COMPORTAMENTO DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE UNIVERSITÁRIOS DE MEDICINA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA  

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202511100137


Gilberto Nucini Santos1
Ícaro Fernando Morais de Castro2
Ildemar Lucas Bandeira3
Chimene Kuhn Nobre4


RESUMO 

Introdução: A automedicação é a seleção e uso de medicamentos, por pessoas, para o tratamento de sintomas e/ou doenças que eles mesmos diagnosticaram ou que foram autodiagnosticados, sem consultar um profissional de saúde qualificado previamente. O uso indevido de medicações pode acarretar reações de hipersensibilidade, dependência, sangramento digestivo, sintomas de retirada e ainda aumentar o risco para determinadas neoplasias. Os grupos que mais aderem a automedicação encontram-se os idosos, adultos, crianças e adolescentes, profissionais da saúde e universitários. Objetivo: Analisar, perante a literatura, o comportamento de automedicação entre acadêmicos de medicina, identificando seus fatores associados, medicamentos mais utilizados e possíveis consequências para a saúde. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, seguindo seis etapas metodológicas: identificação do tema, busca na literatura, extração de dados, análise crítica, interpretação e apresentação dos resultados. Foram incluídos artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis nas bases MEDLINE, IBECS e LILACS, utilizando os descritores “Automedicação” and “Estudantes de Medicina”. Resultados: 14 artigos foram selecionados para compor a amostra do estudo, os quais evidenciaram que a prevalência de automedicação variou entre 71% e 85%, sendo mais comum em países em desenvolvimento. Os principais medicamentos utilizados foram analgésicos (paracetamol, ibuprofeno) e antibióticos (azitromicina, amoxicilina). Os fatores associados incluíram autoconfiança no conhecimento acadêmico, dificuldade de acesso a serviços de saúde, indicação de terceiros e pressão acadêmica. Conclusão: A automedicação é uma prática frequente e preocupante entre estudantes de medicina, a qual está atrelada a fatores individuais, acadêmicos e estruturais. Os resultados reforçam a necessidade de incluir na formação disciplinas voltadas para tal prática, promovendo o uso racional de medicamentos.  

Palavras-chave: Automedicação. Estudantes de medicina. Uso de medicamentos. 

ABSTRACT 

Introduction: Self-medication is the selection and use of medicines by individuals to treat symptoms and/or diseases that they themselves have diagnosed, or that have been self-diagnosed, without prior consultation with a qualified healthcare professional. The misuse of medications can lead to hypersensitivity reactions, dependence, gastrointestinal bleeding, withdrawal symptoms, and may also increase the risk for certain neoplasms. The groups that most frequently engage in self-medication include the elderly, adults, children and adolescents, healthcare professionals, and university students. Objective: To analyze, based on the literature, the self-medication behavior among medical students, identifying its associated factors, the most commonly used medications, and possible health consequences. Methods: An integrative literature review was conducted, following six methodological steps: identification of the topic, literature search, data extraction, critical analysis, interpretation, and presentation of results. Scientific articles published between 2020 and 2025, available in the MEDLINE, IBECS, and LILACS databases, were included, using the descriptors “Self-Medication” and “Medical Students”. Results: Fourteen articles were selected to compose the study sample, which showed that the prevalence of self-medication ranged from 71% to 85%, being more common in developing countries. The main medications used were analgesics (paracetamol, ibuprofen) and antibiotics (azithromycin, amoxicillin). Associated factors included self-confidence in academic knowledge, difficulty accessing healthcare services, recommendations from third parties, and academic pressure. Conclusion: Self-medication is a frequent and concerning practice among medical students, associated with individual, academic, and structural factors. The results highlight the need to include in medical education courses aimed at addressing this practice, promoting the rational use of medicines. 

Keywords: Self Medication. Students, Medical. Drug Utilization. 

1 INTRODUÇÃO 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a automedicação como a seleção e uso de medicamentos, por pessoas, para o tratamento de sintomas e/ou doenças que eles mesmos diagnosticaram ou que foram auto-diagnosticados, sem consultar um profissional de saúde qualificado previamente. No Brasil, estima-se que 35% das vendas totais de fármacos sejam voltadas para a automedicação, estando o país na quinta posição de países que mais consome medicamentos no mundo (Sereno; Silva; Silva, 2020). 

