fabrício et al. complementam que as quedas decorrem da falência súbita dos mecanismos neurais e osteoarticulares responsáveis pela manutenção do equilíbrio corporal. Assim, as quedas configuram-se como um relevante problema de saúde pública, uma vez que suas consequências — como fraturas, lesões e perda de mobilidade — comprometem gravemente a autonomia e a qualidade de vida dos idosos.
2. JUSTIFICATIVA
O aumento da expectativa de vida tem provocado uma transição no perfil epidemiológico da população, com maior prevalência de doenças crônicas e síndromes geriátricas. Entre essas, a sarcopenia se destaca não apenas pela alta prevalência, mas também pelas severas consequências funcionais e sociais. A associação entre sarcopenia e quedas compromete diretamente a independência e a qualidade de vida do idoso.
As quedas estão entre as principais causas de hospitalização, institucionalização e morte em idosos. Muitas vezes subdiagnosticada, a sarcopenia é uma das principais causas silenciosas de desequilíbrio postural e instabilidade funcional, aumentando significativamente o risco de quedas.
Dessa forma, investigar a relação entre sarcopenia e quedas contribui para o avanço do conhecimento na área da saúde do idoso, além de possibilitar a elaboração de protocolos de prevenção mais eficazes e a atuação interdisciplinar centrada na funcionalidade e na qualidade de vida. Assim, as quedas configuram-se como um relevante problema de saúde pública, uma vez que suas consequências como fraturas, lesões e perda de mobilidade comprometem gravemente a autonomia e a qualidade de vida dos idosos. Diante desse cenário, torna-se essencial compreender os fatores associados à ocorrência de quedas, especialmente a influência da sarcopenia, a fim de subsidiar estratégias de prevenção e promoção da saúde voltadas à população idosa.
3. OBJETIVOS
3.1 Objetivo Geral:
Investigar a partir dos estudos coletados a correlação entre sarcopenia, equilíbrio postural e risco de quedas em idosos por meio de uma revisão sistemática da literatura, identificando os impactos da perda muscular na estabilidade postural e no aumento da incidência de quedas.
3.2 Objetivos Específicos:
I- Identificar os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da sarcopenia em idosos e sua influência sobre o equilíbrio postural e o risco de quedas.
II- Revisar estudos que investigam a relação entre sarcopenia e a incidência de quedas em idosos, analisando a magnitude dessa correlação.
III- Investigar a partir de estudos publicados as intervenções fisioterapêuticas e estratégias de reabilitação que possam minimizar os efeitos da sarcopenia sobre o equilíbrio postural e reduzir o risco de quedas.
4. METODOLOGIA
Foram incluídos estudos observacionais (coorte, caso-controle, transversal) e ensaios clínicos que avaliem a relação entre sarcopenia e quedas em idosos com 60 anos ou mais. A definição de sarcopenia deve seguir critérios padronizados, como os do EWGSOP2, e o risco de queda deve ser avaliado por ferramentas validadas, como o Timed Up and Go ou a Escala de equilíbrio Berg.
Foi considerado neste trabalho estudos publicados nos últimos 10 anos, redigidos nos idiomas português, espanhol ou inglês. E excluídas as publicações que envolvam outras populações que não idosos, ou que não investiguem especificamente a relação entre sarcopenia e risco de quedas. A busca pelos estudos foi realizada nas bases de dados: PubMed, MEDLINE, SciELO e LILACS, utilizando descritores padronizados segundo o DeCS (Descritores em Ciências da Saúde), combinados com os operadores booleanos: (Sarcopenia) AND (“Accidental Falls” OR “Fall Risk”) AND (“Aged” OR “Older Adults”) AND (“Risk Factors” OR “Postural Balance”).
O processo de seleção dos artigos seguiu as seguintes etapas: inicialmente, foi feita a triagem dos títulos e resumos, descartando os estudos que não atendiam aos critérios de inclusão. Em seguida, os artigos potencialmente elegíveis foram lidos na íntegra, e aqueles que se enquadraram nos critérios foram incluídos para análise. Após essa seleção, os dados relevantes foram extraídos para compor a análise dos principais achados.
