CLIMATÉRIO: ALTERNATIVAS DE TRATAMENTO PARA MULHERES QUE NÃO QUEREM OU NÃO PODEM FAZER REPOSIÇÃO HORMONAL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202507261546


Luiza Rodrigues Ramos Rocha
Mariana Heyden Barbosa
Valéria Araújo Prates Nunes
Maria das Mercês Borém Correa Machado


RESUMO

Introdução: O climatério compreende o período de eventos biológicos, fisiológicos e naturais referentes à transição entre o estágio reprodutivo e o não reprodutivo da mulher, em que ocorre a falência da função ovariana, com a diminuição da produção do hormônio reprodutivo e a cessação da fertilidade. Os sintomas causados por essas mudanças acometem as mulheres de formas distintas, podendo ser brandos a incapacitantes. Apesar da terapia hormonal ainda ser considerada a mais eficiente na melhora dos sintomas da menopausa, os riscos e benefícios ainda são alvo de controvérsias. Dessa forma, para o grupo de mulheres que apresentam contraindicações à terapia hormonal ou que não desejam fazer uso desta, são propostas formas de tratamento não hormonal. Objetivo: Analisar alternativas de tratamento para mulheres que não desejam ou não podem realizar reposição hormonal no climatério. Metodologia: Este estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura. A coleta de artigos foi realizada por meio de uma busca bibliográfica nas bases de dados PubMed®, SciELO e BVS, utilizando os descritores: “Climatério” ou “climacteric“; “Métodos terapêuticos” e “Reposição hormonal ” com o operador AND para refinar os resultados. Os critérios de inclusão abrangeram artigos em português e inglês, publicados entre 2013 e 2025, sendo contabilizados 4.058 artigos, dos quais 38 foram selecionados.  Resultados: As abordagens terapêuticas do climatério variam de acordo com a intensidade dos sintomas e a individualidade de cada mulher. As escolhas como manter uma alimentação saudável, praticar regularmente exercícios físicos e realizar meditação são hábitos que podem minimizar a sintomatologia dessa fase. A homeopatia surge como uma alternativa natural para o alívio dos sintomas e, em casos mais graves, o uso de antidepressivos e a fisioterapia pélvica podem ser recomendados. A fitoterapia é uma outra opção medicamentosa para o alívio das manifestações do climatério, sendo especialmente indicada para mulheres que não fazem uso de terapia hormonal. Conclusão: Reforça-se a importância de uma abordagem individualizada e integral no cuidado à mulher climatérica, considerando tanto os aspectos físicos quanto os emocionais. Investir em educação em saúde e no acesso a tratamentos eficazes é essencial para que as mulheres enfrentem (administrarem adequadamente) essa fase com segurança, bem-estar e autonomia.

Palavras-chave: Climatério; Métodos terapêuticos; Reposição hormonal.

INTRODUÇÃO

O climatério compreende o período de eventos biológicos, fisiológicos e naturais referentes à transição entre o estágio reprodutivo e o não reprodutivo da mulher, em que ocorre a falência da função ovariana, com a diminuição da produção do hormônio reprodutivo e a cessação da fertilidade. Os sintomas causados por essas mudanças acometem as mulheres de formas distintas, podendo variar de brandos a incapacitantes, afetando significativamente a qualidade de vida, levando-as a buscarem tratamento para amenizar tais sintomas (DAVIS et al., 2023).

Apesar da terapia hormonal ser considerada a mais eficiente na melhora dos sintomas da menopausa, os riscos e benefícios ainda são alvo de controvérsias, principalmente se levados em conta os riscos de doenças crônicas, cardiovasculares, câncer de mama, tromboembolismo, dentre outras. A despeito dos riscos, a terapia hormonal, estabelecida de forma individualizada, pode ser benéfica para mulheres que não apresentam fatores de risco que predisponham a tais doenças, sendo, ainda, sintomáticas antes dos 60 anos e com menos de dez anos de menopausa (PAN et al., 2022).

Dessa forma, para o grupo de mulheres que apresentam contraindicações à terapia hormonal ou que não desejam utilizá-la, são propostas formas de tratamento não hormonal, que podem incluir desde terapias cognitivo-comportamentais até hipnose clínica, assim como abordagens medicamentosas com o uso de inibidores seletivos da recaptação de serotonina ou anticonvulsivantes, entre outras técnicas cuja eficácia ainda permanece em discussão (THE NORTH AMERICAN MENOPAUSE SOCIETY, 2023).