Apesar dos medicamentos consistirem como parte integrante da prestação de cuidados no âmbito da saúde, seu uso irracional reflete em um grande desafio para o sistema público de saúde, não apenas no contexto brasileiro, mas de forma global (Paula; Campos; Souza, 2021). Pode-se dizer que a automedicação está direta e indiretamente influenciada por fatores econômicos, culturais e políticos, sendo os maiores adeptos dessa prática, aqueles que dispõem de maior grau de informação, pois o acúmulo de conhecimento gera maior confiança naqueles que se automedicam (Medeiros; Araújo; Gomez, 2022). 

A utilização de um fármaco sem prescrição em conjunto com o esquema terapêutico escolhido pelo indivíduo pode resultar em uma subdose sem efeito até uma dose excessiva com efeitos tóxicos. Correlato a tal, há o risco ainda de haver interação medicamentosa, quando o indivíduo está fazendo uso de mais de um tipo de medicação ao mesmo tempo, corroborando para maiores riscos de Reações Adversas à Medicação (RAM) (Santos et al., 2022). 

No que concerne aos fatores que auxiliam na perpetuação da automedicação, pode citar a existência de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP), os quais como qualquer medicamento, possuem efeitos colaterais e riscos para interações medicamentosas, correspondendo a 65,5% dos medicamentos utilizados para automedicação. Outros fatores associados são: propagandas/marketing, conhecimento próprio sobre a medicação, indicação de amigos e familiares, dificuldade e demora para conseguir atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), falta de atenção do profissional médico quando há a consulta, e ainda, atendentes de farmácia que em prol do lucro, instiga o cliente a comprar medicações desnecessárias para aquele momento (Santos et al., 2022). 

O uso indevido de medicações pode acarretar reações de hipersensibilidade, dependência, sangramento digestivo, sintomas de retirada e ainda aumentar o risco para determinadas neoplasias. Como também, por colaborar no alívio momentâneo dos sintomas, pode haver uma doença de base que está sendo encoberta pela automedicação, o que resulta na progressão da doença sem o tratamento adequado (Medeiros; Araújo; Gomez, 2022). 

A literatura aborda que dentre os grupos que mais aderem a automedicação encontram-se os idosos, adultos, crianças e adolescentes, profissionais da saúde e universitários. No que concerne a este último grupo, tem-se que o conhecimento adquirido durante o curso de graduação pode influenciar tal prática. E se os universitários forem do âmbito da saúde, há um aumento de riscos para a ocorrência da automedicação, pois são indivíduos que possuem fácil acesso a medicamentos, possuem autoconfiança advinda do conhecimento teórico e prático adquirido durante o curso, bem como, são indivíduos que em decorrência da grade curricular ou até mesmo da pressão acadêmica, não possuem tempo para procurar assistência médica (Pereira Neto et al., 2023).  

Nesse contexto, nota-se a importância de realizar pesquisas voltadas para a temática, pois a prática de automedicação em estudantes universitários é atual e cada vez mais crescente, em especial, para acadêmicos de medicina. Assim, o presente estudo foi motivado com o intuito de se obter um panorama da automedicação entre acadêmicos do curso de medicina.  

A pesquisa procurou resolver o seguinte problema: Quais são os comportamentos e fatores associados à prática de automedicação entre estudantes de medicina no ambiente universitário, de acordo com a literatura científica? 

O objetivo geral da pesquisa foi analisar, perante a literatura, o comportamento de automedicação entre acadêmicos de medicina, identificando seus fatores associados, medicamentos mais utilizados e possíveis consequências para a saúde. Tendo como objetivos específicos: identificar os principais fatores associados à prática da automedicação entre estudantes de medicina; descrever os tipos de medicamentos mais frequentemente utilizados na automedicação pelos acadêmicos; e evidenciar os possíveis riscos associados à automedicação neste público. 

A pesquisa justifica-se pela necessidade de um olhar mais acurado sobre o tema. É notável que a automedicação é uma prática amplamente difundida na sociedade atual, a qual está diretamente relacionada com a busca por autonomia no cuidado da própria saúde, como também, à facilidade de acesso a medicamentos. Tal prática pode resultar em reações adversas, interações medicamentosas, atraso no diagnóstico correto, e aumento da resistência antimicrobiana, principalmente, quando realizada sem orientação profissional adequada. 