Entre os dados extraídos dos estudos selecionados estão: número de participantes, média de idade, critérios diagnósticos utilizados para identificação da sarcopenia, métodos aplicados para avaliação do equilíbrio (como teste de apoio unipodal e escala de Berg), além dos resultados principais que abordam a relação entre sarcopenia e risco de quedas. Os estudos serão apresentados de forma descritiva e, sempre que possível, organizados em tabelas comparativas. A força da evidência científica será determinada a partir da qualidade metodológica de cada pesquisa.
Para garantir a confiabilidade dos resultados, será realizada uma avaliação metodológica utilizando instrumentos específicos conforme o tipo de estudo. Nos ensaios clínicos randomizados (ECRs), será aplicada a ferramenta Risk of Bias 2.0 (RoB 2.0), da Cochrane, que analisa o risco de viés nos domínios de randomização, desvios nas intervenções, dados de desfecho e seleção dos resultados relatados. Cada estudo será classificado em baixo, algum ou alto risco de viés.
Para os estudos observacionais (de coorte e caso-controle), será utilizada a Newcastle-Ottawa Scale (NOS), que avalia os critérios de seleção, comparabilidade e desfecho. As pontuações serão atribuídas conforme os parâmetros da escala, sendo considerados de alta qualidade os estudos que alcançarem pontuação igual ou superior a 7.
5. RESULTADOS
O processo de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos está representado na Figura 1, conforme as diretrizes do modelo PRISMA (MOHER et al., 2020). Inicialmente, foram identificados 763 estudos nas bases de dados PubMed (329), SciELO (134), LILACS (19) e Medline (281). Após a remoção de 303 estudos duplicados, 460 artigos foram submetidos à leitura de títulos e resumos, resultando na exclusão de 379 por não atenderem aos critérios de elegibilidade. Assim, 81 estudos foram avaliados na íntegra, sendo 67 excluídos por diferentes motivos: não abordarem simultaneamente sarcopenia e quedas (n=29), estarem fora do recorte temporal (n=5), não apresentarem metodologia compatível (n=15), estarem em idioma diferente do português ou inglês (n=4) ou não estarem disponíveis em texto completo (n=14). Ao final, 14 estudos preencheram todos os critérios de inclusão e foram considerados para a análise qualitativa desta revisão sistemática, conforme figura 1.

Após a aplicação dos critérios de elegibilidade e da triagem realizada conforme o fluxograma PRISMA, os estudos selecionados para esta revisão foram organizados em uma tabela resumo, apresentando informações essenciais como autor, ano de publicação, tipo de estudo, objetivos, metodologia e principais resultados. A seguir, apresenta-se a síntese desses estudos.
Quadro 1 – Descrição metodológica dos estudos incluídos nesta revisão.
| Estudo | Produção/ano | Tipo de estudo | Objetivos | Metodologia | Resultados |
| M SIM et al., 2019. | Artigo, 2019. | Estudo de coorte prospectivo | O propósito foi cotejar o proveito clínico de quatro classificações de sarcopenia na antecipação de internações hospitalares decorrentes de acidentes de queda ao longo de um período de 9,5 anos, em senhoras australianas mais velhas. | Quatro classificações de sarcopenia (FNIH, EWGSOP, e duas modificadas para a população australiana) foram avaliadas em 903 mulheres caucasianas idosas. Os componentes foram medidos por força de preensão, tempo de levantar e caminhar (TUG) e massa magra apendicular (DXA). As admissões hospitalares por acidentes de queda foram obtidas por dados conectados. | As tipificações atuais de sarcopenia não se relacionaram com uma ampliação no perigo de internação por quedas. Contudo, as aferições de potência muscular e de desempenho físico (mas não a massa magra) demonstraram potencial para diferenciar o risco de internação devido a acidentes de queda. |