Destaca-se a importância de os profissionais de saúde estarem atualizados sobre as possibilidades hormonais e não hormonais de tratamento, respaldadas por evidências científicas, para que possam oferecê-las de forma individualizada, adequando à necessidade e realidade de cada paciente (THE NORTH AMERICAN MENOPAUSE SOCIETY, 2023).

METODOLOGIA

Este estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura acerca das alternativas de tratamento para mulheres que estão no climatério: Quais informações a literatura discorre sobre alternativas de tratamento para mulheres que estão no climatério e não querem ou não podem realizar reposição hormonal? Foram utilizadas as bases de dados: National Center for Biotechnology Information and National Library of Medicine (PubMed), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO).  Como critérios de inclusão, foram selecionadas as publicações realizadas nos últimos 12 anos (2013-2025), publicadas em inglês e português, sendo contabilizados 4.085 artigos, dos quais 38 foram selecionados. As palavras-chave utilizadas para a pesquisa foram: Climatério ou climacteric; Métodos terapêuticos e Reposição hormonal, com o operador AND para refinar os resultados. Os dados foram indexados aos Descritores em Ciências da Saúde (DECS).

Dentre os artigos encontrados, foram selecionados aqueles publicados nas bases mencionadas, nos idiomas previamente definidos. Foram excluídos os estudos duplicados ou que não se enquadravam nos objetivos propostos, com base na análise dos descritores. A seleção dos artigos seguiu 4 etapas: 1ª etapa – leitura dos títulos; 2ª etapa – leitura dos resumos dos artigos selecionados na 1ª etapa; 3ª etapa – leitura completa dos artigos selecionados na 2ª etapa; e 4ª etapa – inclusão de trabalhos referenciados nos artigos selecionados, seguindo as três primeiras etapas. Por fim, os dados foram analisados e discutidos a partir da interpretação crítica dos artigos selecionados e da síntese dos principais resultados. A busca bibliográfica dos dados foi realizada entre dezembro de 2024 e abril de 2025.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O climatério é um processo biológico associado à senescência feminina, caracterizado pelo início de modificações fisiológicas decorrentes da redução dos níveis hormonais de estrógeno e progesterona (BOTELHO et al., 2022).  O estrogênio é um hormônio regulador sintetizado predominantemente pelos ovários, e exerce sua ação tanto nos órgãos reprodutivos quanto nos não reprodutivos durante o período da menacme. Possui receptores específicos em diferentes tipos celulares, atuando na proliferação e crescimento de células específicas do organismo feminino, estimulando características emocionais, comportamentais e sexuais típicas da mulher (SELBAC et al., 2018).

A atresia folicular é o processo que resulta no climatério, um fenômeno que se inicia na menarca e progride ao longo da vida reprodutiva, atingindo seu ápice por volta dos 50 anos, podendo ser antecipada ou postergada em função de diversos fatores biológicos, genéticos, ambientais e de saúde (VIEIRA et al., 2018). Dessa forma, o período do climatério geralmente tem o seu início fisiológico a partir da quarta década, com significativas alterações biológicas e metabólicas. Essas mudanças são acompanhas por alterações relevantes no estilo de vida da mulher e os sintomas associados podem perdurar em média até os 65 anos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2009).

O climatério constitui um processo fisiológico de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva do ciclo de vida feminino, englobando as etapas de pré-menopausa, menopausa e pós-menopausa. A menopausa é definida pela ausência definitiva de menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos de amenorreia, sem outras causas patológicas subjacentes. Este evento marca o encerramento da atividade reprodutiva e está associado à cessação da função folicular ovariana, com consequente queda nos níveis séricos de estrogênio e progesterona. Considera-se como menopausa precoce quando ocorre antes dos 40 anos, e como tardia quando se manifesta após os 55 anos de idade. Na fase pós-menopausa, o endométrio torna-se funcionalmente inativo, em decorrência da redução progressiva de receptores estrogênicos e da ausência de estímulo hormonal contínuo (BORGES et al., 2024).

Durante o climatério, o corpo feminino passa por transformações significativas, desencadeando sinais e sintomas que, em determinados casos, podem predispor a problemas de saúde graves como doenças cardiovasculares e osteoporose. Entretanto, esse período não deve ser compreendido como uma patologia, mas sim como uma etapa natural da vida da mulher (VIEIRA et al., 2018). Entre as principais alterações associadas ao climatério, destacam-se cefaleia, fogachos, secura vaginal, insônia, ansiedade, irritabilidade e dores articulares (BOTELO et al., 2022).