Os estudantes de medicina são um público que possui conhecimento suficiente sobre farmacologia e patologia, o que pode resultar em uma autoconfiança excessiva para realizar a automedicação, ou seja, usar medicamentos sem a prescrição devida. Diante disso, pode ocasionar a banalização da automedicação, especialmente, frente à rotina intensa e a pressão acadêmica. 

Desse modo, se faz necessário compreender como a automedicação se manifesta nesse grupo, pois é fundamental promover o uso racional de medicamentos e contribuir para a formação de profissionais mais conscientes e éticos, tendo em vista que mesmo depois de formados, tal prática pode perpetuar. Assim, esta pesquisa justifica-se pela necessidade de sistematizar as evidências acerca da automedicação entre estudantes de medicina, perante a literatura, identificando seus fatores associados, medicamentos mais utilizados e implicações para a saúde. 

2 MATERIAIS E MÉTODOS 

Trata-se de uma Revisão Integrativa de Literatura (RI), a qual consiste em uma metodologia que visa reunir e sintetizar os achados de pesquisas publicadas, possibilitando a coleta de dados teóricos e práticos de maneira sistemática e abrangente.  Esta metodologia permite a inclusão de estudos com diferentes delineamentos metodológicos, possibilitando a definição de conceitos, a análise de teorias, a revisão de evidências científicas e a avaliação de aspectos metodológicos relacionados ao tema investigado (Marchetti et al., 2024). 

Dantas e colaboradores (2021) sistematizam seis etapas para a elaboração da revisão, sendo elas: 1 – Identificação do tema e seleção da hipótese ou questão da pesquisa; 2 – Amostragem ou busca na literatura; 3 – Extração de dados ou categorização; 4 – Análise crítica dos estudos incluídos; 5 – Interpretação dos dados; 6 – Apresentação da revisão integrativa. 

Para a primeira etapa, foi utilizada a estratégia PICo (P – População/Paciente/Problema; I – Interesse; Co – Contexto) visando formular a questão norteadora de forma clara e concisa, conforme apresentado no Quadro 1. Assim, a pergunta elaborada consistiu na seguinte: Quais são os fatores associados à prática de automedicação entre estudantes de medicina no ambiente universitário, de acordo com a literatura científica? 

Quadro 1 Estratégia PICo. 

Iniciais Descrição Análise 
População Estudantes de medicina 
Interesse Automedicação 
Co Contexto Ambiente universitário 

Fonte: Autores, 2024. 

Adiante, para a etapa seguinte, voltada para a busca na literatura, houve o estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos. Os critérios de inclusão escolhidos foram: artigos científicos, disponíveis na íntegra, sem restrição de idioma, publicados nos anos de 2020 a 2025. Já os critérios de exclusão foram: artigos de literatura cinzenta (teses, dissertações, entre outras). A busca pelas fontes foi realizada durante o período de abril à maio de 2025 no portal da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Índice Bibliográfico Espanhol em Ciências de la Salud (IBECS) e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), empregando os descritores em Ciências da Saúde (DeCS) em conjunto com o operador booleano ‘AND’: “Automedicação” AND “Estudantes de Medicina”. 

Para a categorização e análise das informações encontradas nas publicações, foi desenvolvido um quadro pelos autores com dados retirados dos artigos, sendo eles: Título do estudo, autores, objetivo do estudo, tipo de estudo, país e ano de publicação e conclusões. 

A análise das informações encontradas nas publicações se deu através do conteúdo dos materiais e de sua metodologia, com intuito de responder à questão norteadora desta pesquisa. Ainda, os dados encontrados dos estudos foram analisados criticamente e discutidos, sendo definido os pontos principais deles. Nesta etapa também foi possível a identificação de indagações para pesquisas futuras.  

Por fim, foi elaborada uma síntese da revisão integrativa, cujos autores foram devidamente referenciados, respeitando e identificando corretamente as fontes consultadas. O processo considerou o rigor ético relacionado à integridade intelectual dos textos científicos, especialmente no que diz respeito ao uso adequado do conteúdo e às citações das obras analisadas. 

3 RESULTADOS  

O cruzamento dos descritores nas bases de dados selecionadas em conjunto com os critérios de seleção previamente selecionados, resultou em 28 artigos no total, o que já exprime a escassez de materiais voltados para a temática. Do total encontrado, após leitura na íntegra, 17 materiais foram selecionados para a composição da revisão. O detalhamento da seleção está exposto no fluxograma presente na (Figura 1). 