| C BEAUDART et al., 2015. | Artigo, 2015. | Estudo Transversal | O propósito deste exame foi estimar a frequência da sarcopenia, utilizando o protocolo EWGSOP, e identificar os atributos clínicos vinculados a essa condição geriátrica em idosos que vivem na comunidade. | Aplicou-se a definição EWGSOP para diagnosticar sarcopenia em 534 participantes (65 anos ou mais). A massa muscular foi medida por DXA, a força por dinamômetro e o desempenho físico pelo teste SPPB. Dados sociodemográficos e clínicos extensos foram coligidos. | A frequência geral de sarcopenia foi de 13,7%. Indivíduos com sarcopenia demonstravam qualidade de vida física inferior, maior perigo de acidentes de queda, mais debilidade (fragilidade), maior cansaço, e menor gordura corporal. As mulheres com sarcopenia apresentavam mais inaptidão para tarefas domésticas. |
| GADELHA et al., 2018. | Artigo, 2018. | Estudo prospectivo. | A finalidade foi mensurar a conexão entre diversas gradações da sarcopenia e a ocorrência de acidentes de queda ao longo de um ano e meio em senhoras de idade que vivem na comunidade. | Duzentas e quarenta e seis senhoras foram submetidas a exames de composição corporal (DXA), torque muscular (extensores do joelho) e avaliação de desempenho (Timed Up-and-Go). As classificações de sarcopenia (não sarcopenia, pré-sarcopenia, sarcopenia e sarcopenia grave) seguiram o EWGSOP. As quedas foram acompanhadas por ligações telefônicas ao longo de 18 meses. Usaram-se regressões de Cox. | A proporção de indivíduos que caíram cresceu progressivamente em concordância com a severidade da sarcopenia. A sarcopenia grave demonstrou uma relação constante com um maior perigo de quedas (razão de risco: 3,843), mesmo após ajuste por múltiplos fatores. Tais achados sugerem que a classificação da sarcopenia tem relevância clínica. |
| YANG et al., 2019. | Artigo, 2019. | Estudo observacional. | O desígnio foi contrastar os poderes de previsão da sarcopenia, categorizada pelo EWGSOP e pela versão renovada (EWGSOP2), para a ocorrência de acidentes de queda e admissão hospitalar em indivíduos de idade que vivem na sociedade. | Trezentos e oitenta e quatro participantes foram incluídos. A sarcopenia foi rotulada pelas definições EWGSOP e EWGSOP2, além de versões adaptadas (“modificadas”) dessas definições usando valores específicos da coorte. Os participantes foram seguidos para o surgimento de quedas e internações hospitalares. Foram utilizadas Razões de Risco (HR) para as associações. | A sarcopenia categorizada pelo EWGSOP2 (incluindo a versão adaptada) mostrou ser mais sensível para antecipar tanto a ocorrência de quedas quanto a de internação hospitalar (apenas a versão adaptada), quando confrontada com a definição EWGSOP original. |
| NGUYEN et al., 2024. | Artigo, 2024. | Análise transversal | O propósito foi investigar a influência da diminuição de tecido muscular na aptidão musculoesquelética, nas probabilidades de acidentes de queda e fraturas, e nas atividades quotidianas (AVD) de pessoas idosas que já possuem osteoporose. | Estudo comparativo, pareado por idade e sexo, de 250 pacientes (≥ 50 anos) divididos em três grupos: só osteoporose (100), osteosarcopenia (100) e controle (50). Foram avaliadas características basais, saúde óssea/muscular, e perigos de quedas e fraturas (escalas STRATIFY e FRAX). As AVD foram aferidas pelo Índice de Barthel. | O grupo com osteosarcopenia exibia deterioração óssea e muscular mais acentuada, maiores perigos de fraturas (quadril e graves) e quedas, além de uma diminuição notável nas AVD em relação aos outros grupos. Mulheres foram mais afetadas. Diminuição da velocidade de caminhada e alta pontuação STRATIFY predizem a redução nas AVD. |
| SCOTT et al., 2019. | Artigo, 2019. | Projeto de coorte | A finalidade foi determinar se a presença simultânea de osteopenia/osteoporose e sarcopenia (denominada osteosarcopenia) confere um perigo mais elevado de acidentes de queda e fraturas em indivíduos do sexo masculino mais velhos, comparado à ocorrência singular de cada condição. | Mil, quinhentos e setenta e cinco homens foram avaliados quanto à massa magra apendicular e densidade óssea (DXA), força de preensão e velocidade de marcha. A osteopenia/osteoporose e a sarcopenia foram definidas pelos critérios EWGSOP. Os participantes foram acompanhados por 2 anos para quedas e 6 ± 2 anos para fraturas (confirmadas por relatórios radiológicos). | Homens com osteosarcopenia exibiram um perigo significativamente maior de quedas e fraturas em comparação com aqueles sem nenhuma condição. No entanto, o risco de acidentes de queda e fraturas não foi diferente para a osteosarcopenia em relação a ter apenas osteopenia/osteoporose ou apenas sarcopenia. A união das condições não se mostrou um fator de risco aditivo. |
