CIRURGIA DE URGÊNCIA NO CÂNCER COLORRETAL: REVISÃO NARRATIVA DOS DESFECHOS ONCOLÓGICOS A LONGO PRAZO

EMERGENCY COLORECTAL CANCER SURGERY: A NARRATIVE REVIEW OF LONG-TERM ONCOLOGIC OUTCOMES 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202512111544


Mariane Silva Oliveira Martins1
Soraia Barroso de Almeida2


RESUMO 

Introdução: A cirurgia de urgência no câncer colorretal (CCR) é um grande desafio nos serviços de urgência, pois os pacientes geralmente se apresentam com quadros graves, variando desde obstrução, sangramento até perfuração. Tais manifestações influenciam diretamente a sobrevida global (SG), a sobrevida livre de doença (SLD) e as taxas de recidiva. Objetivo: Analisar os desfechos oncológicos a longo prazo em pacientes submetidos à cirurgia de urgência por CCR, bem como os fatores prognósticos, impacto do manejo perioperatório e morbimortalidade. Metodologia: A pesquisa foi realizada nas bases PubMed, Scopus e Embase, incluindo estudos observacionais, revisões sistemáticas e meta-análises publicadas entre 2020 e 2025. Resultados: Pacientes operados em caráter de urgência apresentam piores taxas de SG e SLD em comparação aos submetidos à cirurgia eletiva. Discussão: A diferença na sobrevida se deve ao diagnóstico tardio e à maior morbidade perioperatória. Estratégias como o uso de stents colônicos autoexpansíveis (SEMS) como ponte para cirurgia têm demonstrado potencial para melhorar o planejamento terapêutico, embora seu impacto a longo prazo ainda seja controverso. A perfuração tumoral é um fator independente de mau prognóstico, associada a maior risco de recidiva peritoneal. Conclusão: Embora a cirurgia de urgência esteja associada a piores desfechos, o manejo otimizado e o acompanhamento com a oncologia clínica são essenciais para melhorar o prognóstico e reduzir desigualdades no tratamento. 

Palavras-chave: Cirurgia colorretal de urgência. Câncer colorretal. Desfechos a longo prazo.  

ABSTRACT 

Introduction: Emergency surgery for colorectal cancer (CRC) remains a major challenge in acute care settings, as patients often present with severe clinical conditions, ranging from obstruction and bleeding to perforation. These manifestations directly influence overall survival (OS), disease-free survival (DFS), and recurrence rates. Objective: To analyze long-term oncologic outcomes in patients undergoing emergency surgery for CRC, as well as prognostic factors, perioperative management impacts, and morbidity and mortality. Methods: A literature search was conducted in PubMed, Scopus, and Embase, including observational studies, systematic reviews, and meta-analyses published between 2020 and 2025. Results: Patients undergoing emergency surgery show lower OS and DFS rates compared to those treated electively. Discussion: The difference in survival is largely attributed to delayed diagnosis and higher perioperative morbidity. Strategies such as the use of self-expandable metallic stents (SEMS) as a bridge to surgery have shown potential to improve therapeutic planning, although their long-term impact remains controversial. Tumor perforation is an independent predictor of poor prognosis, associated with a higher risk of peritoneal recurrence. Conclusion: Although emergency surgery is linked to poorer outcomes, optimized management and close follow-up with medical oncology are essential to improve prognosis and reduce disparities in care. 

1 INTRODUÇÃO 

O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias malignas de maior relevância em saúde pública, sendo uma das principais causas de morbimortalidade por câncer no mundo. Estima-se que corresponda a aproximadamente 10% de todos os novos diagnósticos oncológicos, sendo a terceira neoplasia mais incidente em homens e a segunda em mulheres. Apesar dos avanços nas estratégias de rastreamento e tratamento, uma parcela expressiva dos pacientes ainda é diagnosticada em estágios avançados, refletindo desigualdades persistentes no acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce (Biondo et al., 2020; Coccolini et al., 2021). 

