CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE UM SERVIÇO DE EMERGÊNCIA SOBRE MANEJO DA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512161242


Antônio Patrick da Silva Tota Pinto1
Tiago Sousa de Melo1
Ana Beatriz da Costa Uchoa2
Danielly Lira Bastos1
Ana Jéssica Silva Damasceno1
Ana Sarah Laurindo Pinto1
Francisca Eduarda Ferreira Souza1
Paulo Vitor Ferreira e Vasconcelos1
Ana Caroline de Melo Cavalcante1
Pedro Jonathan Sousa Araújo1


RESUMO

A ventilação mecânica não invasiva (VNI) consiste no fornecimento de suporte ventilatório sem a utilização de uma via aérea artificial invasiva. Seu uso é frequente em setores de emergência e em unidades de terapia intensiva (UTI), exigindo conhecimento adequado por parte das equipes assistenciais. O objetivo deste artigo foi avaliar o nível de conhecimento dos profissionais sobre o manejo da VNI nos setores de emergência e UTI de um hospital. As informações foram coletadas por meio de um questionário eletrônico respondido por profissionais das áreas de medicina, enfermagem e fisioterapia, e posteriormente analisadas em programas estatísticos. A amostra foi composta por 29 participantes. A maioria dos profissionais relatou não ter recebido capacitação sobre VNI durante a formação acadêmica ou no serviço. Fisioterapeutas e médicos demonstraram 100% de segurança em substituir a VNI por ventilação mecânica invasiva (VMI) quando necessário. Observou-se que a máscara não reinalante, embora não seja indicada como interface para VNI, foi assinalada por 6,9% dos participantes, e o fortalecimento da musculatura respiratória foi citado como um benefício da técnica por 27,6% deles, indicando lacunas de conhecimento. O estudo também evidenciou o interesse dos profissionais em participar de atualizações e cursos sobre o tema, especialmente por meio de educação permanente com metodologias ativas.

Palavras chave: Urgência; Ventilação Mecânica; Equipe Multiprofissional

ABSTRACT

Noninvasive mechanical ventilation (NIV) consists of providing ventilatory support without the use of an invasive artificial airway. Its use is common in emergency departments and intensive care units (ICUs), requiring adequate knowledge from healthcare teams. The aim of this study was to assess the level of knowledge among professionals regarding the management of NIV in the emergency and ICU settings of a hospital. Data were collected through an electronic questionnaire completed by physicians, nurses, and physical therapists, and subsequently analyzed using statistical software. The sample consisted of 29 participants. Most professionals reported not having received training on NIV during their academic education or within their workplace. Physical therapists and physicians reported feeling 100% confident in replacing NIV with invasive mechanical ventilation (IMV) when necessary. It was observed that the non-rebreather mask, although not recommended as an interface for NIV, was selected by 6.9% of participants, and respiratory muscle strengthening was cited as a benefit of the technique by 27.6%, indicating knowledge gaps. The study also highlighted the professionals’ interest in participating in updates and training on the topic, particularly through continuing education programs with active-learning methodologies.

Keywords: Emergencies; Respiration; Patient Care Team

1. INTRODUÇÃO

A ventilação mecânica (VM) é a substituição parcial ou total do drive responsável pelos ciclos respiratórios, por meio da oferta de pressão positiva e volume de ar com a finalidade de manter as trocas gasosas e ventilação alveolar. A sua utilização é amplamente recomendada para o tratamento de falências respiratórias, insuficiência respiratória aguda (IRpA) e traumas cardiorrespiratórios sendo, portanto, uma ferramenta crucial utilizada no cenário hospitalar (Lobato et al., 2024).  

Utilizada, em geral, nos serviços de atenção terciária, existem dois modos de oferta da VM: a ventilação mecânica invasiva (VMI) e a não invasiva (VNI). A VNI é definida como o fornecimento de assistência ventilatória sem o uso de uma via aérea artificial invasiva. Sua principal vantagem é evitar complicações associadas à intubação e à VMI, visto que deixa as vias aéreas superiores intactas, preserva as defesas das vias aéreas e, durante os intervalos, permite que os pacientes comam, vocalizem normalmente e expectorem secreções (AMIB e SBPT, 2024).  

A escolha a favor da VNI é baseada pelas especificidades que a patologia ou condição do paciente exige, gravidade da doença a ser tratada e o estado geral do paciente (EG) (Santos; Rodrigues, 2021), sendo assim, possui suas indicações e contraindicações próprias. O seu uso também se estende ao desmame da VMI. Conhecida como VNI facilitadora, a pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) ou via dois níveis de pressões (BILEVEL) é recomendada no desmame da VMI de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que falharam no teste de respiração espontânea (TRE), visando diminuição do tempo de VM e de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (Santos et al., 2024).