| SHIM et al., 2025. | Artigo, 2025. | Estudo longitudinal | O desígnio foi examinar a frequência da sarcopenia (e da sarcopenia funcional) e sua ligação com consequências negativas para a saúde, como acidentes de queda, restrição de movimentação e óbito, em indivíduos idosos, utilizando as novas normas do KWGS. | Uso de informações de 594 coreanos (65 anos ou mais). As definições de sarcopenia e sarcopenia funcional foram baseadas no KWGS. As correlações com os riscos de acidentes de queda, restrição de movimentação e mortalidade foram apuradas por meio de regressão logística e de risco proporcional de Cox. | A sarcopenia funcional mostrou ser uma condição comum e se correlacionou com maiores perigos de restrição de movimentação e mortalidade. A sarcopenia em geral também esteve vinculada a quedas, restrição de movimentação e mortalidade. Esses resultados endossam a importância clínica da sarcopenia funcional. |
| SCHAAP, SCHOOR e VISSER, 2018. | Artigo, 2018. | Estudo Longitudinal | A finalidade foi investigar a ligação da sarcopenia, tal como definida pelo EWGSOP e FNIH, e seus atributos básicos, com a ocorrência de acidentes de queda e a incidência de fraturas que se repetem. | Aferição dos elementos da sarcopenia (massa magra por DXA, força de preensão, e velocidade de caminhada) em 498 participantes (homens e mulheres) idosos. Dados sobre acidentes de queda (seguimento de 3 anos) e fraturas (seguimento de 10 anos) foram reunidos. Foram utilizadas análises de regressão de Cox, com ajustes para idade, gênero e teor de gordura corporal. | A sarcopenia, conforme a definição da FNIH, associou-se a um perigo duplicado de acidentes de queda recorrentes. No exame dos elementos isolados, apenas a potência de preensão diminuída teve ligação com a ocorrência de quedas que se repetem. Não se encontraram vínculos entre sarcopenia (por ambas as classificações) e a incidência de fraturas. |
| CHAO et al., 2025. | Artigo, 2025. | Estudo de coorte longitudinal | A finalidade desta investigação foi examinar o perigo de acidentes de queda ao longo do tempo em diferentes estágios da saúde dos músculos (dinapenia, pré-sarcopenia, sarcopenia) em indivíduos idosos que vivem em seu meio social. | Inscrição de participantes (65 anos ou mais) que residem na comunidade, com aferições anuais de força de preensão, velocidade de caminhada e massa muscular esquelética, entre 2015 e 2023. As categorias de saúde muscular foram definidas (dinapenia, pré-sarcopenia, sarcopenia, robusto). Foram utilizadas análises de regressão de Kaplan-Meier e Cox para comparar o perigo de queda. | Indivíduos de idade avançada com dinapenia (função muscular comprometida, mas massa preservada) exibiram o maior perigo de queda (HR ajustado = 2,10), superior ao grupo com sarcopenia. Mulheres dinapênicas com múltiplos fatores de risco (como doença coronariana e artrite) apresentaram um perigo ainda mais acentuado de queda. |
| OZTURK et al., 2020. | Artigo, 2020. | Estudo retrospectivo e de corte transversal. | A finalidade foi investigar a taxa de ocorrência do receio de cair (FOF) e sua conexão com aptidão física, capacidade funcional, debilidade, perda muscular e diversas outras condições geriátricas em pessoas idosas que habitam em seu meio social. | Avaliação de 1.021 indivíduos de idade avançada (acima de 60 anos) em um centro geriátrico ambulatorial. Foram usados questionários simples para quedas e FOF, SARC-F e força de preensão (EWGSOP2) para sarcopenia. O desempenho físico e a funcionalidade foram medidos por TUG, UGS e escalas de Katz e Lawton-Brody. A ansiedade foi rastreada pela escala GAD-7. | A taxa de ocorrência do FOF foi de 44,6%. O gênero feminino, a preocupação excessiva (ansiedade) e a restrição nas Atividades da Vida Diária (AVD) foram identificados como fatores ligados ao FOF de forma independente. O receio de cair é comum e correlacionado com ansiedade e limitações funcionais. |