Cerca de 15% a 30% dos casos de CCR apresentam-se de forma aguda, exigindo intervenção cirúrgica de urgência (Sandini et al., 2024). As manifestações clínicas mais frequentes são obstrução intestinal, perfuração e hemorragia digestiva baixa — condições que impõem desafios técnicos significativos à equipe cirúrgica e frequentemente comprometem a possibilidade de uma ressecção oncológica adequada. Além disso, a instabilidade hemodinâmica e o grau de contaminação intra-abdominal influenciam diretamente a morbidade imediata e o prognóstico a longo prazo. 

Do ponto de vista fisiopatológico, o contexto emergencial no CCR está associado a uma resposta inflamatória exacerbada, maior risco de disseminação tumoral intra-abdominal e atraso na instituição de terapias adjuvantes, fatores que podem contribuir para piores desfechos oncológicos. A literatura indica que esses elementos impactam a sobrevida global (SG), a sobrevida livre de doença (SLD) e as taxas de recidiva locorregional e sistêmica (Esswein et al., 2023; Zhou et al., 2023). 

Ainda assim, permanece a controvérsia sobre se a cirurgia de urgência é apenas um marcador de doença em estágio mais avançado ou se exerce, de fato, um papel independente sobre o prognóstico oncológico. Alguns estudos sugerem que, quando ajustados fatores como estádio tumoral, idade e comorbidades, os desfechos podem se aproximar daqueles observados nas cirurgias eletivas. Outros, porém, apontam que a condição emergencial envolve mecanismos biológicos próprios, capazes de influenciar a progressão tumoral e a resposta imunológica (Sandini et al., 2024; Alhassan et al., 2025). 

Diante desse cenário, compreender o impacto real da cirurgia de urgência sobre os desfechos oncológicos a longo prazo é fundamental para aprimorar o manejo clínico e cirúrgico desses pacientes, além de subsidiar políticas públicas que favoreçam o diagnóstico precoce e o acesso a cuidados especializados. Assim, esta revisão narrativa tem como propósito analisar criticamente as evidências disponíveis acerca da relação entre a cirurgia de urgência e os desfechos oncológicos de longo prazo no câncer colorretal, destacando fatores prognósticos, qualidade cirúrgica e implicações clínicas. 

2 REVISÃO DA LITERATURA 
2.1 Câncer colorretal: epidemiologia e relevância clínica 

O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns no mundo e está entre as principais causas de morte por câncer. O envelhecimento da população, a dieta rica em gorduras, os alimentos processados e o sedentarismo são fatores que contribuem para o aumento da sua incidência. 

2.2 Apresentações de urgência: obstrução, perfuração e hemorragia 

A obstrução intestinal é a principal forma de apresentação em urgência do CCR, chegando a 80% dos casos (Zhou et al., 2023). O bloqueio do trânsito intestinal ocorre pela progressão tumoral no lúmen da alça, causando dor, distensão abdominal e constipação, geralmente acompanhado por desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos. 

A perfuração é menos frequente, porém está associada a alta mortalidade e piores desfechos oncológicos (Takagi et al., 2025). A fisiopatologia está associada à necrose tumoral e/ou à isquemia da parede intestinal, resultando em peritonite e abordagem cirúrgica imediata. 

Já a hemorragia digestiva baixa ocorre em menor proporção, mas pode ser grave em idosos e pacientes com comorbidades (Biondo et al., 2020). Em todas essas situações, a urgência limita o preparo pré-operatório e o estadiamento, o que compromete as margens cirúrgicas, aumenta o risco de complicações e atrasos na terapia adjuvante (Kim et al., 2023). 

2.3 Aspectos oncológicos e prognósticos da cirurgia de urgência 

Pesquisas que comparam cirurgias de urgência e eletivas mostram piores taxas de sobrevida global (SG) e sobrevida livre de doença (SLD) entre os pacientes operados emergencialmente (Esswein et al., 2023; Sandini et al., 2024). Isso ocorre, em parte, por conta da manifestação da doença em estágios mais avançados e da pior condição clínica em que o doente se encontra na cirurgia. 

O resultado oncológico do procedimento também tende a ser inferior — com margens comprometidas, linfadenectomia insuficiente e maior manipulação do tumor — especialmente quando o quadro clínico é instável (Zacharias et al., 2021).  