O climatério é frequentemente interpretado de forma negativa pela maioria das mulheres que vivenciam essa fase da vida. Observa-se uma carência de preparo adequado para lidar com as particularidades desta nova fase na vida da mulher. Período que é marcado por impactos emocionais significativos e associados à condição de vida, carga de trabalho, histórico reprodutivo, hábitos alimentares, à limitação de informações e no acesso a serviços de saúde (MACIEL et al., 2021). Por conseguinte, no contexto de saúde pública, essa fase da vida necessita de maior atenção (VIEIRA et al., 2018).

A educação em saúde pode ser tão eficaz quanto o tratamento medicamentoso para as mulheres climatéricas. Esse conhecimento proporciona às pacientes maior confiança para tomar decisões sobre seus cuidados, seja optando por tratamentos farmacológicos ou não (FREITAS et al., 2016). A abordagem multidisciplinar é essencial para proporcionar um cuidado integral e humanizado às mulheres climatéricas. A promoção da saúde, a manutenção do bem-estar e a reabilitação física e emocional devem ser vistas como partes interdependentes de uma estratégia que visa não apenas o tratamento de sintomas, mas também o empoderamento das mulheres nessa transição (SOUZA et al., 2017).

Além de estimular mudanças comportamentais e controle de doenças de base, é necessário que os profissionais de saúde da atenção básica estejam capacitados para garantir um cuidado integral e acolhedor para as mulheres climatéricas. O conhecimento técnico e a construção de habilidades de escuta, empatia e respeito pela autonomia das mulheres, cria um ambiente de confiança e suporte (SOUSA et al., 2011). Apesar do foco no tratamento ser o alívio dos sintomas climatéricos, é vital que esses profissionais ajudem a desmistificar paradigmas errôneos e preconceituosos que ainda cercam essa fase da vida, garantindo a promoção da saúde mental, emocional e física (LOPES et al., 2013).

A terapia hormonal-TH com estrogênio isolado ou combinado com progesterona é considerada o tratamento eficaz, acessível e disponível para alívio dos sintomas climatéricos vivenciados por inúmeras mulheres. Entre esses sintomas destaca-se a secura vaginal, sintomas geniturinários, fogachos e a instabilidade emocional (FÉLIX et al., 2009). Contudo, os conhecimentos sobre os potenciais efeitos adversos associados ao uso da TH, em muitas situações, impulsionaram o interesse por alternativas terapêuticas não hormonais para controle dos sintomas climatéricos (FERREIRA et al., 2015).

As mudanças hormonais e metabólicas que acompanham o climatério podem aumentar o risco de síndrome metabólica. A associação de exercícios físicos regulares, uma alimentação saudável e mudanças no estilo de vida se apresentam como ferramenta fundamental (MEIRELLES, 2014). O exercício físico tem se mostrado uma das opções mais eficazes para o tratamento e prevenção das alterações que ocorrem durante essa fase. O treinamento aeróbico, assistido e combinado tem impacto significativo no perfil metabólico da mulher menopausada. Esses exercícios contribuem para melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir a gordura corporal total e diminuir a gordura abdominal (DINIZ et al., 2017).

O exercício oferece uma ampla gama de benefícios e vantagens para as mulheres climatéricas. A prática regular da atividade física tem um impacto positivo significativo na capacidade cardiovascular e respiratória, essencial para a prevenção de doenças crônicas e manutenção da saúde a longo prazo. Desempenha um papel relevante no controle da pressão arterial, prevenção da sarcopenia ao proporcionar aumento de massa óssea e amplia a força e flexibilidade (BENETTI et al., 2019). Um estudo que comparou mulheres que praticaram yoga e atividade física com aquelas que realizaram apenas exercícios em um período de 8 semanas revelou que a associação de yoga levou a uma melhora mais significativa nos sintomas relacionados ao climatério (MARTINS, 2014).

A alimentação adequada pode não apenas evitar o surgimento de problemas, mas também ajudar a minimizar as consequências de condições que tendem a se tornar mais prevalentes nessa fase da vida, como ansiedade, hipertensão arterial, osteoporose, depressão, alteração na libido, constipação e ganho ponderal (SANTOS et al., 2023). As refeições no climatério devem ser equilibradas, variadas e adaptadas às necessidades nutricionais dessa fase da vida. Garantir a ingestão dos nutrientes essenciais, de origem vegetal e animal, tem como objetivo promover a saúde e minimizar os sintomas dessa fase (BENETTI et al., 2019).