A apresentação dos artigos selecionados para este estudo está exposta no Quadro 1, com título do estudo, autores, objetivo do estudo, tipo de estudo, país e ano de publicação e conclusões. 

Fonte: Autoria própria, 2025

Das 14 publicações incluídas no Quadro 1, o Nepal foi o país com maior número de estudos, representando 21,4% da amostra (A1, A2, A13). Em seguida, tem a Sérvia com 14,3% (A3, A7) e outros países com uma publicação cada: Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Iraque, Sudão, Colômbia, Uganda e Peru, correspondendo a 7,1% cada. Quanto ao ano de publicação dos materiais, observou-se maior concentração de estudos em 2022 (n = 05), seguido pelo ano de 2020 (n = 03). 

No que concerne aos medicamentos mais utilizados, a automedicação foi praticada de forma mais prevalente com analgésicos e antipiréticos, como paracetamol e ibuprofeno. Além do mais, há o destaque do uso frequente de antibióticos, incluindo azitromicina e amoxicilina. Anti-histamínicos, como loratadina, além de medicamentos como antiespasmódicos, antiácidos, hipnóticos e inibidores de bomba de prótons foram abordados em menor frequência. Observa-se, portanto, que os medicamentos mais consumidos refletem tanto o tratamento de sintomas leves quanto o uso indevido de antibióticos de amplo espectro.  

Os fatores que incentivaram a automedicação variaram entre os estudos, mas apresentaram padrões comuns. A autoconfiança adquirida por meio da formação médica foi um dos principais fatores para ocorrência da automedicação, além disso, a experiência prévia com sintomas semelhantes e a percepção de que o problema de saúde era leve e não justificava uma consulta médica também foram recorrentes. Fatores como alto custo de consultas, propagandas de medicamentos, recomendações de familiares, amigos ou farmacêuticos, e acesso facilitado a medicamentos em casa, demonstram que tanto aspectos individuais quanto sociais e estruturais contribuem para essa prática. 

4 DISCUSSÃO 

A presente revisão evidenciou uma elevada prevalência da prática de automedicação entre estudantes de medicina, o que vai de encontro com a literatura. Em diferentes contextos, essa taxa variou de 71% a 85%, possuindo um crescimento mais acentuado conforme o andamento do curso, ou seja, conforme os estudantes adquirem maior conhecimento farmacológico e clínico (Khadka; Kafle, 2020; Hassan; Koabar, 2025; Yasmin et al., 2022; Ramadan, 2022; Lekhak et al., 2024). Esse comportamento está relacionado com a percepção de autossuficiência na identificação e manejo de sintomas que os acadêmicos de medicina possuem, apesar das limitações que o conhecimento ainda em formação impõe. 

A prática de automedicação é mais comum em países em desenvolvimento, o que se relaciona com às limitações no acesso a serviços de saúde, menor renda per capita e ausência de controle rigoroso sobre a venda de medicamentos. Entre os estudantes, a prevalência é ainda mais elevada do que na população geral, impulsionada por fatores como maior familiaridade com conhecimentos farmacológicos, acesso facilitado à internet, o marketing de medicamentos pela mídia e a percepção de custo-benefício que a prática possui (Hashemzaei et al., 2021).  

As mulheres demonstraram maior probabilidade de se automedicarem em comparação aos homens, o que pode estar associado a fatores socioculturais ou comportamentais (Khadka; Kafle, 2020; Ramadan, 2022; Alviz-Amador; Bastos-Zayas; Garcia-Valdelamar, 2023). Além do mais, o público feminino possui uma maior preocupação e cuidado com a própria saúde e lidam desde cedo com dores crônicas, como enxaquecas e dores menstruais, fazendo uso corriqueiro de analgésicos e relaxantes musculares para aliviar os sintomas (Oliveira et al., 2019 apud Oliveira, 2021). 

Os medicamentos de venda livre ou medicamentos isentos de prescrição (MIPs) são os principais fármacos que os estudantes utilizaram para se automedicar, como exposto nos trabalhos A1, A4 e A6, dentre eles, destacam-se as classes dos analgésicos e antipiréticos, em especial, o paracetamol (Khadka; Kafle, 2020; Hassan; Koabar, 2025; Yasmin et al., 2022).  