Complicações perioperatórias, como infecções, fístulas e deiscência de anastomose, são determinantes importantes da sobrevida. Pacientes que sofrem essas intercorrências têm menor probabilidade de iniciar a quimioterapia no tempo adequado, o que reduz o controle sistêmico da doença (Matsuda et al., 2025). 

2.4 Estratégias terapêuticas e manejo contemporâneo 

Nos últimos anos, o uso de stents metálicos autoexpansíveis (SEMS) como “ponte para cirurgia” têm se destacado no manejo da obstrução maligna do cólon esquerdo. Essa estratégia permite descompressão temporária e uma compensação clínica para um planejamento cirúrgico eletivo, com redução da morbidade e menor necessidade de colostomia definitiva (Ceresoli et al., 2021). Estudos recentes indicam que o uso de stents não compromete o controle oncológico quando bem indicado (Kim et al., 2023; Jin et al., 2025). 

Além disso, o manejo multidisciplinar (cirurgiões, oncologistas, radiologistas e intensivistas) é essencial para decisões individualizadas, especialmente em casos limítrofes em que o risco da ressecção imediata precisa ser ponderado (Sandini et al., 2024). 

2.5 Lacunas de conhecimento e perspectivas futuras 

Mesmo com os avanços dos últimos anos, ainda existem pontos pouco esclarecidos sobre o impacto real das cirurgias de urgência nos desfechos oncológicos. A maior parte das evidências vem de estudos retrospectivos, muitas vezes usando definições diferentes do que seria “urgência”, o que dificulta comparações diretas entre eles (Zhou et al., 2023). 

Também há uma carência de pesquisas que avaliem a qualidade de vida e o impacto emocional desses pacientes. Fatores como a adaptação ao estoma, as mudanças na rotina, o bem-estar psicológico e as limitações funcionais após a cirurgia continuam sendo pouco estudados, apesar de sua importância crescente à medida que mais pacientes sobrevivem por longos períodos. 

3 METODOLOGIA  

Esta revisão narrativa seguiu uma abordagem qualitativa, com levantamento bibliográfico nas bases PubMed, Scopus e Embase. Foram utilizados os termos: “emergency colorectal cancer surgery”, “obstruction”, “perforation”, “long-term survival”, e “oncologic outcomes”. Incluíram-se artigos publicados entre janeiro de 2020 e outubro de 2025, nos idiomas inglês e português. Foram considerados elegíveis estudos observacionais, revisões sistemáticas e meta-análises que comparassem desfechos de longo prazo entre cirurgias de urgência e eletivas ou que analisassem fatores prognósticos específicos. 

Os principais desfechos analisados foram: sobrevida global (SG), sobrevida livre de doença (SLD), recidiva local e à distância, bem como taxa de ressecção R0.  

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS 
4.1. Características clínicas e cirúrgicas 

Pacientes submetidos à cirurgia de urgência geralmente apresentam idade mais avançada, múltiplas comorbidades e tumores em estádios III–IV. Em muitos casos, há maior proporção de obstrução colônica esquerda e perfuração proximal (Yang et al., 2022). A taxa de procedimentos paliativos e de estomas temporários também é superior em idosos (Kim et al., 2023). 

4.2. Qualidade oncológica da ressecção 

Alguns estudos mostram que, apesar da apresentação em contexto de urgência, equipes especializadas conseguem manter princípios oncológicos adequados, como margens livres e linfadenectomia suficiente. No entanto, em serviços com menor infraestrutura, há uma maior proporção de ressecções incompletas e linfadenectomias inadequadas (Sandini et al., 2024). 

4.3. Sobrevida global e livre de doença 

De modo geral, a SG e a SLD são inferiores nos pacientes operados em urgência (Zhou et al., 2023). Após ajuste por estágio e idade, a urgência continua sendo um fator de risco independente, sugerindo influência do estado inflamatório sistêmico e das limitações técnicas intraoperatórias (Esswein et al., 2023). 