O foco em alimentos como frutas, vegetais, cereais integrais, azeite de oliva e oleaginosas é fundamental por serem ricos em nutrientes e compostos bioativos. O consumo moderado de laticínios e vinho, redução do consumo de gorduras saturadas, carnes vermelhas e alimentos processados, tem efeito positivo, auxiliando no controle ponderal, do colesterol e da pressão arterial, reduzindo o risco cardiovascular das climatéricas (SANTOS; MOREIRA; SOUZA, 2023). Alimentos com baixo teor de gordura à base de plantas e soja integral apresentam-se como uma intervenção considerável para reduzir a frequência e a gravidade dos sintomas vasomotores, melhorar a saúde física, emocional e sexual (SANTOS et al., 2023).

A proteção óssea durante o climatério vai além de apenas consumir cálcio. Dieta balanceada, ingestão adequada de proteínas e vitamina D, atividade física regular e exposição ao sol são todos fatores cruciais que devem ser promovidos como parte de uma estratégia de saúde global para mulheres na pós-menopausa, prevenindo doenças como a osteoporose e suas complicações (OSELAME et al., 2016). Uma dieta centrada na perda ponderal, redução de gordura corporal e consumo elevado de frutas e vegetais não só pode ajudar a reduzir a inflamação em mulheres pós-menopáusicas, mas também oferece uma proteção significativa contra uma série de doenças crônicas, incluindo tipos específicos de cânceres (SANTOS et al., 2023).

Um estudo investigou o efeito da acupuntura em mulheres climatéricas, com foco na melhora da ansiedade, sintomas somáticos e vasomotores. A amostra foi composta por 51 mulheres divididas em dois grupos: um grupo recebeu placebo e o outro, acupuntura verdadeira. Após as sessões de acupuntura, as 15 mulheres do grupo tratado com essa terapia apresentaram melhorias significativas nos sintomas mencionados, indicando que esta poderia ser útil como uma abordagem adjuvante no tratamento de sintomas da climatérica, especialmente quando combinada com outras terapias (GIRÃO et al., 2014).

Uma ação importante do hipoestrogenismo em climatéricas é a incontinência urinária. A fisioterapia pélvica é a primeira opção de tratamento para a condição, se mostrando eficaz na melhoria das perdas urinárias e, também, na qualidade de vida das mulheres afetadas (OLIVEIRA et al., 2017). Os exercícios para a musculatura do assoalho pélvico são considerados uma intervenção complementar eficaz no tratamento de sintomas sexual e funcional em mulheres climatéricas ao promover uma melhor qualidade de vida sexual. Outra consequência da redução hormonal é a secura vaginal e a dispareunia, que podem ser amenizadas com o uso de hidratantes e lubrificantes durante a relação sexual (SARMENTO et al., 2022).

A homeopatia entende que os problemas associados ao climatério podem ser vistos como sinais de desequilíbrios corporais que surgem ao longo do tempo. Os remédios homeopáticos são escolhidos com base em uma avaliação detalhada do histórico de saúde do paciente, seus padrões emocionais e de comportamento. Apesar da necessidade de mais estudos sobre o assunto, alguns trabalhos observacionais mostraram que esse tipo de tratamento leva à melhora de sintomas, como fadiga, fogachos, ansiedade e depressão. Dentre os medicamentos mais prescritos estão: Lachesis mutus, Pulsatilla, Sepia officinalis, Sulphur, Belladonna, Glonoinum, Sanguinária canadensis e Amylium nitrosum (MARTINS, 2014).

Um estudo demonstrou que mulheres entre 52 e 65 anos têm uma maior prevalência de qualidade de sono prejudicada, com associação com sintomas intensos do climatério. Intervenções, como práticas de relaxamento e mudanças no estilo de vida, melhoraram a qualidade do sono e proporcionaram maior bem-estar durante esse período (LIMA et al., 2019). A meditação é um tratamento a ser considerado em mulheres climatéricas, permitindo-lhes lidar de maneira mais tranquila com as mudanças hormonais e seus impactos. É uma ferramenta para reduzir sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade e insônia, além de ter efeitos benéficos sobre os sintomas vasomotores presentes nesse período (SOUZA, 2022).

Um estudo destaca dois pontos importantes em relação à saúde mental e à imagem corporal de mulheres no período pós-menopausa atendidas em serviços de fisioterapia. O primeiro dado é que 84,8% das entrevistadas da amostra relataram insatisfação com o físico, e o segundo mostra que 26,1% apresentaram sintomas depressivos (SKOPINSKI; RESENDE; SCHNEIDER, 2015). O período posterior à menopausa é uma fase de mudanças significativas e, por isso, é normal que haja o surgimento ou piora de desafios emocionais, necessitando-se reconhecer e abordar esses problemas de forma holística (MARTINS, 2014).