Doses elevadas ou uso contínuo acima da faixa terapêutica recomendada do Paracetamol, pode acarretar hepatotoxicidade. A lesão hepática induzida por Paracetamol é reconhecida como a principal causa de dano hepático relacionado a medicamentos em nível global (Yasmin et al., 2022; Alviz-Amador; Bastos-Zayas; Garcia-Valdelamar, 2023; Lekhak et al., 2024). 

Além dos medicamentos de venda livre, houve destaque para o uso de antibióticos entre os estudantes (Khadka; Kafle, 2020). Entre os antibióticos mais utilizados destacam-se a azitromicina e a amoxicilina, ambos de amplo espectro e geralmente utilizados no tratamento de infecções respiratórias. No entanto, o uso indiscriminado destes fármacos, contribui diretamente para o surgimento de bactérias multirresistentes. Essa resistência compromete a eficácia dos antibióticos de primeira e segunda linha, exigindo o uso de alternativas mais potentes e com preços mais elevados, ampliando o impacto econômico sobre o sistema de saúde e os próprios pacientes (Mandal et al., 2020). 

Ainda, muitos estudantes apresentaram conhecimento impróprio sobre os antibióticos, no estudo A3, por exemplo, um terço dos participantes acreditava que o tratamento deveria ser interrompido assim que os sintomas desaparecessem ou que os antibióticos deveriam ser utilizados até o frasco acabar, sem considerar a orientação médica ou o regime prescrito (Horvat et al., 2020). Tal comportamento não só favorece a emergência de cepas resistentes, como também aumenta a probabilidade de efeitos adversos relacionados à polifarmácia (Elmani et al., 2022). 

A busca por alívio rápido dos sintomas, a falta de conscientização sobre a gravidade das doenças e a influência de experiências anteriores positivas ou de sugestões de familiares e amigos motivam a automedicação com antibióticos. A ampla utilização desses fármacos está relacionada não só à sua acessibilidade, baixo custo e perfil de segurança, mas também ao fato de serem medicamentos frequentemente prescritos na rotina clínica local, o que pode ter levado os participantes a desenvolver experiência própria com o seu uso e manter sobras em casa (Nakato et al., 2023). 

Ainda, houve o destaque da prescrição ilegítima de medicamentos para si próprios e para outros, principalmente, para alunos de turmas mais avançadas frente a grade curricular, como os do último ano, sendo uma prática que deve ser desencorajada devido aos riscos clínicos e éticos envolvidos, pois apesar da automedicação poder aliviar os sintomas momentaneamente, ela pode resultar na mascaração de alguma doença subjacente, levando a complicações da doença, bem como a problemas relacionados a medicamentos, como a resistência a antibióticos (Khadka; Kafle, 2020; Hassan; Koabar, 2025; Hashemzaei et al., 2021).  

Esse comportamento está diretamente relacionado à aquisição progressiva de conhecimentos médicos e à consequente autoconfiança dos estudantes, que passam a tratar problemas de saúde próprios e de colegas, mesmo sem autorização legal para prescrever (Mandal et al., 2020). Outrossim, a decisão pela automedicação costuma ser fundamentada no conhecimento adquirido por meio de experiências pessoais e estudos acadêmicos, seguido pela orientação de farmacêuticos, onde a farmácia é o principal ponto de acesso aos medicamentos (Hassan; Koabar, 2025).  

Pode-se dizer que a obtenção de fármacos para automedicação em farmácias está diretamente associada à facilidade de acesso diante da falta de fiscalização rigorosa, desconhecimento dos riscos envolvidos e interesses comerciais dos vendedores, em especial, em países em desenvolvimento (Khadka; Kafle, 2020; Mandal et al., 2020; Petrovic et al., 2022). Além disso, nesse contexto, os farmacêuticos passam a assumir o papel do médico no tratamento das doenças, intensificando ainda mais o fenômeno da automedicação e os riscos associados à falta de supervisão adequada (Alvarado et al., 2024). 

Restos de medicamentos em casa e indicações de terceiros, como familiares e amigos também foram fatores para automedicação, estes além de dar a indicação sobre determinado medicamento aos estudantes, forneciam os remédios aos mesmos, o que evidencia a facilidade de aquisição desses fármacos fora dos canais oficiais e seguros (Khadka; Kafle, 2020; Mandal et al., 2020; Horvat et al., 2020, Petrovic et al., 2022) 

Os estudantes que utilizavam com frequência medicamentos de sobras anteriores também apresentaram maior probabilidade de não buscar auxílio profissional, provavelmente por se considerarem já experientes naquele tratamento. Tais achados reforçam a importância de promover uma cultura de uso racional de medicamentos, mesmo entre aqueles em formação na área da saúde (Al-Kubaisi; Abduelkarem; Hassanein, 2022). 