| KILAITE et al., 2025. | Artigo, 2025. | Estudo de corte transversal. | O propósito foi mensurar a correlação entre acidentes de queda e a agilidade psicomotora (rapidez de reação e frequência de movimentos) em indivíduos de idade avançada que manifestam perda muscular e debilidade. | Avaliação de 204 participantes com média de idade de 83 anos. Foi questionada a ocorrência de quedas no ano antecedente. A agilidade psicomotora foi aferida por tempo de reação e frequência de movimento. As condições de sarcopenia (critérios EWGSOP2) e fragilidade (critérios de Fried) foram confirmadas. Foram usadas correlações e análise de regressão logística. | Uma agilidade psicomotora reduzida, em especial o tempo de reação, relaciona-se com um perigo mais elevado de acidentes de queda em idosos com perda muscular e debilidade, sobretudo entre as mulheres. Um acréscimo no tempo de reação se correlacionou com um risco de queda 1,5% maior nos participantes sarcopênicos. |
| KAO et al., 2021. | Artigo, 2021. | Estudo de corte transversal | A finalidade foi cotejar os perfis desfavoráveis entre as classificações de função e massa muscular (dinapenia, pré-sarcopenia e sarcopenia) e investigar a influência do acúmulo de gordura corporal (adiposidade) em desfechos negativos para a saúde, como acidentes de queda e síndrome metabólica. | Recrutamento de 765 idosos da comunidade para aferir a potência de preensão e a velocidade de caminhada. A composição corporal foi determinada por impedância bioelétrica. Foram avaliadas as ligações entre diversas métricas de obesidade, síndrome metabólica (SM) e acidentes de queda entre os diferentes agrupamentos musculares. | O agrupamento com dinapenia (função ruim/massa preservada) exibiu os perfis metabólicos e de gordura corporal mais desfavoráveis e o perigo mais elevado de SM (RC = 5,79) e acidentes de queda (RC = 3,11). O excesso de gordura corporal, sem vínculo com a massa muscular, é significativo para o enfraquecimento da função muscular em pessoas idosas. |
| VIANA et al., 2022. | Artigo, 2022. | Estudo quase-experimental | O propósito foi verificar a eficácia de uma rotina de exercícios resistidos que progridem na massa muscular e na condição de debilidade em senhoras de idade que sofrem de perda muscular. | Dezoito mulheres com sarcopenia (65 anos ou mais, moradoras da comunidade) participaram de uma intervenção de treinamento resistido progressivo baseada em 75% da repetição máxima. A rotina foi aplicada 3 vezes por semana, por um total de 12 semanas. | A intervenção resultou em uma redução na condição de debilidade e um aumento na massa muscular ($p=0,01$). Houve uma melhora na função e a proporção de mulheres consideradas “robustas” duplicou ($p=0,01$), sugerindo que o exercício resistido é uma ótima estratégia preventiva para debilidade e sarcopenia. |
| SAMPAIO et al., 2017 | Artigo, 2017. | Estudo de corte transversal | O desígnio foi determinar valores de referência (pontos de corte) para a massa muscular apendicular e a potência de preensão manual em relação ao receio de cair em pessoas de idade avançada no Brasil. | Quinhentos e setenta e oito idosos foram submetidos a exames morfológicos e funcionais, e foram inquiridos sobre quedas pretéritas e receio de cair. Curvas ROC foram empregadas para achar os valores de corte para a massa muscular esquelética apendicular (ASM) e a força de preensão manual, ajustados de diferentes formas. | Foram estabelecidos valores de corte para a massa muscular apendicular (ASM) ajustada pelo índice de massa corporal (IMC) e para a força de preensão (tanto absoluta quanto relativa) em relação ao receio de cair, com diferenças entre os gêneros. Recomenda-se o uso da ASM corrigida pelo IMC e a escolha entre as métricas de força de preensão conforme o propósito da avaliação. |
Entre os 14 estudos incluídos, maior parte das amostras era composta por mulheres e os critérios mais utilizados para o diagnóstico da sarcopenia foram os propostos pelo European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP) e sua versão atualizada (EWGSOP2). As medidas mais empregadas nos estudos incluíram força de preensão manual, velocidade de marcha, teste Timed Up and Go (TUG) e composição corporal por absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA).