A VNI é mais comumente iniciada nos setores de emergência, unidades de terapia intensiva (UTI) e unidades especializadas em cuidados respiratórios. Independente do setor, o suporte deve ser fornecido por equipe especializada e experiente, sendo essencial para o conforto do paciente, uso adequado da interface, acompanhamento e ajuste do tratamento (Hyzy; Choi, 2025). 

Os Serviços de Urgência e Emergência (SUE) demandam respostas rápidas e coordenadas, devido aos mais variados e complexos pacientes que buscam a porta de entrada para os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, a presença de uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e outras especialidades está intimamente relacionada a uma melhor assistência a este público, desde que disponham de uma colaboração bem ordenada, variada e interligada dos profissionais (Callou et al., 2019).

O conhecimento da equipe multidisciplinar atuante nos SUEs é crucial para o sucesso da terapêutica, desde a instalação, escolha da interface, avaliação de sucesso da terapêutica até a monitorização do paciente, a equipe precisa estar familiarizada e alinhada para a tomada de decisão assertiva (Barbas et al., 2014). O objetivo deste estudo, portanto, é avaliar o nível de conhecimento dos profissionais de um serviço de emergência sobre manejo da ventilação não invasiva.

2. METODOLOGIA

Trata-se de um estudo descritivo-analítico, quantitativo e transversal realizado a partir da coleta de dados no setor de emergência do Hospital-Escola Santa Casa de Misericórdia de Sobral (SCMS), mais especificamente nos setores: eixo vermelho e UTI da emergência. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da SCMS no número o parecer CAAE: 89378025.9.0000.8109.

O Instrumento de Coleta da Pesquisa (ICP) foi disponibilizado através de QR-code e links em aplicativos de mensagens e teve sua composição pensada em duas partes: a primeira, um questionário contendo 7 (sete) perguntas sobre aspectos sociodemográficos dos profissionais. A segunda parte contém 8 (oito) perguntas de múltipla escolha sobre a temática, como: questionamentos sobre algumas das indicações e contraindicações, escolha de interfaces para a aplicação, ferramentas para avaliação do sucesso da terapia e sua aplicação na rotina dos entrevistados, benefícios, autopercepção da segurança dos profissionais sobre a indicação da VMI e quais temas seriam importantes em uma educação permanente sobre VNI.

Foram incluídos profissionais médicos, enfermeiros e fisioterapeutas com experiência clínica comprovada, atuando em cenário de prática há, pelo menos, 6 meses e atuantes em serviços de urgência e emergência também há, pelo menos, 6 meses e que tenham preenchido o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Já a exclusão ocorreu em formulários com alguma resposta em branco ou que o profissional não se encaixasse no perfil profissional exigido. 

Após a coleta de dados via forms, foram extraídos os dados no aplicativo Microsoft Excel®, transcritos em sequências numéricas para serem inseridos e tratados no próprio Excel® e no programa estatístico JAMOVI, a fim de identificar média, desvio padrão, frequência relativa e porcentagem. O teste qui-quadrado foi utilizado para identificar a relação entre tabelas cruzadas e o valor de significância de p = 0,05 para todos os testes utilizados.

3. RESULTADOS

Após o período de coleta, ao todo, foram recebidas 31 respostas no formulário. Contudo, 1 profissional sinalizou como campo de atuação recente o setor de imagem do hospital e outro a UTI 2, portanto tiveram suas respostas desconsideradas da amostra. Restaram 29 participantes para compor a amostra deste artigo, divididos em 18 enfermeiros (62,1 %), 7 fisioterapeutas (24,1%) e 4 médicos (13,8%). O tempo de formação (gráfico 1) dos participantes também foi mensurado pelo ICP – socioeconômico, tendo variação desde 1 ano de formação até mais de 10 anos de formado, além dos setores de atuação nos últimos 3 meses (gráfico 2). Por fim, a maioria dos participantes apontou a falta de cursos que abordassem a VNI (quadro 1) na sua formação, assim como a falta de acesso a treinamentos e aprimoramentos sobre o tema no serviço atuante (quadro 2).

Gráfico 1: Tempo de formado por quantidade de professores.

Fonte: Produzido pelos autores.

Gráfico 2: Setores de atuação.

Fonte: Produzido pelos autores via forms

Quadro 1: Contato com o assunto na formação.

 Já fez algum curso
que abordasse a VNI
  
Formação acadêmica:NÃOSIM          TotalValor P
Fisioterapeuta167  0,011
Médico (a)314
Enfermeiro(a)14418
Total18(62,1%)11(37,9%)29(100%)

Fonte: Produzido pelos autores via JAMOVI.