A depressão intensifica a experiência dos sintomas vasomotores, criando um ciclo complexo de impacto físico e psicológico (REAL; JIMÉNEZ; GONZÁLEZ, 2017). Criar um ambiente psicossocial positivo, com redes de apoio familiares, estabilidade financeira e oportunidades de participação social e profissional, pode ser fundamental para prevenir e tratar sintomas depressivos, além de melhorar a qualidade de vida dessas mulheres (CALDEIRA et al., 2020). A busca por auxílio especializado, incluindo terapia e, se necessário, medicação, como ansiolíticos e antidepressivos, pode ser um passo importante para a mulher atravessar essa transição de forma mais saudável (MARTINS, 2014).

Pesquisas apontam que cerca de 50 a 80% das mulheres que se encontram no climatério e na menopausa preferem adotar terapias não hormonais para controle dos sintomas da síndrome vasomotora (SVM) e da síndrome geniturinária da menopausa (SGUM) (REISINHO et al., 2024). Dentre as terapias alternativas está o uso de medicamentos não hormonais, podendo-se destacar os antidepressivos, como venlafaxina, desvenlafaxina, paroxetina e amitriptilina, que demonstraram contribuir significativamente para o manejo das condições associadas ao climatério e à menopausa, proporcionando uma melhor qualidade de vida durante essa fase da vida (DEON et al., 2024).

A desvenlafaxina é da classe dos antidepressivos de ação dual, atuando como um inibidor seletivo de receptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). No contexto da síndrome do climatério, esse medicamento é considerado uma alternativa terapêutica não hormonal eficaz na redução de sintomas vasomotores e nas oscilações de humor, em especial quando administrado em dose de 100mg ao dia. Os principais efeitos colaterais associados a essa medicação são: cefaleia, náuseas, tontura, insônia e sonolência (DEON et al., 2024). Outra opção aos IRSN destaca-se a classe dos anticonvulsivantes, como os análogos do GABA (ácido gama-aminobutírico): Gabapentina e Pregabalina, que demonstraram eficácia no controle dos fogachos (FERREIRA et al., 2020).

A fitoterapia consiste na utilização de plantas ou de seus extratos para fins medicinais. É uma prática muito antiga que, atualmente, tem se mostrado como uma alternativa viável à terapia hormonal no alívio dos sintomas do climatério, especialmente para mulheres que têm contraindicação à TH clássica, oferecendo maior segurança (HOEFEL; SARTORI, 2023). Os fitoestrogênios possuem efeito estrogênico e antiestrogênico e podem ser classificados em linhamos, isoflavonas, cumestanos e flavonoides. As isoflavonas estão presentes em concentrações elevadas na soja e seus derivados, enquanto os linhamos são encontrados principalmente na linhaça (REISINHO et al., 2024).

Entre os fitoestrogênios, a isoflavona derivada da soja destaca-se por sua significativa concentração estrogênica, desempenhando papel importante na saúde feminina, incluindo a prevenção da perda de massa óssea pós-menopausa, da osteoporose, o alívio dos desconfortos climatéricos e a redução dos níveis de colesterol através das suas propriedades antioxidantes (CORREA et al., 2022). As isoflavonas possuem uma estrutura molecular semelhante à dos hormônios endógenos femininos, apresentando atividade biológica análoga. Devido a essa semelhança, esses compostos bioativos contribuem para a redução da intensidade e frequência dos sintomas vasomotores e equilíbrio dos níveis de estrógenos endógenos, trazendo bem-estar às mulheres com o tempo (SILVA et al., 2022).

CONCLUSÃO

Conclui-se que as opções terapêuticas não hormonais são eficazes no controle dos sintomas climatéricos, incluindo fitoterapia, homeopatia, fisioterapia pélvica, acupuntura e o uso de antidepressivos, que contribuem para a melhora da qualidade de vida das mulheres. Além disso, mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividade física e uma alimentação balanceada, desempenham um papel importante na redução dos sintomas vasomotores e metabólicos, além de auxiliarem na manutenção da saúde cardiovascular e óssea. Ademais, os aspectos psicossociais e emocionais dessa fase devem ser abordados de forma integral, uma vez que o climatério pode estar associado ao aumento de sintomas como depressão, ansiedade e insatisfação com a imagem corporal. Portanto, a assistência multidisciplinar é essencial não apenas para o alívio dos sintomas, mas também para o bem-estar das mulheres climatéricas.

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