Em relação à frequência da sarcopenia, (BEAUDART et al., 2015) identificaram uma prevalência de 13,7% entre 534 idosos avaliados. (SHIM et al., 2025) e (CHAO et al., 2025) destacaram uma alta frequência de sarcopenia funcional e dinapenia, condições em que a perda de força se mostra mais relevante do que a perda de massa muscular isolada. Estudos como (GADELHA et al., 2018) e (YANG et al., 2019) reforçam que a aplicação dos critérios do EWGSOP2 proporciona melhor sensibilidade na predição de quedas, quando comparada à versão anterior.
A correlação entre sarcopenia e quedas foi observada em 11 estudos analisados. (GADELHA et al., 2018) evidenciaram que a gravidade da sarcopenia se relaciona diretamente com o risco de queda, sendo que indivíduos com sarcopenia grave apresentaram um risco 3,84 vezes maior de cair em comparação com aqueles sem a condição. (YANG et al., 2019) também identificaram que a sarcopenia classificada pelo EWGSOP2 foi mais eficaz para prever quedas e internações hospitalares. De modo semelhante, (SCHAAP, SCHOOR E VISSER 2018) observaram que a sarcopenia, conforme os critérios da FNIH, esteve associada a um risco duplicado de quedas recorrentes. (SCOTT et al., 2019) e (NGUYEN et al., 2024) verificaram que a combinação entre osteopenia/osteoporose e sarcopenia (osteosarcopenia) elevou significativamente o risco de quedas e fraturas, principalmente entre mulheres idosas.
Outros estudos também confirmaram essa associação. (KAO et al., 2021) relataram que indivíduos com dinapenia apresentaram um risco 3,11 vezes maior de quedas, enquanto (KILAITE et al., 2025) constataram que a redução da agilidade psicomotora, medida pelo tempo de reação, aumentou o risco de quedas em 1,5% entre idosos sarcopênicos. (CHAO et al., 2025) reforçaram que a dinapenia representa um risco mais elevado de quedas (HR = 2,10) do que a própria sarcopenia. (SHIM et al., 2025) acrescentaram que tanto a sarcopenia quanto a sarcopenia funcional se associaram não apenas a quedas, mas também a restrição de mobilidade e mortalidade. Já (M. SIM et al., 2019) observaram que, embora a massa magra isoladamente não tenha se relacionado com quedas, a força muscular e o desempenho físico mostraram-se bons preditores do risco de internações decorrentes dessas ocorrências. De forma complementar, (BEAUDART et al., 2015) destacaram que idosos com sarcopenia apresentaram maior risco e medo de cair, o que reforça o impacto funcional e psicológico da condição.
Além da análise observacional, alguns estudos avaliaram estratégias de prevenção. (VIANA et al. 2022) demonstraram que um programa de exercícios resistidos, realizado três vezes por semana durante doze semanas, promoveu aumento da massa muscular, melhora da função e redução da debilidade em mulheres idosas, evidenciando o potencial do treinamento resistido como medida preventiva para quedas. (SAMPAIO et al., 2017), por sua vez, estabeleceram valores de corte para a massa muscular apendicular e força de preensão manual relacionados ao receio de cair, contribuindo para a identificação precoce de indivíduos em risco.