Quadro 2: Contato com o assunto no serviço.

 No atual serviço, você já participou de algum treinamento, aprimoramento ou educação permanente sobre VNI:  
Formação
academia:
NÃOSIMTotalValor P
Fisioterapeuta4370,31
Médico (a)404
Enfermeiro13518
Total21(72,4%)8(27,6%)29(100%)

Fonte: Produzido pelos autores via JAMOVI.

Pouco mais de 89% dos participantes apontaram a exacerbação da DPOC com hipercapnia (acúmulo excessivo de dióxido de carbono) e acidemia (diminuição do PH por desequilíbrio ácido-básico) como a principal indicação da VNI (gráfico 3), ao passo que a incapacidade de manejar secreções e alto risco de aspiração foi a menos marcada. Já como principal contraindicação se destaca a Parada Cardiorrespiratória (PCR) e a menos citada a exacerbação de DPOC com hipercapnia e acidemia (gráfico 4).

Gráfico 3: Indicações para o uso da VNI

Fonte: Produzido pelos autores via forms.

Gráfico 4: Contraindicações para o uso da VNI.

Fonte: Produzido pelos autores via forms

A máscara Full Face/facial total foi a interface mais sinalizada pelos profissionais quando questionada sobre sua indicação. Contudo, a máscara não reinalante (dispositivo de oxigenioterapia) chegou a ser marcada por 2 participantes (6,9% das respostas) (gráfico 5).

Gráfico 5: Interfaces para VNI.

Fonte: Produzido pelos autores via forms.

Sobre a avaliação do sucesso e insucesso da terapia, o Escore HACOR (Frequência Cardíaca, Acidose, Consciência, Oxigenação, Frequência respiratória (FR)) e o Índice ROX (SpO2 dividido pela Fração Inspirada de Oxigênio (FIO2) sobre a FR x 100) foram marcados por 89,7% e 34,5% das respostas, respectivamente (gráfico 6). Todavia, pouco mais da metade dos profissionais (55,2%) relataram que usam alguma das ferramentas de avaliação da VNI no serviço em que atuam.

Gráfico 6: Avaliação do sucesso ou falha da VNI.

Fonte: Produzido pelos autores via forms.

Acerca dos benefícios, a oferta de níveis de pressão positiva para aumentar o Volume Corrente (VC) e a diminuição do trabalho respiratório foram os benefícios da VNI mais marcados (72,4% e 55,3%, respectivamente). Mas, também é relevante notar que 27,6% dos profissionais indicaram o fortalecimento da musculatura respiratória como um benefício (Gráfico 7). Por fim, o autorrelato por categoria sobre ter segurança na identificação e substituição da terapia por ventilação mecânica invasiva foi de 86,2% com fisioterapeutas e médicos 100% seguros para a indicação de substituição de VNI por VMI (p = 0,242) (quadro 3).

Gráfico 7: Benefícios da VNI.

Fonte: Produzido pelos autores via forms

Quadro 3: Autoconfiança na substituição da VNI por VMI.

Você considera que consegue identificar rapidamente quando a VNI deve ser substituída por ventilação invasiva?Valor P
Formação acadêmica:NãoSimTotal0.242
Enfermeiro41418
Fisioterapeuta077
Médico044
Total4(13,8%)25(86,2%)29(100%)

Fonte: Produzido pelos autores via JAMOVI.

Em um balanço geral, dentre as categorias, apesar de não significativo o tamanho da amostra e valores de P (0.242), fisioterapeutas ou tiveram contato com o assunto em suas formações acadêmicas ou em educações permanentes (EP) e (quadro 1 e quadro 2), consequentemente, 100% dos fisioterapeutas se sentiam confiantes na avaliação e substituição da VNI por VMI.

4. DISCUSSÃO

A VNI já tem sua indicação bastante esclarecida na literatura e dentro do campo prático nos serviços de saúde, em especial os serviços de atendimento terciário e portas abertas para o SUS (Lobato et al., 2024). O formulário inteiro foi baseado nas orientações práticas em ventilação mecânica da Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB, atualizada em 2024 e também nas recomendações brasileiras de ventilação mecânica 2013 (partes I e II) considerando o efeito aprendizado após a publicação de 2024 até então recente (Rabb et al., 2018). 

A respeito das indicações para VNI (gráfico 3), a terapia é padrão ouro na reversão de Edemas Agudos de Pulmão (EAP), exacerbação da DPOC e de forma profilática na extubação de pacientes com alto risco de falha na extubação (Rochwerb et al., 2017). Contudo, Munshi et al. (2022) alertou sobre a VNI “curativa” em paciente com IRpA hipoxêmica grave pós extubação como contraindicação por falta de evidência, além de protelar a intubação orotraqueal aumentando risco de mortalidade do paciente (gráfico 4). 