A alta demanda acadêmica também foi abordada como fator para a automedicação, tendo em vista que os alunos preferiam poupar tempo através dessa prática do que “perder” tempo indo a uma consulta. No entanto, essa escolha, se mal orientada, pode gerar consequências clínicas importantes tanto em nível individual quanto coletivo (Horvat et al., 2020). 

Quanto aos sintomas que motivaram essa prática, destacaram-se dor de cabeça, febre e resfriado como os mais relatados, seguidos por tosse, diarreia, dor inespecífica, vômito e náusea (Ramadan, 2022). Enquanto, as principais justificativas para a automedicação incluíram a percepção de que o problema de saúde era leve e não exigia avaliação médica, além disso, experiências prévias com o mesmo medicamento também foram relatadas. Essa autoconfiança pode, contudo, aumentar o risco de erros diagnósticos e tratamentos inadequados (Petrovic et al., 2022). 

Ademais, sobre os benefícios da prática que os acadêmicos de medicina consideraram nos estudos analisados, foi observado que muitos estudantes apontavam para a economia de tempo, economia de dinheiro, sentimento de autoconfiança, alívio rápido dos sintomas, prevenção de complicações e início precoce do tratamento (Khadka; Kafle, 2020). 

Contudo, essa prática pode trazer consequências negativas, como reações adversas – citando-se como exemplo: náuseas, vômitos, cefaleia, diarreia e reações alérgicas cutâneas -, resistência antimicrobiana, intoxicação, interações medicamentosas indesejadas, dependência química (particularmente com analgésicos opióides) e mascaramento de doenças (Khadka; Kafle, 2020; Mandal et al., 2020; Hassan; Koabar, 2025; Hashemzaei et al., 2021; Yasmin et al., 2022; Alviz-Amador; Bastos-Zayas; Garcia-Valdelamar, 2023).  

No que concerne aos efeitos adversos, um terço dos participantes do trabalho A14 relatou efeitos colaterais decorrentes da automedicação, dos quais cerca da metade recorreu posteriormente à consulta médica particular (Hassan; Koabar, 2025). Nesse mesmo contexto, o uso indiscriminado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), por exemplo, está associado a úlceras pépticas e disfunções renais (Alviz-Amador; Bastos-Zayas; Garcia-Valdelamar, 2023). 

Houve o destaque para a inclusão dos riscos da automedicação na grade curricular em alguns estudos, reforçando a necessidade de uma abordagem pedagógica crítica sobre o uso racional de medicamentos durante a formação médica, enfatizando a ética, os limites do conhecimento técnico em formação e os perigos da autogestão terapêutica sem respaldo profissional (Khadka; Kafle, 2020; Hassan; Koabar, 2025; Hashemzaei et al., 2021) 

5 IMPLICAÇÕES ÉTICAS E EDUCACIONAIS 

A automedicação entre estudantes da área da saúde, em especial, alunos de medicina, envolve questões no âmbito ético e educacional, as quais resultam em implicações diretas na formação médica, e por conseguinte, na segurança em saúde. 

No que concerne ao âmbito ético, ou melhor, bioético, é necessário destacar que com o aumento das intervenções científicas e suas complexidades, especialmente no âmbito do cuidado humano, houve a necessidade de incorporar a bioética como ciência responsável pelo estudo das dimensões morais para as ciências da vida e atenção à saúde (Menezes; Gomides; Lima, 2022). 

Os princípios da bioética são quatro: autonomia, beneficência, não-maleficência e justiça. Pode-se dizer que a automedicação representa uma violação desses princípios, pois pode expor o indivíduo a efeitos adversos e potenciais danos, atingindo assim, o princípio da não maleficência, bem como, a automedicação também viola o princípio da responsabilidade, pela adoção de condutas terapêuticas sem a devida habilitação profissional (Santos; Magri, 2024). 