De modo geral, os resultados convergem para a constatação de que a sarcopenia, especialmente em sua forma funcional, é um fator de risco independente para quedas em idosos. A força muscular, particularmente a medida por preensão manual, e o desempenho físico demonstram maior capacidade preditiva do que a massa muscular isoladamente. As mulheres idosas se mostraram mais vulneráveis à ocorrência de sarcopenia e quedas, e os modelos que integram múltiplos componentes como a força, a massa e o desempenho físico explicam melhor o risco do que aqueles que consideram apenas um fator isolado. Assim, a literatura reforça a importância de avaliar e intervir precocemente na função muscular como estratégia essencial para a prevenção de quedas e de suas consequências entre idosos.
6. DISCUSSÃO
Os estudos incluídos na revisão apresentam heterogeneidade metodológica notável, tanto em termos de desenho (coortes prospectivas, estudos longitudinais, transversais e quase-experimentais) quanto nas definições e medidas de sarcopenia adotadas (EWGSOP, EWGSOP2, FNIH, KWGS e definições adaptadas às coortes locais). A maioria empregou medidas objetivas para avaliar os componentes da sarcopenia massa magra por DXA ou impedância, força de preensão manual por dinamômetro e desempenho funcional por testes como TUG ou velocidade de marcha o que fortalece a validade interna dos achados, embora complica a comparação direta entre estudos devido a pontos de corte e critérios diagnósticos distintos.
Em relação ao desfecho “quedas” e suas consequências (internações por queda e fraturas), emergem três achados consistentes. Primeiro, a função muscular (força e desempenho) mostrou-se, em diversas coortes, preditora mais robusta de quedas do que a massa magra isoladamente, por exemplo, medidas de potência e desempenho distinguiram risco de internação por queda quando a massa não o fez. Segundo, quando comparadas definições, versões atualizadas ou adaptadas (p.ex. EWGSOP2 ou critérios locais) tendem a apresentar maior sensibilidade para predizer quedas e hospitalizações do que definições mais antigas. Terceiro, categorias que priorizam prejuízo funcional (dinapenia/ sarcopenia funcional) frequentemente apontam para riscos de queda tão elevados ou maiores do que a simples presença de baixa massa muscular.
Alguns estudos reportaram magnitude do efeito que merece destaque clínico. (GADELHA et al., 2018) observaram que a sarcopenia grave associou-se a um aumento substancial do risco de quedas (razão de risco ≈ 3,84) mesmo após ajuste por covariáveis, indicando que a severidade da perda muscular tem valor preditivo independente. Em outra investigação longitudinal, indivíduos classificados como dinapênicos exibiram risco ajustado de queda superior ao grupo sarcopênico (HR ajustado = 2,10), sugerindo que o comprometimento funcional pode ser mais crítico do que a massa em si. A definição FNIH foi associada, em coorte longitudinal, a um risco duplicado de quedas recorrentes, reforçando que diferentes critérios alteram tanto prevalência quanto associação com desfechos.
A revisão também evidenciou desfechos correlatos relevantes: receio de cair (fear of falling), redução da capacidade para atividades de vida diária (AVD) e maior probabilidade de fraturas em subgrupos com osteosarcopenia. Estudos transversais e de coorte mostraram prevalência elevada de receio de cair e sua associação com fragilidade, ansiedade e limitações funcionais; paralelamente, coortes que analisaram a condição combinada de osso e músculo (osteosarcopenia) reportaram piora simultânea da massa óssea e muscular, maior risco de fraturas e pior performance nas AVD, com impacto mais pronunciado entre mulheres. Esses achados indicam que a avaliação integrada osso-músculo é clinicamente útil para estratificação de risco.
Quanto a intervenções e implicações práticas, a evidência disponível, ainda que limitada em número de ensaios, aponta que programas de resistência progressiva promovem ganhos significativos de massa e função muscular, redução da condição de debilidade e melhora na proporção de indivíduos classificados como “robustos” após 12 semanas de treino. Esses resultados sustentam recomendações para que estratégias de prevenção e reabilitação priorizem treinamento de força e medidas funcionais (força e desempenho) mais do que avaliações baseadas exclusivamente em massa magra.