Outrossim, a presença de pneumotórax não drenado é contraindicada para Cruz e Carvalho (2019), devido à pressão contra a parede brônquica exercida pela coleção de ar no espaço pleural e sem drenagem adequada, assim como uma PCR e o Escore de Coma de Glasgow menor que 8 pontos, são contraindicações absolutas para VNI reforçadas pela AMIB (2024).

Os profissionais foram assertivos na massiva indicação da máscara facial total, da máscara nasal e do capacete Helmet como interfaces para a aplicação de pressão positiva (Menga et al., 2023) (gráfico 5). Entretanto, a máscara não reinalante (6,9% das respostas) é um dispositivo de oferta de oxigênio com FIO2 entre 70 – 90% e, apesar de uma opção para pré oxigenação na intubação de emergência, não é geradora de peep ou parâmetros ventilatórios mecânicos capazes de favorecer a abertura alveolar ou aumento do fluxo inspiratório (Gibbs et al., 2024). 

A presença de protocolos de avaliação bem implantados permitem à VNI reduzir a taxa de intubação em até 50% a 60% em populações específicas (como pacientes com Exacerbação Aguda de DPOC ou EAP Cardiogênico) (Carvalho et al., 2007). O questionamento acerca dos métodos de avaliação do sucesso ou falha da VNI (gráfico 6) trouxe o índice de ROX como uma das opções, dentre outras alternativas, como escore HACOR, avaliação de horário de gasometrias arteriais e sinais de melhora ou piora do desconforto respiratório que realmente preveem o insucesso da terapia (AMIB e SBPT, 2024). 

Apesar de ter sido a segunda opção mais votada (34,5%), o indicador é fortemente encorajado na previsão do sucesso da oxigenoterapia por Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF) e não da VNI, sinalizando a necessidade de um alinhamento quanto às funções das ferramentas (Rocca et al., 2016). Tal dado vai ao encontro de outro, a porcentagem de apenas 55,2% (16) dos participantes que afirmaram utilizar algum dos métodos questionados em suas rotinas.

Os benefícios da VNI variam conforme a sua indicação, no EAP recruta unidades alveolares colapsadas ou cheias de fluido, melhorando a relação ventilação/perfusão; asmáticos e pacientes com DPOC têm diminuição do trabalho respiratório no geral e, quando bem indicada, evitar a intubação, deixa as vias aéreas superiores intactas e preserva as defesas das vias aéreas (AMIB e SBPT, 2024). Contudo, no gráfico 7, a utilização da VNI com intuito de fortalecimento da musculatura respiratória não é clara na literatura justamente pela capacidade de relaxamento da musculatura durante uma agudização de saúde por proporcionar delta pressório para assistir a musculatura outrora fatigada (O’driscoll et al., 2017).

Ademais, a autoconfiança na sugestão e/ou substituição da VNI por VMI dos profissionais se mostra satisfatória (86,2%). Contudo, o pouco contato com o assunto na graduação e pós graduação e/ou no serviço sinalizam um potencial cenário para educações permanentes mais interativas e com todas as categorias, aproximando as equipes do manuseio da terapia, podendo lançar mão de metodologias ativas de ensino na saúde, como a simulação de caso (Soares et al., 2023).

5. CONCLUSÃO

O presente estudo explorou o conhecimento e a prática clínica de enfermeiros, fisioterapeutas e médicos a respeito da Ventilação Não Invasiva (VNI), com foco em sua aplicação, avaliação e autoconfiança na tomada de decisão em um cenário hospitalar.

Fica claro, portanto, o reconhecimento de forma geral da equipe quanto às indicações, contraindicações e manejo geral da VNI e seus resultados esperados. Métodos e avaliação do sucesso da VNI, juntamente da implantação ou fomento de protocolos operacionais sobre o assunto, poderiam ser trabalhos por meio de EPs com metodologias ativas, sendo uma boa opção de interação e prática enquanto equipe. 

O “n” do estudo pode ter interferido na distribuição das respostas quando avaliadas cada categoria, servindo de possibilidade de objetivo de futuros estudos.

6. REFERÊNCIAS

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Antônio Patrick da Silva Tota Pinto
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Tiago Sousa de Melo
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Ana Beatriz da Costa Uchoa
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Danielly Lira Bastos
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Ana Sarah Laurindo Pinto
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Francisca Eduarda Ferreira Souza
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Paulo Vitor Ferreira e Vasconcelos
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