4.4.Perfuração tumoral e recidiva 

Quando o tumor se rompe, o risco de recidiva peritoneal aumenta bastante, porque células cancerígenas podem se espalhar livremente pela cavidade abdominal. Isso, na prática, reduz a sobrevida livre de doença (Takagi et al., 2025). Por isso, estudos recentes têm chamado atenção para um ponto fundamental: durante a cirurgia, é essencial manipular o tumor o mínimo possível e, quando houver estruturas comprometidas, retirá-las em bloco. Essa estratégia ajuda a evitar que células tumorais se disseminem durante o procedimento (Jin et al., 2025). 

4.5. Estratégias de ponte para cirurgia 

O uso de stents colônicos autoexpansíveis (SEMS) para tratar obstruções malignas do cólon esquerdo tem mostrado bons resultados, ajudando a aliviar o quadro agudo e permitindo que a cirurgia seja feita de forma eletiva. As revisões sistemáticas mais recentes sugerem menor morbidade pós-operatória e maior chance de ressecções R0, sem evidências consistentes de prejuízo na sobrevida a longo prazo (Ceresoli et al., 2021; Kim et al., 2023). 

4.6. Discussão 

A cirurgia de urgência por câncer colorretal costuma indicar doença mais avançada e diagnóstico tardio, refletindo falhas no rastreamento e no encaminhamento oncológico. Nesse cenário, os desfechos de longo prazo tendem a ser piores por uma combinação de fatores: estágio tumoral mais alto, condições clínicas fragilizadas e limitações técnicas impostas pela urgência. 

Nos últimos anos, o conceito de “ponte para cirurgia” tem ganhado espaço como alternativa à ressecção imediata. O uso de stents metálicos autoexpansíveis pode aliviar temporariamente a obstrução, permitindo avaliar melhor o estadiamento e planejar uma cirurgia mais segura. Embora estudos mais antigos levantassem dúvidas sobre possível disseminação tumoral, evidências recentes mostram que essa estratégia é oncologicamente segura, especialmente quando o intervalo até a cirurgia é curto (Kim et al., 2024; Jin et al., 2025). 

Já a perfuração tumoral continua sendo um dos achados mais associados ao pior prognóstico, independentemente do estágio da doença (Takagi et al., 2025). A possibilidade de disseminação de células tumorais pela cavidade peritoneal reforça a importância de um seguimento mais próximo e, em alguns casos, da consideração de terapias adjuvantes personalizadas. 

A alta morbidade perioperatória nas situações de urgência também prejudica a administração da quimioterapia adjuvante, o que compromete o controle sistêmico da doença (Alhassan et al., 2025). Por isso, estratégias multidisciplinares, protocolos de recuperação intensificada e um planejamento perioperatório estruturado são fundamentais para reduzir esses impactos. 

Figura 1. Diagrama do processo de triagem dos estudos 

Tabela 1. Principais estudos recentes (2020–2025) 

5 CONCLUSÃO 

A cirurgia de urgência no câncer colorretal permanece associada a piores desfechos oncológicos a longo prazo. Embora parte dessa diferença decorra de fatores clínicos e de estadiamento, o caráter emergencial influencia diretamente a qualidade da ressecção, a morbidade e a viabilidade do tratamento adjuvante. Intervenções como o uso de stents metálicos, a otimização do suporte perioperatório e o encaminhamento rápido a centros especializados podem melhorar substancialmente os resultados. 

Futuras pesquisas devem concentrar-se em estudos prospectivos e multicêntricos, com análise padronizada de fatores prognósticos, comparando diferentes estratégias de manejo emergencial. A integração entre cirurgia, oncologia clínica e cuidados intensivos é vital para reduzir o impacto adverso das cirurgias de urgência sobre a sobrevida de longo prazo.  

REFERÊNCIAS 

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1Médica residente em Cirurgia Geral – Hospital de Base do Distrito Federal, Brasília, DF. E-mail: mariane.som@gmail.com.  

2Médica pela Universidade Federal de Goiás, residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Regional da Asa Norte, residência médica em videolaparoscopia pelo Hospital Universitário de Brasília. E-mail: barrosodealmeida@gmail.com.