Por fim, a síntese evidencia lacunas metodológicas que orientam futuras pesquisas: necessidade de padronização de pontos de corte (especialmente entre populações distintas), maior número de ensaios randomizados que avaliem efeitos de intervenções sobre quedas e fraturas, e estudos com seguimento prolongado que permitam examinar desfechos clínicos duros (hospitalização por queda, fraturas radiologicamente confirmadas e mortalidade). Além disso, a recorrente superioridade preditiva de medidas funcionais sugere que instrumentos simples (força de preensão, velocidade de marcha, TUG) deveriam fazer parte rotineira das avaliações geriátricas e protocolos de triagem em serviços de atenção primária e reabilitação.
7. CONCLUSÃO
A presente revisão sistemática permitiu identificar e sintetizar evidências científicas consistentes sobre a correlação entre sarcopenia e risco de quedas em idosos. Os estudos analisados demonstraram, de forma convergente, que a sarcopenia sobretudo em suas manifestações funcionais, caracterizadas pela redução da força e do desempenho muscular constitui um fator de risco independente e significativo para quedas, fraturas, hospitalizações e declínio funcional.
Observou-se que a força muscular e o desempenho físico apresentaram maior capacidade preditiva para quedas do que a massa muscular isolada, reforçando que a avaliação clínica da sarcopenia deve priorizar medidas funcionais, como a força de preensão manual, a velocidade de marcha e o teste Timed Up and Go (TUG). Além disso, definições diagnósticas atualizadas, como o EWGSOP2, mostraram-se mais sensíveis para detectar idosos em risco, quando comparadas às versões anteriores.
A análise integrada dos estudos evidenciou ainda que mulheres idosas, especialmente aquelas com condições associadas como osteosarcopenia, apresentam maior vulnerabilidade às quedas e às consequências funcionais e psicológicas da perda muscular, incluindo o medo de cair e a limitação nas atividades de vida diária. Essas condições, quando não identificadas precocemente, contribuem para um ciclo progressivo de inatividade, fragilidade e perda de autonomia.
Por outro lado, os achados de intervenções baseadas em exercícios resistidos progressivos confirmam o potencial de reversibilidade da sarcopenia. Programas estruturados de treinamento de força foram capazes de aumentar a massa muscular, melhorar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas, demonstrando que a prevenção e o tratamento da sarcopenia são estratégias viáveis e eficazes dentro da fisioterapia geriátrica.
Diante dessas evidências, conclui-se que a avaliação sistemática da função muscular deve ser incorporada às práticas clínicas e preventivas voltadas à população idosa, uma vez que representa ferramenta fundamental para o rastreamento de risco e para a promoção do envelhecimento saudável. Recomenda-se, ainda, o desenvolvimento de protocolos padronizados para diagnóstico e acompanhamento da sarcopenia, bem como a realização de novos ensaios clínicos com amostras amplas e seguimento prolongado, a fim de fortalecer a base de evidências sobre a efetividade das intervenções na redução de quedas e suas complicações.
Assim, este estudo reafirma a importância de compreender a sarcopenia não apenas como uma perda muscular associada ao envelhecimento, mas como uma síndrome multifatorial que compromete a funcionalidade, a segurança e a qualidade de vida do idoso e cuja identificação precoce e abordagem terapêutica representam pilares essenciais para a prevenção de quedas e a promoção de um envelhecimento mais ativo e independente.
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1Graduanda do curso de Fisioterapia na Descomplica UniAmérica Centro Universitário, em Foz do Iguaçu, Paraná, e-mails: darlinmumbach18@gmail.com; lordanivitoria@gmail.com
2Mestre, Docente do curso de Fisioterapia na Descomplica UniAmérica Centro Universitário, em Foz do Iguaçu, Paraná, e-mails: ricardoazuma@descomplica.com.br; lara.moreira@descomplica.com.br