Além disso, há a preocupação da automedicação com antibióticos, pois contribui para o aumento da resistência bacteriana, e contribui para maiores chances de resultar em tratamentos ineficazes e de haver dificuldade no controle de infecções. Bactérias resistentes podem se espalhar facilmente entre indivíduos e ambientes, tornando os tratamentos convencionais menos eficazes e, em alguns casos, totalmente ineficazes. Essa prática, portanto, ultrapassa o campo individual, atingindo a saúde pública como um todo, constituindo-se desse modo como um problema de ética pública e sanitária (Silveira et al., 2023) 

Sob a ótica educacional, diversos trabalhos têm demonstrado a importância de se estudar a prática da automedicação em estudantes dos cursos de saúde, de maneira geral, já que esses indivíduos podem assumir que possuem conhecimento suficiente sobre o assunto e fazer o uso de medicamentos de forma indiscriminada (Pereira Neto et al., 2023). 

Ademais, é válido ressaltar que a automedicação nos acadêmicos da área da  saúde, em especial, em estudantes de medicina, deveria ser menos frequente, já  que possuem na matriz curricular disciplinas sobre farmacologia, a qual é responsável por demonstrar os riscos associados ao uso inadequado de medicamentos, quando não realizada de maneira adequada. No entanto, isso não acontece, o que acaba por influir diretamente em lacunas curriculares na abordagem da farmacologia e da ética médica, evidenciando uma fragilidade na integração entre teoria e prática, o que contribui para a banalização do uso de medicamentos e para a construção de uma falsa sensação de segurança no manejo de fármacos (Willmann et al., 2023). 

Além disso, há a preocupação da automedicação com psicoativos, tendo em vista que muitos estudantes de medicina fazem uso. Durante a graduação, os universitários da área da saúde enfrentam vários fatores estressores, sejam eles, atividades extracurriculares, aulas práticas, estágios, elaboração do trabalho de conclusão de curso, provas e preocupação com o que virá depois de egresso. Nesse contexto, surge o interesse em buscar medicamentos que possam melhorar o desempenho acadêmico (Lima; Silva; Medeiros, 2023). 

Diante disso, é essencial desenvolver estratégias desaúde que incentivem os futuros profissionais de saúde a conhecerem os riscos da automedicação e promover a busca por cuidados de saúde adequados, como consultas médicas e orientações profissionais (Lima; Silva; Medeiros, 2023). 

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A presente revisão integrativa evidenciou que a automedicação é uma prática amplamente difundida entre estudantes de medicina, onde os principais fatores associados à prática incluem a autoconfiança adquirida durante a formação acadêmica, a percepção de que os sintomas são leves e não exigem avaliação médica, a facilidade de acesso a medicamentos, a influência de familiares e amigos, e a alta demanda acadêmica, que leva os estudantes a priorizarem a economia de tempo. Além disso, a falta de fiscalização rigorosa na venda de medicamentos contribui para a prática. 

Os medicamentos mais utilizados foram os de venda livre, como analgésicos e antipiréticos, seguidos por antibióticos de amplo espectro, como azitromicina e amoxicilina. O uso indiscriminado desses fármacos, especialmente os antibióticos, representa um grave problema de saúde pública, pois está diretamente associado ao aumento da resistência antimicrobiana, reações adversas, interações medicamentosas e o mascaramento de doenças subjacentes. 

Os resultados destacam a necessidade de implementar estratégias educativas durante a graduação em medicina, com foco no uso racional de medicamentos e nos riscos da automedicação. É fundamental promover uma reflexão crítica sobre os limites do conhecimento em formação e a importância da supervisão profissional no manejo terapêutico. Além disso, políticas públicas mais rigorosas para regulamentar a venda de medicamentos, especialmente antibióticos, são essenciais para reduzir os danos associados a essa prática. 

REFERÊNCIAS 

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1Acadêmico de Medicina. E-mail: gilbertonucini@hotmail.com. Artigo apresentado a (nome da instituição), como requisito para obtenção do título de Bacharel em Medicina, Porto Velho/RO, 2025

2Acadêmico de Medicina. E-mail: Il.bandeira@hotmail.com. Artigo apresentado a (nome da instituição), como requisito para obtenção do título de Bacharel em Medicina, Porto Velho/RO, 2025.

3Acadêmico de Medicina. E-mail: Icarofernandomc@gmail.com. Artigo apresentado a (nome da instituição), como requisito para obtenção do título de Bacharel em Medicina, Porto Velho/RO, 2025.

4Professora Orientadora. Professora do curso de Medicina. E-mail: prof.chimene@fimca.com.br